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O alvo errado

Publicado: 15 de junho de 2015 por Kzuza em Comportamento, liberalismo
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Parada-Gay-patrocínio

Eu estava me preparando para escrever hoje sobre a Parada Gay de São Paulo no último domingo e toda essa polêmica sobre a utilização de símbolos cristãos como meio de protesto e tals. Mas aí acabei lendo um texto no blog do Instituto Liberal, de autoria de Lucas Berlanza, que disse quase tudo o que eu iria dizer aqui (e com uma qualidade muito superior ao que eu seria capaz de produzir). Então resolvi somente comentar alguns trechinhos aqui.

Foram visíveis, sobre carros de som e desfilando em meio à festança animada, imagens desqualificando motivos cristãos. Um transexual ensanguentado e crucificado, como que a representar os gays sendo massacrados pelos “homofóbicos cristãos”, foi a mais emblemática, a se somar a um histórico já longevo de provocações estúpidas e achincalhes com a crença religiosa da maior parte da população.

[…]

Os afobados em distorcer já virão logo dizendo: “seria você mais um obscurantista defendendo a censura?” De jeito algum! Manifestem-se! Gritem as bobagens ofensivas que quiserem, demonstrando a todos o quanto são baixos! Os “não-me-toques” infantis do politicamente correto estão, em sua esmagadora maioria, com o “outro lado”. Isso, diga-se de passagem, a despeito de o artigo 208 do Código Penal determinar que esse tipo de escárnio público é crime, concorde-se ou não com a legislação.

Entretanto, façam isso com recursos privados! Uma vez mais, os “pseudo-defensores” dos oprimidos e da “vontade popular” se utilizam dos recursos públicos, dos pagadores de impostos, para impor agendas e ofendê-los.

Bem, o primeiro ponto foi certeiro. Se uma causa fosse realmente nobre, digna de apoio popular, não seria bom senso imaginar que essa causa conseguiria apoio e financiamento particular para o evento? Por que motivo o governo então se interessaria em financiar algo assim? Quais são os reais interesses por trás disso?

“Não é um insulto”, alegam os iluminados. “Trata-se de uma metáfora para o sofrimento dos homossexuais, crucificados e mortos todos os dias. É arte”. A bandeira é nobre; infelizmente há muita perseguição aos homossexuais, especialmente em países dominados por teocracias islâmicas ou regimes autoritários simpáticos ao nosso atual governo. O governo, diga-se de passagem, do partido do prefeito paulista, Fernando Haddad, que se orgulhou de ter patrocinado o “evento educativo” deste domingo.

O que eu fico mais indignado é que esse tipo de manifestação erra o alvo ao usar como ferramenta da metáfora justamente um símbolo do cristianismo. Faria muito mais sentido usar algum símbolo do islã, esse sim que prega a execução de homossexuais inclusive no seu próprio livro sagrado.


Demorei tanto para terminar o post que apareceu um outro texto, ainda melhor, de Catarina Rochamonte sobre o mesmo tema. As melhores passagens são:

O homossexualismo não diz respeito à esfera pública, não precisa levantar bandeiras e nem seria necessário militância partidária alguma ou mesmo agremiações em favor dessa causa caso fosse tratado como aquilo que efetivamente é: uma opção de exercício da sexualidade baseada em certas disposições orgânicas.

Fato.

O problemático aqui é também a relação equivocada que tem se estabelecido entre o público e o privado. Que tenho eu a ver com a sexualidade alheia? Por que o Estado, com o dinheiro dos meus impostos, precisa fomentar o show daqueles que resolveram colocar a sua sexualidade na vitrine? Se a homossexualidade for, para determinada pessoa, a opção saudável, a opção correta, se representa para ele o ato de liberdade individual cuja execução não violará o direito dos outros, então eu nada tenho contra ele e o respeito como respeito todos os demais; no entanto, se um indivíduo cuja opção  sexual é marginalizada opta por favorecer a si próprio denegrindo o restante do mundo, então o meu respeito não será o mesmo, pois o que respeito é a soberania moral de cada um no exercício da sua liberdade, no âmbito doméstico e privado que lhe é próprio.

Liberdade, pacto de não-agressão… é exatamente esse o cerne da questão, e não o homossexualismo em si.

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Sobre gays, marketing e O Boticário

Publicado: 9 de junho de 2015 por Kzuza em Comportamento
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Toda essa polêmica toda sobre o comercial dO Boticário para o dia dos namorados. Ô mundinho besta, sô!

Convenhamos, há uma intolerância seletiva por parte de boa parcela da população nacional. Não dá para jogar a carga da imbecilidade em algum grupo específico, seja ele evangélicos, cristãos, reaças ou conservadores. Generalizar é sempre um erro (sim, contém ironia!).

Vamos ponderar. Indignar-se com o comercial por mostrar assim, abertamente, casais homossexuais comemorando o dia dos namorados porque isso é contra seus valores morais é, digamos, aceitável. Cada um sente-se ofendido com coisas diferentes (já escrevi sobre isso aqui). Ninguém diz que você não pode ser ofendido. Da mesma forma, acredito ser perfeitamente aceitável quem quer que seja ir atrás de meios legais para demonstrar o seu descontentamento. Propor o boicote à marca? Totalmente dentro dos limites democráticos. Oras bolas, ninguém precisa aceitar algo de que não gosta. Qual é o problema?

Bem, o problema é, como eu disse antes, a indignação seletiva.

Veja, por exemplo, o comercial da cerveja Brahma que homenageia a mesa de bar. A propaganda diz, clara e abertamente, que o bar é um lugar mágico, onde a criatividade aflora, onde amizades são feitas, onde as coisas são mais gostosas. É um convite muito claro, tendo em vista que o comercial é de cerveja, a você ir consumir álcool em um bar. Uma mensagem simples que diz: beba e seja feliz!

Oras, mas esse comercial não é abusivo? Muito mais vidas e famílias são destruídas por conta do álcool do que propriamente pelo homossexualismo, ou estou errado?

Enfim, a única lição que fica é: o marketeiro responsável pela campanha dO Boticário é um gênio. Colocou a marca em evidência com apenas um comercial de 30 segundos. Não se fala em outra coisa.

E outra coisa: ingênuos os que pensam que gays só existem por conta desse tipo de campanha. Na verdade, esse tipo de campanha só existe porque existem os gays. #fikdik

O Controle de Armas é como tentar reduzir o número de bêbados dirigindo tornando mais difícil para as pessoas sóbrias dirigir seus próprios carros.

O Controle de Armas é como tentar reduzir o número de bêbados dirigindo tornando mais difícil para as pessoas sóbrias dirigir seus próprios carros.

Uma discussão recorrente que tenho tido ultimamente com familiares e amigos é a respeito da onda do politicamente correto, que vem avançando sobre nossa sociedade moderna nos últimos anos. A gangue dos cagadores de regras está à solta há muito tempo, suprimindo nosso direito à liberdade de expressão às custas de um tal neo-moralismo, ou sociedade mais justa e sem preconceitos.

Bem, mas será que todos param para pensar até onde o politicamente correto faz mal para nossa sociedade?

Ontem li a coluna de Denis Lerrer Rosenfield no O Globo, cujo título é Moralismo e Ilegalidade. Nele, o autor ressalta pontos muito importantes sobre o assunto, mas o principal deles, ao meu ver, é:

Ocorre uma renúncia à liberdade em função de um bem tido por maior, quando o maior perigo aí reside, a saber, tomar um valor qualquer como se fosse maior do que ao da liberdade.

E é justamente nesse ponto que eu quero tocar.

Há uma patrulha incessante por aí que se diz representante da opinião pública, julgando tudo o que acontece e apontando o dedo para dizer: Isso não pode! Isso é ofensivo!

Opa, mas pera aí, quem foi que disse que você tem o direito de não ser ofendido?

O Sr. Philip Pullman deu uma aula sobre isso. Ao ser questionado por um cara na plateia:

– Sr. Pullman, o título do seu livro (O Bom Homem Jesus e o Salafrário Cristo) parece a mim, como um cristão comum, algo ofensivo. Você chama o filho de deus de salafrário. Isso é uma coisa horrível de se dizer.

Deu como resposta:

– Sim, é uma coisa chocante de se dizer e eu sabia que era. Mas ninguém tem o direito de viver sem ser chocado. Ninguém tem o direito de viver a vida sem ser ofendido. Ninguém é obrigado a ler este livro. Ninguém é obrigado a pegá-lo, abri-lo… E se alguém abrir e ler, não será obrigado a gostar dele. Se você ler e não gostar, você não é obrigado a ficar calado. Você pode me escrever, reclamar e pode escrever à editora. Pode escrever aos jornais e até escrever o seu próprio livro. Você pode fazer todas essas coisas, mas o seus direitos terminam aí. Ninguém tem o direito de me impedir de escrever este livro. Ninguém tem o direito de impedir que ele seja publicado, vendido, comprado ou lido. E isso é tudo que tenho a dizer a respeito desse assunto.

Ainda voltando ao assunto passado sobre o atentado terrorista à redação da revista Charlie Hedbo em Paris (já comentado aqui, aqui e aqui), li também essa semana um excelente texto a respeito do assunto aqui. Nele, o autor ressalta:

Sugerir que ofender deve ser inaceitável é corrosivo e letal e não simplesmente para a liberdade de expressão, mas para a democracia. As pessoas têm o direito de dizer o que quiserem desde que não incitem a violência. Outros têm o direito de não querer ouvir ou assistir ou ler. Que usem o controle remoto e cancelem suas assinaturas de jornais. Ninguém tem o direito de ser ouvido. E ninguém tem o direito de não ser ofendido.

O que o papa Francisco está dizendo é que, embora a liberdade de expressão seja fundamental, deveria necessariamente, ser menos livre em uma sociedade plural. Na verdade, é precisamente porque nós vivemos em uma sociedade plural que precisamos ampliar e defender a liberdade de expressão. Em tal sociedade, é inevitável e importante que as pessoas ofendam a sensibilidade dos outros.

Inevitável porque onde diferentes crenças estão profundamente arraigadas, os confrontos não podem ser evitados. Quase por definição tais confrontos expressam o que é viver em uma sociedade diversificada. Sendo assim, eles devem ser resolvidos abertamente, sem hipocrisias, em vez de suprimidos em nome do “respeito” ou da “tolerância”.

Mais do que isso: a ofensa não é apenas inevitável, é essencial. Qualquer tipo de mudança ou progresso social significa ofender algumas sensibilidades. Aceitar que certas coisas não se pode dizer ou tentar silenciá-las, é aceitar que certas coisas não podem ser contestados. Nem melhoradas.

Acontece que, hoje em dia, uma pequena parcela da população é sensível demais a certos assuntos, sentindo-se ofendida ao mínimo sinal de contrariedade às suas opiniões. E é justamente essa parcela que tenta, muitas vezes com sucesso, impor o seu discurso de politicamente correto sobre os demais, colocando seus valores e opiniões acima de qualquer coisa. Quem quer que discorde do que a patrulha dos cagadores de regra diz, é imediatamente julgado como transgressor, fascista e moralmente inferior. Mas será que é isso mesmo?

Vamos ver só um outro exemplo. Agora no carnaval, algumas campanhas publicitárias foram vetadas (ou ameaças de veto) porque, segundo o movimento feminista, vulgarizavam e promoviam à violência à mulher (veja o que a esquerda diz sobre o assunto aqui). A tal campanha da Skol, que gerou mais polêmica por cartazes como “Esqueci o NÃO em casa”, foi suspensa pela própria Ambev porque um grupo de 30 (isso mesmo: trinta!) mulheres reclamaram por se sentirem ofendidas. Pense bem: de todo o público atingido pela campanha, apenas 30 mulheres se manifestaram contra a mesma, dizendo-se representantes de todas as mulheres. Será que é mesmo? Pergunte às mulheres que você conhece e veja quantas delas se sentem ofendidas com esse tipo de coisa. Aposto que a maioria das mulheres que você conhece se sentem bem mais ofendidas com mulheres que expõem seus corpos nus durante os desfiles na avenida.

Agora veja só que hipocrisia. Na mesma época, a Sadia lançou uma nova campanha sobre o seu presunto. Veja o vídeo abaixo:

Agora imagine se o fatiador fosse, ao invés de um homem, uma mulher. Você tem dúvida de que a patrulha dos cagadores de regra não estaria em cima?

O mesmo princípio se aplica a outros assuntos polêmicos, como o homossexualismo, por exemplo. Qualquer coisa que seja dita contra a liberdade sexual dos indivíduos é automaticamente taxada como homofobia. Outro dia escutei de um amigo:

Se você é contra o casamento gay, você é automaticamente homofóbico.

A dificuldade em se criminalizar a homofobia é justamente conseguir tipificar o crime. Hoje em dia, o simples fato de ser contra ou de se não gostar de determinada coisa é imediatamente classificada como “alguma-coisa-fobia” ou “incitação ao ódio”. Mesmo quando seus argumentos se baseiem em estudo científicos ou em seus valores morais ou religiosos. Mesmo que você não agrida ninguém.

Ainda sobre homossexualismo, é tabu na sociedade moderna e politicamente correta levantar alguns pontos polêmicos, como os que podemos ler aqui, aqui e aqui. Mesmo que a maioria dos povos ao redor do mundo recusem a agenda gayzista por razões morais, os cagadores de regra afirmam que você deve aceitar isso como normal, ainda que:

A falácia dos 10 por cento: Estudos indicam que, ao contrário das afirmações inexatas (mas amplamente aceitas) do pesquisador sexual Alfred Kinsey, os homossexuais constituem entre 1 e 3 por cento da população.

Os homossexuais estão sobre-representados nas infrações sexuais infantis: Indivíduos de entre 1 e 3 por cento da população que tem atração sexual pelo mesmo sexo cometem até um terço dos crimes sexuais contra crianças.


Conclusão: Na minha modesta opinião, há uma onda coordenada tentando restringir a liberdade de opinião das pessoas e acabar com valores morais que norteiam a sociedade, classificando isso como um obstáculo para a humanidade ter atingido o ápice de seu desenvolvimento. Utilizam-se de desculpas como o estabelecimento de uma sociedade mais justa e livre de preconceitos para impor opiniões de uma minoria sobre toda a população, como se fossem representantes terrenos de uma divindade maior. Justificam suas atitudes e opiniões como necessárias para uma nova sociedade melhor, sem conseguir de fato medir o quanto isso será, de verdade, possível no futuro.

Ainda creio que estamos tentando remediar os sintomas sem de fato conhecermos a doença. Clamamos por cada vez mais antitérmicos sem descobrir qual a causa da febre. Queremos reduzir a violência praticada por menores de idade reduzindo a maioridade penal. Queremos reduzir o número de mulheres que morrem em clínicas clandestinas liberando o aborto. Queremos mais negros nas universidades criando sistemas de cotas. Queremos menos pobres distribuindo dinheiro dos ricos para eles. Mas o fato é que ninguém se preocupa em realmente acabar (ou ao menos diminuir) com a causa raiz do problema.

Golpe de Estado

Publicado: 29 de abril de 2013 por Kzuza em Política
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Algo ultimamente tem me preocupado muito em relação ao futuro de nosso país. E não falo da Copa do Mundo, ou da redução da maioridade penal, ou do crescimento da violência, ou da porra do Marco Feliciano. O problema é bem maior que esse.

Essa história da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que pretende limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal é algo que fere de forma grave a Constituição Federal e nosso estado democrático de direito. A existência dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) sempre foi o alicerce da nossa democracia, e estão querendo acabar com isso. Oferecer ao Legislativo o poder de julgar as decisões do Judiciário é colocar os lobos para cuidarem das ovelhas. É a garantia da impunidade, de uma forma legal.

OK, você vai me dizer que essa porcaria aqui é uma festa mesmo, que nada funciona, e que a Justiça nunca foi confiável. Eu posso até concordar em partes, mas o julgamento do caso do Mensalão me fez acreditar em um futuro melhor, sinceramente. Pela primeira vez, vi algo sério e imparcial acontecer na escala do judiciário, sem influências políticas.

Mas foi o primeiro caso ser julgado para os malditos começarem a se mexer. Se você não sabe, José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos condenados no caso do Mensalão, fazem parte da CCJ – Comissão de Constituição e Justiça – da Câmara Federal. São esses filhos-da-puta que estão por trás de tudo, por mais que digam que a PEC é de autoria de outro deputado. Está mais do que na cara, só não vê quem não quer.

O mais incrível é que a população totalmente engajada está pouco se fodendo para isso. Parece ser algo sem importância. Enquanto a galera está se mobilizando contra a presença de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos, ninguém está nem aí para o nosso AI-5 do século XXI. Como disse o Maurício Meirelles semana passada, parece que o único problema da nação é a legalização ou não das uniões homoafetivas.

Adendo do Zuza: Aliás, complementando, eu adiciono mais um problema: motoristas embriagados. A polícia está nas ruas, estão investindo milhões de reais na fiscalização com bafômetros, blitz itinerantes, tudo para inibir o consumo de álcool antes de dirigir. Totalmente válido, ao meu ver. Mas é só esse o problema que temos no trânsito?

Enfim, eu acho bom o povo abrir o olho, e não só seguir a opinião dos outros, como búfalos na manada. Parece que a tal onda gay anda afetando a mente até de pessoas mais inteligentes. Agora existe até “Igreja Gay”, porque esse parece ser o assunto de maior importância na nação. Enquanto isso, negligenciam a Constituição Federal e comprometem o nosso futuro. Parabéns, massa de ignorantes.

Ps.: Fico imaginando se eu resolvo criar uma Igreja para Héteros, ou um Restaurante para Héteros, ou um Motel só para Héteros. Serei taxado de homofóbico e sofrerei manifestações e processos na justiça. Mas o contrário é válido, correto?

Valorizar a família não é homofobia!

Publicado: 14 de outubro de 2011 por Kzuza em Cotidiano, Política
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Mentes deformadas pela mídia. Só isso explica os comentários os quais li ontem em um site de baboseiras chamado Twitter.

Tá certo, vai. Eu sei que o Twitter não é uma boa ferramenta para se medir a popularidade de um assunto, principalmente aqui no Brasil, tendo em vista que a comunidade de usuários ativos é muito restrita por aqui. Mas enfim, a tal rede social consegue pelo menos ser uma amostra de como a sociedade pensa em geral.

Ontem à noite, em casa, vi que um dos assuntos mais comentados na tal rede era composto por três letras: PSC. E resolvi pesquisar, para saber sobre o que estavam falando. Não precisou ser muito ligeiro para ver que os comentários eram a respeito da propaganda política que começou a ser veiculada ontem pelo Partido Social Cristão. Na tal propaganda, o partido fazia sua apologia à tradicional família cristã, resumida em “Homem + Mulher + Amor = Família”, ou algo mais ou menos assim.

No primeiro semestre desse ano, o próprio partido já havia veiculado um comercial onde dizia que a família é a base da socidade, e que é para ela que as políticas públicas são criadas. Mencionava algo também sobre os direitos da família de educar seus filhos de acordo com seus valores e princípios, dizendo que o governo estava tentando impor à família pensamentos que não faziam parte dos seu valores (numa alusão à tal cartilha gay).

O que me chamou a atenção de verdade foi que exatamente TODOS os comentários que eu li sobre o assunto ontem eram contra a posição do partido. Além disso, 80% ou mais dos comentários consideravam a propaganda homofóbica. Havia alguns comentários também do tipo: “Se minha mãe é separada do meu pai, mas ela me ama, então não somos uma família feliz?”.

Eu fico espantado com o caminho o qual a tal “sociedade moderna” está trilhando. E também com a falta de discernimento das pessoas.

Bem, vamos lá. O tal partido é, como o próprio nome diz, CRISTÃO. Ou seja, faz todo o sentido eles considerarem o modelo de família tradicional como a base da sociedade. Em momento algum, na propaganda, existe qualquer tipo de desrespeito aos que estão “fora” desse modelo, por qualquer motivo que seja. Da mesma forma, não existe nada que deixe explícito que tudo “fora” desse padrão está errado ou não funciona.

Como eu já expliquei aqui por várias vezes, muito me preocupa uma sociedade que se afasta demais das leis de Deus. Mas me preocupa ainda mais uma sociedade que considera a “propaganda” de valores morais e cristãos como um crime (como eu já escrevi aqui).

A deturpação (olha como eu sei escrever bonito!) dos valores por parte da sociedade é um dos principais fatores causadores de problemas sociais que vemos hoje em dia. Achar que a família tradicional é algo ultrapassado é a mesma coisa que achar que honestidade e ética estão fora de moda. E é por essa e outras que eu acho que o ensinamento religioso é cada vez mais imprescindível no mundo atual. Sem ele, nós nos deparamos com exatamente o que vemos atualmente: o homem achando que é capaz de ditar as regras do que é certo ou errado.

Historicamente, em todas as vezes que o homem tentou passar por cima das leis de Deus, ele quebrou a cara.

Você já parou para se perguntar quais são os valores da nossa sociedade atual? Eu tenho a impressão de que as pessoas estão condicionadas pela mídia a achar que tudo que é tradicional é ultrapassado. Acham que precisam sempre inovar, tentar coisas novas, abandonar valores que vêm do passado. E a família perde a importância. E Deus perde a importância. Honestidade e respeito parecem ser coisas antiquíssimas. E o que vemos? Filhos que não respeitam seus pais, e vice-versa. Violência. Corrupção. Etc.

O esquecimento ou o abandono das leis divinas é o que causa tudo isso. Sabe por quê? Porque o homem se esquece de que não presta contas somente ao homem, mas sim a Deus. Enquanto essa gente achar que não deve prestar contas à mais ninguém, isso só tende a piorar.

Portanto, você que reclamou da propaganda do PSC ontem, ou que também acha que os leis de Deus estão ultrapassadas, saiba que eu te respeito. Mas, sinceramente, acho que as coisas devem ser ainda mais difíceis para você do que para mim. No entanto, espero que você também me respeite por considerar o modelo tradicional de família o mais apropriado.

Sem mais!

Publicado: 19 de junho de 2011 por Mathias em Comportamento, educação, Política
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Mathias

Respeito!

Publicado: 2 de junho de 2011 por Kzuza em Comportamento, Cotidiano
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Tá bom, sei que já escrevi muito aqui sobre respeito, preconceito e o mundo chato de hoje em dia. Mas vou continuar batendo na mesma tecla.

Isso porque outro dia vi, lá em São Caetano, umas faixas de uma nova campanha chamada “Respeito Total ao Pedestre”. Em São Paulo também está se falando muito nisso ultimamente. Então fiquei pensando: puta iniciativa legal, né?

Ao mesmo tempo, o governo federal vive um impasse sobre liberar ou não o tal kit anti-homofobia nas escolas. Isso para que as crianças tenham mais informação e não tenham preconceito quando ao homossexualismo.

Aliás, não se fala em outra coisa ultimamente senão no respeito aos gays, não é mesmo? Vi até que a Polícia Militar do Rio de Janeiro será especialmente treinada para lidar com homossexuais.

Prega-se também o total respeito à negros e à cadeirantes.

Fala-se muito em bullying nas escolas. Tenta-se coibir isso, para que as criancinhas aprendam a respeitar os seus amiguinhos e tratá-los todos igualmente.

Peraí, caralho! Será que sou só eu que estou percebendo que o problema, na verdade, não é relacionado aos pedestres, aos gays, aos negros, aos cadeirantes, ou às crianças gordinhas ou de óculos?

O problema é muito maior. O problema geral está no fato de que o homem não respeita mais ninguém, meu camarada. Vivemos num canibalismo social cada vez mais acentuado, onde o mais forte come o mais fraco. E infelizmente é cada vez mais raro pessoas que saibam respeitar umas às outras.

Sério, quantos exemplos não vemos diariamente que comprovam o que estou falando? O cara não respeita a fila do ônibus, a fila para entrar no metrô, não levanta para dar lugar a um idoso. Muita gente é incapaz de realizar uma gentileza sequer, por mais simples que seja. O que podemos esperar?

Além do mais, eu sou um puta cara cético sobre esse assunto de preconceito. Aliás, não sou nem muito adepto a esse tal lance de “pré” conceito. Pra mim, é conceito mesmo, e TODOS nós temos os nossos. É sério. Se você diz que não tem preconceito, você é um hipócrita! Mentiroso descarado! É sim. Porque preconceito não é somente quanto à raça ou opção social. Vai muito além disso, e está em todo lugar, queira você ou não. É natural do ser humano. Cada um forma os seus próprios conceitos.

Quer um exemplo claro de que o preconceito está presente em tudo? Você sabia que, em pleno século XXI, o Banco Bradesco não admite funcionários que usem tatuagem? Homens não podem usar barba, nem brincos. Piercings? Nem pensar. E por que, em relação à isso, ninguém resmunga? Quer dizer que o cara é pior que o outro porque usa barba?

Se você acha que não tem preconceitos, pegue um ônibus lotado, seu hipócrita. Ou um metrô. E analise se você olha todas as pessoas da mesma forma. Pessoas anônimas, que você provavelmente nunca mais verá na vida.

Eu acho direito de cada um gostar e deixar de gostar do que quiser. E defendo isso. Assim como defendo que ninguém deve se sentir ofendido porque outra pessoa não gosta dele, por qualquer que seja o motivo. Fico putíssimo com isso. Já pensou se toda menina de cabelo rosa ficasse ofendida quando as pessoas preferissem não sentar ao lado dela no metrô? Já pensou se todo tatuado resolvesse fazer manifestação ou entrar com processo contra aquelas senhoras que olham de atravessado para eles?

Parem de utopia! Chega de tentar achar uma forma de termos um mundo onde todos gostam de todos. Nunca será assim!

A questão, meus caros, como levantei lá no início do texto, é o RESPEITO! É isso que está faltando. Poderia ficar escrevendo mais inúmeras linhas aqui sobre o que eu acredito serem as causas da falta de respeito entre os seres humanos, mas vou parar por aqui.

Goste de quem quiser, e desgoste de quem quiser também. Isso é natural! Só faça um favor pra humanidade: respeite os outros! Respeite os que gostam e os que não gostam de você também.

Particularmente, eu acho muito mais fácil respeitar quem eu não gosto, do que gostar de tudo e de todos. E você?