O que está na moda?

Publicado: 17 de abril de 2017 por Kzuza em Comportamento
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Hoje abri uma página na internet e me deparei com a notícia: “Sereias deixam o mundo da fantasia e viram moda“. Outro dia mesmo também tinha lido uma reportagem de um “sereio” do Rio de Janeiro, adepto de um novo movimento chamado “sereismo”. Fui procurar entender do que se tratava e descobri que a Rede Globo agora está com uma nova novela onde uma das personagens é uma sereia, então isso diz muito sobre as diferentes reportagens sobre o mesmo assunto que estão surgindo.

Mas enfim, a última reportagem diz que as sereias estão na moda. A pergunta que eu faço é: moda de quem, cara pálida?

Tenho reparado que constantemente reportagens nessa mesma linha têm aparecido em portais da internet com cunho progressista. Já li sobre a moda dos homens que usam saia, das mulheres que não se depilam, das barbas coloridas, do “largar tudo para ser feliz”, entre outras. E mais uma vez me pergunto: quantas pessoas você conhece que são adeptas dessas novas “modas”?

Eu tenho uma vizinha que pinta o cabelo de lilás. Se eu fosse pseudo-jornalista cool de um desses canais da internet, logo escreveria uma manchete: “A moda agora é usar cabelo lilás”.

Não que não existam pessoas que se enquadrem nessas novas modinhas, mas parece-me que cravar que esses comportamentos tenham se tornado moda é um pouco exagerado, e muito provavelmente tem uma segunda intenção (ou várias).

A minha suspeita é a de que tais movimentos não são uma realidade, mas são assim retratados por uma imprensa (e nem sei se pode ser chamada assim) comprometida com a implantação de uma agenda cultural progressista. Essa agenda é voltada para a desconstrução (palavrinha boa essa!) de valores conservadores e da moral existente. Não importa que não seja legal, não importa que a maioria das pessoas não gostem ou torçam o nariz para as novas “modas”, o importante é a pós-verdade: fazer acreditar que algo é real.

Sugiro, e o leitor pode não seguir meu conselho, que tenham muito cuidado com isso. Principalmente crianças e jovens são altamente sugestionáveis a esse tipo de comunicação, e os resultados podem não ser satisfatórios.

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comentários
  1. […] fora do lugar em sentenças já estabelecidas como verdade (acho que já falei sobre pós-verdade aqui) é motivo para que seu interlocutor seja taxado de antiquado, caretão, conservador, fascista, […]

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