Mais do mesmo

Publicado: 5 de novembro de 2010 por Kzuza em Política
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Um “novo” governo nem começou e já começaram as polêmicas.

Logo na primeira coletiva, a presidente eleita, Dilminha de Jesus, já tocou em um assunto bastante polêmico: a criação de impostos.

Bem, criação não é bem o caso, seria a reativação da CPMF, agora com um novo nome: CSS – Constribuição Social para a Saúde. No fundo, é a mesma bosta de sempre. Querem meter a mão no bolso do contribuinte novamente. Porque a CPMF acabou, e você nem teve tantos benefícios assim, não é mesmo? Só mesmo aqueles centavos que eram descontados da sua conta todo mês. Mas os preços dos produtos e serviços continuaram os mesmos, embora toda a briga da Indústria para que o imposto fosse extinto, pois onerava os custos de produção. Deu no que deu.

A merda toda foi ela ainda colocar a culpa na conta dos governadores. Sim, ela disse que, pelo Governo Federal, não há necessidade de um novo imposto, mas ela sabe que os governadores pedem para que isso seja criado. Aham. E eu tenho um caso com a Ana Hickman.

Dilminha, cara-de-pau, você está começando errado. Aliás, está começando do jeito que todo mundo achou que ia começar. Mas não é culpa sua. Como diria o Capitão Nascimento, a culpa é do sistema. Sim, porque esse negócio de aumentar carga tributária para gerar receita corre nas veias da política brasileira. Porque a administração da máquina pública é muito diferente da administração privada.

Pensa só. Olhe a forma como o seu patrão administra a empresa que você trabalha. Na hora que a coisa aperta, quando os resultados não são bons, o que ele faz? Ele aumenta o preço que ele cobra pelos seus produtos/serviços, ou ele corta custos?

Eu corto o pinto do meu melhor amigo se um dia surgir algum político que se proponha a reduzir os gastos da máquina pública, ao invés de propor aumentar a carga tributária. Já viu algum nobre parlamentar propor a redução dos salários da Câmara para conseguir uma folga no orçamento? Você ouviu durante a última campanha eleitoral algum candidato se comprometer com a redução de gastos públicos?

Mas está tudo bem, somos um povo rico e podemos contribuir. Afinal, vale tudo se a vida do povo melhora, certo? Bem, pelo menos foi isso que a última eleição demonstrou. Enquanto a ética e a honestidade não estiverem acima dos demais interesses, continuaremos sendo um país medíocre.

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