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exercicio proibido

Controle de músculos já!

 

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“matou tia com golpe de jiu-jítsu”

É estarrecedor que ainda, em pleno século 21, não há sequer um único controle sobre o desenvolvimento corporal da “população”

Hoje qualquer um pode transformar seu corpo em uma “arma letal” colocando em risco toda a “sociedade”.

Já passou da hora dos nossos “governantes” – esses seres benevolentes e oniscientes – tomarem alguma atitude!

É necessário mais regulamentações, garantindo que apenas o cidadão em plena capacidade psiquiátrica(1), equilíbrio emocional(2), sem histórico de violência(3) e desenvolvimento psicológico(4) possa desenvolver massa corpórea e técnicas de luta que lhe permita usar seu próprio corpo contra os mais fracos!

Também é imprescindível que os instrutores sejam regulamentados(1), profissionalizados(2) e controlados(3)!

Devem cumprir obrigações burocráticas(1) para exercer esta profissão, reciclagem periódica(2), renovação de licenças(3), criar entidades de classe(4) como conselhos(5) e tudo mais que esteja ao alcance do “estado” – essa abstração fantástica que sempre toma providência para resolver problemas que ela mesmo cria.

Por fim, devemos proibir o exercício autônomo das pessoas, a falta de controle só faz crescer casos como o ocorrido no noticiário.

Qual o objetivo de alguém que queira desenvolver seus músculos e adquirir técnicas de luta senão coagir e intimidar outras pessoas?

Vamos esperar até quando? Quantas vítimas serão necessárias?

Só assim poderemos conviver em sociedade sem ameaças, onde impera a força bruta contra uma minoria excluída e que foge dos padrões de força muscular elevada, imposto pela sociedade de culto e objetificação (Urgh!) do corpo!

E mais! … Onde fica o direito das minorias que tem dificuldade de obter crescimento muscular adequado? E os que não tem acesso aos aparelhos para desenvolver seus músculos?

É evidente a influência da indústria dos músculos nos bastidores do congresso fazendo lobby com a bancada da maromba a fim de obter apenas lucros, ignorando o bem-estar da sociedade!

Somente aqueles que apoiam casos como o ocorrido e que não ligam para as minorias defendem que as coisas continuem assim.

Sim, precisamos problematizar!

Fui!

Mathias

PS: Se até aqui você não compreendeu o texto sugiro procurar os termos “Ironia” e “Sarcasmo” no dicionário

Sobre privatizações

Publicado: 8 de março de 2015 por Kzuza em liberalismo, Política
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Eu fiz a promessa, e agora estou cumprindo.

Um amigo meu, esquerdista convicto (pero no mucho), colocou a seguinte postagem no Facebook essa semana:

1504961_783136078423328_7525420481368871738_nObviamente, uma boa piada, mas típica de quem está mais preocupado em espalhar a provocação por aí do que propriamente em discutir a fundo o problema.

Eu poderia resumir o meu texto com a resposta que um outro amigo dele deixou por lá:

Falta privatizar a Anatel; desregular o mercado; isentar o mercado, para que haja uma enxurrada de empresas pequenas. Isso por si só é um temor para a aristocracia corporativista. A livre concorrência não funciona com a intervenção do estado; por que vira corporativismo o que favorece só os mais ricos.

Corrupção só é ruim para mim se for com o meu dinheiro (dinheiro público), se não for, não é de meu interesse. Corrupção em empresas (públicas e privadas) só favorece o aumento de preço, vide Petrobras – nesse caso o governo vem com nosso dinheiro e cobre o rombo; no caso de uma empresa privada é falência. Em um mercado de livre concorrência o aumento de preço é punido, pois há alguém que oferece o mesmo serviço por um preço menor; sendo sua obrigação procurar a relação custo-beneficio. As empresas pequenas tem o trabalho artesanal, tem uma estrutura menor e por atender consumidores da região podem cobrar um preço menor; o custo de produção é menor.

O negócio é quebrar o monopólio de poder do Estado, que favorece os grandes corporativistas. E deixar que ocorra uma enxurrada de empresas no mercado. Os ricos vão tremer!!!!

OBS: O mercado por si não permite o monopólio e o enriquecimento por uma elevação desmedida do lucro; veja o mercado de artesanato que nunca foi, e jamais será regulado no Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=cmyPDjJ4l7o

O grande problema da liberdade econômica, ao meu ver, é conciliar tudo à sustentabilidade. Mas você sempre terá liberdade de escrever livros, distribuir panfletos, escrever no Facebook, pregar na esquina de casa, enfim, organizar boicotes contra certos setores do mercado. Mas nunca tirar a liberdade de um homem de produzir, consumir, e boicotar o que quiser.

Tirar a liberdade de todos é dar o monopólio a alguns.

Mas vou preferir escrever um pouquinho mais sobre o assunto.

Em primeiro lugar, a privatização SIM incorre em melhores serviços prestados, invariavelmente. Só não enxerga quem não quer. Isso não quer dizer, necessariamente, que ela por si só incorra em serviços excelentes. É o caso das telecomunicações, exemplo citado na piadinha. Mas eu duvido alguém mencionar um único serviço que tenha piorado após a privatização. Meu próprio amigo reconhece:

O princípio de gerar concorrência no liberalismo eu acho interessante. Pensar que isso motivaria produtos de melhor qualidade e com preços competitivos faz muito sentido. Mas não consigo ver isso muito na prática. Vejo uma espécie de nivelamento, sempre por baixo, dos serviços (vide os planos de saúde, por exemplo) e só.

Sim, claro que o serviço é nivelado por baixo quando o mercado não é livre, e sim regulado pelo Estado. Quando há regulação, como por exemplo através de todas as agências criadas pelo governo (ANATEL, ANAC, ANVISA, etc.), é exatamente isso que acontece. Isso porque esses órgãos não estão aí para proteger os consumidores e exigir melhores serviços, como foi vendido para você. Eles simplesmente protegem as empresas, pois são elas que financiam as campanhas dos governantes. São elas que fazem lobby. Você pode ler bastante sobre isso aqui e aqui.

Em segundo lugar, ao tirar do Estado a administração de empresas cujo serviços não sejam essenciais para a população é o primeiro passo para a redução da corrupção. Sem atuação governamental, sem ladrões metendo a mão no meu dinheiro. Simples assim.

Mas meu amigo também fez um comentário infeliz na discussão gerada pelo post:

Mas temos um caso, descoberto, de evasão de divisas através de um órgão privado [HSBC]. Isso deixou de gerar impostos para o Estado e não deixa de ser corrupção.

Em outras palavras, mesmo que o Estado não esteja no controle de “x” ou “y” empresas, a corrupção não vai acabar. Esse é um problema crônico e que gera um puta debate!

Ninguém em sã consciência é capaz de defender o fim total da corrupção como possível. Isso é utopia. Estamos discutindo aqui maneiras de se reduzir isso, através da eliminação da possibilidade de corrupção (retirada do Estado da administração de serviços não vitais) ou através do desestímulo à mesma (mercados mais livres, novas possibilidades de investimento, facilidade de empreendedorismo, etc.). Usar o caso do HSBC, nessa discussão, é a famosa técnica do espantalho.

Enfim, desafio alguém aqui a apontar um caso onde o Estado é capaz de administrar um serviço melhor do que a iniciativa privada, livre das amarras impostas pelo governo.

Acabei de ler um texto do empresário João Luiz Mauad publicado no O Globo em Julho de 2013, onde ele explica porque o Passe Livre não é direito. Eu particularmente sou fã dos textos do João, também sempre publicados no site do Instituto Liberal. Ele tem uma clareza de raciocínio que pouca gente nesse mundo tem.

Mas as lições que o texto deixa nem tanto dizem respeito ao Passe Livre somente, mas sim abrem uma discussão muito mais profunda acerca do que acreditamos ser nossos direitos. Infelizmente, a mentalidade geral instaurada na nossa sociedade brasileira é a de que temos cada vez mais direitos, e cada vez menos obrigações. Há uma confusão mental que atormenta os cidadãos comuns, em sua maioria: NÃO CONFIO EM POLÍTICOS versus O ESTADO DEVERIA FAZER MAIS POR NÓS.

Vamos a alguns trechos importantes do texto:

[…] o exercício de um direito legítimo não pode requerer que outros sejam forçados a agir para garanti-lo, mas somente que se abstenham de interferir para cessá-lo.

O meu direito de ir e vir não exige que os demais me forneçam o transporte, mas, pura e simplesmente, que não impeçam o meu deslocamento. O meu direito à vida não requer que ninguém a mantenha – além de mim mesmo, com os recursos do meu próprio trabalho -, mas apenas que os demais não atentem contra ela.

Isso é uma coisa que muita gente não concorda, simplesmente pelo fato de não entender. Mas o autor explica na sequência:

Assim como transporte não é um direito, também não o são coisas como moradia, alimentação, emprego, assistência médica, lazer e outras que impliquem ações positivas de terceiros para satisfazê-las. Muita gente, por conta da importância desses bens e serviços para qualquer indivíduo, passou a considerá-los direitos essenciais da pessoa humana . Entretanto, o seu fornecimento necessita dos esforços e capitais de terceiros, e nenhum código de ética que se preze será capaz de dar fundamento moral ao fato de que alguém possa beneficiar-se compulsoriamente do trabalho, do capital, do talento ou da energia dos outros, a troco de nada, ainda que leis nesse sentido sejam impostas pela maioria. O altruísmo é uma virtude desejável em qualquer sociedade, mas não existe caridade com o chapéu alheio.

O primeiro argumento que está na ponta da língua de muita gente é: Mas eu pago impostos, então deveria ter direito a isso tudo! Eu não sei em que momento da vida alguém inseriu nas nossas mentes esse conceito, mas ele é extremamente danoso. Veja só a armadilha enorme que caímos com essa linha de raciocínio: a partir do momento em que eu considero esse argumento como verdade, estarei sempre exigindo que o meu dinheiro confiscado pelo Estado (sim, confisco, porque ninguém paga impostos de boa vontade) seja utilizado por ele da melhor maneira possível. Vou sempre clamar por serviços públicos de primeira qualidade e que nunca faltem recursos para nada. Ou seja, mesmo não confiando em políticos, mesmo sabendo da incapacidade que o Estado tem de gerir serviços públicos, eu continuo apostando minhas fichas nele. Seja no partido A ou no partido B, no vermelho ou no azul, estamos sempre esperando que eles resolvam as coisas com o dinheiro que pegam de nós.

E se alguém lhe propusesse o contrário? E se alguém parasse de tomar o seu dinheiro de você e dissesse: se vira! Será que isso seria bem aceito por você? Como assim eu terei que pagar para ter acesso a saúde, educação e transporte? Oras, mas não é justamente isso que você já faz hoje?

Poxa, Zuza, mas então você não acha que o Estado é necessário? Você é um anarquista? Não, não é bem assim. Eu prefiro a definição do Mauad:

A existência do Estado só se justifica como resultado da delegação de poderes pelos cidadãos. Como só podemos transferir poderes de que dispomos e como só é lícito o uso da força em legítima defesa, os poderes legítimos do Estado estariam restritos à defesa da nossa integridade física, liberdade e propriedades.

Isso é brilhante! Em uma democracia, como essa na qual vivemos, nós é que escolhemos nossos representantes. Como eles são representantes, eles devem ter apenas os poderes que nós temos. Isso não faz sentido para você? Por qual motivo você acredita que o Estado deva ter um poder supremo? Realmente você acredita que alguém é capaz de entender todas as necessidades e desejos de todos, tratando-lhes como iguais?


Enfim, escrevi esse texto meio como um desabafo. Estou cansado de ver discussões por aí sobre a atual situação política brasileira. Há uma polarização entre PT e PSDB que está fugindo do bom senso. As pessoas discutem sobre “ah, mas o A é pior que B”. Elas vibram com escapadas e presepadas do partido adversário. Casos de insucesso do partido adversário são comemorados e usados como justificativa pelos casos de insucesso do seu partido preferido.

“A mídia golpista”. “A BLOSTA”. “Queremos o impeachment”. “O impeachment não resolve nada porque quem assume é o Michel Temer e não o Aécio”. “O Alckmin deixou o estado de SP sem água”. “A Dilma mentiu nas eleições”. “O preço da gasolina subiu por causa da Dilma”. “FHC foi pior que Lula”.

Para mim são todas discussões vazias que levam somente a um destino: o clamor por um salvador da pátria. Seja ele social democrata, seja ele petista (ou pior, em último caso, como querem alguns amigos que certamente não sabem o que dizem, uma socialista).

Paremos com a discussão partidária atual, que somente nos leva para a esquerda. Isso não acarretará mudanças profundas, que é justamente o que precisamos. Passemos a discutir o modelo, então assim conseguiremos andar em direção a um futuro significativamente melhor, mais justo e mais livre. Fica a dica.

Hoje li um texto interessantíssimo publicado na página do Pragmatismo Político, intitulado: Onde está o Estado?

Vou dar uma pausa para você ler o texto. Posso apostar como a maioria esmagadora de vocês que estão lendo acredita que o texto diz somente verdades. O discurso é realmente bonito e contundente. Todos nós aprendemos, desde a mais tenra idade, a confiar no modelo proposto pelo autor: eu pago meus impostos regularmente, e em troca recebo serviços do governo. Se os serviços recebidos não são de qualidade, há apenas duas razões: ou não há verba (investimentos) suficientes, ou estão desviando o dinheiro que eu pago para outras coisas (corrupção).

Em linhas gerais, o texto defende apenas a primeira razão: não há dinheiro suficiente para oferecer serviços de qualidade. Mesmo assim, o Estado é benevolente (adorei essa palavra usada pelo autor!) com os seus cidadãos.

Acredito que vocês, em sua maioria, já começaram a entender onde eu vou chegar. Quer dizer então que, mesmo com o fim da corrupção, não haveria dinheiro suficiente para bons serviços?

Bem, na minha compreensão, a incoerência do texto vai muito, mas muuuuuuito mais longe. Resumidamente, achei o texto de uma desonestidade moral absurda! Uma afronta à minha inteligência e capacidade de pensar. É uma vergonha alguém propagar isso como verdade. Então, decidi colocar só alguns pontos abaixo explicando isso. Se você concorda comigo, então parabéns, você consegue ser mais esperto que mais da metade da população desse país que ainda cai nesse conto do vigário. E olha que isso nem é falta de modéstia minha.

O Brasil é um país que oferece um sistema de saúde universal, desde a Constituição de 1988. O resultado disso pode ser observado nas taxas de mortalidade infantil e na ampliação da expectativa de vida desde então. Somos exemplo de vacinação e combate a doenças. Graças à ação do Estado a esquistossomose, a cólera e a leptospirose não são epidemias.

Sério mesmo, amiguinho? Vamos colocar na conta do Estado os avanços da medicina e da farmacologia? Isso é de uma desonestidade tamanha! O incentivo à pesquisa científica no Brasil, como bem sabemos, é pífio. O atendimento hospitalar público, idem. Justificar a redução da mortalidade infantil e a ampliação da expectativa de vida às boas ações de um estado benevolente, somente, é distorcer os fatos.

A carga tributária brasileira gira em torno de 36%. O PIB de 2014 deve fechar em, aproximadamente, R$ 5,155 trilhões. Isso significa que a renda per capita é de R$ 25.389,00. Nessa medida, cada brasileiro paga, em média, R$ 761,00 em impostos por mês para atender uma série de garantias legais e de reclamos sociais. Embora seja possível aprimorar a eficiência e reduzir o desperdício, para quem sabe fazer conta, salta aos olhos o óbvio: é um recurso escasso para tudo o que exigimos dos governos.

Mais uma tentativa de embuste. Primeiro: exigimos quem, cara pálida? Segundo: olhe bem atentamente os números. O que o nosso amigo fez foi chegar a um valor de R$ 761 por habitante do nosso país. Sim, por habitante. Isso quer dizer que incluímos aí nossos aproximadamente 28 milhões de crianças de até 9 anos e nossos mais de 26 milhões de idosos acima dos 60 anos (segundo PNAD de 2013). Ou seja, se você acha isso pouco, faça as contas melhor. Se você é casado e tem um filho, sua família desembolsa por mês R$ 2.283,00. Se você ainda acha isso pouco, realmente você deve ser rico demais. O que não é bem o retrato do nosso país, como nossos autores relatam a seguir.

Outro jargão de senso comum é que se não fosse a corrupção, os serviços públicos seriam melhores. De acordo com a Fiesp, o País perde R$ 100 bilhões em corrupção. Ainda que esse dado não seja preciso e nem desprezível, representa apenas 1,9% do PIB. Faz falta, mas não resolve.

Em linha semelhante, o discurso de senso comum alega que os impostos servem para pagar os salários dos parlamentares. Não cabe defender o patrimonialismo e a exuberância do Congresso, de todo modo, o custo do parlamento brasileiro é de 0,19% do PIB. Já todos os funcionários dos 39 ministérios custam 1,2% do PIB.

Bem, agora a coisa começou a ficar realmente séria. Quer dizer que R$ 100 bilhões por ano (informação não contida no texto) não resolvem? Sigamos então a mesma estratégia inicial dos autores. Esse valor dá uma bagatela de R$500 per capita. Caso ainda seja pouco, vamos pegar também o custo dos funcionários dos 39 (trinta e nove, meu amigo!!!) ministérios, que segundo os autores é de 1,2% do PIB, ou algo cerca de R$ 62 bilhões. Daria mais R$310 per capita. Se formos mesmo seguir a lógica dos nossos mestres autores do texto, esse valor gasto para não produzir nada nos renderia R$ 810 por ano, ou R$67,50 por mês para cada indivíduo. Minha pergunta: para uma família como a citada no exemplo anterior, de 3 indivíduos, você sinceramente acha que R$ 200 mensais são pouco dinheiro, a ponto deles simplesmente poderem jogar no lixo?

As comparações corriqueiras com outros países também ignoram os dados. Na Noruega, por exemplo, a renda per capita é de US$ 100.818,00 e a carga tributária de 44%. Dessa maneira, cada cidadão contribui, em média, com R$ 8.800,00 mensais ao Estado. Ou seja, onze vezes mais do que o brasileiro. É lógico e racional que seus serviços públicos sejam onze vezes melhores do que os nossos.

O pior é que, além de tudo, tenho a impressão de que os caras fugiram das aulas de matemática. Se a carga tributária norueguesa é de 44% e a nossa é de 36%, quer dizer que eles pagam 8% a mais de impostos, e não 1100% a mais, como os autores querem lhe enganar. Eles estão apenas comparando o valor líquido per capita entre os países, sem considerar o valor proporcional com a renda média. Isso é outra tentativa de embuste, fique esperto!

Já nos Estados Unidos a carga tributária está em torno de 27%. Naquele país, entretanto, não há sistema de saúde pública, não há ensino superior gratuito e nem sistema de aposentadoria e pensões pelo Estado. O cidadão estadunidense que não possui seus serviços privados está à margem.

Cabe aqui uma reflexão de até que ponto essa comparação foi séria. Você sinceramente acha que, por não serem gratuitos, os serviços de saúde e de ensino superior americanos são piores do que os brasileiros? Os autores caíram, nesse ponto, em uma contradição tremenda. Eles estão dizendo que realmente o Estado é o pior fornecedor desses tipos de serviço, e que nós não precisamos dele, pois na esfera privada os recursos são muito melhores utilizados. Você acha que, mesmo pagando por esses serviços, a vida dos pobres americanos é pior do que a nossa? Vale uma reflexão.

Quando se tem em conta que metade dos brasileiros recebe até R$ 1.095,00 mensais, logo se conclui que milhões de pessoas não teriam acesso algum à saúde e à educação não fosse o Estado.

Talvez se pegássemos mais aqueles R$ 761 mensais que pagamos de imposto por mês, mais os R$ 67,50 que jogamos no lixo, as coisas não fossem bem assim, não é mesmo?

Cabe observar que a estrutura tributária brasileira está centrada no consumo e na folha de salários, juntas essas rubricas respondem por 76,26% da arrecadação. Já os impostos sobre propriedade perfazem 3,85% do total.

Mais uma informação perigosa. Quer dizer que centramos a nossa tributação no consumo? Isso só afeta quem é mais pobre, não é mesmo? Li um texto hoje muito bom a respeito de quanto isso é danoso para a população mais pobre, com exemplos muito fáceis de entender.

Convém constatar também que há segmentos da sociedade brasileira que têm índices de desenvolvimento humano equivalentes ao norueguês e não precisam da saúde pública e da educação pública, muito embora usufruam dessas nas cirurgias de alta complexidade, nos transplantes, no ensino superior e nas bolsas de pós-graduação.

Opa, momento de pane cerebral! Quer dizer então que os mais abastados devem pagar os impostos, mas não utilizar os serviços que o tal Estado deveria (segundo os autores) prover? Ficou muito nebuloso isso.

Esse tema abarca ainda a justiça social, cuja participação do Estado nos países que lideram os índices de desenvolvimento humano é equivalente à brasileira ou superior. Corrupção, parlamento e ministérios juntos representam 3,29% do PIB. Esse recurso seria suficiente para melhorar substancialmente os serviços públicos?

Acho que eu já respondi à sua pergunta inicialmente, mas repito: esse valor não deveria ser utilizado para cobrir serviços públicos, pois o Estado se mostra extremamente incompetente ao gerir os seus recursos e prover serviços de qualidade. Esse recurso é do cidadão, que é justamente quem deveria decidir onde aplicar esse dinheiro conforme sua necessidade e vontade.

Os dados são claros e mostram que a elite brasileira contribui menos em termos tributários do que seus congêneres na maioria dos países do mundo. Ainda assim, querem reduzir o Estado. Quem vai corrigir as distorções históricas de 388 anos de escravidão que viabilizou o enriquecimento da elite brasileira? Como as raízes patriarcais serão extirpadas? A quem interessa um Estado menor?

A cereja do bolo é finalizar o texto com a declaração vitimista padrão da esquerda. A lógica é a mesma que achar que a menina Isabela Nardoni mereceu morrer mesmo, pois seus pais eram assassinos (copiei essa do excelente Fernando Holiday). Ou então obrigar os filhos de estupradores a prestarem serviços comunitários pelos crimes cometidos por seus pais.

Mas vou me ater à pergunta final: A quem interessa um Estado menor? Eu respondo: a todos nós, inclusive aos mais pobres. Digo isso porque o Estado utiliza-se justamente desses argumentos expostos no texto, como se fosse o paizão, o todo poderoso protetor dos pobres, justamente para mantê-los na mesma situação na qual sempre estiveram. Tentam fazer você acreditar que a culpa é do seu patrão, ou do homem branco, ou dos endinheirados, sem que você perceba que essa é justamente a personificação dele mesmo, o Estado. São justamente esses argumentos que fazem com que o Estado consiga agigantar-se cada vez mais e estender seus tentáculos a todos os aspectos da vida do cidadão, tirando dele o seu principal valor: a liberdade. Ao julgar-se benfeitor e zelador da saúde, educação e segurança da sociedade, o governo julga-se também apto a atuar em todos os demais aspectos. Como se ao menos nesses 3 fatores ele conseguisse ter sucesso…

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Eu não tenho problema com rótulos, substituo facilmente como já o fiz quando tinha meus vinte e tantos anos.

“Quem nunca foi socialista até os 20 anos, não tem coração… quem continua após os 30 anos não tem Cérebro!”

“Simpatizar” com o PSOL me permite afirmar um marxismo orgânico, mesmo aos que não aceitam o rótulo, mesmo dando como desculpa “não querer se limitar”. Só não aceita o rótulo de socialista quem não lê os projetos de governo do PSOL, por constrangimento ou porque reside em Marte!

Uma discussão saudável iniciada no facebookjá comentada aqui no blog pelo Zuza, com alguns argumentos confirmam novamente a posição filosófica igualitária e coletivista que me referi logo nos primeiros comentários lá no facebook, onde abordei as origens e fiz referência a Escola de Frankfurt e a Revolução Cultural Marxista (e nem citei Gramsci!) depois de uma citação de Adorno e Horkheimer, mas a reação é o questionamento do meu conhecimento sobre tema, uma acusação de pedantismo.

Sou um curioso, limitado, medíocre e sem vaidade de certificados. Acredito que a leitura permite conhecimento sem “experimentações concretas”, mas a leitura não deixa de ser uma experimentação!

Tudo bem…

“enquanto ser humano” alguém com vastíssimos 20 e tantos anos deve continuar dando preferência aos elementos “enquanto experiência prática da vida”

… seja lá o que isso significa.

Concordo quando diz que “milhões de crianças passam fome nesse mundo enquanto discutimos”.

Mas é pretensão achar que só a trupe de sonhadores da esquerda “tem legitimidade nas lutas por um mundo mais justo” e que “historicamente se coloca a favor das massas”, como se apenas a esquerda se preocupe com os pobres. Acha que a esquerda detém o monopólio das virtudes, da caridade, que vive a luta de fazer um “mundo melhor”, enquanto os liberais capitalistas ou os conservadores de direita não ligam para os pobres, que querem mantê-los na pobreza, os monstros individualistas, gananciosos, que só pensam em lucro e dar rasteira nos flagelados.

Ahhh tenha dó!!

O pensamento contraposto ao capitalismo nasceu da cabeça de um intelectual (o filhote do barbudo citado em um das respostas), visto ainda hoje como um homem exemplar, humano, o pai dos pobres. Os livros de prateleira universitária relatam como a morte do seu filho abalou profundamente seu coração e mente, mas perdurou por décadas a omissão sobre um outro filho que matou simbolicamente, Henry Frederick Demuth, filho de Marx com a empregada doméstica, e não se conhece algum lamento escrito de sua autoria.

“É fácil amar a Humanidade, difícil é amar o próximo” diz o ditado.

Toda a discussão baseia-se somente em boas intenções, justamente para não debater quais os meios ajudariam, de fato, os mais pobres a sair da pobreza.

O marxismo não é, então, uma ideologia sobre meios de produção ou organização social, mas uma seita religiosa que concede de imediato o status de sensível abnegado ao membro.

Querem os pobres mais ricos, e ponto! Como fazer isso?

Criticando o livre mercado e o lucro, enquanto na prática foram sempre o livre mercado e o lucro que possibilitaram o enriquecimento das sociedades capitalistas. Somente usar termos abstratos como justiça, sociedade, estado e partido não resolve. Onde foi que a simples distribuição de riqueza melhorou de fato a vida dos mais pobres de forma sustentável? Qual modelo podem oferecer como exemplo disso?

“A desigualdade material é indissociável da liberdade individual.”

Somos diferentes em muitas coisas, em nossas vocações, dons, habilidades, sorte, mérito, etc.

Se pegarmos um milhão de reais e distribuirmos igualmente entre mil pessoas numa comunidade, em poucos meses haverá gente com muito mais dinheiro do que os outros. única forma de preservar a igualdade é abolindo de vez a liberdade, impedindo as trocas voluntárias.

O mercado se dá pela liberdade dos agentes em realizarem trocas voluntárias, e o único equilíbrio deve ser a lei da oferta e da procura. O capitalismo nasceu espontaneamente no mundo é um sistema econômico e não uma teoria, somente foi reunido por Adam Smith.

A esquerda ignora tudo isso, a esquerda não entende de economia, foca em distribuir riqueza, em promover justiça social com mágica ou simplesmente pura vontade, como se não houvesse escassez de recursos, demandas, valor subjetivo, preço, etc… como se bastasse o benevolente estado distribuir recursos para todos, definir o salário ideal de todos e voilá!

É preciso entender os conceitos da Economia ou ignora-lo! Quem não sabe, é vítima de desconhecimento. Quem sabe e mesmo assim insiste na falácia, não tem honestidade intelectual.

O índice de Liberdade Econômica, calculado pelo Heritage Foundation, mostra os países com economias mais abertas e livres, com regras do jogo mais estáveis e conhecidas, e há também enorme correlação entre a liberdade econômica e a queda da corrupção. 


Referências a CUBA como grande promotor de justiça e como modelo de organização social só me permite concluir ignorância ou desonestidade intelectual sobre a ilha e sobre as demais tentativas da experiência socialista/comunista pelo mundo.

Exalta a excelente qualidade de educação da Ilha, mas omite que Cuba já detinha um posto de destaque no Governo de Fulgencio Batista, antes da Revolução, e ignora que Cuba não participa dos exames internacionais de avaliação de educação como o Pisa, da OCDE, que avalia conceitos ligados a línguas, matemática e ciências.Cuba vive uma ditadura e os únicos dados oficiais são justamente os do governo, os estudantes não têm liberdade de expressão, a imprensa não é livre e todos os livros são controlados e fornecidos pelo Estado. Os estudantes não podem fazer pesquisa na internet porque as conexões são raras em pleno século 21. A educação básica vem declinando na qualidade e existem relatos de que hoje é possível comprar boas notas de professores que precisam se alimentar com mais do que é permitido pelo racionamento mensal. Propaga-se que o ensino universitário em Cuba é gratuito, mas o correto é dizer que o acesso é universal. Qualquer cubano, dependendo da média e dos resultados nos exames de ingresso pode entrar na Universidade (Olha a meritocracia!!) sem pagar nada, mas a educação superior tem um preço. Assim que graduado, o estudante deve trabalhar um período para o Estado, “Serviço Social Obrigatório”. Se trabalha por um salário mínimo (225 pesos mensais, faça a conversão e surpreenda-se!) em um posto determinado pelo governo, o não cumprimento do invalida o título universitário pelo Ministério da Educação Superior, mas como não existe ensino privado os cubanos não tem outra opção.

O cubano é diplomado, mas exerce a função que o Partido quiser, Cuba tem o maior índice de motoristas, lixeiros e prostitutas diplomadas no mundo!

Menciona com orgulho o índice zero de crianças nas ruas de Cuba, mas omite o alto índice de prostituição infantil na Ilha, tornando um dos maiores destinos do turismo sexual de pedófilos. Omite a multidão de crianças que cercam turistas a fim de conseguir um doce, uma bala, um pirulito ou qualquer outra guloseima sonhada por qualquer criança, mas todas são alfabetizadas. Todas tem casas doadas pelo governo, mas para fazer uma reforma precisa “pedir a benção” ao Partido, e esperar a boa vontade para que as reformas necessárias sejam concluídas, enquanto isso vivem sob o risco desabamento.

Outro mito é a belíssima taxa de mortalidade infantil cubana, uma das menores do mundo, mantida artificialmente baixa pelas estatísticas do Partido Comunista e por uma taxa de aborto no topo do ranking mundial!
São 0,71 abortos para cada feto nascido vivo. Em Cuba o aborto é usado como método contraceptivo, como forma de eugenia e qualquer gestação que sequer insinue alguma complicação é “terminada”. Mate os fetos e diminua a mortalidade infantil. É o modo cubano de fazer as coisas.

Basear-se nos documentários de Michael Moore é continuar acreditando no maravilhoso sistema de Saúde Cubano. Humberto Fontova rebateu as mentiras de SICKO em 2009, e o texto foi traduzido e publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil.

A culpa de tudo isso sempre recai ao embargo americano, mas é sempre omitido que foi justamente para livrar a ilha do imperialismo americano que a revolução foi feita.

Cuba não pode comercializar com os Estados Unidos (atualmente é o 4º maior parceiro comercial de Cuba e o 5º maior fornecedor), , mas, 40% do comércio exterior de Cuba é mantido somente com a Venezuela. Países como China e Brasil tem fortes laços comerciais e financeiros com a ilha. O resto dos países tem toda a disponibilidade para firmar acordos econômicos com Cuba, mas exigem o pagamento em efetivo devido à reiterada inadimplência do governo cubano.

Mas é outro bloqueio que afeta ao cidadão cubano: é o bloqueio do governo para evitar que algum cubano progrida economicamente. Por exemplo, a Lei de Investimento Estrangeiro, permite a qualquer pessoa deste planeta a possibilidade de investir na ilha. No entanto, não existe uma só Lei de Investimento que permita aos cubanos residentes em Cuba investir no desenvolvimento econômico de seu país.

O governo permite a atividade, lá denominados “cuentapropistas”, mas somente se pode desenvolver 178 atividades desta forma. Entre estas atividades se contam: cabeleireiro, gastrônomo, jardineiro, cocheiro de veículo de tração animal, forrar botões e até revender CDs piratas. Os cuentapropistas veem “bloqueado” seu desenvolvimento econômico pelo próprio governo cubano. Não podem ter acesso a créditos financeiros, não podem comprar em mercados atacadistas, ao contrário das empresas estatais, não tem acesso a matérias primas para desenvolver seu trabalho, tem taxas de impostos sobre renda a níveis similares ao da Suécia e da Áustria (50% se ganha mais de U$160 ou R$360,89 por mês).

A regra é sempre a mesma, a mídia, a imprensa, os livros, todos os fatos de Cuba são propagandeados ad nauseam, mas os mitos e os embustes precisam ser caçados como agulha no palheiro.

Fontes:

http://www.hfontova.com/

http://www.therealcuba.com

http://www.therealcuba.com/Page10.htm

http://ctp.iccas.miami.edu/FACTS_Web/PG/Cuba%20Facts%20Issue%2019%20Portuguese.htm

http://generacionypt.wordpress.com

FUI!

Mathias.