Eu achei que entendia…

Publicado: 18 de novembro de 2014 por Kzuza em Divergência de opiniões
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Uma capirinha de lima da pérsia e uma dose de Drambuie. Achei que isso era o suficiente para abrir a minha mente e finalmente entender o que o Rodrigo tanto temia no nosso atual modelo capitalista opressor. Ledo engano. Passado o efeito tranquilizante do álcool, cheguei à conclusão que realmente não entendo nada.

Na verdade, não foi só a ausência de álcool no sangue que me clareou a visão. Tudo começou no vídeo que o próprio Mathias postou nos comentários. Ele na verdade já explica muita coisa por si só:

Mesmo assim, eu achei que merecia escrever alguma coisa. Até que ontem li esse artigo excepcional de Thomas Sorwell, um dos mais influentes economistas americanos, explicando o porquê da distribuição de renda ser economicamente inviável. Veja:

No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento.  Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Aí realmente eu fiquei sem argumentos para escrever algo novo. Existe gente nesse mundo muito mais inteligente que eu capaz de explicar as coisas de maneira muito mais clara, mesmo para quem não quer ver.

Para mim, o discurso de “luta de classes” ou de “os patrões devem valorizar mais os seus funcionários” ou “as pessoas devem ganhar pela importância do que realizam” só são válidos para alguns tipos de indivíduos:

  • aqueles que nunca trabalharam em uma empresa privada;
  • os jovens que somente estudaram Marx e/ou a escola de Frankfurt;
  • políticos que procuram popularidade para conseguir votos.

Volto a uma pergunta que já fiz anteriormente: quem é que sabe o valor do trabalho de um funcionário? Como saber se o que ele recebe é muito ou pouco? Eu respondo: o único que conhece esse valor é o dono da empresa.

O Estado, dentro da sua ideologia de proteger o trabalhador, acaba somente por prejudicá-lo ainda mais. Mas é aí que ele mais se equivoca. Como diz o velho ditado, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. No fim, quem mais tem dinheiro é quem sofre menos. O governo adota várias medidas como o salário mínimo, o FGTS, o dissídio salarial, entre outros, com a finalidade de proteger o trabalhador. Mal sabe ele (ou sabe e finge não saber) que isso, na verdade, prejudica o próprio trabalhador ao torná-lo cada vez menos competitivo e produtivo. A mão-de-obra cada vez mais cara não vai fazer com que o empregador distribua mais sua renda, pelo contrário. Ele irá cortar cada vez mais gastos para, ao menos, ganhar o que ele já ganhava no passado.

Um exemplo: o dissídio salarial implica em um aumento linear dos custos de folha de pagamento da empresa sob a alegação de reparar as perdas relativas à inflação do período. Por outro lado, o aumento salarial não quer dizer que os funcionários da empresa tiveram sua produtividade aumentada na mesma escala durante o período. Ou seja, os custos aumentam ao passo que a produção continua a mesma. Ou seja, há um ciclo vicioso onde a inflação se retroalimenta sem nenhuma interferência externa de mercado, pelo simples fato das regulamentações governamentais.

Há para mim uma intenção claríssima em quem abre um negócio próprio: ganhar dinheiro. Ou melhor, ganhar mais dinheiro do que ele ganharia aplicando esse dinheiro em um banco. Ninguém vai trabalhar feito louco para ganhar a mesma coisa ou menos do que ganharia no conforto do seu sofá, sem esforço, enquanto seu dinheiro rende tranquilamente nas mãos de uma instituição financeira. E não há mal nenhum nisso. Há um erro comum na cabeça de quem defende o socialismo que é o de acreditar que os capitalistas querem ganhar mais dinheiro para explorar as pessoas, ou somente para torrar sua grana em iates, mansões e mulheres. Quem ganha dinheiro quer, na verdade, ganhar cada vez mais. Isso é natural de qualquer um. E atire a primeira pedra se você pensa diferente.

Ou seja, não é errado querer que o dono da minha empresa (ou de qualquer outra) ganhe cada vez mais dinheiro. Isso é bom para todo mundo. Quanto mais dinheiro os capitalistas vão ganhando, mais eles vão expandir os seus negócios, mais empregos serão gerados e mais dinheiro ele terá para remunerar melhor os seus trabalhadores. Essa é a forma de relação onde todos ganham.

Dificultar a vida de quem ganha mais dinheiro só tem uma consequência: ninguém vai se sentir tentado a fazer o mesmo. Onerar uma empresa com impostos e taxas não faz com que ela distribua o dinheiro aos “pobres trabalhadores explorados”, somente vai fazer com que ela se retraia, corte gastos e prejudique esses mesmos trabalhadores. Não há um modelo onde a distribuição de riqueza conviva com a geração de riqueza. Isso é insustentável. Só não vê quem não quer.

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