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"A primeira palavra que se tem conhecimento para expressar o conceito de liberdade"

“A primeira palavra que se tem conhecimento para expressar o conceito de liberdade”

 

O desafio é discutir sobre os rumos populistas que nos levam ao dilema do totalitarismo e do fim da liberdade. E uma possível opção para mudar este rumo!

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Está correto sobre as principais divergências (papel do estado e modelo econômico).

Acredito no capitalismo, e não conheço outro regime senão o socialismo ou comunismo como antítese dele, cuja experiências reais eliminaram os alicerces capitalistas da sociedade, por exemplo Cuba, citado inclusive em resposta ao post do Renato como modelo de regime.

O papel do estado não poderia ser diferente, já que não é possível um regime anti-capitalista sem um papel de estado centralizador e com isso o cerceamento da LIBERDADE.

É justamente sobre essa tal de LIBERDADE que vou me esmerar!

Mas como já disse na minha primeira resposta lá no post do Ângelo, nossas divergências ficam por conta dos meios e não dos fins.

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Persisto em enfatizar que os fins de um liberal capitalista é o mesmo da esquerda socialista para não cairmos em falácias non sequitur, essa é a grande dificuldade do debate, a esquerda tenta monopolizar todas as virtudes e os nobres fins, como já comentei aqui:

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Afinal, quem seria a favor da pobreza, da fome, da injustiça e contra os direitos humanos?

Partindo dessa premissa, de que temos os mesmos fins, os mesmos objetivos, podemos discutir sobre os meios mais eficientes para tal.

Acredito que o liberalismo e o capitalismo são os melhores modelos político e econômico respectivamente para qualquer nação. Não há no Brasil nenhum partido com cartilha liberal, o existo PFL carregava liberal no nome, mas mudou para DEM, o que explica a falta de oposição dos últimos 12 anos, em linhas gerais todos usam um compatível ideário social-democrata, semelhante ao PT e a crença em um governo como locomotiva do progresso, não temos alternativas reais que fujam do eixo esquerda e centro-esquerda.

Como dizia Roberto Campos:

O liberalismo nunca nos deu o ar de sua graça.

Portanto, se Brasil é um país com muita miséria e desigualdade social isto não é culpa do liberalismo, já que nunca existiu por aqui. É o cansaço da evidente hegemonia política que reacende a insatisfação generalizada, permitindo o surgimento do movimento espontâneo e crescente com pessoas em busca de um NOVO caminho. Os liberais merecem a oportunidade política para posicionar o país em uma trajetória diferente e tornar o Brasil um país admirado, com liberdade individual e econômica.

Para falar em liberalismo preciso primeiro definir, na minha percepçãoo que não é liberalismo, pois por desconhecimento e desonestidade a esquerda insiste em rotular de liberalismo (ou neoliberalismo) os governos de FHC e os governos da ditadura militar.

O liberalismo não é totalitário, toda a história política liberal está vinculada a democracia plena sempre lutando contra o intervencionismo ; não é populista porque defende as instituições republicanas; não é fascista porque não concentra poder no estado; não é nacionalista porque repudia o nacional-desenvolvimentismo, o protecionismo comercial e o dirigismo estatal; não é conservador porque deixa os indivíduos livres para se associarem da maneira que bem entenderem,  e não admite que hábitos e valores morais de âmbito individual seja imposto pelo estado, apenas exige que não se viole o direito de ninguém, e por fim; não é anarquista porque entende que o estado é um mal necessário para evitar a lei do mais forte e a constante ameaça de uso de coerção ou violência de terceiros, ou seja, o estado tem como principal função preservar a propriedade privada, a liberdade individual e a segurança na vida em sociedade. Entende a necessidade do estado, com um papel limitado na sociedade, para servir ao cidadão e não o inverso, mas também sabe que o estado, em sua origem, é coercivo, é o monopólio da lei e da força em determinado território; portanto o liberalismo também não é utópico.

Então o que é o Liberalismo?

Entendo eu, que o liberalismo é a forma de fazer política respeitando a liberdade do indivíduo, tratando-o como um fim em si, e não como meio para chegar a um determinado fim. É a identificação do indivíduo como principal criador de riqueza, por isso é importante reduzir gradativamente o poder coercivo do próprio estado – uma missão sem dúvida difícil e repleta de obstáculos, valorizando os direitos do indivíduo, repudiando privilégios em defesa da isonomia e priorizando a liberdade ao invés da igualdade.

É o reconhecimento de que a liberdade é inseparável da responsabilidade, e defende que um dos papéis do estado seja o monopólio da justiça na garantia de direitos e deveres do indivíduo. O liberalismo garante a cidadania.

O papel do estado é fundamental na organização da sociedade mas entende-se que é ineficiente na promoção de produtos e serviços, pois não sabe alocar recursos, não sabe priorizar as necessidades realmente importantes gasta muito e gasta mal. Todos nós conhecemos a péssima qualidade do atendimento nas repartições públicas, a burocracia asfixiante de nosso país, as filas de espera de quase todos os serviços, a falta de equipamentos, etc. E é justamente porque o mecanismo de incentivo não funciona nas estatais e são usadas como moeda de troca política por quem chega ao poder. É sempre difícil punir e premiar o servidor público como se faz na iniciativa privada. Resultado: aqueles servidores decentes, dispostos a trabalhar de verdade, acabam tendo de carregar nas costas os acomodados. Falta uma gestão eficiente para mitigar esse problema e instituir alguma forma de meritocracia, que beneficia quem se esforça mais e produz mais. Quem teme a meritocracia não quer coisa boa, e normalmente não ingressou no setor público via concurso.

Temos impostos escandinavos, para serviços africanos! E por compreender o porque da situação que o liberalismo dá soluções alternativas das que temos hoje. O estado não deve se meter em setores melhores administrados pela iniciativa privada e entendendo isso o liberalismo prefere estimular a economia de mercado do que o estatismo. 

Os exemplos são infinitos, compare qualquer serviço ou produto fornecido pelo estado e pela iniciativa privada e perceberá que tudo relacionado ao estado é ineficiente, não caia no engano de que serviços estatais são gratuitos, não existe almoço grátis! Pagamos todos com nossos impostos, e normalmente mais caro do que se pagaria por um serviço privado.

Outra questão importante aqui no Brasil é o nível de corrupção, pense qual foi o último foco de corrupção na VALE, ou na Telefônica ou em qualquer outra estatal privatizada?

Informe-se sobre a quantidade de funcionários dessas empresas hoje, quanto elas faturam, qual a expansão dos seus serviços, quais os valores de impostos pagos ao estado e compare com o período estatal!

Qual o benefício que temos com a Petrobras gerida pelo estado? Qual o benefício que temos com o monopólio do Correios? Qual a vantagem que temos com o Metro? Qual o ganho no controle de concessões estrangulante de Rádio e TV?

O liberalismo é possível!

As nações mais prósperas, com melhores índices de qualidade de vida são liberais economicamente, são capitalistas! O Brasil está na rabeira dos rankings que medem o grau de liberdade econômica dos países.

E além de possível o liberalismo é ético por respeitar nossa principal característica humana: A Liberdade como direito de agir por si próprio com independência e autonomia em todas as esferas da vida em sociedade, dentro dos limites da lei e respeitando os outros.

Eu sempre caiu no mesmo discurso dessa tal liberdade. Toda discussão eu acabo encurralado na defesa da liberdade como bandeira liberal e sempre sou questionado:

 

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_ Afinal, que liberdade é essa que você tanto fala? Somos livres não somos? 

Será que somos mesmo? Sempre lembro de um livro, quase infantil, que me fez crer que nem tanto.

A história de Fernão Capelo Gaivota. de Richard Bach

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Fernão Capelo Gaivota, uma gaivota que queria mais do que o destino lhe impunha, além do que a natureza lhe deu por instinto. Fernão Capelo Gaivota não se contentava em voar baixo como todo o bando, para ele não era importante voar para comer, o importante era voar, cada vez mais rápido, cada vez mais alto! E percebia que a cada nova experiência um mundo novo se abria, a cada nova manobra de voo mais possibilidades surgiam e mais livre se sentia!

E enfrentando o repúdio do bando, do movimento, mesmo quando pareceu não fazer sentido, pois a única razão de uma gaivota voar é para comer, Fernão Capelo Gaivota continuou sua busca pela perfeição e conhecimento, assumiu os fracassos, os riscos e colheu os resultados da sua escolha, que até então não existia!

LIBERDADE DE ESCOLHA, LIVRE INICIATIVA!

É justamente a liberdade que nos diferencia dos demais animais, temos a capacidade de ir além de nossos instintos, somos responsáveis pela nossa conduta. Hoje o mundo é resultado da nossa conduta individual e coletiva, da nossa convivência, das escolhas que fazemos, a liberdade permite fazermos um mundo diferente e cada vez melhor!

O preço da liberdade é a angústia de ter nas mãos a responsabilidade das próprias decisões, o resultado das nossas condutas não deve ser terceirizado por abstrações como A SOCIEDADE, O SISTEMA, A VIDA! Desculpas nesse sentido são em sua totalidade ma-fé, atribuir ao mundo as causas da sua conduta é a negação da própria liberdade de escolha para justificar comportamentos vergonhosos e malévolos.

Fico indignado com os rumos que o barco toma! Tudo que vejo hoje em dia é o oposto do que acredito, todas as narrativas de hoje usam critérios de segregação. Não basta declarar algum grupo oprimido como uma massa amorfa, os progressistas ainda nomeiam o grupo opressor como responsáveis pela sua pobreza, e o Estado deve agir para salva-los da opressão!

Isso tudo não significa deixar em desamparo pessoas que por qualquer motivo se encontra na miséria, na pobreza, em condições desumanas, pelo contrário! É por acreditar que o melhor caminho vem das pessoas e não de governos, é por acreditar que o auto-interesse das pessoas faz a sociedade como um todo sai ganhando com melhor condição de vida, precisamos sempre de auto-estima!

Por fim, bato na tecla insistentemente, o repúdio que tenho sobre o pensamento coletivista e populista, normatizado hoje de forma confusa pelo conceito de esquerda, é diretamente ligado ao receio de que nossa liberdade seja tolhida, subtraída, em nome de uma ideologia que se mostrou fracassada em todas as suas tentativas e experiências reais. Não há explicação de como se daria esse novo modelo de estado e econômico sem o cerceamento da livre iniciativa, da liberdade de pensamento, da imprensa e expressão.

O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.

O alerta de Lord Acton não pode ser ignorado, a vigilância e a alternância do poder é saudável, mas percebo que isso não é compatível com os planos da esquerda orgânica, a esquerda marxista, que usa a tática gramscista de hegemonia sem pudores das suas intenções. São muitas as evidências:

  • O politicamente correto domina debates ofuscando a livre opinião ou independência intelectual, é socialização da opinião, e o patrulhamento ideológico é uma poderosa arma nesse sentido.
  • Substituição da legalidade pela legitimidade, subvertendo leis por reivindicações justas. Crack x cigarros ou Invadir terras ou saquear estabelecimentos passam a ser atos legítimos, pois representam um passo na luta pela “justiça social”.
  • O uso manipulado da questão racial, regional e de gênero para segregar a população entre nós e eles.
  • O uso dos direitos humanos para proteger o criminoso, identificado como vítima da sociedade.
  • Utilização da “opinião pública” como critério de verdade maior que a própria lógica.

As tentativas são muitas, o próprio Lula teceu elogios a Chávez na forma como rumou rápido o socialismo na Venezuela. Mas a meta é a mesma.

O pior é que, por se tratar de uma verdadeira revolução cultural, suas raízes são profundas, e dificilmente serão revertidas rapidamente. A luta pela liberdade é árdua.

FUI!

Mathias

Trotes

Publicado: 1 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento
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Acho que está todo mundo de saco cheio de ler o que eu escrevo aqui sobre hipocrisia e sobre como a mídia distorce as informações, mas vou continuar escrevendo sobre isso.

Ontem o Fantástico mostrou uma reportagem sobre trotes violentos nas faculdades de São Paulo. O caso mais alarmante foi da Universidade de Mogi das Cruzes, onde veteranos humilhavam os calouros de diversas formas.

Bem, desde que eu me conheço por gente, trote sempre existiu nas faculdades. E acho super legal, desde que se mantenha sempre o respeito. Brincadeira é sempre saudável. Assim como é bacana tirar sarro do outro quando o time dele perde, ou quando o seu ganha. O problema é que ninguém sabe o limite.

Só acho estranho a apresentadora do programa questionar: “Que tipo de profissionais essa faculdade vai formar?”.

Opa, aí está um grande equívoco: jogar na conta da faculdade a responsabilidade de se fazer com que os alunos respeitem uns aos outros. É claro que a instituição de ensino tem sim sua obrigação de fiscalizar e de reprimir esse tipo de atitude, mas o problema está muito antes do cara chegar na faculdade. O problema vem do berço. Vem do infeliz não conhecer limites desde cedo (como o próprio Math escreveu no post Crianças II).

Acho que a pergunta mais apropriada seria: “Que tipo de filhos os pais de hoje estão criando?”.

Essa é a cultura do brasileiro, a de transferir responsabilidades. É difícil quem assume a responsabilidade por algo que ocorreu. A culpa do filho ter reprovado de ano é da escola. A culpa do país não ir pra frente é dos políticos corruptos. A culpa do emprego ser uma porcaria é do chefe. E nós? Somos sempre as vítimas?