Gente Autêntica

Publicado: 29 de novembro de 2011 por Kzuza em Comportamento
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Eu prefiro ter um filho viado do que um filho hipócrita!

Se eu fosse o Seu Lili, esse seria o meu lema!

Porque se tem um negócio que me deixa com vontade de deitar o cabelo e sentar a porrada é nego hipócrita. A hipocrisia consegue ser ainda pior que a falsidade. Porque a falsidade a gente ainda consegue identificar, mas a hipocrisia geralmente é muito bem disfarçada. O cara disfarça, disfaça, mas lá no fundo, quando ninguém está olhando, ele cai em contradição. E isso, para mim, é um baita sinal de fraqueza e falta de caráter.

Esse tipo de gente eleva tanto minha acidez estomacal quanto aquele tipo de gente que adora fazer média. Sabe como é, não sabe? Esse indivíduo também é facilmente identificado. Vem desde aquela sua tia que adora colocar panos mornos sempre que alguém faz merda na sua família, até o seu chefe que prefere manter um funcionário medíocre trabalhando pra ele (e fodendo com sua vida), ao invés de arcar com as (boas) consequências de mandá-lo para o olho da rua.

Essa galera que adora se fazer de melhor amigo de todo mundo, desde aquele que conhece desde a infância até o mais novo companheiro de curso de boxe na academia, chega a me enjoar. O cara parece sentir-se com o dom de agradar a todos, mas a gente sabe que não é bem assim, né?

Ninguém consegue agradar a todo mundo. E ninguém é amigo de todo mundo. Ninguém é feliz o tempo todo.

Eu posso me envergonhar de todos os defeitos que tenho e reconheço (e também daqueles que nem quero reconhecer), mas de uma coisa eu me orgulho: eu sou autêntico. Nunca na minha vida me senti obrigado a demonstrar alegria ao encontrar alguém que eu não gosto. Ou de encontrar alguém que eu gosto numa hora em que eu não gostaria de encontrar. Também não escondo a superficialidade do meu relacionamento com pessoas que não são tão significantes para mim (nem amigos, nem inimigos, apenas conhecidos). Quem me conhece sabe se tem ou não intimidade comigo. Não me importo se não faço média com ninguém, muito pelo contrário: eu acho isso ótimo.

Mas por que eu estou escrevendo tudo isso?

Só para escrever que eu admiro pacas gente como o Rafinha Bastos e a Luana Piovani, por exemplo. Gente que diz o que quer dizer, sem medo do que os outros vão achar. Ambos podem até parecer imbecis para você, mas quer saber? Acho ambos muito mais dignos do que gente como Netinho de Paula e Marcelinho Carioca, por exemplo. Gente que aparece sorrindo numa propaganda, que diz ser gente de bem, citando até o nome de Jesus em vão, para depois enfiar a porrada na cara de repórter ou se envolver em esquemas políticos de corrupção.

Sério. Prefiro muito mais um mal-educado e estúpido sincero do que um almofadinha simpático que, na calada da noite, em casa, no silêncio, fica praguejando e falando mal de tudo e de todos para a esposa. Prefiro um cara que escolha não visitar a minha casa àquele que visita e depois volta para sua casa falando mal. Prefiro aquele que diga, em tom de brincadeira, que comeria minha mulher, ao que se faz de amigo e toca uma punheta em casa pensando nela.

Enfim, sou muito mais fã de quem está cagando para a opinião alheia do que daqueles que fazem média e medem suas palavras para não incomodar ninguém. Deixo esse segundo comportamento para os políticos. Eu sou gente comum e autêntica, e por isso admiro os meus semelhantes.

Nota final: aí você vai me dizer que é diferente, porque eu não sou uma pessoa pública. Quem é formador de opinião, quem é público, tem que ser moderado. Será que todos precisam ser sempre simpáticos? Por exemplo, o repórter/paparazzi/fotógrafo tem direito de encher o saco das “celebridades” e elas não podem descer do salto?

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comentários
  1. Mathias disse:

    Tá certo, também prefiro um nego bruto do que aquele lambe-saco sem limites que chega a ser ridículo com contradições sobre o lambido.
    Mas convenhamos que as vezes é uma questão de educação e “finesse”.
    Até porque se formos falar a verdade sobre tudo estaríamos perdido.

    “Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes,o futuro depende delas”

    Curtir

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