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Eurotrip – 18º dia – Dubrovnik/Croácia

Publicado: 23 de agosto de 2014 por Kzuza em Viagem
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Finalmente chegamos ao destino final da viagem. A terra onde é gravado o seriado Game of Thrones: Dubrovnik. Também conhecida como a “Pérola do Mar Adriático”. O pessoal aqui da região da Dalmácia ama dizer que é a cidade mais bonita da Croácia.

Mas se você acha que foi fácil chegar até aqui, você está muito enganado. Hoje foi disparado o dia mais longo da viagem, o mais cansativo, mas também o mais engraçado.

Começou com os 2 paspalhos aqui saindo às 8:40h de Hvar para ir até Sucuraj, onde pegaríamos o ferry até Dvrenik, já no continente, para virmos até Dubrovnik. Tudo parecia fácil demais. A menina do albergue mesmo disse que não teria erro.

Enfim, jogamos no Google e vimos que o trajeto era de 77km (a ilha é grande pra cacete!) e o tempo estimado seria de 1:44h. Porra, quase 2 horas pra fazer 77 quilômetros? É, amigos, é aí que mora a pegadinha. De Hvar até Stari Grad, a estradinha que corta a ilha é até de boa. Não é duplicada, mas o asfalto é bom e as faixas são bem espaçosas. Porém, dali pra frente, o bicho pega. O visual é lindo, você passa por várias praias lindas ao longo do caminho, só que o negócio é tenso demais. A pista é cada vez mais estreita e cheia de curvas. Se vem carro no sentido oposto, é um Deus nos acuda! Isso sem contar que boa parte da estrada não tem guard rail, e a pista é tipo em cima de um barranco. Ou seja, você anda no limite o tempo todo. Se a roda sair da estrada, já era.

Enfim, chegamos em Sucuraj (lê-se “sutchurái”, porque o C tem um tal de acento circunflexo em cima que o teclado nosso não comporta). A fila da balsa me espantou. Eu havia visto no site os horários da balsa, e me programei para chegar às 10:30h, 45 minutos antes da bala marcada para as 11:15h. Sifudi.

Fui contando a quantidade de carros até a área de embarque. Eram 85 na minha frente. Segundo o site, embarcavam cerca de 32 por balsa. Ou seja, eu estaria na 3ª balsa que saísse. Pensei comigo: chego em Dubrovnik só amanhã. Por um golpe de sorte, as balsas no final de semana têm intervalo de 45 minutos. Ou seja: mais de duas horas de espera, num calor filho da puta, com um sol para cada um. Bem, o que é um peido pra quem está cagado? Voltar pra Stari Grad para tentar uma balsa para Split estava fora de cogitação, então ficamos lá.

Não sei se contei errado, mas fomos exatamente o último carro a embarcar na terceira balsa. Uma sorte da porra, no meio de tanta bosta. Mas enfim, 35 minutos depois a ilha já tinha ficado para trás e estávamos em Dvrenik.
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A estrada vem beirando o litoral. São cerca de 120 km até aqui, por paisagens maravilhosas. Sério, aquele mar azulinho é coisa de maluco. Dá vontade de parar em todo lugar pra tirar foto. E no meio do caminho ainda encontramos esse lago verde esmeralda que você vê nas fotos aí. Parece cenário de filme. Acho que um dos lugares mais lindos da viagem. Certamente as fotos da câmera ficaram melhores que as do celular, mas dá para se ter uma noção.
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Na vinda, a gente passa por um pedaço da Bósnia-Herzegovina. Passa por alfândega e tudo, quando entra e sai. Mas é um trecho tão curto que parece piada.

Bem, a chegada em Dubrovnik é coisa de cinema. Lugar lindo. Só que aí começou outro perrengue… chegar no apartamento que alugamos via Airbnb foi até fácil. O problema era onde estacionar o carro. Subi as escadarias até o apartamento, e o dono não estava. A filha dele foi quem me atendeu. Puta que pariu, a mina era gaga. Cara, você consegue imaginar uma croata gaga falando inglês? Puta perrengue! E ela não é gaga da que tropeça, ela é a gaga que enrosca pra falar (pros caras da Fundaca, ela é tipo o Carioca!).

Enfim, 30 minutos depois já conseguimos estacionar o carro. Sem chances de subir com as malas pra cá. Estávamos com uma fome do caralho e a mina não soube nos explicar nada. Resolvemos descer até a cidade velha, que é onde tudo acontece por aqui, para comer. Cara, vou dizer…. Dubrovnik em croata deve significar “cidade filha da puta com escada pra caralho”. A porra da cidade é em 90 graus. É uma parede. Pra quem achava que Carapicuíba era a cidade mais cheia de morros no planeta, perdi fácil.
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Paramos literalmente no primeiro restaurante que encontramos e comemos. Andamos um pouco pela cidade velha, subimos até um dos fortes, e depois voltamos ao apartamento.

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Agora, nego, se já foi difícil pra descer, imagina pra subir?

Enfim, chegamos aqui e conhecemos o Zlatan, dono do pagode. Cara gente boníssima. Conversamos demais, ele pediu mil desculpas de não estar aqui na hora em que chegamos (eu não havia visto o e-mail que ele me mandou pedindo pra ligar quando estivesse chegando), e nos deu algumas dicas sobre a cidade. Explicou até que tem um busão que sobe o morro e nos deixa aqui, o que é um alívio. E explicou também que a umidade estava em mais de 90% hoje, talvez o que explica o fato de eu ter suado 32 litros hoje.

O cara é gente boa. Ele me disse que era músico, o que explica o fato de que todos os apartamentos aqui terem temática rock ‘n roll. O que eu estou se chama “Midnight Lady”, com a temática toda da Janis Joplin. Ele fala sobre futebol, história do Brasil (sim, pasmem!), música e os caraio. Gente boa demais. A raiva do lugar já até passou… hehehehehehe…

Surpresa do dia: Achar que a balsa de Sucoraj para Dvrenik seria tranquilinha e que quase ninguém teria a mesma ideia. Sifudemo.

Presepada do dia: Bem, acho que já descrevi tudo aí em cima. Nem preciso mais detalhar…hehehehehehe…

Ah, mas teve uma, em tempo, que preciso escrever. A Juliana lembrou bem aqui….

A gente ficou com tanta raiva quando chegamos (a viagem longa, o calor, a fome, a ausência do dono, a dificuldade para estacionar, etc, etc, etc) que já queríamos ir embora. Para piorar, na hora que fomos descer pra cidade, a Juliana deu uma olhada num terreno aqui do lado e me falou: “Porra, tem um gato morto aqui!”. Eu olhei e, de fato, tinha um gato preto deitado no mato, duro, de olho fechado. Pensei: “Porra, fudeu! Gato preto morto deve dar azar em dobro!”. Quando voltamos, eu já falei pra ela nem olhar pro terreno pra não ficar impressionada. Mas o burrão aqui teimou em olhar, né? Curiosidade é foda. E, pra minha surpresa, o gato não estava mais lá. Falei: ah, removeram o gato morto. Mas aí a Ju olhou e viu o gato lá no meio do mato, sentadinho, de boas. Filho da puta, ele nos enganou direitinho! Hahahahahahaha…..

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Eurotrip – 17º dia – Hvar/Croácia

Publicado: 22 de agosto de 2014 por Kzuza em Viagem
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E para quem achou que não sobreviveríamos, cá estamos nós! Totalmente esgotados, mas vivos. Não sairemos no Jornal Nacional hoje em mais uma tragédia, graças a Deus.

Alugamos o barco aqui em Hvar para ir até o arquipélago de Pakleni. Dá um gúgou aí que vocês vão ver mais fotos do lugar.

O cara que é dono do barco se chama Bozo. Sério. Mas tem um cedilha ou algo assim no “z” e aí se pronuncia Bojo. Mas já começou engraçado por aí. O próprio cara dá umas noções de como operar o motor do barco e como atracar ele nos piers das praias. Não é nada complicado não. Mas é bom uma certa dose de paciência, porque o barco é pequeno e o motor não é muito potente, então o negócio é devagar.

Bem, visitamos várias praias ao longo do dia nesse arquipélago. Uma mais linda que a outra. As fotos estão no Facebook, e como a internet aqui do hostel tá uma bosta, não vou conseguir colocar mais nenhuma aqui.

A última praia em que paramos foi onde almoçamos e bebemos umas (várias) biritas. Depois a Juliana fez uma massagem por lá mesmo. E aí fomos para uma outra praia no lado oposto da mesma ilha, por uma trilha tranquilinha de 200 metros. Lá encontramos um grupo de brasileiros, que estavam por lá num barco de excursão. O pessoal ficou espantado da nossa coragem de ter alugado um barco sem nunca ter pilotado um….hehehehehe…

Voltamos para Hvar só às 19h. Subimos até o hostel, tomamos um banho, descemos novamente até a cidade para jantar e voltamos. Estamos esgotadíssimos. Não sei se foi o dia todo no sol, ou se foi o dia todo num barco, ou se é o final da viagem, ou se foi tudo junto. O que tenho para dizer é que Hvar é maravilhosa. Deveríamos ter agendado mais tempo para ficar aqui e poder conhecer outras praias, porque a ilha é fantástica. Quem tiver oportunidade, precisa conhecer.

Amanhã vamos para nosso último destino: Dubrovnik. De lá voltamos para Munique e depois para São Paulo. A saudade de casa está batendo forte (pelo menos em mim), mas ainda tem coisa interessante para ver.

Surpresa do dia: A ilha está mais lotada de brasileiros do que imaginávamos. Por tudo quanto é lugar.

Presepada do dia: A Juliana estava meio com medo de andar de barco comigo dirigindo. Fazia todo sentido. Mas logo que ela viu que a parada era tranquila, ela foi se soltando. Ela até sentou mais à vontade, deitou na ponta do barco e tals. Mas, como eu já disse, o barco é pequeno, né? Então balançava pacas, principalmente quando a gente pegava algumas ondas um pouco maiores, deixadas como rastros por outros barcos maiores. Numa dessas, a gatinha sensualizando deitada na ponta do barco, e eu vi que uma série de ondas se aproximavam. Reduzi um pouco a velocidade e avisei: olha a onda! Pátz! Foram 3 ou 4 solavancos que jogaram a menina pra um lado e pro outro, quicando na ponta do barco, segurando-se para não ser arremessada ao mar. Parecia que ela estava naquele brinquedo “Labamba”, do Playcenter. Nossa, choramos de rir altas horas com o acontecido….kkkkkkk

Eurotrip – 16º dia – Hvar/Croácia

Publicado: 22 de agosto de 2014 por Kzuza em Viagem
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Hoje foi o dia de conhecer a nova Ibiza. Hvar (lê-se Cvar, com o C quase mudo) é uma ilha conhecida por suas baladas intermináveis, gente bonita e praias maravilhosas.

Para chegar até aqui, pegamos um ferry no porto de Split com sentido a Stari Grad, que é um dos portos da ilha. Aliás, Stari Grad parece ser uma cidade dentro da ilha. O trajeto dura cerca de 2 horas. O ferry é grande pra caramba, cabe muita gente e muitos carros. Ao todo, acho que são 8 por dia que fazem essa travessia específica, com carros. Só com pessoas, são bem mais barcos.

Chegamos ao hostel depois de 1 hora de que desembarcamos aqui. Conto detalhes na seção “PRESEPADAS”. O ambiente é bacana pra caramba, e a menina da recepção deu um show explicando tudo o que podemos fazer por aqui. Como era por volta de 11:30h, resolvemos ir até uma praia próxima chamada Pokonji Dol, que segundo a menina é a mais bonita aqui de Hvar. Existem outras mais distantes que também são muito bonitas, segundo ela, e devemos ir lá amanhã. Aliás, amanhã também vamos alugar um barco (onde eu vou pilotando, não quero nem ver a bosta!) para ir até o arquipélago de Paklinski, que é aqui do lado.

Enfim, para chegar até essa praia, também passamos um perrengue. A trilha até lá é bem acidentada, toda de pedra, e bem inclinada. Mas a visita compensou. O lugar é bonito pra caralho. Almoçamos por lá mesmo e ficamos a tarde toda na praia. A Juliana tostando no sol e eu me escondendo debaixo do guarda-sol. A previsão seria de chuva pra hoje, mas fez um sol pra cada um aqui na ilha.
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Agora à noite demos uma ida até o porto de Hvar, onde vários iates e veleiros ficam atracados. Coisa linda de se ver. Passamos em frente ao Carpe Diem, que é uma balada bem conhecida pros lados de cá, e o negócio estava bombando.
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Enfiei o pé na jaca e jantamos num puta restaurante de frente pro porto hoje. A gente se esbaldou e torrou até as cuecas lá, mas comemos muito bem. A Juliana adorou. Depois fomos a um barzinho super charmoso do lado para tomar uns drinks e voltamos para o nosso hostel. A cidade ferve à noite. As baladas abrem às 2h da manhã e vão até às 8h. Só para quem tem pique mesmo.

Surpresa do dia: A ilha é grande pra cacete. De Stari Grad para Hvar são 17 quilômetros. Isso porque Stari Grad está no meio da ilha.

PresepadaS do dia: Ah, hoje o dia foi cheio.
Pra começar, a aventura de pegar o ferry em Split. Chegamos 15 minutos antes do horário de saída, e descobrimos que precisávamos comprar o ticket num escritório dentro de um centro comercial lá. Um senhor, funcionário da empresa que opera o ferry, meteu a maior pilha pra eu ir comprar logo senão não embarcaria. Estacionei o carro numa área perto do porto e corri lá pra comprar a parada. Suei mais do que um porco véio. Isso tudo pra porra do barco sair com quase 10 minutos de atraso.
Depois, chegando em Stari Grad, pegamos as orientações para chegar até o hostel. Caralho, que nervoso. Primeiro fomos em direção a Hvar, aí achamos que estávamos errados. Voltamos até Stari Grad e fomos no sentido oposto. Só depois vi que as orientações do site eram para quem chegava no porto de Hvar, e não de Stari Grad. Porra, toca voltar tudo de novo na direção contrária da ilha. Enfim, chegamos a Hvar e como faz pra achar a porra do hostel? Vai pra lá, vai pra cá, e nada de encontrar nenhum ponto de referência. Voltei até o centro, encontrei um sinal de Wi-fi e vi no GPS que estávamos bem próximos. Finalmente chegamos, 1 hora depois de desembarcarmos. E só agora, à noite, descobri o porquê da confusão: as coordenadas que eles deram era para quem vinha à pé do Porto de Hvar, e não de carro. Vivendo e aprendendo…
Ah, e também não posso deixar de citar a menina do hostel que nos apresentou a ilha. Caraca, a menina falava mais que o homem da cobra. E aí ela querendo mostrar todas as festas, baladas, coisa e tal, e apresentou uma tal festa que rola em um barco. Aí ela colocou o folder da festa na frente da Juliana, que quase pirou. Em uma das fotos, tinha um cara pelado sendo encoxado por outro, enquanto tomava uma breja. A minha até perguntou: “Você está assustada com a foto? Ah, eu te entendo!”.