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Sindicatos/Movimentos Sociais ou PCC?

Publicado: 27 de abril de 2017 por Mathias em Política, violência
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Boato de toque de recolher afeta 4 bairros de Santo André
Leia a transcrição deste áudio:
_ Pessoal, estão anunciando que vão liberar o UBER com desconto na cidade, é o seguinte, se tiver um UBER rodando a gente vai quebrar tudo hein irmão.
_ Avisa a galera ai porque se não parar o país sexta-feira nóis vai quebrar é tudo esses carros aí com celular no painel, é pra aderir a greve geral hein.
_ Não é pra levar um trabalhador… uma manicure, uma cabeleireira, não é pra levar ninguém ao trabalho, e todos os trabalhadores tem que ficar em casa tranquilo aí, que a mobilização é geral.
_ É o seguinte, vamo quebrar tudo, se tiver 1 uber rodando no Brasil nóis vai quebrar.
Áudio aqui:
Você sabe se isso é uma intimidação do PCC sobre a população ou de sindicalistas sobre trabalhadores?
O áudio circula em grupos de whatsapp de “motoristas de app” como Uber, devido a uma parceria dá prefeitura com a empresa, para garantir mobilidade urbana na cidade.
Escolas privadas estão com medo de funcionar amanhã com medo de represálias, sindicatos já compareceram nos locais para alertar.
Pequenos comércios locais já estão cogitando não abrirem devido aos inúmeros boatos.
A atuação dos sindicatos se assemelha ao terrorismo das organizações criminosas como PCC. Armado com pelegos que se sustentam pela suor dos trabalhadores, arrancando 1 dia de trabalho por ano de forma compulsória, os sindicatos e demais movimentos que existem em função da sua sanha por poder e dinheiro organizam para sexta-feira (28/04) uma greve geral.
As pautas são vagas e basicamente faz oposição as reformas estruturais da previdência e do trabalho, reformas essas que prejudicam justamente os próprios sindicatos, que roubam a autonomia do indivíduo.
Mas dessa vez, para garantir uma paralisação que não tem apoio popular as centrais sindicais estão usando do terror característico das utilizadas pelo crime organizado.
Tudo começa com um burburinho, o que antes se alastrava no boca a boca, na rádio-peão de intervalo do almoço hoje está a apenas 2 cliques, em poucas horas cria-se um factoide baseado em boatos e a merda já está feita. Daí para a histeria coletiva é um passo:
– Você recebe em todos os grupos um áudio alertando a não sair de casa que vão “tacar fogo” em quem estiver na rua.
– Você recebe aquela mensagem reciclada de que passaram de moto fazendo toque de recolher.
– Nos terminais o boato é que tudo vai parar.
– Nas ruas o olhar atento revela um terror cujo inimigo não tem rosto.
– Tem aquele famoso fulano irmão do sargento da rota que tem notícias quentes também, que fala da mobilização dos quartéis sobre o acontecido.
– E o clássico áudio com voz sinistra com 90% de gírias fazendo o mesmo alerta em tom ameaçador.
Essas ameaças são usadas pelo crime, que usa do terror quando querem demonstrar seu poder perante o poder público e a ordem social da cidade, normalmente quando sua estrutura criminosa sofre baixas ou perda financeira. Hoje vemos estas mesmas táticas de terrorismo sendo utilizada pelas centrais sindicais e por supostos movimentos sociais como MST, MTST, UNE ou qualquer outro grupo que diz representar parcelas da sociedade, mas não conseguem se manter financeiramente por seus associados e barganham recursos do estado, recurso que deveria ser devolvido a sociedade em forma de serviços essenciais como a proteção e a garantia da vida, liberdade e propriedade de todo pagador de impostos.
Essa greve visa defender a permanência das gordas verbas pagas obrigatoriamente por trabalhadores e pelo estado, articulada pelos tentáculos da extrema-esquerda totalitária que não conseguem aceitar a autonomia do indivíduo, tratando todos como imbecis incapazes de buscar seus próprios arranjos de trabalho, e nomeando de forma autoritária pessoas que agem em conluio com as figuras políticas já conhecidas por todos nós.
Fui!
Mathias
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Sobre greves, demissões e lucro

Publicado: 7 de janeiro de 2015 por Kzuza em Economia
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Ontem os funcionários da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo decidiram entrar em greve após o anúncio de dispensa de 800 funcionários. A empresa alega, como motivo, a redução do mercado automobilístico. O sindicato alega, em seu favor, um acordo feito com a empresa que não permitiria demissões indiscriminadas.

A notícia é nova, o problema é antigo.

Assistindo ao telejornal ontem com o meu pai, ele disse a seguinte frase: “Os empresários não aceitam reduzir os seus lucros, né? Sobra sempre para o lado mais fraco, o trabalhador”.

Meu pai tem razão.

Agora vamos pensar… será que todos nós não somos iguais?

[tic…. tac…. tic…. tac….]

Imagine a seguinte situação. Sua empresa vai mal. Sei lá, uma crise econômica grave, um diretor incompetente, um fornecedor que quebrou, etc. Seu chefe lhe chama numa salinha e abre o jogo:

“Caro amigo, temos más notícias: a nossa empresa vai de mal a pior. Vamos precisar cortar gastos para sobrevivermos. Temos que contar com você. Há duas opções: podemos mantê-lo empregado e demitir o seu companheiro de serviço que ganha metade do que você, ou reduzir seu salário para equipará-lo ao dele. Qual sua escolha?”

Se sua escolha for a primeira, você sucumbiu. Já era.

Se você escolher a segunda alternativa, muito provavelmente será por apenas um período de tempo. Você voltará para sua sala e começará a atualizar o seu currículo. Irá atrás de um outro emprego. Dane-se o que você já construiu na sua empresa ou o que ela já fez por você, você vai querer manter seu padrão de vida. Suas contas vão continuar chegando e, com um salário menor, você não vai ter como sobreviver. O jeito é abandonar o barco e buscar alguma outra coisa que lhe traga, pelo menos, os mesmos rendimentos que o seu atual emprego até então lhe proporcionava.

Em resumo, ninguém aceita ganhar menos para simplesmente ajudar os outros.

Então qual a diferença entre nós, trabalhadores, e eles, patrões?

Você talvez poderá cair na armadilha de dizer: Oras, mas para meu patrão manter seus lucros, ele precisa demitir muitas pessoas e, assim, prejudicá-las. Eu não prejudico quase ninguém! Bem, talvez somente a escala econômica seja diferente.

Ou também poderá argumentar que: Mas ele é muito rico! Pode abrir mão de uma parte da sua fortuna para dividi-la! Olha, eu também acho que isso pode acontecer. Podemos obrigá-lo, de alguma forma, a repartir esse dinheiro e deixar de ser tão rico para ser menos rico. O que analiso é o impacto futuro disso. Veja bem: quem se sentirá tentado a acumular riqueza no futuro? Em outras palavras, a riqueza só pode ser “confiscada” em um único momento, não para sempre.

Veja só… alguma vez você já parou para pensar por que uma pessoa resolve empreender? Um indivíduo só abre uma empresa com um objetivo: ganhar dinheiro. E mais: ele só empreende para ganhar mais dinheiro do que ganharia aplicando o seu capital em um banco e obtendo rendimentos. Sim, porque ser dono de uma empresa é muito mais difícil do que você pode imaginar. Ninguém, em sã consciência, iria se dar ao trabalho de se tornar um empresário para ganhar menos dinheiro do que ganharia se estivesse sentado no seu sofá com sua grana aplicada em um fundo de renda fixa em algum banco qualquer. Ninguém empreende somente pela promoção do bem-estar social, para empregar trabalhadores e proporcionar a eles uma vida mais digna. Isso somente faz parte do processo de enriquecimento.

Oras, mas você já pensou o que aconteceria se desestimulássemos as pessoas a ficarem ricas? Já pensou se fosse mais rentável aplicar o dinheiro no banco, ao invés de trabalhar aplicando esse capital em uma empresa?

Eu ainda acredito que fomentar o empreendedorismo é a melhor forma de distribuir riqueza. Sinceramente não me incomodo com grandes empresários milionários. Eu quero que eu mesmo consiga chegar lá e ganhar muito dinheiro. Aliás, quero que você e qualquer outro que esteja disposto a se esforçar, trabalhando e se capacitando, ganhe muito dinheiro também. Mas quero que isso seja pelo nosso próprio mérito, e não pelo confisco do dinheiro alheio.