Meus ídolos

Publicado: 23 de dezembro de 2013 por Kzuza em Geral
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Eu sempre achei estranho pessoas terem como ídolos certas celebridades. Acho legal admirar o trabalho que alguém faz bem feito, mas idolatrar “personalidades” para mim beira o ridículo. Não consigo entender se é falta de amor próprio, ou falta de ter o que fazer.

Leia-se “idolatrar” por passar dias dormindo em uma barraca à espera de um show de um cantor, ou enviar cartas de amor para uma celebridade, ou ser frenético(a), ou colocar seu trabalho ou relacionamento pessoal em jogo por um terceiro que está cagando para sua existência, entre outros. Tudo isso para mim é estranho.

Eu, graças a Deus, nunca precisei disso. Isso porque meus ídolos sempre estiveram muito próximos. Dentro da minha casa. Porque eu não idolatro ninguém pelo trabalho ou pelas habilidades profissionais que possuem. Meus ídolos simplesmente nasceram assim, com dons divinos. Esses caras sim mereceriam pôsteres e cartas de amor. Mereceriam aparecer na TV para que todos soubessem como eles são bons. E vão merecer homenagens póstumas quando não estiverem mais entre nós. E sim, merecerão fãs clubes ao redor do mundo, porque eles sim são dignos.

Quisera eu ser tão inteligente quanto meu pai. Ou ter tanto amor pela vida quanto a minha mãe. Ou ser tão determinado e destemido quanto minha irmã. Ou ser um cara tão bondoso quanto foi meu avô Laerte, ou meu tio Carlão, ou meu primo Luiz Carlos (não conheci meu avô Antônio, mas pelo que consta, sua alma vive dentro desses dois últimos mencionados). Ou ser tão carinhoso quanto meu primo Luis Cláudio. Ou me importar tanto com os outros, a ponto de ser um espelho e um porto seguro para os que estão ao seu redor, como é o Luiz Antonio. Ou ter metade da sabedoria e tranquilidade da minha madrinha Maria do Rosário. Ou ter um pouquinho só do carisma da Lurdão, ou dos meus primos Fernanda e Diego. Ou ser tão engraçado quanto meu tio Juca e minha prima Carol. Ou ser tão atencioso quanto minha tia Carmo. Ou um dia poder construir famílias tão unidas como a da minha tia Eliana e do meu primo Alberto. Ou ser tão ávido por conhecimento como é o Carlos Ricardo. Ou ser tão lúcido e consciente como é a tia Ângela. Ou tratar tão bem as pessoas como faz minha prima Ana Paula.

Enfim, cada um tem um pouquinho a me ensinar. Talvez eles nem saibam o quanto são importantes para mim. Mas seus ídolos também não sabem. A diferença é que os meus estão ao meu lado para o que der e vier, por toda a minha vida. E isso faz deles diferentes.

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