Foi golpe!

Publicado: 16 de março de 2017 por Kzuza em Política
Tags:, ,

golpe

Eu me rendo: foi golpe!

O PMDB deu um golpe no PT! Onde já se viu? Tanta roubalheira, tanta falcatrua, um plano quase infalível de dominar o país e não quiseram envolver os aliados? Tome! Golpe neles!

Agora vamos à realidade: quem em sã consciência iria confiar no PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha? Quem sairia de mãos dadas nas ruas, quem ofereceria apoio, quem?

A inocência do PT é de dar pena. É como colocar uma cobra cascavel dentro de casa, dar cuidado e comida, e só por isso acreditar que irá mudar a natureza da cobra. Ela certamente irá picá-la, mais cedo ou mais tarde, então por quê a surpresa? Por quê a indignação?

Eu sempre disse que já sabia do que o PMDB era capaz. Sabia da corja que dirige o partido. E mesmo assim, sempre disse que o PMDB foi o fiel da balança, o único responsável por fazer, desde sempre, que o plano de poder do PT não se concretizasse por completo. Não duvido que nos bastidores do poder a conversa sempre era: “Olha, minha gente, vai com calma! Coninuem roubando, mas com parcimônia! Não se lambuzem! Devagar e sempre. Nós estamos aqui há tanto tempo e, veja só, até hoje não fomos pegos! Dá para continuar assim!”.

Mas não. O PT foi guloso. Quis se esbaldar. É aquela história do pobre que nunca come melado, e quando come se lambuza.

E aí não dava mais para fingir que não sabiam de nada. Fingir que nunca estiveram envolvidos. Fingir que eram santos. Então foram lá e dissimularam, fizeram-se de enganados, de traídos,de inocentes. E levaram o processo de impeachment adiante. Ninguém teria como ser contra, os escândalos foram muitos, as merdas foram grandes, estavam todos com as mãos sujas de roubalheira, tráfico de influência, projeto de poder, manipulações, etc.

E o PT caiu, apontando os traidores, dizendo: FOI GOLPE!

Hoje eu entendo, e concordo: FOI MESMO! E digo mais: AINDA BEM!

Não porque eu acho o PMDB bom. Não porque eu ache o Temer bom. Não porque eu concorde com o que eles fazem. Pelo contrário. Mas eu me atenho a 2 simples fatos:

1 – A inflação dos meses de Janeiro e Fevereiro foram as menores dos últimos anos.

2 – Em Fevereiro, pela primeira vez desde 2015, as contratações superaram as demissões no país.

Parece pouco? Perto do cenário que víamos ano passado, antes do impeachment, é um baita de um avanço. Ao menos isso. Antes só víamos notícias ruins atrás de notícias ruins. A espiral negativa tem dado sinais de que pode se reverter, cenário que até então não víamos.

E não tem nada a ver com o Temer. Nem com o PMDB. Nem com o golpe. Tem a ver apenas com o cenário favorável da ausência do PT no poder e um simples fato: não estamos mais sendo enganados, sabemos exatamente quem são os bandidos que estão no poder. E eles pelo menos têm o mínimo de cuidado de não se lambuzarem.

Faça política!

Publicado: 15 de março de 2017 por Kzuza em Política
Tags:, , ,

Eleição

Sabe, nessa última semana andei pensando algumas coisas e resolvi me posicionar. Sim, normalmente eu penso pacas, mas nem sempre escrevo aqui. Mas dessa vez resolvi fazer campanha. E explico o porquê.


Tenho reparado, as usual, que as pessoas andam extremamente descontentes e desacreditadas no futuro do país. Passamos por uma crise econômica e política grave que já dura um bom tempo. Em tempos de crise, é ainda mais acentuado o descontentamento geral da população. Inflação e desemprego mexem com todo mundo, afetam todas as famílias, deixam todos indignados

Não é à toa que nos últimos tempos, principalmente com a alta influência das redes sociais, o brasileiro em geral passou a se interessar por política. Claro, ainda não é um interesse genuíno associado ao desejo de se obter conhecimento, mas já é alguma coisa. Esse interesse apenas se transformou, na maioria dos casos, em um desejo de se escolher um time para o qual torcer, a fim de basicamente apoiar um lado (PT/PSOL) ou outro (PSDB/PMDB). O problema é que política é muito mais do que isso.

Em outros casos, esse interesse em política é disfarçado, e também apresenta um grave problema. Sabe aquele seu amigo que diz que não se interessa por política, que quer apenas um país desenvolvido, sem desigualdades, sem violência, com educação e saúde de qualidade? Esse é um perigo. Quem não se interessa em COMO obter O QUE ele deseja está fadado a ser o mais facilmente enganado, e o que mais colabora com políticos desonestos.


Agora vamos falar sobre algo bastante sério. Temos eleições para presidente, governador e deputados federais no próximo ano. Se não começarmos a discutir política agora, continuaremos sofrendo como sociedade. Acho que você já deve ter percebido isso.

Sabe qual é o maior paradoxo que temos hoje no país? Praticamente todos nós não confiamos em políticos, isso é um fato. Mesmo assim, a maioria das pessoas espera que os políticos resolvam os problemas do país. Oras, como é que a gente espera que alguém em quem não confiamos resolva nossos problemas? É como acreditar que colocar um ladrão como porteiro do nosso prédio irá nos livrar de sermos assaltados.

Tudo o que um político quer quando pede o seu voto é que você confie que ele vai resolver os seus problemas. Por isso, ele quer muito que você acredite naquelas propagandinhas do TSE que dizem: pesquise seu candidato, veja suas propostas, veja o que ele já fez, veja se é honesto, blábláblá. É claro que esses fatores são fundamentais, não há dúvida. Mas alguma vez você já se perguntou o porquê de ninguém dizer COMO irá fazer as coisas?

Eu tenho uma sugestão fácil para você escolher seus próximos candidatos. Escolha aquele que diz COMO irá realizar as coisas que propõe, mas o principal: escolha aquele cujo esse COMO não inclui nenhum tipo de coerção (obrigar todas as pessoas a fazerem algo que elas não escolheriam livremente), que inclua a redução dos gastos do governo e que não requeira mais PODER ao candidato.

Você acha isso difícil ou muito absurdo? Eu garanto que não é.


Uma pergunta que sempre vai ficar é: oras, mas se o governo não fizer, quem é que vai fazer?

Sua pergunta pode ser respondida facilmente. Olhe ao seu redor, na sua casa, e veja os objetos que estão por aí. O que foi criado ou chegou até você porque o governo quis assim?

Para complementar, sempre que você se perguntar sobre algum tema se ele deveria ser administrado, controlado ou fornecido pelo governo, eu tenho uma sugestão. Compare o assunto em questão com ALIMENTAÇÃO ou com VESTIMENTA. Esses dois itens são vitais para a sobrevivência de qualquer ser humano por toda sua vida, desde o nascimento até a morte. Nenhum deles é administrado, controlado (ao menos não completamente) ou fornecido pelo governo e chegam, de uma forma ou outra, a 100% da população. Se você entender os mecanismos que fazem com que isso aconteça, você já está 10 passos à frente de 90% da população brasileira.


Outra pergunta é: mas há políticos que pensem assim? Ou melhor, há quem acredite nisso?

A resposta da segunda pergunta é simples: UMA PORRADA DE GENTE! A Internet e as redes sociais vieram para nos possibilitar ter contato com todo e qualquer tipo de pensamento diferente, com pessoas diferentes.

A resposta da primeira é um pouco mais complexa. Nesse caso, é necessário separar um político de carreira, profissional, como a maioria esmagadora dos que temos hoje por aí, de um indivíduo interessado em promover mudanças e que resolveu entrar para a política com esse objetivo.

Os primeiros são os Barbalhos, os Magalhães, os Sarneys, os Mellos, os Neves e toda a sorte dessa corja política que temos há tanto tempo no poder. É fácil identificá-los. São todos farinha do mesmo saco, todos requerendo cada vez mais poder, todos trocando favores, pensando em como angariar mais dinheiro para a próxima campanha ou como ganhar mais dinheiro com a próxima obra.

Os segundos ainda são poucos, mas já temos um grande exemplo recente no Brasil: João Dória Jr. Você pode não gostar dele, ter um pé atrás com as decisões que ele toma (como é o meu caso!), apontar uma série de defeitos nele, mas há uma coisa inegável: ele tem quebrado o paradigma da política no Brasil. Um prefeito que ousou dar respostas diretas, sem rodeios, nos debates durante as eleições; o único político eleito a confrontar Lula dizendo que iria levar cigarro para ele na cela em Curitiba; um prefeito que abriu mão do seu salário para doá-lo a instituições de caridade; um político que está fazendo a iniciativa privada trabalhar para a população, através de parcerias para execução de serviços. Se você me apontar outro que tenha feito tudo isso antes, pode votar nele.


Mas então por que as pessoas continuam preferindo os primeiros do que os segundos?

O principal fator é DINHEIRO! O dinheiro faz com que qualquer ideia seja disseminada com maior facilidade. E a propaganda ideológica esquerdista possui os maiores financiadores do país, entre eles a Rede Globo e o banco Itaú (basta ver a programação do Itaú Cultural, por exemplo).

Não obstante a total ausência de assuntos da direita na grande mídia, os grandes partidos políticos do país são todos de esquerda e compartilham grande parte da mesma agenda ideológica. Desta forma, a maior parte do fundo partidário (que nada mais é do que o dinheiro tomado de nós pelo governo sendo repartido e utilizado pelos políticos, os mesmos safados com quem não nos identificamos) é destinada justamente à disseminação dessas ideias: basicamente, de que os políticos são nossa grande esperança de salvação!


Notinha especial e camarada do Zuza: se você acha que a Globo e o PSDB são de ‘direita’, deixe seu comentário aqui no blog ou na página do Facebook, e eu farei um post bem legalzinho sobre isso.


Oras, mas se então o país todo parece estar jogando contra, o que podemos fazer?

Bem, vou contar algo aqui que pode te fazer me enxergar como um idiota (digo isso porque muita gente já me disse isso). Mas enfim, mais ou menos um ano atrás resolvi contribuir mensalmente com a página desse cara aqui ó: Alexandre Borges. Uma contribuição voluntária em prol de uma causa política que eu acredito. Essa semana tivemos, eu e os outros patrões (como são chamados os que contribuem com ele através do site Patreon), um encontro com ele aqui em São Paulo, para conversarmos sobre política, sobre os rumos que o país está levando, etc.

Por que eu acho isso importante?

Ao contrário desse blogzinho chinfrim aqui, o Alexandre Borges é um formador de opinião. É um publicitário influente que conhece uma paulada de gente tão ou mais inteligente que ele. A página dele hoje tem mais de 100 mil seguidores. Ele fala com propriedade, tem um conhecimento vasto em política e bastante consistente em economia e, o principal, fala e escreve em uma linguagem simples, objetiva e fácil de entender.

Pensei: quero ajudar a fazer com que a mensagem desse cara chegue a maior quantidade de pessoas possível. Então vou contribuir com o trabalho dele. Essa contribuição é utilizada para pagar por conteúdos que não são gratuitos, pagar pesquisas, entre outros. Ou seja, é utilizado para aumentar o conhecimento que é disseminado.

E o que isso pode servir para você?

Eu particularmente acredito que a sociedade civil organizada tem muito mais poder de mudar o país do que essa corja de políticos que estão hoje no poder (se você achar que não, aprecio deixar nos comentários aqui sua opinião). Acreditar que apenas enviar e-mails, postar textões no Facebook (ou em blogs chinfrins), telefonar ou ir às ruas em massa fará com que os bandidos de Brasília trabalhem ao seu favor é bastante utópico, ao meu ver. Se não for para meter uma arma na cabeça de cada um deles ou ameaçar suas famílias de morte, esse tipo de pressão boba não vai funcionar.

Portanto, é hora de nós como cidadãos nos organizarmos. Apoie, principalmente com dinheiro, senão com trabalho voluntário, as causas nas quais você acredita, mas não apoie políticos profissionais nem partidos políticos que querem apenas mais poder para continuar fodendo a sua vida.


Discuta suas ideias. Dissemine suas ideias. Faça política. Discuta política, e não partidos políticos, e nem políticos.


E por fim, chegou a hora de parar de demandar decisões sobre os assuntos mais importantes da nossa nação para o governo (vide o que está acontecendo agora, com a Previdência Social, onde a maioria dos que estão lá está apenas defendendo os próprios interesses e os interesses da classe mais abastada do país). Procure candidatos nas próximas eleições que estejam comprometidos a tirar o máximo de responsabilidade das mãos dos políticos, porque no final das contas, você sabe quem serão os únicos prejudicados.

Veja um videozinho que fiz como teste um tempo atrás só para tentar explicar um pouco o quanto essa crença é bizarra. E fiquem com Deus.

vitoria

Essas últimas semanas têm sido de grandes vitórias para a turma da direita! Conservadores, liberais e até mesmo ancaps têm muito o que comemorar.

Eu costumo sempre não classificar o posicionamento das pessoas em direita e esquerda. Eu prefiro classificá-las em racionais e sentimentais. Explico melhor. Com exceção a psicopatas e outros portadores de distúrbios mentais, todo ser humano possui os dois hemisférios cerebrais trabalhando de forma igual e simultânea: o direito responsável pelo raciocínio lógico, e o esquerdo responsável pelas emoções, imaginação e criatividade. Cada indivíduo desenvolve maiores habilidades em um dos lados do cérebro, sendo que alguns se tornam mais racionais, e outros mais emotivos.

Portanto, nada melhor do que um choque de realidade para fazer acordar quem sonha demais e que vive em um mundo de utopias, a procura do unicórnio sagrado que irá salvar o mundo.

A indicação do ministro Moreira Franco pelo presidente Michel Temer que, ao que tudo indica, foi feita com o intuito de conceder foro privilegiado ao homem investigado pela Lava-Jato fez muita gente acordar. A esquerda, que defendeu Dilma ao nomear Lula ministro da Casa Civil enquanto investigado pela mesma operação, agora se deu conta do absurdo que haviam cometido.

A foto de Leandro Karnal em um jantar com o juiz Sérgio Moro tornou-se polêmica, ao menos para a esquerda. A direita já havia cantado a bola do quanto Karnal não era nenhum gênio ou intelectual como todos pensavam, mas a esquerda sempre o colocou em um patamar alto. Agora, todos atacam Karnal.

A tal lista do procurador-geral da República Rodrigo Janot, contendo os nomes dos políticos que deverão ter inquérito aberto pelo STF, também fez muita gente da esquerda arrancar os cabelos. Isso porque a lista contém tanto o alto escalão do PSDB e do PMDB, inimigos mortais do PT (os primeiros, desde sempre, os segundos, somente após o impeachment), quanto do próprio PT e partidos aliados. Não dá agora para criticar a Lava-Jato como um todo, e criticá-la apenas parcialmente virou questão de hipocrisia declarada.

A reforma da previdência proposta pelo atual governo é outro fator que aproximou os dois lados. Está todo mundo de cabelo em pé, revoltado com a reforma que irá apenas prejudicar os mais pobres e necessitados. Militares, funcionários públicos e políticos não terão, em praticamente nada, suas gordas aposentadorias afetadas com a reforma. Agora, a própria esquerda está enxergando que deixar assuntos tão importantes na mão de políticos que trabalham apenas em interesse próprio é um suicídio declarado.

Enfim, mais uma vez, a realidade supera sempre qualquer ideologia. Experiências reais demonstram o quanto aquilo que acreditamos sem provas não faz sentido algum, por mais que você negue. E quando a realidade vem à tona, utópicos de plantão acordam de seus sonhos mais delirantes e se perguntam: por quê? Qual será o motivo da ascensão da direita?

Deu para entender agora?

O Carnaval, a família e os amigos

Publicado: 1 de março de 2017 por Kzuza em Geral
Tags:,

dsc_2147-2_32333072454_o.jpg

Todo ano a história se repete. Entre a quarta-feira de cinzas de um ano e a sexta-feira que antecede o Carnaval do ano seguinte, a ansiedade toma conta dessa turma. Durante esse tempo, em todas as vezes que nos encontramos, é inevitável que não surja o assunto carnaval. Seja relembrando alguma história marcante de um sítio passado, seja planejando o que será feito no próximo sítio, sempre alguém comenta.

E quando chega a sexta-feira, a ansiedade se transforma em empolgação. É essa empolgação que dá força aos que, mesmo trabalhando durante a semana toda, ainda conseguem beber e comer em doses paquidérmicas até a madrugada. Que apesar da distância (e que digam os primos de Niterói) e do cansaço, não conseguem deixar para depois esse momento.

São 3 dias repletos de festa, alegria, amor e muita, muita comida e bebida. E depois ainda tem a terça-feira, conhecida por alguns como a “terça gorda”, o que reflete bem o nosso estado físico e de espírito. É a terça da ressaca, das risadas, de comer o que sobrou, de cozinhar um macarrão, de arrumar as coisas, de ver como os carros voltam vazios depois que toda a comida e bebida que levamos já foram consumidas, de nos despedirmos e de começarmos a nos planejar para o próximo ano.


Como quem manda nessa porra aqui sou eu, preciso agradecer pessoalmente a cada um dos presentes, que de forma individual deram sua contribuição esse ano para que esse fosse, como sempre, o melhor carnaval de todos os anos (até que chegue o do ano que vem).

Ao Alberto, pelas fotos, pelos rituais metodológicos preparatórios para qualquer atividade, e pelo bolinho de bacalhau fantástico. À Alessandra, pelas conversas, pelas dicas e pela paciência. Ao Tales, pelas conversas engraçadas, pelas milhares de cervejas compartilhadas e pelos belos levantamentos nas partidas de vôlei. À Érica, simplesmente pelo fato dela ser a Érica (a mais linda, a mais engraçada, a mais atormentada, a mais tudo). E ao Matheus, grata surpresa, pelo primeiro ano junto conosco, pelo bom humor e pela presença.

Ao meu compadre Carlos, pelas risadas, mas principalmente pelo churrasco. À minha comadre Ema, por ter levado as sobrinhas esse ano. E às crianças Carol (que nem é mais criança assim), Isabella, Davi e Gustavo (cujo galo na cabeça não o vai deixar esquecer do carnaval esse ano tão cedo).

Aos meus pais, os mais lindos e fofinhos desse mundo, por terem me feito nascer nessa família tão fantástica. À minha irmã gordinha e ao Tico, meu grande amigo, pelas caipirinhas (e aqui eu teria que ficar agradecendo mil vezes).

Às tias mais legais desse mundo que formam o trio da organização operacional do evento, Lourdes, Angela e Mariana. E também às tias Carmo e Maria do Rosário, que mesmo com uma participação especial no evento em um dia só, trouxeram tudo o que de melhor podiam. Que Deus dê vida longa a todas!

À Ana Maria e ao Edimilson, meus grandes amigos, por todo o papo e pela farra. Ao Pedro, meu ídolo declarado, por ter me feito fazer mais exercício físico nesses 3 dias do que no último ano inteiro, e à Nicolle pela simpatia e pelas fotos que estão me fazendo ganhar milhares de seguidores na internet (brincadeira!…rs). Ao Matheus e à Mirella, pela participação especial no baile de máscaras no domingo.

Ao Luis Carlos, por todas as batidas, caipirinhas, mojitos, gasolinas e desinfetantes compartilhados. E a todas as suas meninas, Karina, Paty, Maria Clara e Vitória, pelo carinho e educação de sempre. E ao Matheus também, pelas fotos aéreas que ficaram show de bola! (Nota de tristeza aqui pela ausência da Priscila, mas ano que vem se Deus quiser ela estará lá).

À Márcia pelo carinho de sempre comigo. Ao Sadao pela espontaneidade e pelo bom humor impressionante. E à Marta, claro, pela toalha que me salvou da hipotermia no sábado, que ajudou a curar a ressaca.

Ao Porcodinho e à Tita por serem tão engraçados, mas principalmente por nos darem a Aninha como companheira. Que menina fantástica!

À Paulinha, por ser essa minha baita amigona de sempre. Ao Sandrão, por ser o grande churrasqueiro que é (ou finge ser…rs). Ao Dudu, por ser esse moleque cada dia mais divertido.

À Carla e ao Milton por terem me emprestado o Augusto na sexta-feira e por terem feito parte da festa na segunda. Ao tio Carlão por… ah, por ser o tio Carlão, né? Não precisa dizer mais nada. E à minha madrinha-adotiva Maria de Jesus, pelo sorriso mais bonito que existe.

À Fran, ao Marcio e à Lorena, por terem aceitado o convite e por terem tratado tão bem todos da minha família. Vocês são amigos mais que especiais e são sempre muito bem vindos (desde que não levem embora mais ninguém além da minha mãe e da Tia Lurdão).

À Claudia pelo carinho com que me trata, mas principalmente pelas lindezas que são o Luigi, a Giovana e, é claro, minha paixão eterna, Giullia (que ficou tão pouquinho que vou ter que trazer ela para passar uns dias aqui em casa…rs).

E por último, não menos importante, mas o meu eterno agradecimento ao cara que é responsável por tornar tudo isso possível. Sem você, Luis Antonio, acho que cada um de nós seria um pouco menos do que somos individualmente. Mais que agradecer pelo carnaval, agradeço por ajudar a manter essa família assim, juntinha.

A saga da Banda Sinfônica de SP

Publicado: 16 de fevereiro de 2017 por Kzuza em cultura, liberalismo
Tags:

AVISO INICIAL IMPORTANTÍSSIMO AOS LEITORES MAIS SENSÍVEIS: Esse post não é sobre cultura. Esse post não é sobre música. O autor não é contra a Banda Sinfônica de SP. Esse post é sobre liberalismo!


Você conhece o Cirque du Soleil? Provavelmente já ouviu falar. É uma companhia circense canadense, que viaja o mundo afora com seus espetáculos, que envolvem atos de dança, malabarismo, música, entre outros.

Eu nunca fui a um espetáculo deles. Talvez você também nunca tenha ido. Mesmo assim, a companhia existe há mais de 30 anos (foi fundada em 1984) e é a maior do mundo em seu ramo, tendo hoje mais de 3500 funcionários em mais de 40 países.


Você conhece o filme Avatar? Se nunca assistiu, provavelmente já tenha ouvido falar. É a maior bilheteria da história do cinema mundial.

Eu não assisti no cinema, só em casa, em um blu-ray que meu pai comprou.


Você conhece Andrea Bocelli? Com certeza já deve ter ouvido falar. É considerado por muitos o maior tenor ainda vivo. Roda o mundo com shows (ano passado inclusive esteve aqui por terras tupiniquins) e já vendeu mais de 70 milhões de discos pelo mundo todo.


Sabe qual a semelhança dos 3 casos apresentados acima?

Todos eles são representantes de produções culturais de excelente qualidade. O Cirque du Soleil, de um grupo de artistas. Avatar, uma produção que contou com uma porção de gente talentosa para chegar ao seu resultado, incluindo atores, diretores, artistas visuais, entre inúmeros outros. Andrea Bocelli, o expoente de um talento ímpar na música.

Mas há algo ainda mais intrigante nos 3 casos citados: nunca, em nenhum lugar do mundo, ninguém foi obrigado a assistir a um espetáculo do grupo circense, nem a comprar um CD ou a assistir a um show do tenor italiano, nem a ir ao cinema ou comprar o blu-ray do filme para que eles se tornassem fenômenos culturais modernos. E eles continuam fazendo um sucesso tremendo! (Guarde isso com você que logo chegaremos lá!)


Então o que faz desses artistas e suas produções serem tão reconhecidos, aclamados e símbolos de sucesso? Bem, isso daria uma lista enorme, eu acredito, mas o ingrediente fundamental tem um nome: TALENTO!

O talento dos artistas que produzem os resultados mencionados é de um tamanho e de uma singularidade que obviamente se traduzem em obras de extrema qualidade em seus ramos artísticos.

E é claro que as pessoas comuns, independentemente do seu grau de instrução e classe social, conseguem reconhecer a excelência do resultado desses trabalhos geniais, que envolvem criação, inspiração e dedicação extremas. O trabalho do artista é árduo. O resultado disso é que praticamente não há quem não consiga reconhecer a qualidade do que foi produzido.

Coloque, por exemplo, uma pressoa em frente à Pietá de Michelangelo, ou para ouvir uma sinfonia de Beethoven, ou para assistir a um espetáculo do Cirque du Soleil, e verá as emoções que são despertadas por essas obras. Mesmo que essas pessoas nunca tenham tido contato com arte, mesmo que nunca tenham tido acesso à alta cultura. O poder que essas obras têm de despertar bons sentimentos nas pessoas é algo único.


Vou lembrar aqui de uma experiência pessoal minha. Nunca estudei arte. Nunca fui nenhum entusiasta de arte. Mas quando fui ao Museu do Louvre em Paris e me vi frente à frente com Psiquê e Eros, de Antonio Canova, eu senti um negócio que poucas vezes na minha vida eu senti. Foi uma emoção boba, ingênua, mas forte. Algo tipo quando entrei na Catedral de São Pedro no Vaticano pela primeira vez. Não dá para se sentir indiferente frente ao belo, ao Sagrado.

psique

Psyche revived by cupid kiss, de Antonio Canova

Roger Scruton revela, em um documentário excelente produzido pela BBC, a importância da beleza para a existência humana. O vídeo tem quase 1 hora, então recomendo assisti-lo após a leitura desse artigo:


Agora, esse ano, o Governo do Estado de São Paulo resolveu demitir os músicos da Banda Sinfônica de São Paulo. Essa notícia foi divulgada amplamente por aí. Os músicos, do dia para a noite, viram-se desempregados (o que infelizmente se tornou uma realidade para muitas pessoas no país nos últimos 2 anos).

Não há como não se sensibilizar com isso. Ponto final.


A despeito do que eu sinto pelos músicos, vamos ao ponto da polêmica aqui. Vocês já podem começar a pegar as pedras para atirar em minha direção.

Alguém sabe me dizer por que o Estado tinha uma banda sinfônica, paga com o dinheiro de toda a população?

Afe!!!! Kzuza fascista! Insensível! Não sabe valorizar a cultura! Não sabe que a cultura é importante para o país todo, para todas as pessoas! Um povo sem cultura não é nada. Você mesmo disse ali em cima que é importantíssimo para as pessoas terem contato com esse tipo de expressão artística! Isso é um patrimônio do nosso estado, um orgulho da população! Você também não pensa nos músicos, nem nos futuros músicos, que precisam da existência da instituição para poderem exercer seus ofícios!

Bem, se você leu esse parágrafo em azul e se identificou com ele, é justamente para você que eu estou escrevendo. Aqueles que já entenderam onde eu quero chegar apenas deram risada quando leram a minha ironia.


Ponto 1: eu não sou a favor da extinção da Banda Sinfônica de São Paulo, muitíssimo pelo contrário. Desejo que eles continuem com o trabalho e tenham muito sucesso por mais várias gerações.

Ponto 2: se você nunca foi a uma apresentação da Banda Sinfônica de SP, se você não conhece o trabalho deles, se você não admira o tipo de música que eles produzem, mas mesmo assim é contra o governo acabar com o vínculo com a banda, você pode se enquadrar em dois tipos de pessoas: aquelas que nunca pararam para refletir o quanto de imoralidade há nesse cenário; ou aquelas que são canalhas por natureza mesmo.

Não acredito ter leitores canalhas, então vou descartar esse grupo aqui.

Vou tratar apenas da questão da imoralidade. Veja bem: você defende que alguém (nesse caso, o Estado) tome à força o dinheiro de toda a população para bancar um trabalho do qual apenas alguns irão se beneficiar. Sim, à força, através de impostos, porque se você não pagar, o Estado vai atrás de você.

Em uma analogia simples, é algo como se você apoiasse o governo canadense a obrigar os cidadãos canadenses a pagarem impostos de forma a bancar o Cirque du Soleil. Ou como se o governo italiano cobrasse impostos para bancar o Andrea Bocelli e seus músicos.

Se você está nesse grupo dos que não entenderam ainda essa questão de imoralidade, é quase certo que você irá se valer de um dos argumentos abaixo:

  1. Mas é cultura! Música é cultura! O Estado deve promover a cultura!
  2. Nosso país não valoriza a cultura! Então o Estado tem o papel de ajudar!
  3. Não é sobre dinheiro que estamos falando! Estamos falando em valorizar um patrimônio cultural!

Bem, em primeiro lugar, ser músico é uma profissão. Pergunte a qualquer músico. É óbvio que eles têm um dom especial, amam o que fazem, amam a arte. Mas eles também precisam receber por isso, e não estou falando somente em reconhecimento. Um músico estuda demais, e também trabalha demais. A criação exige tempo, esforço e dedicação. E sem dúvida alguma, trata-se de um trabalho de extrema importância. Ponto final.

Mas seguindo a mesma lógica, há inúmeros outros trabalhos fundamentais para a existência da humanidade e que nem por isso precisamos do Estado para que eles sejam executados. Pense nos trabalhadores que plantam e colhem a comida que chega à sua mesa para que você se alimente. Pense nos caminhoneiros que transportam esses alimentos até os mercados onde você os adquire. Pense nas costureiras que confeccionam os agasalhos que lhe mantém quentinho durante o inverno. Esses trabalhos também exigem esforço e dedicação, mas nós não achamos nem um pouco razoável que o governo recolha impostos de nós para bancar esse trabalho e fazer com o que o produto final chegue até nós. O produto simplesmente chega até nós através de uma cadeia que vai muito além da nossa compreensão e que nem vale à pena me alongar aqui.

Não consigo entender quem acredita que a cultura não será produzida sem a ajuda do Estado. É como pensar que Michelangelo, Beethoven, Shakespeare, Van Gogh jamais teriam produzido suas obras sem que houvesse uma entidade que tomasse dinheiro à força das demais pessoas para pagá-los pelos seus trabalhos.

Quanto ao desinteresse da população pela arte e pela cultura, também me parece bastante incoerente acreditar que tomar dinheiro à força dessa mesma população para bancar as produções artísticas seja sequer parte da solução do problema. Lembrando que nosso governo é extremamente hábil em fazer esse tipo de coisa, vide Lei Rouanet. A solução para esse problema de desinteresse passa, no meu entendimento, primeiramente por garantir que a população por completo tenha acesso às condições mínimas para a existência humana: água, alimentação e saneamento básico. Depois disso, tudo passa a ser uma questão de educação. O resultado final desejado, o real interesse pelas artes (principalmente pela alta cultura, como é o caso da Banda Sinfônica de São Paulo) é apenas uma consequência.

Outro ponto bastante interessante nessas pessoas que ainda não pensaram a fundo sobre a imoralidade que é tomar dinheiro à força de alguém para bancar algo que é considerado vital ou importante para todos, mesmo que não seja desfrutado por todos, é pensar que esses artistas não conseguiriam nenhuma outra forma de conseguir dinheiro para pagar os seus trabalhos. De duas, uma: ou acreditamos que a qualidade do trabalho executado por eles não é boa o suficiente para atrair investimentos, ou não reconhecemos que isso é não só possível como um fato. Basta citar que, por exemplo, a própria Banda Sinfônica de São Paulo já conseguiu patrocínios para continuar os seus trabalhos.


Conclusão: Não vejo absolutamente nenhum motivo para que qualquer causa ou trabalho artístico seja bancado pelo Estado. Isso porque isto significa que o Estado deverá tomar dinheiro à força de toda a população para pagar por algo que não será desfrutado por todos. Não se trata, no entanto, de não reconhecer o valor da cultura. Trata-se apenas de reconhecer as limitações que devem ser impostas ao Estado, que deveria se preocupar apenas em garantir que a população toda tenha direito à vida, à liberdade e à propriedade privada.

Tenho a mais absoluta convicção que artistas de talento conseguem se manter com a qualidade das obras que eles produzem, como exemplifiquei no início desse texto e concluí com o próprio patrocínio privado já conseguido pela Banda Sinfônica de São Paulo. O trabalho desses sempre será reconhecido e não tenho dúvidas de que há muita gente interessada nisso (myself included).

Para quem se interessar, você mesmo pode ajudar a Banda através de doações. O link é esse aqui.


Notinha final do Zuza: Nós, a sociedade civil, somos plenamente capazes de mudar o país quando nos organizamos e nos dedicamos. Apoie as causas nas quais você acredita. Convença seus amigos a também apoia-las. Dedique-se, faça trabalhos voluntários, busque doações voluntárias e pare, simplesmente pare, de exigir que o governo faça isso por você simplesmente pelo fato de que você paga impostos. Quanto maior o caminho que esse dinheiro passa entre o seu bolso e a causa à qual ele teoricamente deveria ser destinado, maior a probabilidade dele ser desperdiçado ou desviado. Isso não deveria ser novidade para você que vive no Brasil, mas mesmo assim fica esse toque. Quer realmente contribuir com algo que acha importante? Dê o seu dinheiro diretamente a quem faz o trabalho acontecer, e não para alguém que vai repassar para outro alguém, e para outro, e para outro, até chegar onde você gostaria que chegasse.

Deixar esses assuntos tão importantes na mão de pessoas que são eleitas de 4 em 4 anos, e cujas vontades você quase sempre desconhece, parece-me completamente insano (principalmente pelo fato de que essa pessoa eleita pode não ter sido a escolhida por você).

Também não exija que todos tenham as mesmas prioridades que você. Converse, convença-as, mas não coloque uma arma apontada na cabeça de ninguém obrigando que ela te apoie apenas porque a sua causa é válida, importante e altruísta. As pessoas são diferentes, têm prioridades diferentes, apenas respeite isso e não interfira na liberdade que elas têm de serem diferentes.

E o principal: acredite, tem jeito. A mudança começa a partir de nós.


Ps: Leia esse textinho aqui que o tio Zuza escreveu há 2 anos sobre basicamente a mesma coisa.

Quando a exceção vira regra

Publicado: 30 de janeiro de 2017 por Kzuza em Comportamento
Tags:,

Andei reparando em uma coisa ultimamente: quase todo mundo está se utilizando de casos excepcionais para (tentar) confirmar as suas convicções ideias. E isso em todos os aspectos da vida.

Já disse aqui anteriormente que as pessoas utilizam-se de vários subterfúgios para confirmar suas ideologias. Procuram encaixar os fatos, nem que seja manipulando-os, em sua forma de pensar. Mas nada para mim é tão gritante quando tentar se utilizar de casos isolados para confirmar determinado pensamento. Exemplos para isso não faltam.

O cara pega o exemplo do filho da faxineira, cujo pai alcoólatra fugiu de casa quando ele ainda era um bebê, e que passou em primeiro lugar em Oxford após ter estudado apenas com livros encontrados no lixão de Carapicuíba para dizer: está vendo só? Basta ter vontade e se esforçar! A meritocracia funciona! Vagabundo tem mais é que se foder mesmo!

O outro pega um caso de massacre dentro de uma escola americana, onde um estudante armado de uma submetralhadora matou 10 coleguinhas e depois se suicidou, e sai bradando por aí: a solução é proibir a venda de armas de fogo! Veja que absurdo! Se o garoto não tivesse uma arma, nada disso teria acontecido! Vidas precisam ser poupadas!

O terceiro pega o caso do avião da Airfrance que caiu no meio do oceano em 2009 por uma falha mecânica e diz: É por isso que eu não vôo! Voar é muito perigoso!

O quarto pega um dos muitos casos de estupro registrados no Brasil e brada: Vivemos uma cultura do estupro!

O quinto pega um caso onde um preto foi discriminado por conta da cor da sua pele e logo se prontifica: vivemos em uma sociedade racista!

Enfim, poderia ficar citando inúmeros exemplos aqui. E o que eu quero dizer com isso?

Nos 5 casos acima, independentemente do acontecimento ocorrer em proporções maiores ou menores dentro do todo, o conjunto desses acontecimentos nunca é maioria. Há muitos poucos casos de filhos de faxineira sendo aprovados em Oxford. O número de mortos em massacres em escolas americanas é muito baixo (para se ter uma ideia, mais pessoas morrem atingidas por raio nos EUA do que nesses massacres). O número de aviões que decolam e pousam em seus destinos normalmente é infinitamente maior do que aqueles que sofrem acidentes. A maioria esmagadora da população brasileira abomina ferozmente o estupro, inclusive os presidiários. E eu duvido que você me comprove que a maioria das pessoas que você conhece são racistas.

Por outro lado, veja só, esses casos isolados servem para nos mostrar uma coisa extremamente importante: tais eventos são perfeitamente possíveis, tanto é que ocorrem muitas vezes. Isso não quer dizer que esse seja um comportamento padrão, mas sim nos deixam em alerta para a possibilidade de ocorrência desse evento. Além disso, são eles que nos fazem evoluir como sociedade: eles nos ensinam como prevê-los, como combatê-los e, principalmente, o que fazer quando eles ocorrem.

O problema que eu vejo quando se toma a exceção como regra para um certo tipo de comportamento é que as pessoas então perdem o foco. Ao invés de atacarem a causa-raiz do problema, passam a eleger entes abstratos a serem combatidos e, dessa forma, não chegam a conclusão nenhuma. Quando o inimigo é invisível, quando ele não tem nome e nem forma, nossa evolução enquanto civilização é freada. Porém, mesmo quando a causa-raiz não possui uma identidade concreta, esses casos de generalização a partir da exceção fatalmente incorrem em mirar nos alvos errados.

Quando um garoto pobre não consegue frequentar uma faculdade de primeira linha, aqueles que defendiam o primeiro caso como regra, não como exceção, irão culpar a falta de disciplina, de esforço, de dedicação. Deixam, portanto, de avaliar outros fatores que contribuem para isso, como principalmente a diferença de oportunidades e condições de vida.

Quando um massacre ocorre em uma escola, poucos irão se ater ao fato de que escolas e igrejas são as tais gun free zones (zonas livres de armas) nos EUA e, fatalmente, os locais das maiores tragédias. Ninguém irá se atentar, até porque não existe nenhuma ONG e nenhuma rede de televisão interessada nisso, à quantidade de vidas salvas diariamente pelo fato das pessoas possuírem armas para se defender de bandidos nos EUA. Não se olha a quantidade de atentados evitados apenas porque um ser humano de boa índole estava armado quando um bandido apareceu. Exemplos para isso não faltam, é só pesquisar.

O caso da queda de avião demonstra bem um caso de sucesso, porque quando um avião cai, investigadores e especialistas se reúnem para analisar a causa raiz e determinar ações para que o problema não volte a acontecer em outras situações. Em um paralelo com o que acontece nas esferas sociais e políticas de nosso país, se acidentes aéreos fossem tratados como os demais casos que acontecem por aqui, teríamos imediatamente o governo agindo para reduzir drasticamente o número de vôos.

Quando um estupro acontece, e isso tem acontecido com uma frequência assustadora no Brasil, há um barulho enorme causado por pessoas que culpam a sociedade, a cultura do estupro, o machismo, o Schwarzenegger, o Rambo e até o Van Damme pelo ocorrido. Bullshit. São raras as mentes pensantes que identificam os únicos culpados pelos casos de estupro: os estupradores. Pasmem, isso é verdade! Identifiquem, divulguem, prendam e punam exemplarmente os estupradores, e a incidência desse crime diminuirá. Tolerância zero com eles!

A mesma observação segue para os casos de racismo. E olha que estou falando de racismo mesmo, discriminação pura e simples, como privar uma pessoa de seus direitos somente por conta da cor da sua pele. Esses casos existem no Brasil, não há dúvidas, mas eu duvido que sejam compartilhados pela maioria da população (até porque nossa maioria é preta). Normalmente quem brada contra uma “sociedade racista” o faz do alto do conforto do seu lar, em bairros nobres de cidades grandes. O que pouca gente quer enxergar é que os casos de pretos sendo assassinados apenas pelo fato de serem pretos são minoria. Pretos normalmente são assassinados por outros pretos, e isso denuncia a real causa do problema no Brasil: nossa segregação aqui não é racial, é social. A discriminação que ocorre aqui é social, não pela cor da pele. Pretos, em sua maioria, vivem à margem da sociedade, e esse é o problema. (Aliás, vi um vídeo muito interessante sobre isso!)

Assim, eu vejo que essa dificuldade em pensar, em analisar e em identificar corretamente as causas dos problemas a fim de combatê-los é um grande obstáculo para nossa sociedade. As pessoas estão mais preocupadas em defender suas bandeiras ideológicas, através de nomes bonitinhos e causas que são facilmente aceitas pela maioria das pessoas, e tornam-se demagogas demais. Os problemas continuam acontecendo e ninguém faz nada contra isso.


Ps1: achei o texto raso demais, mas foi o que eu consegui produzir. Logo devo complementá-lo.

Ps2: sim, não gosto do termo “negro”, por isso chamo de “preto” mesmo. Esse cara aqui me ajudou com isso:

Partilho da mesma opinião do Zuza no texto anterior, que foi mais focado em comentar sobre, 1) a comparação grafite x pichação, 2) o ato ser ou não artístico e 3) a legitimação do ato.

Mas meu objetivo é apenas alimentar a treta sobre outro aspecto:

Toda essa pseudo-polêmica atual é puramente política ideológica!

 E respondendo ao título:

Porque falamos de pichação agora, e desde quando isso se tornou relevante?

Porque quem controla os meios de comunicação quer. Porque redações de jornais agem em conluio aos movimentos progressistas, pautando o que deve ser discutido na maior cidade do Brasil apenas porque precisam fazer oposição política ao prefeito que nem fechou um mês de mandato.

É fato, a mídia cria a notícia e define a opinião em nome de todos nós.

E vale lembrar que João Dória foi eleito de forma democrática, pela maioria esmagadora da população, mas os derrotados não aceitam o resultado das urnas! (Hahahahaha, adorei usar esse argumento!!!)

Por trás disso tudo existe uma militância que usa os pichadores como massa de manobra para fazer oposição politica ao atual prefeito de SP, o inimigo número 1 da extrema esquerda progressista brasileira.

Por que penso assim?

Em 2016 a prefeitura de SP sob o comando do petista Fernando Haddad, mesmo tentando agradar todos os movimento da sua agenda de extrema-esquerda, cobriu diversos espaços grafitados no Minhocão. Ele alegou que não estava “autorizado” e que não era um espaço apropriado… Não houve um pio!

Antes disso o ex-prefeito Gilberto Kassab, com a lei cidade limpa, apagou diversos grafites, do tipo cartão postal, no centro da cidade, inclusive algumas dos famosos artistas “os gêmeos”… nenhum pio!

Agora intelectuais, urbanistas da USP, fefeleches e opinadores de programas matinais, enxergam nas ações do programa “cidade linda” a oportunidade de se apropriarem dos pichadores, criaram um novo factóide e ganharam os holofotes na imprensa, que por sua vez é conivente, sem nunca tocar numa lata de spray, roubando assim o protagonismo de quem picha.

Desde então o que se lê e vê nos noticiários diários gira em torno da suposta “importância do picho para a cidade”.

No mundo mágico da UOL/FalhadeSP, GoebbelsNews e demais portais, Sampa se tornou uma cidade maravilhosa sem problemas sérios, cujo interesse da população é reconhecer os pichadores como cidadãos exemplares, merecedores de medalhas e aplausos. 

Querem tornar o picho uma manifestação social de “expressão dos excluídos”, através de uma narrativa de que este ato precisa ser entendido, compreendido, e qualquer política de combate é uma ação preconceituosa, repressora, excludente, que marginaliza o grupo, e os pichadores representam grande parte da sociedade.

Desde quando o pichador está afim de protestar? Desde quando pichador quer algum tipo de reconhecimento social?

Pura besteira, nada muda o fato de que pichação é degradação e feio!

A pichação é transgressora desde suas origens no movimento punk, é contracultura, e ser contra o sistema de estado faz parte do ato.

Transgredir é o objetivo da pichação e a transgressão é, por si, desrespeitar as normas, ultrapassar os limites, violação da lei!

Na boa, vocês acham que pichador quer, por exemplo, que um PM ou um cidadão o ajude a subir um muro, invadir um prédio e aplaudir seu ato de pichar?

Acha que pichador quer receber medalha em assembléias legislativas ou que o ato de pichar seja considerado algo correto, belo e moral?

Acha que pichador quer incentivo estatal, ou que tenham suas latas de spray subsidiadas? (É, esse eu acho que sim, :/)

É isso que estão querendo? 

Duvido, isso é coisa de carola, coxinha, coisa de crianças querendo atenção.

Não vejo pichadores assim, mas vejo esse desejo nos intelectuais burgueses que buscam o protagonismo desse grupo sem nunca sujar o dedo numa lata de spray, nem tiveram a cara pintada ao ser pego por um PM, nem sentiram a adrenalina em escalar prédios de fazer inveja a qualquer praticante de parkour.

Que nada… essa trupe se contenta em analisar sociologicamente o picho das suas sacadas gourmet revestida com uma textura cinza pastel, ou então tomando uma cerveja artesanal em um bar na Vila Madalena, cujo parede está coberta por adereços que embelezam o lugar é o torna aconchegante do inverno e descolado no verão.

Olha que bonito o filhinho playboy do embaixador transgredindo!

Pichador quer reconhecimento entre pichadores, querem desafiar as autoridades do estado, quer incomodar, querem adrenalina, quer ser xingado por aquele tiozinho que pinta a fachada da casa recém pichada, quer transgredir!

Criar uma suposta divisão social é o objetivo político da extrema esquerda progressista, mesmo que a unanimidade trata a pichação como um ato criminoso em SP e em qualquer outro estado brasileiro ou em qualquer outra cidade do mundo, um dano ao patrimônio público, um ato de vandalismo, que degrada a paisagem e gera prejuízo a terceiros. “Curtir” pichação nunca foi um sentimento compartilhado nem por 1% das pessoas, e nem mesmo é compartilhado por pichadores!

Não caia nessa galera, não sejam manipulados! Pensem!

A patota militante usa da velha estratégia de tentar mudar o sentido das coisas apenas criando rótulos e mudando o nome do que quer subverter.

Não adianta chamar um garfo de colher para que ela se torne uma colher, continua sendo um garfo, continua péssima ferramenta para degustar uma deliciosa sopa!

Portanto camarada… Pichação é pichação! Um dano a propriedade pública ou privada.

Dizer que é “manifestação” não muda nada. Dizer que é “cultural” não muda nada. Dizer que é “uma forma de expressão” não muda nada.

Acho hilário quem tenta mudar o sentido das coisas por birra ideológica, por puro embate político…

Baloeiros, fica dica… Busquem pelos mestres das massas políticas, quem sabe a mídia e esses movimentos não consigam elege-los como os novo baluartes da aviação!!

Amigão pichador, quer pichar? Picha!

Mas aceite as consequências!

O pichador que não gosta de pichar a própria casa, Mito! https://www.youtube.com/shared?ci=e3S8RBtizPc

Fui!

Mathias.