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Uma legião de imbecis

Publicado: 24 de fevereiro de 2016 por Kzuza em Política
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Ontem à noite rolou a propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Omiti propositalmente o “gratuita” já que, tendo em vista os últimos resultados da operação Lava-Jato, duvido muito que tenha saído de graça.

Como vem se tornando comum nos últimos tempos, muitas pessoas protestaram durante o programa, que contou com a ilustre presença do ex-presidente Lula. As formas mais comuns de manifestação foram as luzes piscando nas casas e o já quase tradicional panelaço.

O fato é que diante do atual cenário nacional e das crises econômica e política instauradas, o povo anda meio puto da vida. Tenho comigo uma teoria: o brasileiro é um povo pacato, inocente e tolerante demais; a gente suporta roubalheira, tolera incompetência e pouco se importa com posições políticas, mas quando a inflação e o desemprego crescem de maneira absurda, aí brasileiro resolve ficar macho!

E é meio óbvio que essa raiva recaia sobre o presidente do país e seus aliados. Sempre foi assim. A gente sempre reclamou, de Sarney à FHC, e depois da dupla Lula e Dilma. Mas enquanto não metiam (diretamente) a mão no nosso bolso, enquanto a inflação estava controlada e o desemprego era moderado, a gente até conseguia viver em paz.

O problema maior é que o atual governo, que na verdade é o mesmo há 13 anos, meteu tanto os pés pelas mãos que agora está todo mundo apavorado. E aí nego vai reclamar de tudo quanto é jeito mesmo. A roubalheira foi tão escancarada que não há como defender o atual governo. Não há mais nem sequer o discurso de “governar para os pobres”, porque da mesma forma como os pobres “conquistaram” muitas coisas graças ao PT, isso tudo está indo embora, com a mesma velocidade.

Agora quer ver uma coisa que me deixa inquieto de verdade? Povo chato.

O governo fode com a vida do cidadão, atola o país em crise, mete a mão no dinheiro do povo, estraçalha com a economia e o cara diz que tem “vergonha alheia” de quem bate panela ou pisca a luz durante o horário político do PT. Sério?

É esse mesmo povo que reclama do nome da última fase da operação Lava-Jato (“acarajé”), por não respeitar as religiões africanas, mas está pouco se importando com o real objetivo da operação, que é prender bandido.

Li por aí que o brasileiro não sabe o que é democracia, porque bate panela na hora do horário político do adversário para não escutar o que ele quer dizer. Sério, há muita coisa que é melhor nem ouvir mesmo.

Gente tem vergonha alheia do grupo que faz dancinha ensaiada no protesto pedindo impeachment, mas não sente vergonha ao ver o governo gastando rios de dinheiro com cafés da manhã luxuosos, suítes presidenciais em hotéis 5 estrelas ou vôos em classe executiva.

Ou seja, tem muita gente mais preocupada com a forma de se manifestar do que propriamente com o motivo pelo qual estão protestando. Olavo de Carvalho que o diga. Enquanto o povo fica discutindo qual tipo de protesto é legal ou inteligente, ou qual é o jeito certo de incomodar o governo, eles continuam cagando na cabeça de todos nós.


Adendo: eu não bato panela nem pisco a luz do meu apartamento, mas apoio quem o faz (pela causa, não pela forma). Acho ridícula a coreografia do grupo de verde e amarelo nas manifestações, fazendo uma dança bizarra pra chamar a atenção. Mas se é por uma causa justa, tem meu apoio. Mas então, qual seria minha forma predileta de protesto? Eu não teria coragem, mas não seria uma má ideia um grupo de vingadores cabra-macho surgindo na calada da noite, matando e esquartejando um político corrupto por semana. Não daria um mês para que a mentalidade começasse a mudar.

 

A justificativa pelo retrocesso

Publicado: 17 de setembro de 2015 por Kzuza em Economia, Política
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A crise política e econômica pela qual o nosso país está passando é tão grave que hoje não há um ser humano que eu conheça capaz de defender o atual governo federal.

Mesmo assim, tenho lido uma série de absurdos nos últimos dias que me fazem pensar se as pessoas são desonestas por natureza, ou se ainda há tanta gente desacreditada assim no mundo

Eu sou o tipo de cara que acredita que precisa ser um homem melhor hoje do que eu fui ontem. Vivo em constantes mudanças e adaptações, sempre andando para a frente. Pequenas conquistas, pequenos gestos diferentes, sempre procurando evoluir. Não sou hoje o que eu era há 10 anos atrás. Acho que a maior parte das pessoas pensam igual. Se um dia eu voltar a ser como eu era há 10 anos atrás, eu irei morrer de vergonha. Será uma grande derrota para mim. Afinal, eu batalhei para chegar onde cheguei hoje. Não aceito retroceder.

O problema é que eu vejo ainda muita gente tentando justificar a fase pela qual passamos comparando nosso momento com momentos de um passado negro. Veja bem, como eu disse, não conheço ninguém que consiga defender o atual governo petista, mas conheço muita gente tentando justificar o que eles fazem.

Se a Dilma e sua equipe resolvem recriar a CPMF, imposto que o próprio PT lutou para extinguir, um monte de gente aparece para dizer que o próprio FHC foi quem criou tal imposto (como se na época ninguém tivesse reclamado). Se o partido se afunda em escândalos de corrupção, prontamente justifica-se que a corrupção sempre existiu no país. Se a nota de bom pagador do país é rebaixada pela Standard & Poors, surgem aqueles que dizem que foi o próprio governo do PT quem havia colocado país nesse ranking e que isso não vale de nada. Se a inflação sobe a cada mês, isso é relativizado porque inflação alta mesmo era na época antes do Plano Real, então não devemos reclamar.

Podem apostar que se os cortes do Bolsa Família começarem a afetar os beneficiados, surgirão vários defensores dizendo: “Ah, mas antes do PT nem existia Bolsa Família!”. Ou seja, não importa se estamos andando para trás, desde que não cheguemos nos períodos mais negros da nossa história.

Fico pensando: será que todos os retrocessos que tivemos no governo Dilma podem ser justificados pelo simples fato de que não estamos tão mal (há controvérsias!) quanto estávamos na época de FHC ou da ditadura militar, mesmo que estejamos infinitamente piores que no início do primeiro governo da presidAnta?

Tenho a impressão de que, se depois de 16 anos no poder, o PT deixar o poder e largar o país na mesma situação que estava ao término do governo FHC (mesma inflação, mesmo valor do dólar, mesmo IDH, mesma posição no ranking mundial de educação, etc.), eles irão se vangloriar disso! Se isso não é assumir o fracasso, não faço ideia do que seja.

Até que a sorte nos separe? Ou: A História do Brasil do PT

Publicado: 2 de junho de 2015 por Kzuza em Economia
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Você já assistiu ao filme “Até que a Sorte nos Separe”? Na história, Tino e Jane ganham um prêmio na loteria de R$100 milhões de reais. Após 16 anos torrando o dinheiro loucamente em extravagâncias, o dinheiro acaba e eles passam por dificuldades. Precisam ajustar suas contas, parar de gastar, vender uma série de coisas que tinham comprado…. enfim, precisam mudar de estilo de vida totalmente! Tudo isso porque eles apenas gastaram o dinheiro, e não investiram nem guardaram nada.

Fazendo um paralelo com a história recente do Brasil, é mais ou menos o que aconteceu com os 12 últimos anos do governo petista. Não faz sentido? Lula recebeu um país ajustado economicamente das mãos do seu antecessor, FHC. A maré estava boa, o mercado de commodities em alta… E Lula sempre foi um cara populista. Sempre se identificou com o povo, principalmente pela sua origem humilde e sua história de luta ao lado dos trabalhadores. E ele definitivamente não é um cara burro: sabia que para continuar em alta com o “povão”, precisava fazer a alegria deles, agora que tinha sido alçado ao poder. E ele fez o mesmo que Tino fez no filme com seus filhos: ele os cobriu de bens, distribuiu dinheiro a rodo, investiu no bem-estar social, incluiu o pobre na sociedade definitivamente.

Mas assim como Tino, Lula não deu a mínima importância para a origem do dinheiro necessário para satisfazer as necessidades de seus súditos. Enquanto o cofrinho estava cheio, usou e abusou para comprar deliberadamente apoio de todos ao seu redor para perpetuar no poder. Deu certo. Conseguiu eleger e reeleger Dilma Roussef que, assim como seu antecessor, continuou a gastar dinheiro a rodo para enriquecer seus amigos e distribuir migalhas aos pobres, seus amigos necessários para mantê-los no poder (lembram-se, no filme, quando Tino pagava cerveja e fichas de sinuca para seus amigos no boteco?).

Enfim, chegamos a 2015, ano de início do segundo mandato de Dilma. E o que aconteceu? A grana acabou, meu caro. A abundância deu lugar à escassez. A fonte secou. Secada a fonte, chegou a hora de apertar os cintos. É o tal ajuste fiscal de Joaquim Levy. É o governo cortando gastos (quando corta) e aumentando impostos. Precisam se equilibrar, pois estão quebrados.

A diferença básica entre Tino e Dilma é que Tino não tinha de onde tirar mais dinheiro. Precisou pedir um empréstimo a um tio rico de Jane. Já Dilma tem ao seu lado a máquina do Estado e um exército de 200 milhões de contribuintes. Basta, através da coerção, fazê-los pagar mais impostos que o seu caixa aumenta. E não havia dúvidas que isso seria feito, assim que a situação começasse a ficar difícil.

Hoje, a população mais pobre paga essa conta. Desemprego e inflação em alta, redução de benefícios sociais, cortes de gastos na educação, etc. E todos se perguntam: o que aconteceu? É igualzinho ao filho de Tino, no filme, quando ele pergunta para o moleque quanto custa o sorvete: “Ué, pai? Você nunca perguntou quanto custa nada? Vai regular agora?”.

É a vida imitando a arte…

A canalhice sem limites

Publicado: 13 de março de 2015 por Kzuza em Política
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Estamos próximos de um dia que pode vir a mudar o rumo da história desse país. No dia 15 de Março, em várias cidades brasileiras, ocorrerá uma manifestação popular contra o governo petista e pedindo o impeachment da presidAnta Dilma.

Ainda tem quem considere o pedido de impeachment como um golpe ou um oportunismo da direita. Então, para não deixar dúvidas, deixo com vocês aqui um texto inconstestável de Arthur Dutra para o site Crítica Política, onde ele explica alguns (vários) fundamentos jurídicos para o pedido de impeachment. Em resumo:

  • Dilma atenta contra o livre exercício do poder legislativo por subornar, através do Petrolão, políticos da base aliada em troca de apoio político;
  • Dilma atenta contra a existência da União ao submeter o país a uma organização estrangeira (Foro de São Paulo);
  • Dilma atenta contra a segurança interna do país ao financiar e apoiar as atitudes criminosas do MST contra a propriedade privada;
  • Dilma atenta contra a probidade administrativa, ao não se responsabilizar por seus subordinados quando os mesmos cometem delitos funcionais ou praticam atos contra a Constituição (ou o famoso “Eu não sabia de nada”).

Eu gostaria de acrescentar outros dois pontos aqui:

  • Dilma atentou contra a Lei Orçamentária no ano passado, quando estourou o orçamento e causou um rombo bilionário nas contas públicas. A manobra do governo, na época, foi de modificar a lei para não incorrer em crime de responsabilidade fiscal. Para isso, condicionou um repasse maior de verbas para os parlamentares à aprovação da mudança da lei pelo Congresso.
  • Dilma também admitiu crime de prevaricação ao não aplicar a lei anticorrupção no caso da Petrobrás, além de assumir culpa ao dizer que isso começou na época do governo FHC (embora os depoimentos de Pedro Barusco vão de encontro a isso) e que deveria ser investigado lá atrás. Ou seja, durante 12 anos de mandato, o PT também não fez nada para investigar por quê?

Mesmo assim, há quem ainda não defenda a saída do partido do poder, embora não consiga mencionar um, apenas um motivo para apoiar o atual governo sem cair nas falácias que eu já mencionei aqui. Meu desafio continua mantido.

Ontem mesmo Ricardo Chapola publicou um texto no Estadão criticando quem pede o impeachment, mas não sem cair em uma das falácias que eu mencionei. A opinião dele é, infelizmente, a mesma opinião que pude observar em alguns amigos meus: a reforma política é mais importante que o impeachment.

Bem, então cabe a mim fazer uma outra pergunta: como é possível aprovar uma reforma política em um país dominado por um governo totalitário? É como pedir liberdade para um ditador. Não acredito que Ricardo Chapola (que eu não faço ideia de quem seja) seja um cara inocente ou ignorante, então acho que ele é vigarista mesmo. Querer que alguém acredite ser possível o PT aprovar uma reforma política que possa, de alguma forma, enfraquecer o seu projeto de poder totalitário é a mesma coisa do Gugu querer que nós acreditemos no arrependimento de Suzane von Richtofen.

Se você conseguir me responder à pergunta em negrito acima de forma convincente, sem usar de falácias, eu juro que desisto de ir às ruas domingo.

Pau que bate em Chico não bate em Francisco?

Publicado: 11 de março de 2015 por Kzuza em Política
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A crise sem precedentes da política brasileira abriu também, embora com muito atraso, espaço para discussões políticas abertas entre os cidadãos comuns. Gente que até então pouco se importava com política passou a acompanhar mais, a estudar mais, a se informar mais, e finalmente defender suas posições. É claro que nem todo mundo é assim e continua agindo seguindo a manada, mas felizmente o povo começou a acordar.

Eu acho bacana quem tem suas convicções políticas e consegue defendê-las acima de tudo. A única coisa que me incomoda é gente vigarista e canalha. Aí realmente não dá para ter paciência.

Veja só. Com todas as trapalhadas que o governo petista tem praticado nos últimos 12 anos no país, atualmente é quase impossível encontrar alguém que consiga defender a presidAnta Dilma quando ela abre a boca para falar suas besteiras. Nenhum cidadão de bem, que não receba nenhum centavo do governo para se posicionar a favor dele, é capaz de aceitar o posicionamento da presidAnta após as eleições. Veja bem: NINGUÉM! Com exceção dos militantes pagos pelo PT e todos os demais artistas e intelectuais financiados pelo governo, nenhuma pessoa de bem é capaz de dizer: Concordo com as ações que a presidAnta tem tomado desde que venceu as eleições.

Mas é aí que aparecem os vigaristas e canalhas.

Como ninguém é capaz de defender a atual gestão, mas não querem dar o braço a torcer e assumir que suas convicções políticas não deram certo e fracassaram, elegem então outros espantalhos para atacar, tentando assim desviar as atenções do que é principal.

Abaixo listo uma série de argumentos usados pelos canalhas:


1 – A corrupção não foi inventada pelo PT

É claro que não, caro amigo imbecil! Ninguém nunca disse isso! Mas o homicídio também não foi inventado pelo Alexandre Nardone e nem por isso ele tem direito a jogar a filha pela janela do apartamento. E também a sociedade toda tem direito de se indignar com isso.

A corrupção foi institucionalizada pelo PT. A compra de apoio político através de propina paga através primeiro do mensalão, e agora através do petrolão, é inédita na história brasileira. O assalto escancarado aos cofres da Petrobrás para atender a interesses políticos também. A compra de votos através de medidas populistas, travestidas de programas sociais, que somente mantém os pobres na pobreza, também. A instauração de militância política paga para abafar e sufocar a oposição também.


2 – A população é manipulada pela mídia golpista e acredita em tudo o que vê na TV

Primeiro, acho que generalizar é uma forma ofender boa parte da camada pensante da população. Dá a impressão de que ninguém consegue pensar e discernir o que é fato e o que é mentira, a não ser os canalhas que se utilizam desse argumento.

Em segundo lugar, acho que depois de tantas evidências sentidas no dia-a-dia do povo, fica difícil não acreditar quando a mídia noticia a alta do dólar, o baixo crescimento da economia, o aumento do desemprego, o aumento no preço do combustível e da energia, etc. Está aí para quem quiser provar.


3 – Protestar contra o governo é coisa das elites e dos coxinhas

Sim, porque eles não fazem parte do povo. Somente quem é pobre tem legitimidade ao reclamar. Se eles não reclamam, é sinal de que está tudo bem. A classe média não trabalha, não paga impostos, tem comida na mesa todo dia, então não é válido protestar. Ela não representa o povo!

Soa incoerente ou não?

Você, canalha, talvez me pergunte: Então por que só a classe média protesta? Em primeiro lugar, isso é outra vigarice sua, pois a mesma presidAnta foi vaiada ontem em um evento da construção civil em São Paulo pelas pessoas que trabalhavam no local (“acho” que não haviam ricos por lá…. mas só “acho”). Em segundo lugar, em um país onde a educação é precária há décadas por culpa de todos os péssimos governos que tivemos, seria natural que somente uma parte mais esclarecida da população fosse capaz de se organizar para protestar. O que não necessariamente quer dizer que somente uma pequena parte apoia isso.

(Leia um artigo interessante sobre isso aqui)


4 – São Paulo enfrenta uma crise hídrica e ninguém bate no governador incompetente

A presidAnta vem à público em rede nacional dar um pronunciamento e usa como argumento a falta de chuvas para o aumento no preço da energia elétrica, visto que as hidrelétricas estão operando abaixo da sua capacidade porque o nível dos reservatórios está baixo. O uso das termoelétricas, mais caro, é necessário nesse caso.

Enfim, a culpa é da falta de chuva ou da incompetência do governo? Daria para ser um pouco mais coerente?


5 – A mídia não fala de helicóptero cheio de cocaína, do cartel do metrô de São Paulo e nem da fraude do HSBC

Dessa vez, citei somente 3 dos espantalhos preferidos pelos canalhas.

É óbvio que os 3 casos precisam ser investigados a fundo e os eventuais culpados devem ser punidos. Mas você realmente acha que o impacto dos 3 casos acima citados na vida do cidadão comum é realmente maior do que a alta da inflação, ou do que o aumento do desemprego, ou do que a recessão econômica? Você acha que o impacto nas contas públicas nos casos do metrô paulista ou do HSBC são maiores do que o da Petrobrás, por exemplo, onde um único diretor já se propôs a devolver quase $100 milhões desviados?

Parece-me coerente o povo ser mais sensível a um acidente aéreo que mata 300 pessoas do que a um acidente automobilístico que mata 1 só.


6 – De que adianta tirar o PT do poder se quem vai assumir é pior

Que fosse o Lucifer associado ao Belzebu! É dever moral de qualquer pessoa de bem exigir a mudança. Julgar por antecipação o que está por vir com uma eventual saída da nossa presidAnta do poder é moralmente desonesto! Nem eu, nem você, nem ninguém é capaz de saber se as coisas serão piores do que são hoje. Você pode até acreditar que não será melhor (embora eu esteja convicto que não há como ser pior), mas exigir a mudança é necessário.

Justificar os crimes do partido pelo fato de que “os outros fariam igual” é totalmente desonesto. É vigarice!


7 – Essas manifestações não representam nada. Não ouvi panelaço! As marchas reúnem um pequeno número de pessoas!

Conhecendo o histórico passivo do brasileiro médio, você sinceramente acha insignificante 12 capitais brasileiras terem registrado manifestações contra a presidAnta no último pronunciamento? Você realmente acredita que o crescimento de movimentos organizados independentes como o MBL e o Vem pra Rua não representa nenhum avanço em relação a um povo que sequer se preocupava com política anos atrás?


8 – O Alckmin é um péssimo governador e ninguém pede a saída dele!

Há, na minha cabeça (mas pode ser somente presunção minha), uma diferença enorme entre incompetência e criminalidade. Nem todo ser incompetente é criminoso, assim como nem todo criminoso é incompetente. Só que para mim, cometer crimes é muito mais grave do que ser meramente um ser incompetente.

O que o PT tem feito com o país nos últimos anos é criminoso, por vários aspectos. Nem vou me estender aqui. Somente mencionar que o partido submete-se a uma organização internacional (Foro de São Paulo), atendendo a seus interesses, e que mantém organização paramilitar (convocada por Lula como o “Exército de Stédile”). Esses dois fatores já seriam suficientes para que o partido fosse extinto, conforme leis do Tribunal Superior Eleitoral. E nem seria necessário, portanto, mencionar a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal no último ano pela presidAnta, o que já seria suficiente para o seu impeachment. Isso tudo é crime, meu amigo, e não somente má gestão. Deu para entender o grau de gravidade ou quer que eu desenhe?


E se você, caro leitor, apoia o atual governo, eu lhe desafio a comentar o post aqui nesse blog, com os seus argumentos para isso. Mas não vale usar nenhuma das 8 falácias que eu descrevi acima, nem suas variações. Ficou claro?

O estelionato eleitoral de Dilma

Publicado: 23 de janeiro de 2015 por Kzuza em Política
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dilma-15Conheço uma porção de gente que não votou em Dilma Rousseff nas eleições passadas mas que, após os resultados das urnas, apressou-se em dizer: “Ah, mas eu espero que ela faça um bom mandato”. Sempre achei isso completamente incoerente. Como assim “espero” que ela faça um bom mandato? Se você esperasse isso mesmo, não faria sentido ter votado nela? Fiz, na época, um comparativo com o futebol. Soltar uma frase dessas era como um torcedor sãopaulino que esperava que o Paulo Miranda fizesse um bom jogo. Oras, todos sabemos que o Paulo Miranda é um mau jogador, então faz sentido esperar algo diferente dele a não ser jogadas bizarras? Não, como torcedores, nós “torcemos” por algo, por mais improvável que seja. E foi isso que aconteceu no período pós-eleições com essas pessoas aí.

Enfim, o segundo mandato mal começou (a posse foi há exatos 23 dias) e a presidente se vê diante de uma das maiores crises do país. Para quem não acreditava que isso fosse possível, está aí cada vez mais claro o resultado de 12 anos de uma administração desastrosa.

Agora me pego a pensar se essas pessoas que não votaram nela, mas que “esperavam” uma boa administração, estão tão ou mais decepcionadas do que aqueles que votaram na presidente. Talvez a diferença entre esses dois grupos seja que o segundo certamente ainda vai dizer: “Mas com Aécio seria pior”. Sim, infelizmente essa é a única possibilidade na qual alguns se seguram agora: acreditar que fizeram o menos pior para o país. Isso é bastante perigoso, se é que você consegue me entender. Não assumir a responsabilidade pela sua própria decisão e, mentalmente, criar uma hipótese de que teria sido pior tomar um caminho oposto é, na verdade, desonestidade moral.

A estratégia de marketing do Partido dos Trabalhadores está clara agora, só não vê quem não quer. Ataques vêm de todos os lados, dentro do próprio partido, para cima da presidente. Até a revista Carta Capital dessa semana entrou na onda:

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Não conseguiu entender? Eu explico o fogo amigo. Se as medidas tomadas pelo governo nesses 23 dias (aumento na carga tributária, redução de direitos trabalhistas, aumento nos juros, energia elétrica e combustíveis, etc.) não derem resultado, vão botar na bunda de Joaquim Levy e de Dilma Rousseff, preparando o retorno do barbudo em 2019. Caso contrário, caso consigam reverter a recessão através das tais medidas impopulares, o próprio partido se auto declamará o salvador da pátria. (Qualquer semelhança com as profecias feitas por George Orwell em 1984 são mera coincidência.)

A ignorância é mesmo uma bênção?

Publicado: 18 de dezembro de 2014 por Kzuza em Política
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Sempre ouvi (e sou adepto!) que a ignorância é uma bênção. Os ignorantes não sofrem, dizem alguns.

Mas essa semana conversei um pouco a respeito desse assunto e cheguei à conclusão que, em alguns casos, a ignorância não é tão abençoada assim…

Graça Foster, presidente da Petrobrás, foi personagem dos noticiários essa semana por conta dos escândalos de corrupção denunciados na empresa. Segundo alguns e-mails interceptados, a ex-funcionária Venina da Fonseca havia tentado alertar a presidente sobre os casos de corrupção que estavam acontecendo na empresa. Como podemos ver atualmente, nada foi feito e tudo veio à tona por conta de uma investigação da Polícia Federal. Agora Graça Foster afirma que não sabia de nada do que estava acontecendo e que nem sequer foi checar as informações passadas por Venina. Em outras palavras: bilhões de reais são desviados das contas da empresa a qual ela preside e ela jamais soube de nada.

Isso me lembra bem o caso do Mensalão. Na época (e até hoje), o ex-presidente Lula afirmava categoricamente não saber de nada do que se passava entre o Palácio da Alvorada e o Congresso Federal, onde negociações de compra de votos dos parlamentares corriam soltas debaixo do seu próprio nariz. Nem mesmo a presença de membros da cúpula do Partido dos Trabalhadores, companheiros de longa data de Lula, fez com que o ex-presidente tomasse conhecimento do que acontecia.

Dilma Roussef, atual presidente da república e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena, também alegou ter sido enganada por pareceres técnicos falsos para aprovar a compra da refinaria por X vezes mais do que ela realmente valia. Ou seja, também foi ignorante.

Oras, vamos partir então da premissa que os 3 realmente estejam dizendo a verdade. Vamos dizer que os 3 realmente sejam ignorantes. Você acha que realmente isso faz deles inocentes?

Para facilitar, vou deixar para vocês um trecho do livro “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, da editora Círculo do Livro.

Aqueles que pensam que os regimes comunistas da Europa central são obra exclusiva de criminosos deixam na sombra uma verdade fundamental: os regimes comunistas não foram feitos por criminosos, mas por entusiastas convencidos de terem descoberto o único caminho para o paraíso. Defendiam corajosamente esse caminho, executando, por isso, centenas de pessoas. Mais tarde ficou claro como o dia que o paraíso não existia, e que, portanto, os entusiastas eram assassinos.

Assim todos acusavam os comunistas: vocês são os responsáveis pelas desgraças do país (que está pobre e arruinado), pela perda de sua independência (caiu sob a tutela dos russos), pelos assassinatos judiciários.

Os acusados respondiam: “Não sabíamos! Fomos enganados! Acreditávamos. Somos inocentes, do fundo do coração!”

O debate conduzia a essa pergunta: seria verdade que não sabiam? Ou apenas fingiam não saber?

Todos acompanhavam esse debate (como dez milhões de tchecos), e acreditavam que haveria certamente entre os comunistas alguns que não eram assim tão ignorantes (deviam pelo menos ter ouvido falar dos horrores que tinha acontecido, e que não paravam de acontecer na Rússia pós-revolucionária). Mas é provável que a maior parte deles não soubesse de nada.

E ele dizia para si mesmo que o problema fundamental não era: sabiam ou não sabiam? Mas: seriam inocentes apenas porque não sabiam? Um imbecil sentado no trono estaria isento de toda a responsabilidade somente pelo fato de ser um imbecil?

Vamos admitir que o procurador tcheco que pedia, no começo dos anos 50, a pena de morte para um inocente tivesse sido enganado pela polícia secreta russa e pelo governo do seu país. Mas agora sabemos que as acusações eram absurdas e que os condenados eram inocentes, como podemos admitir que o mesmo procurador defenda sua pureza de alma batendo no peito e dizendo: “Minha consciência está limpa, eu não sabia, eu acreditei!” Não é precisamente no seu “Eu não sabia! Eu acreditei!” que reside sua falta irreparável?

Nesse ponto Tomas se lembrou da história de Édipo. Édipo não sabia que dormia com sua própria mãe, e, no entanto, quando compreendeu o que tinha acontecido, nem por isso se sentiu inocente. Não pôde suportar a visão da infelicidade provocada por sua ignorância, furou os olhos e, cego para sempre, partiu de Tebas.

Tomas ouvia o grito dos comunistas que defendiam sua pureza de alma, e dizia a si próprio: “Por causa de sua inconsciência o país talvez tenha perdido séculos de liberdade. Mesmo assim vocês gritam que se sentem inocentes? Como podem ainda olhar em torno de si mesmos? Como?! Não estão espantados? Vocês não enxergam? Se tivessem olhos deveriam furá-los e deixar Tebas!”

Mais do mesmo

Publicado: 6 de novembro de 2014 por Kzuza em Política
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Ah, Zuza, putaqueoparéu, outro texto sobre política?

Sim, meu caro, outro. Mas prometo que dessa vez é rapidinho, nem vai doer. É só para a gente se manter informado e manter nossa fiscalização.

O primeiro texto foi publicado na Folha ontem e é de autoria de Roger Noriega, ex-embaixador dos EUA junto à Organização dos Estados Americanos. Se você não consegue encontrar o vínculo entre a designação da Venezuela para a vaga não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e o Foro de São Paulo, deixe seu comentário aqui que escrevo um outro texto a respeito. Mas eu acredito na inteligência dos meus leitores e tudo fará sentido após lerem o texto que está no link.

O segundo texto é do Rodrigo Constantino. Muita calma nessa hora, caro amigo petista. Dessa vez o cara pegou leve e fez uma análise bem coerente e sem críticas pesadas. Mas então por que eu coloquei esse texto aqui? Bem, porque tenho amigos que estão torcendo fortemente para que o PT consiga arrumar a economia nacional nos próximos 4 anos, mesmo tendo o partido sinalizado que continuará com a mesma política econômica falida do primeiro mandato da Dilma. Eu considero que esses amigos são tipo eu, sãopaulino, torcendo para a zaga tricolor parar de bater cabeça, mesmo sabendo que o Muricy vai escalar o Paulo Miranda. No meu caso, consigo até me justificar dizendo que é a paixão irracional pelo meu time. Mas no caso dos meus amigos, que nem foram eleitores do PT, realmente é uma torcida na qual não vejo sentido. Não que eu queira que o Brasil quebre, mas a gente passa meses avaliando propostas e planos de governo, vota no candidato que julgamos mais bem preparado, e depois que ele perde criamos a ilusão de que todas as propostas do vencedor eram falsas e que ele irá então atender às nossas expectativas. Acho isso bastante insano. Pensando por esse lado, talvez todo o debate durante as eleições tenha sido em vão e o melhor mesmo teria sido não votar em ninguém, e apenas torcer pelo vencedor. Cansaria menos.

Não posso me comprometer a escrever um texto por dia nesse espaço a respeito das ações que governo atual tem tomado na direção da implantação do socialismo em terras tupiniquins. Não tenho tempo nem disposição para isso. Mas sinto-me na obrigação de manter os meus amigos informados pelo menos. Não creio que todo mundo tenha paciência e vontade de ler o que está nos links do texto, mas ao menos garanto a idoneidade dos mesmos e que vale à pena ler cada parágrafo com atenção e livre de preconceitos.

O primeiro ponto a deixar claro aqui, logo de início, é que se você for delinear os seus princípios políticos baseados nos seus amiguinhos “revolts” do Feicebuqui ou outras redes sociais, que jamais pesquisaram algo sobre o que escrevem, você já começa errado. Sejam seus amigos “revolts” de direita ou de esquerda. Qualquer revoltadinho já me irrita logo de cara quando aparece com argumentos falhos ou falsos.

O segundo ponto que todo mundo precisa entender é que não há salvador da pátria, ou ideologia que seja implantada de um dia para o outro. Isso nem na sua casa, nem na sua empresa, nem na sua cidade, nem no seu Estado, muito menos no seu país. Se você toma como base um ideal imediatista, ou se seus parâmetros são os seus amigos imediatistas, você também está equivocado. Tudo leva tempo para acontecer. Então é sempre bom estudar um pouco de história, de estatística, de análise comportamental. Observar como as pessoas e governos se comportam e tomam decisões ao longo do tempo mostram, com uma precisão maior, como eles irão agir no futuro e qual caminho sua vida vai tomar.

Quando eu falo sobre pavor que tenho do Foro de São Paulo, acham que eu sou pe-esse-de-bista, coxinha, mau perdedor, ou chato de plantão. Quando alguém fala sobre o pavor do Foro de São Paulo, culpam Olavo de Carvalho de fazer terrorismo contra o PT. Então, dessa forma, é bacana ler o que o próprio PT fala sobre o Foro de São Paulo para entender. Foi isso o que a Judite Raiti fez nesse post aqui. Talvez isso faça você entender um pouco melhor que não se trata de uma postura pró-partidária, seja ela qual for, mas sim uma postura pró-nacionalista de minha parte.

E já que no Brasil não temos uma imprensa idônea (a não ser que ela seja a Carta Capital), como a própria presidente e seu partido dão a entender, é bacana também ler o que comentam sobre as nossas últimas eleições pelo mundo afora. Um texto interessante foi publicado pela Mary Anastasia O’Grady, editora do Wall Street Journal, nesse link aqui ó.

Também recomendo observar movimentos externos sendo absorvidos em nossas terras com uma naturalidade tremenda. O Reinaldo Azevedo, declarado inimigo do governo atual, explicou muito bem no seu blog hoje como é que a Venezuela está mandando seus homens para treinar os nossos movimentos sociais aqui no Brasil para uma tal revolução socialista (palavras do próprio Elías Jaua, presidente setorial do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do tal Ministério das Comunas).

Isso é visivelmente claro no tal Decreto 8243 promulgado pela nossa presidente esse ano, decreto o qual foi derrubado em votação simbólica no Congresso na última terça-feira. Eu sugiro você se informar a respeito do decreto e das reais intenções do governo com o mesmo. Ainda falta o veto pelo Senado, e eu particularmente estou torcendo para que isso aconteça.

Mais uma vez, é sempre bom ouvir os dois lados, ponderar as intenções de ambos (pois cada um vai puxar mais a sardinha para o seu lado), e então decidir. Analisar pelos extremos da corda fará sim você se tornar um chato intolerante.

O que está por debaixo dos panos

Publicado: 29 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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Lembro de uma conversa que tive certa vez com uma amiga, que estava em crise no seu namoro. Ela vivia sofrendo por conta das “trapalhadas” (para usar um nome bonitinho) que o seu namorado aprontava. O cara era um cafajeste e dava claros indícios que ele a traía. Não a tratava com carinho e não dava sua devida atenção à ela. Mas mesmo assim, a coitada gostava do cara e esperava que ele mudasse. Chegaram até a comprar um apartamento juntos. Ela, na esperança que ele mudasse após o casamento, sempre esperou pelo melhor. Outros amigos dela cansaram de aconselhá-la a terminar o relacionamento. Houve brigas. Alguns chegaram a parar de falar com ela, de tão cabeça-dura que era na época. Eu, como amigo, sabia o quanto ela era teimosa, então não seria mais um a ir contra sua vontade. Porém, como amigo, precisa conversar com ela. No único papo que tivemos a respeito do assunto, soltei logo: “Bem, o mais importante que eu vejo nessa hora é que você não seja enganada. Você é adulta e responsável o suficiente pelos seus atos. Se você quiser seguir com isso, o problema é seu e eu, como seu amigo, só tenho a dizer que estarei contigo até o final, aconteça o que acontecer. Mas você sabe que esse cara não presta, que ele é cafajeste e que trai você, não sabe?”. Ela me respondeu que sim, e eu não tive mais o que fazer. Se ela não estava sendo enganada e, mesmo apesar de tudo, decidiu continuar com o cara, para mim era um caso claro de devoção cega e que para mim não havia mais solução.

Diferentemente desse caso da minha amiga, mas ainda se tratando de um contexto semelhante, começo a perceber que isso acontece muito nas posições políticas adotadas por muitos amigos meus. Digo diferente porque, no caso da minha amiga, a decisão cega dela prejudicava somente ela própria; já no caso dos meus amigos, acabam por prejudicar não só a vida deles, mas também a minha e de outros 200 milhões de habitantes do nosso Brasil.

Mas da mesma forma como agi com minha amiga, devo agir também com meus amigos que decidiram votar na Dilma nas últimas eleições. Por mais que você não acredite em um ditadura comunista, nem que isso daqui vá virar uma nova Venezuela/Cuba/Argentina, eu acredito que seja melhor você começar a ler algumas opiniões mais embasadas por aí. Não opiniões baseadas na desconstrução da reputação alheia, nem na desqualificação dos seus adversários políticos. Leia opiniões baseadas em fatos. Mas leia nas entrelinhas, pesquise, e torne-se bem informado. Se mesmo assim você continuar com o mesmo pensamento, eu digo que continuarei seu amigo, mas talvez não nutra mais a mesma admiração que eu tinha por você, embora meu respeito continue sempre o mesmo.

Hoje li um texto extremamente difícil de entender do Gastão Reis Rodrigues Pereira, publicado aqui no Estadão. Sei lá, coloquei um texto do Estadão porque talvez você, eleitor do PT, já tenha uma ojeriza natural por textos publicados na Veja (ou até mesmo na Folha, depois da polêmica com o Chico Sá). Acho capaz que você sinta-se tentado a ler o texto do Estadão, que explica um pouquinho como é esse trabalho hoje feito pelo governo atual na manipulação intelectual da população brasileira.

A centralização do poder pelo Partido dos Trabalhadores me preocupa muito, embora muita gente custe a acreditar que isso seja um golpe político velado. A própria presidente da República já declarou que “as polícias não devem ficar sob controle dos estados”. A entrevista foi dada à rede CNN e o resumo da matéria está aqui (olha só como o Zuza é bacana, coloca um link para a matéria da Carta Capital, canal de imprensa que todo petista A-D-O-R-A). Talvez seja ótimo você ler esse texto nas entrelinhas, para eu não precisar ter que explicar direitinho o que ela quis dizer com isso em um outro post.

Como se não parasse por aí, a tal MP 657, editada agora no dia 13/Outubro pela nossa excelentíssima presidente, prevê que o Diretor-Geral da Polícia Federal passe a ser nomeado pela Presidente da República. Isso talvez não soe tão absurdo assim para você, eleitor do PT, e eu até respeito se você não havia se informado ainda sobre o assunto. Mas talvez seja legal também ler um editorial do próprio Estadão comentando sobre a relação entre o Planalto e a Polícia Federal. Isso pode abrir um pouco seus olhos.

Essa semana, já eleita, ela declarou em entrevista ao SBT que pretende regulamentar a imprensa (olha um link batuta para o texto aqui, você que adora a mídia chapa-branca). É óbvio que ela não vai deixar claro, na entrevista, o que ela quis dizer com “regulação da mídia no setor econômico”. Aliás, acho que ela não faria isso nem que quisesse, pois tem uma dificuldade de expressão maior até que o nosso ex-presidente, analfabeto declarado. Mesmo assim, qualquer tipo de regulação da imprensa não lhe soa perigosa, caro amigo?

Talvez a tal ditadura comunista cubana implantada no Brasil soe como uma piada aos seus ouvidos. Talvez isso seja mesmo utópico. Além do mais, é um tanto difícil estabelecer um plano desses, do dia para a noite, em um país com dimensões continentais e uma população de 200 milhões de pessoas. Ainda mais nos dias de hoje, com a ONU e outras entidades mundiais em cima.

No entanto, o PT está sim agindo da mesma forma que os comunistas fizeram.

Para explicar de uma maneira figurada, Cuba é o pornô hardcore, com DP e gang bang. O PT é o soft porn, daqueles que passavam na (saudosa!) Sexta Sexy na Band ou que passam na Multishow de madrugada. O teor é um pouco diferente, mas no fim das contas está todo mundo se fodendo.

Observação final: minha amiga finalmente se livrou do cafajeste e arrumou um cara que realmente a merece. Compraram uma nova casa e irão se casar ano que vem. Ou seja, para tudo nesse mundo há salvação! Talvez ela não acreditasse que houvesse ninguém melhor no mundo para colocar no lugar do cafajeste, ou que o mundo não tinha mais esperanças…

Eleições

Publicado: 6 de outubro de 2014 por Kzuza em Política
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eleicoes-2014-urna

Antes de mais nada, antes que me julguem, dois dados importantes: sou paulistano, nascido e criado aqui, e votei em Aécio Neves para presidente.

Se isso não foi o suficiente para você parar a leitura do texto por aqui, gostaria de deixar o meu muito obrigado.

Em segundo lugar, queria dizer aqui que estou completamente decepcionado com essas últimas eleições e com o quanto nosso povo é alienado e desrespeitoso. Como eu sempre digo, nós temos um país muito melhor do que merecemos como povo. O Brasil ainda é, para mim, o melhor lugar do mundo para se viver, por ‘n’ motivos para os quais eu necessitaria de outro post para explicar.

Não acho que meu voto foi melhor ou pior do que qualquer outro. Aliás, mais para a frente eu explico qual foi o meu raciocínio.

O que mais me decepcionou mesmo foi a incoerência de muitos comentários que li pelo Facebook e a intolerância com a opinião alheia. Eu sinceramente já esperava, assim como foi em 2010, comentários xenofóbicos após os resultados do primeiro turno, mas dessa vez a turminha se superou.

A palhaçada já começa com o pensamento praticamente padrão entre a elite que se diz esclarecida de que o PT precisa sair do poder a qualquer custo. A imbecilidade já começa por aí. Sou perfeitamente a favor da alternância de poder e também contra muitas das políticas adotadas pelo atual governo, principalmente sua fome incessante pelo poder. Agora sequer analisar em quem estou votando somente para tirar o partido de lá é, para mim, totalmente insano.

Outra coisa que para mim não faz sentido é apostar as fichas no partido social democrata brasileiro. Quando não sei quem mencionou que o brasileiro tem memória curta, talvez não imaginasse que fosse tão curta assim. Essa mesma galerinha que hoje prega o retorno dos tucanos ao poder votou em Lula em 2002 para pôr fim às falcatruas do governo FHC e à sua política econômica. O Estado totalmente aparelhado, as inúmeras denúncias de esquemas de corrupção que NUNCA sequer foram investigadas, a dívida externa crescente, a inflação alta (mais do que a atual), o câmbio que atrapalhava as nossas exportações, o funcionalismo público sofrendo sem reajustes salariais (se você não tem funcionário público na família, pergunte a alguém que era nessa época e tire suas conclusões), o ensino superior totalmente sucateado e elitizado (sem essa história de FIES e SISU), tudo isso fez com que todos corrêssemos para o PT como a única salvação. Deu no que deu.

Estamos agora votando num partido que conhece como ninguém todos os caminhos insólitos de Brasília. Um partido que sempre praticou, onde quer que estivesse, a corrupção como se fosse a coisa mais natural do mundo. E para ajudar, aparelhou-se de todas as formas, de maneira que nada fosse investigado ou punido. Quase igual ao PT faz. Quase.

Agora nada supera a xenofobia paulista que, sinceramente, me deixa com uma vergonha alheia tremenda.

Primeiramente, um Estado que elege, entre os seus deputados, nomes como Tiririca, Marcos Feliciano e Andrés Sanchez deveria sentir vergonha. Como se não bastasse, ainda reelege em primeiro turno o governador do partido que está à frente do Estado há 20 anos. Ué? E a alternância de poder? Não era boa para a democracia? Um Estado com a educação pública sofrível que tem, com uma USP cada vez mais falida e sem verba, com uma Santa Casa que era hospital de referência e agora está prestes a fechar as portas, cuja segurança pública sofre há anos, onde estamos à mercê de uma organização criminosa que domina o estado (PCC), com os mais diversos escândalos em processos licitatórios do metrô, cujas rodovias são as mais modernas do país, mesmo que isso signifique preços completamente abusivos de pedágio e um estado dominado por uma única concessionária (CCR, comprovadamente ligada ao PSDB). Mesmo com tudo isso, reelegemos nosso governador e nos achamos melhores do que outros estados? É isso mesmo? Faz sentido?

Cheguei a ler com comentário, compartilhado por um amigo meu, de um ser mais exaltado propondo a independência do Estado de São Paulo. Veja o ponto aonde chegamos. Nós nos achamos tão superiores assim ao restante do país? Um povo que adora odiar a maior cidade do país, reclamando de tudo o que acontece por aqui (do trânsito, do povo, da poluição, da super população, do transporte e da puta que pariu), ainda assim quer se tornar independente? Para quê? Para podermos sofrer mais com o mesmo? Para podermos eleger quantos Tiriricas e Felicianos quisermos, sem ninguém pra nos infernizar?

O fato é que, infelizmente, cada um vota olhando para o seu próprio umbigo, e não pelo bem do país. Isso é natural, meus caros amigos. Você aí que acha o Bolsa Família um absurdo, um benefício que só sustenta vagabundo, etc. e tal…. sinceramente, você acha que os tucanos vão acabar com isso? Hahahahahahahahaha…. faz me rir.

É natural que o Nordeste seja o maior colégio eleitoral do PT. Ninguém nunca governou o país pensando neles. É óbvio que eles votam e continuarão votando em quem os ajudou, independente se tenha sido da melhor forma ou não. A discussão aqui não é essa. Eu também acho que o Bolsa Família tem muito o que melhorar e que o programa sozinho, como funciona hoje, não ajuda a desenvolver o país, mas não dá pra negar que dá uma sobrevida a quem mais necessita. Espero mesmo que o novo governo ajude a desenvolvê-lo como um meio de crescimento sustentável. Mas se esse fosse o único motivo pelo qual o povo vota no PT, tendo em vista que o programa atinge 25% das famílias brasileiras, de onde então vieram os outros 16% dos votos válidos que a presidente teve? Radicais (ou alienados) como os que estão aos montes se multiplicando no Facebook, irão elaborar as mais diversas teorias conspiratórias, desde a adulteração das urnas até fraudes no processo de apuração. Eu não vou nem discutir esse ponto, porque se você chega a esse tipo de conclusão, acho que esse país já é demais para você.

Eu sinceramente não consigo me lembrar o que era melhor na época do governo FHC em relação ao que é hoje em dia. Tirando o fato de que tínhamos um presidente extremamente inteligente, culto, que sabia se falar e se portar em público, eu talvez tenha de fato uma memória fraca. E agradeço quem puder me ajudar.

Gozado é que a maioria do povo que eu conheço que votou em Aécio Neves está muito bem empregado, recebe salário em dia, leva uma vida confortável, alguns até viajando para o exterior uma vez ao ano… A maioria também possui automóveis novos, gadgets importados, TV por assinatura, internet de banda larga para poder postar o que quiser no Facebook…. A maioria também possui convênio médico e não depende da saúde pública para nada. Enfim, não têm o que reclamar da vida. O que o PSDB então pode trazer de melhor? Ou, mudando a pergunta, o que o PT fodeu tanto a sua vida assim nos últimos anos para essa raiva tremenda?

Porra Zuza, então vota no PT logo e não me enche o saco! Seu petista de merda! Alienado! PTralha!

Não, não voto. Votei no Aécio assim mesmo. E não, não estou feliz com isso, mas também não estaria feliz elegendo uma despreparada para o governo, então fui no menos pior de todos. Não havia outra opção para mim. É claro que cada um tem sua escolha e quase todas são justificáveis, exceto as intolerantes e as não pensadas. A mudança nesse momento se faz necessária pelo término desse ciclo no poder. Voto pela renovação, mas não a qualquer custo. E também não tenho ilusão de que o próximo governo será melhor que esse. A merda continuará a mesma, mas espero que as moscas sejam diferentes…

A falta de visão

Publicado: 26 de janeiro de 2014 por Kzuza em Política
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Todo final de ano os nossos políticos resolvem nos presentear com alguma surpresinha de última hora, que sempre vem a causar revolta no povo que pensa. Seja um aumento salarial dos nossos parlamentares, seja a criação de um novo imposto, tudo sempre aparece nos últimos dias do ano, quando nós sempre achávamos que tudo já tinha sido resolvido durante o ano todo.

Esse ano, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento da alíquota de IOF para cartões pré-pagos no exterior, de modestos 0,34% para 6,34%. Basicamente, eles multiplicaram a alíquota atual por mais de 17 vezes (são 1764% de aumento, para ser mais exato) e enfiaram isso goela abaixo do contribuinte, com a justificativa de que essa é a mesma alíquota utilizada para compras com cartão de crédito no exterior, visando diminuir a utilização de um meio de pagamento em detrimento a outro.

Bem, para os mais entendidos, a real é que o brasileiro têm gastado cada vez mais no exterior e o governo estava doidinho pra morder algo desse montante todo.

Basicamente, esse aumento de imposto afeta mais a nova classe média (na qual eu me incluo), que hoje tem muito mais facilidade de viajar ao exterior do que tinha antigamente. Essa mesma classe média é o povo que mais utiliza a internet e, consequentemente, as redes sociais hoje em dia. Não é de se estranhar que choveram reclamações na semana passada com mais essa manobra do governo.

Eu não vou chover no molhado aqui.

Minha única bronca nisso tudo é perceber como nossos políticos são BURROS. Aliás, são BURROS pra CARALHO!!! E quem paga por essa burrice somos nós, contribuintes, para contribuir com os BURROS que, para piorar, são FILHOS DA PUTA. Sim, porque o BURRO só, por definição, não é maldoso. Mas esses ainda são FILHOS DA PUTA, e aí sim passam a me incomodar.

Será que alguém já se perguntou por que estamos gastando tanto dinheiro no exterior? Não é preciso ser muito esperto para notar que estamos, nós brasileiros, ganhando mais do que ganhávamos antes. Temos um poder econômico maior. Mas os BURROS não tentam entender porque as nossas DILMAS estão sendo transformadas em OBAMAS e sendo gastas lá fora. Não tentam encontrar um meio de manter essas DILMAS dentro de nossas fronteiras, gastas com nossos produtos, feitos nas nossas empresas, gerando riqueza para o nosso país.

E aí eu pergunto: por que nossos governantes têm tanto medo de desenvolver o país? Estamos fadados ao fracasso eterno. Ninguém quer ser grande. Ser grande é precisar assumir responsabilidades. É ter trabalho. E isso é uma coisa da qual brasileiro nenhum gosta…

Minha carta à ‘presidenta’

Publicado: 6 de fevereiro de 2013 por Kzuza em Política
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Cara ‘presidenta’ Dilma,

Primeiramente, desculpe-me por colocar o ‘presidenta’ entre aspas. Talvez os leitores do blog pudessem achar que eu cometi um erro ortográfico, e iria pegar mal para o meu lado. Mas como a senhora faz questão de ser chamada assim, não sou eu que irei contrariá-la. Acredito que desde a sua época de ‘estudanta’, quando você ainda era uma ‘adolescenta’, a senhora sempre tenha sido digna de respeito.

Deixe-me apresentar: meu nome é Renato Netto de Matos, tenho 31 anos, sou casado, não tenho filhos, atualmente faço um curso de MBA em Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação, moro em São Caetano do Sul – SP, e sou Coordenador de Projetos na área de Tecnologia da Informação.

Não sou filiado a nenhum partido político. Aliás, tratando-se de política, infelizmente sou como a maioria dos brasileiros: não tenho lá minhas convicções muito bem definidas. Assumo. Mas em diversos outros pontos, sou diferente da maioria da nossa população. Não sei se devia me gabar por isso, mas tenho consciência que sou. Tenho uma renda mensal muito acima da média nacional, o que não quer dizer lá muita coisa, considerando a nossa ainda triste situação. Tenho ciência que o seu governo tem dado continuidade ao excelente trabalho feito no governo anterior na luta contra a pobreza, mas vamos concordar que o trabalho é longo e estamos muito longe do ideal. Além disso, também faço parte da minoria do país que possui curso superior completo. Também tenho ciência do vosso trabalho árduo nessa área, e reconheço os avanços, mas o cenário ainda é desfavorável para o nosso lado. Mas o mais importante, ‘presidenta’, é deixar claro que, mesmo com toda essa minha apresentação ainda superficial, eu não sou ignorante. Não sou um analfabeto funcional. Cursei boas escolas e tive um apoio enorme dentro de casa, o que me permitiu desenvolver um intelecto acima da média nacional. Veja bem, ‘presidenta’, isso não quer dizer que eu seja um gênio. Estou falando da média nacional. Isso apenas quer dizer que eu consigo discernir as informações que chegam até mim diariamente, interpretá-las e fazer o meu julgamento. Sem que ninguém precise me dizer como pensar, ou no que acreditar. Fantástico isso, não? Nesse ponto, acho que somos parecidos.

Apesar da carta parecer um pouco irônica até aqui, quero deixar claro que a intenção não é essa.

Eu não sou um desses revoltadinhos da internet que costumam aparecer por aí. Aqueles que querem queimar vivos os governantes da nação (embora eu confesse que às vezes me sinto tentato a isso). O vosso partido político, ‘presidenta’, hoje virou o alvo favorito dos críticos anônimos. Sim, aqueles, donos de blogs, ou que adoram fazer piadinha nos seus perfis do Facebook. O PT virou o mordomo da vez: é o culpado por tudo. Sei que a senhora e seus amigos de partido devem achar que esses críticos aí são simpatizantes dos seus principais adversários políticos, os tucanos. São os direitistas. Sabe, durante um tempo eu também achei isso, mas cheguei à outra conclusão. O divertido, para esses daí, é jogar pedra em quem quer que seja. Hoje são vocês que estão na vitrine, amanhã serão outros, fiquem tranquilos.

Eu sou diferente. Eu votei no Lula quando ele foi eleito pela primeira vez. Acabei me decepcionando e não votei nele na segunda. E também não votei na senhora (embora eu seja um dos maiores torcedores para que a senhora seja a melhor ‘presidenta’ que nosso país já teve, alcançando um sucesso enorme). Mas devo dizer que isso não tem nada a ver com o vosso partido, ‘presidenta’. Só para dar um exemplo, nas últimas eleições para prefeito, ajudei a eleger um companheiro do PT para a prefeitura de Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo onde voto até hoje. Foi onde eu fui criado, e é onde meus pais ainda moram. Como já disse, não sou um cara de convicções políticas muito bem definidas. Mas até aí, ‘presidenta’, convenhamos que até mesmo os partidos políticos de hoje também não estão muito bem definidos, não é mesmo?

Além disso, devo-lhe dizer outra coisa que me diferencia da maioria do povo do nosso país. Eu sou moderado. Tentando exemplificar, eu sou o cara que não enxerga o país nem como as propagandas do governo e a senhora dizem por aí, nem como a revista Veja e os revoltados do Facebook tentam pregar. Eu sou o meio-termo. Como paulista, devo admitir que temos a tendência a julgar a situação do país somente pelo que está diante dos nossos olhos. A senhora sabe tão bem quanto eu que as coisas não são bem assim. Nosso país é enorme e as diferenças são tão grandes quanto a nossa extensão territorial. Mas eu tenho ciência do progresso que tivemos nos últimos 10 anos, eu não sou cego. Tem gente que prefere não enxergar. Talvez seja difícil assumir que, apesar dos inúmeros erros, vocês acertaram em muita coisa. Não vou me estender aqui, pois isso basta.

Mas por que eu estou escrevendo tudo isso para a senhora? Qual a minha intenção? Eu explico. Achei interessante me apresentar antes, para que a senhora saiba que as respostas esperadas por mim devem ser sérias e sinceras. Se eu esperasse respostas marketeiras, bonitinhas e ilusórias, eu não me daria ao trabalho de escrever aqui. Eu já dei uma olhada nos sites oficiais, acompanho as propagandas do governo, mas até agora nada satisfez à minha curiosidade chata. Eu estou em busca somente da verdade, embora eu tenha a certeza de que nunca irei encontrá-la. Eu queria notícias imparciais. Queria fatos. Mas hoje em dia isso aqui no Brasil é tão difícil quanto na época da ditadura, não é mesmo?

Enfim, ‘presidenta’, o que eu queria mesmo era apenas uma ajuda. Uma ajuda para entender alguns simples assuntos:

1 – Qual a real posição da nossa ‘presidenta’ e da cúpula do Partido dos Trabalhadores (afinal, em um país tão grande, a senhora não pode governar sozinha) em relação ao assunto do Mensalão? Se, conforme vi algumas afirmações de vocês na mídia, o esquema não existiu e estamos cometendo uma grande injustiça contra os (até o momento) condenados no processo, devo acreditar que o mais alto escalão da Justiça Brasileira está sendo comandado por incompetentes? Em uma linguagem mais simples: ainda devo acreditar na justiça em nosso país, já que os (teoricamente) mais competentes do país julgaram culpados um grande grupo de inocentes?

2 – Atualmente, a Petrobrás é a 5ª maior empresa de energia do mundo. O governo tem anunciado por aí que finalmente somos um país autossuficiente em petróleo. Então eu gostaria de entender por que ainda pagamos tão caro pelo combustível? Veja bem, estou analisando somente o lado do consumidor comum, que é justamente quem mais sente no bolso essa carga. Mas enfim, quais são as razões básicas para pagarmos mais caro por um litro de gasolina, por exemplo, do que nosso país vizinho, a Argentina, que importa o petróleo bruto da nossa Petrobrás?

3 – Em relação à crise energética, negada veementemente pelo governo, pela qual estamos passando (ou prestes a passar), tenho outras dúvidas. O governo conseguiu uma redução generosa nas tarifas de energia elétrica no último mês. Eu sou muito grato a isso, vou economizar bastante. Vai dar para bancar a diferença, pois vou passar a gastar mais com gasolina para o meu carro. De novo, estou olhando só o meu lado. Como disse, não sou um completo idiota. Analisando pelo âmbito nacional, muito mais pessoas e empresas serão beneficiadas com a redução das tarifas de energia do que prejudicadas com o aumento do combustível. As dúvidas:
3.1 – Sobre aquela história lá que durante anos as empresas de energia elétrica cobraram mais do que deviam dos consumidores, sei que isso ainda está em trânsito na justiça do nosso país. O TCU já ‘tirou o dele da reta’ (desculpe-me pela linguagem usada), mas ainda tem gente de bem recorrendo. Minha dúvida é: qual a relação entre a redução nas tarifas de energia com o valor cobrado indevidamente durante anos e anos? Digo, se por acaso a justiça decidir pelo ressarcimento dos consumidores, isso não afetará o preço da energia novamente para cima, correto?
3.2 – Existe alguma ação prevista pelo governo para fiscalizar e exigir que as empresas repassem a redução do custo de produção ao preço final dos seus produtos? Pergunto isso porque me lembro muito bem quando a CPMF foi extinta. Havia uma cobrança enorme dos industriais brasileiros pelo fim do imposto, pois o mesmo onerava demais a produção e, no fim das contas, o preço dos produtos continuou o mesmo.

4 – O último tópico é sobre o assunto que julgo o mais importante. Eu gostaria de saber qual o real trabalho do Ministério da Educação em prol da melhoria da qualidade de ensino no nosso país? Esse é o assunto que mais me preocupa, ‘presidenta’. E falo muito sério. Isso me deixa em pânico. Não precisa me explicar sobre o ENEM, ou sobre o PROUNI. Eu os conheço muito bem. Eu queria saber o que de fato é feito com os resultados do ENEM. Quais são as medidas tomadas. Quanto ao PROUNI, eu sinceramente tenho pavor desse programa. Assim como o SISU (não quanto à sua forma, mas ao seu objetivo). Colocar cada vez mais gente na universidade em um país com a educação básica e fundamental que temos é a mesma coisa que darmos armas aos macacos. Criamos uma falsa ilusão de que somos um país de excelentes acadêmicos, o que é muito pior do que reconhecermos nossa falência. Eu queria que a senhora me explicasse quais são os planos para revertermos o nosso quadro de piora e passarmos a melhorar a qualidade da nossa educação. Esse tópico daria um texto enorme, mas como já escrevi bastante, vou parar por aqui.

Enfim, tudo isso na verdade é uma baita brincadeira. Porque eu sei que a senhora, que deveria ser a destinatária dessa carta, nunca irá ler a mensagem. E também sei que, caso alguém se dê ao trabalho de responder às minhas dúvidas, terei somente respostas vagas e políticas. Não alimento falsas esperanças. Mas enfim, foi um belo exercício escrever isso aqui. Tentei sintatizar minhas principais preocupações, mas elas são muito maiores que essas.

Um grande abraço. E continuo torcendo pela senhora e por quem quer que esteja no poder, mas só porque gosto muito de viver aqui.

Mais do mesmo

Publicado: 5 de novembro de 2010 por Kzuza em Política
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Um “novo” governo nem começou e já começaram as polêmicas.

Logo na primeira coletiva, a presidente eleita, Dilminha de Jesus, já tocou em um assunto bastante polêmico: a criação de impostos.

Bem, criação não é bem o caso, seria a reativação da CPMF, agora com um novo nome: CSS – Constribuição Social para a Saúde. No fundo, é a mesma bosta de sempre. Querem meter a mão no bolso do contribuinte novamente. Porque a CPMF acabou, e você nem teve tantos benefícios assim, não é mesmo? Só mesmo aqueles centavos que eram descontados da sua conta todo mês. Mas os preços dos produtos e serviços continuaram os mesmos, embora toda a briga da Indústria para que o imposto fosse extinto, pois onerava os custos de produção. Deu no que deu.

A merda toda foi ela ainda colocar a culpa na conta dos governadores. Sim, ela disse que, pelo Governo Federal, não há necessidade de um novo imposto, mas ela sabe que os governadores pedem para que isso seja criado. Aham. E eu tenho um caso com a Ana Hickman.

Dilminha, cara-de-pau, você está começando errado. Aliás, está começando do jeito que todo mundo achou que ia começar. Mas não é culpa sua. Como diria o Capitão Nascimento, a culpa é do sistema. Sim, porque esse negócio de aumentar carga tributária para gerar receita corre nas veias da política brasileira. Porque a administração da máquina pública é muito diferente da administração privada.

Pensa só. Olhe a forma como o seu patrão administra a empresa que você trabalha. Na hora que a coisa aperta, quando os resultados não são bons, o que ele faz? Ele aumenta o preço que ele cobra pelos seus produtos/serviços, ou ele corta custos?

Eu corto o pinto do meu melhor amigo se um dia surgir algum político que se proponha a reduzir os gastos da máquina pública, ao invés de propor aumentar a carga tributária. Já viu algum nobre parlamentar propor a redução dos salários da Câmara para conseguir uma folga no orçamento? Você ouviu durante a última campanha eleitoral algum candidato se comprometer com a redução de gastos públicos?

Mas está tudo bem, somos um povo rico e podemos contribuir. Afinal, vale tudo se a vida do povo melhora, certo? Bem, pelo menos foi isso que a última eleição demonstrou. Enquanto a ética e a honestidade não estiverem acima dos demais interesses, continuaremos sendo um país medíocre.

É Dilma, é Lula, é PT!

Publicado: 31 de outubro de 2010 por Kzuza em Política
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Deu a lógica. Em um país onde a popularidade do presidente atinge níveis cada vez mais altos, venceu a candidata indicada por ele. É a Dilma, mas podia ter sido eu, ou você, ou o Charles Henriquepédia, ou até o Tiririca. Pela primeira vez desde que voto, venceu o partido, e não o candidato ao cargo de presidente. Sim, porque conheço bastante gente que votou na Dilma, mas não conheço um que tenha votado porque era A Dilma, e sim a candidata do PT.

Lula sempre teve carisma. Lula é um dos caras mais admiráveis do mundo inteiro. Não por bons exemplos, nem porque foi um bom presidente. Mas pelo carisma, pela liderança. Eu já disse aqui e repito: ele é O CARA! Ele é quem fala o que o povo quer escutar. Como Hitler falava o que a Alemanha queria escutar após a derrota na Primeira Guerra Mundial. E isso não depende dos ideais dele, nem das merdas que ele faz por aí. É a imagem dele.

Carisma, meu caro. Esse dom, Deus dá para poucos. E ele tem de sobra. Como no esporte, o Ronaldo, o Pelé, o Senna e o Guga tem de sobra! O Pelé pode negar a paternidade da filha, o Ronaldo pode comer três travecos no Rio de Janeiro, não importa. O carisma faz com que as pessoas não deixem de segui-los como ídolos. É assim com o Lula.

Olha lá a carinha da Dilma, nossa nova presidenta. Você acha mesmo que o povo votou nela?

Ouvi muita gente falando que o PT continua seguindo a teoria do “rouba mas faz”, difundida pelo outro mestre do carisma Paulo Maluf. Concordo. Mas não é isso que ganhou as eleições. Ganhou o marketing. Ganhou o Lula. Porque tudo o que temos aí hoje é, em boa parte, fruto colhido da época do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Mas nem Lula e nem FHC foram ótimos presidentes.

Mas peraí, mas se o PSDB falou tanto na campanha que o Lula só deu continuidade ao que eles criaram, por que então o povo resolveu votar PT e não PSDB para presidente? Simples, porque nesse momento do confronto, vale a palavra daquele que tem a melhor lábia, aquele que fala a língua que o povo quer escutar. Agora convenhamos: você acha que o Serra fala melhor para o povo do que o nosso Lula?

Agora tem gente querendo separar o Sudeste do resto do Brasil, porque o Nordeste em peso votou na Dilma. Ah, amiguinhos, vão para a puta que vos pariu, com todo o meu respeito. Em primeiro lugar, Rio de Janeiro e Minas Gerais elegeram Dilma no primeiro e no segundo turnos. Em segundo lugar, quem disse que São Paulo sabe votar? O povo que elege Paulo Maluf e, na sequência, Tiririca como deputados federais mais votados do país não tem a mínima moral para falar nada sobre o Nordeste.

Engraçado que ouço muita gente também dizer que Serra seria melhor para o país porque no PT só tem bandido e corrupto. Hehe. E o PSDB é o exemplo de boa administração e de honestidade? Aham. Identifiquei nas últimas eleições que meus amigos da classe média queriam Serra eleito porque o PT faz caridade para o povão em troca de votos, com o dinheiro deles. Pergunto: na época do FHC, era diferente? Só o marketing era diferente, meus caros. O Estado de SP nunca teve de volta os investimentos proporcionais à carga de impostos que recolhe para a União. Nunca. Não é o Lula, não é o PT, isso são anos e anos de diferenças sociais.

Gozado é que em um país onde cada um só olha para o seu próprio umbigo, as pessoas reclamam do governo. A classe média quer retorno dos impostos que paga, a classe baixa quer comida na mesa e bolsa família (só!), e a classe alta quer cada vez mais dinheiro no bolso. E foda-se. Ninguém está preocupado com  a educação, ninguém quer saber se algum candidato está preocupado em investir na redução das diferenças sócio-econômicas entre as regiões do país, nada disso importa. Os mais ricos são os únicos que se preocupam com corrupção ou com o fato de ter uma ex-guerrilheira no poder. E esses são a minoria no país, então não é isso que faz a diferença.

Esse é o Brasil, meus caros amigos. E vamos com Dilma e PT por mais quatro anos. Torço somente para que minha vida não mude em nada, e que ela possa fazer o bem para os menos favorecidos. Os últimos 8 anos foram particularmente bons para mim, mas não me fizeram votar no PT, nem no PSDB. Porque o que eu quero para mim, para meus futuros filhos e para todos os outros brasileiros é muito, mas muito melhor que Dilma e Serra.

Já perdeu

Publicado: 25 de outubro de 2010 por Kzuza em Política
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Se você é um dos que estão pensando em quem vai ganhar as eleições para presidente esse ano, tenho algo a lhe dizer. O que me preocupa mesmo é saber que já foi definido quem perdeu. E não foi a Marina, nem o Plínio, muito menos o Eymael ou o Levi Fidélix. Quem perdeu foi o povo brasileiro.

Eu não me lembro de nenhuma disputa anterior onde o nível de baixaria tenha sido tão grande quanto nessa. Os ataques trocados entre Dilma e Serra já passaram o limite do ridículo. Ambos estão pouco se lixando se estão contando mentiras aos montes durante a campanha. Vale tudo para ser presidente. Vale tudo para conseguir voto.

Os ataques desceram a um nível nunca visto anteriormente. Serra só falta chamar Dilma de boba e feia. Dilma só falta chamar Serra de careca tontão. E o nosso querido presidente só falta botar o pinto pra fora, começar a rodar e gritar: CHUUUUUPAAAAAA, SERRA!

É sério. Não consigo identificar quem está mais mal preparado. Depois, ambos aparecerem para dizer que querem uma campanha limpa. O cacete! Eles querem ser eleitos a qualquer custo.

Quais são as propostas da Dilma? E do Serra? Sobre isso, ninguém discute. Mas todos discutem sobre bolinhas de papel, rolos de durex, Erenice, Paulo Preto, etc. Falam até da lojinha de R$1,99 da Dilma, que foi à falência no Rio Grande do Sul. Logo irão denunciar que ela tirou nota baixa em Estudos Sociais na segunda série e que beliscava o irmão mais velho quando a mãe não estava vendo.

Para entender melhor…

Publicado: 6 de agosto de 2010 por Kzuza em Política
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Se você está confuso com essa eleição para presidente, acho que você pode ficar sossegado porque é fácil de entender.

Como o PTdoB resolveu não lançar candidatura própria e o meu candidato, Mário de Oliveira Filho, ficou sem rumo, comecei a reparar um pouco mais nos outros candidatos.

E é legal como nada muda.

Serra é o típico político completo. Político. Cheio de idéias, fala bem, é articulado. É o tipo de cara que gosta de beijar criancinha remelenta na visita à favela, enquanto aperta a mão do banqueiro bilionário. Almeja o poder não porque quer fazer algo de bom para alguém. Almeja o poder porque quer dinheiro. Quer sua corja do PSDB mordendo o dinheiro público sem trabalho. Quer entregar sua administração aos seus amigos patrocinadores da iniciativa privada. Privatizará tudo o que vier pela frente. Só para não ter trabalho. E continuará comendo do bom e do melhor, junto aos seus amigos da política elitista.

Dilma é a marionete do Lula. Seria capaz até de cortar um dedo para ficar igual a ele. Fala mal. Não tem experiência alguma. Não é articulada. Mas é PT. É a indicada pelo Deus. Sim, porque Lula é o Deus dos pobres. Ela vai continuar sua obra na Terra. Será a mãe dos pobres. Dará a eles o que comer, sem exigir esforço deles em troca. Só exigirá o voto dos pobres, para ganhar a próxima eleição também. Quer só o poder. Mas não para ela, porque ela não pensa, não julga. Ela quer o poder porque o PT disse para ela querer. Para poderem agora fazer aquilo que eles sempre se disseram ser contra: farra com o dinheiro da classe média.

Marina é a única que tem ideal. É inteligente, mas ingênua. Mas ainda me parece a única que se interessa só um pouquinho em fazer algo de bom de verdade, porque ela é uma pessoa boa. Mas é ingênua, pois me parece que ela acha que pode salvar o mundo sozinha. Combater os vilões maus, como num filme da Sessão da Tarde. É uma das que pode se corromper facilmente, infelizmente. Mas ainda sim é a que tem mais credibilidade.

Os demais correm por fora, com devaneios, ideais revolucionários, com radicalismos. Gosto disso, mas isso não desperta interesse aqui no Brasil. Mas todos são admiráveis.

Enfim, nada muda desde 1989….

Odeio eleições!

Publicado: 15 de junho de 2010 por Kzuza em Política
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Não tenho nada contra a democracia, muito pelo contrário. Sou super à favor de se permitir ao povo escolher os seus representantes no governo, mas convenhamos que a época de eleições é um saco aqui no Brasil. Isso porque vivemos num país dominado pelas mentiras e pelo falso moralismo, principalmente quando tratamos de política.

Mas o que mais me enche o saco durante o ano de eleição não é só o fato de eu ser obrigado a ir às urnas, mesmo que eu não tenha um candidato sequer que me represente. Isso já é uma afronta às minhas convicções morais e políticas. O que mais me importuna nesse ano são os e-mails que recebo, sempre das mesmas pessoas, com críticas à atual gestão governamental do país.

Não estou falando do Lula ou do PT. Estou falando dos atuais governantes. Sim. Porque para esse tipo de gente, não importa quem está lá no poder. O importante mesmo é criticar, inventar mentiras, caluniar, só para que, através disso, possam parecer um pouco “politicamente engajadas”.

Odeio gente hipócrita. A mesma gente que lotou minhas caixas postais em 2002 implorando para não votar no José Serra, candidato do PSDB na época, agora implora para eu não votar na Dilma, que é do PT. Em 2002 alegavam que o governo atual estava afundando o país em dívidas com o FMI, que não fazia nada pela população mais pobre, e que estava envolvido em diversos escândalos de corrupção. Hoje, alegam que a corja da estrela vermelha está comprando votos através de programas de distribuição de renda do governo, que não tem escrúpulos, e que está envolvido em diversos escândalos de corrupção (também).

Ou seja, são os tais “sempre-esquerda”. Estão sempre contra. Contra quem está lá, independente de quem seja.

Cansei de contar os absurdos que já recebi por e-mail. Um dos últimos foi algo a respeito da Dilma, dizendo que ela fora condenada nos EUA por algum crime durante sua época de bandidagem na ditadura militar. E que agora não podia mais entrar nos EUA, com o risco de ser presa. Incrível que recebi essa notícia na mesma semana em que ela e outros membros do governo estavam em viagem pelo exterior. E adivinhem onde? Sim, nos EUA. Nem fui atrás de confirmar a informação, porque acho tempo perdido.

Não precisa me pedir para que não vote na Dilma. Eu não vou votar, pelos meus motivos. Aliás, não conheço ninguém que se convença através de correntes de e-mails com denúncias sobre algum candidato. Talvez esses pobres que encaminham esse tipo de corrente tenham ideais mais fracos que os meus, e por isso acreditem nessas histórias. Sejam elas contra Dilma, ou contra Serra, ou contra Marina.

O fato é que a Internet não muda nada no nosso país, pelo menos por enquanto. O nosso povo não é engajado na política. A prova disso é justamente você, que encaminha esse tipo de e-mails em ano de eleição.

Ainda bem que é época de Copa do Mundo, e pelo menos durante esse mês eu terei alguma folga…

De que lado você está?

Publicado: 28 de janeiro de 2010 por Kzuza em Comportamento, Política
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Acho muito engraçado aqueles que só gostam de falar de política quando é para criticar quem está no poder.

Todo verão, a história se repete aqui em São Paulo. As chuvas fortes em Dezembro e Janeiro castigam a população da cidade. Inundações, desabamentos, mortes… é algo triste demais de se ver. E isso abre espaço para um monte de gente aparecer na TV e nos jornais criticando “as autoridades”, que não fazem nada para mudar isso.

Mas espera aí, eu nunca vi prefeito nem vereador algum jogando lixo na rua, ou deixando entulho em terrenos baldios. Nunca vi a Defesa Civil construir barracos nas encostas de barrancos para abrigar a população.

Isso não quer dizer que o poder público não tem culpa. Tem culpa sim de não fiscalizar, de não impedir construções ilegais, de não punir quem não cumpre a lei. Só. Mas por que não dividem a culpa com o povo também? A cidade cresceu desgovernada por culpa de todos, o problema é muito maior. É fácil pisar no rabo do outro enquanto está sentado sobre o seu próprio.

É como aquele pessoal que só escreve para descer a lenha no Lula. Porque ele não sabe falar. Porque os caras do PT se envolveram em esquemas de corrupção. Porque ele quer eleger a Dilma como sucessora. Porque ele apóia o Hugo Chavez. Porque ele não tem um dedo. Porque ele gastou dinheiro demais nas compras pro Palácio do Planalto. Porque ele fez a terra tremer no Haiti e causou as tsunamis no Pacífico. O cara é o Lúcifer!

E era esse mesmo povo que há 8 anos atrás descia a lenha no FHC. Porque ele viajava demais. Porque ele era refém do FMI. Porque ele tinha apoiado a ditadura militar. Porque ele era muito fresco. Porque ele não fazia nada pelo povo. Porque ele deixou a economia do país em frangalhos.

Esse povo que fala hoje do Lula acha que teria sido melhor se o Alckmin tivesse sido eleito nas últimas eleições. E também achava que FHC devia ter perdido as eleições para Lula em 1994. E também achava que sempre quem estava no poder era pior do que aquele que não estava.

Eu pago para ver aquele que dará o braço a torcer ao reconhecer o que foi feito de bom. O povo adora reclamar. O povo adora justificar que tudo o que foi feito de bom foi feito com segundas intenções. Como disse uma vez a Barbara Gancia, “eu tô cagando se é ação de marketing”. Quero ver o Brasil se dando bem. Quero ver nosso presidente ser amigão do Barack Obama. Quero ver nosso presidente analfabeto representar bem nosso país lá fora, bem melhor do que nosso antigo “cagão-sociólogo” que falava 25 línguas diferentes. Quero ver a economia do país ser reconhecida como uma das melhores do mundo. Quero ver o desemprego ser um dos menores da história. Quero ver cada vez mais gente sem fome, nem que para isso eu precise sim dar meu sangue trabalhando.

Mas por quê? Por que eu gosto do Lula? Por que eu sou petista? Nem um, nem outro. Porque eu prefiro ver as coisas boas da história. Porque eu prefiro acreditar que isso é o melhor que poderia ter sido feito. Porque EU não tive coragem de fazer o que o Lula está fazendo, então como posso julgá-lo? Você faria melhor?