Faça política!

Publicado: 15 de março de 2017 por Kzuza em Política
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Eleição

Sabe, nessa última semana andei pensando algumas coisas e resolvi me posicionar. Sim, normalmente eu penso pacas, mas nem sempre escrevo aqui. Mas dessa vez resolvi fazer campanha. E explico o porquê.


Tenho reparado, as usual, que as pessoas andam extremamente descontentes e desacreditadas no futuro do país. Passamos por uma crise econômica e política grave que já dura um bom tempo. Em tempos de crise, é ainda mais acentuado o descontentamento geral da população. Inflação e desemprego mexem com todo mundo, afetam todas as famílias, deixam todos indignados

Não é à toa que nos últimos tempos, principalmente com a alta influência das redes sociais, o brasileiro em geral passou a se interessar por política. Claro, ainda não é um interesse genuíno associado ao desejo de se obter conhecimento, mas já é alguma coisa. Esse interesse apenas se transformou, na maioria dos casos, em um desejo de se escolher um time para o qual torcer, a fim de basicamente apoiar um lado (PT/PSOL) ou outro (PSDB/PMDB). O problema é que política é muito mais do que isso.

Em outros casos, esse interesse em política é disfarçado, e também apresenta um grave problema. Sabe aquele seu amigo que diz que não se interessa por política, que quer apenas um país desenvolvido, sem desigualdades, sem violência, com educação e saúde de qualidade? Esse é um perigo. Quem não se interessa em COMO obter O QUE ele deseja está fadado a ser o mais facilmente enganado, e o que mais colabora com políticos desonestos.


Agora vamos falar sobre algo bastante sério. Temos eleições para presidente, governador e deputados federais no próximo ano. Se não começarmos a discutir política agora, continuaremos sofrendo como sociedade. Acho que você já deve ter percebido isso.

Sabe qual é o maior paradoxo que temos hoje no país? Praticamente todos nós não confiamos em políticos, isso é um fato. Mesmo assim, a maioria das pessoas espera que os políticos resolvam os problemas do país. Oras, como é que a gente espera que alguém em quem não confiamos resolva nossos problemas? É como acreditar que colocar um ladrão como porteiro do nosso prédio irá nos livrar de sermos assaltados.

Tudo o que um político quer quando pede o seu voto é que você confie que ele vai resolver os seus problemas. Por isso, ele quer muito que você acredite naquelas propagandinhas do TSE que dizem: pesquise seu candidato, veja suas propostas, veja o que ele já fez, veja se é honesto, blábláblá. É claro que esses fatores são fundamentais, não há dúvida. Mas alguma vez você já se perguntou o porquê de ninguém dizer COMO irá fazer as coisas?

Eu tenho uma sugestão fácil para você escolher seus próximos candidatos. Escolha aquele que diz COMO irá realizar as coisas que propõe, mas o principal: escolha aquele cujo esse COMO não inclui nenhum tipo de coerção (obrigar todas as pessoas a fazerem algo que elas não escolheriam livremente), que inclua a redução dos gastos do governo e que não requeira mais PODER ao candidato.

Você acha isso difícil ou muito absurdo? Eu garanto que não é.


Uma pergunta que sempre vai ficar é: oras, mas se o governo não fizer, quem é que vai fazer?

Sua pergunta pode ser respondida facilmente. Olhe ao seu redor, na sua casa, e veja os objetos que estão por aí. O que foi criado ou chegou até você porque o governo quis assim?

Para complementar, sempre que você se perguntar sobre algum tema se ele deveria ser administrado, controlado ou fornecido pelo governo, eu tenho uma sugestão. Compare o assunto em questão com ALIMENTAÇÃO ou com VESTIMENTA. Esses dois itens são vitais para a sobrevivência de qualquer ser humano por toda sua vida, desde o nascimento até a morte. Nenhum deles é administrado, controlado (ao menos não completamente) ou fornecido pelo governo e chegam, de uma forma ou outra, a 100% da população. Se você entender os mecanismos que fazem com que isso aconteça, você já está 10 passos à frente de 90% da população brasileira.


Outra pergunta é: mas há políticos que pensem assim? Ou melhor, há quem acredite nisso?

A resposta da segunda pergunta é simples: UMA PORRADA DE GENTE! A Internet e as redes sociais vieram para nos possibilitar ter contato com todo e qualquer tipo de pensamento diferente, com pessoas diferentes.

A resposta da primeira é um pouco mais complexa. Nesse caso, é necessário separar um político de carreira, profissional, como a maioria esmagadora dos que temos hoje por aí, de um indivíduo interessado em promover mudanças e que resolveu entrar para a política com esse objetivo.

Os primeiros são os Barbalhos, os Magalhães, os Sarneys, os Mellos, os Neves e toda a sorte dessa corja política que temos há tanto tempo no poder. É fácil identificá-los. São todos farinha do mesmo saco, todos requerendo cada vez mais poder, todos trocando favores, pensando em como angariar mais dinheiro para a próxima campanha ou como ganhar mais dinheiro com a próxima obra.

Os segundos ainda são poucos, mas já temos um grande exemplo recente no Brasil: João Dória Jr. Você pode não gostar dele, ter um pé atrás com as decisões que ele toma (como é o meu caso!), apontar uma série de defeitos nele, mas há uma coisa inegável: ele tem quebrado o paradigma da política no Brasil. Um prefeito que ousou dar respostas diretas, sem rodeios, nos debates durante as eleições; o único político eleito a confrontar Lula dizendo que iria levar cigarro para ele na cela em Curitiba; um prefeito que abriu mão do seu salário para doá-lo a instituições de caridade; um político que está fazendo a iniciativa privada trabalhar para a população, através de parcerias para execução de serviços. Se você me apontar outro que tenha feito tudo isso antes, pode votar nele.


Mas então por que as pessoas continuam preferindo os primeiros do que os segundos?

O principal fator é DINHEIRO! O dinheiro faz com que qualquer ideia seja disseminada com maior facilidade. E a propaganda ideológica esquerdista possui os maiores financiadores do país, entre eles a Rede Globo e o banco Itaú (basta ver a programação do Itaú Cultural, por exemplo).

Não obstante a total ausência de assuntos da direita na grande mídia, os grandes partidos políticos do país são todos de esquerda e compartilham grande parte da mesma agenda ideológica. Desta forma, a maior parte do fundo partidário (que nada mais é do que o dinheiro tomado de nós pelo governo sendo repartido e utilizado pelos políticos, os mesmos safados com quem não nos identificamos) é destinada justamente à disseminação dessas ideias: basicamente, de que os políticos são nossa grande esperança de salvação!


Notinha especial e camarada do Zuza: se você acha que a Globo e o PSDB são de ‘direita’, deixe seu comentário aqui no blog ou na página do Facebook, e eu farei um post bem legalzinho sobre isso.


Oras, mas se então o país todo parece estar jogando contra, o que podemos fazer?

Bem, vou contar algo aqui que pode te fazer me enxergar como um idiota (digo isso porque muita gente já me disse isso). Mas enfim, mais ou menos um ano atrás resolvi contribuir mensalmente com a página desse cara aqui ó: Alexandre Borges. Uma contribuição voluntária em prol de uma causa política que eu acredito. Essa semana tivemos, eu e os outros patrões (como são chamados os que contribuem com ele através do site Patreon), um encontro com ele aqui em São Paulo, para conversarmos sobre política, sobre os rumos que o país está levando, etc.

Por que eu acho isso importante?

Ao contrário desse blogzinho chinfrim aqui, o Alexandre Borges é um formador de opinião. É um publicitário influente que conhece uma paulada de gente tão ou mais inteligente que ele. A página dele hoje tem mais de 100 mil seguidores. Ele fala com propriedade, tem um conhecimento vasto em política e bastante consistente em economia e, o principal, fala e escreve em uma linguagem simples, objetiva e fácil de entender.

Pensei: quero ajudar a fazer com que a mensagem desse cara chegue a maior quantidade de pessoas possível. Então vou contribuir com o trabalho dele. Essa contribuição é utilizada para pagar por conteúdos que não são gratuitos, pagar pesquisas, entre outros. Ou seja, é utilizado para aumentar o conhecimento que é disseminado.

E o que isso pode servir para você?

Eu particularmente acredito que a sociedade civil organizada tem muito mais poder de mudar o país do que essa corja de políticos que estão hoje no poder (se você achar que não, aprecio deixar nos comentários aqui sua opinião). Acreditar que apenas enviar e-mails, postar textões no Facebook (ou em blogs chinfrins), telefonar ou ir às ruas em massa fará com que os bandidos de Brasília trabalhem ao seu favor é bastante utópico, ao meu ver. Se não for para meter uma arma na cabeça de cada um deles ou ameaçar suas famílias de morte, esse tipo de pressão boba não vai funcionar.

Portanto, é hora de nós como cidadãos nos organizarmos. Apoie, principalmente com dinheiro, senão com trabalho voluntário, as causas nas quais você acredita, mas não apoie políticos profissionais nem partidos políticos que querem apenas mais poder para continuar fodendo a sua vida.


Discuta suas ideias. Dissemine suas ideias. Faça política. Discuta política, e não partidos políticos, e nem políticos.


E por fim, chegou a hora de parar de demandar decisões sobre os assuntos mais importantes da nossa nação para o governo (vide o que está acontecendo agora, com a Previdência Social, onde a maioria dos que estão lá está apenas defendendo os próprios interesses e os interesses da classe mais abastada do país). Procure candidatos nas próximas eleições que estejam comprometidos a tirar o máximo de responsabilidade das mãos dos políticos, porque no final das contas, você sabe quem serão os únicos prejudicados.

Veja um videozinho que fiz como teste um tempo atrás só para tentar explicar um pouco o quanto essa crença é bizarra. E fiquem com Deus.

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