Posts com Tag ‘educação’

A onda dos pais covardes

Publicado: 21 de maio de 2015 por Kzuza em Comportamento
Tags:,

lei_thumb2

Acho que Içami Tiba está cada vez mais com os (poucos) cabelos em pé! Se essa geraçãozinha de crianças e adolescentes mal-educados que vemos por aí já nos assusta, imagine para quem trabalha diretamente com eles?

Já ouvi várias teorias sobre o porquê de existirem cada vez mais crianças birrentas.

Há quem diga que hoje elas nascem muito mais espertas que antigamente. Já ouvi dizer: “Ah, mas hoje elas nascem sabendo mexer em tablets, celulares e controles remotos”. Meus ovos! A gente, quando criancinha, só não sabia mexer nisso porque essas coisas não existiam. As crianças não mudaram, o mundo mudou. Manda um pivete desse rodar um pião que eu quero ver. Quantos anos você acha que leva para que os seres evoluam geneticamente a ponto de serem tão diferentes?

Há até quem acredite nas crianças índigo. Eu acho que isso é mero “achismo” e uma procura de explicação para o que não se quer explicar (ou falta de compromisso com a verdade).

Eu tenho uma suspeita, pouco ortodoxa, pouco educada, meio ranzinza. Não sou dono da verdade, mas suspeito que essa geração de criancinhas endemoniadas é fruto de uma única coisa: pais cuzões covardes.

Tenho observado isso durante muito tempo, desde que deixei de ser um adolescente bundão e fui virando homem adulto. Muitos pais se borram de medo dos seus filhos. E sempre com as mesmas desculpas covarde: “Eu não quero traumatizá-lo! Eu não quero judiar dele! Eu não quero deixá-lo triste! Eu não quero que ele ache que eu sou um monstro!”.

Sempre que ouço isso de um pai ou de uma mãe, tenho vontade de responder: CUZÃO! Mas a educação que minha mãe me deu, na base da chinelada, das broncas, dos castigos e das caras de brava não me permite. Porque eu sempre tive limite. Porque lá em casa o bicho pegava quando as coisas não eram feitas do jeito que meus pais queriam.

Ai se eu desafiasse minha mãe! Lembro de ter feito isso uma vez. Eu devia ter uns 10 anos no máximo. Estava no banho, e eu sempre tomei banhos demorados. Todo dia era uma ladainha. Já era a segunda ou terceira vez que ela berrava do lado de fora para eu desligar o chuveiro, e eu soltei algum impropério, reclamando, baixinho para que ela não escutasse. Foi em vão, ela ouviu! Abriu a porta na ombrada e me pegou no tapa ali mesmo, peladão, debaixo do chuveiro.

Hoje em dia, a molecada deita e rola desafiando os pais! E eles não fazem nada! Pelo contrário, sou obrigado a escutar coisas do tipo: “Ah, tá vendo? Ele tem personalidade forte!”. Ou “As crianças adoram nos testar”. Claro que testam! E enquanto não acham o limite, não param.

Já sei, você está pensando: “Claro, Zuza, você fala isso porque não tem filho!”. E eu respondo: “E se você faz isso tudo que eu escrevi, é porque você é um cuzão!”.

Felizmente o mundo ainda tem salvação. Conheço um ou outro casal que ainda consegue, mesmo nessa onda de covardia que assola os pais pelo país, manter as rédeas curtas sem medo de ser feliz. Não temem o que os outros vão dizer. Não temem que o filho se torne revoltado, ou mais burro, ou um assassino em série. Conseguem entender que entre educar (repreendendo, corrigindo, sendo firme) e judiar (maltratando, castigando, humilhando) há uma enooooorme diferença.

Um salve aos pais heróis! Um salve aos pais corajosos!

Quem está preparado?

Publicado: 5 de maio de 2015 por Kzuza em educação, Trabalho
Tags:, , ,

tecnologia-geracao-y-tendencia

Nas últimas semanas andei discutindo com alguns amigos e lendo alguns artigos a respeito da queda de produtividade dos profissionais de TI. Trabalho há 17 anos com desenvolvimento de software e posso afirmar que tenho visto, nesse período, uma redução constante na produtividade dos profissionais com quem trabalho. Percebo que, apesar dos avanços observados em relação a metodologias de desenvolvimento e ferramentas de produtividade nas últimas décadas, isso não tem chegado a impulsionar a qualidade de software e a velocidade das entregas nas mesmas proporções. Mas por quê?

Conversando com um amigo meu, gerente de um grande banco, mas de uma área não relacionada diretamente à TI chegamos a um primeiro indício, o qual acredito ser o principal fator: as pessoas não se preparam para aquilo que querem ser.

Uma amiga minha, psicóloga, afirmou que essa é uma característica presente na tal Geração Y. Realmente, devo concordar com ela. Principalmente a geração mais nova, na qual eu também me incluo, possui esse tipo de pressa em “chegar lá” rapidamente, numa velocidade maior do que aquela que consegue aprender e se capacitar. Isso vem se acentuando cada vez mais, e para mim é cada vez mais claro entre jovens de 20 e poucos anos.

Vejamos um exemplo. Há alguns anos atrás, fui professor do ensino médio em uma escola particular. Era um curso profissionalizante de Informática, com duração de 3 anos e aulas aos sábados, que era quando eu lecionava. Essa era, na época, a “vantagem competitiva” do colégio, pois as demais escolas conceituadas da região ofereciam o mesmo curso no período de 4 anos (como foi o meu caso, na época na Fundação Bradesco). No entanto, ao término do meu segundo ano como professor, a escola modificou sua grade curricular para oferecer o mesmo curso em 3 anos, mas sem aulas aos sábados. Isso porque um outro colégio da região fez a mesma coisa e passou a ser, então, uma ameaça. Não é necessário ser muito esperto para concluir que a qualidade do curso piorou com essa redução na carga horária. Menos aulas = menos conteúdo. Mas afinal, quem liga, já que o MEC aprova?

Outro exemplo: na minha época, cursos de faculdade tinham no mínimo 4 anos de duração. E olha que eu nem estou falando de tanto tempo assim. Mas de uns tempos para cá, o MEC passou a reconhecer cursos tecnólogos com 2 anos de duração, que apesar da metade da duração, possuem teoricamente o mesmo valor de qualquer outro curso superior.

Ou seja, se há 10 anos atrás, um adolescente de 18 anos estava se preparando para iniciar uma faculdade, hoje é perfeitamente que um mesmo adolescente já esteja formado em um colégio técnico profissionalizante e com um diploma de curso superior, reconhecidos pelo MEC. Na cabeça do infeliz, ele já está pronto para dominar o mundo, muito embora o seu conhecimento adquirido seja pífio.

Não é raro ver, nas empresas, jovens recém-saídos de um programa de estágio sentirem-se mestres na arte de desenvolvimento de software. Com 1 ou 2 anos de experiência, já julgam-se seniores e almejam salários astronômicos. Outro dia entrevistei um candidato que estava há 4 meses desempregado. Jovem, cerca de 23 anos, com apenas 2 anos de experiência em desenvolvimento Java em pequenas consultorias de fundo de quintal. Pretensão salarial: R$ 6.500, contratação CLT. Surgiu uma dúvida: como será que ele julga o valor que traz a uma empresa com o trabalho que realiza com o conhecimento que possui?

O fato é que estamos enfrentando uma crise intelectual gigante (e acho que isso não se restringe somente à área de TI). O conhecimento é cada vez menos valorizado, totalmente subestimado. Diplomas e certificados passam a ter um valor muito maior, como se fosse possível alguém carimbar um pedaço de papel e, automaticamente, transformar um cidadão em mestre.

Há um outro fator também intrigante: o tempo de experiência de um profissional de TI está sendo, ao meu ver, completamente sub-julgado. Explico melhor. Há muita gente considerando o tempo de experiência (seja na área, seja na empresa) como fator primordial para determinação de uma promoção ou aumento salarial. A senioridade do profissional está sendo associada somente aos seus fios de cabelo branco. Pois bem, vamos lá: eu já conheci inúmeros moleques que, com 2 ou 3 anos de experiência, são seniores no que fazem, ao mesmo tempo em que conheci inúmeros senhores com mais de 20 anos de área que não valem um tostão furado. Mas qual a diferença entre os dois casos? A diferença é que esses moleques sabiam o que queriam e se capacitaram para aquilo, através de cursos, palestras e mesmo auto-didática, enquanto os mais velhos sentavam a bunda na cadeira e achavam que apenas seus fios de cabelo branco (ou a falta deles) seriam suficientes para colocá-los como intocáveis.

Veja bem, não estou dizendo que somente a aplicação acadêmica é suficiente para transformar gatinhos em leões, mas ela é fundamental. E essa capacitação não vem somente através de certificados emitidos por órgãos competentes, mas sim de dedicação interna. Isso, associado à experiência prática e, não menos importante, a mentores competentes que podem direcionar suas carreiras profissionais, certamente cria ótimos profissionais. Isso serve para qualquer área.


Ps.: Li um artigo científico excelente (original em inglês aqui) onde o autor aponta que o fator principal em um processo de desenvolvimento de software são as pessoas, e não a metodologia ou a tecnologia envolvidas. Isso serve para comprovar o que escrevi acima. Enquanto tivermos maus profissionais, incapacitados, não adianta adotarmos metodologias modernas tampouco ferramentas de produtividade.

Sem mais!

Publicado: 19 de junho de 2011 por Mathias em Comportamento, educação, Política
Tags:, , , ,

Mathias

Discurso da Professora Amanda Gurgel.

Publicado: 22 de maio de 2011 por Mathias em educação, Política
Tags:, ,

As vezes tenho a sensação de que o LISARB tem jeito.

Essa professora vai bombar durante um bom tempo na mídia, infelizmente, enquanto der IBOPE.
Utopia é imaginar que o resultado deste discurso gere uma revolução educativa, com novas diretrizes de governo e novos comandantes da EDUCAÇÃO.
Nem falo em dinheiro, porque já deve ter o suficiente para criar uma “Korea” Brasileira, no sentido da qualidade… o problema é o desvio deste.

É… sou um utópico mesmo.
Segue vídeo.

FUI!
Mathias

Movimentos

Publicado: 16 de agosto de 2010 por Kzuza em Comportamento, Cotidiano
Tags:,

Hoje ouvi no rádio uma notícia sobre um grupo aí, um movimento social, que fez uma ação nesse final de semana, no bairro do Itaim, em SP, para conscientizar as pessoas a não jogarem bitucas de cigarro na rua. Esse tipo de lixo corresponde à boa parte dos resíduos da cidade e entopem bueiros.

Aí comecei a pensar na quantidade de movimentos similares que existem por aí. Em pequena e em grande escalas. Assim, querem conscientizar todo mundo. Querem que todos façam a sua parte. Uma pequena ação pode mudar o mundo. Tipo, se você fechar a torneira enquanto escova os dentes, não vai faltar água potável para seus filhos. E por aí vai.

Acho válido pacas esse tipo de iniciativa. E acho que devam existir cada dia mais associações como essas, para promover o bem, para incentivar a cidadania.

O ponto que eu quero chegar é que isso não adianta de porra nenhuma se o exemplo não vier de cima. Enquanto formos um povo sem educação básica, esse tipo de movimento não traz benefício nenhum para a sociedade no geral. Enquanto não tivermos políticos preocupados com a educação do povo, não é um “zé roela” distribuindo porta-bitucas no semáforo que vai fazer a cidade ficar mais limpa.

É mais ou menos igual àquele pai que coloca o filho numa escola cara pacas, com professores de primeira linha, esperando que seu filho saia de lá um anjo, enquanto, em casa, nunca tem tempo para os filhos. Age com violência. Grita com as crianças, e bate na mãe. E depois não sabe por que seu filho é um monstro, se a escola é tão boa.

Imaginem uma empresa onde o diretor anda mal vestido, com barba por fazer, sempre desleixado e chegando atrasado todos os dias. Como exigir dos seus funcionários que não façam o mesmo?

É exatamente o que acontece no nosso país. Como fazer campanhas para conscientizar as pessoas sobre a importância do voto, se os políticos não dão o exemplo?

Também acho que um mundo melhor começa com atitudes individuais. E tento seguir isso a rigor. Mas devo ser sincero: com o rumo que as coisas vem tomando, está ficando cada vez mais difícil.

Pobres crianças

Publicado: 20 de julho de 2010 por Kzuza em Comportamento
Tags:,

Tenho dó da criançada de hoje em dia.

Querem criar lei para proibir dar uma palmada na bunda da criança mal-criada (como se precisasse). Aí não conhecem limites, nem punições. Crescem imunes. Pais que fazem o que os filhos querem, e não o contrário. Porque ensinar dá trabalho, e cansa. O dia-a-dia já é muito cansativo e estressante para ter que se dar ao trabalho de educar os filhos. Melhor comprar presentes, agradar, e dizer sempre sim. Acaba-se com qualquer choro da criança.

Esquecem-se da educação de base. Ou melhor, lembram-se de deixá-la de lado. Sim, porque o descaso com a educação é proposital. O governo não quer um povo culto, inteligente e preparado. Querem seres fáceis de serem manipulados e explorados. E assim continua-se a farra do poder por anos e anos.

Pais esquecem de dar orientação religiosa aos filhos. Ou melhor, não esquecem. Simplesmente não querem. Porque dá trabalho. Acordar cedo aos domingos para levar seu filho à igreja? Não, é melhor dormir até mais tarde. O importante é o que o mundo ensina, e não a palavra divina. E formam-se seres alienados.

Valorizam o dinheiro acima de tudo. Aprendem desde cedo o valor monetário das coisas, mas não fazem idéia do valor de um abraço, de um carinho, de uma amizade verdadeira.

Não sabem o que é jogar bola na rua, de pés descalços. Não sabem o que é pipa. Não arrancam a tampa do dedão, não cortam o braço em lanças de portão, não batem a cabeça na quina da lixeira. Vivem em redomas de vidro. Vivem em mundos particulares. Isolados. Cercados de adultos. Para se prepararem para um mundo cruel que está por vir.

E no primeiro não, na primeira topada na vida, no primeiro “fora” na adolescência, na primeira bomba no vestibular ou na prova para tirar a habilitação, afundam-se na depressão. Nas drogas. No álcool Na bandidagem. Porque ninguém nunca se preocupou em ensiná-los que às vezes existe o não. Às vezes os pais não estão por perto. E não adianta chorar ou fazer briga. Porque a porrada é forte, e tem que saber se defender sozinho.

Já temos uma geração de adolescentes hoje imprestável. Que logo serão adultos imprestáveis. Olhe ao seu redor. E perceba o que pais ausentes e políticos omissos estão ajudando a criar para o nosso futuro.

Se você tem filho, é uma boa hora para pensar. Desde pequeno. E ensinar que nem tudo são flores.

Quem é corrupto?

Publicado: 8 de julho de 2010 por Kzuza em Comportamento, Política
Tags:,

Acho injusto essa galera que esbraveja por aí: “Político é tudo corrupto!”.

Você pode reparar. Quem fala isso é justamente aquele que tá cagando pra política. É aquele que não quer se dar ao trabalho de analisar, de ler, de estudar, e prefere generalizar. Prefere adotar o senso comum.

Pura balela.

Eu acho sim que tem muito nego filho da puta no poder, mas sinceramente acredito que tem uma boa parte lá que se salva. E é justamente essa galera que você não escuta nem falar. Porque ser honesto não é nada além da obrigação. Ser ético deveria ser natural do ser humano, e não ser considerado como uma qualidade.

Enfim, os caras que estão lá são o espelho dos caras que trabalham aí contigo, leitor. São o espelho da sua vizinhança. São iguaizinhos aos caras que tomam o busão lotado contigo de manhã. Com a diferença que foram eleitos.

Ou você acha que essa galera que tá aí do seu lado, no dia-a-dia, não age de má-fé também? Você não vê ninguém molhando a mão do guarda quando é parado numa blitz? Não vê ninguém adulterando a declaração do Imposto de Renda para pagar menos? Não vê ninguém pedindo Nota Fiscal de valor maior que o real, para ter um reembolso maior da empresa? É lógico que vê. Não é todo mundo, mas boa parte faz isso. E lá no Poder é assim também, igual na sociedade.

Sabe quando isso vai mudar? Nunca.

Até porque, nesse país, é obrigatório votar. Um país com IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) abaixo de 5. A educação do nosso povo não chega a formar nem metade do que deveria formar. Isso porque o IDEB nem considera quem está fora da escola, o que faria a nota ser pior ainda. Ou seja, somos um povo 20%. Um povo medíocre. E que vota. Todos nós votamos, por obrigação. Para eleger esse mesmo povo 20% para governar o resto. E ainda reclamamos.

Pergunte ao seu chefe se ele contrataria alguém que rende só 20% do esperado? Pergunte a si mesmo qual seria sua reação se seu filho só tirasse nota 2 na escola. Ou então o que faria se só 20% dos funcionários da sua empresa trabalhassem por dia.

O bom de tudo isso é que ainda existem os nota 8, 9, 10. E esses podem mudar alguma coisa. E acredite: existem alguns deles lá no Poder sim, assim como no busão de manhã, ou aí no seu escritório, ou na sua vizinhança. Basta encontrá-los.

Desafio

Publicado: 25 de maio de 2010 por Kzuza em Política
Tags:,

Eu queria propor um desafio. Aproveitando a conversa que ouvi outro dia de um projeto de lei polêmico, de algum deputado que queria obrigar todos os políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas, eu também quero falar.

É uma pena que todos tem teto de vidro. Mas seria bacana, num debate político na TV, um candidato perguntar para o outro o que o partido alheio tem feito pela saúde da população. Após ouvir a mesma resposta de sempre, de que nunca “ninguém investiu tanto em saúde pública quanto o seu governo”, seria legal ouvir na tréplica: “E sua família? Tem plano de saúde? Ou utiliza-se de hospitais públicos quando precisa?”.

É lógico que ninguém vai perguntar isso, porque todo político é igual e tem o rabo preso. Mas eu queria sim ver políticos, todos eles, sendo obrigados a utilizar a saúde e a educação públicas do país. Eu corto o braço do meu vizinho fora se algum deles seria capaz de matricular seu filho ou neto em uma escola pública estadual. Ou então se seria capaz de levar seu pai sofrendo um enfarto para qualquer hospital público.

Não precisa ir tão longe. Não precisamos pedir para que eles enfrentem filas na Caixa Econômica Federal, nem que se utilizem de transporte público, e nem que consigam sobreviver 1 mês com um salário mínimo. Não, não quero tudo isso. Só quero a prova da saúde e da educação. Para ver se alguém tem coragem de sustentar as mentiras que contam enquanto estão em campanha.

E aí, quem encara?

Educar é dar exemplo!

Publicado: 29 de abril de 2010 por Mathias em Sem categoria
Tags:

Hoje eu estava dirigindo, voltando pra casa e meu Pimpolho me disse que eu passei no sinal vermelho

Todo marrento me deu uma p. bronca e disse que tinha um cachorro querendo atravessar!

Nunca fiquei tão feliz por levar uma bronca.

Fui! Mathias

PS: Numa rua escura e perigosa! rs

Sinixxxtro…

Publicado: 25 de março de 2010 por Kzuza em Cotidiano, Religiões
Tags:, , ,

Um tempo atrás ouvi do meu pai uma história que o professor dele da faculdade contou sobre a educação das pessoas. O tal mestre havia dito que o mundo de hoje está ficando cada vez pior, com cada vez mais crimes, pessoas grosseiras, violência e etc., porque cada vez menos temos a educação religiosa dentro dos lares. Cada vez mais os pais querem educar os seus filhos por conta própria, e deixam de lado os ensinamentos religiosos.

Achei a história meio chata. Sim, fui educado dentro dos princípios católicos. Segui a religião até minha adolescência, mas depois abandonei. Por conta de outros pontos de vista. Mas achei o papo meio estranho.

Semana passada, durante o almoço, ouvi a mesma história de um amigo meu. Ele questionou: “Quantas crianças você conhece que vão à igreja?”. Então ele comentou que a nossa geração foi educada nos princípios religiosos. Porque a religião, seja ela qual for, é a única que consegue explicar, desde o início, o que é certo e o que é errado. De forma simples: se você fizer algo errado, você vai pro inferno. E errado é: matar, roubar, mentir, etc. Não adianta seu pai falar isso para você. Ele terá tolerâncias, porque pai é pai. No entanto, só o Pai é Pai. E Ele tem sabedoria. Ou você segue os mandamentos dele, ou já era. Ele vê tudo. É isso que a religião prega. E isso é uma lavagem cerebral. Porque isso molda o ser humano. Aí é que se formam os valores. O que acontece por aí, na sociedade, no mundo em que vivemos, é só um pequeno complemento. Não importa se você vê pessoas roubando, se prostituindo, mentindo. Você não fará o mesmo.

E mais. Esse mesmo amigo comentou que a nossa Constituição, as nossas leis, tudo isso nada mais é do que uma extensão dos 10 mandamentos do Homem-lá-de-cima. É verdade. Ou por que você acha que é errado matar? Porque Ele disse. Se Ele não tivesse falado nada, seria uma confusão só.

Fiquei pensando nisso. Quem me conhece sabe que não sou um cara religioso. Creio em Deus sim, sou temente à Ele. Graças à minha educação católica. E cheguei à conclusão que isso é verdade. Mesmo que você não creia Nele, verá que é verdade.

E hoje eu tomei um susto. Um sacode! Um tapa na orelha! O Cara lá de cima resolveu provar que eu estava pensando certo.

Perdi a chave do meu carro. Achei que estava no bolso do terno. Não estava. Retirei tudo do armário. Revirei a casa. Revirei todos os bolsos de calças, camisas, ternos, e nada. Então bravejei: “Ô, Senhor, onde é que foi parar essa chave???”. Minha esposa falou para eu ter calma, que eu ia achar. Pois peguei o cabide com o terno para colocar de volta no guarda-roupas e PIMBA! O que caiu no chão? Olhei pra cima e gritei de novo: “Puta que pariu, heim? Não assusta assim não!”.

É isso. Não importa a religião, mas é isso que molda o ser humano. E sem ela, estamos à deriva.

Evolução do ensino.

Publicado: 16 de março de 2010 por Mathias em Cotidiano
Tags:,
Texto desconhecido. Ops… de autor desconhecido.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia.
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas
Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..
Relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavo s, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina
registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos
enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem
entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual
a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.(Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro
descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança..
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e
recebe o  exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido
em todos os aspectos,  inclusive em respeitar o planeta onde vive…”

Trotes

Publicado: 1 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento
Tags:, ,

Acho que está todo mundo de saco cheio de ler o que eu escrevo aqui sobre hipocrisia e sobre como a mídia distorce as informações, mas vou continuar escrevendo sobre isso.

Ontem o Fantástico mostrou uma reportagem sobre trotes violentos nas faculdades de São Paulo. O caso mais alarmante foi da Universidade de Mogi das Cruzes, onde veteranos humilhavam os calouros de diversas formas.

Bem, desde que eu me conheço por gente, trote sempre existiu nas faculdades. E acho super legal, desde que se mantenha sempre o respeito. Brincadeira é sempre saudável. Assim como é bacana tirar sarro do outro quando o time dele perde, ou quando o seu ganha. O problema é que ninguém sabe o limite.

Só acho estranho a apresentadora do programa questionar: “Que tipo de profissionais essa faculdade vai formar?”.

Opa, aí está um grande equívoco: jogar na conta da faculdade a responsabilidade de se fazer com que os alunos respeitem uns aos outros. É claro que a instituição de ensino tem sim sua obrigação de fiscalizar e de reprimir esse tipo de atitude, mas o problema está muito antes do cara chegar na faculdade. O problema vem do berço. Vem do infeliz não conhecer limites desde cedo (como o próprio Math escreveu no post Crianças II).

Acho que a pergunta mais apropriada seria: “Que tipo de filhos os pais de hoje estão criando?”.

Essa é a cultura do brasileiro, a de transferir responsabilidades. É difícil quem assume a responsabilidade por algo que ocorreu. A culpa do filho ter reprovado de ano é da escola. A culpa do país não ir pra frente é dos políticos corruptos. A culpa do emprego ser uma porcaria é do chefe. E nós? Somos sempre as vítimas?

Crianças II

Publicado: 1 de março de 2010 por Mathias em Comportamento, Cotidiano
Tags:, , ,

Olha só…

Na qualidade de pai, quero opinar sobre o texto CRIANçAS, a fim de tentar eliminar o medo do meu brother, para que o mesmo inicie o processo de Paternidade, pois esse medo não é um caso isolado, e se continuar assim meu filho de 5 anos vai se ferrar quando crescer, só terá amigos Chineses e Indianos, pois estes gostam de fazer filhos.

Sobre o texto, de autor desconhecido, não há o que discordar, confirmo a tese diariamente, ou por relatos da minha digníssima, que é professora de ensino infantil, ou por vivenciar a educação de outras crianças, algumas da própria família, outras que moram no mesmo condomínio que eu, mas deixo claro que não é regra.
Tem todo tipo de criança.
– As surdas, que não ouvem nem os pais;
– As que não tem noção, ou melhor, nunca tiveram a imposição de LIMITE e acham que podem fazer tudo, desde pegar alguma coisa da sua mão sem cerimônias ou de fazem aquela birra se algo do seu gosto não acontece;
– As que não param quietas nem um segundo, e levam o adjetivo de “hiperativo” para justficar sua malcriação;
– As que acham que vivem em um Hotel 5 estrelas, é só pedir alguma coisa e pronto.

Tem também crianças educadas, carinhosas, respeitosas, engraçadas, inteligentes e comunicativas, todas estas cativantes e dignas de reconhecimento.

Culpar os pais é colocar em prática psicologia barata, mas teve ser 70% dos casos, os outros 30% independem da educação dada e são crianças que tem personalidade e um comportamento um tanto quanto… diria “negativa”.

Quero desmistificar essa preocupação em demasia acima da educação, da pedagogia, das responsabilidades, preocupações do último século, preocupações do contemporâneo. Nunca se viu tantos livros sobre o assunto, desde como preparar a fecundação até o planejamento do ensino universitário. Todo mundo quer se apoiar em livros para educar os filhos e fugir da responsabilidade.

Alguns pais tem medo de repreender os filhos e acham que eles não vão ama-los… Outros acham que dar o melhor do melhor para os filhos é uma compensação pela falta de tempo com eles ou simplesmente fazem isso por mau hábito.

Querer ou não ter filhos é uma opção pessoal, mas repudio algumas justificativas como:

“O mundo esta uma merda e não vale a pena ter filhos para viver em um mundo assim”, Prefiro as mais diretas: “Eu não quero ter filhos, porque é muito caro”.

Bom, para finalizar, o que posso tirar de tudo isso é que o mais importante para educar seu filho é dar AMOR. EDUCAR é amar. Pode ser clichê, mas eu acredito. Estou me esforçando para educar o meu e me sinto orgulhoso, pelo menos quando vou em um shopping ou em uma festa, mas ainda tenho um longo caminho a trilhar.

FUI!

Ouvindo: Espatódea – NANDO REIS

Pra mim essa letra é a síntese de amor paterno, acho o cara fera em retratar o cotidiano.

Crianças

Publicado: 26 de fevereiro de 2010 por Kzuza em Cotidiano, Divergência de opiniões
Tags:, ,

Hoje uma amiga minha me contou que comprou um novo tênis para o filho porque ele se recusou a ir a uma festa com o outro tênis dele (também novo, por sinal) que estava fora de moda. Ele queria um da moda, igual ao que todos na escola tinham, senão não iria a festa.

Ela também comentou que não ia contar para o filho que havia esquecido de trocar o jogo de videogame dele que não havia funcionado. Já fazia uma semana que ela estava para fazer isso e não se lembrava. Ela ia mentir para ele, dizendo que havia trocado, porque se contasse a verdade ele ia ficar bravo e chorando.

Aí lembrei desse texto aqui, que meu amigo Paulo Ferreira me encaminhou, e do qual eu desconheço o autor:

Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens sobre o velho problema das drogas.

Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas considerações feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas na adolescência, recai sobre os ombros dos pais.

O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções básicas para se formar um indivíduo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.

Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de qualquer obrigação.

Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.

Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.

Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos pequenos tombos, das dores, dos arranhões…

Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para poupar possíveis reprimendas de seus mestres.

E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as próprias pernas.

Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?

É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá estrutura nenhuma.

Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento.

Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros.

Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.

Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou responsáveis.

Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de dificuldades?

Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.

E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos pais.

Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos venham a usar drogas, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles idealizado.

É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os próprios “músculos”.

É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Como não ganhar o álbum de figurinhas que todos os colegas da escola têm.

Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.

Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe chegam.

E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores.

Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque responsabilidades sobre seus ombros.

Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.

Não tenho filhos. Não tenho intenção de tê-los porque acho isso muita responsabilidade, e de uma dificuldade tremenda. Só para quem pode. Só para quem tem o dom. Talvez um dia. Por isso é injusto julgar a educação que cada um decide dar para seus filhos. Por isso eu não sei o que é certo e o que é errado nesse tipo de educação.

Mas achei esse um dos melhores textos que já li até hoje. E é examente o que meus pais me ensinaram.

Não posso dizer que tive uma infância fácil, mas também não foi difícil. Minha mãe parou de trabalhar depois que casou. Meu pai não teve curso superior, mas sempre teve empregos razoáveis. Tínhamos condições favoráveis de vida, tomando como base o resto do país. Mas nunca tive luxo. Nunca tive o melhor videogame. Nunca tive um autorama, nem um carrinho de controle remoto, nem tênis de marca, nem roupa de marca. E nem nunca tive ninguém dentro de casa fazendo nada por mim. Meus tombos durante a vida, tive que resolver sozinho. Eles sempre estiveram lá do lado, apoiando, mas nunca me carregando. Com carinho, sem mimos. E acho que isso me preparou para o mundo.

Continuo sendo um bosta. Um cagão. Não sou rico. Não sou um executivo. Não tenho o melhor emprego do mundo. Não sou famoso. Mas se caio, sei me levantar. E acho essa a melhor lição que pude receber dos meus pais.

Update: Atualizando os créditos do texto original:

Enviado por: “Marina Cassino de Almeida” queiroz@dicas-l.com.br rubens_queiroz

Primeira treta!

Publicado: 19 de fevereiro de 2010 por Mathias em Cotidiano, Divergência de opiniões, Política
Tags:, , , ,

Olha só…

Desde quando “CD Pirata” e “Carteirinha de Estudante” foram responsáveis pelos altos preços de CD’s e Shows? Muda esse disco Zuza!

Esse tipo de distorção do problema é o que justifica o aumento do DPVAT de motocicletas devido ao aumento do número dos acidentes envolvendo este tipo de veículo. Mas na verdade o índice continua o mesmo, pois o número de motos em circulação cresce em igual proporção.
Justifica também a diminuição do percentual de álcool na mistura da gasolina para controlar o preço do produto. Não seria mais fácil diminuir as taxas, como a CIDE?

Logo vão defender a redução da maioridade penal para diminuir a violência ou a liberação das drogas para acabar com o tráfico.
É uma distorção de problemas, ou visto de forma simplista ou visto de forma a achar um culpado, onde não tem.

É mais fácil fabricar vacina da dengue do que conscientizar, incentivar e divulgar o combate ao vetor.
É mais fácil baixar nota de corte ou criar cotas de educação do que melhorar o ensino básico. As escolas públicas estão tão ruim, mais tão ruim que até pobre coloca filho em escola privada. A nova modalidade agora é escola privada com ensino de escola pública.

O problema da violência é a impunidade.
O problema da educação e a falta dela.
O problema da pobreza é a corrupção,

Qual o problema do L-I-S-A-R-B? (O País onde tudo acontece de trás pra frente)
Sei lá… Gente tem, Energia tem, Recursos tem, Terra tem, Água tem, Carisma tem!

Pirataria é prática mundial, não é privilégio do Brasil. Música pirata (Inclusive download’s) então, nem se fala. Todo mundo já percebeu que o atual mercado está morto, é preciso reinventar o segmento, o qual já está em processo. Não é culpa de quem compra, a culpa é de quem vende.
As empresas de máquinas de escrever faliram por causa do PC? Claro que não, faliu porque ninguém mais comprava.
Até o Metallica no comando do Baterista Lars Ulrich para detonar o Napster, se rendeu e lançou faixas de suas músicas “na faixa” na WEB.
Já era, vendas de CD não dá, nem nunca deu muita grana para artista, somente para as gravadoras mesmo.
Esperto foi o Tim Maia que lançou seu próprio selo, e dizia que para gravar um CD tinha que chegar na gravadora com 2 Rotweiller, 1 Pitbull e pedir licença!

Show está caro por causa, inclusive, da pirataria e não de “carteirinha de estudante”. Está caro porque tem quem compre, é equilíbrio de mercado, se tem nego pagando tem nego vendendo.

A 10 anos atrás eu já usava carteirinha do estudante e os preços eram outros.

Pagava-se R$80,00 pra ver U2 na pista do Morumbi e tinha ingresso sobrando,
AC-DC no Pacaembu por míseros R$60,00 e sobrava ingresso.
Philips Monsters Of Rock por R$50,00 no estádio do Ibirapuera com uma porrada de Banda.
Raimundos, Angra, Rappa, Marcelo D2, Irá!, Charlie Brown Jr, Jota Guest, Nação Zumbi, Arnaldo Antunes… era de “grátis” na praça Charles Miller e tinha quase todo ano.

Hoje qualquer showzinho de Maria Rita, Seu Jorge, NXZero ou qualquer outro artista brasileiro é um chute no estômago, e a maioria tem bilheteria esgotada.
Fui levar meu filho em um show infantil do Lazytown, e paguei R$80,00 conto por cabeça, foram 3 cabeças!
Até couvert hoje em dia é caro, R$10,00 para um cara que arranha um violão e não deixa você tomar uma gelada em paz.

Só o teatro sofre com as carteirinhas de estudante, pois tem pouco incentivo e brasileiro não gosta, vive vazio, normalmente subsidiado por empresas, apesar que me parece que já está mudando, eu espero.

Esse é o problema… procurar solução no lugar errado.

Na verdade as coisas estão mais caras porque o Brasileiro está ganhando mais, e como Brasileiro é Trouxa (Alá Zuza) gasta mais!
Não tem hábito de poupança, adora pagar os juros e a carga tributária mais cara do mundo.

O máximo que acontece é uma corrente para não colocar gasolina nos postos BR, ou uma corrente para entrar no site de abaixo-assinado.

FUI!

Ouvindo: O caminho do bem, Tim Maia (Em MP3)