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Uma legião de imbecis

Publicado: 24 de fevereiro de 2016 por Kzuza em Política
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Ontem à noite rolou a propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Omiti propositalmente o “gratuita” já que, tendo em vista os últimos resultados da operação Lava-Jato, duvido muito que tenha saído de graça.

Como vem se tornando comum nos últimos tempos, muitas pessoas protestaram durante o programa, que contou com a ilustre presença do ex-presidente Lula. As formas mais comuns de manifestação foram as luzes piscando nas casas e o já quase tradicional panelaço.

O fato é que diante do atual cenário nacional e das crises econômica e política instauradas, o povo anda meio puto da vida. Tenho comigo uma teoria: o brasileiro é um povo pacato, inocente e tolerante demais; a gente suporta roubalheira, tolera incompetência e pouco se importa com posições políticas, mas quando a inflação e o desemprego crescem de maneira absurda, aí brasileiro resolve ficar macho!

E é meio óbvio que essa raiva recaia sobre o presidente do país e seus aliados. Sempre foi assim. A gente sempre reclamou, de Sarney à FHC, e depois da dupla Lula e Dilma. Mas enquanto não metiam (diretamente) a mão no nosso bolso, enquanto a inflação estava controlada e o desemprego era moderado, a gente até conseguia viver em paz.

O problema maior é que o atual governo, que na verdade é o mesmo há 13 anos, meteu tanto os pés pelas mãos que agora está todo mundo apavorado. E aí nego vai reclamar de tudo quanto é jeito mesmo. A roubalheira foi tão escancarada que não há como defender o atual governo. Não há mais nem sequer o discurso de “governar para os pobres”, porque da mesma forma como os pobres “conquistaram” muitas coisas graças ao PT, isso tudo está indo embora, com a mesma velocidade.

Agora quer ver uma coisa que me deixa inquieto de verdade? Povo chato.

O governo fode com a vida do cidadão, atola o país em crise, mete a mão no dinheiro do povo, estraçalha com a economia e o cara diz que tem “vergonha alheia” de quem bate panela ou pisca a luz durante o horário político do PT. Sério?

É esse mesmo povo que reclama do nome da última fase da operação Lava-Jato (“acarajé”), por não respeitar as religiões africanas, mas está pouco se importando com o real objetivo da operação, que é prender bandido.

Li por aí que o brasileiro não sabe o que é democracia, porque bate panela na hora do horário político do adversário para não escutar o que ele quer dizer. Sério, há muita coisa que é melhor nem ouvir mesmo.

Gente tem vergonha alheia do grupo que faz dancinha ensaiada no protesto pedindo impeachment, mas não sente vergonha ao ver o governo gastando rios de dinheiro com cafés da manhã luxuosos, suítes presidenciais em hotéis 5 estrelas ou vôos em classe executiva.

Ou seja, tem muita gente mais preocupada com a forma de se manifestar do que propriamente com o motivo pelo qual estão protestando. Olavo de Carvalho que o diga. Enquanto o povo fica discutindo qual tipo de protesto é legal ou inteligente, ou qual é o jeito certo de incomodar o governo, eles continuam cagando na cabeça de todos nós.


Adendo: eu não bato panela nem pisco a luz do meu apartamento, mas apoio quem o faz (pela causa, não pela forma). Acho ridícula a coreografia do grupo de verde e amarelo nas manifestações, fazendo uma dança bizarra pra chamar a atenção. Mas se é por uma causa justa, tem meu apoio. Mas então, qual seria minha forma predileta de protesto? Eu não teria coragem, mas não seria uma má ideia um grupo de vingadores cabra-macho surgindo na calada da noite, matando e esquartejando um político corrupto por semana. Não daria um mês para que a mentalidade começasse a mudar.

 

Até que a sorte nos separe? Ou: A História do Brasil do PT

Publicado: 2 de junho de 2015 por Kzuza em Economia
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Você já assistiu ao filme “Até que a Sorte nos Separe”? Na história, Tino e Jane ganham um prêmio na loteria de R$100 milhões de reais. Após 16 anos torrando o dinheiro loucamente em extravagâncias, o dinheiro acaba e eles passam por dificuldades. Precisam ajustar suas contas, parar de gastar, vender uma série de coisas que tinham comprado…. enfim, precisam mudar de estilo de vida totalmente! Tudo isso porque eles apenas gastaram o dinheiro, e não investiram nem guardaram nada.

Fazendo um paralelo com a história recente do Brasil, é mais ou menos o que aconteceu com os 12 últimos anos do governo petista. Não faz sentido? Lula recebeu um país ajustado economicamente das mãos do seu antecessor, FHC. A maré estava boa, o mercado de commodities em alta… E Lula sempre foi um cara populista. Sempre se identificou com o povo, principalmente pela sua origem humilde e sua história de luta ao lado dos trabalhadores. E ele definitivamente não é um cara burro: sabia que para continuar em alta com o “povão”, precisava fazer a alegria deles, agora que tinha sido alçado ao poder. E ele fez o mesmo que Tino fez no filme com seus filhos: ele os cobriu de bens, distribuiu dinheiro a rodo, investiu no bem-estar social, incluiu o pobre na sociedade definitivamente.

Mas assim como Tino, Lula não deu a mínima importância para a origem do dinheiro necessário para satisfazer as necessidades de seus súditos. Enquanto o cofrinho estava cheio, usou e abusou para comprar deliberadamente apoio de todos ao seu redor para perpetuar no poder. Deu certo. Conseguiu eleger e reeleger Dilma Roussef que, assim como seu antecessor, continuou a gastar dinheiro a rodo para enriquecer seus amigos e distribuir migalhas aos pobres, seus amigos necessários para mantê-los no poder (lembram-se, no filme, quando Tino pagava cerveja e fichas de sinuca para seus amigos no boteco?).

Enfim, chegamos a 2015, ano de início do segundo mandato de Dilma. E o que aconteceu? A grana acabou, meu caro. A abundância deu lugar à escassez. A fonte secou. Secada a fonte, chegou a hora de apertar os cintos. É o tal ajuste fiscal de Joaquim Levy. É o governo cortando gastos (quando corta) e aumentando impostos. Precisam se equilibrar, pois estão quebrados.

A diferença básica entre Tino e Dilma é que Tino não tinha de onde tirar mais dinheiro. Precisou pedir um empréstimo a um tio rico de Jane. Já Dilma tem ao seu lado a máquina do Estado e um exército de 200 milhões de contribuintes. Basta, através da coerção, fazê-los pagar mais impostos que o seu caixa aumenta. E não havia dúvidas que isso seria feito, assim que a situação começasse a ficar difícil.

Hoje, a população mais pobre paga essa conta. Desemprego e inflação em alta, redução de benefícios sociais, cortes de gastos na educação, etc. E todos se perguntam: o que aconteceu? É igualzinho ao filho de Tino, no filme, quando ele pergunta para o moleque quanto custa o sorvete: “Ué, pai? Você nunca perguntou quanto custa nada? Vai regular agora?”.

É a vida imitando a arte…

A ignorância é mesmo uma bênção?

Publicado: 18 de dezembro de 2014 por Kzuza em Política
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Sempre ouvi (e sou adepto!) que a ignorância é uma bênção. Os ignorantes não sofrem, dizem alguns.

Mas essa semana conversei um pouco a respeito desse assunto e cheguei à conclusão que, em alguns casos, a ignorância não é tão abençoada assim…

Graça Foster, presidente da Petrobrás, foi personagem dos noticiários essa semana por conta dos escândalos de corrupção denunciados na empresa. Segundo alguns e-mails interceptados, a ex-funcionária Venina da Fonseca havia tentado alertar a presidente sobre os casos de corrupção que estavam acontecendo na empresa. Como podemos ver atualmente, nada foi feito e tudo veio à tona por conta de uma investigação da Polícia Federal. Agora Graça Foster afirma que não sabia de nada do que estava acontecendo e que nem sequer foi checar as informações passadas por Venina. Em outras palavras: bilhões de reais são desviados das contas da empresa a qual ela preside e ela jamais soube de nada.

Isso me lembra bem o caso do Mensalão. Na época (e até hoje), o ex-presidente Lula afirmava categoricamente não saber de nada do que se passava entre o Palácio da Alvorada e o Congresso Federal, onde negociações de compra de votos dos parlamentares corriam soltas debaixo do seu próprio nariz. Nem mesmo a presença de membros da cúpula do Partido dos Trabalhadores, companheiros de longa data de Lula, fez com que o ex-presidente tomasse conhecimento do que acontecia.

Dilma Roussef, atual presidente da república e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena, também alegou ter sido enganada por pareceres técnicos falsos para aprovar a compra da refinaria por X vezes mais do que ela realmente valia. Ou seja, também foi ignorante.

Oras, vamos partir então da premissa que os 3 realmente estejam dizendo a verdade. Vamos dizer que os 3 realmente sejam ignorantes. Você acha que realmente isso faz deles inocentes?

Para facilitar, vou deixar para vocês um trecho do livro “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, da editora Círculo do Livro.

Aqueles que pensam que os regimes comunistas da Europa central são obra exclusiva de criminosos deixam na sombra uma verdade fundamental: os regimes comunistas não foram feitos por criminosos, mas por entusiastas convencidos de terem descoberto o único caminho para o paraíso. Defendiam corajosamente esse caminho, executando, por isso, centenas de pessoas. Mais tarde ficou claro como o dia que o paraíso não existia, e que, portanto, os entusiastas eram assassinos.

Assim todos acusavam os comunistas: vocês são os responsáveis pelas desgraças do país (que está pobre e arruinado), pela perda de sua independência (caiu sob a tutela dos russos), pelos assassinatos judiciários.

Os acusados respondiam: “Não sabíamos! Fomos enganados! Acreditávamos. Somos inocentes, do fundo do coração!”

O debate conduzia a essa pergunta: seria verdade que não sabiam? Ou apenas fingiam não saber?

Todos acompanhavam esse debate (como dez milhões de tchecos), e acreditavam que haveria certamente entre os comunistas alguns que não eram assim tão ignorantes (deviam pelo menos ter ouvido falar dos horrores que tinha acontecido, e que não paravam de acontecer na Rússia pós-revolucionária). Mas é provável que a maior parte deles não soubesse de nada.

E ele dizia para si mesmo que o problema fundamental não era: sabiam ou não sabiam? Mas: seriam inocentes apenas porque não sabiam? Um imbecil sentado no trono estaria isento de toda a responsabilidade somente pelo fato de ser um imbecil?

Vamos admitir que o procurador tcheco que pedia, no começo dos anos 50, a pena de morte para um inocente tivesse sido enganado pela polícia secreta russa e pelo governo do seu país. Mas agora sabemos que as acusações eram absurdas e que os condenados eram inocentes, como podemos admitir que o mesmo procurador defenda sua pureza de alma batendo no peito e dizendo: “Minha consciência está limpa, eu não sabia, eu acreditei!” Não é precisamente no seu “Eu não sabia! Eu acreditei!” que reside sua falta irreparável?

Nesse ponto Tomas se lembrou da história de Édipo. Édipo não sabia que dormia com sua própria mãe, e, no entanto, quando compreendeu o que tinha acontecido, nem por isso se sentiu inocente. Não pôde suportar a visão da infelicidade provocada por sua ignorância, furou os olhos e, cego para sempre, partiu de Tebas.

Tomas ouvia o grito dos comunistas que defendiam sua pureza de alma, e dizia a si próprio: “Por causa de sua inconsciência o país talvez tenha perdido séculos de liberdade. Mesmo assim vocês gritam que se sentem inocentes? Como podem ainda olhar em torno de si mesmos? Como?! Não estão espantados? Vocês não enxergam? Se tivessem olhos deveriam furá-los e deixar Tebas!”

Sobre o Lula, o SUS e os estudantes da USP

Publicado: 8 de novembro de 2011 por Kzuza em Cotidiano
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Porra, Zuza! Como é que você me deixa passar assuntos tão polêmicos na última semana sem dizer nada?

Bem, sobre o protesto dos playboys maconheiros da USP, eu não tenho muito mais a dizer além do que o Mathias escreveu no post que está aqui embaixo (leia aqui). A única coisa que posso adicionar é que infelizmente esse é o pensamento da nossa classe média. Infelizmente, há muitos alunos estudando em faculdades públicas não porque precisam, mas porque os papais foram capazes de mantê-los estudando em escolas particulares caríssimas durante longos anos, além de cursinhos preparatórios pré-vestibular em período integral. Estudam lá “tirando” vagas dos que mais precisam mas que, devido à precaridade do nosso ensino público, estão menos preparados. São esses mesmos imbecis da USP que, nos tais “jogos universitários” (sobre os quais já escrevi aqui), entoam gritos de guerra contra os alunos de escolas particulares, com algo tipo “seu pai paga a sua faculdade e a minha também”. Sim, pagamos a sua faculdade para que você não precise estudar e possa ficar vagabundeando, invadindo prédios públicos e quebrando tudo o que tem pela frente. Brilhante!

Veja bem, não estou generalizando os alunos das faculdades públicas, até porque conheço muita gente de bem por lá, mas essa minoria realmente mancha a imagem que muitos têm dos estudantes do nosso país. Filhinhos de papai muito me enojam. Mas graças a Deus não conheci e não vi exatamente ninguém a favor do que esses imbecis da FFLCH fizeram. As suas reivindicações são tão absurdas quanto a forma de protesto deles.

Adriano Lima/AE (extraído do site UOL)

Agora em relação às manifestações da última semana, veiculadas nas redes sociais, sugerindo que o nosso ex-presidente Lula tratasse seu câncer pelo SUS, aí sim tem muita coisa que precisa ser dita.

1º: Sim, o discurso do Lula, enquanto presidente, era hipócrita. Aliás, como todo político que nós conhecemos. Dizer que tinha vontade de ficar doente só para se tratar em uma unidade de saúde pública é sim hipócrita.

2º: O Lula não é o único responsável pela saúde pública do país estar no lixo. Infelizmente temos a tendência a acreditar que todo político eleito deve ser automaticamente transformado em super-herói, capaz de solucionar todos os problemas do mundo durante o seu mandato. Achar que o Lula seria capaz de tirar do buraco um sistema de saúde precário como o nosso em 8 anos de governo é utópico.

3º: Você que acha que o Lula devia se tratar pelo SUS, por acaso se utiliza do Sistema Único de Saúde? Qual sua real noção das dimensões do problema da saúde pública do país? Se estiver se baseando somente no que a Globo mostra em seus telejornais ou no que você lê por aí em revistas semanais como Veja e Isto É, acho melhor começar a rever os seus conceitos. Meu avô se tratou e se curou de um câncer na laringe (sim, o mesmo do Lula) utilizando-se do sistema público de saúde. Minha avó faz o seu tratamento de Alzheimer com medicamentos fornecidos pelo governo. Meu pai há anos não tem plano de saúde e é bem atendido na rede pública de saúde (ele é funcionário público). Está longe de ser o melhor atendimento do mundo (um Sírio-Libanês, por exemplo), mas está a contento.

4º: O fato de você conhecer alguém que tenha passado por perrengues com o SUS, ou que tenha morrido em consequência do mau atendimento na rede pública, não lhe dá o direito de desejar a mesma coisa a quem quer que seja. Tenha isso em mente, mas principalmente no coração.

5º: Não sei se é coincidência ou não, mas as manifestações a favor do tratamento do Lula pelo SUS partiram justamente das pessoas que muito se beneficiaram durante o seu governo. Se você, classe média, acha que não foi beneficiado pelo governo dele, também o convido a pensar um pouco mais sobre o assunto e dar o braço a torcer um pouquinho, mesmo que isso fira o seu ego.

6º: O simples fato de votar e pagar os seus impostos em dia não dá a você o direito de atirar pedras em quem quer que esteja no governo. Até porque isso é seu dever, você não está fazendo nada mais do que sua obrigação. E devo lhe dizer uma coisa que talvez você não saiba: todo mundo erra. A diferença é que muita gente como você e EU preferimos não tentar ao invés de dar chance ao erro. Felizmente o Lula, assim como outros tantos governantes que eu já vi por aí, preferiram tentar melhorar as coisas. Deram a cara à tapa. Acertaram em várias coisas, e erraram em várias outras. E então, o que você prefere? Quem tenta e erra, ou quem nem sequer tenta?

Enfim, sou a favor de que os políticos e suas famílias tratem-se na rede pública de saúde e que estudem na rede pública de ensino. Isso traria benefícios para ambas áreas tão carentes nesse nosso país. Mas levantar essa bandeira agora com a desgraça do nosso ex-presidente é, no mínimo, irresponsável. Desejo a cura do ex-presidente e acho que ele, assim como qualquer um, tem o direito de se tratar onde quer que seja.

Atualização: pagar impostos em dia e votar não lhe dá direito a apedrejar ninguém, mas lhe dá o direito de cobrar pelos resultados. Aliás, isso também é um dever seu.

De que lado você está?

Publicado: 28 de janeiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Política
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Acho muito engraçado aqueles que só gostam de falar de política quando é para criticar quem está no poder.

Todo verão, a história se repete aqui em São Paulo. As chuvas fortes em Dezembro e Janeiro castigam a população da cidade. Inundações, desabamentos, mortes… é algo triste demais de se ver. E isso abre espaço para um monte de gente aparecer na TV e nos jornais criticando “as autoridades”, que não fazem nada para mudar isso.

Mas espera aí, eu nunca vi prefeito nem vereador algum jogando lixo na rua, ou deixando entulho em terrenos baldios. Nunca vi a Defesa Civil construir barracos nas encostas de barrancos para abrigar a população.

Isso não quer dizer que o poder público não tem culpa. Tem culpa sim de não fiscalizar, de não impedir construções ilegais, de não punir quem não cumpre a lei. Só. Mas por que não dividem a culpa com o povo também? A cidade cresceu desgovernada por culpa de todos, o problema é muito maior. É fácil pisar no rabo do outro enquanto está sentado sobre o seu próprio.

É como aquele pessoal que só escreve para descer a lenha no Lula. Porque ele não sabe falar. Porque os caras do PT se envolveram em esquemas de corrupção. Porque ele quer eleger a Dilma como sucessora. Porque ele apóia o Hugo Chavez. Porque ele não tem um dedo. Porque ele gastou dinheiro demais nas compras pro Palácio do Planalto. Porque ele fez a terra tremer no Haiti e causou as tsunamis no Pacífico. O cara é o Lúcifer!

E era esse mesmo povo que há 8 anos atrás descia a lenha no FHC. Porque ele viajava demais. Porque ele era refém do FMI. Porque ele tinha apoiado a ditadura militar. Porque ele era muito fresco. Porque ele não fazia nada pelo povo. Porque ele deixou a economia do país em frangalhos.

Esse povo que fala hoje do Lula acha que teria sido melhor se o Alckmin tivesse sido eleito nas últimas eleições. E também achava que FHC devia ter perdido as eleições para Lula em 1994. E também achava que sempre quem estava no poder era pior do que aquele que não estava.

Eu pago para ver aquele que dará o braço a torcer ao reconhecer o que foi feito de bom. O povo adora reclamar. O povo adora justificar que tudo o que foi feito de bom foi feito com segundas intenções. Como disse uma vez a Barbara Gancia, “eu tô cagando se é ação de marketing”. Quero ver o Brasil se dando bem. Quero ver nosso presidente ser amigão do Barack Obama. Quero ver nosso presidente analfabeto representar bem nosso país lá fora, bem melhor do que nosso antigo “cagão-sociólogo” que falava 25 línguas diferentes. Quero ver a economia do país ser reconhecida como uma das melhores do mundo. Quero ver o desemprego ser um dos menores da história. Quero ver cada vez mais gente sem fome, nem que para isso eu precise sim dar meu sangue trabalhando.

Mas por quê? Por que eu gosto do Lula? Por que eu sou petista? Nem um, nem outro. Porque eu prefiro ver as coisas boas da história. Porque eu prefiro acreditar que isso é o melhor que poderia ter sido feito. Porque EU não tive coragem de fazer o que o Lula está fazendo, então como posso julgá-lo? Você faria melhor?