A canalhice sem limites

Publicado: 13 de março de 2015 por Kzuza em Política
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Estamos próximos de um dia que pode vir a mudar o rumo da história desse país. No dia 15 de Março, em várias cidades brasileiras, ocorrerá uma manifestação popular contra o governo petista e pedindo o impeachment da presidAnta Dilma.

Ainda tem quem considere o pedido de impeachment como um golpe ou um oportunismo da direita. Então, para não deixar dúvidas, deixo com vocês aqui um texto inconstestável de Arthur Dutra para o site Crítica Política, onde ele explica alguns (vários) fundamentos jurídicos para o pedido de impeachment. Em resumo:

  • Dilma atenta contra o livre exercício do poder legislativo por subornar, através do Petrolão, políticos da base aliada em troca de apoio político;
  • Dilma atenta contra a existência da União ao submeter o país a uma organização estrangeira (Foro de São Paulo);
  • Dilma atenta contra a segurança interna do país ao financiar e apoiar as atitudes criminosas do MST contra a propriedade privada;
  • Dilma atenta contra a probidade administrativa, ao não se responsabilizar por seus subordinados quando os mesmos cometem delitos funcionais ou praticam atos contra a Constituição (ou o famoso “Eu não sabia de nada”).

Eu gostaria de acrescentar outros dois pontos aqui:

  • Dilma atentou contra a Lei Orçamentária no ano passado, quando estourou o orçamento e causou um rombo bilionário nas contas públicas. A manobra do governo, na época, foi de modificar a lei para não incorrer em crime de responsabilidade fiscal. Para isso, condicionou um repasse maior de verbas para os parlamentares à aprovação da mudança da lei pelo Congresso.
  • Dilma também admitiu crime de prevaricação ao não aplicar a lei anticorrupção no caso da Petrobrás, além de assumir culpa ao dizer que isso começou na época do governo FHC (embora os depoimentos de Pedro Barusco vão de encontro a isso) e que deveria ser investigado lá atrás. Ou seja, durante 12 anos de mandato, o PT também não fez nada para investigar por quê?

Mesmo assim, há quem ainda não defenda a saída do partido do poder, embora não consiga mencionar um, apenas um motivo para apoiar o atual governo sem cair nas falácias que eu já mencionei aqui. Meu desafio continua mantido.

Ontem mesmo Ricardo Chapola publicou um texto no Estadão criticando quem pede o impeachment, mas não sem cair em uma das falácias que eu mencionei. A opinião dele é, infelizmente, a mesma opinião que pude observar em alguns amigos meus: a reforma política é mais importante que o impeachment.

Bem, então cabe a mim fazer uma outra pergunta: como é possível aprovar uma reforma política em um país dominado por um governo totalitário? É como pedir liberdade para um ditador. Não acredito que Ricardo Chapola (que eu não faço ideia de quem seja) seja um cara inocente ou ignorante, então acho que ele é vigarista mesmo. Querer que alguém acredite ser possível o PT aprovar uma reforma política que possa, de alguma forma, enfraquecer o seu projeto de poder totalitário é a mesma coisa do Gugu querer que nós acreditemos no arrependimento de Suzane von Richtofen.

Se você conseguir me responder à pergunta em negrito acima de forma convincente, sem usar de falácias, eu juro que desisto de ir às ruas domingo.

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