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Recebi, assim como muitos amigos, um texto do blog “mdmente.wordpress.com” sobre “Porque deixar o mercado de TI”. Recomendo ler o texto original e depois continuar aqui.

Pois é… não sei quem escreveu, e isso pouco importa, mas depois de ler concordei apenas com um único argumento: “Baixa qualidade de profissionais na área de TI”.

PONTO FINAL, o resto é pura verborragia, autocomiseração e ressentimento com os rumos de uma trajetória profissional.

O texto é repleto de hipocrisia, apelo vitimista, retórica anticapitalista e a panfletagem ideológica marxista de que a história da civilização é baseada na luta de classes – o velho chavão do “oprimido x opressor”.


Vejamos o que diz o texto:

…o mercado de TI está cheio de preguiçosos, aproveitadores e pessoas que pouquíssimo sabem sobre o que fazem…

Verdade, e este é o único argumento do qual concordo, mas mesmo nessa questão vocês acham que isso é um problema exclusivo da área de TI?

Infelizmente é uma regra geral do mercado brasileiro, com algumas exceções, e qualquer RH pode confirmar a dificuldade em recrutar pessoas comprometidas e capacitadas, e o problema aumenta se falarmos de profissões que exigem maior grau de especialização.

Portanto ao sair da área de TI vai se deparar com o mesmo problema.

Leia um noticiário e comprove que a qualidade jornalística passa longe das redações, procure um mecânico que não seja aproveitador, um professor dominando o que diz, um médico que se mantenha atualizado, um pedreiro que saiba chapiscar uma parede, uma doméstica comprometida, uma atendente que seja eficiente, um funcionário público que não seja preguiçoso ou uma empresa com serviços de qualidade… não é fácil!

A partir daí começa o MIMIMI:

Já começamos com algumas acusações:

…é um antro de desesperados por dinheiro que farão qualquer coisa para ganhar cada vez mais e fazer cada vez menos…

Mas… opa mano… peraí! Deixa eu relembrar alguns trechos do texto:

… No momento em que escrevo esse post, passo por uma síndrome de abstinência… Só que não fui eu quem decidiu parar de fumar… a grana simplesmente acabou. O que acontecia todo final de mês, passou a acontecer no meio…

… Outro ponto que me deixa profundamente triste é o fato de que precisamos mendigar por aumento salarial…

… desenvolve quase que de graça projetos que custariam outros milhões, possui o menor salário da equipe e que talvez (com muita sorte) receba um agradecimento verbal.

E destilando um pouco de ressentimento e inveja:

… não posso dizer que sou mal pago (Hã!?)mas pessoas que mal sabem o que estão fazendo costumam ganhar o dobro ou o triplo do que ganho
… De um ponto de vista social, não posso dizer que sou mal pago

Agora para deixar Raulzito orgulhoso, vamos “desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes”:

… Quando entrei no mercado de TI, o fiz por prazer. Não fui atrás do dinheiro, fui atrás de prazer… diversão… tudo o que eu queria era paz e prosperidade
… É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento.


joaokleber

PARA PARA PARA PARA… já deu!!

Um caso de paralaxe cognitiva, um afastamento entre o eixo da construção teórica e a experiência real do indivíduo, ou seja, acredita-se na teoria mesmo confrontando-se com uma realidade diferente – fala no que acredita ser a realidade mesmo vivenciando algo totalmente oposto.

“Escolhi meu trabalho por prazer, diversão e não por dinheiro” x “Ganho pouco e estou sem dinheiro”

“As pessoas só pensam em dinheiro” x “Quero reconhecimento com aumento salarial”

E agora um pouco do “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”:

(Acusação):

…Por fim, o maior problema de TI é a exacerbação do ego...

(Exacerbação do ego):

conheço a fundo pelo menos outros 20 sistemas operacionais.
eu já era capaz de programar em qualquer linguagem que me aparecesse na frente… bastava ler rapidamente o guia de referência de comandos e funções que eu me adaptava instantaneamente ao estilo de programação que a linguagem exigia...

Se seu amigo de baia ou seu superior é um bosta que não sabe o que faz e ganha mais do que você, cabe a você correr atrás do seu, mostrar seu diferencial, dizer que seu trabalho vale mais do que recebe. Mas se isso é mendigar amigão, fique esperando sentado por um aumento espontâneo trimestralmente.

No blog há vários comentários sobre o marketing pessoal, sobre uma possível postura profissional introspectiva. Utilize da mesma autopromoção que faz no artigo para galgar uma posição mais alta na carreira profissional e o reconhecimento considerado merecido, ainda mais com “pessoas que mal sabem o que estão fazendo ocupando esta posição e ganhando o dobro ou o triplo”.


Vamos aos culpados por tanto desgosto, depois de mais uma fase de desdizer o que se disse:

…Não preciso nem dizer que ainda existe o problema da necessidade de um culpado

Culpado 1:

Os empresários nessa área não estão preocupados com as pessoas…

Culpado 2:

… Num universo paralelo isso talvez faça algum sentido, mas seguindo a tal da meritocracia… essas pessoas nem mesmo deveriam estar ocupando seus cargos…

Culpado 3:

…O ponto mais triste de todos é que o mercado todo é assim…

Culpado 4:

…E já que percebi que estou no lugar errado, é hora de partir em busca do lugar certo, um lugar onde as pessoas valorizem a vontade de ajudar e que o dinheiro não interfira nas decisões. É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento

Ora, decida-se entre o prazer, o altruísmo ou o dinheiro que te sustenta!
Assuma o capitalista que há em você ou vire um hippie-regueiro, nômade ou ermitão… Sei lá, trabalhe com voluntarismo, não vão faltar propostas de desafios computacionais ao bel-prazer!


Agora eu pergunto:

Qual o problema de ser recompensado por um trabalho honesto?

Buscamos por uma recompensa ao oferecer o nosso trabalho. Fazemos bem ao todo quando oferecemos algo em benefício próprio. E é justamente a liberdade das trocas voluntárias (ou livre mercado) que transformaram o mundo que temos hoje.

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.” Adam Smith

Quando alguém realiza um troca voluntária do seu “esforço” intelectual ou braçal por uma quantia de dinheiro é porque avalia que o dinheiro vale mais que seu esforço, e quem lhe dá dinheiro também avalia que aquele serviço ou produto, resultado do esforço de alguém, vale mais do que o dinheiro dado. É uma troca sem perdas, com os dois agentes satisfeitos, pois cada indivíduo dá valor as coisas subjetivamente.

Temos a liberdade de recusar, de fazer uma contra-proposta, escolher, procurar outra oferta ou não fazer nada. Só a democracia nos garante tais direitos, e o liberalismo proporciona essa “tal de liberdade” para a livre empresa e livre iniciativa com o mínimo de coerção do estado (Laissez faire!!).

Qual o problema com o dinheiro?

“O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem.” Ayn Rand

Agora pare e pense sobre quantas quantas vezes você barganhou na compra de um veículo, na aquisição de um imóvel ou num orçamento de pintor, mecânico, pedreiro, diarista, técnicos ou na compra de móveis nas Lojas Marabraz cujo vendedor ganha comissão?

Acha que o vendedor, o comissionado ou o prestador de serviço que se barganha se sente explorado, lesado, “mendigado”?


Nesse outro texto, do mesmo blog, temos o “desprazer” de conhecer a visão de mundo onde o dinheiro é a origem de todo o mal do mundo, baseado na estrutura no materialismo histórico.

Um panfleto oportunista de propaganda utópica sobre a reorganização da nossa sociedade, mais um “pensador” que quer viver num mundo cuti-cuti ursinhos-carinhosos, sem dinheiro, sem inveja, sem ganância, mas vale lembrar que no primeiro parágrafo reclama que o baixo salário o deixou sem cigarros!

Na boa mano, sério que esse ideal comunista e anticapitalista ainda persiste hoje em dia? Um esquerdista vive sob profunda depressão religiosa-ético-moral e estrutural, vive integralmente sob a imagem móvel de um futuro hipotético tão improvável quanto o funcionamento de um moto-contínuo e da alquimia, uma teoria que ignora e contraria todos os aspectos da natureza, condição e da ação humana! Isso já foi refuta sob todos os aspectos, seja ele econômico, humano ou social.

Miséria, terror, escravidão e morte é outra verdade irrefutável da outra alternativa ao capitalismo, o socialismo (Ou talvez Anarquista[?]).

Foi o sistema capitalista que permitiu uma vida mais confortável para milhões de seres humanos, fato de uma simples observação honesta. Hoje uma pessoa muito pobre tem mais acesso a bens do que um rei do século XV, e milhões de pessoas puderam sair da miséria predominante no mundo por milênios.


Vamos imaginar hipoteticamente, que num futuro próximo, no seu próprio consultório de psicanálise seja necessário contratar uma atendente.

Qual valor ($, abraço, agradecimento, sacos de arroz, um boi de corte, voluntarismo, comida, coerção, chantagem) o dr. deve oferecer para a funcionária? Quanto será justo? O que seria o reconhecimento do trabalho desta pessoa? Ou deve-se esperar que ela trabalhe alegremente por amor ao atendimento de clientes em seu consultório?

Quem sabe talvez usar de coerção para que ela trabalhe voluntariamente!

Bom, eu acho que $ é a melhor opção!

Está aí um cenário que pode levar alguém que não acredita no dinheiro a se afundar numa depressão profunda.


Por fim, todo o texto sob a pretensão de externar uma insatisfação profissional na área de TI com um mínimo de verdade, foi usado de embuste para atrair leitores ao pensamento marxista e anticapitalista que tanto se polariza hoje em dia.

Eu não caio mais nessa, e acho importante identificarmos tais engodos, pois esse pensamento é anti-humano, vangloria as intenções sem se preocupar com as ações e resultados, prolifera nas redes sociais e nas universidades como um pensamento virtuoso, mas que ignora tudo que foi conquistado em nome de uma teoria fracassada, que não se sustenta em experiência, que não se fez realidade em nenhuma de suas tentativas.

PS: Pare de fumar…

FUI!

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O Senhor Temaki, parte 2

Publicado: 5 de dezembro de 2014 por Mathias em Economia, Política
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Dando continuidade ao post anterior, me surge a seguinte questão.

Por que o Sr Temaki faz sucesso e os demais estabelecimentos não? ou então. Por que os consumidores escolheram aquele Temaki numa galeria com diversas opções?

A livre escolha, a economia de mercado! A mão invisível que Adam Smith esmiuçou em “A riqueza das nações”, a interação dos indivíduos resultando numa ordem espontânea sem necessidade de uma entidade coordenadora, a oferta e a demanda garantindo a melhor alocação de recursos!

A recompensa do sucesso do Sr Temaki é o merecido lucro, o dono arriscou como os demais arriscaram, ele conquistou o sucesso, os demais a falência e um belo prejuízo, faz parte do jogo como o resultado de erros. Faliram porque não criaram um bom produto ou este não despertou interesse da galera.

Diferentemente de empresas estatais a falência não é recompensada com mais dinheiro em caixa pago por nós, a falência recai somente no bolso do dono, como deve ser.

Amanhã pode aparecer uma pessoa com um produto melhor, mais barato e que dê mais lucro que o Sr Temaki, então ele precisará melhorar seu negócio para não falir também. A destruição criadora conceituada por Schumpeter, em seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia mostra como o processo de inovação numa economia de mercado destrói empresas velhas e antigos modelos de negócio.

Imagine quantas fábricas de velas foram fechadas quando a energia elétrica foi criada, quantas fábricas de carroças foram fechadas quando Ford criou o modelo T, se você tem mais de 30 anos vai se lembrar da Olivetti e suas lindíssimas máquinas de escrever! Agora imagine quantas novas indústrias foram abertas, quantos empregos foram criados, quantas inovações facilitam nossas vidas e a cada ano mais e mais inovações melhoram o mundo!

Lembre que a uns 30 anos um moleque chamado Bill Gates, numa garagem desbancou a IBM, que era a mais poderosa empresa de computadores do mundo!

Imagine que a 10 anos atrás um judeuzinho num quarto da Universidade de Havard criou uma rede social que desbancou a poderosa Google e seu Orkut, hoje desativado!

A Samsung não era uma potência mundial a 10 anos atrás hoje é a maior fabricante de celulares/smartphone e televisores do mundo, desbancando as poderosas Nokia, Motorola, Ericsson e Sony… e botando medo em Steve Jobs e Apple.

Não precisa imaginar… é realidade!

Fui!

Mathias.

menosmarxmaismises

Eu não tenho problema com rótulos, substituo facilmente como já o fiz quando tinha meus vinte e tantos anos.

“Quem nunca foi socialista até os 20 anos, não tem coração… quem continua após os 30 anos não tem Cérebro!”

“Simpatizar” com o PSOL me permite afirmar um marxismo orgânico, mesmo aos que não aceitam o rótulo, mesmo dando como desculpa “não querer se limitar”. Só não aceita o rótulo de socialista quem não lê os projetos de governo do PSOL, por constrangimento ou porque reside em Marte!

Uma discussão saudável iniciada no facebookjá comentada aqui no blog pelo Zuza, com alguns argumentos confirmam novamente a posição filosófica igualitária e coletivista que me referi logo nos primeiros comentários lá no facebook, onde abordei as origens e fiz referência a Escola de Frankfurt e a Revolução Cultural Marxista (e nem citei Gramsci!) depois de uma citação de Adorno e Horkheimer, mas a reação é o questionamento do meu conhecimento sobre tema, uma acusação de pedantismo.

Sou um curioso, limitado, medíocre e sem vaidade de certificados. Acredito que a leitura permite conhecimento sem “experimentações concretas”, mas a leitura não deixa de ser uma experimentação!

Tudo bem…

“enquanto ser humano” alguém com vastíssimos 20 e tantos anos deve continuar dando preferência aos elementos “enquanto experiência prática da vida”

… seja lá o que isso significa.

Concordo quando diz que “milhões de crianças passam fome nesse mundo enquanto discutimos”.

Mas é pretensão achar que só a trupe de sonhadores da esquerda “tem legitimidade nas lutas por um mundo mais justo” e que “historicamente se coloca a favor das massas”, como se apenas a esquerda se preocupe com os pobres. Acha que a esquerda detém o monopólio das virtudes, da caridade, que vive a luta de fazer um “mundo melhor”, enquanto os liberais capitalistas ou os conservadores de direita não ligam para os pobres, que querem mantê-los na pobreza, os monstros individualistas, gananciosos, que só pensam em lucro e dar rasteira nos flagelados.

Ahhh tenha dó!!

O pensamento contraposto ao capitalismo nasceu da cabeça de um intelectual (o filhote do barbudo citado em um das respostas), visto ainda hoje como um homem exemplar, humano, o pai dos pobres. Os livros de prateleira universitária relatam como a morte do seu filho abalou profundamente seu coração e mente, mas perdurou por décadas a omissão sobre um outro filho que matou simbolicamente, Henry Frederick Demuth, filho de Marx com a empregada doméstica, e não se conhece algum lamento escrito de sua autoria.

“É fácil amar a Humanidade, difícil é amar o próximo” diz o ditado.

Toda a discussão baseia-se somente em boas intenções, justamente para não debater quais os meios ajudariam, de fato, os mais pobres a sair da pobreza.

O marxismo não é, então, uma ideologia sobre meios de produção ou organização social, mas uma seita religiosa que concede de imediato o status de sensível abnegado ao membro.

Querem os pobres mais ricos, e ponto! Como fazer isso?

Criticando o livre mercado e o lucro, enquanto na prática foram sempre o livre mercado e o lucro que possibilitaram o enriquecimento das sociedades capitalistas. Somente usar termos abstratos como justiça, sociedade, estado e partido não resolve. Onde foi que a simples distribuição de riqueza melhorou de fato a vida dos mais pobres de forma sustentável? Qual modelo podem oferecer como exemplo disso?

“A desigualdade material é indissociável da liberdade individual.”

Somos diferentes em muitas coisas, em nossas vocações, dons, habilidades, sorte, mérito, etc.

Se pegarmos um milhão de reais e distribuirmos igualmente entre mil pessoas numa comunidade, em poucos meses haverá gente com muito mais dinheiro do que os outros. única forma de preservar a igualdade é abolindo de vez a liberdade, impedindo as trocas voluntárias.

O mercado se dá pela liberdade dos agentes em realizarem trocas voluntárias, e o único equilíbrio deve ser a lei da oferta e da procura. O capitalismo nasceu espontaneamente no mundo é um sistema econômico e não uma teoria, somente foi reunido por Adam Smith.

A esquerda ignora tudo isso, a esquerda não entende de economia, foca em distribuir riqueza, em promover justiça social com mágica ou simplesmente pura vontade, como se não houvesse escassez de recursos, demandas, valor subjetivo, preço, etc… como se bastasse o benevolente estado distribuir recursos para todos, definir o salário ideal de todos e voilá!

É preciso entender os conceitos da Economia ou ignora-lo! Quem não sabe, é vítima de desconhecimento. Quem sabe e mesmo assim insiste na falácia, não tem honestidade intelectual.

O índice de Liberdade Econômica, calculado pelo Heritage Foundation, mostra os países com economias mais abertas e livres, com regras do jogo mais estáveis e conhecidas, e há também enorme correlação entre a liberdade econômica e a queda da corrupção. 


Referências a CUBA como grande promotor de justiça e como modelo de organização social só me permite concluir ignorância ou desonestidade intelectual sobre a ilha e sobre as demais tentativas da experiência socialista/comunista pelo mundo.

Exalta a excelente qualidade de educação da Ilha, mas omite que Cuba já detinha um posto de destaque no Governo de Fulgencio Batista, antes da Revolução, e ignora que Cuba não participa dos exames internacionais de avaliação de educação como o Pisa, da OCDE, que avalia conceitos ligados a línguas, matemática e ciências.Cuba vive uma ditadura e os únicos dados oficiais são justamente os do governo, os estudantes não têm liberdade de expressão, a imprensa não é livre e todos os livros são controlados e fornecidos pelo Estado. Os estudantes não podem fazer pesquisa na internet porque as conexões são raras em pleno século 21. A educação básica vem declinando na qualidade e existem relatos de que hoje é possível comprar boas notas de professores que precisam se alimentar com mais do que é permitido pelo racionamento mensal. Propaga-se que o ensino universitário em Cuba é gratuito, mas o correto é dizer que o acesso é universal. Qualquer cubano, dependendo da média e dos resultados nos exames de ingresso pode entrar na Universidade (Olha a meritocracia!!) sem pagar nada, mas a educação superior tem um preço. Assim que graduado, o estudante deve trabalhar um período para o Estado, “Serviço Social Obrigatório”. Se trabalha por um salário mínimo (225 pesos mensais, faça a conversão e surpreenda-se!) em um posto determinado pelo governo, o não cumprimento do invalida o título universitário pelo Ministério da Educação Superior, mas como não existe ensino privado os cubanos não tem outra opção.

O cubano é diplomado, mas exerce a função que o Partido quiser, Cuba tem o maior índice de motoristas, lixeiros e prostitutas diplomadas no mundo!

Menciona com orgulho o índice zero de crianças nas ruas de Cuba, mas omite o alto índice de prostituição infantil na Ilha, tornando um dos maiores destinos do turismo sexual de pedófilos. Omite a multidão de crianças que cercam turistas a fim de conseguir um doce, uma bala, um pirulito ou qualquer outra guloseima sonhada por qualquer criança, mas todas são alfabetizadas. Todas tem casas doadas pelo governo, mas para fazer uma reforma precisa “pedir a benção” ao Partido, e esperar a boa vontade para que as reformas necessárias sejam concluídas, enquanto isso vivem sob o risco desabamento.

Outro mito é a belíssima taxa de mortalidade infantil cubana, uma das menores do mundo, mantida artificialmente baixa pelas estatísticas do Partido Comunista e por uma taxa de aborto no topo do ranking mundial!
São 0,71 abortos para cada feto nascido vivo. Em Cuba o aborto é usado como método contraceptivo, como forma de eugenia e qualquer gestação que sequer insinue alguma complicação é “terminada”. Mate os fetos e diminua a mortalidade infantil. É o modo cubano de fazer as coisas.

Basear-se nos documentários de Michael Moore é continuar acreditando no maravilhoso sistema de Saúde Cubano. Humberto Fontova rebateu as mentiras de SICKO em 2009, e o texto foi traduzido e publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil.

A culpa de tudo isso sempre recai ao embargo americano, mas é sempre omitido que foi justamente para livrar a ilha do imperialismo americano que a revolução foi feita.

Cuba não pode comercializar com os Estados Unidos (atualmente é o 4º maior parceiro comercial de Cuba e o 5º maior fornecedor), , mas, 40% do comércio exterior de Cuba é mantido somente com a Venezuela. Países como China e Brasil tem fortes laços comerciais e financeiros com a ilha. O resto dos países tem toda a disponibilidade para firmar acordos econômicos com Cuba, mas exigem o pagamento em efetivo devido à reiterada inadimplência do governo cubano.

Mas é outro bloqueio que afeta ao cidadão cubano: é o bloqueio do governo para evitar que algum cubano progrida economicamente. Por exemplo, a Lei de Investimento Estrangeiro, permite a qualquer pessoa deste planeta a possibilidade de investir na ilha. No entanto, não existe uma só Lei de Investimento que permita aos cubanos residentes em Cuba investir no desenvolvimento econômico de seu país.

O governo permite a atividade, lá denominados “cuentapropistas”, mas somente se pode desenvolver 178 atividades desta forma. Entre estas atividades se contam: cabeleireiro, gastrônomo, jardineiro, cocheiro de veículo de tração animal, forrar botões e até revender CDs piratas. Os cuentapropistas veem “bloqueado” seu desenvolvimento econômico pelo próprio governo cubano. Não podem ter acesso a créditos financeiros, não podem comprar em mercados atacadistas, ao contrário das empresas estatais, não tem acesso a matérias primas para desenvolver seu trabalho, tem taxas de impostos sobre renda a níveis similares ao da Suécia e da Áustria (50% se ganha mais de U$160 ou R$360,89 por mês).

A regra é sempre a mesma, a mídia, a imprensa, os livros, todos os fatos de Cuba são propagandeados ad nauseam, mas os mitos e os embustes precisam ser caçados como agulha no palheiro.

Fontes:

http://www.hfontova.com/

http://www.therealcuba.com

http://www.therealcuba.com/Page10.htm

http://ctp.iccas.miami.edu/FACTS_Web/PG/Cuba%20Facts%20Issue%2019%20Portuguese.htm

http://generacionypt.wordpress.com

FUI!

Mathias.