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Faça política!

Publicado: 15 de março de 2017 por Kzuza em Política
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Eleição

Sabe, nessa última semana andei pensando algumas coisas e resolvi me posicionar. Sim, normalmente eu penso pacas, mas nem sempre escrevo aqui. Mas dessa vez resolvi fazer campanha. E explico o porquê.


Tenho reparado, as usual, que as pessoas andam extremamente descontentes e desacreditadas no futuro do país. Passamos por uma crise econômica e política grave que já dura um bom tempo. Em tempos de crise, é ainda mais acentuado o descontentamento geral da população. Inflação e desemprego mexem com todo mundo, afetam todas as famílias, deixam todos indignados

Não é à toa que nos últimos tempos, principalmente com a alta influência das redes sociais, o brasileiro em geral passou a se interessar por política. Claro, ainda não é um interesse genuíno associado ao desejo de se obter conhecimento, mas já é alguma coisa. Esse interesse apenas se transformou, na maioria dos casos, em um desejo de se escolher um time para o qual torcer, a fim de basicamente apoiar um lado (PT/PSOL) ou outro (PSDB/PMDB). O problema é que política é muito mais do que isso.

Em outros casos, esse interesse em política é disfarçado, e também apresenta um grave problema. Sabe aquele seu amigo que diz que não se interessa por política, que quer apenas um país desenvolvido, sem desigualdades, sem violência, com educação e saúde de qualidade? Esse é um perigo. Quem não se interessa em COMO obter O QUE ele deseja está fadado a ser o mais facilmente enganado, e o que mais colabora com políticos desonestos.


Agora vamos falar sobre algo bastante sério. Temos eleições para presidente, governador e deputados federais no próximo ano. Se não começarmos a discutir política agora, continuaremos sofrendo como sociedade. Acho que você já deve ter percebido isso.

Sabe qual é o maior paradoxo que temos hoje no país? Praticamente todos nós não confiamos em políticos, isso é um fato. Mesmo assim, a maioria das pessoas espera que os políticos resolvam os problemas do país. Oras, como é que a gente espera que alguém em quem não confiamos resolva nossos problemas? É como acreditar que colocar um ladrão como porteiro do nosso prédio irá nos livrar de sermos assaltados.

Tudo o que um político quer quando pede o seu voto é que você confie que ele vai resolver os seus problemas. Por isso, ele quer muito que você acredite naquelas propagandinhas do TSE que dizem: pesquise seu candidato, veja suas propostas, veja o que ele já fez, veja se é honesto, blábláblá. É claro que esses fatores são fundamentais, não há dúvida. Mas alguma vez você já se perguntou o porquê de ninguém dizer COMO irá fazer as coisas?

Eu tenho uma sugestão fácil para você escolher seus próximos candidatos. Escolha aquele que diz COMO irá realizar as coisas que propõe, mas o principal: escolha aquele cujo esse COMO não inclui nenhum tipo de coerção (obrigar todas as pessoas a fazerem algo que elas não escolheriam livremente), que inclua a redução dos gastos do governo e que não requeira mais PODER ao candidato.

Você acha isso difícil ou muito absurdo? Eu garanto que não é.


Uma pergunta que sempre vai ficar é: oras, mas se o governo não fizer, quem é que vai fazer?

Sua pergunta pode ser respondida facilmente. Olhe ao seu redor, na sua casa, e veja os objetos que estão por aí. O que foi criado ou chegou até você porque o governo quis assim?

Para complementar, sempre que você se perguntar sobre algum tema se ele deveria ser administrado, controlado ou fornecido pelo governo, eu tenho uma sugestão. Compare o assunto em questão com ALIMENTAÇÃO ou com VESTIMENTA. Esses dois itens são vitais para a sobrevivência de qualquer ser humano por toda sua vida, desde o nascimento até a morte. Nenhum deles é administrado, controlado (ao menos não completamente) ou fornecido pelo governo e chegam, de uma forma ou outra, a 100% da população. Se você entender os mecanismos que fazem com que isso aconteça, você já está 10 passos à frente de 90% da população brasileira.


Outra pergunta é: mas há políticos que pensem assim? Ou melhor, há quem acredite nisso?

A resposta da segunda pergunta é simples: UMA PORRADA DE GENTE! A Internet e as redes sociais vieram para nos possibilitar ter contato com todo e qualquer tipo de pensamento diferente, com pessoas diferentes.

A resposta da primeira é um pouco mais complexa. Nesse caso, é necessário separar um político de carreira, profissional, como a maioria esmagadora dos que temos hoje por aí, de um indivíduo interessado em promover mudanças e que resolveu entrar para a política com esse objetivo.

Os primeiros são os Barbalhos, os Magalhães, os Sarneys, os Mellos, os Neves e toda a sorte dessa corja política que temos há tanto tempo no poder. É fácil identificá-los. São todos farinha do mesmo saco, todos requerendo cada vez mais poder, todos trocando favores, pensando em como angariar mais dinheiro para a próxima campanha ou como ganhar mais dinheiro com a próxima obra.

Os segundos ainda são poucos, mas já temos um grande exemplo recente no Brasil: João Dória Jr. Você pode não gostar dele, ter um pé atrás com as decisões que ele toma (como é o meu caso!), apontar uma série de defeitos nele, mas há uma coisa inegável: ele tem quebrado o paradigma da política no Brasil. Um prefeito que ousou dar respostas diretas, sem rodeios, nos debates durante as eleições; o único político eleito a confrontar Lula dizendo que iria levar cigarro para ele na cela em Curitiba; um prefeito que abriu mão do seu salário para doá-lo a instituições de caridade; um político que está fazendo a iniciativa privada trabalhar para a população, através de parcerias para execução de serviços. Se você me apontar outro que tenha feito tudo isso antes, pode votar nele.


Mas então por que as pessoas continuam preferindo os primeiros do que os segundos?

O principal fator é DINHEIRO! O dinheiro faz com que qualquer ideia seja disseminada com maior facilidade. E a propaganda ideológica esquerdista possui os maiores financiadores do país, entre eles a Rede Globo e o banco Itaú (basta ver a programação do Itaú Cultural, por exemplo).

Não obstante a total ausência de assuntos da direita na grande mídia, os grandes partidos políticos do país são todos de esquerda e compartilham grande parte da mesma agenda ideológica. Desta forma, a maior parte do fundo partidário (que nada mais é do que o dinheiro tomado de nós pelo governo sendo repartido e utilizado pelos políticos, os mesmos safados com quem não nos identificamos) é destinada justamente à disseminação dessas ideias: basicamente, de que os políticos são nossa grande esperança de salvação!


Notinha especial e camarada do Zuza: se você acha que a Globo e o PSDB são de ‘direita’, deixe seu comentário aqui no blog ou na página do Facebook, e eu farei um post bem legalzinho sobre isso.


Oras, mas se então o país todo parece estar jogando contra, o que podemos fazer?

Bem, vou contar algo aqui que pode te fazer me enxergar como um idiota (digo isso porque muita gente já me disse isso). Mas enfim, mais ou menos um ano atrás resolvi contribuir mensalmente com a página desse cara aqui ó: Alexandre Borges. Uma contribuição voluntária em prol de uma causa política que eu acredito. Essa semana tivemos, eu e os outros patrões (como são chamados os que contribuem com ele através do site Patreon), um encontro com ele aqui em São Paulo, para conversarmos sobre política, sobre os rumos que o país está levando, etc.

Por que eu acho isso importante?

Ao contrário desse blogzinho chinfrim aqui, o Alexandre Borges é um formador de opinião. É um publicitário influente que conhece uma paulada de gente tão ou mais inteligente que ele. A página dele hoje tem mais de 100 mil seguidores. Ele fala com propriedade, tem um conhecimento vasto em política e bastante consistente em economia e, o principal, fala e escreve em uma linguagem simples, objetiva e fácil de entender.

Pensei: quero ajudar a fazer com que a mensagem desse cara chegue a maior quantidade de pessoas possível. Então vou contribuir com o trabalho dele. Essa contribuição é utilizada para pagar por conteúdos que não são gratuitos, pagar pesquisas, entre outros. Ou seja, é utilizado para aumentar o conhecimento que é disseminado.

E o que isso pode servir para você?

Eu particularmente acredito que a sociedade civil organizada tem muito mais poder de mudar o país do que essa corja de políticos que estão hoje no poder (se você achar que não, aprecio deixar nos comentários aqui sua opinião). Acreditar que apenas enviar e-mails, postar textões no Facebook (ou em blogs chinfrins), telefonar ou ir às ruas em massa fará com que os bandidos de Brasília trabalhem ao seu favor é bastante utópico, ao meu ver. Se não for para meter uma arma na cabeça de cada um deles ou ameaçar suas famílias de morte, esse tipo de pressão boba não vai funcionar.

Portanto, é hora de nós como cidadãos nos organizarmos. Apoie, principalmente com dinheiro, senão com trabalho voluntário, as causas nas quais você acredita, mas não apoie políticos profissionais nem partidos políticos que querem apenas mais poder para continuar fodendo a sua vida.


Discuta suas ideias. Dissemine suas ideias. Faça política. Discuta política, e não partidos políticos, e nem políticos.


E por fim, chegou a hora de parar de demandar decisões sobre os assuntos mais importantes da nossa nação para o governo (vide o que está acontecendo agora, com a Previdência Social, onde a maioria dos que estão lá está apenas defendendo os próprios interesses e os interesses da classe mais abastada do país). Procure candidatos nas próximas eleições que estejam comprometidos a tirar o máximo de responsabilidade das mãos dos políticos, porque no final das contas, você sabe quem serão os únicos prejudicados.

Veja um videozinho que fiz como teste um tempo atrás só para tentar explicar um pouco o quanto essa crença é bizarra. E fiquem com Deus.

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Chegou a hora de mudar – Parte 4

Publicado: 28 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Como vocês devem se lembrar, na parte 3 desta série de posts eu havia dito que a origem da maioria dos problemas reside em nós mesmos. Porém, antes de assumir qualquer coisa, eu resolvi criar uma enquete que pudesse, de alguma forma, comprovar a minha tese. Sim, eu sei que essa enquete não possui valor científico e uma amostragem relevante, mas mesmo assim ela diz bastante coisa. E vocês, amigos, familiares e conhecidos, que responderam a essa enquete, não decepcionaram. Eu tinha a previsão de ter umas 50 respostas no máximo, mas chegamos à 78! Um número relevante para este blog, cuja média de visitas é de 15 por dia. Chegamos à quase 200 visitas desde que a enquete foi publicada, o que mostra que aparentemente algumas pessoas preferiram não responder à enquete.

Vamos ao que interessa. Abaixo, o resultado da enquete:

pesquisa


Análise do Zuza

O resultado é exatamente o que eu já previa inicialmente. Educação é, disparado, a preferência nacional! Mas o que mais me chamou a atenção, de verdade, é:

1 – As pessoas se preocupam mais com a desigualdade do que com a pobreza. Apenas 1 indivíduo, apenas uma única boa alma acha que reduzir a pobreza é mais importante do que reduzir a desigualdade! Ou seja, para 18 pessoas, uma nação onde todos fossem pobres, sem ter o que comer, mas que todos fossem iguais, seria melhor do que uma nação com pobres e ricos, mesmo que os pobres tivessem condições de vida melhores que as de hoje. Essa é uma leitura pessoal, e eu tenho certeza de que muitas pessoas que responderam que a desigualdade deveria ser prioridade não se dão conta desse equívoco. Lembrei de uma frase que li outro dia: “Nunca vi ninguém morrer de desigualdade, mas já vi muita gente morrer de pobreza”.

2 – Ninguém considera que garantir moradia e terra aos mais necessitados seja uma prioridade. Isso mostra que, teoricamente, as causas do MST e de outros movimentos sociais que lutam por moradia não possuem um apoio social assim tão relevante. Você então já parou para se perguntar o porquê desses movimentos possuírem força política tão grande com o atual governo?

3 – As pessoas priorizam os direitos positivos. 48 pessoas, ou cerca de 62% da nossa amostragem, escolheram os tópicos educação, saúde e transporte público. Talvez muito devido à nossa constituição, de 1988, as pessoas tenham a impressão de que esses três serviços sejam, naturalmente, um direito do cidadão e um dever do Estado. Não, eles não são naturalmente um direito. Eles tornaram-se um direito graças a uma constituição, graças a leis que alguém criou para que eles nos fossem fornecidos pelo Estado. Eles não nascem do nada, não são criados do nada. Alguém precisa nos fornecer isso. Alguém precisa criar essa oferta. Esses serviços deverão ser prestados por pessoas comuns, como eu e você. Ou seja, alguém irá precisar trabalhar e se esforçar para nos oferecer esses serviços. Isso é chamado de direito positivo, ou seja, demanda o esforço, tempo e dinheiro de alguém para que me seja oferecido de alguma forma. Direitos positivos são o oposto de direitos negativos, que são aqueles naturais, e que nos são garantidos pelo simples fato de alguém não fazer absolutamente NADA. Quer um exemplo? “Todo cidadão tem o direito à vida”. Quer outro? “Todo cidadão tem o direito de ir e vir”. Esses direitos são garantidos simplesmente se ninguém nos impedir de nada. Se ninguém atentar contra a minha vida, meu direito à vida está garantido. Se ninguém impedir meu acesso e minha locomoção deliberadamente, meu direito de ir e vir está garantido. É simples assim. Guardem bem essa lição para os próximos posts.


Agora, o principal de todos, e o que demonstra (de forma simplista, eu sei) que minha teoria (a qual será elaborada em mais detalhes nos posts seguintes) está correta:

4 – Apenas 14% considera a vida, a propriedade e a liberdade como mais importantes! Sim, meus amigos, em números absolutos, apenas 11 indivíduos acham que a prioridade do governo é garantir a vida do cidadão (um direito negativo, lembra?), sua propriedade (e aqui estão inclusas as propriedades materiais – bens, poupança, etc. – e intelectuais – ideias, opiniões, etc.) e, não menos importante, sua liberdade. Eu poderia ser radical ao ponto de entender que a maioria das pessoas (86%) seria capaz de abrir mão da sua vida e/ou da sua liberdade em prol do seu fator de prioridade escolhido (educação, saúde, transporte, redução da desigualdade ou da pobreza), mas a pergunta da enquete não foi: “Se você tivesse que escolher um único tópico abaixo, qual escolheria para ser atendido?”.


Isso mostra um ponto extremamente importante que é abordado por pouquíssima gente, seja no meio acadêmico, seja nas mídias, seja nas redes sociais. A maioria esmagadora da nossa população enxerga o governo, em primeiro lugar, como provedor de serviços e benefícios à população, e não como um garantidor dos direitos básicos e naturais dos seres humanos. E minha tese reside exatamente nesse ponto: quanto mais serviços e benefícios (direitos positivos) exigimos de um governo, mais demandamos dinheiro e pessoas sob responsabilidade do governo para nos oferecer isso tudo. Se você é um pouquinho espertinho, já chegou à conclusão onde eu quero chegar: quanto mais dinheiro na mão do Estado, maiores as possibilidades de corrupção. Quanto mais pessoas necessárias para prestar serviços que exigimos do Estado, mais funcionários públicos amparados por uma burocracia estratosférica e estabilidade de emprego (fatores que fatalmente implicam em baixa produtividade) estamos exigindo. Ou seja, quanto mais exigimos, menos temos.


Adendo 1: se você é um dos que escolheu EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE como prioridade, eu entendo perfeitamente o que você pensa. Educação é o primeiro passo para formarmos uma sociedade melhor, não é mesmo? Sem educação e a formação de bons profissionais, não temos como progredir, certo? Um povo bem educado não elegeria maus políticos, não faz sentido? Talvez você só não tenha entendido a pegadinha: a palavra PÚBLICA. Se você, no entanto, entendeu e mesmo assim mantém a mesma opinião, haverá um post nesta série dedicado a isso.


Adendo 2: na minha opinião (e eu não respondi à enquete por razões óbvias), todos os pontos elencados são importantes (com ressalva aos serviços “públicos”). Porém, para mim é mais que óbvio que os outros 6 tópicos dependem, única e exclusivamente, da garantia à vida, à propriedade e à liberdade dos cidadãos. Se a vida, a propriedade intelectual e a liberdade dos cidadãos não puder ser garantida, nenhum dos outros itens pode ser atendido. Faz sentido para você?

 

 

 

Chegou a hora de mudar – ENQUETE

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Esta é a enquete mencionada no post anterior. Peço ajuda na divulgação, para termos uma boa amostragem. É rápido, indolor e não faz mal à ninguém. E juro, não há má intenção nas perguntas. Bora responder?

Chegou a hora de mudar – Parte 3

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
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liberdade

Uma vez que o governo torna-se fornecedor das necessidades das pessoas, não há nenhum limite para necessidades que irão ser reivindicadas como um direito básico. Lawrence Auster

A terceira parte dessa série de textos que ninguém está lendo (ou porque eu sou um péssimo escritor, ou porque minhas ideias são malucas e sem sentido, ou porque ninguém está nem aí para política mesmo) vai abordar dois assuntos.

Um deles remete à parte 2 dessa série, onde abordei o assunto PODER. Como eu disse, cada vez que esperamos que alguém resolva nossos problemas, precisamos dar poder a esse alguém. E o maior problema está justamente no fato de que estamos dando poder a quem menos confiamos: políticos. Isso me parece bastante insano.

Há um texto muito interessante de Jeffrey Tucker, economista, escritor e diretor do Liberty.me, com o título “It Shouldn’t Matter Who the President Is; And it doesn’t have to“. Em tradução livre, significa: Não deveria importar quem é o presidente; e não tem! Nele, o autor defende que o poder do presidente da república seja tão limitado de forma que, independentemente da sua incompetência, os danos causados por ele sejam insignificantes.

Há duas passagens interessantes nesse texto:

Com o poder sobre a população limitado não pela escolha do “bom menino” que venceu a eleição, mas porque as instituições que ele ou ela controlam não podem ser usadas como ferramenta de opressão. Nós não deveríamos ter que nos preocuparmos sobre o caráter ou ambição da pessoa que elegemos. Um bom sistema de governo é aquele que é protegido contra o controle de pessoas perversas. Deveria inclusive ser protegido contra pessoas boas que querem usar o estado para realizar seus ideais. O governo deveria ser um estrutura impenetrável às ambições pessoais de seus gestores temporários.

(…)

Culpar aqueles que atualmente demandam políticas loucas, assustadoras e destrutivas  é não atingir a raiz do problema. A verdadeira culpa é das gerações que, há um século, derrubaram o sistema de livre mercado e o substituíram por um estado centralizador com o poder de gerenciar nossas vidas, roubar nosso lucros, redistribuir renda, gerenciar o setor industrial, participar de conflitos militares ilimitados, criar bolhas econômicas e salvar indústrias à beira da falência.

Uma vez criado, o poder sempre será usado. A busca por atender interesses especiais e o clamor das massas para que o poder seja usado em seu favor é um resultado inevitável. Com o poder também há uma divisão da população, com pessoas fervendo de ódio contra aqueles que ficar em seu caminho e grupos de interesses consumidos pelo ódio contra qualquer pessoa com uma chance de usar o poder para sua própria vantagem. A existência do poder em si, e não a das pessoas que querem usá-lo em seu proveito, é a fonte do conflito. E esse conflito ameaça destruir amizades e até mesmo a própria sociedade. É a própria arrogância governamental a razão pela qual todos não podem se entender.

Talvez isso explique, de uma forma resumida, a situação que encontramos hoje em nosso país. O autor do texto é americano e o escreveu para tentar explicar alguns aspectos da corrida eleitoral para a presidência do seu país nesse ano. Porém, filosofia política não tem nacionalidade, e por isso pode facilmente se aplicar por aqui.


O segundo assunto diz respeito a uma observação pessoal.

A julgar por tudo o que leio por aí (seja na mídia ou em redes sociais), ou pelo que eu vejo na televisão, ou pelo que ouço de amigos, parentes e conhecidos, tenho a impressão de pouca gente se dá conta de que a origem da maioria dos problemas que temos está em nós mesmos. E olha que não estou falando daquele texto do Mark Manson que causou furor por aqui tempos atrás. E nem sofro da síndrome de vira-lata. E também não estou me referindo àqueles textões que você lê diariamente no Facebook sobre “pequenas corrupções” ou “a corrupção começa por você”.

Quero tocar em um ponto abordado por pouca gente. Eu não sei dizer se isso é cultural, se é uma lavagem cerebral a qual fomos submetidos durante séculos, se é uma doutrinação política maquinada pela esquerda (como adora escrever Olavo de Carvalho), sei lá. Ainda não tenho condição de informar isso.

Porém, acho que seria muita petulância minha assumir algumas coisas por aqui. Então vou lançar uma enquete e assim que tiver umas 50 respostas (que talvez seja o máximo que eu vá conseguir), eu posto a 4ª parte desta série explicando meu ponto de vista.

Chegou a hora de mudar – Parte 2

Publicado: 8 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Nesta segunda seção, vou tentar abordar alguns aspectos da natureza humana que você precisa conhecer antes de acreditar em certas promessas que você irá ouvir com muita frequência ao longo da campanha eleitoral desse ano.

Há dois grandes filósofos, John Locke e Thomas Hobbes, que explicam alguns pontos importantes sobre como a humanidade pode viver em harmonia em uma sociedade onde os cidadãos são livres. É necessário dizer que ambos possuem pontos de vista diferentes, mas que convergem para uma mesma conclusão. Vejamos:

Todos os homens estão naturalmente em… um estado de perfeita liberdade para ordenar suas ações e dispor de suas posses e pessoas como julgam correto, dentro do limite da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem… ‘Ele’ não tem liberdade para destruir a si próprio, ou qualquer outra criatura de sua posse… sendo todos iguais e independentes, ninguém pode prejudicar a outrem no que tange a sua vida, saúde, liberdade ou posses (propriedades) (Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil).

Locke possui talvez uma visão mais “romantizada” do homem. É o que ele chama de “estado de natureza”, que requer constante vigilância contra aqueles que a violam.

Locke acredita que é impossível para os homens permanecer nesse estado natural de liberdade. Essa utopia natural é despedaçada pela constatação de que cada individuo não pode proteger sua liberdade e tampouco punir os transgressores por contra própria. Assustado por essa constatação, os homens assumem um compromisso que os vincula a uma sociedade civil, onde cada um submete-se à vontade do Estado e perde o controle sobre a sua vida e sua propriedade em favor das necessidades e demandas do bem comum. A humanidade sacrifica sua liberdade por uma sociedade onde impera a regra da maioria, de característica menos livre, defendida, atualmente, pelos políticos conservadores e democráticos.

Já Hobbes possui uma visão, digamos, menos romântica do homem. Ele enxerga o homem como um ser egoísta, buscando um simples objetivo: a satisfação dos desejos humanos. O homem, segundo ele, age respondendo a estímulos:

O homem age para criar e possuir coisas que a máquina humana “sente” que são boas. Alguma coisa é “boa” se satisfaz ao apetite. O apetite é definido por cada individuo independentemente, e a satisfação do apetite é uma questão pessoal.  O apetite é egoísta, e o homem, esforçando-se para satisfazer tal apetite, também é egoísta. Cada indivíduo, egoisticamente, esforça-se para satisfazer seu próprio apetite, mesmo até o ponto de privar outro individuo de sua satisfação. O “Direito natural” / direito da natureza diz que cada homem está livre para usar seu próprio poder, como a sua vontade comandar, para preservar sua própria vida e exercer seu “direito a tudo, mesmo ao corpo de outrem”.

Essa busca constante pela satisfação dos seus próprios desejos através do seu esforço pessoal leva a um estado de guerra, onde os homens destroem uns aos outros em busca das coisas prazerosas a si mesmos.

Contudo, o próprio Thomas Hobbes visualiza o homem evitando tal estado de caos natural e, ao invés disso, chegando a uma condição de sociedade civil. É possível que a sociedade civil possa claramente refletir uma sociedade libertária livre.

Ou seja, de certa forma, a sociedade civil de Hobbes se aproxima do estado de natureza de Locke:

O mais forte de todos os apetites dos homens é o desejo pela vida e segurança; a mais forte das paixões dos homens é o medo da morte e danos. É esse apetite, ou paixão, que faz o homem renegar seu poder – seus meios pessoais para alcançar coisas prazerosas – e viver pacificamente com seus vizinhos (compatriotas).

“A lei natural” ou “a lei da razão”, surge das dificuldades que o homem encontra no estado de natureza. O homem percebe que querer “poder e mais poder” ameaça a sua própria vida, e percebe que a segurança pessoal é um pré-requisito para qualquer criação ou posse de coisas prazerosas e satisfatórias. A primeira “Lei Fundamental da Natureza” é procurar a paz e viver em paz, mas também estar preparado para se defender de qualquer pessoa que ataque a paz e contra aqueles que a pregam. Para Hobbes, a paz e a autodefesa caminham juntas. Hobbes vê a paz como a forma mais sublime de auto-defesa ou auto-preservação; defender a paz é meramente a defesa da forma mais sublime de auto-preservação.


Bem, mas você vai me perguntar: pô, Zuza, o que isto tem a ver com as eleições? Desde quando estudar filosofia diz respeito à política? Oras, filosofia tem TUDO a ver com política, então se você não começar a estudar e entender um pouquinho a mais sobre a nossa existência, sobre conhecimento, sobre a nossa mente, você continuará sendo presa fácil de quem domina o assunto.

Mas por que estou abordando esses pontos aqui?

Porque é fundamental que todos entendamos a importância de, em primeiro lugar, primarmos por uma sociedade livre. E também é necessário entender que liberdade implica em responsabilidade. E essa não é uma discussão política, pois isso se aplica a todas as esferas da vida.

É importante que você defina para si e para a sociedade em que vive qual é a dose de liberdade e responsabilidade que você deseja. Quanto mais liberdade (e, consequentemente, responsabilidade!) você quiser para os cidadãos, menos poder você demandará aos políticos que você irá eleger. Quanto menos responsabilidade (e, obviamente, liberdade!) você quiser para si, mais poder você irá delegar aos seus políticos para que eles sejam responsáveis pela solução dos conflitos e dos problemas existentes na sociedade.

Não sei você, mas eu particularmente não confio em políticos, então quanto menos poder eles tiverem em mãos para resolver os meus (e os seus) problemas, melhor. Faz sentido?

 

Chegou a hora de mudar – Parte 1

Publicado: 2 de março de 2016 por Kzuza em Política
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Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.... Frase de Albert Einstein.

Estamos em ano de eleições municipais. Sempre quando chega essa época, nós brasileiros nos sentimos mais propensos a discutir sobre política. No entanto, há algo importante que tenho observado na maioria dessas discussões: pouca gente realmente se questiona sobre os meios, e muita gente só se preocupa com os resultados. O principal resultado disso é uma constante busca por um Messias: um ser capaz de resolver os nossos problemas.

A tônica principal desses debates populares, entre cidadãos comuns, é quase sempre a boa escolha do seu candidato. Escolha um candidato íntegro, honesto e trabalhador, como se essa fosse a fórmula da solução dos problemas que assolam nossa sociedade.

Na minha opinião, esse é apenas um (e talvez um dos menos relevantes) item a ser avaliado.

A pergunta que sempre faço a quem insiste nesse ponto é a seguinte:

Vamos supor que a maioria dos brasileiros elejam candidatos que atendam a esses requisitos. Melhor. Vamos supor que essa maioria eleja candidatos que sejam o espelho da pessoa mais íntegra, honesta e trabalhadora que você conhece (no meu caso, seria o meu pai, então vou usá-lo neste exemplo). Você acha que um país então comandado por milhares de “meu pai” daria certo?

Você pode até argumentar que certamente estaria melhor do que está hoje, e eu devo concordar com você, até porque isso não seria lá muita coisa. Mas há uma falha grande no cenário acima: ele é impossível, e talvez você já tenha entendido isso.

A questão, como eu disse no início, não diz respeito à honestidade, integridade ou aptidão ao trabalho de um candidato. Ela diz respeito aos meios pelos quais um político se propõe a melhorar a vida da sociedade. A partir do momento em que alguém roga para si o poder de resolver os problemas da sua cidade, Estado ou país, ele já está lhe enganando.

O meu objetivo nessa série de posts que devo publicar por aqui nas próximas semanas é justamente explicar o porquê disso.

Talvez o Bruno Garschagen já tenha explicado isso no seu best seller Pare de Acreditar no Governo. Eu ainda não li, e caso você não tenha a paciência ou vontade de lê-lo, poderá encontrar neste espaço alguns assuntos em comum.

Enfim, para se começar a pensar, fico com a pergunta que pretende ser respondida pelo livro: Por quê você não confia nos políticos e espera tanto que eles resolvam os seus problemas?

Meu voto

Publicado: 24 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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E aí, Zuza, vai ou não vai se posicionar?

Mas como votar, se ambas as campanhas políticas pregam o discurso do medo? Ou de acabar com os benefícios sociais adquiridos nos últimos anos e de privatizar todas as empresas públicas, ou do Brasil se tornar uma nova Venezuela/Cuba em breve?

Como votar se quem apóia o candidato tucano é o Malafaia, o Neymar e o Luciano Huck, mas quem apóia a atual presidente é o Chico Buarque, a Alcione e o Roberto Carlos?

Como votar se a Veja me diz que o PT não presta, enquanto a Carta Capital me garante que o socialismo pregado pelo partido é um avanço?

Como escolher meu candidato se uma está envolvida em um escândalo recente de corrupção na Petrobrás, e o outro tem sobre suas costas investigações sobre improbidade administrativa, além de casos de tráfico de droga e agressão à mulher mal explicados?

Mas como votar se o PT esteve envolvido no grande escândalo do mensalão, tendo toda sua alta cúpula julgada e condenada, além de outros escândalos como a Máfia dos Sanguessugas, e o PSDB esteve envolvido no caso da Sudene, no mensalão mineiro, e na máfia do metrô de São Paulo, que nunca foi investigada?

Como escolher entre o herdeiro do partido que criou e implantou o Plano Real e a herdeira dos maiores avanços sociais da história desse país, como erradicação da fome e da miséria, e acesso ao ensino superior?

É, amigos, diariamente somos bombardeados por inúmeras informações que fazem nossa mente trabalhar cada vez mais acelerada. E nesse fogo cruzado, nem sempre conseguimos separar o joio do trigo. É muito difícil realmente identificar as informações verdadeiras e confiáveis, e o que é calúnia e especulação.

O meu voto do segundo turno será o mesmo voto do primeiro: Aécio Neves. E vou explicar o porquê.

Ele não representa os meus ideais e as minhas ideias políticas, mas é dentre os atuais candidatos o que mais se aproxima. Isso porque sou a favor de um Estado cada vez menor e menos intervencionista nas questões econômicas e políticas da nação. As propostas de redução do número de ministérios e dos gastos públicos feitas pelo candidato, bem como a profissionalização e transparência dos bancos estatais vão ao encontro do que penso. Fora isso, a base da sua equipe de governo me parece muito mais bem preparada do que a atual gestão.

Além disso, tenho inúmeros motivos para não votar no atual governo do PT, principalmente na sua representante Dilma Roussef. Vocês verão que a corrupção, seja o mensalão ou o caso Petrobrás (só para mencionar os mais latentes), não entram na minha lista. Não porque eu corrobore com essa prática, mas sim porque eu não acredito que o Aécio e seus parceiros de PSDB (aliás, nem ele, nem os demais candidatos e partidos do primeiro turno) são mais honestos nesse sentido. Eles também estão envolvidos até o pescoço nessa merda chamada corrupção, então não tenho porque trocar um pelo outro somente por esse quesito.

A minha lista pode ser resumida em:

  • Dilma não é Lula. Afirmo isso categoricamente porque a candidata tenta a qualquer custo associar sua campanha somente ao Partido dos Trabalhadores e às conquistas adquiridas pelo governo Lula. Definitivamente não. Dilma não foi nem de perto uma presidente à altura de Lula.
  • A política econômica praticada pelo governo atual é totalmente equivocada e está prestes a gerar um colapso nacional se não interrompida. Dilma não fará isso, como já sinalizou em campanha. Ao creditar o mau desempenho econômico à crise internacional (que crise mesmo?) e não assumir a responsabilidade, a atual presidente compromete o futuro da nação. Li um artigo interessantíssimo hoje que explica bem isso.
  • Ainda no assunto econômico, que atualmente é o que mais afeta a mim e provavelmente a você, que está lendo esse texto, há um outro artigo que mostra o quão equivocada é a nossa atual presidente.
  • Não sou contra as políticas sociais do governo, nem tampouco leviano (palavra que meu candidato adora) a ponto de não reconhecer todas as conquistas que Lula (e não Dilma!) conseguiu para as camadas mais necessitadas da nossa população. Desta forma, eu prefiro muito mais escolher alguém que tenha capacidade de manter essas conquistas de uma forma sustentável do que endeusar o partido que as criou. Acreditar que Aécio e seu PSDB vão acabar com programas como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, FIES e SISU é tão ridículo quanto os especuladores terem acreditado que Lula e o PT, após serem eleitos em 2002, iriam acabar com o Plano Real ou dar calote no FMI. Bons resultados obtidos precisam e vão ser, como eu tenho certeza, mantidos. Lula levou o que FHC fez de bom, e Aécio levará o que Lula fez de bom, estou certo disso. Dilma infelizmente não conseguiu sustentar o que seu antecessor conseguiu, por isso não voto nela. (Observação: embora não seja contra as políticas sociais, sou totalmente contra o propósito pelo qual as mesmas foram criadas e instituídas pelo PT, o que explica meu próximo tópico).
  • O Foro de São Paulo. Esse assunto é extenso e complexo demais para ser explicado por um cara como eu, mas arrepia até os pêlos do cu entender os objetivos maiores do atual governo, disfarçados através de “boas ações aos mais necessitados”.
  • A militância do Partido Social Democrata Brasileiro, embora não tão efetiva quanto a do Partido dos Trabalhadores, é inquestionavelmente mais espontânea e honesta que a do adversário. A militância petista é profissionalizada (vide inúmeros blogs e sites criados especificamente para isso – a tal mídia chapa-branca) e altamente dirigida à desconstrução dos seus adversários. Foi assim desde o início com Marina Silva, e tem sido assim desde o término da apuração dos resultados do primeiro turno.
  • Os aliados políticos do PSDB não ferem, de maneira alguma, tudo o que o partido prega desde que eu me conheço como gente. Se você acha isso bom ou ruim, para mim tanto faz, eu respeito as opiniões políticas de cada um. Mas é no mínimo curioso o fato de que NENHUM dos partidos derrotados no primeiro turno tenha se aliado ao PT para a disputa do segundo turno, mesmo com uma grande chance de vitória e, nesse caso, de uma futura mamada nas tetas do governo. Aécio conseguiu apoio de todos os candidatos derrotados, com exceção à Luciana Genro, que se manteve neutra. Além disso, o PT fez justamente o caminho contrário e acabou se associando ao que existe de pior e mais podre na política desse país, como nomes como Fernando Collor de Melo, Renan Calheiros e José Sarney. Isso é algo tenebroso e mostra o quanto o partido está desesperado por apoio. Uma outra pergunta, lançada hoje pelo Mathias, também está martelando minha cabeça: você conhece algum político que, em sua carreira, tenha debandado para o lado do PT porque achou melhor?
  • Toda a liderança do Partido dos Trabalhadores foi diluída por conta de todos os escândalos nos quais o partido esteve envolvido nos últimos anos. Os nomes fortes do partido estão ou presos, como é o caso de Delúbio Soares, José Dirceu e José Genoíno, ou devidamente afastados de suas atividades, como João Paulo Cunha e Antonio Palocci, por exemplo. Um Partido sem comando, nas mãos de uma pessoa despreparada como é o caso de Dilma Roussef, é uma ameaça iminente principalmente às instituições democráticas da nação. Dilma não está à altura do seu partido, como esteve Lula. Então precisamos separar bem as coisas.
  • Dilma não foi capaz de realizar nada durante seu primeiro mandato. Não conseguiu botar para funcionar o seu PAC, não conseguiu terminar nenhuma obra prometida, a Copa acabou e o tal “legado” não trouxe nada de bom. O que me faria pensar que seria diferente em um segundo mandato?

Enfim, essa é minha linha de raciocínio. Talvez se Aécio tivesse uma equipe de governo fraca, talvez se seu partido político estivesse diluído e sem líderes, talvez se não tivesse boas propostas a nível econômico, talvez se fosse um revolucionário…. talvez se tudo isso acontecesse, eu não votaria nele. Mas diante do atual cenário, não existe alternativa melhor.