Posts com Tag ‘saúde’

Vida intensa!

Publicado: 16 de julho de 2010 por Kzuza em Cotidiano
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A humanidade é mesmo uma raça estranha. Faz de tudo para viver cada vez mais. Quer tomar mais cuidados com segurança, quer remédios inovadores, quer técnicas novas de longevidade, alimentos mais saudáveis, vida mais saudável… mas para aproveitar como?

Levamos uma vida intensa. Vivemos correndo. Tudo é para ontem. E com que objetivo? Se vamos viver 80, 90, 100 anos, por que correr tanto? Nesse tempo todo, temos folga para fazer tudo o que precisamos.

A humanidade toda acelerou no último século e no começo desse tudo o que ainda não havia vivido em toda sua existência. Vivemos 110 anos e fizemos nesse tempo infinitamente mais do que foi feito antes. Construímos e destruímos muito mais coisas. Inventamos várias novas tecnologias. Acabamos com o meio ambiente. Deflagramos muito mais guerras que nossos ancestrais. Somos muito mais violentos, menos pacientes e completamente intolerantes.

Dizem que caminhamos rumo ao progresso. Mas no que evoluímos?

Trabalhamos pelo dinheiro. Vivemos pelo dinheiro. Corremos para atingir prazos impossíveis, porque nossos chefes querem dinheiro. Porque os chefes deles querem dinheiro. Não porque queremos um mundo melhor.

Essa correria toda, serve de quê? Para acelerarmos o processo de destruição total do planeta? Para nos prepararmos melhor para as guerras? É um assunto paradoxal e filosófico, mas é sério.

Dizem para você controlar melhor sua vida. Para planejar seu dia melhor, para fazer exercícios físicos diariamente, para relaxar, para pensar em Deus, para organizar sua vida melhor, para ficar mais tempo com a sua família. Mas o dono da sua empresa não pensa assim, e tudo vai por água abaixo.

O jeito é o equilíbrio. É tentar conciliar as coisas, e viver. Aproveitar o que ainda nos resta de vida. Aproveitar enquanto o planeta não acaba. Aproveitar o que ainda de bom tem por aí. E viver.

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Desafio

Publicado: 25 de maio de 2010 por Kzuza em Política
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Eu queria propor um desafio. Aproveitando a conversa que ouvi outro dia de um projeto de lei polêmico, de algum deputado que queria obrigar todos os políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas, eu também quero falar.

É uma pena que todos tem teto de vidro. Mas seria bacana, num debate político na TV, um candidato perguntar para o outro o que o partido alheio tem feito pela saúde da população. Após ouvir a mesma resposta de sempre, de que nunca “ninguém investiu tanto em saúde pública quanto o seu governo”, seria legal ouvir na tréplica: “E sua família? Tem plano de saúde? Ou utiliza-se de hospitais públicos quando precisa?”.

É lógico que ninguém vai perguntar isso, porque todo político é igual e tem o rabo preso. Mas eu queria sim ver políticos, todos eles, sendo obrigados a utilizar a saúde e a educação públicas do país. Eu corto o braço do meu vizinho fora se algum deles seria capaz de matricular seu filho ou neto em uma escola pública estadual. Ou então se seria capaz de levar seu pai sofrendo um enfarto para qualquer hospital público.

Não precisa ir tão longe. Não precisamos pedir para que eles enfrentem filas na Caixa Econômica Federal, nem que se utilizem de transporte público, e nem que consigam sobreviver 1 mês com um salário mínimo. Não, não quero tudo isso. Só quero a prova da saúde e da educação. Para ver se alguém tem coragem de sustentar as mentiras que contam enquanto estão em campanha.

E aí, quem encara?

Se você espirrar: TRABALHO!

Publicado: 20 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento, Cotidiano, Trabalho
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Essa semana pensei muito em uma coisa que o Mathias me falou uma vez. Lendo esses textos que nos enviam diariamente por e-mail, sobre “fórmulas para o sucesso profissional”, ele me perguntou o que eu entendia por sucesso. Porque, para ele, sucesso nada mais é do que ganhar uma graninha por mês, que dê para sustentar a família, e que ele possa chegar em casa cedo todo dia para poder ficar com a família, tomar a cerveja dele sossegado, e mais nada. E eu passei a ver as coisas de uma forma diferente. Porque sucesso profissional para mim é isso também. Não quero ser um executivo. Nem ter um cargo de gerência. Quero trabalhar 8 horas por dia, ganhar o suficiente para manter minha casa, e poder dormir tranquilo.

Mas enfim, essa semana percebi que muita gente não pensa assim. O trabalho passou a ser, para a maioria das pessoas, uma forma de auto-flagelação. Trabalho virou sinônimo de stress, o que é algo sem sentido, como disse o Bruno Kaneoya essa semana. E ainda tem gente que considera o trabalho como a coisa mais importante da vida.

Digo isso pelos 2 exemplos que tive essa semana. O diretor de uma empresa que conheço teve uma forte dor no peito na última sexta-feira. Foi para o hospital, e por lá ficou. Até terça-feira. Teve que fazer um cateterismo. Um problema congênito no coração. E que veio à tona por conta da alta dose de stress que o cara está passando. Graças a Deus, agora está tudo bem. Mas ele voltou ao trabalho. Na quinta-feira. Menos de uma semana depois. Contra as orientações médicas. Contra a vontade da esposa. Porque a empresa precisa dele. Porque ele não PODIA ficar em casa.

E um cliente nosso também teve algo parecido. Foi ao primeiro hospital para se consultar sobre um inchaço na perna. Não queriam deixá-lo sair. Precisaria ficar internado. Mas ele saiu. Foi em outro hospital. E ouviu o mesmo diagnóstico. Teve que assinar um termo de responsabilidade para poder ir embora. Porque precisava trabalhar. A empresa não podia ficar com ele.

Então eu pergunto: saúde para quê, não é mesmo? Importante mesmo é o trabalho. Porque a empresa precisa de você. Mas e se um dia a empresa estiver mal de saúde? Será que eles acham que a empresa fará conta para demiti-los?

Eu sei que minha situação é diferente. Nenhuma pessoa depende do que eu faço no trabalho. Não tenho nenhuma vida nas minhas mãos. As únicas pessoas que podem ter suas condições sociais afetadas pelo meu trabalho são os donos das empresas (da que eu trabalho, e dos clientes dela). Então eu não dou a minha saúde pelo meu trabalho. Nem darei. Por dinheiro algum no mundo. Dou o máximo do meu empenho enquanto estou lá, mas fora, vivo a minha vida. Cuido da minha saúde (nem tão bem assim) e da minha família, e mais de nada.

A vida é um presente que recebemos. Cada dia que passa, temos um dia a menos para aproveitá-la. E trabalho realmente não é a melhor forma de se aproveitar a vida. Acho que ninguém vai discordar.