Posts com Tag ‘Rede Globo’

Eu sempre leio muita baboseira por aí, mas dessa vez o autor se superou. O nome do “jênio”? Daniel Castro.

Caí na armadilha da manchete inocente no portal de notícias: Temendo rejeição conservadora, Globo muda estratégia de Verdades Secretas. Cliquei. E ainda por cima dei um page view grátis para um imbecil.

Cliquei não porque eu me interesse pela Globo, ou porque eu faça a mínima ideia do que seja a tal “Verdades Secretas”. Fui seco porque o termo rejeição conservadora já me cheira, de longe, embuste. E não deu outra. Vamos aos trechos mais bizarros do texto:

O Notícias da TV apurou que a estratégia de comunicação de Verdades Secretas foi adotada após a estreia de Babilônia e levando em consideração que existe uma onda conservadora atrapalhando os avanços da teledramaturgia. Babilônia, nessa linha de pensamento, teria sido vítima de sua proposta progressista, ao mostrar vilões despudorados e casais gays como eles são na vida real.

Quer dizer então que o caro autor acredita que existe uma onda conservadora que atrapalha o progressismo? Mas que coisa mais descabida! Eu diria que existe, na verdade, uma onda progressista que quer passar por cima de valores morais e tradicionais e que, naturalmente, é rejeitada. A população brasileira é, e sempre foi, tradicionalmente conservadora. Não precisa ser muito esperto para perceber isso. A culpa da rejeição, portanto, não é da população, mas sim de uma teledramaturgia que se acha progressista e que, então, percebe que não atende à demanda popular.

Filho de mãe evangélica e amigo de padres, Walcyr Carrasco é um autor preocupado em não dar maus exemplos, que segue a cartilha do folhetim tradicional, conservador em sua essência.

Então o folhetim tradicional é conservador na essência? Não, meu caro, a sociedade em sua maioria é. Aliás, as bases sociais são calcadas em valores tradicionais. Quando isso passa a deixar de acontecer, a própria sociedade começa a ruir. Estamos infelizmente vendo isso nos dias atuais, muito por causa da nossa nova intelligentzia. Mas aí seria difícil demais para você compreender isso.

Ah, só mais uma dica:

Isso é uma ratoeira:

RATOEIRA-GRANDE-51be0becca914

Isso aqui é uma armadilha para urso:

Verdades_Secretas_Ratoeira

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A revolta dos beneficiados

Publicado: 26 de janeiro de 2014 por Kzuza em Esporte
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Ano passado foi o tal do Bom Senso FC. Um grupo de futebolistas que pedem mudanças drásticas no calendário do futebol brasileiro devido ao grande número de jogos, entre outras coisas.

Essa semana foram os jogadores de vôlei revoltados porque a final da Copa Brasil de vôlei masculino não foi transmitida para o estado de SP, preterida pela final da Copa SP de futebol junior.

Basicamente, os esportistas estão dizendo algo como “Rede Globo, sua desgraçada! Valoriza mais o nosso esporte! Atenda às nossas vontades!”. Sim, porque a emissora carioca é, querendo você ou não, quem manda nesse país, em todos os sentidos.

O que mais me intriga nessa história toda é ver que os verdadeiros beneficiados pela emissora são os que estão reclamando por aí. Sim, porque ambos os esportes só existem no nosso país porque a emissora é quem mais injeta dinheiro nos clubes de ambos os esportes. Infelizmente o esporte depende muito mais da TV do que o contrário. Não vejo ninguém reclamando que os clubes nunca conseguiram montar um modelo de negócio que sobreviva independente dos direitos de transmissão dos eventos.

Sinceramente, será que os atletas sentem que possuem um poder de barganha maior do que o da TV? Chora menos quem pode mais. Eu reconheço todos os seus feitos como atletas profissionais, mas chega uma hora que esse tipo de reclamação me parece coisa de gente mimadinha. Jogadores de futebol com salários astronômicos revoltados por jogar 2 vezes por semana? Será que alguém se habilita a reduzir seus salários?

Também acho uma vergonha o que a Rede Globo faz, em todos os sentidos, e não somente nos esportes. E por isso mesmo eu simplesmente a ignoro. Mas se ela fosse responsável por pagar o meu salário, eu simplesmente me recolheria e aceitaria suas decisões. Ou mudava de emprego. Que tal?

Por que deixei de curtir futebol…

Publicado: 6 de setembro de 2010 por Kzuza em Esporte
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Durante a Copa do Mundo desse ano, muitas coisas ficaram evidenciadas na mídia esportiva e fizeram com que eu perdesse aquele gostinho que eu ainda tinha em relação ao futebol. Não quanto ao esporte em si, que eu adoro, mas sim em relação ao circo armado em volta dele.

Ainda há quem questione a Fórmula 1 e a Ferrari pelos resultados manipulados, mas se esquecem que o esporte mais popular no mundo também dá péssimos exemplos.

Durante a Copa, o técnico Dunga deixou claro sua briga contra a imprensa nacional, principalmente em relação à Rede Globo. E nisso eu o apóio, porque tenho a mesma visão em relação ao tratamento que a imprensa no Brasil dá ao futebol.

A mídia não se preocupa com o esporte em si, somente. Como faz no vôlei, ou no basquete. Nesses outros esportes, as notícias são rápidas e objetivas. O tratamento que é dado às equipes é, na maioria das vezes, imparcial (exclui-se aqui o tratamento que a Globo dá ao time da Unilever no vôlei feminino, por exemplo). Por que isso não dá Ibope.

Quanto ao futebol, é necessário um algo mais. Porque o esporte, em si, não encanta há muito tempo. Os jogos tem se tornado cada vez mais feios, com menos gols. O público não vai mais aos estádios por medo da violência. Os clubes brasileiros não possuem mais jogadores talentosos, salvo raríssimas exceções. Os árbitros estão cada vez menos preparados, e mais propensos a erros.

Então a mídia precisa encontrar algo para inovar. Precisa criar polêmicas. Precisa mobilizar. Precisa lançar, ao término da primeira fase do mundial da África do Sul, que as seleções sulamericanas estão melhores que as européias, para depois quebrar a cara com uma final entre dois times do velho continente. Precisa semear a discórdia entre os times, dizendo que o fechamento do Maracanã é para prejudicar o Fluminense. Precisa noticiar que o centenário do Corinthians é muito mais importante para o futebol nacional do que o título do Internacional na Libertadores da América. Precisa envolver jogadores em escândalos. Explorar erros de arbitragem. Expôr cartolas do meio futebolístico como se fossem astros maiores que os próprios atletas. Precisam valorizar mais a briga política fora do campo do que o próprio jogo no gramado.

É por essas e outras que prefiro o futebol americano, o vôlei, até o basquete, que vem mostrando no Mundial da Turquia que é super organizado e digno de grandes eventos, assim como o futebol. Porque valorizam o esporte, a festa.

Qual o limite da liberdade de imprensa?

Publicado: 29 de junho de 2010 por Kzuza em Cotidiano
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Ultimamente tem se falado muito sobre a briga entre o técnico Dunga, da Seleção Brasileira, e a Rede Globo de TV. Também tem se falado bastante sobre as agressões que os membros do CQC, programa humorístico da Rede Bandeirantes, vem sofrendo por aí. Primeiro foi o cinegrafista que acompanhava a repórter (??) Monica Iozzi no Congresso em Brasília, e agora o Danilo Gentili sendo agredido por guardas civis em São Bernardo do Campo.

Antes de continuar escrevendo, queria deixar claro, para quem não me conhece ou não lê frequentemente esse blog, algumas posições minhas:

1 – Eu odeio a Rede Globo de televisão como entidade formadora de opinião. O monopólio pregado pela emissora Marinho e o poder que a foi concedido durante anos e anos de favores prestados ao Governo Federal me fazem ter nojo.

2 – Eu acho o Brasil o país com o pior povo do mundo. Eu estou incluso nesse povo. E os governantes são o reflexo do povo, ou seja, despreparados, covardes, corruptos e vagabundos.

Bem, mas voltando ao assunto inicial, esses dois assuntos vem sendo bombardeados pela mídia digital ultimamente, e chegam a cansar. Mas isso tudo me fez pensar numa coisa: até onde vai o limite da liberdade de imprensa?

A Globo mete o pau no Dunga e faz a população de cabresto acreditar que ele é o pior técnico do mundo, e a pior pessoa também. Sim, meu caro leitor imbecil, ela faz isso sim. Porque a maioria esmagadora da população brasileira, quando tem acesso à informação, seu único meio é através da Rede Globo. Presente em quase todos os municípios do país. E o que eles falam é lei. Não ache que o povo brasileiro é politizado como você. Não acredite que uma campanha de #DiaSemGlobo ou #CalaBocaGalvão no Twitter vai resolver alguma coisa. A parcela do nosso povo que tem acesso a esse tipo de coisa é mínima. E pior: desses que tem acesso, apenas um número insignificante tem discernimento para entender o que estão propondo. O resto é pura onda. Principalmente os nossos jovens de hoje, alienados de plantão.

E formam um monstro. Porque querem que pareça isso. Só porque o cara decidiu colocar limite à imprensa. Resolveu trabalhar sério, à maneira dele. E a mídia não aceita. A mídia quer o Brasil como o Brasil é: uma bagunça. Quer farra! Entrevistas à qualquer hora, em qualquer lugar. Quer jogadores se entupindo de bebida na balada. Quer técnico fazendo festa. Não quer ninguém trabalhando sério, porque isso não é típico do brasileiro. E a Globo quer lucrar. Quer exibir imagens exclusivas. Quer ser mais, sempre mais! E o Dunga não aceitou.

Até onde eles querem chegar?

A questão do CQC é outro ponto interessante. Eu tenho certeza que muita gente vai me achar babaca, ridículo, contra a modinha dos humoristas de terno preto e gravata, mas eu acho que os caras passam do limite sim. É. Eu acho legal pacas mostrar para a população babaca os babacas que eles elegem. Mostrar as falhas cometidas pelos governantes. Mostrar o descaso. Mostrar que nesse país ninguém leva nada a sério. E só.

Mas não. Marcelo Tas e seus companheiros querem mais. Querem IBOPE. Sim, porque na TV, é só isso que importa. E para isso querem submeter os políticos ao ridículo. Querem extrapolar. Invadem o gabinete e agem com ironia, peitam, são petulantes, querem ser superiores, querem se mostrar “ao lado do povo”, e aí acabam se rebaixando ao nível dos nossos políticos medíocres. Uma ação sempre tem uma reação. E quando eles se dão ao trabalho de peitar e discutir com idiotas, acabam passando para o lado deles. Passam a ser idiotas também. E apanham. Porque do outro lado também existem seres ignorantes. Mas apanham não porque gostam, apanham porque dá IBOPE. É. Porque querem parecer coitadinhos. Para o povo acreditar. Parecer coitadinhos porque apanharam dos políticos monstros. Assim como a Globo, coitadinha, apanha do monstro Dunga.

O povo desinformado fica aí, com dó dos poderosos. Dó da Globo. Dó do Escobar, xingado pelo Dunga. Dó da Band. Dó do Danilo Gentili que apanhou da guarda civil, ou do câmera que levou um tapa do deputado.

Por que a Globo se acha com o direito de ter entrevista exclusiva com os jogadores da seleção? Por que o Rafinha Bastos se sente no direito de invadir o gabinete de um subprefeito de SP e despejar esgoto na mesa dele? Ou lixo, como fez em outros casos? Por que Danilo Gentili e Mônica Iozzi se acham poderosos de ir peitar políticos corruptos em Brasília, sem esperar reação nenhuma em troca?

O problema é que não se conhecem os limites. Ninguém percebe a hora de parar. Principalmente no meio televisivo. Porque vale tudo pelo IBOPE, até tomar tapa na cara.

Coitadinhos…

Nota: antes que os ignorantes possam pensar, não estou defendendo político corrupto nem tampouco o comportamento do técnico Dunga. Só estou questionando a forma como a TV trata tudo isso.

Disfarces

Publicado: 30 de abril de 2010 por Kzuza em Geral
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Essa semana fui surpreendido com uma notícia muito chata. A Blausiegel Medicamentos retirou seu patrocínio do time de vôlei de São Caetano, terceiro colocado na Superliga Feminina desse ano. Time esse que contava com as campeãs olímpicas Sheilla, Mari e Fofão. Enfim, um fim trágico para uma parceria de 2 anos que trouxe apenas um título pequeno, mas que me divertiu bastante nesse ano.

Mais ou menos o que aconteceu com o Osasco ano passado, que perdeu o patrocínio da Finasa (do banco Bradesco, na verdade), e que semanas depois firmou parceria com a Nestlé e levantou a taça esse ano. Bom seria se acontecesse algo bem parecido com o time de São Caetano, vamos aguardar.

Mas enfim, fico pensando o que leva tais empresas a abandonarem o esporte assim. O discurso de que “houve mudanças no corpo executivo da Blausiegel” não cola para mim, assim como não colou o Bradesco, o banco com o maior lucro líquido na América Latina, declarar que o fim do patrocínio se devia às mudanças nos investimentos.

Isso porque investir no esporte é muito mais do que retorno financeiro. Investir no esporte serve de exemplo para todo mundo, é meio que uma corrente do bem. Mas isso não interessa aqui no Brasil.

A Blausiegel manteve o patrocínio na Stock Car, e por que? Explico.

De uma forma disfarçada, como se ninguém soubesse, tudo o que acontece nesse nosso LISARB (como gosta de dizer o Matheus) é controlado de alguma forma pela Rede Globo. É ela quem diz o que você deve gostar, o que você deve assistir, em que horário você deve fazer as coisas, etc. Você acha que não, mas é verdade. Comece a reparar na sua rotina diária e verá que isso é muito mais sério do que eu estou escrevendo.

E para a Globo, vôlei não vale nada. Aliás, a partida final até vale alguma coisa, e eles transmitem. No horário que eles querem que você assista. E tanto a Superliga Feminina quanto a Masculina são disputadas em jogo único. Sabe por que? Porque a Globo não quer disponibilizar mais de um espaço na sua grade para transmitir um jogo de voleibol. Porque não dá muito retorno. E é por isso que os diretores da Blausiegel ficaram putos do time não ter se classificado para a final. Porque a marca não é divulgada na massa, só para quem é muito fã (como eu). E isso não dá retorno.

O mesmo para o Bradesco. 4 anos sem ver o Finasa campeão. E o desgaste da marca? Porque a Globo só mostrava um jogo no ano, e justamente nesse ano o Osasco levava ferro do Rio de Janeiro. E aí?

E o esporte continua sem ser valorizado. Por quê? Porque a Globo não quer. O futebol dá mais dinheiro, muito mais.

O mesmo acontece com o basquete brasileiro. A NBB é até uma sacada legal, de gente bem intencionada, que quer desenvolver o esporte no país. Mas a Globo também não gosta, então não vingou.

Esse monopólio da informação molda o país. Não venha me dizer que você também não é refém disso. E se você quiser se livrar dele, você vai se dar mal. Como eu, que tentei acompanhar o vôlei esse ano. E meu time acabou.

Puritanismo

Publicado: 2 de fevereiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Geral
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Fico feliz em ver como vivemos em um mundo cada vez mais puritano, sensato e cheio de gente com boas intenções.

A menina faz um boquete pro cara debaixo do edredon, mas não pode mostrar na TV porque não pode se mostrar sexo na TV. Mas mostrar beijo gay e o viadinho pelado à beira da piscina pode.

Agora estão descendo a lenha na CBS, que vetou um comercial com beijo gay no intervalo do Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos. Estão sendo considerados preconceituosos.

E qual a relação entre tudo isso? Para mim, é a falta de parâmetro. Sim, porque somos homens, e pensamos diferente um do outro. E cada um tem um conceito. E a CBS acha que beijo gay não é legal. Mas a Globo acha que é. E quem está certo?

Penso que esse lance de preconceito é muito subjetivo em alguns casos. O simples fato de não querer expor algo que você não acha legal pode não ser considerado preconceito. Outro exemplo: se o cara é evangélico e não aceita a igreja católica, ele é preconceituoso? Ou só tem uma opinião diferente da minha?

Quem foi que disse que ser gay é normal? Eu acho que não é. E não acho isso preconceito. É uma opinião minha, e ponto final. Quem disse que eu eu estou errado?

Acho que as pessoas precisam entender que todos somos seres humanos, pensantes, e que temos opiniões divergentes sim. É normal. Não fico nem um pouco incomodado com alguém que não gosta de mim, porque me acha chato, ou porque me acha feio, ou porque me acha magro. É normal! O que muita gente confunde é a questão do respeito. Eu também não gosto de corinthianos, nem por isso negaria um emprego, ou um lugar na fila caso ele estivesse precisando, ou uma ajuda. Mas por dinheiro nenhum no mundo eu colocaria uma bandeira do Corinthians na janela de casa. Entendeu a diferença?

Assim, não é porque a CBS vai deixar de mostrar um beijo gay no horário mais caro da TV americana que as bichas precisam ficar apavoradas. Como eu disse ontem para um amigo meu, se os gays fazem tanta questão de serem aceitos por todo mundo, por que não começam eles aceitando também quem não gosta deles?

Realidade de quem?

Publicado: 1 de fevereiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Geral
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Outro dia, durante um bate-papo, um amigo comentou sobre a tal novela das 9 da Rede Globo. E achei interessante. A novela retrata a baixaria ao extremo, mas de uma forma que parece bonitinha. Manoel Carlos é mestre em mostrar a infidelidade entre casais. O cara explora a sexualidade acima de tudo. Bonitões garanhões, mulheres independentes em busca de sexo, relacionamentos extraconjugais, tudo isso é assunto constante nos capítulos do folhetim. Ele iria tentar inovar, incluindo dessa vez uma vilã infantil na trama, mas parece-me que os chatos do Ministério Público se manifestaram antes, alertando o escritor a respeito das possíveis consequências de tal atitude.

E aí o povo que está em casa se delicia. Todo mundo acha aquilo lindo. E como não há censura dentro das casas, a galera assiste em peso. E as crianças crescem vendo todo aquele bacanal como se fosse a coisa mais comum do mundo. Afinal, a novela se chama Viver a Vida. E a novela retrata justamente isso, a vida como ela é…

Opa, peraí? A vida de quem? Esse nunca foi o exemplo que eu tive dentro de casa. Para mim, a família sempre foi tida como o maior tesouro de todos. Meus pais são casados há mais de 30 anos, e lá em casa não há espaço para infidelidade. Meus avós foram casados por 45 anos até meu avô falecer. Meus padrinhos comemoram 50 anos de casados agora em Maio. Então essa não é minha realidade não. Aliás, nem minha, e nem da maioria dos meus amigos.

Então até que ponto a TV mostra a realidade?

Os telejornais mostram diariamente a violência nas ruas. A corrupção. Assaltos. Assassinatos. Violência contra crianças. Violência contra os direitos humanos. Essa é a realidade….

Opa, realidade de quem? Eu sei que eu represento uma minoria, mas eu nunca fui assaltado. Nunca vi uma arma de fogo próxima a mim. Nunca fui ameaçado. Nunca dei e nem recebi dinheiro como propina.

Então, mesmo que eu seja a minoria (o que sinceramente acho que não sou), por que a mídia insiste tanto em relatar o que de mais podre acontece na humanidade? Porque isso dá IBOPE? É claro que sim. A questão que estou expondo não é a de tapar o sol com a peneira, e esconder os problemas que existem por aí. A questão é: por que exaltar o que está errado? Por que exaltar o que não deveria ser exemplo?

Talvez aí esteja um dos motivos pelos quais estamos nesse ciclo vicioso. Vivemos num mundo onde não há expectativa de melhora, porque a maioria não pensa em melhorar. E para quem cresce cercado de maus exemplos, isso é mais do que compreensível.