Chegou a hora de mudar – Parte 3

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

liberdade

Uma vez que o governo torna-se fornecedor das necessidades das pessoas, não há nenhum limite para necessidades que irão ser reivindicadas como um direito básico. Lawrence Auster

A terceira parte dessa série de textos que ninguém está lendo (ou porque eu sou um péssimo escritor, ou porque minhas ideias são malucas e sem sentido, ou porque ninguém está nem aí para política mesmo) vai abordar dois assuntos.

Um deles remete à parte 2 dessa série, onde abordei o assunto PODER. Como eu disse, cada vez que esperamos que alguém resolva nossos problemas, precisamos dar poder a esse alguém. E o maior problema está justamente no fato de que estamos dando poder a quem menos confiamos: políticos. Isso me parece bastante insano.

Há um texto muito interessante de Jeffrey Tucker, economista, escritor e diretor do Liberty.me, com o título “It Shouldn’t Matter Who the President Is; And it doesn’t have to“. Em tradução livre, significa: Não deveria importar quem é o presidente; e não tem! Nele, o autor defende que o poder do presidente da república seja tão limitado de forma que, independentemente da sua incompetência, os danos causados por ele sejam insignificantes.

Há duas passagens interessantes nesse texto:

Com o poder sobre a população limitado não pela escolha do “bom menino” que venceu a eleição, mas porque as instituições que ele ou ela controlam não podem ser usadas como ferramenta de opressão. Nós não deveríamos ter que nos preocuparmos sobre o caráter ou ambição da pessoa que elegemos. Um bom sistema de governo é aquele que é protegido contra o controle de pessoas perversas. Deveria inclusive ser protegido contra pessoas boas que querem usar o estado para realizar seus ideais. O governo deveria ser um estrutura impenetrável às ambições pessoais de seus gestores temporários.

(…)

Culpar aqueles que atualmente demandam políticas loucas, assustadoras e destrutivas  é não atingir a raiz do problema. A verdadeira culpa é das gerações que, há um século, derrubaram o sistema de livre mercado e o substituíram por um estado centralizador com o poder de gerenciar nossas vidas, roubar nosso lucros, redistribuir renda, gerenciar o setor industrial, participar de conflitos militares ilimitados, criar bolhas econômicas e salvar indústrias à beira da falência.

Uma vez criado, o poder sempre será usado. A busca por atender interesses especiais e o clamor das massas para que o poder seja usado em seu favor é um resultado inevitável. Com o poder também há uma divisão da população, com pessoas fervendo de ódio contra aqueles que ficar em seu caminho e grupos de interesses consumidos pelo ódio contra qualquer pessoa com uma chance de usar o poder para sua própria vantagem. A existência do poder em si, e não a das pessoas que querem usá-lo em seu proveito, é a fonte do conflito. E esse conflito ameaça destruir amizades e até mesmo a própria sociedade. É a própria arrogância governamental a razão pela qual todos não podem se entender.

Talvez isso explique, de uma forma resumida, a situação que encontramos hoje em nosso país. O autor do texto é americano e o escreveu para tentar explicar alguns aspectos da corrida eleitoral para a presidência do seu país nesse ano. Porém, filosofia política não tem nacionalidade, e por isso pode facilmente se aplicar por aqui.


O segundo assunto diz respeito a uma observação pessoal.

A julgar por tudo o que leio por aí (seja na mídia ou em redes sociais), ou pelo que eu vejo na televisão, ou pelo que ouço de amigos, parentes e conhecidos, tenho a impressão de pouca gente se dá conta de que a origem da maioria dos problemas que temos está em nós mesmos. E olha que não estou falando daquele texto do Mark Manson que causou furor por aqui tempos atrás. E nem sofro da síndrome de vira-lata. E também não estou me referindo àqueles textões que você lê diariamente no Facebook sobre “pequenas corrupções” ou “a corrupção começa por você”.

Quero tocar em um ponto abordado por pouca gente. Eu não sei dizer se isso é cultural, se é uma lavagem cerebral a qual fomos submetidos durante séculos, se é uma doutrinação política maquinada pela esquerda (como adora escrever Olavo de Carvalho), sei lá. Ainda não tenho condição de informar isso.

Porém, acho que seria muita petulância minha assumir algumas coisas por aqui. Então vou lançar uma enquete e assim que tiver umas 50 respostas (que talvez seja o máximo que eu vá conseguir), eu posto a 4ª parte desta série explicando meu ponto de vista.

Anúncios
comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s