Ah, o liberalismo…

Publicado: 7 de novembro de 2014 por Kzuza em Política
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Esse não é um texto sobre PT ou PSDB. Também não é um texto sobre política propriamente dita, ou melhor, como você está acostumado a entendê-la. Trata-se apenas de um texto com assuntos que talvez você, assim como eu há alguns meses atrás, não está acostumado a lidar.

Recentemente tive meu primeiro contato com as teorias do liberalismo, muito por influência do Mathias. Foi depois de muito ler a respeito que comecei a reparar que eu nunca havia sido apresentado à tais pensamentos. Durante toda a minha vida escolar, nas minhas aulas de história ou geografia política, muito ouvi falar sobre Marx e socialismo, mas sinceramente nunca ouvi falar sobre Mises, por exemplo.

Também cheguei à conclusão que, inconscientemente, eu sempre fui um estatista. Sempre acreditei que o Estado era o único capaz de solucionar os problemas que assolam a população brasileira, como miséria, fome, falta de saneamento básico, falta de emprego, etc. Não sei se essa foi a educação que eu tive em casa, mas acho que não. Felizmente lá em casa nunca fomos altamente dependentes do Estado e conseguimos ter uma vida relativamente tranquila (exceto pelo período Collor). Estudei por 4 anos em escola pública, mas não me lembro se foi lá que me tornei esse estatista.

Cresci e me tornei um cara de sucesso e bem sucedido (isso para os meus conceitos, talvez não para os seus). Apesar de sempre ter a certeza de que só cheguei ao ponto onde estou hoje graças ao meu esforço e aos dons que recebi das mãos de Deus, sempre acreditei ser um cara de muita sorte. Infelizmente, a maior parte da população brasileira nunca teve as mesmas condições que eu tive para vencer na vida. Dessa forma, sempre esperei que um dia fôssemos ter um governo que pudesse levar essas pessoas a uma vida melhor. Alguém que de fato os ajudasse.

Foi nesse pensamento que ajudei a eleger Lula em 2002. E ele, de uma forma ou de outra, conseguiu levar um alento aos mais necessitados, como eu sempre esperei que alguém fizesse. Mas já nas eleições de 2006, após o escândalo do Mensalão, eu percebi que não havia legitimidade nas ações do governo petista. Para mim, não era justo ajudar alguns fazendo mal para outros. Não votei PT na segunda vez. O mesmo ocorreu em 2010 e em 2014, após uma sucessão de escândalos de corrupção e de piora nos indicadores econômicos.

Mas foi exatamente nesse ano que percebi que, assim como era o PSDB de FHC, o PT de Lula e Dilma também nunca foi legítimos nas suas ações para com o povo. Fui tomado por um pessimismo terrível, pois realmente não há mais em quem confiar. Todos possuem a mesma intenção básica: manter-se no poder e enriquecer às custas do trabalho do povo. Os meios para isso é que divergem, como já expliquei aqui em textos passados (o que ajuda a explicar eu ter votado Aécio ao invés de Dilma em 2014).

Mas então, para onde correr?

Esse contato com as ideias libertárias me mostrou que é sim possível ser otimista em relação ao futuro. Isso porque há um caminho possível para que não dependamos mais da vontade dos outros para que nós possamos prosperar. Até porque, na verdade, os outros nem sabem o que nós queremos, não é mesmo? Quem mais indicado para administrar a sua vida do que você mesmo? Quem mais indicado para tomar conta do seu dinheiro do que você mesmo?

O maior erro que eu cometia, e acho que provavelmente você também cometa, era acreditar que o Estado sabe exatamente o que é bom para a população em geral, sem considerar os anseios individuais de cada um. Eu acredito que esse tipo de pensamento geral do brasileiro é justamente um dos fatores que nos leva a ficar, durante tanto tempo, à mercê das boas intenções do governo (seja ele de qual partido for), mesmo sabendo que eles não estão nem aí para nós. Isso para mim passou a soar totalmente insano.

Eu posso escrever aqui durante muito tempo e nunca serei tão claro quanto Roberto Barricelli foi nesse texto aqui. Ele explica, através da interpretação da palestra de Nathaniel Branden, de uma forma extremamente didática como é que ninguém é mais capaz de promover a sua prosperidade do que você mesmo. Leia esse texto e sinta-se renovado.

Isso não quer dizer que eu tenha chegado à conclusão de que o melhor para nossa sociedade seja uma anarquia. De maneira alguma. Só passei a acreditar que o quanto menos o governo interferir na minha vida, melhor. Isso porque aí o Estado pode tratar o que é realmente essencial para garantir que todos tenham condições iguais a prosperar de acordo com seus valores. Entenda como essencial, ao meu ver:

  • Garantir educação básica de qualidade para todos;
  • Garantir atendimento de saúde para todos;
  • Garantir segurança jurídica para todos;
  • Proteger as nossas fronteiras de ataques externos.

Mas só isso? E o resto? O resto é assunto para outros textos que você pode encontrar em fontes legais como:

Ou seja, quanto menos o governo regular ou interferir, para mim, melhor. Há um texto muito legal aqui que explica como é que as concessões públicas e as agências regulatórias são extremamente maléficas para uma nação.

É insano termos que escolher, geralmente, entre PT ou PSDB, ou se estou a favor do povão ou da elite. Ambos possuem um interesse em comum centralizador que é apavorante, embora para mim seja completamente claro que a fome do PT pelo poder e pelo totalitarismo seja infinitamente maior.

Não faz sentido para você escolhermos como candidato quem na verdade menos se interessa pelo poder e pelo nosso dinheiro, mas sim se interessa em dar à você e à sua empresa o poder de decidir o que é melhor? Comece a pensar nisso.

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