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A economia do nosso dia-a-dia

Publicado: 19 de junho de 2017 por Kzuza em Economia
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Nada é mais revelador em nossas vidas do que observar atentamente a realidade. Não há estudos nem especialistas capazes de nos provar algo mais do que quando notamos, pelos nossos próprios sentidos, como é que as coisas funcionam.

Fui almoçar mais tarde hoje, no horário em que a praça de alimentação do shopping começa a dar uma esvaziada. Reparei algo que já havia notado de relance em outros dias, em horários de maior movimento. Hoje, com menos pessoas, ficou mais fácil observar. A praça de alimentação, pequena, possui entre 10 e 15 estabelecimentos, entre lanchonetes e restaurantes, sejam eles de redes franquiadas ou lojas próprias. Basicamente, com exceção ao McDonald’s, apenas um dos restaurantes se mantém com altíssimo movimento durante todo o almoço. Outros 3 ou 4 mantêm um movimento muito bom, e os demais apresentam um movimento (na minha visão) muito fraco.

Enfim, acho que nada mais fácil para explicar economia de mercado do que observar a movimentação das pessoas em uma praça de alimentação no shopping. Ali, ninguém é obrigado a consumir nada. Não existem leis que digam qual o limite máximo de clientes que uma loja possa atender. Não há quotas mínimas ou máximas de vendas para cada restaurante. Não há determinação do que cada lojista pode vender, por exemplo, obrigando cada refeição a ter uma quantidade máxima de calorias ou de sal.

E como as pessoas escolhem? Bem, cada um escolhe de acordo com o seu gosto, com o dia da semana, com o seu humor, com o seu hábito alimentar, com a sua grana ou com o que quer que ele queira usar como critério. Basicamente, cada um é livre para comer o que quiser, desde de que possa pagar.

No fim das contas, no geral cada um sai de lá satisfeito (com exceção dos reclamões, para quem nada é suficiente). Essa é a beleza da coisa.

E o que acontece se um restaurante não vender o suficiente e não gerar lucro? Simples: ele fecha e dá lugar a outro. Esse outro, então, tem a missão de não fracassar, de oferecer produtos de qualidade, com um preço acessível e com bom atendimento aos seus clientes. E a roda continua a girar.

Parece meio besta, mas é assim que o mundo funciona, evolui e melhora. Maus restaurantes dão lugares a restaurantes melhores, e a mesma lógica pode se aplicar a qualquer outro tipo de negócio. A economia funciona (ou deveria funcionar) dessa forma. Será que é complicado demais entender?


Outra lição ótima de economia com base no dia-a-dia aconteceu essa semana. Os ingressos para o show da banda irlandesa U2 na capital paulistana no segundo semestre esgotaram-se em 2 horas. Foi, então, aberto um segundo show (certamente já previsto desde o início).

Vi muita gente reclamando dos preços dos ingressos, dizendo que estavam caros demais. Fica a pergunta: caro para quem, camarada? Não vi os preços, mas duvido muito que se o preço fosse tão mais alto do que as pessoas se dispõem a pagar os ingressos teriam acabado assim em tão pouco tempo.

Oras, o fato de você não ter dinheiro suficiente para pagar (ou não estar disposto a gastar o valor necessário para o ingresso) não quer dizer que o mesmo esteja, necessariamente, caro. Talvez, simplesmente, o show não seja feito para você, caro mortal (como é a minha situação). Pura questão econômica, fazer o quê?!

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