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A arte da desonestidade

Publicado: 18 de fevereiro de 2015 por Kzuza em Comportamento
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frase-se-o-desonesto-soubesse-a-vantagem-de-ser-honesto-ele-seria-honesto-ao-menos-por-desonestidade-socrates-135201Tenho percebido por aí que há muita gente desonesta e desinformada nesse mundo. Eu até compreendo quem de fato não consegue entender o que lê, mas seres ditos alfabetizados deveriam ao menos procurar informar-se um pouco melhor antes de fazer julgamentos pré-moldados em cima de afirmações definidas pelo tal senso comum.

Talvez uma das primeiras coisas a se fazer, antes de sair copiando tudo o que se lê por aí, ou então repetindo tudo o que lhe dizem ser o certo, seria ler o Guia das Falácias, de Stephen Downes. A tradução está em português de Portugal, mas dá para se entender tudo perfeitamente, pois o manual é de bem fácil leitura, com exemplos certeiros. Tenho certeza de que, depois dele, você passará a observar mais atentamente tudo o que você lê e ouve.

A segunda coisa que recomendo a você, caro amigo, é ser um pouco mais honesto com as suas escolhas e seus valores morais. Hoje em dia, isso é muito mais difícil do que ser propriamente honesto na sua concepção mais comum (aquele que não rouba, não faz as coisas escondido, não se corrompe, etc.).

Acredito que o relativismo usado por muita gente hoje em dia é uma ferramenta absurdamente perigosa e que atenta violentamente contra a honestidade moral do nosso povo. Tentar encontrar explicação para tudo, justificando atitudes criminosas através de fatores como o passado sofrido do criminoso ou sua posição social desfavorável, é apenas um exemplo do que estou dizendo. Há uma dificuldade grande em se admitir que o ser humano é, em muitos e muitos casos, mau e cruel. E há também uma repulsa generalizada pelo fracasso alheio. É difícil ter que admitir que alguém falhou, então buscam cada vez mais atenuantes, seja para justificar a causa do ato falho, seja para cuidar para que as consequências das más atitudes não sejam tão duras.

Hoje eu começo a acreditar que pessoas que não tiveram uma educação familiar adequada, especialmente aquelas que não tiveram uma base religiosa, tendem a agir com desonestidade para o resto de suas vidas. Isso porque não carregam consigo o sentimento de culpa por nada. Não gostam de se enxergar como responsáveis pelas suas próprias atitudes, mas sim preferem creditar as consequências delas a um terceiro, seja ele Deus, o Estado, o mercado, o capitalismo, os homens maus, etc.

Confessar-se pecador, ou assumir que errou em suas escolhas na vida, nunca será fácil para ninguém, mas pode ser extremamente libertador. É uma pena que muita gente não pense assim e prefira viver a vida acreditando que:

  • Seria pior se sua escolha fosse outra;
  • Não adiantaria fazer nada de diferente pois Deus quis assim;
  • Não havia outra alternativa.

Também observo esse comportamento relativista em outras situações. Há pessoas que se utilizam de uma probabilidade futura para justificar uma ação criminosa no presente. Algo como: é melhor cagar agora do que aguentar as consequências de problemas que podem ocorrer lá na frente. Vou comentar apenas dois casos:

  1. Na semana passada, quando comentei o péssimo texto sobre o aborto aqui, acompanhei as discussões no blog original para ver até onde vai a insanidade das pessoas. A maior parte dos comentários a favor do aborto, incluindo o da autora do texto, baseavam-se na previsão de um futuro apocalíptico para a mãe e para o bebê caso o aborto não fosse executado. Quase 90% justificavam retirar o embrião/feto/bebê do útero da mãe antes dele vir ao mundo para preveni-lo de uma vida possivelmente ruim. É tipo um Minority Report. Se isso não é brincar de ser Deus, realmente eu não sei mais o que é. (Nota importante do Zuza: o Matheus vai escrever um post sobre aborto ainda onde a discussão deve ser aprofundada; meu comentário aqui foi somente sobre o argumento base usado no texto e nos comentários do post em questão.)
  2. Um vídeo está circulando em portais de notícia hoje, mostrando um rapaz que foi atropelado nesse carnaval em Praia Grande. O garoto atravessou a rua sem olhar para os lados e foi atingido por um carro em alta velocidade, que fugiu sem prestar socorro. O rapaz está internado em estado grave (até o momento da publicação desse post). Não vou entrar na discussão de quem estava certo ou errado no acidente, mas o fato do motorista ter fugido sem prestar socorro caracteriza um crime, previsto no artigo 135 do Código Penal Brasileiro. Li vários comentários em diferentes sites de leitores relativizando a fuga do motorista, pois caso ele parasse para prestar atendimento, poderia ter sido alvo de linchamento e/ou ter seu veículo depredado pelos foliões bêbados que estavam próximos ao local do acidente. Quando é que foi que as pessoas passaram a pensar dessa forma, justificando crimes em nome da possibilidade de algo ruim acontecer no futuro?

Essa crise moral que vemos instaurada hoje na nossa sociedade é extremamente preocupante, ao menos para mim. Até quando vamos esperar?

Estão tentando enganar você…

Publicado: 26 de novembro de 2014 por Kzuza em Divergência de opiniões
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É bem possível que, nesse momento, você esteja sendo enganado por alguém. Não, caro amigo leitor, não é por mim. Juro que sou um cara totalmente inocente e incapaz de fazer mal a alguém, tampouco domino as técnicas de persuasão existentes, de maneira que eu possa enganá-lo sem você perceber.

Encontrei na internet essa semana esse Guia das Falácias, de Stephen Downes. Nele, é super fácil identificar diferentes padrões de argumentos falaciosos. Esses padrões identificam falhas nas construções de argumentos (que eu, por exemplo, cometo algumas vezes). No entanto, existe gente que usa esses tipos de construção argumentativa de forma consciente, de maneira a enganar os outros mesmo. Por isso é bom ficar esperto.

Percebo que existe muita gente que se utiliza de algumas dessas construções para tentar defender as suas opiniões. No entanto, são incapazes de manter uma conversa amigável e civilizada quando questionados a respeito dos argumentos utilizados. Pô, Zuza, mas não foi você mesmo quem disse que a gente deveria ser mais livre para opinar sobre o que quisesse? Sim, mas fui eu também quem disse:

Aceitar que o país em que vivemos não é só meu ou seu, pode parecer complicado, mas não é. Muitas vezes a gente precisa ceder um pouco para que o outro ganhe. Amanhã vai ser a vez dele ceder um pouquinho para que nós nos sintamos melhor. E assim segue a vida, assim segue a nossa sociedade.

Onde eu quero chegar com isso? Bem, vamos lá.

Muita gente tem se utilizado de situações isoladas para justificar suas opiniões, sem analisar as circunstâncias do acontecimento. Vamos a alguns exemplos:

Sou contra a liberação do porte de armas para os cidadãos civis. Veja só, nos EUA, a quantidade de alunos que invadem escolas armados e acabam por assassinar outros alunos.

Bem, se você for analisar um pouco melhor, verá que as coisas não são bem assim. Será que somente esses fatos isolados são o suficiente para justificar a sua opinião? Talvez seja melhor entender o outro lado da história, como os benefícios trazidos por uma população armada.

Todo mundo critica o regime socialista, mas Cuba, por exemplo, possui índices baixíssimos de desemprego e analfabetismo, além de ser o país com a menor quantidade de crianças sem-teto.

É como julgar um automóvel usado como sendo bom apenas pelas condições dos seus pneus. Não vou nem questionar os dados acima, mas talvez seja interessante acompanhar a realidade do país in loco, ou mesmo através do site The Real Cuba. Tudo tem os lados bons e ruins, então cabe a você decidir se aceita o pacote completo como ideal.

Vocês ficam aí glorificando a justiça norte-americana, mas os caras condenaram à morte um inocente.

A justiça do homem é falha porque o homem é falho. Dessa forma, TUDO que é de responsabilidade do homem é suscetível à falha. Uma empresa excelente para se trabalhar, como a Jhonson’s & Jhonson’s, não deixa de ser excelente porque tem um diretor estúpido. A Suécia não é um mau país para se viver porque lá existem algumas centenas de moradores de rua. O brasileiro não é um povo necessariamente honesto porque você soube do caso de um rapaz que encontrou uma carteira perdida e a devolveu ao seu dono.

Tem gente reclamando da tal “regulação da mídia” que o PT quer implantar no Brasil, mas a Inglaterra fez o mesmo.

Sério mesmo que você ainda acredita que são situações iguais? Isso daria um post imenso aqui a respeito, mas eu acredito que o Mathias seria muito mais indicado para escrever sobre isso.

Sempre houve corrupção no Brasil, então não sei por que tanto barulho aí por causa do caso Petrobrás.

Calma aí! Você não ficou indignado das outras vezes? Eu fiquei. E por que não foram punidos das outras vezes, não precisam ser punidos agora? Vou lutar quantas vezes foram necessárias até que os responsáveis por esse tipo de falcatrua estejam atrás das grades. Não é uma questão partidária. Relativizar esse tipo de crime sim é problemático.

Olha lá, na XXXXXX (Inglaterra/França/Alemanha/Suécia/Noruega/qualquer país mais desenvolvido) também ocorrem YYYYYY (furtos/erros de projeto/corrupção/assassinatos/qualquer outra coisa ruim) e ninguém fala nada. Onde está seu Deus agora?

Mais uma vez a questão do relativismo para tentar justificar os nossos fracassos e erros a partir de situações que ocorrem em outros lugares. Esse é um caso simples de colocar na balança a frequência com a qual essas coisas acontecem em nações desenvolvidas e compará-la com a frequência disso em terras tupiniquins. Não é muito difícil fazer isso. Esse tipo de argumento falacioso também ocorre em sentenças do tipo: “o capitalismo promove a diferença social e fracassou ao promover a pobreza”. Sim, vamos partir do pressuposto que a pobreza só existe por conta do capitalismo (isso não é verdade, como está bem explicadinho aqui, mas vamos continuar assim). Então mostre onde não existe pobreza. E volto novamente a uma questão que já fiz: os pobres são iguais em todos os lugares do mundo? Não faz diferença ser pobre em Cuba ou na Noruega?


Enfim, minha intenção aqui não é criticar ninguém, só acho legal ser sensato e analisar pontos de vista diferentes antes de emitir uma opinião. Nem tudo que balança é ouro, nem tudo que reluz cai. Ou não.

Sobre o post de 3 de maio de 2014. 

…aqueles que não tiveram acesso a uma educação de qualidade, e nem mesmo a condições sociais dignas que lhes proporcionassem acesso à informação ou oportunidades de crescimento. Eu sei que esse conceito é extremamente difícil para alguns entenderem, mas isso existe no nosso país.

Educação de qualidade e condições sociais dignas não garante indivíduo esclarecido, assim como sua falta não predestina a ignorância.

Concordo contigo, esse conceito é extremamente difícil porque é FALHO, é falacioso (non sequitur).
Seu entendimento da tal “nova classe média” me parece a antiga “massa ignorante”, que só deixou de ser ignorante porque entrou na classe média! [sic].
Como mágica o aumento da renda vira critério para definir nível intelectual como nova forma de medir QI.
É muita pretensão fugir desse percentual dos “85%” simplesmente porque agora faz parte da estatística de outra “classe”.

… O problema é que muitos os consideram como parte responsável pela condição de vida em que vivem. E isso já é uma das coisas que me preocupam.

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Não dá mais para ficar só na reclamação a esmo sem o mínimo de esforço para discutir ideias.
Condição de vida… Massa ignorante… Sem acesso a educação… Não seria melhor falar sobre POBREZA?
A questão é que naturalmente somos pobres, condição que atravessa gerações.
Simplificando, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres por uma ou mais das seguintes razões:
– não podem ou não sabem produzir muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros;
– podem e sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de fazer isso; ou
– voluntariamente optam por ser pobres.

Agora, porque existe riqueza, nações ricas e como conseguiram escapar do destino de escassez?
O que pesquisei é que em sua totalidade são livres e capitalistas.
Quase todos os dias, aqui no Centro de Sampa na hora do rango, vemos protestos reivindicando mais privilégios estatais, nenhum protesto por emprego. Todos os movimentos populares correm contra a defesa da sua própria liberdade e exigem mais tutela, a mão mágica benevolente do estado, mesmo comprovando sua ineficiente.

Só com trabalho produtivo podemos prosperar, e é a garantia desse trabalho que devemos cobrar do estado.

Este tal “MEDO” está mais para um sentimento de culpa, um ressentimento ou preguiça mental, soltar alguns bordões e classificar pessoas como vítimas da sociedade para sentir-se como alguém de opinião forte. Isso só estimula ainda mais coitadismo e vitimização!

Acredito que só o pensamento Liberal, com a defesa das liberdades individuais, o cumprimento das leis e a livre iniciativa e associação pode reduzir esse “medo” e dar condição as pessoas de “buscar” a tal da FELICIDADE que queira em sua própria vida.

Vale lembrar: o que te faz feliz pode não ter qualquer valor para outra pessoa.

… O anonimato que a internet nos permite hoje em dia.
originou uma proliferação dos pensamentos mais absurdos que poderíamos imaginar. Não que o homem de hoje seja
diferente do que sempre foi, absolutamente; a diferença básica é que hoje ele pode externalizar seus desejos e
opiniões mais profundos de uma forma aberta, apoiando-se em princípios tão “valorizados” como a livre expressão e a
democracia. Com base nisso, esse mesmo homem moderno abomina opiniões contrárias ou tradicionais, julgando-as
preconceituosas, antiquadas ou, como gostam de dizer hoje em dia, fascistas (mesmo sem entender o que o termo quer
dizer).

Não vejo nada de “moderno” nesse tal “homem” ai, continuamos brigando pelas mesmas coisas, mas hoje a exposição é maior porque foi registrado em imagem e/ou áudio, e se espalha rapidamente para vislumbre da curiosidade alheia.
A liberdade da internet é fantástica, e as tentativas de controle são sempre com proibitivas, mas a internet é só um meio novo. Mentiras e embustes não são novidades da internet, nem a estupidez humana, agora é somente mais é explícita!

Provas essa estupidez:

* Pesquise os vídeos com maiores views do youtube, aposto que todos os documentários interessantes (milhares deles!) estão no fim da lista, Já no topo vai encontrar o clipe gangnam style, bebê que ri de papel rasgado, cachorro/gato fazendo alguma graça e cenas de violência.

* Quer outro teste prático? Quantas mensagens úteis ou interessantes você recebeu no Whatsapp desde a instalação?

* Compartilhe um texto com mais de 3 parágrafos sem imagens com um título que não seja de alguma teoria da conspiração ou novo alimento que cura o câncer ou sobre auxílio reclusão ou qualquer tipo de assunto polêmico sem fundamento… Um HOAX, e veja se repercute.

* Conte nos dedos pessoas que não buscam “somente” entretenimento da internet.

O panis et circense não é novidade, Aldous Huxley e George Orwell já retrataram esses mecanismos de controle de massa a 6 décadas atrás. Porque então imaginar que a internet deve ser um recinto de opiniões/discussões sérias e que os responsáveis devem zelar por valores nobres?

Evgeny Morozov, colunista da folha, trata do assunto com menos paixão e mais razão, fala sempre de cyber-utopia como ideia de que a internet favorece os oprimidos e não os opressores.

Já a acusação de fascista faz parte da tática do oponente moralmente desonesto ou estúpido de encerrar um debate.
Sobre isso tem vários artigos excelentes!

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/sem-categoria/o-uso-indiscriminado-do-termo-fascista/

http://oglobo.globo.com/opiniao/quando-chamar-alguem-de-fascista-11926708

http://oglobo.globo.com/opiniao/imperialistas-arianos-racistas-11905014

…O abismo social criado entre as duas camadas da sociedade descritas no primeiro parágrafo, resultando principalmente do controle da inflação e do crescimento econômico moderado, além obviamente dos programas sociais dos últimos governos…

“It’s the economy, stupid!”
Tô fora, contribuo com links:
http://www.institutoliberal.org.br/blog
http://mises.org.br/

… acabou por favorecer também o crescimento de um sentimento nazista nessa nova classe média. E isso é o que
mais me preocupa.
Fico assustado com as opiniões de pessoas do meu ciclo social a respeito da situação do nosso país e das soluções de
problemas que muitos deles enxergam. Vou mais longe. Na minha visão, essas pessoas que deveriam ser, por razões
óbvias, as mais sensatas e as mais preparadas, acabam por mostrar as piores projeções de futuro que eu gostaria de
ver.

Está assustado com opiniões… Quais opiniões?
Mais uma vez, ser classe média não garante sabedoria, nem escola boa, salário bom, graduação, MBA… #sqn!

Assustado porque divergem da sua, mas o mundo é maior do que seu reflexo!

Talvez esteja na hora de procurar um novo “CÍRCULO SOCIAL”. Não há melhor lugar para achar pessoas a fim de debater ideias do que a própria internet, infinidade de grupos de discussão. Gente que sempre procura falar em ideias, aberta a críticas e com diferentes olhares do mundo, o principal benefício da internet é justamente acabar com a barreira geográfica!

Estou englobando nessa minha observação geral pessoas de até 40 anos que hoje possuem empregos estáveis e uma boa remuneração que lhes permite ter uma vida extremamente boa, regada a luxos que alguns de seus pais não puderem lhes dar, como carros importados, casa própria e viagens ao exterior. São “jovens” que, como gostam de dizer também, conseguiram chegar lá, através do acesso a educação de qualidade, condições sociais favoráveis e, claro, aos seus próprios esforços. Eu me incluo nesse grupo. Não vou nem mencionar os jovens filhos adolescentes dessas pessoas (isso daria um outro texto ainda mais extenso) que, como seus pais, compartilham das mesmas opiniões. A questão é que essas pessoas criaram um sentimento de que estão acima de tudo e de todos. Desenvolveram dentro de si um sentimento que Hitler levou anos a colocar dentro dos corações alemães durante o terceiro Reich. Porra, Zuza, agora você pegou pesado!

Reduzir todo o contexto em comparação a Hitler é um velho truque, mais uma falácia meu amigo! (Reductio ad Hitlerum)

Você anda vendo muitos vídeos da Marilena Chauí metendo o pau na classe média! Precisa de um choque de realidade, parar com essa mania da luta de classes!
O sentimento é de indignação com políticas que desestimulam o trabalho honesto, mas não de ódio!
A classe média não é culpada do abismo social, é essa a ineficiência da maioria das políticas assistencialistas, de redistribuição de renda e das muitas regulações inúteis dos que geram emprego.
Ganância dos empregadores e o capitalismo opressor são sempre os culpados, os meios nunca são debatido na atual política e assim perpetua o pobre na pobreza.

Pior que essa visão vem justamente de quem usufrui do capitalismo com viagens internacionais, carros importados, casa própria e emprego! A verdadeira Esquerda Festiva, citando Consta… a Esquerda Caviar!

O motor, que gera riqueza e empregos, produz bens e serviços, que mantém as engrenagens em harmonia. Essa é a realidade que você tanto abomina e que vive sendo golpeada pelo estado. E sua visão de si mesmo é comparar-se com a escória da humanidade… Foi pesado mesmo!!!

Não adianta redistribuir o que não se produz, é preciso gerar riqueza, valorizar a educação, dar liberdade ao mercado, estimular a produtividade e a competitividade, e automaticamente a distribuição será feita!

Quando as instituições estão falidas não há alternativa senão substitui-la, mas se não há justiça nem polícia não há punição nem crime!
Antes da acusação, esclareço que não compartilho com a ideia, mas compreendo, como a jornalista Rachel Sherazade, quem aceita a alternativa.

Pronto, pode me acusar de fascista!

Há uma bipolarização das opiniões agora extremamente preocupante pois, quando não se há um moderador nessas
discussões, as soluções adotadas são as piores possíveis. Não há consenso quando se trata de duas opiniões
totalmente divergentes e radicais.
Atualmente, o governo tornou-se inimigo número 1 da classe média. E quem apoia o governo também. E é aí que mora o
problema.
O beneficiário do Bolsa Família é a escória da humanidade. A empregada doméstica com direitos adquiridos é a
usurpadora. Os haitianos que chegaram em São Paulo são os miseráveis que merecem ser deportados. E aí a coisa vai se
desenrolando e começa a atingir níveis diferentes que já nem fazem mais sentido, mas que seguem o mesmo padrão de
raciocínio. Como o jovem adolescente que não usa roupas de marcas importadas e deve sofrer bullying. Como os
funkeiros que devem morrer por ouvir uma música (?) de tão baixa qualidade. Como o eleitor que vota no PT e deve ser
xingado. Como o Luan Santana que não merece cantar para o Papa ou na Fórmula 1 porque é um cantor “sertanejo”. Como
o nordestino que deve voltar para a terra natal e abandonar São Paulo porque ele não nasceu aqui e é feio. E assim
vai.

Está ficando um verdadeiro abuso de falácias esse texto! (Argumentum ad hominem, Espantalho)
Você colocou tudo no mesmo saco, deturpando o argumento!
Criou um espantalho de quem critica políticas assistencialistas ineficientes e leis estúpidas (que geram desemprego e só contribui com a inclusão de mais pessoas na informalidade), colocando em pé de igualdade com pessoas preconceituosas, racistas e elitistas.

Eu sinceramente acho que as pessoas com esse tipo de opinião não fazem ideia do que é o nosso país. Não fazem ideia
de como nossa sociedade é composta. E também nunca ouviram falar em sociologia ou antropologia. Vivem em um mundo coberto por uma redoma de vidro e nunca procuraram estudar o porquê de sermos assim. São os “Caco Antibes” da vida real.
Defender a meritocracia, a redução da maioridade penal, a liberação do porte de arma de fogo, o aborto ou a pena de
morte em um país como o nosso é assinar um atestado de burrice imenso. Acreditar que somos um país preparado para o futuro é de uma ingenuidade tremenda. Achar que tirar o PT do poder do país, depois de 12 anos, é o início da
solução dos nossos problemas é como tomar aspirina para tentar curar um câncer.
A doença está dentro de nossas próprias casas.

Caramba isso sim é desilusão!
Cadê o espírito de fim de ano dos seus posts, aquela mensagem de renovação como a de 21/12/2013?
Olha só:
“Enfim, nossa vida não pára nunca e passamos cada dia mais a buscar novidades para não viver na monotonia. E é isso que eu desejo para todos vocês, meus amigos de sempre. Desejo que todos estejamos sempre nos reinventando, buscando o novo, experimentando, fracassando (por que não?) e aprendendo novas lições. Reclamem menos e façam mais, mudem mais. O mundo precisa disso.”

Sobre o desabafo vou ignorar por enquanto, me causou uma gastrite… mas o mesmo será retomado futuramente aqui mesmo!

 

FUI!

Mathias