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A crença no Poder da Caneta!

Publicado: 26 de abril de 2017 por Kzuza em Política
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Temos uma greve geral (que aposto que não terá mais de 100 mil adeptos no Brasil todo) agendada para o dia 28 de Abril, sexta-feira. Dentre as reivindicações, a luta contra as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo atual governo.

É desnecessário constatar que essa greve se trata de um mero movimento político da extrema-esquerda brasileira, órfã desde o desmascaramento do PT e dos seus líderes. Qualquer ser humano minimamente consciente tem noção disso. Basta olhar quem está por trás do movimento: movimentos sindicais, partidos de esquerda, movimentos de sem-terra e movimentos estudantis. Ou seja, de voz popular mesmo, não temos absolutamente nada.

Também é completamente inútil dizer que toda a histeria contra tais reformas não tem absolutamente nenhuma relação com o conteúdo da mesmas, mas sim contra seus autores. Dilma e o PT já sinalizavam há tempos a necessidade e o desejo de se realizar a flexibilização da CLT e a reforma previdenciária, sem nenhum pio a respeito vindo dessas mesmas entidades que hoje apoiam uma greve geral.

Mas o que realmente me surpreende nas informações divulgadas por esses organizadores é o tal mantra do “Nenhum direito a menos!”. Espalham aos quatro cantos que o governo está querendo acabar com os direitos dos trabalhadores, inclusive com o direito à aposentadoria.

Esses movimentos possuem uma crença fortíssima que costumo chamar de “Crença no Poder da Caneta”. Eles crêem que basta uma boa vontade de políticos bem intencionados em criar algumas leis, aprová-las e pronto, tudo será realizado. É como se todos os empregos e todo dinheiro do mundo estivessem lá, guardados em um cofre, e que bastasse alguém determinar um lei para que eles fossem destinados aos lugares certos.

Essa gente adora se dizer contra a desigualdade social, mas paradoxalmente apoia uma CLT (por exemplo) que concede privilégios a uma parcela da população (aquela que está empregada formalmente), mas joga para a informalidade e para o desemprego uma outra grande parte. Hoje já são mais de 13 milhões de desempregados. Devemos considerar também jovens que não possuem nenhuma experiência profissional e que tentam entrar no mercado de trabalho e não conseguem, devido às barreiras impostas à contratação deles (como o salário mínimo, por exemplo).

Não há hoje nada mais excludente do que a CLT. Privilegia os que já estão trabalhando e fode com a vida de quem precisa trabalhar. Simples dessa forma. E mesmo assim, há gente defendendo que as coisas continuem assim, e sabe-se lá porquê (eu já tentei entender a mente dessa gente, mas definitivamente não consigo).

Enfim, vida que segue…

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O que está por debaixo dos panos

Publicado: 29 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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Lembro de uma conversa que tive certa vez com uma amiga, que estava em crise no seu namoro. Ela vivia sofrendo por conta das “trapalhadas” (para usar um nome bonitinho) que o seu namorado aprontava. O cara era um cafajeste e dava claros indícios que ele a traía. Não a tratava com carinho e não dava sua devida atenção à ela. Mas mesmo assim, a coitada gostava do cara e esperava que ele mudasse. Chegaram até a comprar um apartamento juntos. Ela, na esperança que ele mudasse após o casamento, sempre esperou pelo melhor. Outros amigos dela cansaram de aconselhá-la a terminar o relacionamento. Houve brigas. Alguns chegaram a parar de falar com ela, de tão cabeça-dura que era na época. Eu, como amigo, sabia o quanto ela era teimosa, então não seria mais um a ir contra sua vontade. Porém, como amigo, precisa conversar com ela. No único papo que tivemos a respeito do assunto, soltei logo: “Bem, o mais importante que eu vejo nessa hora é que você não seja enganada. Você é adulta e responsável o suficiente pelos seus atos. Se você quiser seguir com isso, o problema é seu e eu, como seu amigo, só tenho a dizer que estarei contigo até o final, aconteça o que acontecer. Mas você sabe que esse cara não presta, que ele é cafajeste e que trai você, não sabe?”. Ela me respondeu que sim, e eu não tive mais o que fazer. Se ela não estava sendo enganada e, mesmo apesar de tudo, decidiu continuar com o cara, para mim era um caso claro de devoção cega e que para mim não havia mais solução.

Diferentemente desse caso da minha amiga, mas ainda se tratando de um contexto semelhante, começo a perceber que isso acontece muito nas posições políticas adotadas por muitos amigos meus. Digo diferente porque, no caso da minha amiga, a decisão cega dela prejudicava somente ela própria; já no caso dos meus amigos, acabam por prejudicar não só a vida deles, mas também a minha e de outros 200 milhões de habitantes do nosso Brasil.

Mas da mesma forma como agi com minha amiga, devo agir também com meus amigos que decidiram votar na Dilma nas últimas eleições. Por mais que você não acredite em um ditadura comunista, nem que isso daqui vá virar uma nova Venezuela/Cuba/Argentina, eu acredito que seja melhor você começar a ler algumas opiniões mais embasadas por aí. Não opiniões baseadas na desconstrução da reputação alheia, nem na desqualificação dos seus adversários políticos. Leia opiniões baseadas em fatos. Mas leia nas entrelinhas, pesquise, e torne-se bem informado. Se mesmo assim você continuar com o mesmo pensamento, eu digo que continuarei seu amigo, mas talvez não nutra mais a mesma admiração que eu tinha por você, embora meu respeito continue sempre o mesmo.

Hoje li um texto extremamente difícil de entender do Gastão Reis Rodrigues Pereira, publicado aqui no Estadão. Sei lá, coloquei um texto do Estadão porque talvez você, eleitor do PT, já tenha uma ojeriza natural por textos publicados na Veja (ou até mesmo na Folha, depois da polêmica com o Chico Sá). Acho capaz que você sinta-se tentado a ler o texto do Estadão, que explica um pouquinho como é esse trabalho hoje feito pelo governo atual na manipulação intelectual da população brasileira.

A centralização do poder pelo Partido dos Trabalhadores me preocupa muito, embora muita gente custe a acreditar que isso seja um golpe político velado. A própria presidente da República já declarou que “as polícias não devem ficar sob controle dos estados”. A entrevista foi dada à rede CNN e o resumo da matéria está aqui (olha só como o Zuza é bacana, coloca um link para a matéria da Carta Capital, canal de imprensa que todo petista A-D-O-R-A). Talvez seja ótimo você ler esse texto nas entrelinhas, para eu não precisar ter que explicar direitinho o que ela quis dizer com isso em um outro post.

Como se não parasse por aí, a tal MP 657, editada agora no dia 13/Outubro pela nossa excelentíssima presidente, prevê que o Diretor-Geral da Polícia Federal passe a ser nomeado pela Presidente da República. Isso talvez não soe tão absurdo assim para você, eleitor do PT, e eu até respeito se você não havia se informado ainda sobre o assunto. Mas talvez seja legal também ler um editorial do próprio Estadão comentando sobre a relação entre o Planalto e a Polícia Federal. Isso pode abrir um pouco seus olhos.

Essa semana, já eleita, ela declarou em entrevista ao SBT que pretende regulamentar a imprensa (olha um link batuta para o texto aqui, você que adora a mídia chapa-branca). É óbvio que ela não vai deixar claro, na entrevista, o que ela quis dizer com “regulação da mídia no setor econômico”. Aliás, acho que ela não faria isso nem que quisesse, pois tem uma dificuldade de expressão maior até que o nosso ex-presidente, analfabeto declarado. Mesmo assim, qualquer tipo de regulação da imprensa não lhe soa perigosa, caro amigo?

Talvez a tal ditadura comunista cubana implantada no Brasil soe como uma piada aos seus ouvidos. Talvez isso seja mesmo utópico. Além do mais, é um tanto difícil estabelecer um plano desses, do dia para a noite, em um país com dimensões continentais e uma população de 200 milhões de pessoas. Ainda mais nos dias de hoje, com a ONU e outras entidades mundiais em cima.

No entanto, o PT está sim agindo da mesma forma que os comunistas fizeram.

Para explicar de uma maneira figurada, Cuba é o pornô hardcore, com DP e gang bang. O PT é o soft porn, daqueles que passavam na (saudosa!) Sexta Sexy na Band ou que passam na Multishow de madrugada. O teor é um pouco diferente, mas no fim das contas está todo mundo se fodendo.

Observação final: minha amiga finalmente se livrou do cafajeste e arrumou um cara que realmente a merece. Compraram uma nova casa e irão se casar ano que vem. Ou seja, para tudo nesse mundo há salvação! Talvez ela não acreditasse que houvesse ninguém melhor no mundo para colocar no lugar do cafajeste, ou que o mundo não tinha mais esperanças…

“Sou muito legal, um cara bacana,
comendo folha de alface, pedalando nas ruas paulistanas!”

bike2

A rima não é boa mas a “novidade” em Sampa sim! … são as ciclofaixas.

Os engajados em melhorar o mundo na pedalada ovulam ao passar por cima das ciclofaixas pintadas nas principais vias da cidade, excelente para passeios de domingo com a criançada.

Mas e o dia-a-dia?
Ciclofaixas merecem prioridade na política de mobilidade urbana?
A maioria das pessoas tem como usufruir da oferta?
E a última, qual o perfil dos principais beneficiados?

Os principais beneficiados usam bikes descoladas – de preferência aquelas dobráveis, ecologicamente sustentáveis – capacete, óculos escuro, par de luvinha de neoprene, squeeze com isotônico gelado e mochila nas costas. E assim vai o virtuoso pedalando, apreciando o ensolarado céu de Sampa, ao trabalho com a consciência limpa pela não-emissão de CO2 na atmosfera.
Provavelmente mora em algum bairro do centro: Jardim Paulista, Consolação, Higienópolis, Bela Vista, Pinheiros, Pacaembú ou Vila Nova Conceição, e “trampa” a uns 4, 5 ou 6Km de distância.

O moderninho da-se o luxo de pedalar e chegar ao posto de trabalho antes de ser consumido pela transpiração corporal, nos dias secos e quentes da primavera pode usar a academia chique pertinho do “trampo” para tomar uma boa ducha ou simplesmente usar o vestiário para trocar a “beca” esportiva pela formal.
E a bike, onde fica? Se for daquelas dobráveis (R$2000,00 na média) é só levar junto, senão paga um estacionamento para a Magrela. Em dias chuvosos e de cansaço devido a baladinha da noite anterior opta pelo Metrô ou pega um táxi baratinho… 20 conto!

Agora fico imaginando o João, que mora na Av. Olaria perto do Parque Raposo Tavares, indo de bike para a Rua Pamplona esquina com Alameda Santos.
Pertinho, só 12Km, precisa andar pela Rodovia Raposo Tavares ou Avenida Eliseu de Almeira, depois atravessa a Marginal Pinheiros quando finalmente chega no pé da Rua Pamplona e vislumbra uma “subidinha” que assusta até os apreciadores de pedaladas mais agressivas, chega ofegante não tem onde tomar uma ducha, nem vestiário para trocar a roupa encharcada de suor… e a bike?
Também penso na Dona Maria indo ao trabalho de bike, da Vila dos Remédios até a Rua Cerro Corá, na Lapa, só 6,5Km mas será que ela aguenta? Ela tem um velho problema de hérnia de disco e hoje vai de carro porque morre de dores nas costas quando usa o transporte coletivo.
Nem vou exemplificar com casos de moradores de Perus, Cidade Tiradentes, Tremembé ou Parelheiros por ser uma covardia de distancia!

Mas não é assim tão ruim, o João e a Dona Maria continuam com a alternativa do velho e conhecido Busão, agora mais ineficiente pois cedeu espaço para uma nova ciclofaixa exclusiva, linda, vermelha, brilhante… e vazia, de segunda a sexta!

Já o “conscientinho” vai aproveitar bastante da ciclofaixa (conforme sua conveniência) pode sugere que as pessoas morem próximo de onde trabalha… É óbvio. Fácil assim… como se mudássemos de casa como ele troca de Smartphone!!

É a prefeitura cuidando dos cidadãos, gerindo bem nossos recursos(impostos) em benefício dos que mais precisam de transporte público, zelando pelo nosso bem estar e promovendo novos hábitos de saúde. Uma forma “compulsória” de conscientizar todas as pessoas a usar menos o carro (malditos carros opressores capitalistas!) e diminuir a circunferência abdominal!

Deixando o espírito LuizFelipePondéano de lado, juntamente com o espantalho do “virtuoso” que usará as ciclofaixas quando lhe for conveniente, a minha crítica não é sobre à ciclofaixa da Av. Paulista (principal polêmica), que me parece ser a única realmente planejada pelos “sábios” urbanistas da prefeitura.

O problema é ignorar fatos e enaltecer ideias… mesmo ideias estúpidas!

Ninguém procura entender o porquê da pouca adesão de bicicletas como meio de transporte diário em um aspecto mais amplo, e criam soluções como se o único problema da cidade fossem as vias mal planejadas “antidemocráticas” (urgh)!

– São Paulo é enorme, somente de área urbana são 900mil km²;
– A moradia da maioria da população é periférica e trabalham bairros do centro, longe de casa;
– A geografia não ajuda, não temos planícies, só subidas e descidas a cada 1Km em qualquer região,
– O clima não ajuda, nos meses de estiagem é tão seco que sangra o nariz, quando é primavera/verão temos chuvas imprevisíveis, além da poluição/fuligem que não perdoa um colarinho branco por mais de 20 minutos de trânsito.
– Imagino que 99% das empresas, indústrias e escritórios não possuem estrutura necessária para receber os empregados. E não acho que é de responsabilidade das mesmas fornecer tal estrutura. A prefeitura também não tem estrutura alguma para isso!

Em resumo, a implantação das ciclofaixas é um incentivo mínimo para substituir o carro como meio de transporte diário da maioria das pessoas simplesmente porque o problema é muito maior que a falta dela e serve somente ao espantalho do começo do texto.

É “legal” incentivar o uso de bicicletas assim como andar a pé, mas de boa intenção o inferno está cheio. Mas deve-se respeitar a liberdade das pessoas na escolha de como se locomover, e que paguem o preço por isso.

Outro ponto que me “emputece” é a inexistência de incentivo para o uso de motocicletas como transporte diário, essa sim, uma opção viável para a maioria absoluta da população, principalmente os mais pobres, hoje os principais usuários, ganha-se tempo e gasta-se menos até que transporte público!

Quem usa não volta atrás (é o meu caso), mesmo com o elevado risco de acidentes o benefício é enorme!
Mesmo com todo o preconceito e obstáculos impostos pelo estado que encara a motocicleta como inimiga da saúde pública, causadora de um “genocídio” urbano e ferramenta de bandido!
Além disso, esconde que os índices de acidentes e os número de novas habilitações aumentam proporcionalmente, e o número de acidentes com pedestres lidera todo ano.
A única “motofaixa” por aqui (Avenida Sumaré) foi desativada para implantação de um corredor de ônibus, esta que não durou uma semana e foi também desativada, a motofaixa não foi restabelecida!
O legislativo tenta de todas as formas obstruir novos motociclistas, restringe circulação em algumas vias alegando alto índice de acidente, além de aumentar taxas anuais alegando cobrir seguros. Hoje o valor do seguro obrigatório de uma motocicleta é o dobro do valor de um carro, sendo que um carro de passeio transporta até 5 pessoas!
É muito mais que isso, mas fica para um próximo desabafo.

http://www.cetsp.com.br/noticias/2014/03/20/pela-primeira-vez-em-8-anos-o-numero-de-acidentes-fatais-na-cidade-cai-em-todas-as-categorias.aspx

E você o que acha?

Att,

Mathias

Para pensar

Publicado: 12 de julho de 2011 por Kzuza em Comportamento, Política
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Caras, estou ainda meio atordoado. Comecei a pensar no movimento organizado pelo Mascarado Polêmico, em parceria com o Anonymous Brasil, que vem sendo entitulado #ODiaPelaIndependência. O vídeo está no post anterior. E fui atrás de alguns números para tentar esclarecer algumas coisinhas. Vamos lá.

Você sabia que a arrecadação total de impostos nesse ano de 2011 deverá chegar à casa de mais de R$ 1,4 trilhões? Isso mesmo, camarada! Aproximando, são quase 1 trilhão, 422 bilhões e 500 milhões de reais, meu caro! Sabendo que somos uma população de 190 milhões de pessoas, isso dá mais ou menos R$ 7.480 para cada um nesse ano. Isso numa conta burra. Porque crianças não pagam impostos (não diretamente), por exemplo. Mas, enfim, dá uma poupança de R$623 mensais por cada habitante.

Vamos mais além. A renda anual per capita do brasileiro no ano passado chegou a R$ 19.016. Isso quer dizer, meu caro, que desse valor, 39,37% foram para os cofres públicos. Ou seja, em outras palavras, a cada 5 reais que você pega na mão, 2 reais já estão direcionados para o governo.

Então vamos lá: por que somos um país pobre?

Pobre é o caralho! Somos ricos pra cacete, meu camarada! Os números falam por si só. Ou quantas pessoas você conhece por aí que consegue economizar mais de 600 mangos por mês? Pois é, nós conseguimos!

A questão aqui é totalmente outra. A questão aqui é cultural. Aqui é a terra de Gerson, onde cada um só olha para seu próprio umbigo e só quer tirar proveito próprio. E acho completamente errado achar que isso só ocorre na política. É óbvio que é no poder administrativo onde está a raíz do problema, e por isso eu apóio o movimento. Mas não acho que os políticos são os únicos culpados.

Eu não acredito naquela máxima que “se as pessoas soubessem votar, tudo seria diferente”. O problema é muito mais sério e a solução não é o simples voto popular.

O fato é que a maioria das pessoas está pouco se fodendo para os problemas que temos no nosso país. E isso vai desde os políticos, até nós mesmos, pobres cidadãos. O político pode até aparecer em campanha dizendo que se preocupa com o povo, que quer solucionar os problemas que afligem a população, coisa e tal. Em primeiro lugar, isso é só para conseguir voto. Voto para ser eleito e para que ele possa ganhar com isso, não você. Ele pode até ser bem intencionado, mas ele sabe que não vai conseguir resolver nada, porque o sistema todo já está quebrado. Além do mais, a preocupação maior dele é com o próprio umbigo dele, e não com o seu. Portanto, se ele tiver oportunidade de ganhar dinheiro, ELE vai ganhar, em detrimento à solução do SEU problema. Isso é fato, todo mundo sabe.

Mas o que pouca gente assume é que, na verdade, morre de inveja do filho da puta que está lá no poder. E que era você quem queria estar lá, enchendo os tubos de dinheiro e pouco se fodendo para o povo que ganha pouco, que tem transporte público de merda, que passa fome ou frio. Porque o que você quer, na verdade, é um luxo para sua família e o resto que se foda. Você quer seu filho estudando numa escola boa, mesmo que você tenha que pagar por isso. Você quer um plano de saúde legal. Você quer poder levar seus filhos para a Disney nas férias, já que o dólar está baixo. Você quer que o mesmo governo baixe os impostos de produtos importados para poder pagar seu iPad mais barato. E é você o mesmo filho da puta que reclama dos políticos. Dá para entender como é que a gente está se igualando à escória da sociedade brasileira?

Então, meu caro, se você acha que as coisas tem que mudar, mude você mesmo. Pare de ser um mesquinho idiota e vá lutar por quem de fato precisa.

O problema não está no valor dos impostos que pagamos. Como eu já mostrei aqui, somos ricos o bastante para pagar tudo isso que pagamos anualmente em impostos. O problema está no retorno disso para quem de fato precisa. E vamos continuar tendo serviços de merda, educação de merda, saúde de merda, se continuarmos sendo uns merdas. Se continuarmos nos preocupando somente com os nossos umbigos, é isso que vai acontecer para sempre.

É culpa da INVEJA!

Publicado: 6 de abril de 2010 por Mathias em Cotidiano, Política, Trabalho
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Olha só…

Zuza, vou tentar mostrar um novo panorama político, pois eu me acho entendido em política, mas na verdade sou um apenas um curioso metido a intelectual.

É que eu sempre me interesso por assuntos que rondam o nosso dia-a-dia, estando em ano de eleição presidencial nada mais natural do que ler sobre assuntos políticos.

Poderia desenvolver o texto relatando as falcatruas da política brasileira, mas queria aprofundar o tema e abordando uma ideologia política que não deu certo, o Comunismo.

Por coincidência assisti a um filme chamado “Círculo de Fogo“, um romance bacana de um Franco-Atirador Russo em meio a 2a Guerra Mundial.

Tempos de guerra e a Rússia ainda estava em pleno regime “Socialista” de Stalin (Totalitário), combatendo o Nazismo Alemão em Stalingrado.

No desenrolar do filme rolou os clichês hollywoodianos do mocinho, a mocinha e uma disputa pelo seu amor.

O fato é que o filme transmitiu algumas cenas do Regime Socialista de Stalin e monstrou, de forma peculiar, as razões do fracasso do Socialismo Russo, e na minha humilde opinião a decadência do regime nos demais países Socialistas (Acho que é tão peculiar que só eu notei), hoje restam Cuba, a Ilha do Barbudo, e a China, que carrega o Comunismo Maioísta como papel meramente decorativo.

Voltando ao filme…

Em um diálogo os dois soldados amigos, Danilov, o soldado esperto, externa sua inveja ao saber do amor da mocinha pelo seu amigo, o franco-atirador humilde e idolatrado.

É explícito o fator ideológico ao expor a “inveja” do amor, criando um conflito com a ideologia Comunista e dos anseios humanos.

A inveja é um dos sentimentos que tornam o Comunismo um regime político utópico, o Comunismo tira dos homens as suas expectativas de crescimento, a livre iniciativa e o instinto humano de ser mais eficiente quando temos uma recompensa.

Quando se tira recursos dos mais produtivos para os menos produtivos, se contribui para a ineficiência do sistema, seja ele económico ou social.

É intuitivo! A pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tende a produzir menos, dessa forma todos são equiparados para baixo, p.e, você está estudando e o seu Professor (Um Petista convicto, rs) decide dividir a nota da classe de forma igualitária entre todos da turma, imagine o que vai acontecer?

Em conjunto com o tema compare os nossos atuais programas sociais ao modelo Socialista e veja como as semelhanças são evidentes.

A humanidade precisa evoluir muitos anos para compreender a filosofia de Karl Marx e Engels, a fim de tornar o Comunismo mais realidade do que um pensamento Utópico.

FUI! Mathias

Ouvindo: Garotos Podres – Anarquia OI!

PS: O Vocalista da banda Garotos Podres (José Rodrigues “Mao” Jr) é doutor em história da USP, e estuda a Revolução Cubana e o Comunista.

Coragem

Publicado: 23 de março de 2010 por Kzuza em Divergência de opiniões, Política
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Há algum tempo eu queria escrever um pouco sobre política aqui e alguns novos pontos de vista que passei a ter. Ontem, depois de ter assistido ao programa CQC na Rede Bandeirantes, resolvi que essa era a hora.

Durante muito tempo acreditei que as pessoas mudavam. Acreditei que a mudança das pessoas podia levar a uma mudança na sociedade. Acreditei que existiam pessoas bem intencionadas. Acreditei que todo mundo tinha vontade de estudar, vontade de trabalhar, vontade de fazer o bem.

Tirei meu título de eleitor em 1997. Votei pela primeira vez em 1998, nas eleições para Presidente da República e Governadores. De lá para cá, foram 6 eleições. E eu sempre acreditei que pudesse escolher alguém diferente. Alguém que representasse os meus interesses. Alguém que pensasse parecido comigo. Alguém que estivesse disposto a fazer o bem, sem se preocupar com o retorno.

Sei, fui um idiota durante todo esse tempo. Mesmo que todos me dissessem o contrário, eu acreditei. Acreditei que na política pudesse existir uma ou outra boa alma. Alguém que salvasse a espécie. Eu sei que o nosso povo é uma merda, que ninguém gosta de trabalhar, que brasileiro é preguiçoso por natureza, que adora dar um jeitinho pra tudo, que adora tirar vantagem em tudo, mas tem lá sua meia dúzia que fogem da regra. Então por que não acreditar que 1 dessa meia dúzia pudesse estar na política?

Infelizmente, depois de todo esse tempo dando murro em ponta de faca, cheguei à triste conclusão de que o que me diziam era verdade. Aquele cara que eu achei que pudesse salvar a espécie não existe. Não existe porque a podridão já está instaurada. É tolice achar que um vidro de perfume francês no meio de uma tonelada de bosta possa fazer o cheiro ficar bom. E o tal jogo de interesses, já comentado por mim aqui, é muito grande. Então ninguém se salva. Ninguém.

Esse ano vou votar porque sou obrigado. Mas vou votar nulo. Nulo porque não perco tempo decorando o número de alguém. E esse ano são muitos números para decorar. E não fará diferença. Deixei de acreditar que meu voto pudesse fazer a diferença, porque não faz. Isso é idiotice, papo de piegas, papo daqueles “politicamente corretos” hipócritas. Para fazer você votar no mais bonitinho, no mais cheirosinho, no mais limpo dos frascos. Para se enfiar no monte de bosta. Ou seja, não fará diferença nenhuma.

E é simples. É porque o povo não muda. Porque não querem que mude. E assim fica fácil. Não é você que vai mudar nada, e nem eu. Nem se formos candidatos e se formos eleitos. Não mudaremos nada. Porque o câncer é maior do que tudo. A merda já está toda espalhada, e você aí achando que sua gota de Channel pode ajudar a mudar alguma coisa. Esqueça. Esqueça esse papo de Internet, que tenta sensibilizar todo mundo. Sendo que a Internet só atinge 30% da população brasileira. E que desses que tem acesso, 90% são analfabetos funcionais. Que não entendem. Que não mudam. Que farão com que o esforço daquela meia dúzia seja em vão.

O CQC ontem mostrou ter coragem. Coragem para mostrar que o coronelismo instaurado em Barueri desde que eu me conheço por gente, dominado por Gil e Furlan, parceiros eternos, mostra-se também vulnerável. E não é porque Barueri se tornou o 8o PIB do país, porque hoje é uma cidade limpinha e cheirosinha, que esses políticos se tornaram pessoas boas. O despreparo é visível. O poder está acima de tudo, e não o interesse coletivo. Porque os outros são babacas, como disse o prefeito.

Seria ótimo um país com 30 milhões de Danilos Gentilis, Rafinhas Bastos e Marcelos Tas, que não tem medo da verdade. Que encaram. Que lutam. Mesmo que seja pela audiência, mas o ponto principal é o interesse coletivo. Porque eles não precisam do programa de TV para sobreviver. Mas porque é legal mostrar a podridão. É legal lutar. É legal mostrar que, como diz o Marco Luque, “aqui ninguém tem troxa não”. Aí sim eu tornaria a acreditar. Aí sim eu votaria em alguém. Aí sim o mundo podia ter jeito.

É uma pena que esses daí, assim como eu e alguns leitores desse espaço, façam parte só da meia dúzia.

Começou 2010!

Publicado: 21 de fevereiro de 2010 por Mathias em Política
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Olha só…

Agora, após o carnaval, começou oficialmente o ano de 2010 aqui no nosso país o L-I-S-A-R-B (O país onde tudo acontece ao contrário).

Ano de Copa do Mundo e eleição presidencial, imagina a velocidade deste ano!

Eu adoro eleição presidencial… mas no fim é sempre o mesmo negócio, eles lá e “nóis” acolá.

Dá para afirmar e prever o mais baixo confronto político já visto, o mais baixo discurso eleitoreiro do Brasil… falou o profeta! rs

FUI!

Recomendo: http://www.diogosalles.com.br/

Ouvindo: Sarcófago, Mineiros velhos bom de Metal, Brasileiros!