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Por que cometi um feicebuquicídio

Publicado: 13 de junho de 2012 por Kzuza em Comportamento
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Sabe aquela história do maconheiro que diz não ser viciado? O cara fuma todo dia, mas vive dizendo que “quando eu quiser, eu paro”. Mas o vício tira dele qualquer vontade de parar.

Então, eu estava mais ou menos assim. Mas não com a maconha e nem nenhuma droga ilícita. Meu problema era com um tal de feicebuque.

Percebi que estava gastando tempo demais em um negócio que, no fim das contas, era chato pra caramba. A quantidade de coisas legais que eu escrevia e lia por lá era muito menor do que as baboseiras. E por quê? Porque informação em excesso é sempre assim.

Eu sou um cara totalmente indesejável, desagradável e estúpido. Na tal rede social, minhas características (assim como a de todos) eram acentuadas. E percebi o quão mais desagradável eu me tornei.

Obviamente esse não foi o único motivo pelo qual me suicidei na rede social. Entre outros associados somente a mim, cansei também de ouvir (ou no caso, ler) comentários sobre as coisas que eu penso. Comentários ora vazios (como “que legal”, “que bosta”, “parabéns”, etc.), ora agressivos (como “você precisa tomar cuidado com o que diz por aí”). O pior é que tem gente que nem é amigo meu e que me enche mesmo assim!

Cansei também das pessoas saberem tanto da minha vida. E aqui faço o mea culpa e assumo a responsabilidade pelo erro. Mas é muito ruim reencontrar amigos e parentes depois de longas datas e ver que eles sabem muito sobre o que aconteceu com você durante o tempo em que vocês não se falaram.

Mas tirando os erros que cometi, também cansei de saber demais da vida pouco interessante das pessoas. Cansei de ver gente falsa. Gente que, se eu não conhecesse pessoalmente, eu acreditaria ser feliz, simpática e bondosa. Enjoei de pesssoas burras que não sabem sequer escrever. E também de campanhas pró-animais, solteironas encalhadas reclamando de homens, roqueiros intolerantes tão idiotas quanto pagodeiros sem educação, correntes, joguinhos, putas se passando por santas, entre outras coisas.

Por fim, decidi que o melhor seria parar. E parei. A abstinência não será fácil, mas já venci coisas bem mais difíceis. Meus amigos e parentes queridos continuarão tendo contato comigo e eu com eles. Basicamente, quem é importante não depende de nenhuma rede social para se conectar.

Senta, que lá vem história!

Publicado: 30 de outubro de 2011 por Mathias em Comportamento, Cotidiano, educação
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Já temos as divisões de classes sociais baseado exclusivamente no poder do dinheiro para obter mordomias.

Os privilégios do funcionalismo público com regalias diferenciadas do resto dos trabalhadores das empresas privadas.

Tem a classe política, que está acima de qualquer suspeita e aproveita-se das brechas do poder judiciário.

Os policiais também, vivem em um mundo paralelo de abuso de poder e coxinhas de padaria de graça.

Temos os advogados, médicos e mais alguns profissionais que se acham seres superiores, acima do bem e do mal.

Agora surgiu mais uma nova modalidade de super-pessoas, um novo grupo que esbanja arrogância e pede privilêgios… são os estudantes da USP.

Os mauricinhos e patricinhas, metidos a socialista, citando Karl Marx, e criticando o neo-liberalismo acham-se no direito de dar um tapa na pantera, e curtir uma libertinagem total no campus a USP sem que as leis sejam aplicadas par eles.

Meu conselho:

Se você está indignado, assim como eu, provavelmente você não estuda na USP, não é policial, nem político… não é advogado nem médico.

Então amigo… cumpra as leis, pague os impostos em dia, senta e chora.

Att,

Mathias.

Ouvindo: 

 

Qual o instinto mais primitivo do homem? O medo ou a preguiça??

Já que é inevitável…

Publicado: 26 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento, Trabalho
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O homem é mesmo um ser paradoxal. Para ser preguiçoso, ele inventou o trabalho.

Deixe-me explicar: desde os primórdios, o homem sempre inventou algo para que pudesse facilitar a sua vida. O homem inventou a roda para que pudesse facilitar os transportes. Inventou a escada para facilitar a subida de ladeiras. Inventou a máquina à vapor para poder construir motores que permitissem a locomoção com mais facilidade. E assim por diante.

Só que toda a invenção dá trabalho. Então, por ser preguiçoso, o homem trabalha. Quebra a cuca. Inventa. Cria.

E isso foi evoluindo até os dias atuais. Hoje, você trabalha porque precisa. E quando eu digo que precisa, eu quero dizer mais. Digo que você não faz isso só por sobrevivência. Porque as pessoas não querem dinheiro só para comer, beber, se vestir e ter uma moradia. Elas querem mais. Querem um carro novo. Uma TV nova. Uma cama nova. Um móvel novo. Enfim, qualquer coisa nova. Para dizer que tem conforto.

É bem certo que pouca gente consegue isso, mas enfim, é para isso que muita gente trabalha. Trabalha para ter conforto. Trabalha para curtir a preguicinha depois. Bando de gente paradoxal.

E agora me vejo aqui. Numa semana turbulenta, cheia de coisas para fazer. Vejo também que estarei fora de casa nas próximas duas semanas, a trabalho. E tudo isso só para dar dinheiro para o dono da minha empresa, para o dono da empresa que é cliente da empresa que trabalho, e, para mim, só o salário. Para pagar minhas contas e para poder me dar um pouco de conforto para curtir minha preguiça.

Gostei de quando o Kuvasney escreveu que ninguém trabalha por prazer. Prazer a gente tem na cama. Eu trabalho só para ganhar dinheiro. E eu me sinto assim. Até porque não tem lugar mais ideal para se conhecer gente chata quanto no trabalho. Além das incompetentes, claro. Porque se não bastasse os incompetentes que você vê por aí, nas lojas, nas repartições públicas, nos guichês de aeroportos, você tem que enfrentar aqueles que trabalham com você. Pode reparar. Durante toda sua vida profissional, de todas as pessoas que você já conheceu e trabalhou, quantas delas são suas amigas? Encheu uma das mãos? Se sim, espere até você mudar de emprego e você verá a triste realidade.

Feliz era o Paulo, amigo meu, que usava uma frase muito boa: “Eu não escolho com quem eu trabalho, mas eu escolho com quem eu almoço”. Sensacional!

E vamos à labuta!

Nota do Zuza: talvez as próximas semanas sejam menos produtivas aqui no blog, pelos motivos explicados acima. Mas procurarei escrever sempre que possível.

Interesse

Publicado: 16 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento
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Um dia li um texto a respeito do livro “A Lógica da Vida”, de Tim Harford (leia também aqui), que só me fez comprovar algo que eu sempre digo: tudo na vida é movido por interesses pessoais.

Outro dia uma amiga minha ficou indignada quando eu disse para ela que todo relacionamento é baseado em interesses. Ela disse: “Imagina! Lógico que não!”. E depois entendeu o que eu falei. Você só está com seu(sua) namorado(a)/noivo(a)/esposo(a) por interesse. Não importa em o quê, mas ele/ela tem algo que te interessa. Pode ser dinheiro, pode ser beleza, pode ser sexo gostoso, pode ser dotes culinários, pode ser o bom humor, mas é interesse. A partir do dia que ele ou ela não tiver mais aquele item que lhe interessa, ou então você passar a se interessar mais por uma outra coisa que ele/ela não tenha, o relacionamento não fará mais sentido. É sério.

As pessoas não se relacionam a não ser por interesse. Pode olhar ao seu redor. Olhe para seus amigos mais próximos. São próximos somente aqueles que te servem para alguma coisa. Seja para almoçar junto, seja para jogar futebol aos sábados, seja para fazer compras ao shopping, seja para jogar conversa fora. A partir do dia que, por algum motivo, vocês não puderem mais fazer juntos o que faziam e lhes dava satisfação, a amizade não terá mais o mesmo gosto.

E não acho isso uma coisa ruim. Acho isso muito bom, porque explica muita coisa. Explica porque aquele cara que você não via há muito tempo lhe procurou na semana passada. Explica porque seu parceiro ou parceira parece não estar mais sintonizado com você. Explica porque aquele cara chato que trabalha contigo gosta tanto de você, sendo que você não suporta a cara dele. Explica porque aquele bebê, filho do seu amigo, dá risada quando fica no seu colo. É porque você tem algo que agrada ou desagrada os interesses da outra pessoa. Cabe a você descobrir o que.