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Chegou a hora de mudar – Parte 4

Publicado: 28 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Como vocês devem se lembrar, na parte 3 desta série de posts eu havia dito que a origem da maioria dos problemas reside em nós mesmos. Porém, antes de assumir qualquer coisa, eu resolvi criar uma enquete que pudesse, de alguma forma, comprovar a minha tese. Sim, eu sei que essa enquete não possui valor científico e uma amostragem relevante, mas mesmo assim ela diz bastante coisa. E vocês, amigos, familiares e conhecidos, que responderam a essa enquete, não decepcionaram. Eu tinha a previsão de ter umas 50 respostas no máximo, mas chegamos à 78! Um número relevante para este blog, cuja média de visitas é de 15 por dia. Chegamos à quase 200 visitas desde que a enquete foi publicada, o que mostra que aparentemente algumas pessoas preferiram não responder à enquete.

Vamos ao que interessa. Abaixo, o resultado da enquete:

pesquisa


Análise do Zuza

O resultado é exatamente o que eu já previa inicialmente. Educação é, disparado, a preferência nacional! Mas o que mais me chamou a atenção, de verdade, é:

1 – As pessoas se preocupam mais com a desigualdade do que com a pobreza. Apenas 1 indivíduo, apenas uma única boa alma acha que reduzir a pobreza é mais importante do que reduzir a desigualdade! Ou seja, para 18 pessoas, uma nação onde todos fossem pobres, sem ter o que comer, mas que todos fossem iguais, seria melhor do que uma nação com pobres e ricos, mesmo que os pobres tivessem condições de vida melhores que as de hoje. Essa é uma leitura pessoal, e eu tenho certeza de que muitas pessoas que responderam que a desigualdade deveria ser prioridade não se dão conta desse equívoco. Lembrei de uma frase que li outro dia: “Nunca vi ninguém morrer de desigualdade, mas já vi muita gente morrer de pobreza”.

2 – Ninguém considera que garantir moradia e terra aos mais necessitados seja uma prioridade. Isso mostra que, teoricamente, as causas do MST e de outros movimentos sociais que lutam por moradia não possuem um apoio social assim tão relevante. Você então já parou para se perguntar o porquê desses movimentos possuírem força política tão grande com o atual governo?

3 – As pessoas priorizam os direitos positivos. 48 pessoas, ou cerca de 62% da nossa amostragem, escolheram os tópicos educação, saúde e transporte público. Talvez muito devido à nossa constituição, de 1988, as pessoas tenham a impressão de que esses três serviços sejam, naturalmente, um direito do cidadão e um dever do Estado. Não, eles não são naturalmente um direito. Eles tornaram-se um direito graças a uma constituição, graças a leis que alguém criou para que eles nos fossem fornecidos pelo Estado. Eles não nascem do nada, não são criados do nada. Alguém precisa nos fornecer isso. Alguém precisa criar essa oferta. Esses serviços deverão ser prestados por pessoas comuns, como eu e você. Ou seja, alguém irá precisar trabalhar e se esforçar para nos oferecer esses serviços. Isso é chamado de direito positivo, ou seja, demanda o esforço, tempo e dinheiro de alguém para que me seja oferecido de alguma forma. Direitos positivos são o oposto de direitos negativos, que são aqueles naturais, e que nos são garantidos pelo simples fato de alguém não fazer absolutamente NADA. Quer um exemplo? “Todo cidadão tem o direito à vida”. Quer outro? “Todo cidadão tem o direito de ir e vir”. Esses direitos são garantidos simplesmente se ninguém nos impedir de nada. Se ninguém atentar contra a minha vida, meu direito à vida está garantido. Se ninguém impedir meu acesso e minha locomoção deliberadamente, meu direito de ir e vir está garantido. É simples assim. Guardem bem essa lição para os próximos posts.


Agora, o principal de todos, e o que demonstra (de forma simplista, eu sei) que minha teoria (a qual será elaborada em mais detalhes nos posts seguintes) está correta:

4 – Apenas 14% considera a vida, a propriedade e a liberdade como mais importantes! Sim, meus amigos, em números absolutos, apenas 11 indivíduos acham que a prioridade do governo é garantir a vida do cidadão (um direito negativo, lembra?), sua propriedade (e aqui estão inclusas as propriedades materiais – bens, poupança, etc. – e intelectuais – ideias, opiniões, etc.) e, não menos importante, sua liberdade. Eu poderia ser radical ao ponto de entender que a maioria das pessoas (86%) seria capaz de abrir mão da sua vida e/ou da sua liberdade em prol do seu fator de prioridade escolhido (educação, saúde, transporte, redução da desigualdade ou da pobreza), mas a pergunta da enquete não foi: “Se você tivesse que escolher um único tópico abaixo, qual escolheria para ser atendido?”.


Isso mostra um ponto extremamente importante que é abordado por pouquíssima gente, seja no meio acadêmico, seja nas mídias, seja nas redes sociais. A maioria esmagadora da nossa população enxerga o governo, em primeiro lugar, como provedor de serviços e benefícios à população, e não como um garantidor dos direitos básicos e naturais dos seres humanos. E minha tese reside exatamente nesse ponto: quanto mais serviços e benefícios (direitos positivos) exigimos de um governo, mais demandamos dinheiro e pessoas sob responsabilidade do governo para nos oferecer isso tudo. Se você é um pouquinho espertinho, já chegou à conclusão onde eu quero chegar: quanto mais dinheiro na mão do Estado, maiores as possibilidades de corrupção. Quanto mais pessoas necessárias para prestar serviços que exigimos do Estado, mais funcionários públicos amparados por uma burocracia estratosférica e estabilidade de emprego (fatores que fatalmente implicam em baixa produtividade) estamos exigindo. Ou seja, quanto mais exigimos, menos temos.


Adendo 1: se você é um dos que escolheu EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE como prioridade, eu entendo perfeitamente o que você pensa. Educação é o primeiro passo para formarmos uma sociedade melhor, não é mesmo? Sem educação e a formação de bons profissionais, não temos como progredir, certo? Um povo bem educado não elegeria maus políticos, não faz sentido? Talvez você só não tenha entendido a pegadinha: a palavra PÚBLICA. Se você, no entanto, entendeu e mesmo assim mantém a mesma opinião, haverá um post nesta série dedicado a isso.


Adendo 2: na minha opinião (e eu não respondi à enquete por razões óbvias), todos os pontos elencados são importantes (com ressalva aos serviços “públicos”). Porém, para mim é mais que óbvio que os outros 6 tópicos dependem, única e exclusivamente, da garantia à vida, à propriedade e à liberdade dos cidadãos. Se a vida, a propriedade intelectual e a liberdade dos cidadãos não puder ser garantida, nenhum dos outros itens pode ser atendido. Faz sentido para você?

 

 

 

Chegou a hora de mudar – ENQUETE

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Esta é a enquete mencionada no post anterior. Peço ajuda na divulgação, para termos uma boa amostragem. É rápido, indolor e não faz mal à ninguém. E juro, não há má intenção nas perguntas. Bora responder?

Chegou a hora de mudar – Parte 3

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
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liberdade

Uma vez que o governo torna-se fornecedor das necessidades das pessoas, não há nenhum limite para necessidades que irão ser reivindicadas como um direito básico. Lawrence Auster

A terceira parte dessa série de textos que ninguém está lendo (ou porque eu sou um péssimo escritor, ou porque minhas ideias são malucas e sem sentido, ou porque ninguém está nem aí para política mesmo) vai abordar dois assuntos.

Um deles remete à parte 2 dessa série, onde abordei o assunto PODER. Como eu disse, cada vez que esperamos que alguém resolva nossos problemas, precisamos dar poder a esse alguém. E o maior problema está justamente no fato de que estamos dando poder a quem menos confiamos: políticos. Isso me parece bastante insano.

Há um texto muito interessante de Jeffrey Tucker, economista, escritor e diretor do Liberty.me, com o título “It Shouldn’t Matter Who the President Is; And it doesn’t have to“. Em tradução livre, significa: Não deveria importar quem é o presidente; e não tem! Nele, o autor defende que o poder do presidente da república seja tão limitado de forma que, independentemente da sua incompetência, os danos causados por ele sejam insignificantes.

Há duas passagens interessantes nesse texto:

Com o poder sobre a população limitado não pela escolha do “bom menino” que venceu a eleição, mas porque as instituições que ele ou ela controlam não podem ser usadas como ferramenta de opressão. Nós não deveríamos ter que nos preocuparmos sobre o caráter ou ambição da pessoa que elegemos. Um bom sistema de governo é aquele que é protegido contra o controle de pessoas perversas. Deveria inclusive ser protegido contra pessoas boas que querem usar o estado para realizar seus ideais. O governo deveria ser um estrutura impenetrável às ambições pessoais de seus gestores temporários.

(…)

Culpar aqueles que atualmente demandam políticas loucas, assustadoras e destrutivas  é não atingir a raiz do problema. A verdadeira culpa é das gerações que, há um século, derrubaram o sistema de livre mercado e o substituíram por um estado centralizador com o poder de gerenciar nossas vidas, roubar nosso lucros, redistribuir renda, gerenciar o setor industrial, participar de conflitos militares ilimitados, criar bolhas econômicas e salvar indústrias à beira da falência.

Uma vez criado, o poder sempre será usado. A busca por atender interesses especiais e o clamor das massas para que o poder seja usado em seu favor é um resultado inevitável. Com o poder também há uma divisão da população, com pessoas fervendo de ódio contra aqueles que ficar em seu caminho e grupos de interesses consumidos pelo ódio contra qualquer pessoa com uma chance de usar o poder para sua própria vantagem. A existência do poder em si, e não a das pessoas que querem usá-lo em seu proveito, é a fonte do conflito. E esse conflito ameaça destruir amizades e até mesmo a própria sociedade. É a própria arrogância governamental a razão pela qual todos não podem se entender.

Talvez isso explique, de uma forma resumida, a situação que encontramos hoje em nosso país. O autor do texto é americano e o escreveu para tentar explicar alguns aspectos da corrida eleitoral para a presidência do seu país nesse ano. Porém, filosofia política não tem nacionalidade, e por isso pode facilmente se aplicar por aqui.


O segundo assunto diz respeito a uma observação pessoal.

A julgar por tudo o que leio por aí (seja na mídia ou em redes sociais), ou pelo que eu vejo na televisão, ou pelo que ouço de amigos, parentes e conhecidos, tenho a impressão de pouca gente se dá conta de que a origem da maioria dos problemas que temos está em nós mesmos. E olha que não estou falando daquele texto do Mark Manson que causou furor por aqui tempos atrás. E nem sofro da síndrome de vira-lata. E também não estou me referindo àqueles textões que você lê diariamente no Facebook sobre “pequenas corrupções” ou “a corrupção começa por você”.

Quero tocar em um ponto abordado por pouca gente. Eu não sei dizer se isso é cultural, se é uma lavagem cerebral a qual fomos submetidos durante séculos, se é uma doutrinação política maquinada pela esquerda (como adora escrever Olavo de Carvalho), sei lá. Ainda não tenho condição de informar isso.

Porém, acho que seria muita petulância minha assumir algumas coisas por aqui. Então vou lançar uma enquete e assim que tiver umas 50 respostas (que talvez seja o máximo que eu vá conseguir), eu posto a 4ª parte desta série explicando meu ponto de vista.

Chegou a hora de mudar – Parte 2

Publicado: 8 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Nesta segunda seção, vou tentar abordar alguns aspectos da natureza humana que você precisa conhecer antes de acreditar em certas promessas que você irá ouvir com muita frequência ao longo da campanha eleitoral desse ano.

Há dois grandes filósofos, John Locke e Thomas Hobbes, que explicam alguns pontos importantes sobre como a humanidade pode viver em harmonia em uma sociedade onde os cidadãos são livres. É necessário dizer que ambos possuem pontos de vista diferentes, mas que convergem para uma mesma conclusão. Vejamos:

Todos os homens estão naturalmente em… um estado de perfeita liberdade para ordenar suas ações e dispor de suas posses e pessoas como julgam correto, dentro do limite da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem… ‘Ele’ não tem liberdade para destruir a si próprio, ou qualquer outra criatura de sua posse… sendo todos iguais e independentes, ninguém pode prejudicar a outrem no que tange a sua vida, saúde, liberdade ou posses (propriedades) (Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil).

Locke possui talvez uma visão mais “romantizada” do homem. É o que ele chama de “estado de natureza”, que requer constante vigilância contra aqueles que a violam.

Locke acredita que é impossível para os homens permanecer nesse estado natural de liberdade. Essa utopia natural é despedaçada pela constatação de que cada individuo não pode proteger sua liberdade e tampouco punir os transgressores por contra própria. Assustado por essa constatação, os homens assumem um compromisso que os vincula a uma sociedade civil, onde cada um submete-se à vontade do Estado e perde o controle sobre a sua vida e sua propriedade em favor das necessidades e demandas do bem comum. A humanidade sacrifica sua liberdade por uma sociedade onde impera a regra da maioria, de característica menos livre, defendida, atualmente, pelos políticos conservadores e democráticos.

Já Hobbes possui uma visão, digamos, menos romântica do homem. Ele enxerga o homem como um ser egoísta, buscando um simples objetivo: a satisfação dos desejos humanos. O homem, segundo ele, age respondendo a estímulos:

O homem age para criar e possuir coisas que a máquina humana “sente” que são boas. Alguma coisa é “boa” se satisfaz ao apetite. O apetite é definido por cada individuo independentemente, e a satisfação do apetite é uma questão pessoal.  O apetite é egoísta, e o homem, esforçando-se para satisfazer tal apetite, também é egoísta. Cada indivíduo, egoisticamente, esforça-se para satisfazer seu próprio apetite, mesmo até o ponto de privar outro individuo de sua satisfação. O “Direito natural” / direito da natureza diz que cada homem está livre para usar seu próprio poder, como a sua vontade comandar, para preservar sua própria vida e exercer seu “direito a tudo, mesmo ao corpo de outrem”.

Essa busca constante pela satisfação dos seus próprios desejos através do seu esforço pessoal leva a um estado de guerra, onde os homens destroem uns aos outros em busca das coisas prazerosas a si mesmos.

Contudo, o próprio Thomas Hobbes visualiza o homem evitando tal estado de caos natural e, ao invés disso, chegando a uma condição de sociedade civil. É possível que a sociedade civil possa claramente refletir uma sociedade libertária livre.

Ou seja, de certa forma, a sociedade civil de Hobbes se aproxima do estado de natureza de Locke:

O mais forte de todos os apetites dos homens é o desejo pela vida e segurança; a mais forte das paixões dos homens é o medo da morte e danos. É esse apetite, ou paixão, que faz o homem renegar seu poder – seus meios pessoais para alcançar coisas prazerosas – e viver pacificamente com seus vizinhos (compatriotas).

“A lei natural” ou “a lei da razão”, surge das dificuldades que o homem encontra no estado de natureza. O homem percebe que querer “poder e mais poder” ameaça a sua própria vida, e percebe que a segurança pessoal é um pré-requisito para qualquer criação ou posse de coisas prazerosas e satisfatórias. A primeira “Lei Fundamental da Natureza” é procurar a paz e viver em paz, mas também estar preparado para se defender de qualquer pessoa que ataque a paz e contra aqueles que a pregam. Para Hobbes, a paz e a autodefesa caminham juntas. Hobbes vê a paz como a forma mais sublime de auto-defesa ou auto-preservação; defender a paz é meramente a defesa da forma mais sublime de auto-preservação.


Bem, mas você vai me perguntar: pô, Zuza, o que isto tem a ver com as eleições? Desde quando estudar filosofia diz respeito à política? Oras, filosofia tem TUDO a ver com política, então se você não começar a estudar e entender um pouquinho a mais sobre a nossa existência, sobre conhecimento, sobre a nossa mente, você continuará sendo presa fácil de quem domina o assunto.

Mas por que estou abordando esses pontos aqui?

Porque é fundamental que todos entendamos a importância de, em primeiro lugar, primarmos por uma sociedade livre. E também é necessário entender que liberdade implica em responsabilidade. E essa não é uma discussão política, pois isso se aplica a todas as esferas da vida.

É importante que você defina para si e para a sociedade em que vive qual é a dose de liberdade e responsabilidade que você deseja. Quanto mais liberdade (e, consequentemente, responsabilidade!) você quiser para os cidadãos, menos poder você demandará aos políticos que você irá eleger. Quanto menos responsabilidade (e, obviamente, liberdade!) você quiser para si, mais poder você irá delegar aos seus políticos para que eles sejam responsáveis pela solução dos conflitos e dos problemas existentes na sociedade.

Não sei você, mas eu particularmente não confio em políticos, então quanto menos poder eles tiverem em mãos para resolver os meus (e os seus) problemas, melhor. Faz sentido?

 

Chegou a hora de mudar – Parte 1

Publicado: 2 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.... Frase de Albert Einstein.

Estamos em ano de eleições municipais. Sempre quando chega essa época, nós brasileiros nos sentimos mais propensos a discutir sobre política. No entanto, há algo importante que tenho observado na maioria dessas discussões: pouca gente realmente se questiona sobre os meios, e muita gente só se preocupa com os resultados. O principal resultado disso é uma constante busca por um Messias: um ser capaz de resolver os nossos problemas.

A tônica principal desses debates populares, entre cidadãos comuns, é quase sempre a boa escolha do seu candidato. Escolha um candidato íntegro, honesto e trabalhador, como se essa fosse a fórmula da solução dos problemas que assolam nossa sociedade.

Na minha opinião, esse é apenas um (e talvez um dos menos relevantes) item a ser avaliado.

A pergunta que sempre faço a quem insiste nesse ponto é a seguinte:

Vamos supor que a maioria dos brasileiros elejam candidatos que atendam a esses requisitos. Melhor. Vamos supor que essa maioria eleja candidatos que sejam o espelho da pessoa mais íntegra, honesta e trabalhadora que você conhece (no meu caso, seria o meu pai, então vou usá-lo neste exemplo). Você acha que um país então comandado por milhares de “meu pai” daria certo?

Você pode até argumentar que certamente estaria melhor do que está hoje, e eu devo concordar com você, até porque isso não seria lá muita coisa. Mas há uma falha grande no cenário acima: ele é impossível, e talvez você já tenha entendido isso.

A questão, como eu disse no início, não diz respeito à honestidade, integridade ou aptidão ao trabalho de um candidato. Ela diz respeito aos meios pelos quais um político se propõe a melhorar a vida da sociedade. A partir do momento em que alguém roga para si o poder de resolver os problemas da sua cidade, Estado ou país, ele já está lhe enganando.

O meu objetivo nessa série de posts que devo publicar por aqui nas próximas semanas é justamente explicar o porquê disso.

Talvez o Bruno Garschagen já tenha explicado isso no seu best seller Pare de Acreditar no Governo. Eu ainda não li, e caso você não tenha a paciência ou vontade de lê-lo, poderá encontrar neste espaço alguns assuntos em comum.

Enfim, para se começar a pensar, fico com a pergunta que pretende ser respondida pelo livro: Por quê você não confia nos políticos e espera tanto que eles resolvam os seus problemas?

Mudanças

Publicado: 22 de maio de 2010 por Mathias em Comportamento, Cotidiano
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Olha só…

Estou sem tempo e motivação para escrever, mas sempre sobra um tempinho, e nesse tempinho sempre surge algo para comentar.

Engraçado como a gente pensa que as coisas não mudam, na verdade as coisas mudam, é a gente que não percebe.

Imaginem esse comercial passando na TV.

FUI! Mathias