Uma pitada de sentimentalismo

Publicado: 27 de fevereiro de 2015 por Kzuza em Cotidiano
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Quem sou eu para falar sobre o amor, não é mesmo? Justo eu, esse cara de coração de pedra, que não chora, que não se sensibiliza, que não se comove nem mesmo com o final de Marley e Eu. Faz sentido escrever um post sobre isso?

Eu felizmente tenho observado alguns exemplos de que eu, mesmo não sendo o mais indicado para falar sobre coisas sentimentais, certamente estou longe de ser tampouco o menos recomendado nesse aspecto. Isso porque acabei descobrindo, nessas indas e vindas, que não sou tão egoísta quanto eu achava que fosse. E isso para mim é, antes de tudo, o primeiro passo para se tornar uma pessoa menos ruim.

Na verdade, acredito que às vezes criamos certos bloqueios que nos impedem de enxergar um mundo muito bacana ao nosso redor. Esses bloqueios podem ser de várias origens, desde você estar preso em um relacionamento envenenado e fadado ao fracasso, até ser vítima de algum trauma anterior que lhe impeça de se abrir a novas experiências.

O fato é que, quando nos vemos realmente libertos das amarras que nos prendiam, aprendemos a ser mais leves e mais amorosos. Passamos a enxergar novas oportunidades de ter momentos felizes. Coisas bobas, que antes não tinham importância, tornam-se fundamentais.

Deve ser por isso que vejo tanta gente sofrendo por amores que não se concretizam. Tanta gente reclamando por aí que não existe mais ninguém que preste atualmente. Tanta gente reclamando que ninguém os quer. Mas até que ponto isso realmente é verdade? Ou são somente as amarras que ainda não foram cortadas?

Conheço bastante gente com medo por aí. Medo de sair e conhecer novos lugares e pessoas. Medo de aceitar aquele convite para um passeio no parque. Medo da conversa descompromissada com um desconhecido. Medo da risada e do abraço sincero daquele amigo que você nem mesmo considera tão amigo assim. Medo de se abrir, mesmo que um pouquinho, com aqueles que estão próximos. Enfim, medo de amar. Amor, nem sempre no sentido carnal e sexual, mas no sentido de envolver-se, de trocar experiências, sensações, conversas e gestos.

E tudo isso em nome de quê? Em nome dos pré-conceitos estabelecidos? Em nome de uma auto-defesa, seja lá contra o quê?

Eu sinto que talvez seja melhor ser assim, desse jeitão ogro, mas sem medo das experiências que o mundo e as pessoas podem me oferecer. Nem que seja para quebrar a cara mais para frente. Para sofrer com experiências mal sucedidas. Mas ao menos ter sentido o gosto de experimentar, de viver.


Observação 1 do Zuza: prevejo de antemão comentários engraçadinhos e pejorativos…rs

Observação 2 do Zuza: será que se as relações amorosas fossem regulamentadas e as pessoas tivessem menos possibilidades de se decepcionar, mais gente se arriscaria?

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comentários
  1. Berin disse:

    Simplesmente phoda! Lindo!

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  2. Olá, me chamo Alexandre e sou dono do blog https://feelingsofaguy.wordpress.com/ eu sempre procuro conhecer novos blogs e ler os conteúdos deles, não sei se já passei por aqui mas caso não tenha passado só digo uma coisa “Não pare de escrever” caso não conheça o meu canto aqui na web te convido a passar por lá também. Obrigado e até a próxima 🙂

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