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Favela e Liberalismo

Publicado: 6 de abril de 2015 por Kzuza em liberalismo
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favelaLi um texto semana passada que diz muito sobre a realidade da pobreza no nosso país. O texto é de João César de Melo. Eu já coloquei alguns textos dele aqui. Extraí as partes principais para que vocês possam apreciar, caso não queiram ler o artigo inteiro.

Ele comenta sobre o livro “Um país chamado favela”, escrito por Renato Meirelles e Celso Athayde. Vejamos algumas constatações:

Resumidamente, para 96% dos moradores das 63 favelas pesquisadas, não foram políticas públicas as responsáveis pela melhoria da qualidade de vida. Para 14%, a família foi a causa, para 40% foi Deus o responsável e para 42% a melhoria de suas vidas foi obra tão somente de seus próprios esforços, ou seja, aquilo que os liberais gritam todos os dias — a potência do indivíduo!

Ou seja, os verdadeiros beneficiários das tais políticas sociais sequer percebem o esforço do Estado para com eles. Os próprios autores do livro reconhecem:

Os jovens, em particular, são filhos e netos daqueles cidadãos abandonados e maltratados pelo Estado. Criados a partir dessa memória familiar recente, não enxergam o governo, qualquer que seja, como provedor de bem-estar. Não raro treinados em modelos espartanos de sobrevivência, convertem-se em homens e mulheres particularmente resilientes que aprendem, enfrentam preconceitos e fazem acontecer.

Outra constatação importante do autor do artigo é:

Darei um ajuda: oferecer seu tempo, seu trabalho, seu dinheiro ou apenas seu interesse aos pobres não faz uma pessoa socialista. Uma pessoa se torna socialista quando ela passa a cobrar que o Estado obrigue outras pessoas a fazer caridade, exigindo que os mais ricos, apenas por serem mais ricos, devam aceitar que o governo lhe tome dinheiro para supostamente dar aos pobres apenas por estes serem pobres.

Essa é uma lição que muita gente ainda não aprendeu. Li em algum lugar outro dia uma frase mais ou menos assim: Socialista é aquele que adora fazer planos para gastar o dinheiro dos outros.

A trajetória “social” de Athayde, relatada por Renato, culmina na criação da Favela Holding, iniciativa responsável pela criação de um shopping center dentro do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, empreendimento de R$ 22 milhões.

Os autores desconhecessem que isso se chama iniciativa privada e voluntária, o pilar do liberalismo. Ignoram que qualquer iniciativa desse tipo, se fosse empenhada pelo estado, custaria 10 vezes mais e ofereceria serviços ruins. Ignoram que o sucesso de empreendimentos como os citados no livro se deve principalmente por serem iniciativas de pessoas comuns e que, por isso, têm mais condições de saber o que pessoas comuns precisam — o que o estado nunca conseguirá saber.

Isso também é brilhante. É extremamente difícil para as pessoas reconhecerem isso e eu realmente não consigo entender o porquê. Ou é uma ingenuidade gigante, ou é mera desonestidade intelectual.

Reconhecendo o potencial das favelas — a despeito da ausência do estado —, os autores chegam a escrever: “Ali, portanto, por necessidade e vocação, funcionam alguns dos melhores laboratórios do país em termos de prática empreendedora”. Quando um liberal fala isso, ele é tachado de maluco — “Impossível um favelado se erguer sozinho!”, gritam os socialistas —, porém, quando são os próprios socialistas que atestam essa realidade, a pobreza deixa de ser vista como uma condenação e passa a ser vista como uma situação reversível a partir do conjunto de esforços individuais.

Muita gente ainda tenta desmerecer os pobres, e eu não vejo outro motivo para isso senão mantê-los para sempre nessa situação e aproveitar-se disso.

O erro, contudo, está na insistência dos socialistas em pregar que o estado deveria ajudar os esforços individuais. Não, não deveria. Todas as vezes que o estado estende sua mão, ele retira do indivíduo a necessidade de ser forte e criativo, empurrando-o na direção da dependência e da subserviência. Qualquer ação de caridade deve vir de indivíduos, nunca do estado.

Apenas pessoas (espontaneamente associadas entre si ou não) têm condições de avaliar a necessidade e o merecimento de outras pessoas e de acompanhar os desdobramentos de cada ação. O estado não tem esta condição.

Embora o argumento seja bem ancap, ele está extremamente correto.

Vale ressaltar também que um favelado só tem o poder de escolher o que consumir porque existe uma complexa rede de interesses individuais que sustentam incontáveis empresas que brigam entre si pela preferência até dos mais pobres.

Sem perceber, os autores reconhecem que, enquanto a “benevolência” do estado não chega a esse grupo de pagadores de impostos, os favelados, o “capitalismo opressor” sobe o morro com suas farmácias, supermercados, serviços de internet e de TV a cabo, lojas de eletrodomésticos, de computadores, de celulares e de material de construção.

Sim, claro! Tudo o que o Estado se propõe a fornecer, muitas vezes através de um monopólio (energia, rede de esgoto, água, etc.), acaba não chegando a todos por pura ineficiência estatal. Isso é claro. Serviços providos pela iniciativa privada sempre chegam a todos. Imaginem se o governo se propusesse a monopolizar o fornecimento de alimentos à toda população. Eu pergunto: você acha que teria comida para todo mundo?

A infelicidade do livro é a insistente interpretação ideológica da realidade — a capacidade dos indivíduos de se levantarem por si mesmos —, tentando nos fazer crer que a favela precisa de estado, muito estado, estado em tudo; e que essas comunidades devem ser protegidas, vejam só, dos interesses dos capitalistas.

O autor do texto só falta concluir com: CQD.

De que lado você está?

Publicado: 3 de março de 2015 por Kzuza em Política
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A rinha mesquinha entre partidários do PT e do PSDB recentemente tem resultado em apenas uma única vítima: o povo brasileiro. E vou tentar explicar aqui o porquê penso assim.

Se você é minimamente inteligente e esperto, você já deve ter reparado que estamos em uma crise política e econômica aqui no Brasil. Isso não deveria ser novidade para você, ao menos que você viva em um mundo de fantasias. Independente da sua convicção política, isso é um fato e, portanto, não tem como ser negado.

O problema é que atualmente a batalha política travada entre os dois principais partidos políticos do país saiu completamente do controle, passando do nível racional e ideológico para o fanatismo. É exatamente aqui que as coisas começam a piorar.

É inegável também que o Partido dos Trabalhadores possui um projeto de poder totalitário em curso, muito antes mesmo de Lula ser eleito pela primeira vez em 2002. A negação de tal fato só pode ter duas razões: inocência ou canalhice. Muita gente ainda me pergunta: “Mas se há um projeto, por que isso ainda não foi implementado?”. Oras, meus amigos, graças a Deus (e também ao PMDB), ainda somos um país cuja democracia ainda é sólida. Além disso, somos um país de dimensões continentais, com mais de 200 milhões de habitantes, o que honestamente é um empecilho dos grandes para qualquer ditador em tempos modernos. Mas não creia você que isso diminui a fome com a qual Dilma e seus súditos avançam sobre o país.

Uma das principais ajudas que o PT recebeu durante esse processo de tomada de poder veio justamente do PSDB. O partido tucano sempre foi passivo demais com os seus adversários, muito possivelmente porque ambos sejam partidos de esquerda, o primeiro mais radical, e o segundo, moderado. Percival Puginna explica um pouco disso no seu texto FHC e a síndrome do petismo delirante:

Você [FHC] virou uma síndrome do petismo. Ele [PT] julga redimir-se de todos os pecados apenas com se afirmar, à exaustão, melhor do que FHC e PSDB. Sou testemunha ocular desse delírio. Em muito microfone já denunciei tal prática como vigarice intelectual.

Só que o avanço desse projeto de poder aliado à cabeças criminosas e maquiavélicas (não vou explicar aqui novamente o Foro de São Paulo) começou a impactar negativamente todos aqueles os quais a intenção inicial era de “ajudar”. Coloco sim entre aspas porque a real intenção, na verdade, é aumentar o poder do partido, usando-se para isso um pano de fundo calcado na “ajuda aos pobres” / “luta de classes” / “distribuição de renda” e por aí vai.

O problema é que isso tudo tem corrompido, inclusive, muitas cabeças pensantes por aí. Basta ver o caso recente da Petrobrás e seus desmembramentos. José Carlos Sepúlveda da Fonseca escreveu muito bem sobre isso no artigo A Petrobrás e a intelectualidade corrupta. Veja:

O texto do dito manifesto aponta ainda uma “conspiração” para desestabilizar o governo; as investigações, segundo esses “expoentes intelectuais”, atropelam o Estado de Direito.

Chamo de novo a atenção: não são os crimes cometidos pela máquina corrupta do Partido dos Trabalhadores para consumar seu projeto de poder anti-democrático – e reduzidos por estes luminares a simples “malfeitos” – os que abalam o Estado de Direito; o que abala o Estado de Direito é a ação da Polícia e da Justiça, transformada numa “conspiração para desestabilizar o governo”.

Fernando Gabeira também descreveu bem em Os saqueadores da lógica o que o Partido dos Trabalhadores tem feito com o Brasil. Ele diz:

Se o PT pusesse fogo em Brasília e alguém protestasse, a resposta viria rápida: onde você estava quando Nero incendiou Roma? Por que não protestou? Hipocrisia.

Com toda a paciência do mundo, você escreve que ainda não era nascido, e pode até defender uma ou outra tese sobre a importância histórica de Roma, manifestar simpatia pelos cristãos tornados bodes expiatórios. Mas é inútil.

Você está fazendo, exatamente, o que o governo espera. Ele joga migalhas de nonsense no ar para que todos se distraiam tentando catá-las e integrá-las num campo inteligível.

Conheço uma série de pessoas que apoiam o PT. Invariavelmente, essas pessoas se enquadram em uma das categorias abaixo:

  1. Odeiam mortalmente o PSDB;
  2. São espoliadores e mamam nas tetas do atual governo;
  3. Acreditam que os fins justificam os meios.

Enfim, o que eu quero dizer é que não conheço um único filho da puta que apoie essa merda de governo federal.

Li um artigo excelente outro dia que tenta acabar por vez com essa discussão. Mais do que uma discussão polarizada entre dois partidos com ideais semelhantes, precisamos ser a favor do Brasil. O autor é Lucas Berlanza e o título do texto é Eu não quero um Brasil melhor…. Ainda! Veja só:

Algumas pessoas insistem em matraquear alegações genéricas e vazias e, percebendo ou não, auxiliam a cartilha dos opositores da liberdade que nos conduzem os rumos atuais.

A começar por aqueles que acreditam que fazer críticas ao petismo significa que você necessariamente é tucano. Esse raciocínio simplificador já foi suficientemente refutado por diversas vezes, estando mais do que demonstrada a pobreza de percepção de quem acredita que o universo de concepções políticas no mundo se limita ao socialismo de articulação bolivariana e populista do petismo e à social democracia – com tendências mais liberais, é verdade – dos tucanos, e que a adesão a qualquer outra corrente seria impossível para o brasileiro.

O texto ainda continua desmascarando uma série de argumentos falaciosos utilizados pelas pessoas (aquelas que se enquadram nas 3 categorias apresentadas anteriormente) que ainda defendem o atual governo.

Enfim, acredito que ainda existe muita gente sendo moralmente desonesta por aí defendendo práticas imorais tendo como finalidade um bem maior. Esconder-se atrás de belas iniciativas sociais, de acabar com a pobreza e a injustiça, ou de promover uma sociedade mais igualitária (seja lá o que quer que isso signifique), para justificar práticas criminosas é canalhice. E pior: acreditar que ninguém que pense diferente de você quer um mundo melhor para todos é de uma presunção tremenda.

Ensaio sobre a pobreza

Publicado: 14 de novembro de 2014 por Kzuza em Política
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Uma das grandes discussões centrais da última disputa eleitoral para a presidência da república foi o combate à pobreza. De um lado, o PT levantando a bandeira do partido que mais fez pelos pobres. De outro, o PSDB, considerado por muitos o inimigo dos pobres. Para evitar um debate desnecessário, vou seguir essa definição como premissa.

Mas vou convidar você, caro leitor, a debater um pouco mais sobre o problema.

Primeiramente, é necessário sabermos porque existe a pobreza. Há um artigo aqui muito interessante sobre isso. Há duas passagens muito interessantes nesse texto:

As causas da pobreza são bem simples e diretas.  Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante.  Isole um grupo de pessoas em uma ilha, peça para que elas não tenham nenhuma livre iniciativa, proíba a propriedade de bens escassos, e você verá que a pobreza será a condição geral e permanente dessas pessoas.

Ou seja, se você não incentivar as pessoas a caminharem pelas próprias pernas e ajudá-las a isso, você estará as condenando à pobreza. A segunda passagem é:

A pobreza é uma indústria e, em uma democracia, é sempre possível lucrar politicamente em cima dela.  A exigência de que o governo “tome medidas” para acabar com a pobreza serve apenas para alimentar o crescimento de uma burocracia que suga para si própria grande parte dos frutos da renda nacional.  Todo e qualquer ministério, programa ou secretaria criado pelo governo tem, em última instância, o objetivo de reduzir a pobreza.

A promessa de eliminação da pobreza tendo o estado como agente solucionador é apenas um discurso puramente ideológico: não há nenhum mecanismo prático para lograr esse feito, a não ser a utilização daqueles meios que já foram criados pela própria expansão do capitalismo.  Ou seja: a ação direta do governo servirá apenas para acrescentar mais um elemento parasitário ao arranjo econômico, aumentando os custos de uma burocracia cada vez mais paralisante, intrusa e contraproducente.

Esse primeiro texto é suficientemente claro para entender manter alguém em uma situação difícil, mostrando-se como salvador e levando vantagem com isso, é a melhor solução para os problemas.

Mas então quer dizer que há um interesse em manter pobres e ricos cada qual no seu lugar? Acho que sim. Esse outro artigo também explica como isso funciona. Uma sentença interessante nesse texto é a seguinte:

Os ricos do nosso Brasil gostam de falar de programas de inclusão social. Agora, quando foi que você já ouviu algum político de Brasília ou atriz da Globo falando de projeto de inclusão comercial? Inclusão social dá a gente rica a oportunidade de visitar a favela. Inclusão comercial dá a gente pobre a oportunidade de visitar o shopping. E o brasileiro rico é nativista: não gosta de ver índio nem pobre fora de seu habitat natural.

Soa muito como um discurso de esquerda, não é mesmo? Afinal, uma das grandes bandeiras levantadas pelo PT foi a de que hoje o pobre viaja de avião, frequenta o shopping e tem televisão em casa. Tudo isso graças à maior distribuição de renda e aos programas sociais.

Só que aqui começa um novo problema. Dinheiro não é sinônimo de riqueza. Se fosse assim, bastaria o Banco Central começar a imprimir um monte de cédulas de real e sair distribuindo por aí, não é mesmo? Em partes, infelizmente, é exatamente isso que está sendo feito. E parece que continuamos buscando resultados diferentes tomando as mesmas atitudes. Esse texto aqui explica bem isso. Veja só:

O controle estatal sobre o valor do café não revigorou a produtividade nacional, mas acelerou o declínio das exportações brasileiras. Políticas trabalhistas copiadas de Mussolini não deixaram os trabalhadores brasileiros mais independentes, apenas menos competitivos. Os projetos das universidades federais não criaram centros globais de excelência acadêmica, mas fizeram com que o suor da família pobre financiasse o curso de antropologia do filho da família rica.

A proibição dos cassinos não deixou o povo mais virtuoso, mas deixou seu vício mais clandestino. Barreiras à importação não estimularam o comércio interno, mas causaram a exclusão social dos mais pobres. O planejamento urbano modernista da nossa capital não ergueu a cidade do futuro, mas criou uma ilha de monumentos excêntricos cercada de satélites de pobreza por todos os lados.

Bem, entendendo então que o atual modelo não é assim tão bom para os pobres como superficialmente nos parece, o que fazer?

A partir do momento que você defende uma participação menor do Estado, você passa a ser tachado como inimigo dos pobres. Há na nossa sociedade atual uma visão míope de que existem 3 forças distintas: o OPRESSOR (capitalistas), o OPRIMIDO (povo pobre trabalhador) e o APAZIGUADOR (o Estado). Se você é a favor do OPRESSOR, você automaticamente é contra o OPRIMIDO. Se você é contra o APAZIGUADOR, você é automaticamente contra o OPRIMIDO. E há uma crença cega de que o APAZIGUADOR é o único capaz de solucionar o conflito entre OPRESSOR e OPRIMIDO.

Isso é um paradigma. Como já disse anteriormente, não somos frequentemente convidados e estimulados a pensar diferente disso. Dessa forma, eu estou fazendo esse convite a você, humildemente. Há dois itens interessantes a respeito disso. O primeiro é esse texto aqui. A melhor passagem é a seguinte:

(…) imaginemos que estamos no início da formação dos EUA e que chegou-se à conclusão de que o governo deveria ser responsável por prover sapatos para as pessoas. Isso pareceria óbvio, já que ninguém quer que os cidadãos andem descalços. Imagine então que um “radical maluco” dissesse: “Eu não acho que o governo deve prover sapatos, acho que deveríamos privatizar a questão dos sapatos”. As pessoas diriam: “Você está maluco? Não tem compaixão? Você quer um mundo de pessoas pobres e criancinhas andando descalças?”. Então Nathaniel Branden interrompe a imagem mental e diz: “Este é um erro que não cometemos”. Pelo acesso aos sapatos pelas diferentes classes sociais em todo o mundo, sabemos que ele está certo.

O segundo é uma frase da Margareth Thatcher:

“Nada é mais estratégico do que comida, mas isto não é razão para o Estado plantar batatas”.  Margareth Thatcher, ao ser questionada por um jornalista brasileiro, lá pelos anos 80, se o petróleo, por ser um produto estratégico, não deveria ficar sob controle do Estado.

Novamente, somos tentados a pensar sempre na proteção dos pobres apelando para uma força maior, nesse caso o Estado (ou o Grande Irmão, de George Orwell). Caímos numa contradição imensa nesse ponto. Já que confiamos cada vez menos em políticos e partidos políticos, mas mesmo assim continuamos escolhendo aqueles que mais oferecem soluções estatizadas para os nossos problemas. Ou seja, damos cada vez mais poder para quem não confiamos. Isso não faz sentido, nem mesmo quando pregamos que “o povo deve se unir e participar mais da vida política e cobrar dos seus candidatos”. Isso realmente lhe parece tentador?

Se você for parar para pensar, não há nenhum estímulo para que o Estado aja em prol do cidadão comum. Esperar a boa vontade de alguém para isso é muito ilusório. Há um texto aqui bastante interessante que mostra como o Estado age sempre em benefício próprio, e não do cidadão. E há um outro muito melhor que mostra o quanto o Estado é incapaz de gerir bons serviços para a população em geral. Veja só:

Eis a lógica do setor público: sempre que um programa está indo mal, é necessário tomar mais dinheiro da população.  O fracasso de uma iniciativa estatal significa que ela tem de ser recompensada com mais verbas confiscadas da população.  Exatamente o contrário do que ocorre na iniciativa privada, onde o fracasso é punido e o sucesso é recompensado com maiores lucros.

Enquanto o setor privado reage a um aumento na demanda com regozijo, o setor público reage ao mesmo fenômeno com ameaças.  Enquanto o setor privado está sempre implorando por qualquer aumento na demanda, disputando acirradamente seus consumidores, o setor público está sempre culpando e punindo os consumidores por utilizarem demais seus serviços ou até mesmo por eles existirem.

Alguém consegue imaginar a Coca-Cola gastando milhões para fazer propaganda pedindo para as pessoas beberem menos Coca-Cola?  Pois é isso que as estatais monopolistas do fornecimento de água fazem, gastando milhões com suas campanhas pedindo para que as pessoas economizem água! “Mas se empresas privadas fornecessem água, empresários gananciosos iriam cobrar o quanto quisessem e os pobres não teriam acesso à água”. Enquanto os “defensores dos pobres” ficam com estas divagações, os pobres vão tendo acesso à Coca-Cola e não à água.

Mas há como mudar esse paradigma na cabeça das pessoas? Ou estamos em um ciclo vicioso? Eu ainda acho que é possível mudar, começando desde já. Esse texto aqui explica direitinho como. Mesmo que você seja tentado a generalizar e a acreditar que todas as pessoas querem auxílio ao invés de força para caminharem sozinhas, as coisas não são bem assim.

Dessa forma, por que não começar dentro de casa, ensinando nos nossos filhos a ter responsabilidades individuais? Por que não começar a acreditar no nosso próprio potencial, sem depender de alguém para gerir nossas vidas?

Para finalizar, se você realmente se importa com os pobres, você é obrigado a ler esse último texto aqui. Eu adoro e acho simplesmente fantástico.

Assim, convido você a começar a pensar diferente também. Faz bem.