Valorizar a família não é homofobia!

Publicado: 14 de outubro de 2011 por Kzuza em Cotidiano, Política
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Mentes deformadas pela mídia. Só isso explica os comentários os quais li ontem em um site de baboseiras chamado Twitter.

Tá certo, vai. Eu sei que o Twitter não é uma boa ferramenta para se medir a popularidade de um assunto, principalmente aqui no Brasil, tendo em vista que a comunidade de usuários ativos é muito restrita por aqui. Mas enfim, a tal rede social consegue pelo menos ser uma amostra de como a sociedade pensa em geral.

Ontem à noite, em casa, vi que um dos assuntos mais comentados na tal rede era composto por três letras: PSC. E resolvi pesquisar, para saber sobre o que estavam falando. Não precisou ser muito ligeiro para ver que os comentários eram a respeito da propaganda política que começou a ser veiculada ontem pelo Partido Social Cristão. Na tal propaganda, o partido fazia sua apologia à tradicional família cristã, resumida em “Homem + Mulher + Amor = Família”, ou algo mais ou menos assim.

No primeiro semestre desse ano, o próprio partido já havia veiculado um comercial onde dizia que a família é a base da socidade, e que é para ela que as políticas públicas são criadas. Mencionava algo também sobre os direitos da família de educar seus filhos de acordo com seus valores e princípios, dizendo que o governo estava tentando impor à família pensamentos que não faziam parte dos seu valores (numa alusão à tal cartilha gay).

O que me chamou a atenção de verdade foi que exatamente TODOS os comentários que eu li sobre o assunto ontem eram contra a posição do partido. Além disso, 80% ou mais dos comentários consideravam a propaganda homofóbica. Havia alguns comentários também do tipo: “Se minha mãe é separada do meu pai, mas ela me ama, então não somos uma família feliz?”.

Eu fico espantado com o caminho o qual a tal “sociedade moderna” está trilhando. E também com a falta de discernimento das pessoas.

Bem, vamos lá. O tal partido é, como o próprio nome diz, CRISTÃO. Ou seja, faz todo o sentido eles considerarem o modelo de família tradicional como a base da sociedade. Em momento algum, na propaganda, existe qualquer tipo de desrespeito aos que estão “fora” desse modelo, por qualquer motivo que seja. Da mesma forma, não existe nada que deixe explícito que tudo “fora” desse padrão está errado ou não funciona.

Como eu já expliquei aqui por várias vezes, muito me preocupa uma sociedade que se afasta demais das leis de Deus. Mas me preocupa ainda mais uma sociedade que considera a “propaganda” de valores morais e cristãos como um crime (como eu já escrevi aqui).

A deturpação (olha como eu sei escrever bonito!) dos valores por parte da sociedade é um dos principais fatores causadores de problemas sociais que vemos hoje em dia. Achar que a família tradicional é algo ultrapassado é a mesma coisa que achar que honestidade e ética estão fora de moda. E é por essa e outras que eu acho que o ensinamento religioso é cada vez mais imprescindível no mundo atual. Sem ele, nós nos deparamos com exatamente o que vemos atualmente: o homem achando que é capaz de ditar as regras do que é certo ou errado.

Historicamente, em todas as vezes que o homem tentou passar por cima das leis de Deus, ele quebrou a cara.

Você já parou para se perguntar quais são os valores da nossa sociedade atual? Eu tenho a impressão de que as pessoas estão condicionadas pela mídia a achar que tudo que é tradicional é ultrapassado. Acham que precisam sempre inovar, tentar coisas novas, abandonar valores que vêm do passado. E a família perde a importância. E Deus perde a importância. Honestidade e respeito parecem ser coisas antiquíssimas. E o que vemos? Filhos que não respeitam seus pais, e vice-versa. Violência. Corrupção. Etc.

O esquecimento ou o abandono das leis divinas é o que causa tudo isso. Sabe por quê? Porque o homem se esquece de que não presta contas somente ao homem, mas sim a Deus. Enquanto essa gente achar que não deve prestar contas à mais ninguém, isso só tende a piorar.

Portanto, você que reclamou da propaganda do PSC ontem, ou que também acha que os leis de Deus estão ultrapassadas, saiba que eu te respeito. Mas, sinceramente, acho que as coisas devem ser ainda mais difíceis para você do que para mim. No entanto, espero que você também me respeite por considerar o modelo tradicional de família o mais apropriado.

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comentários
  1. Para outros modelos de famílias felizes:

    Família Feliz – EP 1, 2 e 3:

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  2. Ricardo disse:

    Essa viadagem aí é um bando de boiolinha melindrado…
    Quer dar o rabo? Dê.
    Quer chupar rola? Chupe.
    Só não venha me encher o saco em lugares públicos com sua frescura exagerada. Só não venha me dizer que eu tenho de gostar e compactuar esse seu jeitinho de viado… afinal, até hoje eu não entendi o que as cordas vocais tem a ver com o cu.
    Sou obrigado a respeitar, porém, nada me obriga a gostar… e muito menos a criar meus filhos com essa porra de educação “pró-viadagem”.
    E se o viadinho que ler esse comentário e ficar melindrado (como de costume), que morra com o cu pegando fogo.

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  3. Concordo em gênero, grau e número com o teu texto.

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  4. Mathias disse:

    Cara, ou você é religioso ou não, Decida-se! rs.

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  5. Tauan disse:

    Desculpe-me a intromissão, mas sou militante gay há algum tempo. O que aconteceu foi a restrição do modelo de família a somente uma: homem e mulher. O essencial da família é o amor. Homem e homem também são família. Mulher e mulher também são família. A cláusula maior para estabelecer ou não a instituição familiar é o amor e só.
    Não. Não estamos querendo criar uma ditadura gay ou fascista. Podem ter héteros, podem ter religiões, desde que possam se conter quanto ao fundamentalismo religioso que se instala na sociedade! Não é porque são pessoas do mesmo sexo que não são família. Não é porque a mãe é solteira que não é família. O fato é que, depois de anos de preconceito e discriminação, vislumbramos uma luz no fim do túnel: a luz da luta na justiça por nossos direitos. Só assim se faz uma nação com direitos para todos. Aconteceu assim com os negros, aconteceu assim com as mulheres e está acontecendo assim com os homossexuais. Com as mesmas perguntas feitas pelos conservadores (tinham medo de uma ditadura negra ou de ditadura feminina), com os mesmos receios por parte de quem não está na luta ou de quem é contra.
    Espero poder ter esclarecido alguns pontos que ficaram obscurecidos pelo texto.
    Que Deus nos abençoe. Paz.

    P.S.: Para quem lê a Bíblia, procure Eclesiastes 4, 9-12.

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  6. Lindo texto.. espero que muita gente leia, reflita e mude de opinião.

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  7. Excelente texto. Muito bom mesmo, concordo plenamente.

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  8. Wellbombonera disse:

    Ótimo texto. O problema principal desse tema é o ‘patrulhamento’ feito por essa gente. Eu sou jornalista de um dos jornais mais influentes do país e sei como funciona essa ‘alienação coletiva’. O Movimento LGBT quer criar unidade familiar através de decretos. A única e verossímil unidade familiar é a composta por pai, mãe e filho(s). E digo mais; o Movimento Gayzista nacional quer implantar no seio do país uma política ditatória e fascista. E para isso, estão tentando contaminar os valores da MAIORIA ABSOLUTA da sociedade. Afinal, todo genocídio começa pelo boicote cultural.

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  9. Zuza, não é questão nem de se crer ou não em Deus. Vc pode não crer em Deus, mas desvalorizar a familia é falta de caráter. Excesso de modernindade dessa geração de babacas que está se formando, onde o respeito aos pais e a hierarquia estão desaparecendo cada vez mais. Só que a tendência é que todos esses quebrem a cara. O problema é que não se pode mais mostrar o óbvio, pq passa a ser desrespeito. Melindre demais dessa geração. Uma família é representada, sim, por pai + mãe + filho(s). Sempre foi. Isso não é homofobia, é apenas uma representação. Já parou pra pensar que, no ritmo que as coisas andam, em breve não haverá mais dia dos pais nas escolas? Será “Dia do Tutor” ou “Dia daquele que tem a guarda da criança”. Pq o dia dos pais (ou das mães) será uma ofensa àquelas crianças criadas por homossexuais. O mundo tá entrando num rumo esquisito, cara.

    Belíssimo texto, Zuza, como de costume!

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