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Sindicatos/Movimentos Sociais ou PCC?

Publicado: 27 de abril de 2017 por Mathias em Política, violência
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Boato de toque de recolher afeta 4 bairros de Santo André
Leia a transcrição deste áudio:
_ Pessoal, estão anunciando que vão liberar o UBER com desconto na cidade, é o seguinte, se tiver um UBER rodando a gente vai quebrar tudo hein irmão.
_ Avisa a galera ai porque se não parar o país sexta-feira nóis vai quebrar é tudo esses carros aí com celular no painel, é pra aderir a greve geral hein.
_ Não é pra levar um trabalhador… uma manicure, uma cabeleireira, não é pra levar ninguém ao trabalho, e todos os trabalhadores tem que ficar em casa tranquilo aí, que a mobilização é geral.
_ É o seguinte, vamo quebrar tudo, se tiver 1 uber rodando no Brasil nóis vai quebrar.
Áudio aqui:
Você sabe se isso é uma intimidação do PCC sobre a população ou de sindicalistas sobre trabalhadores?
O áudio circula em grupos de whatsapp de “motoristas de app” como Uber, devido a uma parceria dá prefeitura com a empresa, para garantir mobilidade urbana na cidade.
Escolas privadas estão com medo de funcionar amanhã com medo de represálias, sindicatos já compareceram nos locais para alertar.
Pequenos comércios locais já estão cogitando não abrirem devido aos inúmeros boatos.
A atuação dos sindicatos se assemelha ao terrorismo das organizações criminosas como PCC. Armado com pelegos que se sustentam pela suor dos trabalhadores, arrancando 1 dia de trabalho por ano de forma compulsória, os sindicatos e demais movimentos que existem em função da sua sanha por poder e dinheiro organizam para sexta-feira (28/04) uma greve geral.
As pautas são vagas e basicamente faz oposição as reformas estruturais da previdência e do trabalho, reformas essas que prejudicam justamente os próprios sindicatos, que roubam a autonomia do indivíduo.
Mas dessa vez, para garantir uma paralisação que não tem apoio popular as centrais sindicais estão usando do terror característico das utilizadas pelo crime organizado.
Tudo começa com um burburinho, o que antes se alastrava no boca a boca, na rádio-peão de intervalo do almoço hoje está a apenas 2 cliques, em poucas horas cria-se um factoide baseado em boatos e a merda já está feita. Daí para a histeria coletiva é um passo:
– Você recebe em todos os grupos um áudio alertando a não sair de casa que vão “tacar fogo” em quem estiver na rua.
– Você recebe aquela mensagem reciclada de que passaram de moto fazendo toque de recolher.
– Nos terminais o boato é que tudo vai parar.
– Nas ruas o olhar atento revela um terror cujo inimigo não tem rosto.
– Tem aquele famoso fulano irmão do sargento da rota que tem notícias quentes também, que fala da mobilização dos quartéis sobre o acontecido.
– E o clássico áudio com voz sinistra com 90% de gírias fazendo o mesmo alerta em tom ameaçador.
Essas ameaças são usadas pelo crime, que usa do terror quando querem demonstrar seu poder perante o poder público e a ordem social da cidade, normalmente quando sua estrutura criminosa sofre baixas ou perda financeira. Hoje vemos estas mesmas táticas de terrorismo sendo utilizada pelas centrais sindicais e por supostos movimentos sociais como MST, MTST, UNE ou qualquer outro grupo que diz representar parcelas da sociedade, mas não conseguem se manter financeiramente por seus associados e barganham recursos do estado, recurso que deveria ser devolvido a sociedade em forma de serviços essenciais como a proteção e a garantia da vida, liberdade e propriedade de todo pagador de impostos.
Essa greve visa defender a permanência das gordas verbas pagas obrigatoriamente por trabalhadores e pelo estado, articulada pelos tentáculos da extrema-esquerda totalitária que não conseguem aceitar a autonomia do indivíduo, tratando todos como imbecis incapazes de buscar seus próprios arranjos de trabalho, e nomeando de forma autoritária pessoas que agem em conluio com as figuras políticas já conhecidas por todos nós.
Fui!
Mathias

Partilho da mesma opinião do Zuza no texto anterior, que foi mais focado em comentar sobre, 1) a comparação grafite x pichação, 2) o ato ser ou não artístico e 3) a legitimação do ato.

Mas meu objetivo é apenas alimentar a treta sobre outro aspecto:

Toda essa pseudo-polêmica atual é puramente política ideológica!

 E respondendo ao título:

Porque falamos de pichação agora, e desde quando isso se tornou relevante?

Porque quem controla os meios de comunicação quer. Porque redações de jornais agem em conluio aos movimentos progressistas, pautando o que deve ser discutido na maior cidade do Brasil apenas porque precisam fazer oposição política ao prefeito que nem fechou um mês de mandato.

É fato, a mídia cria a notícia e define a opinião em nome de todos nós.

E vale lembrar que João Dória foi eleito de forma democrática, pela maioria esmagadora da população, mas os derrotados não aceitam o resultado das urnas! (Hahahahaha, adorei usar esse argumento!!!)

Por trás disso tudo existe uma militância que usa os pichadores como massa de manobra para fazer oposição politica ao atual prefeito de SP, o inimigo número 1 da extrema esquerda progressista brasileira.

Por que penso assim?

Em 2016 a prefeitura de SP sob o comando do petista Fernando Haddad, mesmo tentando agradar todos os movimento da sua agenda de extrema-esquerda, cobriu diversos espaços grafitados no Minhocão. Ele alegou que não estava “autorizado” e que não era um espaço apropriado… Não houve um pio!

Antes disso o ex-prefeito Gilberto Kassab, com a lei cidade limpa, apagou diversos grafites, do tipo cartão postal, no centro da cidade, inclusive algumas dos famosos artistas “os gêmeos”… nenhum pio!

Agora intelectuais, urbanistas da USP, fefeleches e opinadores de programas matinais, enxergam nas ações do programa “cidade linda” a oportunidade de se apropriarem dos pichadores, criaram um novo factóide e ganharam os holofotes na imprensa, que por sua vez é conivente, sem nunca tocar numa lata de spray, roubando assim o protagonismo de quem picha.

Desde então o que se lê e vê nos noticiários diários gira em torno da suposta “importância do picho para a cidade”.

No mundo mágico da UOL/FalhadeSP, GoebbelsNews e demais portais, Sampa se tornou uma cidade maravilhosa sem problemas sérios, cujo interesse da população é reconhecer os pichadores como cidadãos exemplares, merecedores de medalhas e aplausos. 

Querem tornar o picho uma manifestação social de “expressão dos excluídos”, através de uma narrativa de que este ato precisa ser entendido, compreendido, e qualquer política de combate é uma ação preconceituosa, repressora, excludente, que marginaliza o grupo, e os pichadores representam grande parte da sociedade.

Desde quando o pichador está afim de protestar? Desde quando pichador quer algum tipo de reconhecimento social?

Pura besteira, nada muda o fato de que pichação é degradação e feio!

A pichação é transgressora desde suas origens no movimento punk, é contracultura, e ser contra o sistema de estado faz parte do ato.

Transgredir é o objetivo da pichação e a transgressão é, por si, desrespeitar as normas, ultrapassar os limites, violação da lei!

Na boa, vocês acham que pichador quer, por exemplo, que um PM ou um cidadão o ajude a subir um muro, invadir um prédio e aplaudir seu ato de pichar?

Acha que pichador quer receber medalha em assembléias legislativas ou que o ato de pichar seja considerado algo correto, belo e moral?

Acha que pichador quer incentivo estatal, ou que tenham suas latas de spray subsidiadas? (É, esse eu acho que sim, :/)

É isso que estão querendo? 

Duvido, isso é coisa de carola, coxinha, coisa de crianças querendo atenção.

Não vejo pichadores assim, mas vejo esse desejo nos intelectuais burgueses que buscam o protagonismo desse grupo sem nunca sujar o dedo numa lata de spray, nem tiveram a cara pintada ao ser pego por um PM, nem sentiram a adrenalina em escalar prédios de fazer inveja a qualquer praticante de parkour.

Que nada… essa trupe se contenta em analisar sociologicamente o picho das suas sacadas gourmet revestida com uma textura cinza pastel, ou então tomando uma cerveja artesanal em um bar na Vila Madalena, cujo parede está coberta por adereços que embelezam o lugar é o torna aconchegante do inverno e descolado no verão.

Olha que bonito o filhinho playboy do embaixador transgredindo!

Pichador quer reconhecimento entre pichadores, querem desafiar as autoridades do estado, quer incomodar, querem adrenalina, quer ser xingado por aquele tiozinho que pinta a fachada da casa recém pichada, quer transgredir!

Criar uma suposta divisão social é o objetivo político da extrema esquerda progressista, mesmo que a unanimidade trata a pichação como um ato criminoso em SP e em qualquer outro estado brasileiro ou em qualquer outra cidade do mundo, um dano ao patrimônio público, um ato de vandalismo, que degrada a paisagem e gera prejuízo a terceiros. “Curtir” pichação nunca foi um sentimento compartilhado nem por 1% das pessoas, e nem mesmo é compartilhado por pichadores!

Não caia nessa galera, não sejam manipulados! Pensem!

A patota militante usa da velha estratégia de tentar mudar o sentido das coisas apenas criando rótulos e mudando o nome do que quer subverter.

Não adianta chamar um garfo de colher para que ela se torne uma colher, continua sendo um garfo, continua péssima ferramenta para degustar uma deliciosa sopa!

Portanto camarada… Pichação é pichação! Um dano a propriedade pública ou privada.

Dizer que é “manifestação” não muda nada. Dizer que é “cultural” não muda nada. Dizer que é “uma forma de expressão” não muda nada.

Acho hilário quem tenta mudar o sentido das coisas por birra ideológica, por puro embate político…

Baloeiros, fica dica… Busquem pelos mestres das massas políticas, quem sabe a mídia e esses movimentos não consigam elege-los como os novo baluartes da aviação!!

Amigão pichador, quer pichar? Picha!

Mas aceite as consequências!

O pichador que não gosta de pichar a própria casa, Mito! https://www.youtube.com/shared?ci=e3S8RBtizPc

Fui!

Mathias.

Original do blog http://carmenmigueles.blogspot.com.br/

Eu fui convidada para falar para um grupo de jovens e crianças na Igreja da Ressureição, em Copacabana. A maioria delas da comunidade do Pavão Pavãozinho.  Perguntei: vocês são livres? Todos concordaram que não. A razão pela qual acreditavam não ser livres era porque não podiam ter e fazer tudo o que queriam. Não era esse o entendimento de liberdade que me interessava. Porque não é possível para o ser humano esse tipo de liberdade. Eu gostaria de voar. Sonho antigo da humanidade. Mas não posso. Isso não reduz a minha liberdade.

Mudei a estratégia. Falei sobre vários líderes empresariais brasileiros que quando começaram a sua história eram tão pobres quanto eles. Não é difícil achar. Esses são muitos em um país de imigração e industrialização recentes. Perguntei: o que vocês acham que eles fizeram para conseguir tanto sucesso? Eles responderam: deram sorte, roubaram ou enganaram alguém ou alguém ajudou; Eu estava tentando demonstrar que é possível mudar a própria vida se a pessoa se organiza para isso e persevera nas suas intenções…. Estava difícil.

Tive uma ideia: recorri à antiga metáfora do anjinho falando em um ouvido e o diabinho falando no outro. Perguntei: o que o anjinho fala em uma orelha? Um menininho de uns 9 anos disse: ele diz para eu tomar banho.

– Você toma?

– Não….

– O que o diabinho diz?

– Ninguém vai me cheirar mesmo….

– Mas quem quer seu bem?

– O anjinho…. Se eu não tomo banho fico cheio de pereba….. Mas eu não gosto muito de banho……

Quem mais quer contar uma história? Outro menino, agora com uns 14 anos, começa:

– O anjinho diz para eu ler e estudar.

– Você lê e estuda?

– Não.

– Mas porquê? O que o diabinho diz?

– Não é diabinho não…. é um diabão desse tamanhão…. É meu game…. vou estudar ele diz: você está quase passando da fase….. Meu pai grita: menino, desliga esse negócio e vai estudar….. o diabão diz: nem liga…. daqui a pouco ele tá babando no sofá…..

Falamos sobre a liberdade como a capacidade humana de escolher entre coisas melhores e piores…. Eles acharam esse exercício muito difícil. Não estão sozinhos. O peso da liberdade é mesmo difícil de carregar…. Ser livre é ser dono das próprias escolhas e responsável pelas consequências…daí a sua importância. Essa era a razão pela qual estávamos ali. Em um grupo chamado, não sem razão, grupo da Perseverança. O objetivo é apoiar-nos uns aos outros nessa difícil tarefa. Pois embora difícil, tentar escapar dela é sempre pior….

Mudamos o exercício. Propus um teatro. Contei essa estória:

–  Eu sou um trabalhador ali da comunidade. Trabalhei minha vida toda e agora perdi o emprego. Recebi meu fundo de garantia e tinha algum dinheiro na poupança. Pensei: o que posso fazer? Pensei nas crianças da comunidade, em como era difícil descer para tudo, até para comprar um lápis. Decidi abrir uma pequena papelaria na varanda da minha casa. Trabalhei duro. Com o dinheiro que ganhava sustentava minha família. Aos poucos minha papelaria ficava conhecida e eu vendia mais. Procurava ter o melhor preço possível. As crianças não tinham muito. Ganhava meu dinheirinho, mas era sempre pouco e apertado. Mas como eu sabia o que elas precisavam e tinha um preço bom, comecei a prosperar. Nessa hora decidi colocar uma placa na porta: “Precisa-se de ajudante”. Disse para eles:

– Vocês precisam vir para a entrevista de emprego e me convencer a contrata-los.

O primeiro disse:

– Moço, sei que o senhor está procurando ajudante…. Que preciso de emprego. Minha mãe está doente, os remédios são caros… eu disse não.

O segundo disse:

– Eu tenho cinco filhos… minha mulher está gravida do sexto…. Não tenho como comprar comida. O senhor me dá esse emprego?

Eu disse não, infelizmente eu não poderia dar o emprego para ele.

O terceiro contou uma história pior, de doença e fome….

Eu disse não.

Então o menino disse: mas a senhora é ruim que é o cão, hein? O que eu preciso dizer para a senhora me dar o emprego?

– Que você é muito bom de matemática, pode me ajudar muito a melhorar o meu negócio. Seria melhor se você disse: – gostaria muito de trabalhar aqui. Sou muito bom de vendas. Tenho uma serie de ideias de como podemos crescer. Se eu conseguir fazer o seu negócio crescer, digamos, 50%, o senhor me dá uma sociedade?

Os meninos disseram: – Não, isso não pode dizer! O dono vai achar que você quer tirar vantagem dele!!!!

De onde veio essa crença? De que ser necessitado, dependente e sem ambições seria melhor do que ser capaz, altivo e propositivo? O que essa crença tem a ver com a falta de valor que o jovem dá para escola?

Ela vem de uma profunda visão de desigualdade e de que o interesse do pequeno empresário é diferente e oposto ao do seu funcionário. Essa crença está por trás da ideia de que trabalhar para ajudar o patrão a prosperar é uma forma de aceitar a própria exploração. É a visão de que numa sociedade de desiguais, em que para um ganhar outro tem que perder.

O pequeno empresário, se tivesse gasto seu dinheiro ao invés de investir, por medo do risco de fazê-lo, seria um igual. A coragem de correr riscos, trabalhar duro e tentar vencer parece colocá-lo em um outro lugar: no lugar dos fortes e poderosos que, por falta de escrúpulos, emprega alguém para enriquecer às suas custas. Ao não se ver como igual, o jovem não vê valor em unir forças e aproveitar que o outro acumulou algum dinheiro para partir de uma posição de maior vantagem em seu próprio esforço por empreender para construir algo melhor.

A visão de igualdade o ajudaria a perceber que se o outro está buscando ajuda é porque há mais trabalho do que ele consegue fazer sozinho. De que para um pequeno empresário como esse em uma comunidade, não deve ser fácil sustentar a família e pagar as contas. E que mérito está em ajudar o outro a ganhar ajudando-o a gerar mais valor para as pessoas que são clientes do seu negócio, nesse caso as crianças da comunidade. E que o estudo ajuda nesse esforço de prosperidade. Que liberdade, nesse caso, é a capacidade de enxergar alternativas e fazer as melhores escolhas para si mesmo, pois a soma das melhores escolhas individuais produz resultados melhores para todos, colabora para que juntos todos se beneficiem do esforço de cada um.

A visão de desigualdade faz com que o jovem ache que emprego é caridade. Que o empregador, já sobrecarregado com a tarefa de cuidar da própria família e do próprio negócio deveria dar emprego para alguém que colocaria mais peso sobre os seus ombros. Nesse contexto ele não consegue enxergar o valor da sua contribuição. E não consegue fazer as melhores escolhas. Ele não entende o que queremos dizer quando afirmamos que o indivíduo é o único gerador de riquezas. Que o livre mercado é a maneira mais fácil de fazê-lo prosperar. E de que todos se beneficiam quando ele usa o máximo das suas competências. Temos muito trabalho a fazer. Precisamos da sua inteligência e da sua vontade para estarmos melhor no futuro. E ele não sabe do valor que tem.

Igualdade, liberdade e meritocracia pressupõe o esforço da subsidiariedade. Dessa capacidade de ajudar o outro a desvelar todo o seu potencial. Essa é a solidariedade que nos fará melhores. Se todos tentarem, será muito mais fácil cuidar de quem precisa. Eles serão em muito menor número e o conjunto dos cidadãos será muito mais prospero.

hidra

Hidra de Lerna

Se tem alguém que entende de multas de trânsito, tirando a máfia dos despachantes que agem como intermediários/facilitadores dos corruptos do setor, esse alguém sou EU!

Em 2015 eu praticamente gastei o valor do seguro do meu carro (que não fiz) + o valor da minha “jabiraca” (moto) com pagamentos de multas e atravessadores resolvendo problemas criados pelo próprio DETRAN-SP.

A burocratização, a corrupção e a celeuma desta Hidra cria um rio cheio de presas fáceis diariamente na Av. do Estado, n° 900, pessoas perdendo tempo produtivo para:

a) indicar condutores das multas recebidas,
b) emitir/renovar CNH,
c) recuperar veículos apreendidos,
d) resolver problemas de taxas/tributos antigos.

E acredite, obter informações que muitas vezes são incompletas, mais dúzias de outros procedimentos para resolver problemas criado pelo próprio departamento estatal.

Atenção! Se você pretende ir a algum departamento público vá preparado com no mínimo 2 cópias de seus documentos, boletos bancários, carteirinhas, certidões e comprovantes… alguns autenticados!!

Hoje, além de caro, é demorado resolver qualquer problema relacionado a veículos/trânsito em SP. Todo jovem – principalmente o mais pobre – que sonha em comprar uma moto ou um carro para ganhar horas preciosas do seu dia, ou ganhar um dinheiro como motorista/motoboy não consegue faze-lo sem perder muito tempo e dinheiro.

Uma CNH não sai por menos do que R$ 1800,00 e despende praticamente 3 meses (otimista) de tempo!

R$1800,00 motherfuck mangos… Porra! Minha “jabiraca” vale isso!!!

Quem tem grana paga um despachante, quem não tem vira escravo do transporte público, além de ficar fora de algumas opções do mercado de trabalho, e se perpetua nos tentáculos de programas sociais do estado.

Transitar em SP é uma tarefa quase criminosa. A cada 100 metros o olho vai instintivamente ao velocímetro, pois as velocidades permitidas não são mais compatíveis com a capacidade das vias. A cotidiana sensação de insegurança ao dirigir nas vias da cidade colide com a necessidade de obedecer regras que potencializam essa sensação.

Vivemos no dilema entre manter-se vivo e com a nossa propriedade… ou SER ROUBADO PELO ESTADO.

O que mais me espanta é a incapacidade das autoridades do estado – e da grande maioria da população brasileira – de perceber que quanto mais regras e leis moralmente questionáveis, mais se burla estas leis!

Quando as únicas leis são aquelas que todos consideram como corretas e válidas, elas tem uma grande força moral, quando se tem leis que as pessoas separadamente não consideram como corretas e válidas, elas perdem sua força moral.

Por exemplo:

Qual a objeção moral ao excesso de velocidade? Não estou dizendo que se possa ter uma objeção “prudencial” ao excesso de velocidade, você pode ter medo de ser pego. Mas parece ser imoral o ato de acelerar? Se for, é uma pequena minoria!

Qual a objeção moral ao transitar sem uso do cinto de segurança?

Perceba que da noite para o dia, aqui em São Paulo, milhares de motoristas tornaram-se foras-da-lei por transitar nas vias das marginais em velocidade superior a estabelecida, permitidas até então.

Hoje (04/2016) está aprovada uma nova regra de trânsito obrigando que se trafegue sempre com os faróis do veiculo acesos em rodovias. Será mais alguns milhares de contribuintes punidos por não cumprir tal regra.

Outro exemplo?

a) Um motociclista é penalizado com multa por pilotar com a viseira aberta, não importa se está calor e ele fica sufocado, não importa se está chovendo e a viseira embaça, não importa se ele está com mal-estar e precisa de ar no rosto. Não importa, a regra é clara, será penalizado conforme Resolução 453/13 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), em seu artigo 3º, inclusive com suspensão da sua habilitação.

b) Se a lâmpada do seu farol queimou, não importa se aconteceu a um minuto, uma hora ou um dia, será penalizado com multa e suspensão do direito de dirigir por um determinado período, conforme artigo 244, IV CTB).

c) Se o seu capacete não tem um selinho específico (INMETRO) será penalizado com multa, suspensão e recolhimento da sua habilitação (conforme artigo 244, I CTB).

d)Todos nós, motoristas, somos obrigados a andar com um pedaço de papel como garantia de que os tributos/taxas foram recolhidos, mesmo que as diligências tenha ferramentas para consultar estes dados, nessa questão a prova de inocência é do acusado, uma inversão de justiça, que diz claramente que a prova de culpa é de quem acusa.

?? Quem são as vítimas desses crimes ??

São essas mesmas pessoas que nunca pensaram nem por um segundo em roubar um centavo de seu vizinho, mas não hesitam em passar no sinal vermelho na madrugada de Sampa.

Por quê? Porque enquanto um conjunto de leis tem um valor moral que as pessoas reconhecem, independente do governo ter aprovado essas leis, o outro conjunto de leis não apela ao instinto moral das pessoas.

Penso que seja importante que isso fique claro nas nossas mentes, para não cairmos na narrativa desonesta de que qualquer ato imoral tem o mesmo “valor”, a mesma “força”, pois tal retórica é usada para que criminosos do mais alto grau de periculosidade, e principalmente os mais sujos corruptos do governo, nos culpe pelos delitos cometidos por eles, comparando nossas condutas menores, essas que não tem apelo instintivo de moralidade, com seus próprios atos criminosos.

Por essa razão vemos ministros do Brasil justificando atos de corrupção em seu governo sob alegação “cultural” (Urgh!), comparando o comportamento do cidadão mal-educado que joga papel no chão, ou de um cidadão que para livrar-se de um policial rodoviário corrupto (pois tem poder para corromper) aceita se corromper pois esqueceu aquele papelzinho em casa e está a 500 Km de distância, e essa penalização lhe custará muito mais tempo e dinheiro.

Estamos vivendo em um tempo que para se fazer qualquer coisa deve-se ter permissão do estado, quando o certo seria o inverso

Deveríamos ter um estado que nos garantisse fazer o que quiséssemos, desde que se respeite direitos fundamentais de terceiros, como a VIDA, a LIBERDADE e a PROPRIEDADE!

A constituição deve representar não uma concessão de poder dos governantes aos governados mas uma delegação de poder feita pelo povo ao governo que criou!

 

Este vídeo é exemplar, veja: O que torna um país corrupto? (Milton Friedman)

Fui!

Mathias.

O Golpe dos anti-golpes.

Publicado: 29 de março de 2016 por Mathias em Sem categoria

Entenda de uma vez por todas como funciona a cabeça da esquerda-lulopetista!

Afinal, é ou não é um golpe?

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Não é golpe!

Eles participam das manifestações pró, mas se dizem contra.

Eles justificam tudo que há de ruim no governo petista dizendo que a oposição também é ruim.

Eles desqualificam a PF e a operação lava-jato usando falácias.

Eles se dizem a favor da democracia, mas não aceitam processos democráticos.

Quem são, como vivem, o que pensam…


 

Sem título1


Vc é contra o governo, a favor da democracia e se diz contra o golpe?
… MAS não aceita o impeachment, um processo político e democrático, assegurado pela constituição, que está de acordo com todas as regras e está seguindo todos os ritos de forma legal.

Vc questiona as intenções do juiz Sérgio Moro e da operação lava-jato?
… MAS ignora o conteúdo, se esgueira sobre as dezenas de prisões, o resgate de alguns bilhões, desdenha por completo os méritos de todo o processo de investigação, ignora listas, áudios, delações. Prefere desqualificar pessoas, argumentum ad hominem primário.

Vc acusa a operação de “politizar” o judiciário?
… MAS silencia sobre advogados e acadêmicos petistas no STF e na AGU, não comenta sobre Lula cobrar gratidão pela nomeação do procurador-geral Rodrigo Janot, e ignora a nomeação de Lula como ministro, afim de obter foro privilegiado.
Ignora que o governo use como “ferramenta político” sindicatos, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora que deveria representar.

Vc acusa a operação de “fins partidários”?
… MAS esconde os partidos por trás de todos sindicatos, organizações e movimentos sociais financiados para defender um governo corrupto que os financia.

Repudia que “os fins justificam os meios”?
… MAS, cala sobre o baixo calão, o machismo, o autoritarismo, o totalitarismo e a tentativa explícita de interferência nas instâncias independentes dos três poderes por Lula e demais envolvidos, tudo provado, gravado dentro da lei, vc participa de uma manifestação para ouvir e aplaudir Lula em palanque, tudo isso pra que? Para não negar a ideologia que acredita.
Não opina, não mostra indignação, não acha estranho, não se permite nem mesmo questionar fatos concretos de ocultação de patrimônio e de tudo mais que foi revelado aos quatro cantos.

Exalta os números, a grandeza da manifestação que participou, uma manifestação partidária com discurso de ódio, enquanto acusa a todos de golpistas, fascistas e tantos outros “istas” ao seu bel prazer.

Menospreza todos que pedem impeachment, que vaiam políticos da oposição, na maior de que todas as manifestações do Brasil, uma demonstração de que não tem CORRUPTOS DE ESTIMAÇÃO. (Collor, Maluf, Renan Calheiros, Jader Barbalho e alguns condenados… ovacionados como heróis)

USA RÓTULOS!

ELITE, gente ignorante, gente alienada, o anti-povo.

Não você… Você está do lado do povo, os 6 milhões, ou 5, ou 4 milhões que saíram no dia 13 são o anti-povo.
Você sim, pensa no bem da nação, enquanto os que batem panela só querem manter o status quo, são reaças-conservadores-preconceituosos-fascistas.

Não defende o governo… mas apóia manifestação pró.
Não defende o governo… mas todos os atores que apoiam o governo participam da mesma manifestação.
Não defende o governo… apenas se manifesta “em favor da democracia”.

Acusa tudo de fascista, mas pede estado em tudo.

TODOS SÃO GOLPISTAS!

As revistas são golpistas (menos CartaCapital, Caros amigos, Brasileiros)

Os blogs são golpistas (menos DCM, brasil247, Conversa fiada, o cafezinho, viomundo, revista fórum…)

As emissoras de TV são golpistas (menos a TV Brasil)

A Globo é golpista (menos o Zé de Abreu, Jô, Paulo Betti, Cristiana Lobo, Burnier, Arthur Xexeu, Mário Sérgio Conti, Pontual, Barbara Gancia, …)

A mídia em geral é golpista (menos aqueles que defendem o governo).

Humoristas são golpistas (menos Adnet, CQC, Greg Duvivier)

Jornalistas são golpistas (menos Safatle, Mino Carta, PHA, Luís Fernando Veríssimo, Mônica Bergamo, Nassif, Miguel do Rosário, Leonardo Attuch, Renato Rovai, Leonardo Sakamoto, Laura capiglione, Anselmo Góes, … )

Acadêmicos são golpistas (menos Cortella, Renato Janine, Marilena Chauí…)

O judiciário é golpista (menos aqueles que julgam em favor dos interesses do governo).

A oposição é golpista (menos o PSOL, PCdoB, PSTU e PMDB “por enquanto”).

O povo é golpista (Menos “eu”… e meus companheiros, nós defendemos o governo, mas falamos que defendemos a democracia). Quem bate panela e quem vai as ruas contra o governo é golpista, não é povo é o “ANTI-POVO”.

Economistas são golpistas (menos os desenvolvimentistas e keynesianos da Unicamp)

Delcídio é golpista (hoje, antes era o líder do governo).

Renan Calheiros é golpista (após 28/03, antes era aliado).

OAB é golpista (após 26/03, antes era aliada).

Empresários são golpistas (menos aqueles que se beneficiam dos subsídios do governo e contribuem legalmente com nossas campanhas com os excedente de contratos superfaturados).

Jovens estudantes são golpistas (menos os da UNE e UJS).

O Fernando Holiday é golpista (menos os demais negros dos movimentos negros que apoiam e buscam privilégios do governo).

As mulheres são golpistas (menos aquelas ‘grelo duro’, que aceitam nos servir para destruir reputações e criar fanfics). Já quem nos trai, como Marta Suplicy, deve ser xingada pra “aprender o que é bom”.

Os pobres são golpistas (menos os que aceitam participar das nossas manifestações por R$30,00). O resto não sabe que é explorado.

O impeachment é golpista (menos o do Collor e do FHC)

A direita é golpista (menos o Maluf, Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e os demais que estão do meu lado).

Todos são golpistas!

Menos aqueles que me servem para continuar no poder e implementar experiências sociais totalitárias através das regras democráticas, não me importo que essas experiências causaram milhões de mortes pelo mundo, pois eu acredito que dará certo agora.
Não me importo com o passado, apenas me importo com o futuro, por isso mesmo não tenho compromisso com nada nem com ninguém, nem mesmo com a minha consciência. Posso vender sonhos cheios de boas intenções e a humanidade futura que sofra com meus devaneios.
Sou um revolucionário!

SE TUDO É GOLPE, ENTÃO…

Não é golpe… Nomear para o ministério da justiça pessoas com o intuito de travar operações da PF.

Não é golpe… Incitar no palanque o confronto aberto entre as pessoas composição política contrária.

Não é golpe… Cobrar postura conivente de procuradores nomeados no seu governo.

Não é golpe… Dizer que ministros do supremo são frouxos.

Não é golpe… Chantagear familiares de senadores presos para que o mesmo recue nas delações.

Não é golpe… Articular a pauta jornalistica com redatores de revistas pagas por publicidade do governo.

Não é golpe… Dizer que afastará toda equipe policial se houver cheiro de “vazamento” mesmo sem provas

Não é golpe… Emitir um documento assinado para servir de arma contra prisão.

Não é golpe… Usar o espaço público do planalto para reuniões com pessoas que tem viés ideológico totalmente parcial, cujo objetivo é somente manipular a opinião pública.

Não é golpe… Financiar artistas em troca de apoio político.

Não é golpe… Incitar mulheres a combater opositores pelo simples fato de ser oposição.

Não é golpe… Criar neologismo para termos chulos e machistas, manipulando a língua e enganando incautos.

Não é golpe… Usar sindicatos como instrumento político, em detrimento aos interesses da classe que deveria representar.

NADA É GOLPE!

FUI!

Mathias.

mundo-perfeito

Mundo perfeito?

Guardo um texto inacabado na minha pasta de rascunhos há mais de 3 anos, que se tornou um emaranhado de argumentos inconsistentes devido as minhas próprias incertezas e contradições.

O texto era sobre o ABORTO, e eu defendia o ato como um direito, basicamente por dois aspectos:

1 – a liberdade individual da mulher por ser proprietária do seu corpo e portanto ter o poder de decidir sobre ele;

2 – sobre a questão de reconhecer um embrião como pessoa, e este, por fim, dotado de direitos.

Sim, argumentava em favor da “legalização” do aborto em situações mais “flexíveis”, julgando a moralidade desde ato basicamente sobre os aspectos 1 e 2.

Mas a cada linha, a cada nova ideia e pensamento reflexivo eu me questionava sobre a falta de um ator… algo estava sendo esquecido, percebi que ignorava totalmente a POTÊNCIA DA VIDA HUMANA futura, que tem/terá o DIREITO NATURAL DE VIVER (Direito esse que invalida os 2 aspectos). Por ignorância, convenções e preconceitos, ou por pura distorção sobre o que é a LIBERDADE tratava esta potência apenas como um PUNHADO DE CÉLULAS, um PARASITA, um OVO… e não como um humano!

E foi refletindo sobre a vida humana em formação que mudei de ideia e revi minhas próprias convicções. Fiz sem o fanatismo dos “progressistas tolerantes” que não toleram o feto, nem o “fanatismo religioso” que se apega apenas no dogma da própria crença.

 


Retomo agora minha “escalada crítica” sobre o aborto pois o momento é oportuno.

Novamente se discute usar o aborto como política de saúde pública para o combate de uma condição neurológica de microcefalia em bebês, que supostamente é causado pelo vírus Zika transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e se alastra por toda a parte.

Essa epidemia alimenta ainda mais a narrativa ABORTISTA – eufemismo para uma política de saúde EUGENISTA – e já domina o debate sem espaço para o contraditório. Mesmo havendo dúvidas médicas e científicas da relação entre o vírus zika e microcefalia, mal se sabe sobre as reais causas do surto, mas a principal recomendação de “especialistas”, “institutos”, “organizações” e qualquer outro formador de opinião é:

…ABORTO É UM DIREITO E DEVE SER LEGALIZADO!

Em outras palavras: Vamos matar seres humanos em formação para evitar que eles nasçam doentes!

A mídia e nas redes sociais a narrativa já está direcionada, sem debate nem imparcialidade. Ouço apenas uma voz, o vento que sopra em uma única direção e apenas uma opinião se torna verdade:

A saúde pública deve garantir o acesso ao aborto, o aborto deve ser legalizado e os países devem rever suas leis!

1) Nesta semana (01/02/2016) o programa RODAVIVA se dedicou a discutir o assunto da epidemia.

Veja: Roda Viva | combate ao Aedes Aegypti – 01/02/2016

O convidado José Guedes (prof. de Medicina da Santa Casa) levantou o assunto, em meio as incertezas ele estava convicto: “O ABORTO COMO ALTERNATIVA DE EVITAR O SOFRIMENTO DA FAMÍLIA E DAS MÃES”.

Ou seja, prevalece a vontade da mãe, e para evitar seu próprio sofrimento interrompe-se a gestação.

2) No canal GLOBONEWS, o programa com ALEXANDRE GARCIA (03/02/2016) levou o professor e pediatra infectologista da UFRJ Edimilson Migowski para debater o assunto. Edimilson Migowski participa de vários programas na Rede Globo, BandNews, SBT entre outras, e sua narrativa segue como verdade.

Veja no vídeo aos 2:50 minutos: GloboNews com Alexandre Garcia

Para o professor o aborto deve ser encarado pelo “contexto social” e é a melhor opção de manter uma família estruturada, pois nesses casos de FILHOS IMPERFEITOS muitos pais abandonam a família e também acontece uma maior demanda de atenção da mãe para este filho imperfeito, com isso os demais filhos tem seu desenvolvimento “ALIJADOS”.

Ou seja: vamos usar o aborto (Vamos assassinar um futuro indivíduo imperfeito) para evitar o sofrimento familiar, evitar que pais canalhas abandonem suas casas, e evitar que filhos não tenham plena atenção da sua mãe.

Mas ele enfatiza que não é favorável ao aborto, ele só é favorável que a mãe tenha a opção de abortar. COVARDE!

Sem título

Não sou a favor, mas…

3) No mesmo canal o programa DIÁLOGOS entrevistou Dráuzio Varella, um defensor do aborto, mas ele foi até razoável e não comentou explicitamente sobre o aborto.

4) E por fim, a ONU orienta que os países revisem suas leis e garantam acesso a saúde pública.

Em outras palavras: a ONU orienta que países mudem suas leis para permitir o aborto nos casos de contaminação pelo vírus Zika, veja aqui.

Nesses 4 exemplos fica claro que não há espaço para quem não admite o aborto como primeira opção de saúde pública, e buscar alternativas não entrou na pauta.


Toda essa narrativa torna o debate uma grande mentira e hoje eu NÃO defendo mais de que o ABORTO deve ser legalizado, e principalmente o aborto não deve ser tratado como opção de SAÚDE PÚBLICA!


Ok, e por quê? E nos casos contemplados que temos hoje? (Anencéfalo, risco de vida da mãe e estupro)

Acredito ser da natureza humana evitar o sofrimento e penso que permitir o aborto vai torná-lo uma opção fácil de evitar qualquer anormalidade na gestação, o aborto será uma porta para a idealização da busca pelo filho perfeito.

Pense… quantas pessoas vão arriscar a ter um filho imperfeito?


“Nem todo sofrimento pode e deve ser evitado, assim como nem todo prazer deve ser desejado!”

Essa frase pode ser remetida a Epicuro ou aos escritos bíblicos de Jô 16.33, o que agrada tanto a religiosos quanto ateus!


E estamos falando de casos de problemas de saúde, mas por que não seria para qualquer outra justificativa conveniente para a gestante?

Uma viagem? Uma dieta? Uma briga de casal? Uma frustração amorosa? Uma imposição do parceiro, ou dos avós? Um planejamento profissional? Sexo do feto? Uma polidactilia? Uma deficiência auditiva/visual…? 

… Uma consciência mais frouxa?

Qual o limite para permitir o aborto como OPÇÃO da mãe?

Síndromes, doenças, disfunções, anomalias, deformações ortopédicas, deficiências neurológicas…

São infinitas as possíveis deficiências e imperfeições que a vida nos reserva, e por mais humanos que sejamos seria uma hipocrisia — e uma canalhice — acreditar que vamos aceitar e desejar para nossos filhos condições que não desejamos para nós mesmos!

Minhas próprias experiências de vida me fazem pensar que devemos aceitar as incertezas que a vida nos impõe, e é a resiliência que nos faz viver sem o tormento de achar culpados para problemas que não tem explicação.

Algumas coisas na vida são como são… simplesmente porque a vida é assim!

É na batalha que se reconhece os COVARDES, e no sofrimento e dor que se identifica os FRACOS!

Os argumentos usados pelos defensores ao aborto apenas jogam a sujeira para debaixo do tapete, além de abrir precedentes eugenistas que fariam Bernard Shaw e Margaret Sanger pularem de alegria dos seus túmulos!

Pais e mães (Sim, mães também!) que abandonam seus filhos e suas famílias o fazem por que são CANALHAS incapazes de aceitar os desafios da vida! Seja por problemas de saúde, por problemas financeiros, por frustrações amorosas, ou por puro egoísmo individual de querer “VIVER EM PLENA LIBERDADE” sem ter o fardo das responsabilidades!

Os avanços médicos, científicos e as pesquisas genéticas antecipam e reparam possíveis problemas genéticos, temos o aconselhamento genético, além de uma rede de solidariedade que apoia famílias que sofrem com esses problemas, é isso que deve ser debatido!

Penso numa sociedade que prioriza e respeita a vida humana na sua menor minoria, o INDIVÍDUO!

E é para resolver esses conflitos e garantir direitos naturais que o estado deve existir.

Por tanto priorizo a potência da vida que, pelo caminho natural, será um ser humano completo, detentor de direitos inalienáveis e inquestionáveis de VIDA (nascer e libertar-se da sua hospedeira), PROPRIEDADE (seu próprio corpo) e LIBERDADE (desenvolver-se conforme suas potencialidades)!

Acredito que todos temos direitos a vida, mesmo que esta vida seja imperfeita!

Afinal, o que é perfeito?

FUI!
Mathias

Adendo 1:

5) No programa SaiaJusta da GNT, o tema também foi sobre o aborto. Adivinhem qual era a opinião das 4 participantes?

Como sempre o prefeito de SP pensando nos mais pobres.

Publicado: 8 de outubro de 2015 por Mathias em Política, Trabalho
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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/10/1691622-licenca-para-motorista-do-uber-pode-chegar-a-r-60-mil-em-sp.shtml

uberaHR0cDovL3d3dy5jbGlja2dyYXRpcy5jb20uYnIvZm90b3MtaW1hZ2Vucy92ZXJzdXMvYUhSMGNEb3ZMMk5oY25SbFlteGhibU5vWldodlltSnBaWE11Wm1sc1pYTXVkMjl5WkhCeVpYTnpMbU52YlM4eU1ERXpMekEyTDNabGNuTjFjeTV3Ym1jJ

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JENIAL!!

Bastava um Smarthphone, uma CNH com EAR e um automóvel de 40, 50, 60 mil com seguro, que qualquer indivíduo poderia ter a iniciativa de buscar seu próprio sustento transportando quem queira ser transportado.

Mas parece que o prefeitoRegulando Malddad” e a prefeitura de SP, a extrema esquerda PTista institucionalizadora do roubo legalizado via coerção, decidiu dificultar e criar algumas regras/normas do que estava funcionando bem até agora.

O que era sinônimo de liberdade e iniciativa, agora terá “regras” e será “regulado”, tudo em nome do bem coletivo e claro, pensando nos mais pobres!

A idéia é:

Cobrar R$60.000,00, Limitar em apenas 5000 autorizações e fazer mais algumas exigências estúpidas, como obrigar algum equipamento que mostre um mapa (sic).

Brilhante!!!

Os mais pobres agradecem, agora quem estava pensando em trocar de carro e se enquadrar nas poucas exigências do UBER pode esquecer… o custo dobrou! Como um passe de mágica!!

Como toda intervenção estatal fode com os mais pobres. Mas logo vem alguma justificativa dizendo que esta “arrecadação” (ROUBO) servirá para algum programa social para cuidar das pessoas desempregadas que, um dia, tentam sair da dependência estatal, algumas delas, talvez, até cogitaram trabalhar no UBER.

Enquanto isso as cooperativas (Máfia e Monopólio) continuam estorquindo motoristas sonhadores em busca do seu próprio alvará.

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Controle de músculos já!

 

Clique e veja esta noticia!

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“matou tia com golpe de jiu-jítsu”

É estarrecedor que ainda, em pleno século 21, não há sequer um único controle sobre o desenvolvimento corporal da “população”

Hoje qualquer um pode transformar seu corpo em uma “arma letal” colocando em risco toda a “sociedade”.

Já passou da hora dos nossos “governantes” – esses seres benevolentes e oniscientes – tomarem alguma atitude!

É necessário mais regulamentações, garantindo que apenas o cidadão em plena capacidade psiquiátrica(1), equilíbrio emocional(2), sem histórico de violência(3) e desenvolvimento psicológico(4) possa desenvolver massa corpórea e técnicas de luta que lhe permita usar seu próprio corpo contra os mais fracos!

Também é imprescindível que os instrutores sejam regulamentados(1), profissionalizados(2) e controlados(3)!

Devem cumprir obrigações burocráticas(1) para exercer esta profissão, reciclagem periódica(2), renovação de licenças(3), criar entidades de classe(4) como conselhos(5) e tudo mais que esteja ao alcance do “estado” – essa abstração fantástica que sempre toma providência para resolver problemas que ela mesmo cria.

Por fim, devemos proibir o exercício autônomo das pessoas, a falta de controle só faz crescer casos como o ocorrido no noticiário.

Qual o objetivo de alguém que queira desenvolver seus músculos e adquirir técnicas de luta senão coagir e intimidar outras pessoas?

Vamos esperar até quando? Quantas vítimas serão necessárias?

Só assim poderemos conviver em sociedade sem ameaças, onde impera a força bruta contra uma minoria excluída e que foge dos padrões de força muscular elevada, imposto pela sociedade de culto e objetificação (Urgh!) do corpo!

E mais! … Onde fica o direito das minorias que tem dificuldade de obter crescimento muscular adequado? E os que não tem acesso aos aparelhos para desenvolver seus músculos?

É evidente a influência da indústria dos músculos nos bastidores do congresso fazendo lobby com a bancada da maromba a fim de obter apenas lucros, ignorando o bem-estar da sociedade!

Somente aqueles que apoiam casos como o ocorrido e que não ligam para as minorias defendem que as coisas continuem assim.

Sim, precisamos problematizar!

Fui!

Mathias

PS: Se até aqui você não compreendeu o texto sugiro procurar os termos “Ironia” e “Sarcasmo” no dicionário

A propaganda do PT. ou: Quem é você?

Publicado: 6 de agosto de 2015 por Mathias em Política
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Escala maior, progressão de volume áudio e aquela harmonia de final de filme, chavões, frases curtas… e tudo que manda nos bastidores da publicidade e o monopólio das virtudes como manda o manual do populista.

Vamos aos trechos:

“A vida nos oferece 2 caminhos, o da esperança e o do pessimismo”

Logo no começo do vídeo da propaganda o marqueteiro do PT joga um frame que divide o espectador em dois tipos.
Os “esperançosos“, que confiam no governo.
– Os “pessimistas“, são todos os que confrontam a realidade (93% da população).

Quem é você?
O esperançoso: que espera as coisas ficarem boas sem fazer nada, ou; O pessimista: que confronta a realidade e busca mudanças.

“Hoje há uma pessoa que pode evitar uma grave crise política: Você”

O PT transfere a própria incompetência e a incapacidade de fazer política do próprio governo, para o povo (Que diz defender!). Quem dialoga é o governo e seus representantes, eleitos pelo povo! Se não é possível compor maioria, se o governo é insustentável é óbvio que haja uma ruptura, pois este governo não representa mais os resultados do sufrágio.

“Não se deixe enganar pelos que só pensam em si mesmo”

Para o PT quem não concorda com os meios do PT, quem não é Petista é automaticamente uma pessoa egoísta, gananciosa… que só pensa em si.
Para o PT a única forma de fazer as coisas é do jeito do PT.
Discutem apenas intenções, mesmo se geram resultados negativos. Distorcem a realidade para manter a ideologia.
Ousar pensar em mudanças é motivo para rotular a todos de pessoas MÁS, que odeia o pobre no aeroporto, quer manter a pobreza longe dos shopping, é racista e por ai vai!

“A crise em toda parte”

Traduzindo: “Pare de nos culpar! Não somos culpados de nada”
Não assumem nenhuma culpa, não são culpados de nada, justificam erros como se todos fossem corruptos e incompetentes, portanto não são diferente dos demais brasileiros. Você se inclui ai?
Quem não concorda tenta desestabilizar o governo, e são mau-perdedores que não aceitam o resultado das urnas.

“Um governo para defender os Brasileiros…”

Aí começa o show dos “números celestiais positivos detalhados” (Lembre-se disso!) que só faz sentido para quem quer, tudo nas cifras de bilhões e trilhões, semelhantes ao montante da carga tributária, dos desvios da corrupção, dos gastos do governo e da ineficiência que escorre nos dutos do esgoto estatal.

Para o PT, confrontar a realidade busca conflito e não mudança, busca crise política e não mudança política.
Para o PT, a crise é passageira, e vem acompanhada de uma crise mundial.

“Não é melhor a gente não acertar em cheio, tentando fazer o bem, do que errar feio, fazendo o mal”

Não entendeu… isso é neurolinguística de alto nível de desonestidade moral e intelectual!
Essa frase com certeza vai ser analisada por pessoas mais capacitadas, mas até um leigo percebe a safadeza da frase.

Vou traduzir do meu jeito: “Nossa intenção é fazer o bem, pois para nós é o certo, mesmo que os resultados sejam péssimos para o você e para o Brasil.

E quem pensa diferente é mal-intencionado, pois achamos errado, E não temos interesse nos resultados, mesmo que sejam positivos para você e para o Brasil”

Ao invés de dizer ERRAMOS dizem NÃO ACERTAMOS.

“Hoje alguns números do Brasil não são dos melhores”

Traduzindo: “Hoje os números são péssimos, por isso fizemos esta propaganda de 10 minutos!”

Lembra dos número positivos detalhados?? É… todos os números negativos são resumidos com a frase acima acompanhada de um “MAS…” uma linda conjunção coordenativa adversativa para indicar a clara oposição de ideias.
Esse “MAS…” é prova de que o PT não assume as cagadas do governo, esse “MAS…” é para esconder a gravidade da situação.

“A crise de hoje é menor do que de governos anteriores”

Quais camarada? Lula 1? Lula 2? Dilma 1?
Ou quem sabe da velha e boa ditadura dos anos 70, de FHC, de Dom Pedro II??

O PT era até pouco tempo atrás um crítico da política econômica do governo do próprio partido, que faz ajustes apenas elevando impostos e taxas, e cortando programas assistencialistas para não escancarar o estelionato eleitoral.
Agora defende o ajuste para sanar uma crise econômica criada pelo próprio governo, e que gerou ressonância política.
Um espetáculo de duplipensamento Petista, de dissonância cognitiva!

Ignoram e omitem nos 10 minutos de vídeo que a causa da crise política não é somente a crise econômica, mas são casos sem fim de corrupção que assolam todos os membros de alto escalão do partido dos trabalhadores e seus aliados.

“Estamos sempre ao lado dos mais fracos…”

Cansa… mas novamente o monopólio da virtude e o populismo descarado dividindo as pessoas entre fracos e fortes, pobres e ricos, oprimidos e opressores e sempre estão do lado dos pobres, dos fracos, dos oprimidos. O bom e velho marxismo que vemos atualmente nos movimentos que se dizem representante de minorias oprimidas.

Mas pense e reflita,

Quem é “anti-povo”?
Quem é “contra o fraco”?
Quem “defende o opressor”?

Para a ultra-esquerda do PT é todos os que vão contra sua ideologia!

∴ Hoje (30/07/2015) as 09:50 na pista central da marginal Tietê, altura da Pte Freguesia do Ó tinha um corpo embrulhado em papel alumínio e você não verá nenhuma notícia na mídia, e mais à frente um caminhão com tijolos tombou


A administração incomPeTente do prefeito de SPFaixando Radardd, o Professor Pardal das iniciativas públicas ditas progressistas, colocou em prática a redução de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros.

  • Pistas expressas passam de 90Km/h para 70Km/h carros e 60km/h caminhão.
  • Pistas centrais passam de 70Km/h para 60Km/h.
  • Pistas locais passam de 60Km/h para 50km/h.

Como todo político da nova-esquerda-ultra-progressista-populista “Lerdando Haddad”, tem boa intenção, diz que o objetivo é reduzir a quantidade de mortes e acidentes, diz também que é para melhorar o tráfego de automóveis nas vias (Hãã?!).

_ Ain… mais 73 vidas são importantes também!?

_ Você não se importa com essas 73 vidas!?

Aíííí de alguém criticar a iniciativa! Imediatamente essa pessoa não liga para a vida e só pensa no próprio bem-estar, um adorador de carros. É o monopólio da virtude, onde não se discute os meios, apenas os fins!

Mas quais os esses números?

Em 2014 ocorreram 1180 acidentes, 1399 pessoas feridas e 73 mortes.

E abaixo um exemplo de mortes causada pela criminalidade.

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Alguns outros números da Capital.

 

Não é a primeira vez que a velocidade nas marginais é reduzida, mesmo após as obras de ampliação de novas pistas da marginal Tietê, ampliação com o óbvio objetivo de aumentar a velocidade dos veículos e a capacidade de tráfego.

Mas se a nova regra é para reduzir o número de acidentes então suponho que os “estudos” da prefeitura PTista de “Estudando Malddad” apurou que as ocorrências foram justamente dentro dos limites atuais. Ou seja, os acidentes são causados, ou tem no mínimo correlação com carros que estavam trafegando dentro dos limites hoje reduzidos!?

Com isso eu pergunto:
  • Quantos ocorreram devido a pedestres que circulam nas vias?
  • Quantos ocorreram devido a motoristas embriagados?
  • Quantos ocorreram por má iluminação ou sinalização das vias?
  • E finalmente quanto ocorreram dentro dos limites atuais?

Se acidentes já ocorrem fora das regras atuais de limite de velocidade o que a simples mudança dessa regra trará de benefício?

Além disso, quando um via tem sua velocidade incompatível com a fluidez os únicos prejudicados são justamente os que andam dentro dos limites de velocidade e as marginais tem pistas com fluidez muito maiores do que as estabelecidas. A esquerda burra alega salvar vidas para implantar projetos estúpidos só para arrecadar com multas, mesmo que para isso viole a CTB e que prejudique motoristas que andavam dentro das regras.

NUNCA FIQUE ENTRE UM ESQUERDISTA E SEUS IMPOSTOS.

Problemas que não geram arrecadação por multas são ignorados: os pedestres, as bicicletas, os veículos em más condições, má sinalização da pista, má iluminação, mas a prefeitura limita-se a agir apenas no ponto onde máquinas automatizadas trabalham 24 por dia na arrecadação!

São Paulo lidera o número absoluto de mortes por afogamento, em 2014 foram registrados 132 mortes.

http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/03/a-cada-ano-mais-de-1100-criancas-sao-vitimas-de-afogamento

Acidentes com crianças afogadas em piscinas, pessoas atingidas por raios e muitas outras situações que culminam na perda da vida, embora sejam chocantes, é necessário relativizá-los para saber até que ponto uma ação política restritiva das liberdades individuais seria realmente necessária, urgente e efetiva!

Vale à pena propor medidas restritivas para tentar reduzir ainda mais as ocorrências desses acidentes, tendo em vista os eventuais efeitos colaterais indesejáveis dessas medidas?  

Será que o tratamento não seria pior que a doença?

FUI!

Mathias

Feminicídio. ou: Igualdade ou Privilegio?

Publicado: 5 de março de 2015 por Mathias em Comportamento, Política
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Câmara dos Deputados aprova tipificação do feminicídio no Código Penal

Eu queria compreender o que é um “homicídio motivado por gênero“. 

Reconheço minha ignorância nos termos legais e jurídicos, mas tento enxergar aonde um homicídio, em contexto doméstico, se encaixa como “crime de gênero” ao invés de “crime passional” ou qualificado por “motivo fútil”.

Em um homicídio em ambiente doméstico como se chega a conclusão da seguinte motivação?

“Ela é mulher, portanto este é o motivo pelo qual eu irei matá-la”

Temos a seguinte situação:

– Homem hétero mata sua esposa por ciúmes = Feminicídio (morte com motivação de gênero)

– Mulher hétero mata seu marido por ciúmes = Homicídio qualificado, motivo fútil.

– Homem homossexual mata seu marido por ciúmes = Homicídio qualificado, motivo fútil

– Mulher homossexual mata sua esposa por ciúmes = Homicídio qualificado, motivo fútil

Viva a “igualdade” de gênero!!!

* Adendo 05/03/2015 – 16:20 – Sobre a aplicabilidade da lei

O que faz uma morte por violência doméstica ou por preconceito de gênero contra a mulher ser moralmente mais grave que qualquer outro tipo de homicídio? O que faz a vida da mulher ter qualidade de fato superior à do homem, ou da criança, ou do idoso, ou do branco, ou do negro, ou do índio, ou do oriental? As qualidades de cor, credo, etnia, idade, classe social, sexo, preferência sexual ou qualquer distinção física inata ou sócio-econômica da vítima justificariam maior ou menor penalidade criminal? Não deveríamos ter todos os mesmos direitos e proteções perante a lei?

Dados sobre violência doméstica/violência feminina:

Igualdade x Privilegio:

Documentário sobre o paradoxo de gênero:

FUI!!

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Recebi, assim como muitos amigos, um texto do blog “mdmente.wordpress.com” sobre “Porque deixar o mercado de TI”. Recomendo ler o texto original e depois continuar aqui.

Pois é… não sei quem escreveu, e isso pouco importa, mas depois de ler concordei apenas com um único argumento: “Baixa qualidade de profissionais na área de TI”.

PONTO FINAL, o resto é pura verborragia, autocomiseração e ressentimento com os rumos de uma trajetória profissional.

O texto é repleto de hipocrisia, apelo vitimista, retórica anticapitalista e a panfletagem ideológica marxista de que a história da civilização é baseada na luta de classes – o velho chavão do “oprimido x opressor”.


Vejamos o que diz o texto:

…o mercado de TI está cheio de preguiçosos, aproveitadores e pessoas que pouquíssimo sabem sobre o que fazem…

Verdade, e este é o único argumento do qual concordo, mas mesmo nessa questão vocês acham que isso é um problema exclusivo da área de TI?

Infelizmente é uma regra geral do mercado brasileiro, com algumas exceções, e qualquer RH pode confirmar a dificuldade em recrutar pessoas comprometidas e capacitadas, e o problema aumenta se falarmos de profissões que exigem maior grau de especialização.

Portanto ao sair da área de TI vai se deparar com o mesmo problema.

Leia um noticiário e comprove que a qualidade jornalística passa longe das redações, procure um mecânico que não seja aproveitador, um professor dominando o que diz, um médico que se mantenha atualizado, um pedreiro que saiba chapiscar uma parede, uma doméstica comprometida, uma atendente que seja eficiente, um funcionário público que não seja preguiçoso ou uma empresa com serviços de qualidade… não é fácil!

A partir daí começa o MIMIMI:

Já começamos com algumas acusações:

…é um antro de desesperados por dinheiro que farão qualquer coisa para ganhar cada vez mais e fazer cada vez menos…

Mas… opa mano… peraí! Deixa eu relembrar alguns trechos do texto:

… No momento em que escrevo esse post, passo por uma síndrome de abstinência… Só que não fui eu quem decidiu parar de fumar… a grana simplesmente acabou. O que acontecia todo final de mês, passou a acontecer no meio…

… Outro ponto que me deixa profundamente triste é o fato de que precisamos mendigar por aumento salarial…

… desenvolve quase que de graça projetos que custariam outros milhões, possui o menor salário da equipe e que talvez (com muita sorte) receba um agradecimento verbal.

E destilando um pouco de ressentimento e inveja:

… não posso dizer que sou mal pago (Hã!?)mas pessoas que mal sabem o que estão fazendo costumam ganhar o dobro ou o triplo do que ganho
… De um ponto de vista social, não posso dizer que sou mal pago

Agora para deixar Raulzito orgulhoso, vamos “desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes”:

… Quando entrei no mercado de TI, o fiz por prazer. Não fui atrás do dinheiro, fui atrás de prazer… diversão… tudo o que eu queria era paz e prosperidade
… É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento.


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PARA PARA PARA PARA… já deu!!

Um caso de paralaxe cognitiva, um afastamento entre o eixo da construção teórica e a experiência real do indivíduo, ou seja, acredita-se na teoria mesmo confrontando-se com uma realidade diferente – fala no que acredita ser a realidade mesmo vivenciando algo totalmente oposto.

“Escolhi meu trabalho por prazer, diversão e não por dinheiro” x “Ganho pouco e estou sem dinheiro”

“As pessoas só pensam em dinheiro” x “Quero reconhecimento com aumento salarial”

E agora um pouco do “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”:

(Acusação):

…Por fim, o maior problema de TI é a exacerbação do ego...

(Exacerbação do ego):

conheço a fundo pelo menos outros 20 sistemas operacionais.
eu já era capaz de programar em qualquer linguagem que me aparecesse na frente… bastava ler rapidamente o guia de referência de comandos e funções que eu me adaptava instantaneamente ao estilo de programação que a linguagem exigia...

Se seu amigo de baia ou seu superior é um bosta que não sabe o que faz e ganha mais do que você, cabe a você correr atrás do seu, mostrar seu diferencial, dizer que seu trabalho vale mais do que recebe. Mas se isso é mendigar amigão, fique esperando sentado por um aumento espontâneo trimestralmente.

No blog há vários comentários sobre o marketing pessoal, sobre uma possível postura profissional introspectiva. Utilize da mesma autopromoção que faz no artigo para galgar uma posição mais alta na carreira profissional e o reconhecimento considerado merecido, ainda mais com “pessoas que mal sabem o que estão fazendo ocupando esta posição e ganhando o dobro ou o triplo”.


Vamos aos culpados por tanto desgosto, depois de mais uma fase de desdizer o que se disse:

…Não preciso nem dizer que ainda existe o problema da necessidade de um culpado

Culpado 1:

Os empresários nessa área não estão preocupados com as pessoas…

Culpado 2:

… Num universo paralelo isso talvez faça algum sentido, mas seguindo a tal da meritocracia… essas pessoas nem mesmo deveriam estar ocupando seus cargos…

Culpado 3:

…O ponto mais triste de todos é que o mercado todo é assim…

Culpado 4:

…E já que percebi que estou no lugar errado, é hora de partir em busca do lugar certo, um lugar onde as pessoas valorizem a vontade de ajudar e que o dinheiro não interfira nas decisões. É hora de mudar… hora de viver. É hora de construir uma vida ao lado de pessoas que prefiram a evolução ao enriquecimento

Ora, decida-se entre o prazer, o altruísmo ou o dinheiro que te sustenta!
Assuma o capitalista que há em você ou vire um hippie-regueiro, nômade ou ermitão… Sei lá, trabalhe com voluntarismo, não vão faltar propostas de desafios computacionais ao bel-prazer!


Agora eu pergunto:

Qual o problema de ser recompensado por um trabalho honesto?

Buscamos por uma recompensa ao oferecer o nosso trabalho. Fazemos bem ao todo quando oferecemos algo em benefício próprio. E é justamente a liberdade das trocas voluntárias (ou livre mercado) que transformaram o mundo que temos hoje.

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.” Adam Smith

Quando alguém realiza um troca voluntária do seu “esforço” intelectual ou braçal por uma quantia de dinheiro é porque avalia que o dinheiro vale mais que seu esforço, e quem lhe dá dinheiro também avalia que aquele serviço ou produto, resultado do esforço de alguém, vale mais do que o dinheiro dado. É uma troca sem perdas, com os dois agentes satisfeitos, pois cada indivíduo dá valor as coisas subjetivamente.

Temos a liberdade de recusar, de fazer uma contra-proposta, escolher, procurar outra oferta ou não fazer nada. Só a democracia nos garante tais direitos, e o liberalismo proporciona essa “tal de liberdade” para a livre empresa e livre iniciativa com o mínimo de coerção do estado (Laissez faire!!).

Qual o problema com o dinheiro?

“O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem.” Ayn Rand

Agora pare e pense sobre quantas quantas vezes você barganhou na compra de um veículo, na aquisição de um imóvel ou num orçamento de pintor, mecânico, pedreiro, diarista, técnicos ou na compra de móveis nas Lojas Marabraz cujo vendedor ganha comissão?

Acha que o vendedor, o comissionado ou o prestador de serviço que se barganha se sente explorado, lesado, “mendigado”?


Nesse outro texto, do mesmo blog, temos o “desprazer” de conhecer a visão de mundo onde o dinheiro é a origem de todo o mal do mundo, baseado na estrutura no materialismo histórico.

Um panfleto oportunista de propaganda utópica sobre a reorganização da nossa sociedade, mais um “pensador” que quer viver num mundo cuti-cuti ursinhos-carinhosos, sem dinheiro, sem inveja, sem ganância, mas vale lembrar que no primeiro parágrafo reclama que o baixo salário o deixou sem cigarros!

Na boa mano, sério que esse ideal comunista e anticapitalista ainda persiste hoje em dia? Um esquerdista vive sob profunda depressão religiosa-ético-moral e estrutural, vive integralmente sob a imagem móvel de um futuro hipotético tão improvável quanto o funcionamento de um moto-contínuo e da alquimia, uma teoria que ignora e contraria todos os aspectos da natureza, condição e da ação humana! Isso já foi refuta sob todos os aspectos, seja ele econômico, humano ou social.

Miséria, terror, escravidão e morte é outra verdade irrefutável da outra alternativa ao capitalismo, o socialismo (Ou talvez Anarquista[?]).

Foi o sistema capitalista que permitiu uma vida mais confortável para milhões de seres humanos, fato de uma simples observação honesta. Hoje uma pessoa muito pobre tem mais acesso a bens do que um rei do século XV, e milhões de pessoas puderam sair da miséria predominante no mundo por milênios.


Vamos imaginar hipoteticamente, que num futuro próximo, no seu próprio consultório de psicanálise seja necessário contratar uma atendente.

Qual valor ($, abraço, agradecimento, sacos de arroz, um boi de corte, voluntarismo, comida, coerção, chantagem) o dr. deve oferecer para a funcionária? Quanto será justo? O que seria o reconhecimento do trabalho desta pessoa? Ou deve-se esperar que ela trabalhe alegremente por amor ao atendimento de clientes em seu consultório?

Quem sabe talvez usar de coerção para que ela trabalhe voluntariamente!

Bom, eu acho que $ é a melhor opção!

Está aí um cenário que pode levar alguém que não acredita no dinheiro a se afundar numa depressão profunda.


Por fim, todo o texto sob a pretensão de externar uma insatisfação profissional na área de TI com um mínimo de verdade, foi usado de embuste para atrair leitores ao pensamento marxista e anticapitalista que tanto se polariza hoje em dia.

Eu não caio mais nessa, e acho importante identificarmos tais engodos, pois esse pensamento é anti-humano, vangloria as intenções sem se preocupar com as ações e resultados, prolifera nas redes sociais e nas universidades como um pensamento virtuoso, mas que ignora tudo que foi conquistado em nome de uma teoria fracassada, que não se sustenta em experiência, que não se fez realidade em nenhuma de suas tentativas.

PS: Pare de fumar…

FUI!

Dica de leitura: “Esquerda Caviar”

Publicado: 24 de janeiro de 2015 por Mathias em Cotidiano
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Sabe aquele cara engajado em causas nobres, que adora posam de altruísta, mas não faz o que prega?

Pois são essas as figuras que Rodrigo Constantino disseca em seu livro.

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O livro faz críticas aos intelectuais e artistas engajados em fins nobres, apenas porque é legal, mas não permite o debate dos meios para tais metas. E só quem concorda com seus meios – sempre com a defesa da tutela estatal – defende pobres, negros, mulheres, gays e até a paz… ou seja, eles detém o “monopólio da virtude”, e se você não está na onda então você é contra tudo o que é considerado bom, é o tal “fascismo do bem”!

A hipocrisia está justamente em não agir conforme o discurso e usufruir do mesmo capitalismo que tanto condenam.

São tipos que defendem o atual modelo de escola pública mas os filhos estudam em escolas particulares, defendem o atual sistema de saúde pública mas não colocam o pé no SUS e preferem se tratar de câncer no Sírio ou no Einstein, defendem o governo Castrista mas passam férias em Paris, condenam o império americano mas vão as compras em Miami, apoiam a distribuição de renda mas mantém seu patrimônio em fundos imobiliários especulativos, propagam o alarmismo ambiental mas viajam sozinhos de avião somente para frequentar um restaurante badalado a 3000Km e volta pra casa no mesmo dia consumindo combustível fóssil em quantidade do consumo de uma família durante 1 ano.

Diferente do que todos falam sem ler o livro, o Rodrigo Constantino não fica somente na crítica vazia, ele defende, com ideias liberais, a maioria dos problemas que a ESQUERDA CAVIAR só se importa no discurso, mas que não se aplicam a realidade da natureza humana.

Conhecimento nunca é o bastante, então acho válido conhecer as ideias de pessoas que sabem facilitar nossa leitura, seja ela coletivista, individualista ou qualquer outro rótulo estereotipado… porque buscar nas origens filosóficas dos grandes pensadores é esbarrar numa leitura densa e de difícil leitura.

Acredito que é sempre válido conhecer todas as ideias e o livro traz referências bacanas que no fim já cria uma lista de outros livros para serem lidos.
Mas o principal é que máscaras caem no fim do livro, e a partir dessa leitura o ato de ler jornais, blogueiros e assistir a TV se torna uma tarefa as vezes enjoativa.

Hoje, com as redes sociais, a esquerda caviar surge de todo buraco, como ratos, e zunindo como gafanhotos, muito barulho, pouco texto!

FUI!

Ainda sobre o islã e o atentado em Paris. ou: Redenção!

Publicado: 19 de janeiro de 2015 por Mathias em Religiões
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Agora que a poeira baixou, e depois de algumas discussões e conversas percebo como fui tolo! Estava errado em defender a liberdade de expressão dos cartunistas que ofenderam mais de um bilhão de muçulmanos ao reproduzir seu profeta de forma desrespeitosa no Jornal Charlie Hebdo.

senso comum diz que não se pode contrariar a religião dos outros, e após uma “auto-reflexão para comigo mesmo” assumo que quando tocamos nas questões sagradas das religiões não podemos desrespeitar tais dogmas.

Como pude ser tão imprudente ao ponto de dar mais valor a “liberdade de expressão” ante uma ofensa tão gritante aos dogmas do Islã! A violência (ainda que mortífera) é apenas uma resposta proporcional ao desrespeito, é uma punição pedagógica, uma lição para todo o mundo!

Mas hoje estou pronto para me redimir… e vou além!

Pretendo respeitar, a partir de agora, todos os dogmas de todas as religiões, um tremendo sacrifício para alguém que não nutre apreço por nenhuma delas!

Portanto, vamos lá:

A partir de hoje não vou mais reproduzir a imagem do profeta Maomé para respeitar o Islã (Nível fácil).

A partir de hoje vou praticar sexo com o único intuito da procriação e só depois do casamento para respeitar o Cristianismo (Só se casar de novo…).

A partir de hoje não vou mais comer carne de porco, cavalo,camelo, coelho, caranguejo, lagosta e camarão para respeitar o Judaísmo. (Nem uma costelinha com barbecue?!)

Ainda no Judaísmo vou cortar minha “chapeleta” (Essa é de doer!!)

A partir de hoje não vou mais trabalhar aos sábados para respeitar algumas vertentes do Protestantismo (Desculpe chefe!)

A partir de hoje não comemoro mais aniversários para respeitar algumas vertentes do cristianismo primitivo da era apostólica (Chega de presentes!)

A partir de hoje considero vacas, ratos e serpentes animais sagrados para respeitar o Hinduísmo (Bye bye churrascos, chumbinho e instituto butantã)

A partir de hoje não creio mais na ideia de deidades para respeitar o budismo (Aí sim!!)

FUI!!

Ontem e hoje a mídia mundial cobre a morte de doze pessoas, entre elas 4 jornalistas/chargistas franceses da revista Charlie Hebdo, publicação satírica e iconoclasta conhecida por suas charges sobre tudo e todos. A revista vítima do atentado terrorista satiriza todas as religiões, etnias, correntes políticas e ideológicas. É fácil supor que cristãos, judeus, ateus, liberais, democratas, trabalhistas e conservadores não devem gostar das charges. Mas APENAS TERRORISTAS DO ISLÃ matam quem as publica.

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Quantos protestos, manifestações de cristãos ou qualquer outra religião ocorreu de forma violenta e qual a atitude dos seus líderes?

A linha política do semanal e de seus colaboradores é de extrema-esquerda, não é segredo, mas o problema ocorreu justamente por causa das sátiras com maomé e o islã – que nutre o ego da própria esquerda – que tem um péssimo senso de humor.

O canal GloboNews, não consegue nomear o ato e os autores de forma assertiva.

Sem título

Adjetivos: “homens encapuzados” ,”supostos” e “atiradores” foram usados ad nauseam. Mas “terroristas”, “muçulmanos”, “jihadistas” e “islâmicos” foram usados com demasiada cautela, e todas as argumentações dos professores, comentaristas e especialistas entrevistados finalizavam sempre com alguma desculpa por possíveis interpretações “islamofóbicas”.

Ora… “Atirador” é o praticante de tiro, um esporte olímpico! Quem atira contra pessoas é assassino, no geral, no caso particular, é TERRORISTA!

É visível, senão risível, a preocupação dos âncoras ao tocar no assunto, todo diálogo é concluído com justificações, blocos completos com comentaristas convidados – professores, analistas, sociólogos – foram pautados pela questão de possíveis reações da “extrema direita”, bradando pela tolerância ocidental aos intolerantes muçulmanos que lá vivem, ou seja, equiparando o fato consumado com a previsão de futuras retaliações.

Em certo momento um dos entrevistados focou nas armas dos terroristas (Fuzis AK-47) e teceu opiniões desarmamentistas sobre o número de armas existentes no mundo e na facilidade de obtenção do armamento, ou seja, a culpa é da arma.

Durante todo o dia de ontem não se falou, investigou, especulou sobre os culpados reais do acontecido, não há imagens da reação nos países islâmicos e só na noite de ontem se noticia a perseguição policial aos suspeitos, para desespero dos defensores do politicamente correto eles tem origem argelina, são Said Kouachi e Chérif Kouachi, possivelmente, membros do braço armado da Al Qaeda no Iêmen, foram condenados em 2008 por crime de terrorismo.

Tanto na mídia como nas redes sociais o que mais se vê/lê é a culpabilização da vítima, a mesma lógica de se culpar a mulher, que usa mini-saia, pelo seu estupro.

A professora da USP, Arlene Clemesha, disse ao vivo na Globo News:

“Esse jornal deveria compreender que isso não se faz, é atrair problema. Não se deve fazer humor com o outro.”

O também professor Williams Gonçalves, da UERJ, diz:

“Quem faz uma provocação dessa não poderia esperar coisa muito diferente.”

Em momentos fiquei com a impressão de que o ataque ocorreu por terroristas europeus-direitistas-nacionalistas-xenófobos em alguma mesquita de Paris contra muçulmanos, e ao longo do dia comecei a notar que não era somente uma impressão distorcida, parecia que o enredo, as opiniões, o formato dos programas, os posts, os twitts, tudo… todas as narrativas eram iguais.

Mais uma vez o jogo da esquerda é mudar os fatos, fugir da realidade, veja:

Extremismo ocidental… onde? No MC Donald’s???

 

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Latuff considera que o atentado atinge o Islã, o sangue é meramente ilustrativo. No texto começa se justificando.

 

Quem não lembra de Sakamoto dizendo:

“Ostentação deveria ser crime previstos em código penal”

Culpar as vítimas parece uma missão da esquerda sempre que ocorrem quaisquer atrocidade!

Minhas questões principais são:

– O Islamismo é uma religião de paz?

– O radicalismo islâmico é minoritário?

– Os países ocidentais “oprimem” os muçulmanos?

– Os muçulmanos que vivem em países ocidentais respeitam as leis locais?

– Os muçulmanos agem pacificamente? (1:44)

– O que o politicamente correto tem a ver com o assunto?

O lado positivo disso tudo (Se é que pode ter algum) é a pronúncia incansável da “defesa da liberdade” e da “liberdade de expressão”!

Agora fazendo futurologia eu me pergunto: Como você acha que a esquerda brasileira vai capitalizar este evento para dar continuidade no seu projeto de Democratização da Mídia?

FUI!

Adendo (08/01/2015/15:51) – Abaixo Nojeira diz que Charb viveu e morreu pela liberdade de expressão, mas condena o humorista Danilo Gentili

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-diferenca-entre-o-politicamente-incorreto-do-charlie-hebdo-e-o-politicamente-incorreto-de-gentili-e-derivados/

Adendo (08/01/2015/16:05) – Abaixo o artigo enaltece a coragem de Charb pela linha editorial, mas critica a mesma coragem por servir a “extrema-direita”.

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/01/atentado-contra-extrema-esquerda-na-franca/

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Em sua coluna na Folha de 13/12/2014, Drauzio Varella ovaciona a nova lei antifumo, que proíbe o fumo em mais locais públicos.

Nessa outra reportagem defende a legalização da maconha,

No vídeo abaixo o mesmo diz que ninguém morre por fumar maconha, que não se deve ensinar as crianças que drogas são ruins e que usamos drogas para nos livrarmos da realidade opressora.

No programa Bom Dia Brasil a reportagem, sobre o assunto da lei antifumo, entrevista pessoas comuns e pergunta a opinião delas sobre a lei:

– Eu acho que não podia fumar de jeito nenhum.

– Ótimo. Vou parar de fumar passivamente.

– Tem muita gente que é sem educação, fuma perto da gente, a gente fica incomodado, acaba se retirando do local, é muito ruim.

A opinião médica:

– Vai ser um incentivo para que o fumante venha a mudar o seu comportamento. E ao mesmo tempo se proteger. Porque quando ele fuma em um ambiente fechado, ele está fumando duas vezes.

O ponto de vista de um dono de estabelecimento:

Se a pessoa estiver fumando no restaurante em uma área onde é proibido, ela não será alvo de fiscalização. O estabelecimento comercial que é o responsável por manter o ambiente livre de tabaco. Se houver desrespeito, a multa é para o empresário.

O dono de restaurante Rodrigo Freire já tinha adotado a norma no restaurante dele. Agora vai deixar claro.

– A placa ajuda a reforçar e mostrar que, na verdade, não é uma vontade do dono de restaurante ou uma criação nossa. Na verdade, é uma imposição da lei, que a gente tem que cumprir se não a multa vai ser pesada

Um dado sobre os gastos da saúde pela rede pública de saúde:

Segundo o Ministério da Saúde, 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil de doenças relacionadas ao tabaco. O tratamento dessas doenças na rede pública, ainda de acordo com o ministério, custa R$ 1,4 bilhão.

No programa Profissão Repórter de 30/10/2013 a legalização da maconha é o assunto da noite. A reportagem mostra como é experiência dos estados americanos onde o uso é legalizado para usos medicinais, mostra também Portugal, onde o usuário não é preso pelo consumo e sobre as novas leis do Uruguai que já é legalizado e está em regulamentado, mesmo que 63% dos Uruguaios sejam contra a legalização. São 15 minutos mostrando os prós das políticas de legalização e 15 minutos sobre os problemas da dependência.


Pausa para uma respiração contínua e prolongada…

Percebem a dissonância de Drauzio Varella?

O Dr. Drauzio Varella tem um duplo padrão de julgamento na questão, o médico e ex-fumante parece querer se vingar da indústria para limpar tardiamente sua consciência e ao mesmo tempo quer manter uma posição progressista no tema de legalização da maconha. Duas drogas nocivas a saúde, podem causar câncer pulmonar, causam os mesmos problemas de dependência e que incomodam não-fumantes.

É crescente a perseguição aos fumantes e, paralelamente, é crescente a mobilização para a descriminalização da maconha. Nesse ritmo logo veremos cigarros comprados na “quebrada” e maconha comprada na padaria. Mas não haverá local para traga-los!

Note que a mentalidade política é sempre guiada por soluções proibicionistas, uma crença de que o bem comum depende da criminalização de atividades pacíficas.

Comentei aqui sobre as contradições das leis antifumo e as políticas de tratamento dos dependentes de crack na prefeitura de São Paulo. E comentei aqui, sobre as ações de interferência do estado e as demandas da população que cada vez mais querem um pastor com seu cajado protegendo-as de si mesmo, aceitando o papel de ovelhas no campo. E o Kzuza também já comentou sobre as reais intenções disso.

Na mídia em geral não existe espaço para o contraditório, um ou outro blog, um ou outro colunista aborda o tema de outra perspectiva. O Profissão Repórter foi mais imparcial, mas o programa Bom Dia Brasil aplaudiu a iniciativa e celebrou a punição do empresário como o bode expiatório, não há abordagens sobre a intromissão na propriedade privada para melhorar a saúde dos viciados em nicotina, “as vítimas” que não conseguem ter vontade própria e precisar urgentemente de ajuda.

O estabelecimento (o dono, claro!) será multado pelo comportamento do consumidor que frequenta o local.*

Mas qual a diferença da aplicação dessa multa e a prisão de um empresário em um hipotético homicídio, causado por um cliente, dentro do seu estabelecimento? 

Ou então acusar de tráfico o gerente de um Shopping caso algumas pessoas façam transações ilegal dentro das suas dependências?

Claro que o consumo de cigarro deve ser desestimulado, e já é! Não há mais comerciais e publicidade como antes (Veja um antigo comercial de cigarros aqui), as embalagens de cigarro são estampadas com mensagens/imagens horríveis ad nauseam, advertências sobre os danos a saúde é destacada e o imposto sobre o cigarro é 65% (Que só estimula o contrabando). Portanto quem fuma um cigarro está sabendo de todos os riscos. Já não é o suficiente para que as pessoas decidam sobre seu consumo?

Quem fuma sabe, assim como quem bebe álcool, quem não se exercita, quem come muita gordura e açúcar, quem se aventura pulando de para-quedas, quem anda de moto sabe dos riscos, quem faz cooper noturno sozinho na cidade de São Paulo sabe dos riscos, não é crime assumir um estilo de vida arriscado. Essas atitudes devem ser proibidas? 

Uma sociedade livre é aquela em que os indivíduos são donos da própria vida. 

Outra justificativa é que a lei evita que fumantes passivos sofram em estabelecimentos fechados. Mas quem deve decidir é o consumidor, e naturalmente é o que acontece. Os restaurantes sempre tiveram áreas de fumantes, com a diminuição do número de fumantes e somado ao repúdio de clientes incomodados a exclusão social de quem fuma em locais fechados demandaram mudanças, com isso as áreas de fumantes foram sumindo dos estabelecimentos espontaneamente, porque ninguém quer perder cliente!

Aos que aplaudem essas iniciativas digo para tomar cuidado, porque o álcool produz problemas na saúde, mortes, acidentes e incômodos bem maiores do que o cigarro, inclusive para pessoas que não bebem.

Observação: Não fumo.

FUI!

* Não sei se é permitido ao dono do local chamar a polícia caso alguém desrespeite a lei, mas com certeza será um problema a mais para seus gerentes e donos, apesar que a maioria dos fumantes vai respeitar a lei.

No Facebook fizeram o seguinte experimento:

Um grupo anarco-capitalista foi criado e todos se tornaram moderadores (todo indivíduo com o mesmo poder). Em alguns dias o grupo foi deletado por um dos moderadores.

anomia

 

Uma conclusão básica da humanidade é a necessidade de coerção e ordem, sem isso nenhuma sociedade avança, não tem como, visto que a humanidade não é, e nunca foi homogênea. Ninguém consegue agradar a todos!

O problema do anarco-capitalismo é que este seria baseado apenas em plutocracia, ou seja, quem é mais rico manda. Nada diferente da Idade Média ou da Pré-História, onde o mais poderoso fazia o que bem queria. Outro problema é a utopia romântica de respeito ao PNA. Se a individualidade é a supremacia de uma sociedade, então não há ética, mas apenas interesse individual. E se não há ética, então obviamente não há certo e nem errado. Pronto, instaura-se a anomia de Durkheim(…Estou Lendo…)

Já o comunismo propõe uma sociedade sem propriedade privada, onde tudo é “compartilhado”. Ou seja, adeus individualidade. Você terá de abaixar a cabeça para líderes carismáticos e messiânicos ou será degolado em praça pública.

Ambos geram autoritarismo e acabam com a liberdade individual.

Anarco-capitalismo é ditadura do indivíduo, pois é restringir toda a sociedade a pura vontade individual do “cliente”. É resumir o homem a um substrato do que ele parece ser e não do que ele realmente é, é pura mesquinharia filosófica.

No caso do comunismo é a ditadura do coletivo. Mas o coletivo não pensa sozinho, sempre haverá uma mente pensante por trás de um grande grupo menos crítico. É a morte da liberdade. Por isso Gramsci propôs a revolução cultural. Ele pensou uma sociedade e está, depois de morto e através de seus seguidores, implantando seu modelo pensado de sociedade. Não há crítica nisso, odo comunista que segue Gramsci e Marx é uma ovelha ordenada por um pastor.

Não tem como ambos experimentos darem certo. Em teoria já há falhas que, na experiência humana dos últimos 50 mil anos já foi refutada.

O Liberalismo Clássico, por outro lado, não nega o coletivo e ao mesmo tempo garante a individualidade. É o equilíbrio, demanda crescimento intelectual, mas justamente por isso o liberalismo é difícil. Nós não queremos ovelhas e não queremos robôs que agem de acordo com suas vontades mais primitivas.

Queremos gente que pensa por si mesmo!

O real liberalismo é isso: pense, reflita e seja você mesmo! Não negue o debate! Não negue a diferença! Aceite-a e saiba lidar com ela.

FUI!

O Senhor Temaki, parte 2

Publicado: 5 de dezembro de 2014 por Mathias em Economia, Política
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Dando continuidade ao post anterior, me surge a seguinte questão.

Por que o Sr Temaki faz sucesso e os demais estabelecimentos não? ou então. Por que os consumidores escolheram aquele Temaki numa galeria com diversas opções?

A livre escolha, a economia de mercado! A mão invisível que Adam Smith esmiuçou em “A riqueza das nações”, a interação dos indivíduos resultando numa ordem espontânea sem necessidade de uma entidade coordenadora, a oferta e a demanda garantindo a melhor alocação de recursos!

A recompensa do sucesso do Sr Temaki é o merecido lucro, o dono arriscou como os demais arriscaram, ele conquistou o sucesso, os demais a falência e um belo prejuízo, faz parte do jogo como o resultado de erros. Faliram porque não criaram um bom produto ou este não despertou interesse da galera.

Diferentemente de empresas estatais a falência não é recompensada com mais dinheiro em caixa pago por nós, a falência recai somente no bolso do dono, como deve ser.

Amanhã pode aparecer uma pessoa com um produto melhor, mais barato e que dê mais lucro que o Sr Temaki, então ele precisará melhorar seu negócio para não falir também. A destruição criadora conceituada por Schumpeter, em seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia mostra como o processo de inovação numa economia de mercado destrói empresas velhas e antigos modelos de negócio.

Imagine quantas fábricas de velas foram fechadas quando a energia elétrica foi criada, quantas fábricas de carroças foram fechadas quando Ford criou o modelo T, se você tem mais de 30 anos vai se lembrar da Olivetti e suas lindíssimas máquinas de escrever! Agora imagine quantas novas indústrias foram abertas, quantos empregos foram criados, quantas inovações facilitam nossas vidas e a cada ano mais e mais inovações melhoram o mundo!

Lembre que a uns 30 anos um moleque chamado Bill Gates, numa garagem desbancou a IBM, que era a mais poderosa empresa de computadores do mundo!

Imagine que a 10 anos atrás um judeuzinho num quarto da Universidade de Havard criou uma rede social que desbancou a poderosa Google e seu Orkut, hoje desativado!

A Samsung não era uma potência mundial a 10 anos atrás hoje é a maior fabricante de celulares/smartphone e televisores do mundo, desbancando as poderosas Nokia, Motorola, Ericsson e Sony… e botando medo em Steve Jobs e Apple.

Não precisa imaginar… é realidade!

Fui!

Mathias.

"A primeira palavra que se tem conhecimento para expressar o conceito de liberdade"

“A primeira palavra que se tem conhecimento para expressar o conceito de liberdade”

 

O desafio é discutir sobre os rumos populistas que nos levam ao dilema do totalitarismo e do fim da liberdade. E uma possível opção para mudar este rumo!

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Está correto sobre as principais divergências (papel do estado e modelo econômico).

Acredito no capitalismo, e não conheço outro regime senão o socialismo ou comunismo como antítese dele, cuja experiências reais eliminaram os alicerces capitalistas da sociedade, por exemplo Cuba, citado inclusive em resposta ao post do Renato como modelo de regime.

O papel do estado não poderia ser diferente, já que não é possível um regime anti-capitalista sem um papel de estado centralizador e com isso o cerceamento da LIBERDADE.

É justamente sobre essa tal de LIBERDADE que vou me esmerar!

Mas como já disse na minha primeira resposta lá no post do Ângelo, nossas divergências ficam por conta dos meios e não dos fins.

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Persisto em enfatizar que os fins de um liberal capitalista é o mesmo da esquerda socialista para não cairmos em falácias non sequitur, essa é a grande dificuldade do debate, a esquerda tenta monopolizar todas as virtudes e os nobres fins, como já comentei aqui:

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Afinal, quem seria a favor da pobreza, da fome, da injustiça e contra os direitos humanos?

Partindo dessa premissa, de que temos os mesmos fins, os mesmos objetivos, podemos discutir sobre os meios mais eficientes para tal.

Acredito que o liberalismo e o capitalismo são os melhores modelos político e econômico respectivamente para qualquer nação. Não há no Brasil nenhum partido com cartilha liberal, o existo PFL carregava liberal no nome, mas mudou para DEM, o que explica a falta de oposição dos últimos 12 anos, em linhas gerais todos usam um compatível ideário social-democrata, semelhante ao PT e a crença em um governo como locomotiva do progresso, não temos alternativas reais que fujam do eixo esquerda e centro-esquerda.

Como dizia Roberto Campos:

O liberalismo nunca nos deu o ar de sua graça.

Portanto, se Brasil é um país com muita miséria e desigualdade social isto não é culpa do liberalismo, já que nunca existiu por aqui. É o cansaço da evidente hegemonia política que reacende a insatisfação generalizada, permitindo o surgimento do movimento espontâneo e crescente com pessoas em busca de um NOVO caminho. Os liberais merecem a oportunidade política para posicionar o país em uma trajetória diferente e tornar o Brasil um país admirado, com liberdade individual e econômica.

Para falar em liberalismo preciso primeiro definir, na minha percepçãoo que não é liberalismo, pois por desconhecimento e desonestidade a esquerda insiste em rotular de liberalismo (ou neoliberalismo) os governos de FHC e os governos da ditadura militar.

O liberalismo não é totalitário, toda a história política liberal está vinculada a democracia plena sempre lutando contra o intervencionismo ; não é populista porque defende as instituições republicanas; não é fascista porque não concentra poder no estado; não é nacionalista porque repudia o nacional-desenvolvimentismo, o protecionismo comercial e o dirigismo estatal; não é conservador porque deixa os indivíduos livres para se associarem da maneira que bem entenderem,  e não admite que hábitos e valores morais de âmbito individual seja imposto pelo estado, apenas exige que não se viole o direito de ninguém, e por fim; não é anarquista porque entende que o estado é um mal necessário para evitar a lei do mais forte e a constante ameaça de uso de coerção ou violência de terceiros, ou seja, o estado tem como principal função preservar a propriedade privada, a liberdade individual e a segurança na vida em sociedade. Entende a necessidade do estado, com um papel limitado na sociedade, para servir ao cidadão e não o inverso, mas também sabe que o estado, em sua origem, é coercivo, é o monopólio da lei e da força em determinado território; portanto o liberalismo também não é utópico.

Então o que é o Liberalismo?

Entendo eu, que o liberalismo é a forma de fazer política respeitando a liberdade do indivíduo, tratando-o como um fim em si, e não como meio para chegar a um determinado fim. É a identificação do indivíduo como principal criador de riqueza, por isso é importante reduzir gradativamente o poder coercivo do próprio estado – uma missão sem dúvida difícil e repleta de obstáculos, valorizando os direitos do indivíduo, repudiando privilégios em defesa da isonomia e priorizando a liberdade ao invés da igualdade.

É o reconhecimento de que a liberdade é inseparável da responsabilidade, e defende que um dos papéis do estado seja o monopólio da justiça na garantia de direitos e deveres do indivíduo. O liberalismo garante a cidadania.

O papel do estado é fundamental na organização da sociedade mas entende-se que é ineficiente na promoção de produtos e serviços, pois não sabe alocar recursos, não sabe priorizar as necessidades realmente importantes gasta muito e gasta mal. Todos nós conhecemos a péssima qualidade do atendimento nas repartições públicas, a burocracia asfixiante de nosso país, as filas de espera de quase todos os serviços, a falta de equipamentos, etc. E é justamente porque o mecanismo de incentivo não funciona nas estatais e são usadas como moeda de troca política por quem chega ao poder. É sempre difícil punir e premiar o servidor público como se faz na iniciativa privada. Resultado: aqueles servidores decentes, dispostos a trabalhar de verdade, acabam tendo de carregar nas costas os acomodados. Falta uma gestão eficiente para mitigar esse problema e instituir alguma forma de meritocracia, que beneficia quem se esforça mais e produz mais. Quem teme a meritocracia não quer coisa boa, e normalmente não ingressou no setor público via concurso.

Temos impostos escandinavos, para serviços africanos! E por compreender o porque da situação que o liberalismo dá soluções alternativas das que temos hoje. O estado não deve se meter em setores melhores administrados pela iniciativa privada e entendendo isso o liberalismo prefere estimular a economia de mercado do que o estatismo. 

Os exemplos são infinitos, compare qualquer serviço ou produto fornecido pelo estado e pela iniciativa privada e perceberá que tudo relacionado ao estado é ineficiente, não caia no engano de que serviços estatais são gratuitos, não existe almoço grátis! Pagamos todos com nossos impostos, e normalmente mais caro do que se pagaria por um serviço privado.

Outra questão importante aqui no Brasil é o nível de corrupção, pense qual foi o último foco de corrupção na VALE, ou na Telefônica ou em qualquer outra estatal privatizada?

Informe-se sobre a quantidade de funcionários dessas empresas hoje, quanto elas faturam, qual a expansão dos seus serviços, quais os valores de impostos pagos ao estado e compare com o período estatal!

Qual o benefício que temos com a Petrobras gerida pelo estado? Qual o benefício que temos com o monopólio do Correios? Qual a vantagem que temos com o Metro? Qual o ganho no controle de concessões estrangulante de Rádio e TV?

O liberalismo é possível!

As nações mais prósperas, com melhores índices de qualidade de vida são liberais economicamente, são capitalistas! O Brasil está na rabeira dos rankings que medem o grau de liberdade econômica dos países.

E além de possível o liberalismo é ético por respeitar nossa principal característica humana: A Liberdade como direito de agir por si próprio com independência e autonomia em todas as esferas da vida em sociedade, dentro dos limites da lei e respeitando os outros.

Eu sempre caiu no mesmo discurso dessa tal liberdade. Toda discussão eu acabo encurralado na defesa da liberdade como bandeira liberal e sempre sou questionado:

 

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_ Afinal, que liberdade é essa que você tanto fala? Somos livres não somos? 

Será que somos mesmo? Sempre lembro de um livro, quase infantil, que me fez crer que nem tanto.

A história de Fernão Capelo Gaivota. de Richard Bach

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Fernão Capelo Gaivota, uma gaivota que queria mais do que o destino lhe impunha, além do que a natureza lhe deu por instinto. Fernão Capelo Gaivota não se contentava em voar baixo como todo o bando, para ele não era importante voar para comer, o importante era voar, cada vez mais rápido, cada vez mais alto! E percebia que a cada nova experiência um mundo novo se abria, a cada nova manobra de voo mais possibilidades surgiam e mais livre se sentia!

E enfrentando o repúdio do bando, do movimento, mesmo quando pareceu não fazer sentido, pois a única razão de uma gaivota voar é para comer, Fernão Capelo Gaivota continuou sua busca pela perfeição e conhecimento, assumiu os fracassos, os riscos e colheu os resultados da sua escolha, que até então não existia!

LIBERDADE DE ESCOLHA, LIVRE INICIATIVA!

É justamente a liberdade que nos diferencia dos demais animais, temos a capacidade de ir além de nossos instintos, somos responsáveis pela nossa conduta. Hoje o mundo é resultado da nossa conduta individual e coletiva, da nossa convivência, das escolhas que fazemos, a liberdade permite fazermos um mundo diferente e cada vez melhor!

O preço da liberdade é a angústia de ter nas mãos a responsabilidade das próprias decisões, o resultado das nossas condutas não deve ser terceirizado por abstrações como A SOCIEDADE, O SISTEMA, A VIDA! Desculpas nesse sentido são em sua totalidade ma-fé, atribuir ao mundo as causas da sua conduta é a negação da própria liberdade de escolha para justificar comportamentos vergonhosos e malévolos.

Fico indignado com os rumos que o barco toma! Tudo que vejo hoje em dia é o oposto do que acredito, todas as narrativas de hoje usam critérios de segregação. Não basta declarar algum grupo oprimido como uma massa amorfa, os progressistas ainda nomeiam o grupo opressor como responsáveis pela sua pobreza, e o Estado deve agir para salva-los da opressão!

Isso tudo não significa deixar em desamparo pessoas que por qualquer motivo se encontra na miséria, na pobreza, em condições desumanas, pelo contrário! É por acreditar que o melhor caminho vem das pessoas e não de governos, é por acreditar que o auto-interesse das pessoas faz a sociedade como um todo sai ganhando com melhor condição de vida, precisamos sempre de auto-estima!

Por fim, bato na tecla insistentemente, o repúdio que tenho sobre o pensamento coletivista e populista, normatizado hoje de forma confusa pelo conceito de esquerda, é diretamente ligado ao receio de que nossa liberdade seja tolhida, subtraída, em nome de uma ideologia que se mostrou fracassada em todas as suas tentativas e experiências reais. Não há explicação de como se daria esse novo modelo de estado e econômico sem o cerceamento da livre iniciativa, da liberdade de pensamento, da imprensa e expressão.

O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.

O alerta de Lord Acton não pode ser ignorado, a vigilância e a alternância do poder é saudável, mas percebo que isso não é compatível com os planos da esquerda orgânica, a esquerda marxista, que usa a tática gramscista de hegemonia sem pudores das suas intenções. São muitas as evidências:

  • O politicamente correto domina debates ofuscando a livre opinião ou independência intelectual, é socialização da opinião, e o patrulhamento ideológico é uma poderosa arma nesse sentido.
  • Substituição da legalidade pela legitimidade, subvertendo leis por reivindicações justas. Crack x cigarros ou Invadir terras ou saquear estabelecimentos passam a ser atos legítimos, pois representam um passo na luta pela “justiça social”.
  • O uso manipulado da questão racial, regional e de gênero para segregar a população entre nós e eles.
  • O uso dos direitos humanos para proteger o criminoso, identificado como vítima da sociedade.
  • Utilização da “opinião pública” como critério de verdade maior que a própria lógica.

As tentativas são muitas, o próprio Lula teceu elogios a Chávez na forma como rumou rápido o socialismo na Venezuela. Mas a meta é a mesma.

O pior é que, por se tratar de uma verdadeira revolução cultural, suas raízes são profundas, e dificilmente serão revertidas rapidamente. A luta pela liberdade é árdua.

FUI!

Mathias

menosmarxmaismises

Eu não tenho problema com rótulos, substituo facilmente como já o fiz quando tinha meus vinte e tantos anos.

“Quem nunca foi socialista até os 20 anos, não tem coração… quem continua após os 30 anos não tem Cérebro!”

“Simpatizar” com o PSOL me permite afirmar um marxismo orgânico, mesmo aos que não aceitam o rótulo, mesmo dando como desculpa “não querer se limitar”. Só não aceita o rótulo de socialista quem não lê os projetos de governo do PSOL, por constrangimento ou porque reside em Marte!

Uma discussão saudável iniciada no facebookjá comentada aqui no blog pelo Zuza, com alguns argumentos confirmam novamente a posição filosófica igualitária e coletivista que me referi logo nos primeiros comentários lá no facebook, onde abordei as origens e fiz referência a Escola de Frankfurt e a Revolução Cultural Marxista (e nem citei Gramsci!) depois de uma citação de Adorno e Horkheimer, mas a reação é o questionamento do meu conhecimento sobre tema, uma acusação de pedantismo.

Sou um curioso, limitado, medíocre e sem vaidade de certificados. Acredito que a leitura permite conhecimento sem “experimentações concretas”, mas a leitura não deixa de ser uma experimentação!

Tudo bem…

“enquanto ser humano” alguém com vastíssimos 20 e tantos anos deve continuar dando preferência aos elementos “enquanto experiência prática da vida”

… seja lá o que isso significa.

Concordo quando diz que “milhões de crianças passam fome nesse mundo enquanto discutimos”.

Mas é pretensão achar que só a trupe de sonhadores da esquerda “tem legitimidade nas lutas por um mundo mais justo” e que “historicamente se coloca a favor das massas”, como se apenas a esquerda se preocupe com os pobres. Acha que a esquerda detém o monopólio das virtudes, da caridade, que vive a luta de fazer um “mundo melhor”, enquanto os liberais capitalistas ou os conservadores de direita não ligam para os pobres, que querem mantê-los na pobreza, os monstros individualistas, gananciosos, que só pensam em lucro e dar rasteira nos flagelados.

Ahhh tenha dó!!

O pensamento contraposto ao capitalismo nasceu da cabeça de um intelectual (o filhote do barbudo citado em um das respostas), visto ainda hoje como um homem exemplar, humano, o pai dos pobres. Os livros de prateleira universitária relatam como a morte do seu filho abalou profundamente seu coração e mente, mas perdurou por décadas a omissão sobre um outro filho que matou simbolicamente, Henry Frederick Demuth, filho de Marx com a empregada doméstica, e não se conhece algum lamento escrito de sua autoria.

“É fácil amar a Humanidade, difícil é amar o próximo” diz o ditado.

Toda a discussão baseia-se somente em boas intenções, justamente para não debater quais os meios ajudariam, de fato, os mais pobres a sair da pobreza.

O marxismo não é, então, uma ideologia sobre meios de produção ou organização social, mas uma seita religiosa que concede de imediato o status de sensível abnegado ao membro.

Querem os pobres mais ricos, e ponto! Como fazer isso?

Criticando o livre mercado e o lucro, enquanto na prática foram sempre o livre mercado e o lucro que possibilitaram o enriquecimento das sociedades capitalistas. Somente usar termos abstratos como justiça, sociedade, estado e partido não resolve. Onde foi que a simples distribuição de riqueza melhorou de fato a vida dos mais pobres de forma sustentável? Qual modelo podem oferecer como exemplo disso?

“A desigualdade material é indissociável da liberdade individual.”

Somos diferentes em muitas coisas, em nossas vocações, dons, habilidades, sorte, mérito, etc.

Se pegarmos um milhão de reais e distribuirmos igualmente entre mil pessoas numa comunidade, em poucos meses haverá gente com muito mais dinheiro do que os outros. única forma de preservar a igualdade é abolindo de vez a liberdade, impedindo as trocas voluntárias.

O mercado se dá pela liberdade dos agentes em realizarem trocas voluntárias, e o único equilíbrio deve ser a lei da oferta e da procura. O capitalismo nasceu espontaneamente no mundo é um sistema econômico e não uma teoria, somente foi reunido por Adam Smith.

A esquerda ignora tudo isso, a esquerda não entende de economia, foca em distribuir riqueza, em promover justiça social com mágica ou simplesmente pura vontade, como se não houvesse escassez de recursos, demandas, valor subjetivo, preço, etc… como se bastasse o benevolente estado distribuir recursos para todos, definir o salário ideal de todos e voilá!

É preciso entender os conceitos da Economia ou ignora-lo! Quem não sabe, é vítima de desconhecimento. Quem sabe e mesmo assim insiste na falácia, não tem honestidade intelectual.

O índice de Liberdade Econômica, calculado pelo Heritage Foundation, mostra os países com economias mais abertas e livres, com regras do jogo mais estáveis e conhecidas, e há também enorme correlação entre a liberdade econômica e a queda da corrupção. 


Referências a CUBA como grande promotor de justiça e como modelo de organização social só me permite concluir ignorância ou desonestidade intelectual sobre a ilha e sobre as demais tentativas da experiência socialista/comunista pelo mundo.

Exalta a excelente qualidade de educação da Ilha, mas omite que Cuba já detinha um posto de destaque no Governo de Fulgencio Batista, antes da Revolução, e ignora que Cuba não participa dos exames internacionais de avaliação de educação como o Pisa, da OCDE, que avalia conceitos ligados a línguas, matemática e ciências.Cuba vive uma ditadura e os únicos dados oficiais são justamente os do governo, os estudantes não têm liberdade de expressão, a imprensa não é livre e todos os livros são controlados e fornecidos pelo Estado. Os estudantes não podem fazer pesquisa na internet porque as conexões são raras em pleno século 21. A educação básica vem declinando na qualidade e existem relatos de que hoje é possível comprar boas notas de professores que precisam se alimentar com mais do que é permitido pelo racionamento mensal. Propaga-se que o ensino universitário em Cuba é gratuito, mas o correto é dizer que o acesso é universal. Qualquer cubano, dependendo da média e dos resultados nos exames de ingresso pode entrar na Universidade (Olha a meritocracia!!) sem pagar nada, mas a educação superior tem um preço. Assim que graduado, o estudante deve trabalhar um período para o Estado, “Serviço Social Obrigatório”. Se trabalha por um salário mínimo (225 pesos mensais, faça a conversão e surpreenda-se!) em um posto determinado pelo governo, o não cumprimento do invalida o título universitário pelo Ministério da Educação Superior, mas como não existe ensino privado os cubanos não tem outra opção.

O cubano é diplomado, mas exerce a função que o Partido quiser, Cuba tem o maior índice de motoristas, lixeiros e prostitutas diplomadas no mundo!

Menciona com orgulho o índice zero de crianças nas ruas de Cuba, mas omite o alto índice de prostituição infantil na Ilha, tornando um dos maiores destinos do turismo sexual de pedófilos. Omite a multidão de crianças que cercam turistas a fim de conseguir um doce, uma bala, um pirulito ou qualquer outra guloseima sonhada por qualquer criança, mas todas são alfabetizadas. Todas tem casas doadas pelo governo, mas para fazer uma reforma precisa “pedir a benção” ao Partido, e esperar a boa vontade para que as reformas necessárias sejam concluídas, enquanto isso vivem sob o risco desabamento.

Outro mito é a belíssima taxa de mortalidade infantil cubana, uma das menores do mundo, mantida artificialmente baixa pelas estatísticas do Partido Comunista e por uma taxa de aborto no topo do ranking mundial!
São 0,71 abortos para cada feto nascido vivo. Em Cuba o aborto é usado como método contraceptivo, como forma de eugenia e qualquer gestação que sequer insinue alguma complicação é “terminada”. Mate os fetos e diminua a mortalidade infantil. É o modo cubano de fazer as coisas.

Basear-se nos documentários de Michael Moore é continuar acreditando no maravilhoso sistema de Saúde Cubano. Humberto Fontova rebateu as mentiras de SICKO em 2009, e o texto foi traduzido e publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil.

A culpa de tudo isso sempre recai ao embargo americano, mas é sempre omitido que foi justamente para livrar a ilha do imperialismo americano que a revolução foi feita.

Cuba não pode comercializar com os Estados Unidos (atualmente é o 4º maior parceiro comercial de Cuba e o 5º maior fornecedor), , mas, 40% do comércio exterior de Cuba é mantido somente com a Venezuela. Países como China e Brasil tem fortes laços comerciais e financeiros com a ilha. O resto dos países tem toda a disponibilidade para firmar acordos econômicos com Cuba, mas exigem o pagamento em efetivo devido à reiterada inadimplência do governo cubano.

Mas é outro bloqueio que afeta ao cidadão cubano: é o bloqueio do governo para evitar que algum cubano progrida economicamente. Por exemplo, a Lei de Investimento Estrangeiro, permite a qualquer pessoa deste planeta a possibilidade de investir na ilha. No entanto, não existe uma só Lei de Investimento que permita aos cubanos residentes em Cuba investir no desenvolvimento econômico de seu país.

O governo permite a atividade, lá denominados “cuentapropistas”, mas somente se pode desenvolver 178 atividades desta forma. Entre estas atividades se contam: cabeleireiro, gastrônomo, jardineiro, cocheiro de veículo de tração animal, forrar botões e até revender CDs piratas. Os cuentapropistas veem “bloqueado” seu desenvolvimento econômico pelo próprio governo cubano. Não podem ter acesso a créditos financeiros, não podem comprar em mercados atacadistas, ao contrário das empresas estatais, não tem acesso a matérias primas para desenvolver seu trabalho, tem taxas de impostos sobre renda a níveis similares ao da Suécia e da Áustria (50% se ganha mais de U$160 ou R$360,89 por mês).

A regra é sempre a mesma, a mídia, a imprensa, os livros, todos os fatos de Cuba são propagandeados ad nauseam, mas os mitos e os embustes precisam ser caçados como agulha no palheiro.

Fontes:

http://www.hfontova.com/

http://www.therealcuba.com

http://www.therealcuba.com/Page10.htm

http://ctp.iccas.miami.edu/FACTS_Web/PG/Cuba%20Facts%20Issue%2019%20Portuguese.htm

http://generacionypt.wordpress.com

FUI!

Mathias.