Evitar sofrimento.OU: Justificando assassinatos.

Publicado: 6 de fevereiro de 2016 por Mathias em Comportamento, Divergência de opiniões
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Mundo perfeito?

Guardo um texto inacabado na minha pasta de rascunhos há mais de 3 anos, que se tornou um emaranhado de argumentos inconsistentes devido as minhas próprias incertezas e contradições.

O texto era sobre o ABORTO, e eu defendia o ato como um direito, basicamente por dois aspectos:

1 – a liberdade individual da mulher por ser proprietária do seu corpo e portanto ter o poder de decidir sobre ele;

2 – sobre a questão de reconhecer um embrião como pessoa, e este, por fim, dotado de direitos.

Sim, argumentava em favor da “legalização” do aborto em situações mais “flexíveis”, julgando a moralidade desde ato basicamente sobre os aspectos 1 e 2.

Mas a cada linha, a cada nova ideia e pensamento reflexivo eu me questionava sobre a falta de um ator… algo estava sendo esquecido, percebi que ignorava totalmente a POTÊNCIA DA VIDA HUMANA futura, que tem/terá o DIREITO NATURAL DE VIVER (Direito esse que invalida os 2 aspectos). Por ignorância, convenções e preconceitos, ou por pura distorção sobre o que é a LIBERDADE tratava esta potência apenas como um PUNHADO DE CÉLULAS, um PARASITA, um OVO… e não como um humano!

E foi refletindo sobre a vida humana em formação que mudei de ideia e revi minhas próprias convicções. Fiz sem o fanatismo dos “progressistas tolerantes” que não toleram o feto, nem o “fanatismo religioso” que se apega apenas no dogma da própria crença.

 


Retomo agora minha “escalada crítica” sobre o aborto pois o momento é oportuno.

Novamente se discute usar o aborto como política de saúde pública para o combate de uma condição neurológica de microcefalia em bebês, que supostamente é causado pelo vírus Zika transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e se alastra por toda a parte.

Essa epidemia alimenta ainda mais a narrativa ABORTISTA – eufemismo para uma política de saúde EUGENISTA – e já domina o debate sem espaço para o contraditório. Mesmo havendo dúvidas médicas e científicas da relação entre o vírus zika e microcefalia, mal se sabe sobre as reais causas do surto, mas a principal recomendação de “especialistas”, “institutos”, “organizações” e qualquer outro formador de opinião é:

…ABORTO É UM DIREITO E DEVE SER LEGALIZADO!

Em outras palavras: Vamos matar seres humanos em formação para evitar que eles nasçam doentes!

A mídia e nas redes sociais a narrativa já está direcionada, sem debate nem imparcialidade. Ouço apenas uma voz, o vento que sopra em uma única direção e apenas uma opinião se torna verdade:

A saúde pública deve garantir o acesso ao aborto, o aborto deve ser legalizado e os países devem rever suas leis!

1) Nesta semana (01/02/2016) o programa RODAVIVA se dedicou a discutir o assunto da epidemia.

Veja: Roda Viva | combate ao Aedes Aegypti – 01/02/2016

O convidado José Guedes (prof. de Medicina da Santa Casa) levantou o assunto, em meio as incertezas ele estava convicto: “O ABORTO COMO ALTERNATIVA DE EVITAR O SOFRIMENTO DA FAMÍLIA E DAS MÃES”.

Ou seja, prevalece a vontade da mãe, e para evitar seu próprio sofrimento interrompe-se a gestação.

2) No canal GLOBONEWS, o programa com ALEXANDRE GARCIA (03/02/2016) levou o professor e pediatra infectologista da UFRJ Edimilson Migowski para debater o assunto. Edimilson Migowski participa de vários programas na Rede Globo, BandNews, SBT entre outras, e sua narrativa segue como verdade.

Veja no vídeo aos 2:50 minutos: GloboNews com Alexandre Garcia

Para o professor o aborto deve ser encarado pelo “contexto social” e é a melhor opção de manter uma família estruturada, pois nesses casos de FILHOS IMPERFEITOS muitos pais abandonam a família e também acontece uma maior demanda de atenção da mãe para este filho imperfeito, com isso os demais filhos tem seu desenvolvimento “ALIJADOS”.

Ou seja: vamos usar o aborto (Vamos assassinar um futuro indivíduo imperfeito) para evitar o sofrimento familiar, evitar que pais canalhas abandonem suas casas, e evitar que filhos não tenham plena atenção da sua mãe.

Mas ele enfatiza que não é favorável ao aborto, ele só é favorável que a mãe tenha a opção de abortar. COVARDE!

Sem título

Não sou a favor, mas…

3) No mesmo canal o programa DIÁLOGOS entrevistou Dráuzio Varella, um defensor do aborto, mas ele foi até razoável e não comentou explicitamente sobre o aborto.

4) E por fim, a ONU orienta que os países revisem suas leis e garantam acesso a saúde pública.

Em outras palavras: a ONU orienta que países mudem suas leis para permitir o aborto nos casos de contaminação pelo vírus Zika, veja aqui.

Nesses 4 exemplos fica claro que não há espaço para quem não admite o aborto como primeira opção de saúde pública, e buscar alternativas não entrou na pauta.


Toda essa narrativa torna o debate uma grande mentira e hoje eu NÃO defendo mais de que o ABORTO deve ser legalizado, e principalmente o aborto não deve ser tratado como opção de SAÚDE PÚBLICA!


Ok, e por quê? E nos casos contemplados que temos hoje? (Anencéfalo, risco de vida da mãe e estupro)

Acredito ser da natureza humana evitar o sofrimento e penso que permitir o aborto vai torná-lo uma opção fácil de evitar qualquer anormalidade na gestação, o aborto será uma porta para a idealização da busca pelo filho perfeito.

Pense… quantas pessoas vão arriscar a ter um filho imperfeito?


“Nem todo sofrimento pode e deve ser evitado, assim como nem todo prazer deve ser desejado!”

Essa frase pode ser remetida a Epicuro ou aos escritos bíblicos de Jô 16.33, o que agrada tanto a religiosos quanto ateus!


E estamos falando de casos de problemas de saúde, mas por que não seria para qualquer outra justificativa conveniente para a gestante?

Uma viagem? Uma dieta? Uma briga de casal? Uma frustração amorosa? Uma imposição do parceiro, ou dos avós? Um planejamento profissional? Sexo do feto? Uma polidactilia? Uma deficiência auditiva/visual…? 

… Uma consciência mais frouxa?

Qual o limite para permitir o aborto como OPÇÃO da mãe?

Síndromes, doenças, disfunções, anomalias, deformações ortopédicas, deficiências neurológicas…

São infinitas as possíveis deficiências e imperfeições que a vida nos reserva, e por mais humanos que sejamos seria uma hipocrisia — e uma canalhice — acreditar que vamos aceitar e desejar para nossos filhos condições que não desejamos para nós mesmos!

Minhas próprias experiências de vida me fazem pensar que devemos aceitar as incertezas que a vida nos impõe, e é a resiliência que nos faz viver sem o tormento de achar culpados para problemas que não tem explicação.

Algumas coisas na vida são como são… simplesmente porque a vida é assim!

É na batalha que se reconhece os COVARDES, e no sofrimento e dor que se identifica os FRACOS!

Os argumentos usados pelos defensores ao aborto apenas jogam a sujeira para debaixo do tapete, além de abrir precedentes eugenistas que fariam Bernard Shaw e Margaret Sanger pularem de alegria dos seus túmulos!

Pais e mães (Sim, mães também!) que abandonam seus filhos e suas famílias o fazem por que são CANALHAS incapazes de aceitar os desafios da vida! Seja por problemas de saúde, por problemas financeiros, por frustrações amorosas, ou por puro egoísmo individual de querer “VIVER EM PLENA LIBERDADE” sem ter o fardo das responsabilidades!

Os avanços médicos, científicos e as pesquisas genéticas antecipam e reparam possíveis problemas genéticos, temos o aconselhamento genético, além de uma rede de solidariedade que apoia famílias que sofrem com esses problemas, é isso que deve ser debatido!

Penso numa sociedade que prioriza e respeita a vida humana na sua menor minoria, o INDIVÍDUO!

E é para resolver esses conflitos e garantir direitos naturais que o estado deve existir.

Por tanto priorizo a potência da vida que, pelo caminho natural, será um ser humano completo, detentor de direitos inalienáveis e inquestionáveis de VIDA (nascer e libertar-se da sua hospedeira), PROPRIEDADE (seu próprio corpo) e LIBERDADE (desenvolver-se conforme suas potencialidades)!

Acredito que todos temos direitos a vida, mesmo que esta vida seja imperfeita!

Afinal, o que é perfeito?

FUI!
Mathias

Adendo 1:

5) No programa SaiaJusta da GNT, o tema também foi sobre o aborto. Adivinhem qual era a opinião das 4 participantes?

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