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Sobre as cabras

Publicado: 14 de novembro de 2012 por Kzuza em Divergência de opiniões
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Gerou uma polêmica desgraçada o texto do J. R. Guzzo na Veja dessa semana. A negada caiu de pau em cima (sem duplo sentido). Eu achei o texto, apesar de várias falhas, espetacular! Decidi comentar algumas coisas abaixo. Quer ler?

Parada gay, cabra e espinafre – J. R. GUZZO
REVISTA VEJA

Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser homossexual era um problema. Não é mais o problema que era. com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o homossexualismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao homossexualismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em torno do infeliz “kit gay” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição * anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa gay” no país) fez insinuações agressivas quanto à masculinidade do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é gay, ou apenas pró-gay. ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o homossexualismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas gay é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do homossexualismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas. como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida gay, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade: divide, quando deveria unir. O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os homossexuais devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis. os patronos da causa gay tropeçam frequentemente na lógica- e se afastam, com isso. do seu objetivo central.

O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade gay”é que a “comunidade gay” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento gay” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os homossexuais, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Têm opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas preferências sexuais – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade heterossexual” para agrupar os indivíduos que preferem se unir a pessoas do sexo oposto. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

Nota do Zuza: Esse parágrafo anterior é simplesmenete perfeito! Não tem contra-argumentos!

Outra tentativa de considerar os gays como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência. Imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas. num país onde se cometem 50 000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser monos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

Nota do Zuza: Outro ponto para o autor! Espetacular!

Não há proveito algum para os homossexuais, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “homofobia”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do homossexualismo, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa gay”. Ainda no mês de junho, na última Parada Gay de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270000 manifestantes, e que apenas 65000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “homofóbica”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito”- mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei. afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias.

Nota do Zuza: Primeira escorregada do cara. Li em um texto outro dia, comentando esse artigo, a seguinte comparação: Imagine-se em um país do Oriente Médio onde é mandatório que todos os parlamentares sejam muçulmanos. Nenhum católico poderia dizer-se vítima de preconceito. Afinal, judeus, evangélicos e budistas também não podiam ser eleitos. A eleição de alguém para o parlamento não é um direito ilimitado. Faz sentido? Não vejo problemas em um homossexual doar sangue desde que atenda aos mesmos critérios de um heterossexual: tenha um número de parceiros sexuais limitado e que sempre faça o uso de preservativos. Caso escorregue em um dos dois, está fora. Direitos iguais.

O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe. ou com uma irmã. filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais. e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os gays, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles. então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento gay serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Homossexuais podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Tem de respeitar a “legítima””, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

Nota do Zuza: Nova escorregada. O casamento civil já é (felizmente) direito garantido aos homossexuais no nosso país. Se esse parágrafo fosse retirado do texto, o mesmo seria quase perfeito, mas nesse caso foi o que mais criou polêmica.

A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “homofobia” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos gays, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da homofobia”é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada. tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a homofobia? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o homossexualismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “”promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

Nota do Zuza: Mais uma vez, o cara foi excepcional!

Os gays já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser homossexual; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1 000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, homossexuais iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas gay ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os homossexuais não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tomou possível aos gays, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de sexo.

Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa idéia.

Quem é normal?

Publicado: 19 de julho de 2012 por Kzuza em Comportamento
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Um casal de meninas troca carinhos em um vagão do metrô de SP. Descem na estação Consolação e sobem a escada rolante trocando beijos calientes. Na mesma estação, um dia antes, um casal de meninos troca amassos e beijos numa boa, esbanjando amor e felicidade.

Isso me fez pensar, sem chegar a nenhuma conclusão concreta, na seguinte questão: o que é ser normal?

Muita gente acha que definir um padrão, ou mesmo se encaixar em um padrão, é questão de preconceito e discriminação. Eu discordo. Reconhecer diferenças, para mim, é o primeiro passo para resolver esse tipo de questão. E falo sério.

Se um certo padrão te incomoda por você não fazer parte dele, você precisa de ajuda. E se você se incomoda porque alguém não faz parte de um padrão, também.

Eu sinceramente não me acho um monstro e nem me sinto mal por reconhecer que existem pessoas estranhas e diferentes do que é “normal” para mim. Não me incomodo por achar muita gente ridícula, até porque eu sei que existe muita gente que pensa o mesmo de mim. Agora, se alguém falta com a educação e o respeito por pensar diferente, aí sim eu fico puto.

E você? Assume que acha pessoas diferentes do “normal” ridículas, engraçadas, nojentas, ou algo assim? Ou acha que todo mundo é igual, mesmo sendo diferente? Ou se esconde atrás da hipocrisia e do “politicamente correto”?

Ps.: O tal “conceito de normalidade” (totalmente subjetivo e pessoal) que eu falo não se aplica somente à orientação sexual do indivíduo. O primeiro parágrafo foi ilustrativo. Exemplo: você acha um anão um ser “normal”?

Putaqueparilofobia

Publicado: 22 de agosto de 2011 por Kzuza em Cotidiano, Religiões
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Tá bom, sou revoltado, mau humorado, ranzinza e todos os adjetivos ruins que você puder encontrar. Mas ainda vejo algumas coisas que fazem as minhas úlceras recém-cicatrizadas quererem dar o ar da graça novamente.

A notícia abaixo foi divulgada na última sexta-feira, mas hoje ganhou um destaque especial na página principal do portal Terra (clique na imagem e leia a íntegra).

É isso aí. Um grupo de evangélicos meteu nas ruas de Ribeirão Preto um outdoor com algumas frases retiradas da Bíblia sagrada sobre homossexualismo. E agora a justiça mandou retirar porque considera homofóbico.

Caralho, mas peraí! Ou eu sou um imbecil de primeira ou as coisas estão mesmo invertidas nesse mundo. Tá todo mundo querendo me deixar louco! Os valores estão se invertendo mesmo e a ordem religiosa (seja ela qual for, o assunto aqui não é esse!) já era! Como no texto do Frei Beto que postei aqui há algum tempo atrás, a religiosidade se perdeu!

Qual é o próximo passo? Vamos proibir a venda da Bíblia, o livro mais vendido do mundo, porque ela é homofóbica? Porque ela possui textos contra os homossexuais? Aliás, se formos levar mais a fundo a história, haveria vários outros motivos ainda piores no livro sagrado que o tornariam proibido nos dias atuais do “politicamente correto”. Isso daria um texto enorme aqui nesse blog ainda.

Então agora a palavra de Deus é ofensiva? Vamos propor uma repaginada na Bíblia, porque ela está desatualizada demais? Afinal, foi escrita há mais de 2 mil anos, numa época onde o povo não era inteligente e desenvolvido como hoje? Numa época onde não havia Internet, nem as redes sociais. Numa época onde o povo era muito preconceituoso, de mente fechada, lá naquela bagunça que é o Oriente Médio. Como acreditar naqueles malucos que a escreveram, não é mesmo?

Na boa, camaradas, isso para mim é um absurdo sem tamanho. Não sei se estou conseguindo ser claro para expor a minha indignação, mas estou indignado!

Nota do Zuza: Não tenho nada contra homossexuais. Simplesmente não gosto da parada, mas respeito, desde que respeitem também a minha opinião. Se isso é certo ou errado perante Deus, isso é um assunto que eu sou o pior cara do mundo para discutir. O único capaz de julgar é O Próprio. Só acho justo e honroso respeitar livros e cultos sagrados, sejam eles quais forem. E é no mínimo irresponsável tentar ocultar a palavra da Bíblia sagrada, na minha opinião.

Puritanismo

Publicado: 2 de fevereiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Geral
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Fico feliz em ver como vivemos em um mundo cada vez mais puritano, sensato e cheio de gente com boas intenções.

A menina faz um boquete pro cara debaixo do edredon, mas não pode mostrar na TV porque não pode se mostrar sexo na TV. Mas mostrar beijo gay e o viadinho pelado à beira da piscina pode.

Agora estão descendo a lenha na CBS, que vetou um comercial com beijo gay no intervalo do Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos. Estão sendo considerados preconceituosos.

E qual a relação entre tudo isso? Para mim, é a falta de parâmetro. Sim, porque somos homens, e pensamos diferente um do outro. E cada um tem um conceito. E a CBS acha que beijo gay não é legal. Mas a Globo acha que é. E quem está certo?

Penso que esse lance de preconceito é muito subjetivo em alguns casos. O simples fato de não querer expor algo que você não acha legal pode não ser considerado preconceito. Outro exemplo: se o cara é evangélico e não aceita a igreja católica, ele é preconceituoso? Ou só tem uma opinião diferente da minha?

Quem foi que disse que ser gay é normal? Eu acho que não é. E não acho isso preconceito. É uma opinião minha, e ponto final. Quem disse que eu eu estou errado?

Acho que as pessoas precisam entender que todos somos seres humanos, pensantes, e que temos opiniões divergentes sim. É normal. Não fico nem um pouco incomodado com alguém que não gosta de mim, porque me acha chato, ou porque me acha feio, ou porque me acha magro. É normal! O que muita gente confunde é a questão do respeito. Eu também não gosto de corinthianos, nem por isso negaria um emprego, ou um lugar na fila caso ele estivesse precisando, ou uma ajuda. Mas por dinheiro nenhum no mundo eu colocaria uma bandeira do Corinthians na janela de casa. Entendeu a diferença?

Assim, não é porque a CBS vai deixar de mostrar um beijo gay no horário mais caro da TV americana que as bichas precisam ficar apavoradas. Como eu disse ontem para um amigo meu, se os gays fazem tanta questão de serem aceitos por todo mundo, por que não começam eles aceitando também quem não gosta deles?