Posts com Tag ‘pós-verdade’

Ao mesmo tempo que a diversidade tem sido a palavra da moda nos últimos tempos, tenho reparado que a mesma só tem sido bem vinda quando convém ao establishment. Em outras palavras, o que é “diferente” só é bem vindo quando serve aos interesses de um grupo quase homogêneo que domina a grande mídia e o meio intelectual.

Quando se trata de uma garota beijar outra garota, ou de um garoto beijar outro garoto, a tal ‘quebra de tabu’ é sempre bem vinda, desde que as pessoas envolvidas estejam alinhadas com o discurso ideológico em voga. O mesmo acontece para mulheres que deixam seus pêlos crescerem, para homens que querem usar barba colorida ou uma saia comprida, para adeptos de dietas alimentares alternativas, para ‘religiões’ modernosas… enfim, tudo que gira em torno dessas esquisitices deve ser louvado, trazido à público como grandes novidades, como quebra de paradigmas. Na onda do progressismo, vale o lema de Raul Seixas: ‘Faça o que tu queres pois é tudo da lei’.

Porém, quando se tratam de opiniões e ideias que fogem do establishment, a diversidade não é nem um pouco apreciada.

Qualquer vírgula que seja colocada fora do lugar em sentenças já estabelecidas como verdade (acho que já falei sobre pós-verdade aqui) é motivo para que seu interlocutor seja taxado de antiquado, caretão, conservador, fascista, machista, homofóbico e por aí vai, de acordo com o tema abordado.

Pensando de uma maneira racional, a lógica argumentativa progressista baseia-se na regra: se está de acordo com o que eu penso e trará mais integrantes para o meu grupo, está correto (mesmo que não seja verdade, pois, nesse caso, o ônus da prova está com quem discorda da minha linha de pensamento). Já se está contra o que eu acredito, é automaticamente falso (e qualquer exame sobre a lógica, ou seja, sobre a verdade é dispensado, sendo substituído facilmente por qualquer xingamento ou caretas de reprovação).

De certa forma, entendo quem escolhe pensar desta forma. É muito mais confortável pensar assim. E fica mais fácil ainda quando a opinião contrária é uma voz praticamente única em um mundo culturalmente corrompido. Quando alguém ousa levantar a mão e questionar, é muito mais fácil soltar um “cala a boca” do que simplesmente mostrar que ele está errado.

Quando busca-se silenciar todas as opiniões diferentes, o mundo fica estagnado. Pois, caso a verdade seja calada, quem voltará a descobri-la?

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O que está na moda?

Publicado: 17 de abril de 2017 por Kzuza em Comportamento
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Hoje abri uma página na internet e me deparei com a notícia: “Sereias deixam o mundo da fantasia e viram moda“. Outro dia mesmo também tinha lido uma reportagem de um “sereio” do Rio de Janeiro, adepto de um novo movimento chamado “sereismo”. Fui procurar entender do que se tratava e descobri que a Rede Globo agora está com uma nova novela onde uma das personagens é uma sereia, então isso diz muito sobre as diferentes reportagens sobre o mesmo assunto que estão surgindo.

Mas enfim, a última reportagem diz que as sereias estão na moda. A pergunta que eu faço é: moda de quem, cara pálida?

Tenho reparado que constantemente reportagens nessa mesma linha têm aparecido em portais da internet com cunho progressista. Já li sobre a moda dos homens que usam saia, das mulheres que não se depilam, das barbas coloridas, do “largar tudo para ser feliz”, entre outras. E mais uma vez me pergunto: quantas pessoas você conhece que são adeptas dessas novas “modas”?

Eu tenho uma vizinha que pinta o cabelo de lilás. Se eu fosse pseudo-jornalista cool de um desses canais da internet, logo escreveria uma manchete: “A moda agora é usar cabelo lilás”.

Não que não existam pessoas que se enquadrem nessas novas modinhas, mas parece-me que cravar que esses comportamentos tenham se tornado moda é um pouco exagerado, e muito provavelmente tem uma segunda intenção (ou várias).

A minha suspeita é a de que tais movimentos não são uma realidade, mas são assim retratados por uma imprensa (e nem sei se pode ser chamada assim) comprometida com a implantação de uma agenda cultural progressista. Essa agenda é voltada para a desconstrução (palavrinha boa essa!) de valores conservadores e da moral existente. Não importa que não seja legal, não importa que a maioria das pessoas não gostem ou torçam o nariz para as novas “modas”, o importante é a pós-verdade: fazer acreditar que algo é real.

Sugiro, e o leitor pode não seguir meu conselho, que tenham muito cuidado com isso. Principalmente crianças e jovens são altamente sugestionáveis a esse tipo de comunicação, e os resultados podem não ser satisfatórios.