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Sobre a CLT

Publicado: 5 de janeiro de 2015 por Kzuza em Divergência de opiniões
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Sábado um amigo meu colocou o seguinte post no Facebook:

clt

Bem, antes de começarmos o debate, cabe aqui uma definição do que é a Síndrome de Estocolmo, caso você não conheça. Conforme está escrito na Wikipedia:

Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. A síndrome de Estocolmo parte de uma necessidade, inicialmente inconsciente.

Conheço pouco sobre o autor do post, mas o suficiente para garantir que ele possui um caráter irreparável e uma excelente índole. Em outras palavras, é um cara do bem e extremamente pacífico. E faço questão de deixar isso claro aqui antes de qualquer coisa.

Também conheço um pouco sobre sua tendência política de esquerda. Por isso prefiro pautar toda minha argumentação aqui de forma apartidária, sem essa de azuis versus vermelhos.

Inicialmente, não havia entendido muito bem qual o significado do post, mas depois levando em consideração a posição política do meu amigo, tudo começou a fazer sentido. Afinal, seguindo a lógica de pensamento da esquerda, baseada em muitos conceitos marxistas, a eterna luta de classes entre proletariado x patrões invariavelmente resulta em opressores e oprimidos, em um sistema onde poucos ganham e muitos perdem.

Bem, excluindo da discussão aqui certos tipos de pessoas (maus-caracteres, psicopatas, neo-nazistas e outros de más índoles), acho que é senso comum todos desejarmos o bem-estar das outras pessoas. Queremos sempre que os outros prosperem, vivam bem e em harmonia, tenham saúde e paz (e todo aquele monte de coisa que desejamos no Ano Novo). A diferença básica entre a direita e a esquerda está no meio utilizado para atingir esses objetivos. E é aqui, nesse ponto, em que eu e meu amigo divergimos.

Para não alongar de mais um texto que já será naturalmente longo, vou me ater somente à discussão acerca da flexibilização ou não das leis trabalhistas vigentes: a CLT.

Partindo do pressuposto que tanto eu como meu amigo defendemos o mesmo bem estar do trabalhador (que ele tenha cada vez mais oportunidades de emprego e salários melhores, trabalhando cada vez menos), vamos tentar entender em quais desses aspectos uma legislação rigorosa, baseada em conceitos trabalhistas da Carta del Lavoro de Mussolini, de 1927, pode realmente garantir esses benefícios.

Talvez o primeiro ponto a ser entendido é que, quase um século depois, as características do mercado de trabalho hoje pouco ou nada têm a ver com a sociedade industrial do início do século XX. O setor de serviços hoje tem um espaço na economia infinitamente maior do que tinha naquela época. A tal “era da informação”, em substituição à “era industrial”, está cada vez mais latente, e traz consigo uma série de novas características nas relações de trabalho. Sendo assim, aponto aqui um primeiro ponto incoerente na CLT: por que tratar todos os trabalhadores de forma igual se temos tantas diferenças?

Outra coisa bastante interessante de observar é a relação entre a renda média do trabalhador e a criação de novos postos de trabalho. Infelizmente, a legislação dificulta os dois fatores caminharem lado a lado. A CLT, aliada à política do salário mínimo (veja aqui uma série de artigos explicando o quanto essa política é nociva ao trabalhador), pode por um lado garantir aos trabalhadores salários teoricamente maiores ano a ano (através do dissídio salarial, por exemplo), mas por outro lado fecha as portas para novos trabalhadores. Isso porque, com os altos encargos trabalhistas, muitos empreendedores recorrem à informalidade, ou mesmo desistem da criação/expansão dos seus negócios por se tornarem inviáveis economicamente.

(Um parênteses aqui: até hoje eu não consegui entender o dissídio salarial. Se supormos um país onde toda a força de trabalho está legalizada, temos todos os anos os trabalhadores tendo seu salário reajustado – em média – de acordo com a inflação do período, independente do que produziram no ano que passou: se foram mais ou menos produtivos, pouco importa; a legislação garante um reajuste a todos. Mas quem paga essa conta? Você acha que o patrão reduz seus lucros ano a ano para pagar por essa conta mais alta? Não, ele repassa aos consumidores, gerando inflação de preços. Ou seja, a legislação por si só retroalimenta a inflação.)

A empresa na qual trabalho há 4 anos mudou a forma de contratação de seus funcionários há 2 anos. Quando fui admitido, a empresa tinha cerca de 4 mil funcionários, e fui contratado em uma modalidade denominada CLT Flex. Uma pequena parte do meu salário era registrada em carteira, e a outra parte era paga como PLR, de maneira a fugir dos impostos. No início de 2013, todos os funcionários passaram a ser contratados no regime de CLT full. Todos passaram a receber rigorosamente o mesmo valor líquido anual que recebiam na modalidade anterior, só que agora com uma remuneração maior de férias (afinal, agora o um terço das férias era sobre um valor registrado maior) e um FGTS bem mais generoso. De pronto, você vai me dizer: está vendo como foi bom para os assalariados? Sim, em partes. Vamos lá. Nessa mudança, o custo da folha de pagamento da empresa toda subiu consideravelmente. Consequentemente, o custo dos serviços prestados pela mesma também. Você acha que os clientes da empresa toparam pagar por esse aumento? Não, isso não foi bem assim. Nessas horas aparece a mão do tão temível mercado: os clientes passaram a demandar menos serviços, o que fez com que a empresa reduzisse seu quadro de funcionários e crescesse muito abaixo do esperado para o período. Para quem continua trabalhando aqui, como eu, foi ótimo. Não posso dizer o mesmo para os meus amigos que perderam o emprego.

E quem é que sobrevive, por exemplo, nesse segmento de mercado que expliquei acima? Bem, alguns concorrentes ainda continuam com modalidades alternativas de contratação que os permitem manter preços mais baixos do que os praticados por empresas como a minha. Os profissionais continuam empregados, recebendo talvez um pouco menos do que eu (em benefícios), e as empresas continuam ativas.

Minha dúvida é: e se todos os concorrentes tomassem o mesmo rumo da minha empresa? Haveria uma inflação generalizada nos preços dos serviços prestados. E quais seriam as consequências? Demissões em massa? Talvez. Busca por soluções cada vez mais baratas? Muito provavelmente. Mas qual o custo disso? Má qualidade no serviços prestados?

Opa, sem querer cheguei a um ponto interessante. Talvez agora você consiga entender um pouco porque nós, brasileiros, estamos tão acostumados a produtos e serviços de má qualidade. Pagamos os carros mais caros do mundo, e de qualidade nem sempre tão boa assim se comparada a países de primeiro mundo. Pagamos caro por serviços de telecomunicações, e as reclamações pelos péssimos serviços só aumentam. Pagamos uma fortuna em impostos e temos péssimos serviços prestados pelo governo. O que está acontecendo?

A questão é justamente que estamos, nós trabalhadores, ficando mais caros com mais rapidez do que conseguimos produzir mais e melhor. E isso é por uma série de fatores, entre eles a legislação rigorosa e ultrapassada que temos. Isso acontece, principalmente, porque o Estado tenta cada vez mais solucionar problemas que não são de sua autonomia. O crescimento exponencial dos tentáculos do governo sobre nós cidadãos e nossas relações só piora as coisas. A burocracia e as regulamentações só são boas, quando são, para o próprio governo.

Há uma crença na esquerda de que o enriquecimento dos empresários é necessariamente maléfica para os trabalhadores. Só há enriquecimento de alguém se houver coerção de terceiros. Trocas voluntárias entre as pessoas não podem ser benéficas em uma sociedade capitalista. Dessa forma, há a necessidade de uma força externa para defender o lado mais fraco do mais forte, a fim de estabelecer um maior equilíbrio entre as partes. Então é aí que entra o Estado, que utiliza-se do monopólio da força para poder, enfim, ser o único elegível a coagir terceiros para enriquecer. Ou você não acha que é isso que acontece?

Prevejo de antemão uma chuva de argumentos na seguinte linha: Países como a Alemanha possuem legislações trabalhistas tão rígidas quanto a nossa. Bem, não é porque uma girafa sobrevive muito bem com um pescoço longo que isso seria ótimo para nós seres humanos. Da mesma forma, não é porque sistemas de calefação são super eficientes em países nórdicos que eles seriam ótimos para nós aqui no Brasil também, com médias anuais de temperatura acima dos 20°C. Há de se contextualizar para não se perder em argumentos falaciosos.

Também prevejo outros como: Se já está ruim assim, com uma legislação tão boa que nos protege dos nossos patrões exploradores, imagina o que seria se eles fossem livres para nos explorar? Bem, fico contente que todos nós trabalhemos em empresas tão magníficas e que nos tratam tão bem quanto pregam seus quadros de Missão e Visão. De qualquer forma, há inúmeros exemplos históricos no mundo todo onde a diminuição das regulamentações sobre as relações entre as pessoas trazem muito mais benefícios do que a simples imposição de regras. A partir do momento em que as pessoas são livres para estabelecerem acordos conforme seus interesses individuais, o progresso é inevitável. Nada deveria ser mais importante no mundo do que a nossa própria liberdade individual.

Dessa forma, eu posso dizer que, apesar de ser assalariado, sou sim a favor da flexibilização da CLT. E não é porque tenho simpatia pelo meu patrão, nem tampouco sou um ser inocente. Apenas acredito que as pessoas são capazes sim de estabelecer relações benéficas de troca entre o que podem oferecer e o que desejam receber. E também acho que um mundo com cada vez mais capitalistas endinheirados seria melhor para todos os trabalhadores. Mais produtos e serviços de qualidade, a custos cada vez menores, não seriam de forma alguma ruins para nós, pobres oprimidos.

Atualização: Li somente hoje um texto publicado no blog do Instituto Liberal a respeito do mesmo assunto. Aliás, o texto de Og Leme é muito parecido com o que eu escrevi.

E viva a falta de frescura!

Publicado: 15 de dezembro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Trabalho
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A vida é simples demais, mas tem gente que adora complicar. Quando tudo está bem, sempre aparece alguém que quer botar defeito, quer reclamar, quer ser do contra.

Se todos largassem as frescuras da vida de lado, o mundo seria muito melhor.

Sério. Odeio receber visita em casa que tem frescura. Porra! Se eu lhe convidei para ir à minha casa, é porque você é íntimo o suficiente para saber que eu mijo, cago, tenho um quarto bagunçado e dois gatos infernais. Então, da mesma forma, se você quer água, cerveja, suco, ou qualquer coisa, pegue! Sim, abra a geladeira, o armário, e sirva-se. Não me espere oferecer.

Temos um casal de amigos, padrinhos de casamento, que podemos receber em casa até de pijama. Desde sempre. Porque não há frescura. Só me levanto do sofá para pegar a primeira cerveja, porque as demais são servidas por eles mesmos. Ninguém se importa com a conta da pizza, ou se vai sujar a mesa, ou o sofá, ou se vamos ficar até às 3h da manhã batendo papo, mesmo morrendo de sono.

Isso se estende também ao ambiente de trabalho. Cheguei à conclusão que reclamamos de tudo. Mudei de emprego agora pena enésima vez, e a conversa é sempre a mesma. Sempre há aquele que te recebe com uma frase motivadora do tipo: “Vixe, bem vindo ao inferno!”, ou “Ih, coitado, já entrou pra trabalhar numa roubada!”. São raros os que dizem coisas boas como “Você fez a escolha certa de vir trabalhar aqui”, ou “Fique tranquilo que trabalhar aqui é sossegado”.

Sem contar também aqueles que já rogam a praga antes mesmo de você mudar de emprego. Tipo: “Vixe, vai trabalhar nesse lugar mesmo? Já ouvi falar horrores de lá!”, ou “Boa sorte, heim? Você vai precisar!”.

Pô, problemas existem em todos os lugares. Empresas que prestam serviços de TI são todas iguais. Falo isso com a experiência de mais de 12 anos nessa pegada. É tudo igual. Sempre tem O chato. Sempre tem O incompetente. Sempre tem a empresa que não valoriza o funcionário, que paga salários abaixo da média do mercado, que não motiva os funcionários, que só paga bons salários aos novos empregados, blábláblá…

Descomplique, porra! Apenas trabalhe, e trabalhe bem. Garanto que uma boa oportunidade surgirá, seja na sua empresa, seja em uma nova. É sério. O mundo não dá espaço para cabeças-de-bagre, e eu não dou oportunidade à gente fresca.

Pare de reclamar do seu chefe, da sua empresa, do seu emprego. Mude, se isso lhe incomoda. Problemas existem em qualquer lugar. Assim como existe comida ruim, gente mau-humorada, casa bagunçada, trânsito parado, ambientes sujos e pessoas feias. O mundo não é perfeito, então deixe de frescura, caralho!

Idiotas

Publicado: 11 de novembro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Cotidiano, Trabalho
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Sério, ainda tem gente que acredita que o mundo tem salvação. Que se nós nos unirmos, podemos salvar o planeta. E que existe muito mais gente boa do que gente má por aí. Se você é um desses, tenho algo importante a dizer: VÁ PARA A PUTA QUE O PARIU!

Não sou um mensageiro do Apocalipse, como você deve supor, mas também não sou um ser muito otimista. Enxergo o mundo com meus olhos e tenho uma opinião muito bem formada sobre a nossa vida em sociedade. Se foi Deus mesmo quem fez o homem, Ele não é perfeito. Sim, a cagada que o barbudo fez é ter colocado um cérebro na cabeça do infeliz, e aí fodeu com tudo.

Tem gente que acha uma maravilha sermos seres pensantes. Eu sinceramente acho uma merda. Acho que se a gente somente comesse, cagasse, mijasse e trepasse, seríamos muito mais evoluídos do que somos hoje. Viveríamos mais felizes se tivéssemos que caçar para ter o que comer, se vivêssemos nas cavernas e se cultivássemos somente instintos animais. Mas aí vem a porra do cérebro e fode tudo.

Convido a você, que acredita na humanidade, a voltar a viver no nosso mundo de hoje. Pegue um carro, ou um ônibus, ou um metrô, ou até a vassoura da sua mãe, e saia para dar uma volta por aí. Repare na quantidade de imbecis que temos espalhados.

Vou dar alguns exemplos só do MEU dia de hoje.

6:10h da manhã, saindo cedíssimo de casa para ir trabalhar. Sigo atrás de um veículo na rua e um imbecil atira uma lata de cerveja pela janela do carro. Reparou no horário? Reparou que era uma cerveja? Pergunto: como acabar com esse problema? Duas alternativas: uma bala de 12 ou 9 mm?

6:15h, ultrapasso o imbecil da latinha e aguardo pacientemente a abertura do semáforo adiante. A luz verde se acende e um imbecil motorizado acelera seu carro em direção ao meu, ainda parado, para que eu não fizesse a curva na sua frente. Esbraveja. Xinga. E eu ainda parado.

À tarde. Um imbecil, valentão de mouse, usa toda sua truculência e agressões verbais em um email para um companheiro de trabalho. Por conta de uma atividade ainda em andamento. Por um trabalho em conjunto, que segundo o imbecil, deveria ser perfeito. Mas como, se ainda não está terminado?

À noite. Eu, um imbecil, escrevendo um monte de merda no meu blog, para tentar desabafar. Fico nervoso com tudo. Meu ouvido até entupiu hoje. Acho que foi a pressão. Por conta de que? Por conta de imbecis.

Tolerância

Publicado: 4 de junho de 2010 por Kzuza em Comportamento
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Tenho aprendido bastante nos últimos dias a respeito de tolerância. Sim, porque muitos problemas que nós humanos enfrentamos tem relação direta com a tolerância que cada um tem frente aos fatos.

Já falei aqui da tolerância no casamento, mas o assunto é muito mais sério quando falamos no ambiente profissional. Isso porque a intolerância leva ao desrespeito, e isso abala qualquer relação profissional. Aliás, o desrespeito abala qualquer coisa.

E isso explica por que os homens brigam. Isso explica porque existem guerras. Não é pela divergência de opiniões, porque todos somos diferentes e todos divergimos em alguma opinião. Mas o motivo das guerras é porque um dos lados não soube tolerar a opinião alheia.

Comecei a pensar quantas vezes eu também não fiz isso. Quantas vezes não tolerei uma opinião divergente da minha. E quantas “guerras” não causei. A questão não é defender a razão. Porque por mais que se tenha razão, não é isso que a tolerância leva em conta. E ser tolerante não quer dizer exatamente ser covarde, fraco. Ser tolerante muitas vezes é sinal de sabedoria, de sucesso.

Filosofei.

Atchim!

Publicado: 22 de março de 2010 por Mathias em Trabalho
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Olha só…

Rapaiz du céu! Acabei de ver seu post. Que coincidência, fiquei o fim de semana inteiro pensando em algo que aconteceu na sexta-feira (19/03) no trampo.

Na sexta-feira, na minha rotina árdua de labuta que já dura 11 anos, meu “superior” me chamou para tomar um café após o almoço.

Bom, até aí beleza, uma xinxa de vez em quando não faz mal pra ninguém.

O problema foi o desenrolar do papo, papinho torto, retórico, do estilo Geraldo Vandré em “Para não dizer que não falei da Flores”.

Pelamor! Fala logo!! Na lata, sem meias palavras! Sem contar historinhas de vida, nem usar eufemismo, e não me venha indicar livros, nem citação de frases. Infelizmente só me lembro de uma, a das 4 verdades:

“A sua verdade, a minha verdade, a verdade dos outros e a verdade verdadeira”.

Eu não deixei em vão e também fiz uma citação, justamente do texto “crise do quarto de vida”, do post de 18/03.

A essência do papo foi:

“Quero que você dedique-se mais,  espero mais de você, a empresa espera mais de você, se você almeja um crescimento aqui dentro vai ter que se desdobrar”.

Acho que prefiro o sádico direto, claro que não vou gostar de ouvir algumas coisas, mas se for verdade eu ouço e reconheço meus erros.

Não posso esquecer e agradecer também a oportunidade que estou recebendo da empresa, ou melhor, de algumas pessoas. Muitos confiam no meu trabalho e estão me dando a chance de mudar meu perfil profissional. Estou nessa empreitada desde novembro, arriscando, mas ainda não sabendo muito bem se é isso que eu quero. Mas algumas coisas não consigo engolir.

O Post do Zuza resgata meus princípios, que é justamente o descrito por ele. Eu gosto de brincar com meu mulek a tarde, ver ele andar de bicicleta, bater no filho do vizinho, apanhar do outro, jogar bola, video-game, levar bronca. Eu realmente não sou muito fá de extensão do horário de trabalho, muito menos de graça, pois não sou filantrópico e nem a empresa é… Eu preciso dela($) e ela precisa dos meus serviços. É um jogo duplo, como descrito pelo Zuza um jogo de interesses, quando ficar desinteressante para mim eu caio fora, quando ficar desinteressante para empresa ela me derruba. E viva o Capitalismo! Viva a Democracia!

Agora, o que regurgitar amanhã para o orador que tanto me fez pensar? Amanhã eu conto.

FUI!

Citação:

“A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar”

Ouvindo: