Posts com Tag ‘ayn rand’

Quem é John Galt?

Publicado: 28 de abril de 2017 por Kzuza em comunismo, liberalismo
Tags:,

IMG_20170428_091548443

Não sei, mas achei que o dia de hoje merecia essa camiseta.

Em A Revolta de Atlas (SPOILER ALERT!!!!), Ayn Rand descreve uma sociedade autônoma que é formada em um vale. Essa sociedade é fundada por John Galt, um engenheiro de mente brilhante que desiste de ser explorado por pessoas que não fazem nada por merecer e decide parar o motor do mundo. Ele começa a convencer outras mentes brilhantes, principalmente empreendedores, a não mais se curvarem às exigências de um Estado parasita que quer apenas sugar os frutos de seus trabalhos e os leva a viver no Vale de Galt.

Quem lê o livro nunca mais é o mesmo. É justamente por isso que, para mim, o dia de hoje demonstra muito a crise moral que vivemos.

A pergunta que sempre faço é: se houvesse a possibilidade de criar uma nação nova, em um território isolado, onde você pudesse escolher quem seriam os habitantes, você preferiria um mundo onde estivessem só os apoiadores do movimento de hoje, ou só os opositores ao movimento de hoje? Se pudéssemos criar um Vale de Galt, você preferiria que ele fosse habitado por indivíduos que preferem submeter suas decisões e vontades a um poder central (sindicatos ou um Estado gordo e poderoso), ou por indivíduos que preferem fazer suas próprias escolhas livremente e realizar trocas de maneira voluntária? Nessa decisão completamente hipotética, lembre-se: sua escolha é excludente, ou seja, você não pode levar os dois lados para o mesmo lugar.

Para facilitar, imagine um mundo sem patrões. Sem empresários malvadões. Sem grandes fazendeiros. Sem exploradores. Um mundo onde reinam apenas os apoiadores do PSOL, do PT, do PC do B, do PSTU, do PCO, do MST, da CUT e da UNE. Imagine esse mundo. Como seria viver nele? De quem essas pessoas reivindicariam dinheiro? Terras? Propriedades? Direitos? Trabalho? Imagine todas essas pessoas tendo que depender umas das outras, somente.

Se essa é a sociedade que você quer viver, leia A Revolta de Atlas e entenda onde é que ela vai parar. Se isso não fizer sentido para você, eu não sei mais o que pode te ajudar.

Anúncios

o-FRANK-UNDERWOOD-facebook (1)

Recebi, assim como muitos amigos, um texto do blog “mdmente.wordpress.com” sobre “Porque deixar o mercado de TI”. Recomendo ler o texto original e depois continuar aqui.

Pois é… não sei quem escreveu, e isso pouco importa, mas depois de ler concordei apenas com um único argumento: “Baixa qualidade de profissionais na área de TI”.

PONTO FINAL, o resto é pura verborragia, autocomiseração e ressentimento com os rumos de uma trajetória profissional.

O texto é repleto de hipocrisia, apelo vitimista, retórica anticapitalista e a panfletagem ideológica marxista de que a história da civilização é baseada na luta de classes – o velho chavão do “oprimido x opressor”.


Vejamos o que diz o texto:

…o mercado de TI está cheio de preguiçosos, aproveitadores e pessoas que pouquíssimo sabem sobre o que fazem…

Verdade, e este é o único argumento do qual concordo, mas mesmo nessa questão vocês acham que isso é um problema exclusivo da área de TI?

Infelizmente é uma regra geral do mercado brasileiro, com algumas exceções, e qualquer RH pode confirmar a dificuldade em recrutar pessoas comprometidas e capacitadas, e o problema aumenta se falarmos de profissões que exigem maior grau de especialização.

Portanto ao sair da área de TI vai se deparar com o mesmo problema.

Leia um noticiário e comprove que a qualidade jornalística passa longe das redações, procure um mecânico que não seja aproveitador, um professor dominando o que diz, um médico que se mantenha atualizado, um pedreiro que saiba chapiscar uma parede, uma doméstica comprometida, uma atendente que seja eficiente, um funcionário público que não seja preguiçoso ou uma empresa com serviços de qualidade… não é fácil!

A partir daí começa o MIMIMI:

Já começamos com algumas acusações:

…é um antro de desesperados por dinheiro que farão qualquer coisa para ganhar cada vez mais e fazer cada vez menos…

Mas… opa mano… peraí! Deixa eu relembrar alguns trechos do texto:

… No momento em que escrevo esse post, passo por uma síndrome de abstinência… Só que não fui eu quem decidiu parar de fumar… a grana simplesmente acabou. O que acontecia todo final de mês, passou a acontecer no meio…

… Outro ponto que me deixa profundamente triste é o fato de que precisamos mendigar por aumento salarial…

… desenvolve quase que de graça projetos que custariam outros milhões, possui o menor salário da equipe e que talvez (com muita sorte) receba um agradecimento verbal.

E destilando um pouco de ressentimento e inveja:

… não posso dizer que sou mal pago (Hã!?)mas pessoas que mal sabem o que estão fazendo costumam ganhar o dobro ou o triplo do que ganho
… De um ponto de vista social, não posso dizer que sou mal pago

Agora para deixar Raulzito orgulhoso, vamos “desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes”:

… Quando entrei no mercado de TI, o fiz por prazer. Não fui atrás do dinheiro, fui atrás de prazer… diversão… tudo o que eu queria era paz e prosperidade
… É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento.


joaokleber

PARA PARA PARA PARA… já deu!!

Um caso de paralaxe cognitiva, um afastamento entre o eixo da construção teórica e a experiência real do indivíduo, ou seja, acredita-se na teoria mesmo confrontando-se com uma realidade diferente – fala no que acredita ser a realidade mesmo vivenciando algo totalmente oposto.

“Escolhi meu trabalho por prazer, diversão e não por dinheiro” x “Ganho pouco e estou sem dinheiro”

“As pessoas só pensam em dinheiro” x “Quero reconhecimento com aumento salarial”

E agora um pouco do “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”:

(Acusação):

…Por fim, o maior problema de TI é a exacerbação do ego...

(Exacerbação do ego):

conheço a fundo pelo menos outros 20 sistemas operacionais.
eu já era capaz de programar em qualquer linguagem que me aparecesse na frente… bastava ler rapidamente o guia de referência de comandos e funções que eu me adaptava instantaneamente ao estilo de programação que a linguagem exigia...

Se seu amigo de baia ou seu superior é um bosta que não sabe o que faz e ganha mais do que você, cabe a você correr atrás do seu, mostrar seu diferencial, dizer que seu trabalho vale mais do que recebe. Mas se isso é mendigar amigão, fique esperando sentado por um aumento espontâneo trimestralmente.

No blog há vários comentários sobre o marketing pessoal, sobre uma possível postura profissional introspectiva. Utilize da mesma autopromoção que faz no artigo para galgar uma posição mais alta na carreira profissional e o reconhecimento considerado merecido, ainda mais com “pessoas que mal sabem o que estão fazendo ocupando esta posição e ganhando o dobro ou o triplo”.


Vamos aos culpados por tanto desgosto, depois de mais uma fase de desdizer o que se disse:

…Não preciso nem dizer que ainda existe o problema da necessidade de um culpado

Culpado 1:

Os empresários nessa área não estão preocupados com as pessoas…

Culpado 2:

… Num universo paralelo isso talvez faça algum sentido, mas seguindo a tal da meritocracia… essas pessoas nem mesmo deveriam estar ocupando seus cargos…

Culpado 3:

…O ponto mais triste de todos é que o mercado todo é assim…

Culpado 4:

…E já que percebi que estou no lugar errado, é hora de partir em busca do lugar certo, um lugar onde as pessoas valorizem a vontade de ajudar e que o dinheiro não interfira nas decisões. É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento

Ora, decida-se entre o prazer, o altruísmo ou o dinheiro que te sustenta!
Assuma o capitalista que há em você ou vire um hippie-regueiro, nômade ou ermitão… Sei lá, trabalhe com voluntarismo, não vão faltar propostas de desafios computacionais ao bel-prazer!


Agora eu pergunto:

Qual o problema de ser recompensado por um trabalho honesto?

Buscamos por uma recompensa ao oferecer o nosso trabalho. Fazemos bem ao todo quando oferecemos algo em benefício próprio. E é justamente a liberdade das trocas voluntárias (ou livre mercado) que transformaram o mundo que temos hoje.

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.” Adam Smith

Quando alguém realiza um troca voluntária do seu “esforço” intelectual ou braçal por uma quantia de dinheiro é porque avalia que o dinheiro vale mais que seu esforço, e quem lhe dá dinheiro também avalia que aquele serviço ou produto, resultado do esforço de alguém, vale mais do que o dinheiro dado. É uma troca sem perdas, com os dois agentes satisfeitos, pois cada indivíduo dá valor as coisas subjetivamente.

Temos a liberdade de recusar, de fazer uma contra-proposta, escolher, procurar outra oferta ou não fazer nada. Só a democracia nos garante tais direitos, e o liberalismo proporciona essa “tal de liberdade” para a livre empresa e livre iniciativa com o mínimo de coerção do estado (Laissez faire!!).

Qual o problema com o dinheiro?

“O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem.” Ayn Rand

Agora pare e pense sobre quantas quantas vezes você barganhou na compra de um veículo, na aquisição de um imóvel ou num orçamento de pintor, mecânico, pedreiro, diarista, técnicos ou na compra de móveis nas Lojas Marabraz cujo vendedor ganha comissão?

Acha que o vendedor, o comissionado ou o prestador de serviço que se barganha se sente explorado, lesado, “mendigado”?


Nesse outro texto, do mesmo blog, temos o “desprazer” de conhecer a visão de mundo onde o dinheiro é a origem de todo o mal do mundo, baseado na estrutura no materialismo histórico.

Um panfleto oportunista de propaganda utópica sobre a reorganização da nossa sociedade, mais um “pensador” que quer viver num mundo cuti-cuti ursinhos-carinhosos, sem dinheiro, sem inveja, sem ganância, mas vale lembrar que no primeiro parágrafo reclama que o baixo salário o deixou sem cigarros!

Na boa mano, sério que esse ideal comunista e anticapitalista ainda persiste hoje em dia? Um esquerdista vive sob profunda depressão religiosa-ético-moral e estrutural, vive integralmente sob a imagem móvel de um futuro hipotético tão improvável quanto o funcionamento de um moto-contínuo e da alquimia, uma teoria que ignora e contraria todos os aspectos da natureza, condição e da ação humana! Isso já foi refuta sob todos os aspectos, seja ele econômico, humano ou social.

Miséria, terror, escravidão e morte é outra verdade irrefutável da outra alternativa ao capitalismo, o socialismo (Ou talvez Anarquista[?]).

Foi o sistema capitalista que permitiu uma vida mais confortável para milhões de seres humanos, fato de uma simples observação honesta. Hoje uma pessoa muito pobre tem mais acesso a bens do que um rei do século XV, e milhões de pessoas puderam sair da miséria predominante no mundo por milênios.


Vamos imaginar hipoteticamente, que num futuro próximo, no seu próprio consultório de psicanálise seja necessário contratar uma atendente.

Qual valor ($, abraço, agradecimento, sacos de arroz, um boi de corte, voluntarismo, comida, coerção, chantagem) o dr. deve oferecer para a funcionária? Quanto será justo? O que seria o reconhecimento do trabalho desta pessoa? Ou deve-se esperar que ela trabalhe alegremente por amor ao atendimento de clientes em seu consultório?

Quem sabe talvez usar de coerção para que ela trabalhe voluntariamente!

Bom, eu acho que $ é a melhor opção!

Está aí um cenário que pode levar alguém que não acredita no dinheiro a se afundar numa depressão profunda.


Por fim, todo o texto sob a pretensão de externar uma insatisfação profissional na área de TI com um mínimo de verdade, foi usado de embuste para atrair leitores ao pensamento marxista e anticapitalista que tanto se polariza hoje em dia.

Eu não caio mais nessa, e acho importante identificarmos tais engodos, pois esse pensamento é anti-humano, vangloria as intenções sem se preocupar com as ações e resultados, prolifera nas redes sociais e nas universidades como um pensamento virtuoso, mas que ignora tudo que foi conquistado em nome de uma teoria fracassada, que não se sustenta em experiência, que não se fez realidade em nenhuma de suas tentativas.

PS: Pare de fumar…

FUI!