Posts com Tag ‘fé’

Fé demais

Publicado: 30 de agosto de 2011 por Kzuza em Religiões
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Outro dia minha esposa comentou comigo: “Impressionante como as pessoas usam o nome de Deus em vão, né?”.

Concordo.

Se você é ateu, eu te respeito muito! Afinal, é preciso ter muita fé para não acreditar em Deus! Mas se você não é, como é meu caso, eu presumo que você deve crer também que Ele é o único a saber o que é melhor para sua vida. Você deve acreditar também que não precisa pedir nada para ele, já que afinal é Ele quem sabe do que você precisa.

Bem, se você não acredita em nada disso, é sinal que você é fraco de fé. E se você é fraco de fé, meu caro, eu temo que as coisas para você sejam bem mais difíceis do que para aqueles que crêem.

Sim, parece um puta papo piegas, mas é verdade.

Acho que muitas das dificuldades que passamos vêm do fato de não reconhecermos a presença de Deus nas coisas simples do nosso cotidiano. E vêm também do fato de que a maioria dos homens acredita saber o que é melhor para si mesmo, sem acreditar numa intervenção superior em tudo isso. A partir do momento em que o homem se distancia de Deus por achar que ele sabe o que é melhor, o buraco começa a se abrir. E aí não tem volta, meu camarada.

Por isso eu peço cada vez menos e agradeço cada vez mais. Não espero nada para mim, além de que Ele me permita seguir pelo caminho certo e fazer as melhores coisas para mim.

Volto a dizer que seguir cegamente qualquer religião, sem questionamentos, também é muito perigoso. Acaba também cegando as pesssoas quanto à Verdade. Essa é simples, e todos podem atingir. O problema é quando o homem entra no caminho dessa Verdade. E tudo que tem influência do homem é perigoso.

Enfim, acho que tudo isso que escrevi ainda vai ao encontro do texto escrito pelo Frei Beto e publicado por mim aqui há um tempo atrás.

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JC é o cara!

Publicado: 7 de julho de 2011 por Kzuza em Religiões
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Não sei se eu sou um cara facilmente influenciado, mas a cada livro que eu leio começo a filosofar sobre o que está escrito lá. Não está sendo diferente agora, até porque o assunto em questão é muito polêmico. Não, não estou lendo sobre mamilos. Estou lendo um livro chamado “Eu, Judas”. É a transcrição de um manuscrito de Judas Iscariotes, escrito pelo próprio, na época que era discípulo de um tal de Jesus Cristo.

Em paralelo, o bonitão aqui comprou também a revista SuperInteressante desse mês de Julho/2011, que também fala do tal JC. Mais precisamente, dos anos ocultos do cara, sobre os quais a Bíblia não trata. A reportagem é interessante, mas não tem nada que eu já não sabia. Muitas teorias conspiratórias, muitas hipóteses, mas nenhum fato novo. Nada diferente do que meu ex-professor Carlão, ateu convicto, já tivesse me dito.

Mas enfim, esse tal livro de Judas nada mais é do que um evangelho de outra pessoa. Um livro que não foi escolhido para compor a Bíblia Sagrada. Mas que, no fundo, no fundo, trata exatamente do mesmo assunto e conta as mesmas histórias que Matheus, Marcos, João e Lucas contavam.

Pausa para um comentário: Você sabia que os livros, na verdade, não foram escritos nem por Matheus, nem por Marcos, nem por João, e nem por Lucas? Os livros foram denominados obras desses autores somente por convenção. Os livros foram escritos por volta dos anos 80 e 90 d.C.. Além disso, descobri também que JC não nasceu no ano 0, você sabia? O menino nasceu mais ou menos em 3 ou 4 a.C. Vai entender, né?

Então, já escrevi sobre isso aqui há um tempo atrás: eu nunca li a Bíblia. Quer dizer, não inteira. Já li alguns trechos na época que frequentava a igreja, nos meus anos de catecismo, por exemplo. Dessa forma, não sou nenhum especialista no livro, muito pelo contrário. E mesmo assim, como eu já disse no outro post também, eu respeito qualquer religião desde que o único fim seja a prática do BEM, que para mim sim é único. E acho também que cada um pode acreditar no que quiser.

Mas lendo mais sobre o assunto, comecei a achar ridículo pessoas que tentam usar o tal livro sagrado como um manual de regras para sua vida. Aqueles que procuram significados ocultos nas palavras da Bíblia. Ou que criam teorias conspiratórias acerca dos acontecimentos lá mencionados. E é aí que surgem as religiões. Em alguns casos, religiões que se transformam em seitas. Pessoas que procuram doutrinar outras pessoas. A criação de rituais sem sentido.

A coisa é muito mais simples, camarada. O próprio personagem central do livro mais vendido do mundo provou isso.

É por isso que eu digo: Jesus Cristo é o cara, meu amigo. E a palavra dele é muito fácil de entender. A mensagem que o cara trouxe é a mais simples de toda, mas o homem sempre quis complicar. Maluco, o cara pregava para quem não sabia nem ler, nem escrever. Não havia TV, não havia rádio, não havia jornais. E mesmo assim a palavra do cara avançava pelo mundo afora. Para judeus, e para gentios (não-judeus). E o seguiam como salvador.

O cara era tão foda, meu irmão, que até hoje a palavra dele está aí, para quem quiser ouvir. A merda, sabe qual é? A merda é que tem muita gente querendo tirar vantagem em cima dele. Isso desde a época do próprio. Gente que quer que você louve ao Senhor da forma como ele quer, não da forma como Deus quer que seja.

Sério. Religião, pra mim, nada mais é do que um monte de gente unida que quer que você acredite em algo com a sua cabeça, e não com o seu coração. Sim, porque se até um imbecil como eu entende a mensagem dele, qualquer um pode entender se procurar ouvir com o coração.

Sei que esse papo é muito piegas e, se você chegou até esse ponto no texto, é porque você gosta muito de mim ou porque a mensagem tem algo de verdade.

Enfim, o que eu quero dizer é que você não precisa ir a uma igreja que ostenta cálices e crucifixos de ouro, nem que tenha padres pedófilos, muito menos pastores que lhe obrigam dar dinheiro à igreja. Também não precisa deixar de ter TV em casa, nem abominar a transfusão de sangue. O Deus é único e não tem vaidade. Ele não precisa de oferendas. Ele precisa da sua fé nele, SOMENTE. Sem ritos.

A mensagem que Jesus Cristo trouxe é uma só: Amem aos outros como amam a si próprios e tenham fé no Deus único. É só a vontade Dele que vale.

Observação final: Tenho muitas outras coisas para escrever aqui, e daria um texto enorme. Vou parar por aqui. O que eu escrevi não é blasfêmia. Também estou longe de ser santo, eu me coloco no meu lugar. Isso é uma mera opinião.

Sinixxxtro…

Publicado: 25 de março de 2010 por Kzuza em Cotidiano, Religiões
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Um tempo atrás ouvi do meu pai uma história que o professor dele da faculdade contou sobre a educação das pessoas. O tal mestre havia dito que o mundo de hoje está ficando cada vez pior, com cada vez mais crimes, pessoas grosseiras, violência e etc., porque cada vez menos temos a educação religiosa dentro dos lares. Cada vez mais os pais querem educar os seus filhos por conta própria, e deixam de lado os ensinamentos religiosos.

Achei a história meio chata. Sim, fui educado dentro dos princípios católicos. Segui a religião até minha adolescência, mas depois abandonei. Por conta de outros pontos de vista. Mas achei o papo meio estranho.

Semana passada, durante o almoço, ouvi a mesma história de um amigo meu. Ele questionou: “Quantas crianças você conhece que vão à igreja?”. Então ele comentou que a nossa geração foi educada nos princípios religiosos. Porque a religião, seja ela qual for, é a única que consegue explicar, desde o início, o que é certo e o que é errado. De forma simples: se você fizer algo errado, você vai pro inferno. E errado é: matar, roubar, mentir, etc. Não adianta seu pai falar isso para você. Ele terá tolerâncias, porque pai é pai. No entanto, só o Pai é Pai. E Ele tem sabedoria. Ou você segue os mandamentos dele, ou já era. Ele vê tudo. É isso que a religião prega. E isso é uma lavagem cerebral. Porque isso molda o ser humano. Aí é que se formam os valores. O que acontece por aí, na sociedade, no mundo em que vivemos, é só um pequeno complemento. Não importa se você vê pessoas roubando, se prostituindo, mentindo. Você não fará o mesmo.

E mais. Esse mesmo amigo comentou que a nossa Constituição, as nossas leis, tudo isso nada mais é do que uma extensão dos 10 mandamentos do Homem-lá-de-cima. É verdade. Ou por que você acha que é errado matar? Porque Ele disse. Se Ele não tivesse falado nada, seria uma confusão só.

Fiquei pensando nisso. Quem me conhece sabe que não sou um cara religioso. Creio em Deus sim, sou temente à Ele. Graças à minha educação católica. E cheguei à conclusão que isso é verdade. Mesmo que você não creia Nele, verá que é verdade.

E hoje eu tomei um susto. Um sacode! Um tapa na orelha! O Cara lá de cima resolveu provar que eu estava pensando certo.

Perdi a chave do meu carro. Achei que estava no bolso do terno. Não estava. Retirei tudo do armário. Revirei a casa. Revirei todos os bolsos de calças, camisas, ternos, e nada. Então bravejei: “Ô, Senhor, onde é que foi parar essa chave???”. Minha esposa falou para eu ter calma, que eu ia achar. Pois peguei o cabide com o terno para colocar de volta no guarda-roupas e PIMBA! O que caiu no chão? Olhei pra cima e gritei de novo: “Puta que pariu, heim? Não assusta assim não!”.

É isso. Não importa a religião, mas é isso que molda o ser humano. E sem ela, estamos à deriva.

Vitória

Publicado: 10 de fevereiro de 2010 por Kzuza em Geral, Religiões
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Ontem foi um dia particularmente especial para mim. Depois de 4 meses de muito estudo, de ter gasto uma grana pra importar o livro da Rita Mulcahy, de ter gasto mais uma grana para agendar a minha prova, consegui passar (na primeira tentativa) na prova do PMI – Project Management Institute. Agora sou um profissional certificado PMP – Project Management Professional.

Grandes bostas, né não?

Mas escrevo para relatar algo que pensei nesses dias. Quem me conhece sabe que não sou um cara religioso. Fui educado nas tradições católicas, mas há muito tempo posso dizer que não sou mais católico. Mas sou temente a Deus, nas minhas convicções, as quais não vou descrever aqui porque isso é algo totalmente pessoal.

E na noite antes da prova, pedi para que o Cara me ajudasse. Mas porra, depois de 4 meses estudando, eu precisaria de ajuda de alguém que eu nem sei quem é? Aliás, que eu nem sei se existe? Olha só como o ser humano é um bicho esquisito, não é mesmo?

Pois então, eu passei na prova. Esqueci das câmeras que gravam tudo o que acontece na sala onde é realizado o exame e vibrei como se meu time tivesse ganho um campeonato. Peguei minhas coisas fora da sala e saí. Entrei no banheiro para lavar o rosto, ainda vibrando, e me olhei no espelho. E agradecia. E agradeci ao Cara que eu não sei se existe. Ele me ajudou a ter calma e concentração durante o exame. É claro que o silêncio da sala e os abafadores de ruído nos meus ouvidos também ajudaram, e minha preparação também.

E vi como eu parecia um idiota. Porque se eu tinha estudado feito um condenado, se eu tinha me concentrado, se eu estava determinado a passar, eu seria aprovado sem ajuda de ninguém!

Será?

Ps.: filosófico pra kct, né?