Já que é inevitável…

Publicado: 26 de março de 2010 por Kzuza em Comportamento, Trabalho
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O homem é mesmo um ser paradoxal. Para ser preguiçoso, ele inventou o trabalho.

Deixe-me explicar: desde os primórdios, o homem sempre inventou algo para que pudesse facilitar a sua vida. O homem inventou a roda para que pudesse facilitar os transportes. Inventou a escada para facilitar a subida de ladeiras. Inventou a máquina à vapor para poder construir motores que permitissem a locomoção com mais facilidade. E assim por diante.

Só que toda a invenção dá trabalho. Então, por ser preguiçoso, o homem trabalha. Quebra a cuca. Inventa. Cria.

E isso foi evoluindo até os dias atuais. Hoje, você trabalha porque precisa. E quando eu digo que precisa, eu quero dizer mais. Digo que você não faz isso só por sobrevivência. Porque as pessoas não querem dinheiro só para comer, beber, se vestir e ter uma moradia. Elas querem mais. Querem um carro novo. Uma TV nova. Uma cama nova. Um móvel novo. Enfim, qualquer coisa nova. Para dizer que tem conforto.

É bem certo que pouca gente consegue isso, mas enfim, é para isso que muita gente trabalha. Trabalha para ter conforto. Trabalha para curtir a preguicinha depois. Bando de gente paradoxal.

E agora me vejo aqui. Numa semana turbulenta, cheia de coisas para fazer. Vejo também que estarei fora de casa nas próximas duas semanas, a trabalho. E tudo isso só para dar dinheiro para o dono da minha empresa, para o dono da empresa que é cliente da empresa que trabalho, e, para mim, só o salário. Para pagar minhas contas e para poder me dar um pouco de conforto para curtir minha preguiça.

Gostei de quando o Kuvasney escreveu que ninguém trabalha por prazer. Prazer a gente tem na cama. Eu trabalho só para ganhar dinheiro. E eu me sinto assim. Até porque não tem lugar mais ideal para se conhecer gente chata quanto no trabalho. Além das incompetentes, claro. Porque se não bastasse os incompetentes que você vê por aí, nas lojas, nas repartições públicas, nos guichês de aeroportos, você tem que enfrentar aqueles que trabalham com você. Pode reparar. Durante toda sua vida profissional, de todas as pessoas que você já conheceu e trabalhou, quantas delas são suas amigas? Encheu uma das mãos? Se sim, espere até você mudar de emprego e você verá a triste realidade.

Feliz era o Paulo, amigo meu, que usava uma frase muito boa: “Eu não escolho com quem eu trabalho, mas eu escolho com quem eu almoço”. Sensacional!

E vamos à labuta!

Nota do Zuza: talvez as próximas semanas sejam menos produtivas aqui no blog, pelos motivos explicados acima. Mas procurarei escrever sempre que possível.

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