Dissonância Cognitiva

Publicado: 5 de novembro de 2014 por Kzuza em Comportamento
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Andei lendo hoje sobre a teoria da Dissonância Cognitiva. O Matheus vive falando sobre isso, e eu também estudei um pouco sobre isso nas minhas aulas de Marketing de Negócios durante o meu MBA. Essa teoria foi inicialmente explorada pelo psicólogo Leon Festinger, que descreve:

Dissonância e consonância são relações entre cognições, ou seja, entre opiniões, crenças, conhecimentos sobre o ambiente e conhecimentos sobre as próprias ações e sentimentos. Duas opiniões, ou crenças, ou itens de conhecimento são dissonantes entre si quando não se encaixam um com o outro, isto é, são incompatíveis. Ou quando, considerando-se apenas os dois itens especificamente, um não decorrer do outro.

Encontrei dois textos bacanas. Um no Dicionário do Cético, e outro nesse blog aqui. Tomo a liberdade de reproduzir um caso muito interessante, citado no blog do Abraham Shapiro, o qual achei fantástico:

Li, recentemente, um excelente post em um blog norte americano sobre percepção e dissonância cognitiva.
O autor descreve um estudo estatístico feito na Segunda Guerra, com o intuito de blindar os aviões de combate nas áreas mais frágeis e evitar o aumento no número de baixas de soldados e aeronaves.
Ao examinar os aviões que retornavam às bases aéreas americanas, o estatísco Abraham Wald detectou um padrão de áreas atingidas na fuselagem das aeronaves. Com pequenas variações, o sinistro era sempre numa área que pouco variava de um avião para outro.
Determinado o padrão, Wald partiu para a formulação de um novo modelo de blindagem, que em primeira análise, sugeriria uma óbvia aplicação de mais proteção nas áreas mais constantemente atingidas.
Para a surpresa geral, em sua apresentação de resultados do estudo, Wald teve um insight um tanto óbvio quanto brilhante.
Sugeriu um modelo de blindagem que protegia diversas áreas das aeronaves, exceto todas aquelas em que eram mais frequentemente atingidas.
Justificou sua conclusão pela percepção, ou pela falsa percepção que nos leva a enxergar as ações de planos de sucesso, sem saber se os planos de fracasso também adotavam o mesmo padrão de comportamento. Ou seja, se os aviões eram atingidos quase sempre no mesmo lugar e ainda sim voltavam para as bases, significava que era claro que as avarias naqueles locais não eram fatais.
E que muito provavelmente, os aviões abatidos, e que não podiam ser avaliados, apresentariam buracos de bala em áreas distintas, daquelas estatisticamente, mais afetadas.
Nos mostra claramente, que às vezes, ou sempre, devemos olhar mais para os fracassos, do que para os sucessos.

Enfim, é uma teoria muito bacana de ser observada quando você estiver tendo uma conversa séria com alguém sobre algum tema polêmico sobre o qual você tenha certo domínio.

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