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E completamos 2 semanas longe de casa… A saudade do arroz com feijão começa a apertar, mas continuamos firmes porque a viagem está interessante…

Hoje alugamos o carro em Zagreb para vir até Split, com uma paradinha em Plitvice.

O serviço da Hertz em Zagreb foi perfeito. A atendente dos caras era um show a parte, foi extremamente simpática, explicou tudo o que precisávamos. Eu tinha pedido um GPS, e ela me arrumou um mapa super detalhado da Croácia e falou: Não pague a mais por isso não porque não tem utilidade. Olha o tamanho do nosso país! Você não vai se perder por aqui, não é do tamanho do Brasil!… Hehehehehe…. e ela tinha razão, deu tudo certo com as dicas que ela nos passou.

Pegamos a rodovia A1, que é um tapete, até a cidade de Otocac, de onde pegamos uma estradinha para ir até o Parque Nacional de Plitvice (aqui chamado de Plitvice Jazera). Dá um Google na parada aí que não estou afim de ficar explicando muito, mas o lugar é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. São vários lagos, todos interligados, de água cristalina. O fundo de cascalho dá essa cor aí que você vai ver nas fotos.

A fila pra entrar no lugar era algo quilométrico. Isso deu meio um desespero. Enquanto esperávamos, matamos um lanche cada um (já era meio-dia). Conseguimos entrar no parque depois de 45 minutos. Em toda a estrada e até a hora da fila, uma chuva leve nos acompanhou. Eu pedi a Deus que a chuva parasse. Ele atendeu. E de brinde mandou esse sol aí que vocês vêem nas fotos. Sim, assim que compramos os ingressos, o tempo abriu. Milagre divino mesmo, para os que crêem.
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Lá dentro, quase 3 horas de caminhada, meu brother. É só pra quem tem fôlego. Isso porque fizemos o roteiro mais básico, porque o parque é gigantesco. E conseguimos ser brindados com a vista final, no último mirante, que realmente é coisa de cinema.
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Bem, saímos de lá embasbacados para vir pra Split. Mortos também. Depois de 2,5 horas chegamos aqui. A cidadezinha é charmosa pra caralho. Fomos até o Palácio Diocleciano, também patrimônio da Unesco, para jantar, mas tirei só algumas fotos rápidas. Estávamos derrubados. Jantamos nosso jantar mais caro da viagem, mas num baita lugar fodido e de comida espetacular. O dia pedia.

Surpresa do dia: Plitvice, por tudo o que foi dito acima.

PresepadaS do dia: Hoje foram várias.

1 – Chegando na Hertz, vi que tinha esquecido minha PID (Permissão Internacional para Dirigir) no apartamento. Fiquei desesperado, achando que não iam me entregar o carro. E foram 30 minutos de caminhada até lá. Já estava bolando até um plano B para deixar a Juliana como garantia enquanto eu ia dirigindo buscar o documento. Mas não precisei e a mulher aceitou minha habilitação do Brasil mesmo.
2 – No meio do caminho até Split, precisei parar para abastecer o carro. Estou com um Ford C-Max, que é tipo uma Ecosport melhoradinha, e que bebe pra burro. A merda é que esqueci de perguntar qual o combustível da bicha. O carro até tem manual, mas você sabe ler croata? Bem, eu não. E na porra da boca do tanque também não tem nada escrito. Pensei comigo: fodeu! Por sorte, encontrei um cara que falava inglês no posto e ele me falou que era gasolina mesmo. Deu certo.
3 – Encontrar o apartamento que alugamos aqui foi um perrengue. Como disse, a mina da Hertz me convenceu a não levar o GPS, porque era fácil andar nas estradas. Ótimo. Só que eu esqueci que precisava encontrar um endereço aqui em Split, só com um mapa meia boca de umas 10 ruas da cidade que eu havia impresso. Véi, quase que entro de carro no Palácio Diocleciano. A sorte que Split é a segunda maior cidade da Croácia, perdendo apenas pra Zagreb, que é tipo do tamanho de São Caetano do Sul. Então rua vai, rua vem, acabei achando. Só que as ruazinhas aqui são apertadas que só o caralho, então haja manobra. Mas no fim, tudo certo.

Eurotrip – 13º dia – Zagreb/Croácia

Publicado: 18 de agosto de 2014 por Kzuza em Viagem
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Mais um dia de sol e tempo limpinho na Croácia. País simpático, viu?

Fizemos tudo à pé por aqui hoje. Fomos até a cidade alta, que é a parte mais antiga da cidade, com toques medievais. É também onde fica a sede do governo croata. Não tem muito o que falar, só as fotos mesmo.
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Ah, aliás, o canhão que aparece na foto, no alto da torre, é o que dá o tiro ao meio-dia marcando a metade do dia. Segundo a história, isso serve para que as igrejas saibam a hora de tocar os sinos. E, de fato, é bem sincronizado…rs

Paramos ao lado da torre num caminhozinho bem bacana com várias barracas de artesanato e, claro, cerveja. Vou te contar que os caras são muito fracos de artesanato aqui. Não dá pra comprar um imã de geladeira sequer, de tão feia que é a coisa.
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Depois andamos por aí, tudo à pé. Não tem muito a acrescentar. Hoje a cidade estava bem mais movimentada que ontem, mas mesmo assim não é nada sequer próximo dos outros lugares que visitamos. É bem pacato, mas o povo é simpático e a cidade bem bonitinha. Amanhã partimos para Split, de carro, com uma escala no Parque Nacional dos Lagos Plitvice. Se der certo, preparem-se porque o lugar parece ser maravilhoso.

Surpresa do dia: Comer em Zagreb é agradabilíssimo. Há uma oferta grande de restaurantes a preços muito bons e com comida farta e gostosa. Não fomos em lugar ruim aqui, gastando em média R$60 por refeição (o casal).

Presepada do dia: A Juliana faz aula de inglês, sabe falar, mas é tímida que dá nos nervos. Hoje ela queria que eu perguntasse pra garçonete onde era o banheiro do restaurante, e eu a forcei a perguntar. Pronto, a bosta estava feita. A porra da porta do banheiro tinha senha e os caraio. Pô, logo de cara um teste assim, em nível hard?

Eurotrip – 12º dia – Zagreb/Croácia

Publicado: 17 de agosto de 2014 por Kzuza em Viagem
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O dia começou bem cedo, pois nosso trem saiu de Budapest às 6h da matina. Os caras do hotel Bristol em Budapest foram sensacionais, e montaram 2 cafés da manhã para nós, para levarmos no trem, com 2 lanches cada um, suco, iogurte e frutas. Espetacular para quem enfrentaria uma viagem de 7 horas. Pois é, demora pra burro, cara! O trem faz 483 paradas no caminho, incluindo Sorocaba, Salto de Pirapora e Astorga, no Paraná.

Os pontos altos da viagem foram:
1 – O lago Balaton, ainda na Hungria, é muito bacana. Existem várias vilazinhas turísticas em volta do lago, com campings e casas de veraneio, e muitos locais para pescar. Muita gente andando de bike ou correndo. Enfim, uma área de veraneio que talvez valha uma visita da próxima vez. Cerca de 2,5 horas de trem de Budapeste.
2 – A Juliana cedendo um cobertor para o gringo do lado dela que estava congelando com o ar-condicionado exagerado do vagão. O moleque não sabia nem agradecer.
3 – Na divisa entre Hungria e Croácia, pausa para troca de trem. Quer dizer, nós não precisamos trocar de vagão, mas a composição foi refeita. Não entendi direito, mas o trem chegou em um sentido, e saiu em outro. E alguns vagões foram removidos da composição. Passamos por controle de passaporte pela primeira vez desde Munique. Achei que era porque a Croácia ficava fora da União Européia, mas não é. Não entendi porquê, mas passamos por controle de húngaros e croatas. Enfim, 2 carimbos a mais no passaporte. A Juliana já estava ficando preocupada.

Chegando em Zagreb, viemos direto para o apartamento que alugamos através do Airbnb. O apartamento fica a 5 minutos à pé da estação. Um frio na espinha porque o interfone não funcionava. Mas alguns instantes depois um casal chegou ao prédio e perguntou por quem procurávamos. Eram turistas também, evidentemente, e também tinham alugado algum apartamento aqui. Eles entraram e chamaram o pai da Dora, dona do apartamento, que foi nos atender.

Vou falar: acertamos na mosca. O apartamento é sensacional. É um studio, mas de ótimo tamanho, com tudo o que precisamos. O cara nos explicou tudo direitinho, nos deu mapa e instruções. A Dora deixa o apartamento impecável. Tem até uma plaquinha com palavras básicas em croata, um livrinho com dicas da cidade, um pote com docinhos típicos, frutas, tal. Muito bacana mesmo.
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A cidade é bem pequenininha. Dá pra ver tudo à pé. Amanhã devemos alugar uma bike para dar um rolê. Hoje fomos somente almoçar aqui no centrinho, demos uma volta até a catedral da cidade (que está em reforma, como vocês podem ver nas fotos), e fizemos umas compras pra deixar aqui no apartamento pra consumo próprio.
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Incrível que, como hoje é domingo, praticamente nada funciona. Todas as lojas estão fechadas e apenas alguns restaurantes abrem. Não conseguimos sequer trocar dinheiro. E a cidade é bem vazia, não tem muitos turistas. Mas vimos mais brasileiros aqui do que em qualquer outro lugar da viagem. Eu com minha camisa do São Paulo encontrei mais 2 torcedores pela cidade.

À noite fomos jantar num dos restaurantes indicados pela Dora, que por sinal é bem mais ou menos. Nada demais. Mas deu pra ver que a cidade fica mais agitadinha, com algumas ruazinhas que lembram bem cidades turísticas do Brasil.
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Surpresa do dia: Zagreb é como uma cidade do interior do Brasil. Pequenininha, sem muito movimento. Eu não achei que seria tão assim, mas enfim acertamos. O tempo que ficaremos aqui será mais do que o suficiente para ver tudo. Ah, e algumas curiosidades que o livrinho da Dora explica: a caneta esferográfica foi inventada por um cientista de Zagreb; todos os dias ao meio-dia podemos ouvir um tiro de canhão que marca a metade do dia; Zagreb é um dos maiores sítios arqueológicos do homem de Neandertal.

Presepada do dia: Na verdade, não é bem uma presepada, mas foi uma piada boa que a Juliana fez hoje no trem vindo pra cá. Será que a Croácia é a terra do Croissant?….kkkkk