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Futebol e política não se discutem?

Publicado: 28 de novembro de 2016 por Kzuza em Comportamento, Política
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O Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro de futebol ontem, feito que não havia conquistado desde 1994! Festa dos alviverdes, disparado o melhor time da competição, título merecidamente conquistado dentro de campo, com louvor.

Mas como futebol é diversão e a zueira não tem limites, não faltaram piadas de ambos os lados, palmeirenses e rivais. Uns se vangloriando pelo título, outros querendo menosprezá-lo (embora valha aqui o velho ditado: quem desdenha, quer comprar).

Um dos assuntos das piadas, abordado por mim de forma irônica, foi a tal conquista do nono título brasileiro, comemorado pela torcida palmeirense. Isso porque o Palmeiras conquistou, com esse título de ontem, o quinto título do torneio batizado de Campeonato Brasileiro, torneio iniciado em 1971 com esse nome. Os outros quatro títulos foram conquistados antes de 1971, em torneios nacionais (Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa), equivalentes à competição nacional dos dias atuais. A CBF passou a reconhecer esses torneios precursores do Campeonato Brasileiro de forma a unificar os títulos em 2010. Daí os 9 títulos palmeirenses.

A piada que fiz foi porque, no pôster da revista Placar do título nacional de 1994, o título da foto apresenta o Palmeiras como Tetra Campeão Brasileiro naquela oportunidade. Obviamente, porque somente em 2010 a CBF viria a reconhecer os demais títulos.

Enfim, como futebol para mim é apenas diversão e gozação, o intuito era apenas provocar. E graças a Deus, a maioria dos meus amigos considerou assim (tirando um ou outro babaca, que sempre tem).

Agora, gostaria de abordar o assunto por outro aspecto, não relacionado à futebol, mas sim à forma como encaramos determinadas coisas.

Para mim, é óbvio que essas discussões sobre futebol nunca se baseiam na razão, apenas na emoção dos torcedores envolvidos, principalmente quando os assuntos são polêmicos e rendem boas cervejas, gozações e manchetes esportivas. Seja o tal rebaixamento do São Paulo no Paulista de 1990, seja os dois mundiais com uma Libertadores do Corinthians, seja os 9 títulos brasileiros do Palmeiras. Então não vou levar em consideração isso, porque como já disse, futebol é diversão, é brincadeira, é entretenimento, é paixão. (Se você não concorda com essa última frase, então já pode terminar sua leitura aqui)

O problema maior é carregar, para as demais esferas da sua vida social, os mesmos conceitos que você usa nas suas conversas futebolísticas. Explico, usando como base esse exemplo do Palmeiras.

Até 1994, na conquista do então tetracampeonato pelo clube, os palmeirenses estavam lá, felizes da vida, comemorando (naquele momento) o fato de estarem se tornando o clube com maior títulos na competição. O Palmeiras já era, naquela época, campeão da Taça Brasil em 1960 e 1967, e do Robertão em 1967 e 1969. Esses eram os fatos, a verdade nua e crua, que não dependem de interpretação nem de nenhuma emoção para serem compreendidos. A história não muda. Continua assim até hoje.

Enfim, em 2010, a principal entidade do futebol brasileiro, a CBF – Confederação Brasileira de Futebol, resolveu chancelar os 4 primeiros títulos também como sendo de “campeão brasileiro”, unificando tudo e transformando o Palmeiras como o primeiro Octacampeão Brasileiro. Em uma canetada, em uma decisão de burocratas engravatados, era como se ali a realidade houvesse se alterado e, pimba!, o maior campeão surgisse! Justo a CBF, entidade mais amaldiçoada por torcedores de todos os clubes (inclusive, e talvez principalmente, os palmeirenses!), antro de corrupção, de dirigentes mal-intencionados e safados. Mas, se ela disse, agora era verdade!

Palmeirense de verdade quer mais é que a CBF se exploda. E sabe também que não é uma chancela desses burocratas que vai conferir valor ao que foram os títulos da Taça Brasil e do Robertão. O cara sabe que o time dele já era grande naquela época, que ganhava de quem quer que fosse, e sempre foi um dos maiores clubes do país.

O problema é que, no mundo real, nossa sociedade está repleta de cidadãos que usam esse mesmo conceito em todas as demais esferas. Isso explica em partes porque o brasileiro adora tanto o Estado, mesmo odiando políticos. Muita gente ainda acredita que uma mera canetada, uma decisão tomada por mentes iluminadas (escolhidas por essa mesma gente ou não, como no caso da CBF), é capaz de alterar a realidade dos fatos. Acreditam que uma decisão tomada a fim de justificar algo em nome do bem comum ou de um reconhecimento válido (nos valores de quem julgou) pode tornar algo lícito, aceitável e moralmente correto. Decretos, leis, códigos… tudo o que for formalmente apresentado passa a conceder um valor irrevogável a um simples fato, como se fosse possível moldar a realidade com base apenas em palavras e definições.

Em 1984, George Orwell já retratava isso muito bem com o seu Ministério da Verdade, a entidade responsável por determinar o que era a verdade, modificando-a sempre que desejável, sempre que lhe fosse interessante.

No futebol, isso é apenas diversão, entretenimento. Não faz muita diferença. Alimenta rivalidades, piadas, paixões clubistas. Mas quando isso passa para a esfera social e política, é um problema e tanto.

Pena que muita gente ainda enxergue as coisas apenas como uma disputa futebolística…

O moleque da Vila

Publicado: 22 de setembro de 2010 por Kzuza em Esporte
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A história recente do menino Neymar no time do Santos é algo anunciado há muito tempo, mas ninguém quis enxergar até então.

Ele precisou mandar o técnico do time tomar no c*, e depois mandar o técnico embora, para que então as pessoas começassem a comentar a malcriação do menino.

Neymar é apenas um dos garotos da tal geração Y que vem por aí. Em breve, estarão por aí, ao seu lado no escritório de trabalho, tomando atitudes iguais ou piores que o tal jogador de futebol.

Nem Vanderlei Luxemburgo suportou o rapaz. Ou vocês acham que ele não jogou ano passado, quando o time era comandado pelo técnico ranzinza, por que ele não tinha futebol suficiente? Nada. O moleque é craque desde criança. Tem bola de sobra, mas cabeça de menos. É prepotente. Sempre foi. Só que o talento cegava quem estava em volta. Ou então as pessoas pareciam não se preocupar com isso.

Enfim, o que eu posso dizer é que a diretoria do time santista fez é coerente. Incorreto, mas coerente. Ou Neymar, ou Dorival Junior. Os dois não podiam mais trabalhar juntos. E para quem não lembra, o time abriu os cofres, reuniu patrocinadores, e bancou o “fico” do jogador há poucos meses, sob uma pressão danada, e às custas de muito dinheiro. Não iam jogar isso para o alto agora, o prejuízo seria muito maior. E assim cria-se um monstro, parafraseando René Simões. É como o pai que prefere dar um presente de R$ 1000 para o filho, só para não ter que sair no horário do trabalho para ir a uma apresentação de escola.

E é por essa e outras que cada vez gosto menos de futebol…

Por que deixei de curtir futebol…

Publicado: 6 de setembro de 2010 por Kzuza em Esporte
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Durante a Copa do Mundo desse ano, muitas coisas ficaram evidenciadas na mídia esportiva e fizeram com que eu perdesse aquele gostinho que eu ainda tinha em relação ao futebol. Não quanto ao esporte em si, que eu adoro, mas sim em relação ao circo armado em volta dele.

Ainda há quem questione a Fórmula 1 e a Ferrari pelos resultados manipulados, mas se esquecem que o esporte mais popular no mundo também dá péssimos exemplos.

Durante a Copa, o técnico Dunga deixou claro sua briga contra a imprensa nacional, principalmente em relação à Rede Globo. E nisso eu o apóio, porque tenho a mesma visão em relação ao tratamento que a imprensa no Brasil dá ao futebol.

A mídia não se preocupa com o esporte em si, somente. Como faz no vôlei, ou no basquete. Nesses outros esportes, as notícias são rápidas e objetivas. O tratamento que é dado às equipes é, na maioria das vezes, imparcial (exclui-se aqui o tratamento que a Globo dá ao time da Unilever no vôlei feminino, por exemplo). Por que isso não dá Ibope.

Quanto ao futebol, é necessário um algo mais. Porque o esporte, em si, não encanta há muito tempo. Os jogos tem se tornado cada vez mais feios, com menos gols. O público não vai mais aos estádios por medo da violência. Os clubes brasileiros não possuem mais jogadores talentosos, salvo raríssimas exceções. Os árbitros estão cada vez menos preparados, e mais propensos a erros.

Então a mídia precisa encontrar algo para inovar. Precisa criar polêmicas. Precisa mobilizar. Precisa lançar, ao término da primeira fase do mundial da África do Sul, que as seleções sulamericanas estão melhores que as européias, para depois quebrar a cara com uma final entre dois times do velho continente. Precisa semear a discórdia entre os times, dizendo que o fechamento do Maracanã é para prejudicar o Fluminense. Precisa noticiar que o centenário do Corinthians é muito mais importante para o futebol nacional do que o título do Internacional na Libertadores da América. Precisa envolver jogadores em escândalos. Explorar erros de arbitragem. Expôr cartolas do meio futebolístico como se fossem astros maiores que os próprios atletas. Precisam valorizar mais a briga política fora do campo do que o próprio jogo no gramado.

É por essas e outras que prefiro o futebol americano, o vôlei, até o basquete, que vem mostrando no Mundial da Turquia que é super organizado e digno de grandes eventos, assim como o futebol. Porque valorizam o esporte, a festa.

Minha análise

Publicado: 4 de agosto de 2010 por Kzuza em Esporte
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Engraçado voltar ao blog aqui justamente para escrever sobre algo que não tem me atraído muito a atenção ultimamente: futebol.

Mas a partida de amanhã entre o Sport Club Internacional, de Porto Alegre, e o São Paulo Futebol Clube tem tudo para ser a partida do ano. Só perde em atenção para os jogos da nossa seleção canarinha durante a Copa do Mundo, o que convenhamos, foi um fracasso.

O Inter vem frustrado para a capital paulista. Frustrado por não ter conseguido um resultado melhor na primeira partida, dentro de seus domínios. Domínio de campo, e domínio no campo. O colorado massacrou o tricolor, mas conseguiu uma vitória magrinha, 1×0.

O São Paulo, por sua vez, joga sem brilho. Talvez esteja com a pior equipe que já jogou no Morumbi nos 6 últimos anos. Mas vem mordida para o jogo. O técnico Ricardo Gomes precisa salvar seu emprego. A diretoria pressiona. E o time contará com mais de 50 mil torcedores nas arquibancadas durante a partida, que poderá selar a vingança da derrota sofrida nas finais, em 2006.

Agora, o vencedor do duelo garante vaga no Mundial de Clubes em Dubai, em Dezembro. E a Rede Globo deve estar arrancando os cabelos por não transmitir essa que tem tudo para ser uma partida histórica. Muito provavelmente, não será marcada pelo bom futebol, mas sim pela importância que terá para os 2 maiores times brasileiros do século XXI.

É esperar para ver. Futebol por futebol, aposto minhas fichas no Inter. Pelas circunstâncias da partida, aposto no Tricolor. Para mim, é jogo sem favorito, jogo tenso. Mas com a certeza de que o vencedor levará fácil o caneco da Libertadores para casa.

Atualização: acabo de descobrir que a Globo vai sim transmitir o jogo.

Com brasileiro, não há quem possa!

Publicado: 11 de junho de 2010 por Kzuza em Geral
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Hoje começa pra valer a Copa do Mundo, na África do Sul. Mas bem antes dos jogos propriamente ditos, a Copa já começou há muito tempo, com uma enxurrada de noticiários e especiais sobre os tais jogos. Eu fico impressionado com tamanho fascínio com o qual o mundo inteiro trata essa época.

E eu também mergulho de cabeça nessa história. Porque toda essa história, todo esse clima, tudo me fascina mesmo. E não é porque eu acho que o futebol é o único esporte do mundo. Tampouco acho o melhor esporte do mundo. Mas o clima é espetacular.

Querendo ou não, é a única vez em que os povos se unem para fazer alguma coisa de bom. Mesmo que de 4 em 4 anos, é a única época que o povo brasileiro se une para alguma coisa. Há um clima de felicidade, de confraternização. E você pode achar tudo isso uma babaquice, mas aproveite que é uma época que as coisas vão bem.

Eu também acho que brasileiro deveria se preocupar mais com outras coisas do que propriamente com alguns jogos de futebol, que ocorrem durante um mês. Mas e aí, você acha mesmo que isso vai mudar alguma coisa? Aproveite e torça você também, curta o clima. Porque, gostando ou não, é uma época boa. As brigas diminuem, o stress diminui, até alguns inimigos se aproximam. Porque esse é o clima. Até quem não gosta de futebol se deixa envolver.

Quero que se dane o fato de que estarei alienado nessa época. É bom mesmo para espairecer, ao invés de viver preocupado. Ao invés de ficar estressado. Ao invés de ficar carrancudo. Ao invés de brigar com seu vizinho que comprou uma dúzia de vuvuzelas, vá lá assistir ao jogo com ele também, e sopre a corneta com força na orelha dele. Brinque. Divirta-se. Aliene-se! Mas curta pelo menos uma época no ano para viver livre de preocupações.

Deixe de ser chato por um período do ano. Pare de criticar o chato do Galvão, que enche o saco nas transmissões. Esqueça a tal Jabulani, a bola polêmica. Divirta-se com a festa, porque é tempo de alegria.

E o principal: torça pelo seu país. Mesmo que você não goste do Dunga. Mesmo que ache o técnico burro. Mesmo que preferisse levar o Neymar ao invés do Grafite. Mesmo que o futebol dele não seja bonito. Mas torça, pelo menos uma vez, por algo que representa a sua pátria. São tão poucas as coisas que nos fazem nos juntar pelo país, que essa é a época de tentar aproveitar um pouco. Mesmo que isso acabe daqui um mês.

Sei lá, acho que temos muita gente chata que prefere criticar, ao invés de aproveitar. Muitas vezes, eu mesmo sou assim. Mas acho que chega uma hora que precisamos desligar. Aproveitar algo de bom. E curtir.

“Vamo que vamo” Brasil!

Futebol e Política

Publicado: 12 de maio de 2010 por Kzuza em Cotidiano, Política
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Primeiro, deixa eu sacodir a poeira, porque esse blog aqui tá mais abandonado que o time do Palmeiras.

Decidi agora escrever sobre tudo junto, só que separado.

É porque esse ano é ano de Copa do Mundo. É o ano que o Brasil adora, porque ganhamos pelo menos 3 novos feriados, nos dias dos jogos da primeira fase. Mas agora está todo mundo incrédulo porque os parlamentares tão dignos do nosso país estão querendo antecipar suas férias em 40 dias para poderem assistir aos jogos com tranquilidade. Oras bolas, por que estão todos tão abismados? Você sinceramente acha que vai sentir falta deles? Ou acha isso um abuso? Eles fazem coisas muito piores ao longo do ano e ninguém faz nada!

Azar o deles. Vão ter que ver o time do Dunga jogar. Aquele time feio, mas que vai ganhar. Porque futebol hoje em dia é muito mais raça e vontade do que futebol bonito. Os jornalistas esportivos estão p. da vida com o Dunga porque ele é coerente. Ele é sensato. E convocou os mesmos jogadores que participaram com ele durante esses últimos 4 anos.

Imagine só, você, Josué ou Felipe Mello, que foi convocado durante toda a era Dunga, ralou pra classificar a seleção nas eliminatórias, ganhou a Copa América, ganhou a Copa das Confederações, e aí chega agora, na hora do “bem-bom”, na hora de comer o caviar, o cara não te chama. Como explicar?

O que ninguém entende quando vê futebol é que jogadores e treinadores são profissionais, não são torcedores. E o Dunga é um poota de um profissional. O que não quer dizer que eu concorde com os convocados dele. Mas eu não concordo desde que ele assumiu o cargo, e não agora na convocação dos 23 para a Copa do Mundo. Mas ele é sensato, coerente e, querendo ou não, ganhou tudo o que disputou até agora. Vou falar o que?

Ele decidiu ser um vencedor retranqueiro como 1994, ao invés de ter uma seleção de craques fracassada como a de 2006. Ou de 1982, talvez. E aí eu concordo com ele.

Enfim, se você não está nem aí para futebol, pode esperar que esse ano vai ser um inferno para você. Mas, infelizmente, você vai ter que aceitar que isso mexe com tudo nesse nosso país. Desde aquele fanático que trabalha ao seu lado, até o comando da nação. Seja isso bom ou ruim.

Copa!

Publicado: 15 de abril de 2010 por Mathias em Geral
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Vai?

Deve ir?

Zuza, prepare-se para ver o seu Tricolor tremer!

Ouvindo: Tim Maia – I Dont Know What To Do With Myself