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De que lado você está?

Publicado: 3 de março de 2015 por Kzuza em Política
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A rinha mesquinha entre partidários do PT e do PSDB recentemente tem resultado em apenas uma única vítima: o povo brasileiro. E vou tentar explicar aqui o porquê penso assim.

Se você é minimamente inteligente e esperto, você já deve ter reparado que estamos em uma crise política e econômica aqui no Brasil. Isso não deveria ser novidade para você, ao menos que você viva em um mundo de fantasias. Independente da sua convicção política, isso é um fato e, portanto, não tem como ser negado.

O problema é que atualmente a batalha política travada entre os dois principais partidos políticos do país saiu completamente do controle, passando do nível racional e ideológico para o fanatismo. É exatamente aqui que as coisas começam a piorar.

É inegável também que o Partido dos Trabalhadores possui um projeto de poder totalitário em curso, muito antes mesmo de Lula ser eleito pela primeira vez em 2002. A negação de tal fato só pode ter duas razões: inocência ou canalhice. Muita gente ainda me pergunta: “Mas se há um projeto, por que isso ainda não foi implementado?”. Oras, meus amigos, graças a Deus (e também ao PMDB), ainda somos um país cuja democracia ainda é sólida. Além disso, somos um país de dimensões continentais, com mais de 200 milhões de habitantes, o que honestamente é um empecilho dos grandes para qualquer ditador em tempos modernos. Mas não creia você que isso diminui a fome com a qual Dilma e seus súditos avançam sobre o país.

Uma das principais ajudas que o PT recebeu durante esse processo de tomada de poder veio justamente do PSDB. O partido tucano sempre foi passivo demais com os seus adversários, muito possivelmente porque ambos sejam partidos de esquerda, o primeiro mais radical, e o segundo, moderado. Percival Puginna explica um pouco disso no seu texto FHC e a síndrome do petismo delirante:

Você [FHC] virou uma síndrome do petismo. Ele [PT] julga redimir-se de todos os pecados apenas com se afirmar, à exaustão, melhor do que FHC e PSDB. Sou testemunha ocular desse delírio. Em muito microfone já denunciei tal prática como vigarice intelectual.

Só que o avanço desse projeto de poder aliado à cabeças criminosas e maquiavélicas (não vou explicar aqui novamente o Foro de São Paulo) começou a impactar negativamente todos aqueles os quais a intenção inicial era de “ajudar”. Coloco sim entre aspas porque a real intenção, na verdade, é aumentar o poder do partido, usando-se para isso um pano de fundo calcado na “ajuda aos pobres” / “luta de classes” / “distribuição de renda” e por aí vai.

O problema é que isso tudo tem corrompido, inclusive, muitas cabeças pensantes por aí. Basta ver o caso recente da Petrobrás e seus desmembramentos. José Carlos Sepúlveda da Fonseca escreveu muito bem sobre isso no artigo A Petrobrás e a intelectualidade corrupta. Veja:

O texto do dito manifesto aponta ainda uma “conspiração” para desestabilizar o governo; as investigações, segundo esses “expoentes intelectuais”, atropelam o Estado de Direito.

Chamo de novo a atenção: não são os crimes cometidos pela máquina corrupta do Partido dos Trabalhadores para consumar seu projeto de poder anti-democrático – e reduzidos por estes luminares a simples “malfeitos” – os que abalam o Estado de Direito; o que abala o Estado de Direito é a ação da Polícia e da Justiça, transformada numa “conspiração para desestabilizar o governo”.

Fernando Gabeira também descreveu bem em Os saqueadores da lógica o que o Partido dos Trabalhadores tem feito com o Brasil. Ele diz:

Se o PT pusesse fogo em Brasília e alguém protestasse, a resposta viria rápida: onde você estava quando Nero incendiou Roma? Por que não protestou? Hipocrisia.

Com toda a paciência do mundo, você escreve que ainda não era nascido, e pode até defender uma ou outra tese sobre a importância histórica de Roma, manifestar simpatia pelos cristãos tornados bodes expiatórios. Mas é inútil.

Você está fazendo, exatamente, o que o governo espera. Ele joga migalhas de nonsense no ar para que todos se distraiam tentando catá-las e integrá-las num campo inteligível.

Conheço uma série de pessoas que apoiam o PT. Invariavelmente, essas pessoas se enquadram em uma das categorias abaixo:

  1. Odeiam mortalmente o PSDB;
  2. São espoliadores e mamam nas tetas do atual governo;
  3. Acreditam que os fins justificam os meios.

Enfim, o que eu quero dizer é que não conheço um único filho da puta que apoie essa merda de governo federal.

Li um artigo excelente outro dia que tenta acabar por vez com essa discussão. Mais do que uma discussão polarizada entre dois partidos com ideais semelhantes, precisamos ser a favor do Brasil. O autor é Lucas Berlanza e o título do texto é Eu não quero um Brasil melhor…. Ainda! Veja só:

Algumas pessoas insistem em matraquear alegações genéricas e vazias e, percebendo ou não, auxiliam a cartilha dos opositores da liberdade que nos conduzem os rumos atuais.

A começar por aqueles que acreditam que fazer críticas ao petismo significa que você necessariamente é tucano. Esse raciocínio simplificador já foi suficientemente refutado por diversas vezes, estando mais do que demonstrada a pobreza de percepção de quem acredita que o universo de concepções políticas no mundo se limita ao socialismo de articulação bolivariana e populista do petismo e à social democracia – com tendências mais liberais, é verdade – dos tucanos, e que a adesão a qualquer outra corrente seria impossível para o brasileiro.

O texto ainda continua desmascarando uma série de argumentos falaciosos utilizados pelas pessoas (aquelas que se enquadram nas 3 categorias apresentadas anteriormente) que ainda defendem o atual governo.

Enfim, acredito que ainda existe muita gente sendo moralmente desonesta por aí defendendo práticas imorais tendo como finalidade um bem maior. Esconder-se atrás de belas iniciativas sociais, de acabar com a pobreza e a injustiça, ou de promover uma sociedade mais igualitária (seja lá o que quer que isso signifique), para justificar práticas criminosas é canalhice. E pior: acreditar que ninguém que pense diferente de você quer um mundo melhor para todos é de uma presunção tremenda.

Ah, o liberalismo…

Publicado: 7 de novembro de 2014 por Kzuza em Política
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Esse não é um texto sobre PT ou PSDB. Também não é um texto sobre política propriamente dita, ou melhor, como você está acostumado a entendê-la. Trata-se apenas de um texto com assuntos que talvez você, assim como eu há alguns meses atrás, não está acostumado a lidar.

Recentemente tive meu primeiro contato com as teorias do liberalismo, muito por influência do Mathias. Foi depois de muito ler a respeito que comecei a reparar que eu nunca havia sido apresentado à tais pensamentos. Durante toda a minha vida escolar, nas minhas aulas de história ou geografia política, muito ouvi falar sobre Marx e socialismo, mas sinceramente nunca ouvi falar sobre Mises, por exemplo.

Também cheguei à conclusão que, inconscientemente, eu sempre fui um estatista. Sempre acreditei que o Estado era o único capaz de solucionar os problemas que assolam a população brasileira, como miséria, fome, falta de saneamento básico, falta de emprego, etc. Não sei se essa foi a educação que eu tive em casa, mas acho que não. Felizmente lá em casa nunca fomos altamente dependentes do Estado e conseguimos ter uma vida relativamente tranquila (exceto pelo período Collor). Estudei por 4 anos em escola pública, mas não me lembro se foi lá que me tornei esse estatista.

Cresci e me tornei um cara de sucesso e bem sucedido (isso para os meus conceitos, talvez não para os seus). Apesar de sempre ter a certeza de que só cheguei ao ponto onde estou hoje graças ao meu esforço e aos dons que recebi das mãos de Deus, sempre acreditei ser um cara de muita sorte. Infelizmente, a maior parte da população brasileira nunca teve as mesmas condições que eu tive para vencer na vida. Dessa forma, sempre esperei que um dia fôssemos ter um governo que pudesse levar essas pessoas a uma vida melhor. Alguém que de fato os ajudasse.

Foi nesse pensamento que ajudei a eleger Lula em 2002. E ele, de uma forma ou de outra, conseguiu levar um alento aos mais necessitados, como eu sempre esperei que alguém fizesse. Mas já nas eleições de 2006, após o escândalo do Mensalão, eu percebi que não havia legitimidade nas ações do governo petista. Para mim, não era justo ajudar alguns fazendo mal para outros. Não votei PT na segunda vez. O mesmo ocorreu em 2010 e em 2014, após uma sucessão de escândalos de corrupção e de piora nos indicadores econômicos.

Mas foi exatamente nesse ano que percebi que, assim como era o PSDB de FHC, o PT de Lula e Dilma também nunca foi legítimos nas suas ações para com o povo. Fui tomado por um pessimismo terrível, pois realmente não há mais em quem confiar. Todos possuem a mesma intenção básica: manter-se no poder e enriquecer às custas do trabalho do povo. Os meios para isso é que divergem, como já expliquei aqui em textos passados (o que ajuda a explicar eu ter votado Aécio ao invés de Dilma em 2014).

Mas então, para onde correr?

Esse contato com as ideias libertárias me mostrou que é sim possível ser otimista em relação ao futuro. Isso porque há um caminho possível para que não dependamos mais da vontade dos outros para que nós possamos prosperar. Até porque, na verdade, os outros nem sabem o que nós queremos, não é mesmo? Quem mais indicado para administrar a sua vida do que você mesmo? Quem mais indicado para tomar conta do seu dinheiro do que você mesmo?

O maior erro que eu cometia, e acho que provavelmente você também cometa, era acreditar que o Estado sabe exatamente o que é bom para a população em geral, sem considerar os anseios individuais de cada um. Eu acredito que esse tipo de pensamento geral do brasileiro é justamente um dos fatores que nos leva a ficar, durante tanto tempo, à mercê das boas intenções do governo (seja ele de qual partido for), mesmo sabendo que eles não estão nem aí para nós. Isso para mim passou a soar totalmente insano.

Eu posso escrever aqui durante muito tempo e nunca serei tão claro quanto Roberto Barricelli foi nesse texto aqui. Ele explica, através da interpretação da palestra de Nathaniel Branden, de uma forma extremamente didática como é que ninguém é mais capaz de promover a sua prosperidade do que você mesmo. Leia esse texto e sinta-se renovado.

Isso não quer dizer que eu tenha chegado à conclusão de que o melhor para nossa sociedade seja uma anarquia. De maneira alguma. Só passei a acreditar que o quanto menos o governo interferir na minha vida, melhor. Isso porque aí o Estado pode tratar o que é realmente essencial para garantir que todos tenham condições iguais a prosperar de acordo com seus valores. Entenda como essencial, ao meu ver:

  • Garantir educação básica de qualidade para todos;
  • Garantir atendimento de saúde para todos;
  • Garantir segurança jurídica para todos;
  • Proteger as nossas fronteiras de ataques externos.

Mas só isso? E o resto? O resto é assunto para outros textos que você pode encontrar em fontes legais como:

Ou seja, quanto menos o governo regular ou interferir, para mim, melhor. Há um texto muito legal aqui que explica como é que as concessões públicas e as agências regulatórias são extremamente maléficas para uma nação.

É insano termos que escolher, geralmente, entre PT ou PSDB, ou se estou a favor do povão ou da elite. Ambos possuem um interesse em comum centralizador que é apavorante, embora para mim seja completamente claro que a fome do PT pelo poder e pelo totalitarismo seja infinitamente maior.

Não faz sentido para você escolhermos como candidato quem na verdade menos se interessa pelo poder e pelo nosso dinheiro, mas sim se interessa em dar à você e à sua empresa o poder de decidir o que é melhor? Comece a pensar nisso.

Meu voto

Publicado: 24 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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E aí, Zuza, vai ou não vai se posicionar?

Mas como votar, se ambas as campanhas políticas pregam o discurso do medo? Ou de acabar com os benefícios sociais adquiridos nos últimos anos e de privatizar todas as empresas públicas, ou do Brasil se tornar uma nova Venezuela/Cuba em breve?

Como votar se quem apóia o candidato tucano é o Malafaia, o Neymar e o Luciano Huck, mas quem apóia a atual presidente é o Chico Buarque, a Alcione e o Roberto Carlos?

Como votar se a Veja me diz que o PT não presta, enquanto a Carta Capital me garante que o socialismo pregado pelo partido é um avanço?

Como escolher meu candidato se uma está envolvida em um escândalo recente de corrupção na Petrobrás, e o outro tem sobre suas costas investigações sobre improbidade administrativa, além de casos de tráfico de droga e agressão à mulher mal explicados?

Mas como votar se o PT esteve envolvido no grande escândalo do mensalão, tendo toda sua alta cúpula julgada e condenada, além de outros escândalos como a Máfia dos Sanguessugas, e o PSDB esteve envolvido no caso da Sudene, no mensalão mineiro, e na máfia do metrô de São Paulo, que nunca foi investigada?

Como escolher entre o herdeiro do partido que criou e implantou o Plano Real e a herdeira dos maiores avanços sociais da história desse país, como erradicação da fome e da miséria, e acesso ao ensino superior?

É, amigos, diariamente somos bombardeados por inúmeras informações que fazem nossa mente trabalhar cada vez mais acelerada. E nesse fogo cruzado, nem sempre conseguimos separar o joio do trigo. É muito difícil realmente identificar as informações verdadeiras e confiáveis, e o que é calúnia e especulação.

O meu voto do segundo turno será o mesmo voto do primeiro: Aécio Neves. E vou explicar o porquê.

Ele não representa os meus ideais e as minhas ideias políticas, mas é dentre os atuais candidatos o que mais se aproxima. Isso porque sou a favor de um Estado cada vez menor e menos intervencionista nas questões econômicas e políticas da nação. As propostas de redução do número de ministérios e dos gastos públicos feitas pelo candidato, bem como a profissionalização e transparência dos bancos estatais vão ao encontro do que penso. Fora isso, a base da sua equipe de governo me parece muito mais bem preparada do que a atual gestão.

Além disso, tenho inúmeros motivos para não votar no atual governo do PT, principalmente na sua representante Dilma Roussef. Vocês verão que a corrupção, seja o mensalão ou o caso Petrobrás (só para mencionar os mais latentes), não entram na minha lista. Não porque eu corrobore com essa prática, mas sim porque eu não acredito que o Aécio e seus parceiros de PSDB (aliás, nem ele, nem os demais candidatos e partidos do primeiro turno) são mais honestos nesse sentido. Eles também estão envolvidos até o pescoço nessa merda chamada corrupção, então não tenho porque trocar um pelo outro somente por esse quesito.

A minha lista pode ser resumida em:

  • Dilma não é Lula. Afirmo isso categoricamente porque a candidata tenta a qualquer custo associar sua campanha somente ao Partido dos Trabalhadores e às conquistas adquiridas pelo governo Lula. Definitivamente não. Dilma não foi nem de perto uma presidente à altura de Lula.
  • A política econômica praticada pelo governo atual é totalmente equivocada e está prestes a gerar um colapso nacional se não interrompida. Dilma não fará isso, como já sinalizou em campanha. Ao creditar o mau desempenho econômico à crise internacional (que crise mesmo?) e não assumir a responsabilidade, a atual presidente compromete o futuro da nação. Li um artigo interessantíssimo hoje que explica bem isso.
  • Ainda no assunto econômico, que atualmente é o que mais afeta a mim e provavelmente a você, que está lendo esse texto, há um outro artigo que mostra o quão equivocada é a nossa atual presidente.
  • Não sou contra as políticas sociais do governo, nem tampouco leviano (palavra que meu candidato adora) a ponto de não reconhecer todas as conquistas que Lula (e não Dilma!) conseguiu para as camadas mais necessitadas da nossa população. Desta forma, eu prefiro muito mais escolher alguém que tenha capacidade de manter essas conquistas de uma forma sustentável do que endeusar o partido que as criou. Acreditar que Aécio e seu PSDB vão acabar com programas como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, FIES e SISU é tão ridículo quanto os especuladores terem acreditado que Lula e o PT, após serem eleitos em 2002, iriam acabar com o Plano Real ou dar calote no FMI. Bons resultados obtidos precisam e vão ser, como eu tenho certeza, mantidos. Lula levou o que FHC fez de bom, e Aécio levará o que Lula fez de bom, estou certo disso. Dilma infelizmente não conseguiu sustentar o que seu antecessor conseguiu, por isso não voto nela. (Observação: embora não seja contra as políticas sociais, sou totalmente contra o propósito pelo qual as mesmas foram criadas e instituídas pelo PT, o que explica meu próximo tópico).
  • O Foro de São Paulo. Esse assunto é extenso e complexo demais para ser explicado por um cara como eu, mas arrepia até os pêlos do cu entender os objetivos maiores do atual governo, disfarçados através de “boas ações aos mais necessitados”.
  • A militância do Partido Social Democrata Brasileiro, embora não tão efetiva quanto a do Partido dos Trabalhadores, é inquestionavelmente mais espontânea e honesta que a do adversário. A militância petista é profissionalizada (vide inúmeros blogs e sites criados especificamente para isso – a tal mídia chapa-branca) e altamente dirigida à desconstrução dos seus adversários. Foi assim desde o início com Marina Silva, e tem sido assim desde o término da apuração dos resultados do primeiro turno.
  • Os aliados políticos do PSDB não ferem, de maneira alguma, tudo o que o partido prega desde que eu me conheço como gente. Se você acha isso bom ou ruim, para mim tanto faz, eu respeito as opiniões políticas de cada um. Mas é no mínimo curioso o fato de que NENHUM dos partidos derrotados no primeiro turno tenha se aliado ao PT para a disputa do segundo turno, mesmo com uma grande chance de vitória e, nesse caso, de uma futura mamada nas tetas do governo. Aécio conseguiu apoio de todos os candidatos derrotados, com exceção à Luciana Genro, que se manteve neutra. Além disso, o PT fez justamente o caminho contrário e acabou se associando ao que existe de pior e mais podre na política desse país, como nomes como Fernando Collor de Melo, Renan Calheiros e José Sarney. Isso é algo tenebroso e mostra o quanto o partido está desesperado por apoio. Uma outra pergunta, lançada hoje pelo Mathias, também está martelando minha cabeça: você conhece algum político que, em sua carreira, tenha debandado para o lado do PT porque achou melhor?
  • Toda a liderança do Partido dos Trabalhadores foi diluída por conta de todos os escândalos nos quais o partido esteve envolvido nos últimos anos. Os nomes fortes do partido estão ou presos, como é o caso de Delúbio Soares, José Dirceu e José Genoíno, ou devidamente afastados de suas atividades, como João Paulo Cunha e Antonio Palocci, por exemplo. Um Partido sem comando, nas mãos de uma pessoa despreparada como é o caso de Dilma Roussef, é uma ameaça iminente principalmente às instituições democráticas da nação. Dilma não está à altura do seu partido, como esteve Lula. Então precisamos separar bem as coisas.
  • Dilma não foi capaz de realizar nada durante seu primeiro mandato. Não conseguiu botar para funcionar o seu PAC, não conseguiu terminar nenhuma obra prometida, a Copa acabou e o tal “legado” não trouxe nada de bom. O que me faria pensar que seria diferente em um segundo mandato?

Enfim, essa é minha linha de raciocínio. Talvez se Aécio tivesse uma equipe de governo fraca, talvez se seu partido político estivesse diluído e sem líderes, talvez se não tivesse boas propostas a nível econômico, talvez se fosse um revolucionário…. talvez se tudo isso acontecesse, eu não votaria nele. Mas diante do atual cenário, não existe alternativa melhor.

Eleições

Publicado: 6 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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Antes de mais nada, antes que me julguem, dois dados importantes: sou paulistano, nascido e criado aqui, e votei em Aécio Neves para presidente.

Se isso não foi o suficiente para você parar a leitura do texto por aqui, gostaria de deixar o meu muito obrigado.

Em segundo lugar, queria dizer aqui que estou completamente decepcionado com essas últimas eleições e com o quanto nosso povo é alienado e desrespeitoso. Como eu sempre digo, nós temos um país muito melhor do que merecemos como povo. O Brasil ainda é, para mim, o melhor lugar do mundo para se viver, por ‘n’ motivos para os quais eu necessitaria de outro post para explicar.

Não acho que meu voto foi melhor ou pior do que qualquer outro. Aliás, mais para a frente eu explico qual foi o meu raciocínio.

O que mais me decepcionou mesmo foi a incoerência de muitos comentários que li pelo Facebook e a intolerância com a opinião alheia. Eu sinceramente já esperava, assim como foi em 2010, comentários xenofóbicos após os resultados do primeiro turno, mas dessa vez a turminha se superou.

A palhaçada já começa com o pensamento praticamente padrão entre a elite que se diz esclarecida de que o PT precisa sair do poder a qualquer custo. A imbecilidade já começa por aí. Sou perfeitamente a favor da alternância de poder e também contra muitas das políticas adotadas pelo atual governo, principalmente sua fome incessante pelo poder. Agora sequer analisar em quem estou votando somente para tirar o partido de lá é, para mim, totalmente insano.

Outra coisa que para mim não faz sentido é apostar as fichas no partido social democrata brasileiro. Quando não sei quem mencionou que o brasileiro tem memória curta, talvez não imaginasse que fosse tão curta assim. Essa mesma galerinha que hoje prega o retorno dos tucanos ao poder votou em Lula em 2002 para pôr fim às falcatruas do governo FHC e à sua política econômica. O Estado totalmente aparelhado, as inúmeras denúncias de esquemas de corrupção que NUNCA sequer foram investigadas, a dívida externa crescente, a inflação alta (mais do que a atual), o câmbio que atrapalhava as nossas exportações, o funcionalismo público sofrendo sem reajustes salariais (se você não tem funcionário público na família, pergunte a alguém que era nessa época e tire suas conclusões), o ensino superior totalmente sucateado e elitizado (sem essa história de FIES e SISU), tudo isso fez com que todos corrêssemos para o PT como a única salvação. Deu no que deu.

Estamos agora votando num partido que conhece como ninguém todos os caminhos insólitos de Brasília. Um partido que sempre praticou, onde quer que estivesse, a corrupção como se fosse a coisa mais natural do mundo. E para ajudar, aparelhou-se de todas as formas, de maneira que nada fosse investigado ou punido. Quase igual ao PT faz. Quase.

Agora nada supera a xenofobia paulista que, sinceramente, me deixa com uma vergonha alheia tremenda.

Primeiramente, um Estado que elege, entre os seus deputados, nomes como Tiririca, Marcos Feliciano e Andrés Sanchez deveria sentir vergonha. Como se não bastasse, ainda reelege em primeiro turno o governador do partido que está à frente do Estado há 20 anos. Ué? E a alternância de poder? Não era boa para a democracia? Um Estado com a educação pública sofrível que tem, com uma USP cada vez mais falida e sem verba, com uma Santa Casa que era hospital de referência e agora está prestes a fechar as portas, cuja segurança pública sofre há anos, onde estamos à mercê de uma organização criminosa que domina o estado (PCC), com os mais diversos escândalos em processos licitatórios do metrô, cujas rodovias são as mais modernas do país, mesmo que isso signifique preços completamente abusivos de pedágio e um estado dominado por uma única concessionária (CCR, comprovadamente ligada ao PSDB). Mesmo com tudo isso, reelegemos nosso governador e nos achamos melhores do que outros estados? É isso mesmo? Faz sentido?

Cheguei a ler com comentário, compartilhado por um amigo meu, de um ser mais exaltado propondo a independência do Estado de São Paulo. Veja o ponto aonde chegamos. Nós nos achamos tão superiores assim ao restante do país? Um povo que adora odiar a maior cidade do país, reclamando de tudo o que acontece por aqui (do trânsito, do povo, da poluição, da super população, do transporte e da puta que pariu), ainda assim quer se tornar independente? Para quê? Para podermos sofrer mais com o mesmo? Para podermos eleger quantos Tiriricas e Felicianos quisermos, sem ninguém pra nos infernizar?

O fato é que, infelizmente, cada um vota olhando para o seu próprio umbigo, e não pelo bem do país. Isso é natural, meus caros amigos. Você aí que acha o Bolsa Família um absurdo, um benefício que só sustenta vagabundo, etc. e tal…. sinceramente, você acha que os tucanos vão acabar com isso? Hahahahahahahahaha…. faz me rir.

É natural que o Nordeste seja o maior colégio eleitoral do PT. Ninguém nunca governou o país pensando neles. É óbvio que eles votam e continuarão votando em quem os ajudou, independente se tenha sido da melhor forma ou não. A discussão aqui não é essa. Eu também acho que o Bolsa Família tem muito o que melhorar e que o programa sozinho, como funciona hoje, não ajuda a desenvolver o país, mas não dá pra negar que dá uma sobrevida a quem mais necessita. Espero mesmo que o novo governo ajude a desenvolvê-lo como um meio de crescimento sustentável. Mas se esse fosse o único motivo pelo qual o povo vota no PT, tendo em vista que o programa atinge 25% das famílias brasileiras, de onde então vieram os outros 16% dos votos válidos que a presidente teve? Radicais (ou alienados) como os que estão aos montes se multiplicando no Facebook, irão elaborar as mais diversas teorias conspiratórias, desde a adulteração das urnas até fraudes no processo de apuração. Eu não vou nem discutir esse ponto, porque se você chega a esse tipo de conclusão, acho que esse país já é demais para você.

Eu sinceramente não consigo me lembrar o que era melhor na época do governo FHC em relação ao que é hoje em dia. Tirando o fato de que tínhamos um presidente extremamente inteligente, culto, que sabia se falar e se portar em público, eu talvez tenha de fato uma memória fraca. E agradeço quem puder me ajudar.

Gozado é que a maioria do povo que eu conheço que votou em Aécio Neves está muito bem empregado, recebe salário em dia, leva uma vida confortável, alguns até viajando para o exterior uma vez ao ano… A maioria também possui automóveis novos, gadgets importados, TV por assinatura, internet de banda larga para poder postar o que quiser no Facebook…. A maioria também possui convênio médico e não depende da saúde pública para nada. Enfim, não têm o que reclamar da vida. O que o PSDB então pode trazer de melhor? Ou, mudando a pergunta, o que o PT fodeu tanto a sua vida assim nos últimos anos para essa raiva tremenda?

Porra Zuza, então vota no PT logo e não me enche o saco! Seu petista de merda! Alienado! PTralha!

Não, não voto. Votei no Aécio assim mesmo. E não, não estou feliz com isso, mas também não estaria feliz elegendo uma despreparada para o governo, então fui no menos pior de todos. Não havia outra opção para mim. É claro que cada um tem sua escolha e quase todas são justificáveis, exceto as intolerantes e as não pensadas. A mudança nesse momento se faz necessária pelo término desse ciclo no poder. Voto pela renovação, mas não a qualquer custo. E também não tenho ilusão de que o próximo governo será melhor que esse. A merda continuará a mesma, mas espero que as moscas sejam diferentes…

CCR e Governo de SP, pensando em você!

Publicado: 2 de julho de 2010 por Kzuza em Política
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Tenho ouvido no rádio ultimamente uma propaganda do grupo CCR que me deixou bem intrigado.

Para quem não sabe, esse é maior grupo de concessões de infraestrutura da América Latina. Há muito tempo dominando o governo do Estado de SP, o PSDB vem investindo à tempo em programas de concessões. Primeiro foram as rodovias, agora até a nova linha do metrô, além da Inspeção Veicular obrigatória da prefeitura da cidade de SP (que hoje não é PSDB, mas para quem não se lembra, Kassab era vice do Serra antes dele se candidatar para governador).

E a CCR domina tudo isso. Todas as principais rodovias do Estado, que se gaba em ter as melhores rodovias do país, são administradas por empresas do grupo: Rodoanel, Castello Branco – Viaoeste, Bandeirantes/Anhanguera – Autoban, Imigrantes/Anchieta – Ecovias…. enfim, tudo! Ou seja, é patrimônio público na mão da iniciativa privada. Não é nem preciso dizer que aí ocorrem abusos. Pois em nenhum comercial, nem da CCR, nem do Governo de SP, eles mencionam também os pedágios absurdos que são cobrados nas rodovias administradas pelas empresas desse grupo.

Enfim, o mínimo possível é cumprido: serviço de qualidade. A pergunta é: esse é o preço que devemos pagar? O quilômetro rodado no Estado de SP é mais caro que nos EUA. E eles também possuem estradas de qualidade.

Viajo para Indaiatuba toda semana, no interior de SP, e utilizo a Rodovia dos Bandeirantes. A Autoban já construiu praticamente uma nova rodovia. Todo dia a estrada está em obras. E não é recapeamento simples. Os caras praticamente reconstroem a pista. Por quase toda a extensão que posso observar, até Campinas. Mas se gasta hoje aproximadamente R$25 para ir e voltar até Campinas. Até Indaiatuba, paga-se mais um pedágio (na ida e na volta) de R$9,15.

E agora tem também o metrô da linha Amarela. Antes público, agora privado. Metroviários ficaram putos.

E tem também o absurdo da inspeção veicular na cidade de SP. Que não serve de nada. Antes a prefeitura ficava com o dinheiro pago para a inspeção durante uns 3 meses, e depois devolvia ao contribuinte. Agora não vão mais reembolsar. Ou seja, você paga para dizerem que seu carro tá legal. Ou então para te proibirem de rodar. Só pra garantir o deles.

Enfim, pelo menos tem algo de bom nisso. Os caras oferecem um serviço de qualidade, como eu já disse. Isso é o mínimo. E o Governo, arrecadando também uma fortuna, não consegue oferecer serviços de qualidade. Sendo assim, minha proposta é privatizar também o Governo. Vamos fazer uma concessão. Conceder a administração das escolas públicas à iniciativa privada. Conceder a administração dos hospitais públicos à CCR, queridinha do Governo de SP. E deixar os caras administrarem. Mas tem que administrar com o dinheiro que o Governo arrecada, ou seja, com o que nós cidadãos pagamos de impostos. Seria justo, não seria?

Eu pago pra ver.

Ah, a política…

Publicado: 20 de abril de 2010 por Kzuza em Política
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Hoje recebi um texto via e-mail entitulado “Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia”, de um cara chamado Rodrigo Constantino.

Pelo currículo do figura, que você pode conferir no blog dele, eu esperava muito mais. Mas fiquei surpreso de ver que o cara é como a maioria dos brasileiros que se dizem pensantes. Como eu sempre digo aqui, brasileiro é um povo que adora reclamar, independente do que. O cara me pede para votar no Serra, para não eleger a Dilma, e termina com a seguinte frase: E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula.

Poxa, mas peraí? É eleger outro cara para poder reclamar igual? Então qual a diferença?

Esse é um grande defeito do brasileiro. Não há ideologia. O cara consegue ser contraditório no texto inteiro dele, o que é inadmissível para alguém com um currículo desses. Nós aqui, os minhocas fluorescentes, temos liberdade para dizer um monte de baboseira. Não somos formadores de opinião. Não somos especialistas, somos palpiteiros. Mas o que esse cara escreveu é um monte de groselha.

“Vou votar no Serra para não eleger o PT”. Como eu odeio gente bunda-mole! Esse é o tipo clássico do peemedebista. Ficar em cima do muro. Vote em alguém que te represente, e não em alguém para apedrejar depois.

A mídia trata como se a política brasileira fosse um eterno confronto entre PT e PSDB. E continuará sendo se continuarmos acreditando que nós só podemos votar em Serra ou Dilma. E as outras opções? O defeito do nosso povo é dizer “Não voto na Marina/Heloísa/Mario Filho/Zé da Esquina porque ele não tem chance de ganhar”. Oras bolas?! Se você não votar, é aí mesmo que ele ou ela não terá chances. Ou vou parar de torcer para o São Caetano porque ele não tem chances de ser campeão?

Esse tal aí é o tipo de brasileiro bundão. Covarde. Que só sabe reclamar. Como todo mundo que reclama do Lula. O Lula que é a cara do povo brasileiro, que é o mais parecido com o homem médio brasileiro. Sim! Não sou petista e não apóio o Lula nem a Dilma. Mas não sou bundão. Assumo que ele, o nosso presidente, é O CARA. Independente das artimanhas que ele usou para chegar e se manter lá, ele é O CARA. Ele fala o que o povo quer ouvir. Ele faz o que o povo quer que ele faça. E se você não gosta, o seu problema não é com ele, é com o povo brasileiro. E aí, meu caro, você tem duas alternativas: ou muda de país, ou aceita. Porque o povo brasileiro não muda.

Por fim, esse texto trata da política exatamente como o país inteiro trata: de forma ridícula. O Brasil se diz um país democrático, mas obriga a população a votar. Obriga ao povo analfabeto a votar, porque é fácil enganar. E coloca propaganda na TV dizendo para você não anular o voto, para escolher alguém. E também não lembra que você pode votar em branco. Por que? Porque todos querem que você escolha algum dos tralhas já manjados. Esses daí, que saem na capa da Veja e da Isto É toda semana. Para continuar tudo como sempre foi.

Enfim, caro Rodrigo Constantino, vote em quem você quiser. E incentive quem você quiser a fazer o mesmo. Eu já escolhi minha opção: vou me conformar com o povo que temos, mas não mudo do país. Povo como você, um bando de covardes e de ignorantes. Mas eu não sou bundão. Não vou pela maioria, nem dou meu voto só para quem tem possibilidade de ganhar, nem vivo de reclamar do governo.