O Golpe dos anti-golpes.

Publicado: 29 de março de 2016 por Mathias em Sem categoria

Entenda de uma vez por todas como funciona a cabeça da esquerda-lulopetista!

Afinal, é ou não é um golpe?

com-o-rosto-desfigurado-o-boxeador-russo-denis-lebedev-esq-recebe-golpe-do-panamenho-guillermo-jones-durante-disputa-do-cinturao-dos-pesos-cruzadores-1368903717131_956x500

Não é golpe!

Eles participam das manifestações pró, mas se dizem contra.

Eles justificam tudo que há de ruim no governo petista dizendo que a oposição também é ruim.

Eles desqualificam a PF e a operação lava-jato usando falácias.

Eles se dizem a favor da democracia, mas não aceitam processos democráticos.

Quem são, como vivem, o que pensam…


 

Sem título1


Vc é contra o governo, a favor da democracia e se diz contra o golpe?
… MAS não aceita o impeachment, um processo político e democrático, assegurado pela constituição, que está de acordo com todas as regras e está seguindo todos os ritos de forma legal.

Vc questiona as intenções do juiz Sérgio Moro e da operação lava-jato?
… MAS ignora o conteúdo, se esgueira sobre as dezenas de prisões, o resgate de alguns bilhões, desdenha por completo os méritos de todo o processo de investigação, ignora listas, áudios, delações. Prefere desqualificar pessoas, argumentum ad hominem primário.

Vc acusa a operação de “politizar” o judiciário?
… MAS silencia sobre advogados e acadêmicos petistas no STF e na AGU, não comenta sobre Lula cobrar gratidão pela nomeação do procurador-geral Rodrigo Janot, e ignora a nomeação de Lula como ministro, afim de obter foro privilegiado.
Ignora que o governo use como “ferramenta político” sindicatos, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora que deveria representar.

Vc acusa a operação de “fins partidários”?
… MAS esconde os partidos por trás de todos sindicatos, organizações e movimentos sociais financiados para defender um governo corrupto que os financia.

Repudia que “os fins justificam os meios”?
… MAS, cala sobre o baixo calão, o machismo, o autoritarismo, o totalitarismo e a tentativa explícita de interferência nas instâncias independentes dos três poderes por Lula e demais envolvidos, tudo provado, gravado dentro da lei, vc participa de uma manifestação para ouvir e aplaudir Lula em palanque, tudo isso pra que? Para não negar a ideologia que acredita.
Não opina, não mostra indignação, não acha estranho, não se permite nem mesmo questionar fatos concretos de ocultação de patrimônio e de tudo mais que foi revelado aos quatro cantos.

Exalta os números, a grandeza da manifestação que participou, uma manifestação partidária com discurso de ódio, enquanto acusa a todos de golpistas, fascistas e tantos outros “istas” ao seu bel prazer.

Menospreza todos que pedem impeachment, que vaiam políticos da oposição, na maior de que todas as manifestações do Brasil, uma demonstração de que não tem CORRUPTOS DE ESTIMAÇÃO. (Collor, Maluf, Renan Calheiros, Jader Barbalho e alguns condenados… ovacionados como heróis)

USA RÓTULOS!

ELITE, gente ignorante, gente alienada, o anti-povo.

Não você… Você está do lado do povo, os 6 milhões, ou 5, ou 4 milhões que saíram no dia 13 são o anti-povo.
Você sim, pensa no bem da nação, enquanto os que batem panela só querem manter o status quo, são reaças-conservadores-preconceituosos-fascistas.

Não defende o governo… mas apóia manifestação pró.
Não defende o governo… mas todos os atores que apoiam o governo participam da mesma manifestação.
Não defende o governo… apenas se manifesta “em favor da democracia”.

Acusa tudo de fascista, mas pede estado em tudo.

TODOS SÃO GOLPISTAS!

As revistas são golpistas (menos CartaCapital, Caros amigos, Brasileiros)

Os blogs são golpistas (menos DCM, brasil247, Conversa fiada, o cafezinho, viomundo, revista fórum…)

As emissoras de TV são golpistas (menos a TV Brasil)

A Globo é golpista (menos o Zé de Abreu, Jô, Paulo Betti, Cristiana Lobo, Burnier, Arthur Xexeu, Mário Sérgio Conti, Pontual, Barbara Gancia, …)

A mídia em geral é golpista (menos aqueles que defendem o governo).

Humoristas são golpistas (menos Adnet, CQC, Greg Duvivier)

Jornalistas são golpistas (menos Safatle, Mino Carta, PHA, Luís Fernando Veríssimo, Mônica Bergamo, Nassif, Miguel do Rosário, Leonardo Attuch, Renato Rovai, Leonardo Sakamoto, Laura capiglione, Anselmo Góes, … )

Acadêmicos são golpistas (menos Cortella, Renato Janine, Marilena Chauí…)

O judiciário é golpista (menos aqueles que julgam em favor dos interesses do governo).

A oposição é golpista (menos o PSOL, PCdoB, PSTU e PMDB “por enquanto”).

O povo é golpista (Menos “eu”… e meus companheiros, nós defendemos o governo, mas falamos que defendemos a democracia). Quem bate panela e quem vai as ruas contra o governo é golpista, não é povo é o “ANTI-POVO”.

Economistas são golpistas (menos os desenvolvimentistas e keynesianos da Unicamp)

Delcídio é golpista (hoje, antes era o líder do governo).

Renan Calheiros é golpista (após 28/03, antes era aliado).

OAB é golpista (após 26/03, antes era aliada).

Empresários são golpistas (menos aqueles que se beneficiam dos subsídios do governo e contribuem legalmente com nossas campanhas com os excedente de contratos superfaturados).

Jovens estudantes são golpistas (menos os da UNE e UJS).

O Fernando Holiday é golpista (menos os demais negros dos movimentos negros que apoiam e buscam privilégios do governo).

As mulheres são golpistas (menos aquelas ‘grelo duro’, que aceitam nos servir para destruir reputações e criar fanfics). Já quem nos trai, como Marta Suplicy, deve ser xingada pra “aprender o que é bom”.

Os pobres são golpistas (menos os que aceitam participar das nossas manifestações por R$30,00). O resto não sabe que é explorado.

O impeachment é golpista (menos o do Collor e do FHC)

A direita é golpista (menos o Maluf, Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e os demais que estão do meu lado).

Todos são golpistas!

Menos aqueles que me servem para continuar no poder e implementar experiências sociais totalitárias através das regras democráticas, não me importo que essas experiências causaram milhões de mortes pelo mundo, pois eu acredito que dará certo agora.
Não me importo com o passado, apenas me importo com o futuro, por isso mesmo não tenho compromisso com nada nem com ninguém, nem mesmo com a minha consciência. Posso vender sonhos cheios de boas intenções e a humanidade futura que sofra com meus devaneios.
Sou um revolucionário!

SE TUDO É GOLPE, ENTÃO…

Não é golpe… Nomear para o ministério da justiça pessoas com o intuito de travar operações da PF.

Não é golpe… Incitar no palanque o confronto aberto entre as pessoas composição política contrária.

Não é golpe… Cobrar postura conivente de procuradores nomeados no seu governo.

Não é golpe… Dizer que ministros do supremo são frouxos.

Não é golpe… Chantagear familiares de senadores presos para que o mesmo recue nas delações.

Não é golpe… Articular a pauta jornalistica com redatores de revistas pagas por publicidade do governo.

Não é golpe… Dizer que afastará toda equipe policial se houver cheiro de “vazamento” mesmo sem provas

Não é golpe… Emitir um documento assinado para servir de arma contra prisão.

Não é golpe… Usar o espaço público do planalto para reuniões com pessoas que tem viés ideológico totalmente parcial, cujo objetivo é somente manipular a opinião pública.

Não é golpe… Financiar artistas em troca de apoio político.

Não é golpe… Incitar mulheres a combater opositores pelo simples fato de ser oposição.

Não é golpe… Criar neologismo para termos chulos e machistas, manipulando a língua e enganando incautos.

Não é golpe… Usar sindicatos como instrumento político, em detrimento aos interesses da classe que deveria representar.

NADA É GOLPE!

FUI!

Mathias.

Chegou a hora de mudar – Parte 4

Publicado: 28 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

Como vocês devem se lembrar, na parte 3 desta série de posts eu havia dito que a origem da maioria dos problemas reside em nós mesmos. Porém, antes de assumir qualquer coisa, eu resolvi criar uma enquete que pudesse, de alguma forma, comprovar a minha tese. Sim, eu sei que essa enquete não possui valor científico e uma amostragem relevante, mas mesmo assim ela diz bastante coisa. E vocês, amigos, familiares e conhecidos, que responderam a essa enquete, não decepcionaram. Eu tinha a previsão de ter umas 50 respostas no máximo, mas chegamos à 78! Um número relevante para este blog, cuja média de visitas é de 15 por dia. Chegamos à quase 200 visitas desde que a enquete foi publicada, o que mostra que aparentemente algumas pessoas preferiram não responder à enquete.

Vamos ao que interessa. Abaixo, o resultado da enquete:

pesquisa


Análise do Zuza

O resultado é exatamente o que eu já previa inicialmente. Educação é, disparado, a preferência nacional! Mas o que mais me chamou a atenção, de verdade, é:

1 – As pessoas se preocupam mais com a desigualdade do que com a pobreza. Apenas 1 indivíduo, apenas uma única boa alma acha que reduzir a pobreza é mais importante do que reduzir a desigualdade! Ou seja, para 18 pessoas, uma nação onde todos fossem pobres, sem ter o que comer, mas que todos fossem iguais, seria melhor do que uma nação com pobres e ricos, mesmo que os pobres tivessem condições de vida melhores que as de hoje. Essa é uma leitura pessoal, e eu tenho certeza de que muitas pessoas que responderam que a desigualdade deveria ser prioridade não se dão conta desse equívoco. Lembrei de uma frase que li outro dia: “Nunca vi ninguém morrer de desigualdade, mas já vi muita gente morrer de pobreza”.

2 – Ninguém considera que garantir moradia e terra aos mais necessitados seja uma prioridade. Isso mostra que, teoricamente, as causas do MST e de outros movimentos sociais que lutam por moradia não possuem um apoio social assim tão relevante. Você então já parou para se perguntar o porquê desses movimentos possuírem força política tão grande com o atual governo?

3 – As pessoas priorizam os direitos positivos. 48 pessoas, ou cerca de 62% da nossa amostragem, escolheram os tópicos educação, saúde e transporte público. Talvez muito devido à nossa constituição, de 1988, as pessoas tenham a impressão de que esses três serviços sejam, naturalmente, um direito do cidadão e um dever do Estado. Não, eles não são naturalmente um direito. Eles tornaram-se um direito graças a uma constituição, graças a leis que alguém criou para que eles nos fossem fornecidos pelo Estado. Eles não nascem do nada, não são criados do nada. Alguém precisa nos fornecer isso. Alguém precisa criar essa oferta. Esses serviços deverão ser prestados por pessoas comuns, como eu e você. Ou seja, alguém irá precisar trabalhar e se esforçar para nos oferecer esses serviços. Isso é chamado de direito positivo, ou seja, demanda o esforço, tempo e dinheiro de alguém para que me seja oferecido de alguma forma. Direitos positivos são o oposto de direitos negativos, que são aqueles naturais, e que nos são garantidos pelo simples fato de alguém não fazer absolutamente NADA. Quer um exemplo? “Todo cidadão tem o direito à vida”. Quer outro? “Todo cidadão tem o direito de ir e vir”. Esses direitos são garantidos simplesmente se ninguém nos impedir de nada. Se ninguém atentar contra a minha vida, meu direito à vida está garantido. Se ninguém impedir meu acesso e minha locomoção deliberadamente, meu direito de ir e vir está garantido. É simples assim. Guardem bem essa lição para os próximos posts.


Agora, o principal de todos, e o que demonstra (de forma simplista, eu sei) que minha teoria (a qual será elaborada em mais detalhes nos posts seguintes) está correta:

4 – Apenas 14% considera a vida, a propriedade e a liberdade como mais importantes! Sim, meus amigos, em números absolutos, apenas 11 indivíduos acham que a prioridade do governo é garantir a vida do cidadão (um direito negativo, lembra?), sua propriedade (e aqui estão inclusas as propriedades materiais – bens, poupança, etc. – e intelectuais – ideias, opiniões, etc.) e, não menos importante, sua liberdade. Eu poderia ser radical ao ponto de entender que a maioria das pessoas (86%) seria capaz de abrir mão da sua vida e/ou da sua liberdade em prol do seu fator de prioridade escolhido (educação, saúde, transporte, redução da desigualdade ou da pobreza), mas a pergunta da enquete não foi: “Se você tivesse que escolher um único tópico abaixo, qual escolheria para ser atendido?”.


Isso mostra um ponto extremamente importante que é abordado por pouquíssima gente, seja no meio acadêmico, seja nas mídias, seja nas redes sociais. A maioria esmagadora da nossa população enxerga o governo, em primeiro lugar, como provedor de serviços e benefícios à população, e não como um garantidor dos direitos básicos e naturais dos seres humanos. E minha tese reside exatamente nesse ponto: quanto mais serviços e benefícios (direitos positivos) exigimos de um governo, mais demandamos dinheiro e pessoas sob responsabilidade do governo para nos oferecer isso tudo. Se você é um pouquinho espertinho, já chegou à conclusão onde eu quero chegar: quanto mais dinheiro na mão do Estado, maiores as possibilidades de corrupção. Quanto mais pessoas necessárias para prestar serviços que exigimos do Estado, mais funcionários públicos amparados por uma burocracia estratosférica e estabilidade de emprego (fatores que fatalmente implicam em baixa produtividade) estamos exigindo. Ou seja, quanto mais exigimos, menos temos.


Adendo 1: se você é um dos que escolheu EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE como prioridade, eu entendo perfeitamente o que você pensa. Educação é o primeiro passo para formarmos uma sociedade melhor, não é mesmo? Sem educação e a formação de bons profissionais, não temos como progredir, certo? Um povo bem educado não elegeria maus políticos, não faz sentido? Talvez você só não tenha entendido a pegadinha: a palavra PÚBLICA. Se você, no entanto, entendeu e mesmo assim mantém a mesma opinião, haverá um post nesta série dedicado a isso.


Adendo 2: na minha opinião (e eu não respondi à enquete por razões óbvias), todos os pontos elencados são importantes (com ressalva aos serviços “públicos”). Porém, para mim é mais que óbvio que os outros 6 tópicos dependem, única e exclusivamente, da garantia à vida, à propriedade e à liberdade dos cidadãos. Se a vida, a propriedade intelectual e a liberdade dos cidadãos não puder ser garantida, nenhum dos outros itens pode ser atendido. Faz sentido para você?

 

 

 

Chegou a hora de mudar – ENQUETE

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

Esta é a enquete mencionada no post anterior. Peço ajuda na divulgação, para termos uma boa amostragem. É rápido, indolor e não faz mal à ninguém. E juro, não há má intenção nas perguntas. Bora responder?

Chegou a hora de mudar – Parte 3

Publicado: 24 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

liberdade

Uma vez que o governo torna-se fornecedor das necessidades das pessoas, não há nenhum limite para necessidades que irão ser reivindicadas como um direito básico. Lawrence Auster

A terceira parte dessa série de textos que ninguém está lendo (ou porque eu sou um péssimo escritor, ou porque minhas ideias são malucas e sem sentido, ou porque ninguém está nem aí para política mesmo) vai abordar dois assuntos.

Um deles remete à parte 2 dessa série, onde abordei o assunto PODER. Como eu disse, cada vez que esperamos que alguém resolva nossos problemas, precisamos dar poder a esse alguém. E o maior problema está justamente no fato de que estamos dando poder a quem menos confiamos: políticos. Isso me parece bastante insano.

Há um texto muito interessante de Jeffrey Tucker, economista, escritor e diretor do Liberty.me, com o título “It Shouldn’t Matter Who the President Is; And it doesn’t have to“. Em tradução livre, significa: Não deveria importar quem é o presidente; e não tem! Nele, o autor defende que o poder do presidente da república seja tão limitado de forma que, independentemente da sua incompetência, os danos causados por ele sejam insignificantes.

Há duas passagens interessantes nesse texto:

Com o poder sobre a população limitado não pela escolha do “bom menino” que venceu a eleição, mas porque as instituições que ele ou ela controlam não podem ser usadas como ferramenta de opressão. Nós não deveríamos ter que nos preocuparmos sobre o caráter ou ambição da pessoa que elegemos. Um bom sistema de governo é aquele que é protegido contra o controle de pessoas perversas. Deveria inclusive ser protegido contra pessoas boas que querem usar o estado para realizar seus ideais. O governo deveria ser um estrutura impenetrável às ambições pessoais de seus gestores temporários.

(…)

Culpar aqueles que atualmente demandam políticas loucas, assustadoras e destrutivas  é não atingir a raiz do problema. A verdadeira culpa é das gerações que, há um século, derrubaram o sistema de livre mercado e o substituíram por um estado centralizador com o poder de gerenciar nossas vidas, roubar nosso lucros, redistribuir renda, gerenciar o setor industrial, participar de conflitos militares ilimitados, criar bolhas econômicas e salvar indústrias à beira da falência.

Uma vez criado, o poder sempre será usado. A busca por atender interesses especiais e o clamor das massas para que o poder seja usado em seu favor é um resultado inevitável. Com o poder também há uma divisão da população, com pessoas fervendo de ódio contra aqueles que ficar em seu caminho e grupos de interesses consumidos pelo ódio contra qualquer pessoa com uma chance de usar o poder para sua própria vantagem. A existência do poder em si, e não a das pessoas que querem usá-lo em seu proveito, é a fonte do conflito. E esse conflito ameaça destruir amizades e até mesmo a própria sociedade. É a própria arrogância governamental a razão pela qual todos não podem se entender.

Talvez isso explique, de uma forma resumida, a situação que encontramos hoje em nosso país. O autor do texto é americano e o escreveu para tentar explicar alguns aspectos da corrida eleitoral para a presidência do seu país nesse ano. Porém, filosofia política não tem nacionalidade, e por isso pode facilmente se aplicar por aqui.


O segundo assunto diz respeito a uma observação pessoal.

A julgar por tudo o que leio por aí (seja na mídia ou em redes sociais), ou pelo que eu vejo na televisão, ou pelo que ouço de amigos, parentes e conhecidos, tenho a impressão de pouca gente se dá conta de que a origem da maioria dos problemas que temos está em nós mesmos. E olha que não estou falando daquele texto do Mark Manson que causou furor por aqui tempos atrás. E nem sofro da síndrome de vira-lata. E também não estou me referindo àqueles textões que você lê diariamente no Facebook sobre “pequenas corrupções” ou “a corrupção começa por você”.

Quero tocar em um ponto abordado por pouca gente. Eu não sei dizer se isso é cultural, se é uma lavagem cerebral a qual fomos submetidos durante séculos, se é uma doutrinação política maquinada pela esquerda (como adora escrever Olavo de Carvalho), sei lá. Ainda não tenho condição de informar isso.

Porém, acho que seria muita petulância minha assumir algumas coisas por aqui. Então vou lançar uma enquete e assim que tiver umas 50 respostas (que talvez seja o máximo que eu vá conseguir), eu posto a 4ª parte desta série explicando meu ponto de vista.

Sobre armas e desonestidade intelectual

Publicado: 15 de março de 2016 por Kzuza em Divergência de opiniões
Tags:,

Dia desses eu li em algum lugar um artigo que dizia: “Para a esquerda, não importam os resultados de uma decisão tomada, mas sim a intenção da decisão”. Isso abriu meus olhos para muita coisa, e hoje consigo entender o pensamento de muita gente.

Quantas vezes na nossa vida não fazemos isso? Tomamos uma decisão com uma boa intenção, mas depois os resultados não são satisfatórios? Um fato ocultado na intenção de não magoar alguém, que depois descoberto, acaba trazendo prejuízos para uma amizade? Uma verdade dita em hora errada, que acaba magoando ao invés de ajudar?

Pessoas sérias e honestas avaliam os resultados posteriores e, em muitos casos, são capazes de se arrependerem. Pessoas desonestas, nunca. Procuram justificativas, subterfúgios, desculpas, mas jamais admitem uma decisão errada. Não são capazes (ou simplesmente não querem) avaliar os fatos, mas sentam-se em cima das intenções iniciais para justificar resultados nem sempre positivos.


Essa semana entramos, eu, o Mathias e mais um grande amigo de longas datas, em uma discussão sobre um tema muito polêmico (Desarmamento) com um quarto conhecido.

Para resumir a história: eu, Math e o amigo somos contra o desarmamento civil; o conhecido, a favor.

Há uma coisa a se dizer, antes do que será escrito daqui em diante e que será comprovado através de tudo que foi dito: nem eu, nem Math e nem o amigo teríamos uma arma em casa. Cada um provavelmente por uma razão específica, mas o fato é esse. Eu, e isso digo considerando apenas o meu próprio ponto de vista, sou contra o desarmamento simplesmente pelo fato de que sou contra restringir o direito de qualquer cidadão à sua autodefesa. Não, não acho que o simples aumento de armas em posse de cidadãos de bem seria responsável pela redução da criminalidade (embora hajam indícios disso, é difícil estabelecer causalidade, pelo menos para mim).


 

Aliás, isso me lembrou agora um post antigo do perfil Paródia da Opinião no Facebook:

Não teria uma arma para combater a violência. Isso é função da polícia. Aliás, quando você usa uma blusa, qual sua intenção: se proteger do frio ou combater o frio?


Bem, a discussão começou com nosso conhecido postando a notícia abaixo:

Ativista pró-armas é atingida por tiro disparado acidentalmente pelo filho de 4 anos

O comentário do autor foi:

Quando eu comento com amigos e familiares sobre ser contra o armamento, é desse tipo de trauma que me refiro.

Sejamos honestos: quem é que deseja um trauma desses para alguém? Ou mesmo: quem é que não se sensibiliza com um fato desse?

Mas o problema começa justamente nesse ponto. Tanto a mídia quanto pessoas a favor do desarmamento adoram esse tipo de notícia. Porque sensibiliza! E quanto mais tocar no lado emotivo, mais propensas as pessoas estarão a concordar com a proibição de armas de fogo. Afinal, quem gostaria de passar por um trauma desses?


Agora vamos lá, onde a discussão começa.

Peguei uma ideia de um post que li em algum lugar e que dizia:

Imaginem que a notícia fosse: Ativista que luta pelo direito das mulheres dirigirem na Arábia Saudita bate o carro e morre.

Usei a mesma lógica com o seguinte comentário:

Quando uma médica, defensora dos direitos das mulheres, comete um erro e mata um paciente, isso quer dizer que não seria justo mulheres trabalharem?


Daqui para a frente, caro leitor, eu sugiro ter estômago e um cérebro honesto funcionando.

Sim, porque a coisa mais normal do mundo é existirem opiniões opostas em assuntos polêmicos. Quando se há debates honestos entre pessoas coerentes, isso é extremamente construtivo. Sugiro, por exemplo, o debate publicado no Spotniks com opiniões pró e contra o aborto. Ambos os autores, Eli Vieira e Francisco Razzo, são completamente honestos e convictos ao defenderem suas opiniões. Eu, como um simples mortal e pouco inteligente que sou, aprendo muito com isso. Faz parte do meu crescimento como ser humano.

Quantas vezes já não entrei em discussões e acabei derrotado por ter argumentos fracos ou não ter uma opinião baseada em fatos? Faz parte, acontece. Mas a única coisa que eu posso dizer é que eu jamais sou desonesto nas minhas narrativas. Posso sim mudar de opinião, e admito que isso acontece comigo com mais frequência do que eu gostaria, mas isso sempre fica às claras.

Porém, o que eu não admito em conversas de alto nível é canalhice (seja ela velada ou descarada) e confusão mental.


Em linhas gerais, o nosso conhecido, autor do post que iniciou nossa discussão, até certo ponto saudável, usa-se de um único argumento para defender o desarmamento civil: evitar traumas nas famílias em caso de acidentes com arma de fogo.

Como eu disse lá na primeira parte desse texto, para o autor, não importa se o desarmamento vai ou não evitar traumas nas famílias, evitando acidentes com armas. O importante para ele é a intenção.

Veja bem: avaliando-se o Mapa da Violência de 2015, é possível se verificar que o número de mortes acidentais causados por arma de fogo no país mantém-se praticamente estável desde o início do Estatuto do Desarmamento, em 2003.


A discussão se desenrolou em vários aspectos. Primeiramente, o autor focou somente no risco trazido pelas armas de fogo. Tentamos mostrar que, na verdade, se fôssemos proibir tudo o que pode trazer risco à vida das pessoas, teríamos que começar proibindo coisas aparentemente mais inofensivas, como piscinas, por exemplo. Esse artigo aqui mostra bem isso.

Porém, esse fato foi completamente descartado pelo autor, mostrando, a partir daqui, boa parte da sua desonestidade. Primeiro, ele disse:

Há um equívoco em dizer que estou colocando a culpa no objeto. Não disse que o problema é o revólver, mas o risco que ele traz.

Oras, mas se o problema é o risco, então vamos focar no que traz mais risco à vida de pessoas, especialmente de crianças!


Mas o ápice da desonestidade do nosso autor veio a seguir. Confesso que isso me deixou extremamente desapontado, pois o cara é um palestrante que fala para uma quantidade grande de pessoas (eu imagino) e por quem eu até tinha certo respeito.

O Mathias fez um alerta:

Perceba que seu argumento está justamente em impor um proibição baseada em objetos considerados perigosos, como a arma.

O autor respondeu:

Há um equívoco quando você disse que a solução que impor proibição. Não disse isso em momento algum.

E completou:

Você está me acusando de algo que não estou fazendo. Não estou impondo nada nem teria como. Então, pare você de lançar sua frustração com uma determinação que surgir de uma votação popular sobre mim.

Eu, que não sou bobo nem nada, não demorei muito a desmascarar o canalha. Fiz a pergunta direta:

Agora sejamos honestos: em um plebiscito, você seria contra ou à favor da liberação de venda de armas para a população civil (com restrições de avaliação psicológica, antecedentes criminais, etc)?

As respostas dele, caros amigos, é de embrulhar o estômago:

Estou sendo honesto sempre aqui. Já houve o plebiscito e meu voto não mudou de lá pra cá. Sinto te dizer que (a opinião do Matheus) não (está certa sobre mim). Eu não estou tentando proibir nada. Eu exerci meu direito de escolha democraticamente e a maioria venceu. A maioria dos brasileiro é a favor do desarmamento. Por mais que isso caia mal pra você e pro Matheus M da Silva, essa é a realidade e não estou sozinho na minha convicção. Vocês querem achar que armas dão segurança, mas nenhuma arma impede que você tome um tiro nem te defende de um: no máximo, você vai atirar de volta. E se ter armas funciona em países mais evoluídos em termos de leis e educação, como Estados Unidos, Canadá e outros, infelizmente, no Brasil não funciona. Tanto não funciona que prefere-se que as pessoas não tenham armas, pelo menos na atual conjuntura.


Esclarecendo alguns pontos importantes:

1 – “Eu não estou tentando proibir nada”. Claro. Eu voto na Dilma, mas não estou tentando fazer com que ela ganhe. Eu voto pela proibição da venda de armas de fogo, mas não estou tentando proibir nada. Cara, isso é de uma desonestidade imensa! Por que não assume a opinião????

2 – “A maioria venceu. A maioria dos brasileiro (sic) é a favor do desarmamento”. Sério? Vamos refrescar a memória do nosso amigo mentecapto. O referendo sobre o desarmamento ocorreu em 2005. E qual foi o resultado? 63,94% da população respondeu NÃO à pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Vou deixar essa na conta da ignorância do autor do post, na falta de conhecimento mesmo, e não na clara intenção de mentir. Recentes enquetes e pesquisas também mostram que a maioria da população é contra o desarmamento, mas nem vou entrar nesse aspecto aqui. O fato da vontade da maioria não ter sido respeitada após o referendo não muda o fato de que a maioria é contra o desarmamento.

3 – “E se ter armas funciona em países mais evoluídos em termos de leis e educação, como Estados Unidos, Canadá e outros, infelizmente, no Brasil não funciona.”. Sério? Não vou responder essa. Vou deixar esse texto aqui para leitura. Se quiser ignorar, que o faça, mas sugiro que compare pelo menos nossa realidade com a do Paraguai, por exemplo.

4 -“Vocês querem achar que armas dão segurança, mas nenhuma arma impede que você tome um tiro”. Gozado ler isso de um mesmo cara que, em um comentário anterior, disse defender o empoderamento da polícia que usa justamente armas para combater o crime. Isso é um tanto quanto conflitante.


 

Outra pérola da discussão foi a seguinte:

Mas o que não é óbvio é que uma arma guardada em casa traz mais riscos aos moradores do que a um eventual bandido.

Sim, porque armas disparam sozinhas por aí e saem matando sua família à esmo. Bandidos são bonzinhos e só querem uma parte do seu patrimônio material, sem violência.

Nota: OK, fui irônico só nesse ponto, mas não consegui me conter!


A questão desse meu texto não é defender o fim do desarmamento. Não é mostrar que armas trazem mais segurança para os cidadãos (embora nosso amigo discorde, uma simples busca na internet mostra inúmeros casos de assaltos frustrados por vítimas que estavam portando uma arma de fogo, mas isso nosso autor se nega a pesquisar). Também não é a de convencer ninguém a comprar uma arma.

Minha única intenção é mostrar o quanto as pessoas são infectadas por esses pensamentos hoje em dia. Suas convicções e crenças passam por cima dos fatos, que são simplesmente ignorados, para defender determinada opinião.

É uma pena…


Conclusão: não há mal nenhum em você ser contra ter uma arma em casa, caso avalie que o risco disso é maior do que os benefícios trazidos. Faz parte de uma opinião pessoal, mesmo que as evidências mostrem o contrário. Já querer impor sua opinião restringindo o direito das demais pessoas é algo bem diferente.

Chegou a hora de mudar – Parte 2

Publicado: 8 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

frase-se-quiser-por-a-prova-o-carater-de-um-homem-de-lhe-poder-abraham-lincoln-141907.jpg

Nesta segunda seção, vou tentar abordar alguns aspectos da natureza humana que você precisa conhecer antes de acreditar em certas promessas que você irá ouvir com muita frequência ao longo da campanha eleitoral desse ano.

Há dois grandes filósofos, John Locke e Thomas Hobbes, que explicam alguns pontos importantes sobre como a humanidade pode viver em harmonia em uma sociedade onde os cidadãos são livres. É necessário dizer que ambos possuem pontos de vista diferentes, mas que convergem para uma mesma conclusão. Vejamos:

Todos os homens estão naturalmente em… um estado de perfeita liberdade para ordenar suas ações e dispor de suas posses e pessoas como julgam correto, dentro do limite da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem… ‘Ele’ não tem liberdade para destruir a si próprio, ou qualquer outra criatura de sua posse… sendo todos iguais e independentes, ninguém pode prejudicar a outrem no que tange a sua vida, saúde, liberdade ou posses (propriedades) (Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil).

Locke possui talvez uma visão mais “romantizada” do homem. É o que ele chama de “estado de natureza”, que requer constante vigilância contra aqueles que a violam.

Locke acredita que é impossível para os homens permanecer nesse estado natural de liberdade. Essa utopia natural é despedaçada pela constatação de que cada individuo não pode proteger sua liberdade e tampouco punir os transgressores por contra própria. Assustado por essa constatação, os homens assumem um compromisso que os vincula a uma sociedade civil, onde cada um submete-se à vontade do Estado e perde o controle sobre a sua vida e sua propriedade em favor das necessidades e demandas do bem comum. A humanidade sacrifica sua liberdade por uma sociedade onde impera a regra da maioria, de característica menos livre, defendida, atualmente, pelos políticos conservadores e democráticos.

Já Hobbes possui uma visão, digamos, menos romântica do homem. Ele enxerga o homem como um ser egoísta, buscando um simples objetivo: a satisfação dos desejos humanos. O homem, segundo ele, age respondendo a estímulos:

O homem age para criar e possuir coisas que a máquina humana “sente” que são boas. Alguma coisa é “boa” se satisfaz ao apetite. O apetite é definido por cada individuo independentemente, e a satisfação do apetite é uma questão pessoal.  O apetite é egoísta, e o homem, esforçando-se para satisfazer tal apetite, também é egoísta. Cada indivíduo, egoisticamente, esforça-se para satisfazer seu próprio apetite, mesmo até o ponto de privar outro individuo de sua satisfação. O “Direito natural” / direito da natureza diz que cada homem está livre para usar seu próprio poder, como a sua vontade comandar, para preservar sua própria vida e exercer seu “direito a tudo, mesmo ao corpo de outrem”.

Essa busca constante pela satisfação dos seus próprios desejos através do seu esforço pessoal leva a um estado de guerra, onde os homens destroem uns aos outros em busca das coisas prazerosas a si mesmos.

Contudo, o próprio Thomas Hobbes visualiza o homem evitando tal estado de caos natural e, ao invés disso, chegando a uma condição de sociedade civil. É possível que a sociedade civil possa claramente refletir uma sociedade libertária livre.

Ou seja, de certa forma, a sociedade civil de Hobbes se aproxima do estado de natureza de Locke:

O mais forte de todos os apetites dos homens é o desejo pela vida e segurança; a mais forte das paixões dos homens é o medo da morte e danos. É esse apetite, ou paixão, que faz o homem renegar seu poder – seus meios pessoais para alcançar coisas prazerosas – e viver pacificamente com seus vizinhos (compatriotas).

“A lei natural” ou “a lei da razão”, surge das dificuldades que o homem encontra no estado de natureza. O homem percebe que querer “poder e mais poder” ameaça a sua própria vida, e percebe que a segurança pessoal é um pré-requisito para qualquer criação ou posse de coisas prazerosas e satisfatórias. A primeira “Lei Fundamental da Natureza” é procurar a paz e viver em paz, mas também estar preparado para se defender de qualquer pessoa que ataque a paz e contra aqueles que a pregam. Para Hobbes, a paz e a autodefesa caminham juntas. Hobbes vê a paz como a forma mais sublime de auto-defesa ou auto-preservação; defender a paz é meramente a defesa da forma mais sublime de auto-preservação.


Bem, mas você vai me perguntar: pô, Zuza, o que isto tem a ver com as eleições? Desde quando estudar filosofia diz respeito à política? Oras, filosofia tem TUDO a ver com política, então se você não começar a estudar e entender um pouquinho a mais sobre a nossa existência, sobre conhecimento, sobre a nossa mente, você continuará sendo presa fácil de quem domina o assunto.

Mas por que estou abordando esses pontos aqui?

Porque é fundamental que todos entendamos a importância de, em primeiro lugar, primarmos por uma sociedade livre. E também é necessário entender que liberdade implica em responsabilidade. E essa não é uma discussão política, pois isso se aplica a todas as esferas da vida.

É importante que você defina para si e para a sociedade em que vive qual é a dose de liberdade e responsabilidade que você deseja. Quanto mais liberdade (e, consequentemente, responsabilidade!) você quiser para os cidadãos, menos poder você demandará aos políticos que você irá eleger. Quanto menos responsabilidade (e, obviamente, liberdade!) você quiser para si, mais poder você irá delegar aos seus políticos para que eles sejam responsáveis pela solução dos conflitos e dos problemas existentes na sociedade.

Não sei você, mas eu particularmente não confio em políticos, então quanto menos poder eles tiverem em mãos para resolver os meus (e os seus) problemas, melhor. Faz sentido?

 

Chegou a hora de mudar – Parte 1

Publicado: 2 de março de 2016 por Kzuza em Política
Tags:,

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.... Frase de Albert Einstein.

Estamos em ano de eleições municipais. Sempre quando chega essa época, nós brasileiros nos sentimos mais propensos a discutir sobre política. No entanto, há algo importante que tenho observado na maioria dessas discussões: pouca gente realmente se questiona sobre os meios, e muita gente só se preocupa com os resultados. O principal resultado disso é uma constante busca por um Messias: um ser capaz de resolver os nossos problemas.

A tônica principal desses debates populares, entre cidadãos comuns, é quase sempre a boa escolha do seu candidato. Escolha um candidato íntegro, honesto e trabalhador, como se essa fosse a fórmula da solução dos problemas que assolam nossa sociedade.

Na minha opinião, esse é apenas um (e talvez um dos menos relevantes) item a ser avaliado.

A pergunta que sempre faço a quem insiste nesse ponto é a seguinte:

Vamos supor que a maioria dos brasileiros elejam candidatos que atendam a esses requisitos. Melhor. Vamos supor que essa maioria eleja candidatos que sejam o espelho da pessoa mais íntegra, honesta e trabalhadora que você conhece (no meu caso, seria o meu pai, então vou usá-lo neste exemplo). Você acha que um país então comandado por milhares de “meu pai” daria certo?

Você pode até argumentar que certamente estaria melhor do que está hoje, e eu devo concordar com você, até porque isso não seria lá muita coisa. Mas há uma falha grande no cenário acima: ele é impossível, e talvez você já tenha entendido isso.

A questão, como eu disse no início, não diz respeito à honestidade, integridade ou aptidão ao trabalho de um candidato. Ela diz respeito aos meios pelos quais um político se propõe a melhorar a vida da sociedade. A partir do momento em que alguém roga para si o poder de resolver os problemas da sua cidade, Estado ou país, ele já está lhe enganando.

O meu objetivo nessa série de posts que devo publicar por aqui nas próximas semanas é justamente explicar o porquê disso.

Talvez o Bruno Garschagen já tenha explicado isso no seu best seller Pare de Acreditar no Governo. Eu ainda não li, e caso você não tenha a paciência ou vontade de lê-lo, poderá encontrar neste espaço alguns assuntos em comum.

Enfim, para se começar a pensar, fico com a pergunta que pretende ser respondida pelo livro: Por quê você não confia nos políticos e espera tanto que eles resolvam os seus problemas?