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Até que a sorte nos separe? Ou: A História do Brasil do PT

Publicado: 2 de junho de 2015 por Kzuza em Economia
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Você já assistiu ao filme “Até que a Sorte nos Separe”? Na história, Tino e Jane ganham um prêmio na loteria de R$100 milhões de reais. Após 16 anos torrando o dinheiro loucamente em extravagâncias, o dinheiro acaba e eles passam por dificuldades. Precisam ajustar suas contas, parar de gastar, vender uma série de coisas que tinham comprado…. enfim, precisam mudar de estilo de vida totalmente! Tudo isso porque eles apenas gastaram o dinheiro, e não investiram nem guardaram nada.

Fazendo um paralelo com a história recente do Brasil, é mais ou menos o que aconteceu com os 12 últimos anos do governo petista. Não faz sentido? Lula recebeu um país ajustado economicamente das mãos do seu antecessor, FHC. A maré estava boa, o mercado de commodities em alta… E Lula sempre foi um cara populista. Sempre se identificou com o povo, principalmente pela sua origem humilde e sua história de luta ao lado dos trabalhadores. E ele definitivamente não é um cara burro: sabia que para continuar em alta com o “povão”, precisava fazer a alegria deles, agora que tinha sido alçado ao poder. E ele fez o mesmo que Tino fez no filme com seus filhos: ele os cobriu de bens, distribuiu dinheiro a rodo, investiu no bem-estar social, incluiu o pobre na sociedade definitivamente.

Mas assim como Tino, Lula não deu a mínima importância para a origem do dinheiro necessário para satisfazer as necessidades de seus súditos. Enquanto o cofrinho estava cheio, usou e abusou para comprar deliberadamente apoio de todos ao seu redor para perpetuar no poder. Deu certo. Conseguiu eleger e reeleger Dilma Roussef que, assim como seu antecessor, continuou a gastar dinheiro a rodo para enriquecer seus amigos e distribuir migalhas aos pobres, seus amigos necessários para mantê-los no poder (lembram-se, no filme, quando Tino pagava cerveja e fichas de sinuca para seus amigos no boteco?).

Enfim, chegamos a 2015, ano de início do segundo mandato de Dilma. E o que aconteceu? A grana acabou, meu caro. A abundância deu lugar à escassez. A fonte secou. Secada a fonte, chegou a hora de apertar os cintos. É o tal ajuste fiscal de Joaquim Levy. É o governo cortando gastos (quando corta) e aumentando impostos. Precisam se equilibrar, pois estão quebrados.

A diferença básica entre Tino e Dilma é que Tino não tinha de onde tirar mais dinheiro. Precisou pedir um empréstimo a um tio rico de Jane. Já Dilma tem ao seu lado a máquina do Estado e um exército de 200 milhões de contribuintes. Basta, através da coerção, fazê-los pagar mais impostos que o seu caixa aumenta. E não havia dúvidas que isso seria feito, assim que a situação começasse a ficar difícil.

Hoje, a população mais pobre paga essa conta. Desemprego e inflação em alta, redução de benefícios sociais, cortes de gastos na educação, etc. E todos se perguntam: o que aconteceu? É igualzinho ao filho de Tino, no filme, quando ele pergunta para o moleque quanto custa o sorvete: “Ué, pai? Você nunca perguntou quanto custa nada? Vai regular agora?”.

É a vida imitando a arte…

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Maconha e afins

Publicado: 27 de junho de 2011 por Kzuza em Cotidiano, Política
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Sei que estou um pouco atrasado aqui, mas queria falar um pouquinho sobre esse “bafafá” todo que foi causado pela tal Marcha da Maconha aqui em São Paulo. Primeiro, a justiça proibiu; depois, liberou a manifestação. A primeira tentativa, enquanto a proibição ainda valia, foi recheada de atos violentos, por parte da polícia e dos manifestantes, e de prisões. A segunda, já liberada, foi marcada pela paz e por um apelo não pela descriminalização ou liberação do uso da droga, mas sim pela discussão aberta do problema.

Vamos lá.

Concordo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com a apresentadora Marina Person quando ambos dizem que o problema precisa ser discutido a fundo aqui no Brasil, de forma aberta. Acho, na verdade, que esse problema das drogas é mais um dos problemas de saúde pública do nosso país, e que deve ser tratado de forma séria.

Mas tenho as minhas considerações.

Precisamos contextualizar a nossa situação como nação, antes de mergulhar de cabeça em discussões sociais.

O fato é que somos um país de terceiro mundo. Somos um país cuja educação foi deixada de lado desde o início da nossa existência. Ninguém de fato nunca se preocupou com a formação de um povo capaz de produzir intelectualmente. Salvo raríssimas exceções nesses mais de 500 anos de história, podemos nos considerar um fracasso. Para um país de dimensões continentais, pouco produzimos. Isso porque esse é o país da festa, da cachaça, da comida e do sexo. Aqui não é terra de pensadores, de cientistas, de grandes artistas.

Esse descaso todo com a educação do nosso povo explica perfeitamente o ponto ao qual chegamos. Um povo que elege governantes em troca de cento e poucos reais de Bolsa Família. Um povo sem discernimento, que não sabe perceber quando está sendo passado para trás. Um povo que não quer saber de trabalho, quer saber de dinheiro. Que não quer qualidade de vida, quer somente “vida”. Quer sobreviver. Basta um prato de feijão com arroz, e está satisfeito. Se sobrar uma graninha para uma cerveja, ótimo. Pouco importa se o filho não tem escola de qualidade e vai ser tão coitado quanto os pais no futuro. Pouco importa se os hospitais não têm leitos suficientes quando eles precisam. Pouco importa se o filho não tem merenda na escola. O importante é sobreviver.

E dentro dessa massa populacional enorme de ignorantes, existem alguns poucos. Como eu. Como você que está lendo esse texto agora, porque tem acesso à Internet e consegue entender o que eu estou escrevendo. Sim, porque ser alfabetizado nesse país não quer dizer que a pessoa entenda o que está lendo. Temos um ensino precário.

São justamente esses poucos que se manifestam. Que tentam, de alguma forma, mudar as coisas por aqui.

Acho que é aí que está o problema. Porque tem neguinho que se acha esperto, e sai às ruas para pedir a legalização da maconha.

Camarada! Você não está na Holanda, meu chapa! Você está no LISARB, o país onde tudo acontece ao contrário.

Pensa o seguinte: quem seria beneficiado com a legalização ou descriminalização do uso da droga aqui nesse país? Só essa meia dúzia de burguesinhos de merda, filhinhos de papai que moram na Zona Sul do Rio de Janeiro, ou no Brooklin e Itaim, em São Paulo, ou no Moinhos de Vento, em Porto Alegre. E só, meu chapa. Pois são justamente esses playboyzinhos de bosta que estão nas ruas marchando pela maconha.

E não é esse o problema do país. Eu fico preocupadíssimo quando vejo gente querendo discutir sobre o aborto ou a pena de morte aqui no Brasil. Cara, a gente não consegue dar condições mínimas de sobrevivência para a população, e estamos querendo pensar como primeiro mundo? Crianças morrendo de fome no Nordeste, milhões por aí sem casa, sem saúde básica, e você preocupado em fumar o seu baseado em paz, seu bosta?

A gente tem que se preocupar com as drogas sim. Mas tem que se preocupar em educar. Em conscientizar esse povo que tem acesso às drogas. Tem que acabar com o tráfico. Tem que reprimir. E não liberar tudo, para então “se livrar” do problema. Um povo que não sabe votar, você acha que vai saber discernir se a maconha faz bem ou não? Nem com leis e fiscalização severas as pessoas pararam de encher a cara de álcool e dirigir por aí. Você acha, sinceramente, que seria diferente com outras drogas?

De que lado você está?

Publicado: 28 de janeiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Política
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Acho muito engraçado aqueles que só gostam de falar de política quando é para criticar quem está no poder.

Todo verão, a história se repete aqui em São Paulo. As chuvas fortes em Dezembro e Janeiro castigam a população da cidade. Inundações, desabamentos, mortes… é algo triste demais de se ver. E isso abre espaço para um monte de gente aparecer na TV e nos jornais criticando “as autoridades”, que não fazem nada para mudar isso.

Mas espera aí, eu nunca vi prefeito nem vereador algum jogando lixo na rua, ou deixando entulho em terrenos baldios. Nunca vi a Defesa Civil construir barracos nas encostas de barrancos para abrigar a população.

Isso não quer dizer que o poder público não tem culpa. Tem culpa sim de não fiscalizar, de não impedir construções ilegais, de não punir quem não cumpre a lei. Só. Mas por que não dividem a culpa com o povo também? A cidade cresceu desgovernada por culpa de todos, o problema é muito maior. É fácil pisar no rabo do outro enquanto está sentado sobre o seu próprio.

É como aquele pessoal que só escreve para descer a lenha no Lula. Porque ele não sabe falar. Porque os caras do PT se envolveram em esquemas de corrupção. Porque ele quer eleger a Dilma como sucessora. Porque ele apóia o Hugo Chavez. Porque ele não tem um dedo. Porque ele gastou dinheiro demais nas compras pro Palácio do Planalto. Porque ele fez a terra tremer no Haiti e causou as tsunamis no Pacífico. O cara é o Lúcifer!

E era esse mesmo povo que há 8 anos atrás descia a lenha no FHC. Porque ele viajava demais. Porque ele era refém do FMI. Porque ele tinha apoiado a ditadura militar. Porque ele era muito fresco. Porque ele não fazia nada pelo povo. Porque ele deixou a economia do país em frangalhos.

Esse povo que fala hoje do Lula acha que teria sido melhor se o Alckmin tivesse sido eleito nas últimas eleições. E também achava que FHC devia ter perdido as eleições para Lula em 1994. E também achava que sempre quem estava no poder era pior do que aquele que não estava.

Eu pago para ver aquele que dará o braço a torcer ao reconhecer o que foi feito de bom. O povo adora reclamar. O povo adora justificar que tudo o que foi feito de bom foi feito com segundas intenções. Como disse uma vez a Barbara Gancia, “eu tô cagando se é ação de marketing”. Quero ver o Brasil se dando bem. Quero ver nosso presidente ser amigão do Barack Obama. Quero ver nosso presidente analfabeto representar bem nosso país lá fora, bem melhor do que nosso antigo “cagão-sociólogo” que falava 25 línguas diferentes. Quero ver a economia do país ser reconhecida como uma das melhores do mundo. Quero ver o desemprego ser um dos menores da história. Quero ver cada vez mais gente sem fome, nem que para isso eu precise sim dar meu sangue trabalhando.

Mas por quê? Por que eu gosto do Lula? Por que eu sou petista? Nem um, nem outro. Porque eu prefiro ver as coisas boas da história. Porque eu prefiro acreditar que isso é o melhor que poderia ter sido feito. Porque EU não tive coragem de fazer o que o Lula está fazendo, então como posso julgá-lo? Você faria melhor?