Porque falamos de pichação agora, e desde quando isso se tornou relevante?

Publicado: 29 de janeiro de 2017 por Mathias em Comportamento, Política
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Partilho da mesma opinião do Zuza no texto anterior, que foi mais focado em comentar sobre, 1) a comparação grafite x pichação, 2) o ato ser ou não artístico e 3) a legitimação do ato.

Mas meu objetivo é apenas alimentar a treta sobre outro aspecto:

Toda essa pseudo-polêmica atual é puramente política ideológica!

 E respondendo ao título:

Porque falamos de pichação agora, e desde quando isso se tornou relevante?

Porque quem controla os meios de comunicação quer. Porque redações de jornais agem em conluio aos movimentos progressistas, pautando o que deve ser discutido na maior cidade do Brasil apenas porque precisam fazer oposição política ao prefeito que nem fechou um mês de mandato.

É fato, a mídia cria a notícia e define a opinião em nome de todos nós.

E vale lembrar que João Dória foi eleito de forma democrática, pela maioria esmagadora da população, mas os derrotados não aceitam o resultado das urnas! (Hahahahaha, adorei usar esse argumento!!!)

Por trás disso tudo existe uma militância que usa os pichadores como massa de manobra para fazer oposição politica ao atual prefeito de SP, o inimigo número 1 da extrema esquerda progressista brasileira.

Por que penso assim?

Em 2016 a prefeitura de SP sob o comando do petista Fernando Haddad, mesmo tentando agradar todos os movimento da sua agenda de extrema-esquerda, cobriu diversos espaços grafitados no Minhocão. Ele alegou que não estava “autorizado” e que não era um espaço apropriado… Não houve um pio!

Antes disso o ex-prefeito Gilberto Kassab, com a lei cidade limpa, apagou diversos grafites, do tipo cartão postal, no centro da cidade, inclusive algumas dos famosos artistas “os gêmeos”… nenhum pio!

Agora intelectuais, urbanistas da USP, fefeleches e opinadores de programas matinais, enxergam nas ações do programa “cidade linda” a oportunidade de se apropriarem dos pichadores, criaram um novo factóide e ganharam os holofotes na imprensa, que por sua vez é conivente, sem nunca tocar numa lata de spray, roubando assim o protagonismo de quem picha.

Desde então o que se lê e vê nos noticiários diários gira em torno da suposta “importância do picho para a cidade”.

No mundo mágico da UOL/FalhadeSP, GoebbelsNews e demais portais, Sampa se tornou uma cidade maravilhosa sem problemas sérios, cujo interesse da população é reconhecer os pichadores como cidadãos exemplares, merecedores de medalhas e aplausos. 

Querem tornar o picho uma manifestação social de “expressão dos excluídos”, através de uma narrativa de que este ato precisa ser entendido, compreendido, e qualquer política de combate é uma ação preconceituosa, repressora, excludente, que marginaliza o grupo, e os pichadores representam grande parte da sociedade.

Desde quando o pichador está afim de protestar? Desde quando pichador quer algum tipo de reconhecimento social?

Pura besteira, nada muda o fato de que pichação é degradação e feio!

A pichação é transgressora desde suas origens no movimento punk, é contracultura, e ser contra o sistema de estado faz parte do ato.

Transgredir é o objetivo da pichação e a transgressão é, por si, desrespeitar as normas, ultrapassar os limites, violação da lei!

Na boa, vocês acham que pichador quer, por exemplo, que um PM ou um cidadão o ajude a subir um muro, invadir um prédio e aplaudir seu ato de pichar?

Acha que pichador quer receber medalha em assembléias legislativas ou que o ato de pichar seja considerado algo correto, belo e moral?

Acha que pichador quer incentivo estatal, ou que tenham suas latas de spray subsidiadas? (É, esse eu acho que sim, :/)

É isso que estão querendo? 

Duvido, isso é coisa de carola, coxinha, coisa de crianças querendo atenção.

Não vejo pichadores assim, mas vejo esse desejo nos intelectuais burgueses que buscam o protagonismo desse grupo sem nunca sujar o dedo numa lata de spray, nem tiveram a cara pintada ao ser pego por um PM, nem sentiram a adrenalina em escalar prédios de fazer inveja a qualquer praticante de parkour.

Que nada… essa trupe se contenta em analisar sociologicamente o picho das suas sacadas gourmet revestida com uma textura cinza pastel, ou então tomando uma cerveja artesanal em um bar na Vila Madalena, cujo parede está coberta por adereços que embelezam o lugar é o torna aconchegante do inverno e descolado no verão.

Olha que bonito o filhinho playboy do embaixador transgredindo!

Pichador quer reconhecimento entre pichadores, querem desafiar as autoridades do estado, quer incomodar, querem adrenalina, quer ser xingado por aquele tiozinho que pinta a fachada da casa recém pichada, quer transgredir!

Criar uma suposta divisão social é o objetivo político da extrema esquerda progressista, mesmo que a unanimidade trata a pichação como um ato criminoso em SP e em qualquer outro estado brasileiro ou em qualquer outra cidade do mundo, um dano ao patrimônio público, um ato de vandalismo, que degrada a paisagem e gera prejuízo a terceiros. “Curtir” pichação nunca foi um sentimento compartilhado nem por 1% das pessoas, e nem mesmo é compartilhado por pichadores!

Não caia nessa galera, não sejam manipulados! Pensem!

A patota militante usa da velha estratégia de tentar mudar o sentido das coisas apenas criando rótulos e mudando o nome do que quer subverter.

Não adianta chamar um garfo de colher para que ela se torne uma colher, continua sendo um garfo, continua péssima ferramenta para degustar uma deliciosa sopa!

Portanto camarada… Pichação é pichação! Um dano a propriedade pública ou privada.

Dizer que é “manifestação” não muda nada. Dizer que é “cultural” não muda nada. Dizer que é “uma forma de expressão” não muda nada.

Acho hilário quem tenta mudar o sentido das coisas por birra ideológica, por puro embate político…

Baloeiros, fica dica… Busquem pelos mestres das massas políticas, quem sabe a mídia e esses movimentos não consigam elege-los como os novo baluartes da aviação!!

Amigão pichador, quer pichar? Picha!

Mas aceite as consequências!

O pichador que não gosta de pichar a própria casa, Mito! https://www.youtube.com/shared?ci=e3S8RBtizPc

Fui!

Mathias.

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