As modinhas

Publicado: 1 de março de 2013 por Kzuza em Comportamento
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Tenho percebido um movimento crescente de proteção aos animais. Cada vez mais grupos de apoio à causa aparecem por aí. A causa é muito nobre, e todos possuem um papel fundamental na sociedade. São pessoas dispostas à qualquer sacrifício pelo bem-estar animal.

No entanto, tenho 2 pontos a considerar a respeito do assunto.

O primeiro ponto é: até que ponto essa preocupação deve ir? Existe uma paranóia da sociedade moderna me preocupando ultimamente. Estamos cada vez mais “caçando pêlo em ovo” em relação às causas que defendemos. Elaborando teorias da conspiração, tentando enxergar problemas onde antes não existiam. E isso não é exclusividade dessa causa específica, mas vou usá-la como exemplo. Teve gente repudiando uma propaganda da Volkswagen onde o motorista ligava o limpador do párabrisas para se livrar de um gato preto. Choveu gente reclamando. Onde já se viu? Pobres gatos pretos! Li um texto interessante onde uma dessas organizações de proteção aos animais alegava que, anualmente, milhares de gatos pretos eram sacrificados em rituais por estarem associados à má sorte, e que a propaganda voltava a fomentar essa associação. Sinceramente, isso para mim é paranóico! Sério, você acha possível que alguém, vendo a propaganda, passe a ter preconceito contra gatos pretos e passe a assassiná-los? Para mim, quem pensa assim é doente.

O segundo ponto é: para mim, tudo sempre foi uma questão de educação. Sinceramente, eu penso que se cada um dos ávidos defensores dos animais pegasse 20% do tempo e da energia que gastam lutando pela causa e usassem em prol da colaboração para um mundo melhor através da educação, em alguns anos eles nem precisariam se aborrecer tanto com a violência contra os pobres animaizinhos. O raciocínio é bem simples. Pessoas boas não cometem maldades. A gente está cada vez mais preocupado em punir do que em educar. Eu acho SIM que a punição é a melhor forma de educação (isso daria um outro texto aqui), mas eu sinceramente acho que não é a única. Se cada revoltado de mouse que usa as redes sociais pra postar mensagens relativas ao assunto levantasse a bunda da cadeira para ir, um sábado por mês, visitar comunidades carentes e oferecer palestras gratuitas a crianças, em algum tempo eles não precisariam mais encher a timeline com tanta baboseira. Não precisaríamos mais nos preocupar com a porra de uma propaganda de carro que faz uma brincadeira com um símbolo de superstição.

Será que eu fui claro?

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