Futebol e política não se discutem?

Publicado: 28 de novembro de 2016 por Kzuza em Comportamento, Política
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O Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro de futebol ontem, feito que não havia conquistado desde 1994! Festa dos alviverdes, disparado o melhor time da competição, título merecidamente conquistado dentro de campo, com louvor.

Mas como futebol é diversão e a zueira não tem limites, não faltaram piadas de ambos os lados, palmeirenses e rivais. Uns se vangloriando pelo título, outros querendo menosprezá-lo (embora valha aqui o velho ditado: quem desdenha, quer comprar).

Um dos assuntos das piadas, abordado por mim de forma irônica, foi a tal conquista do nono título brasileiro, comemorado pela torcida palmeirense. Isso porque o Palmeiras conquistou, com esse título de ontem, o quinto título do torneio batizado de Campeonato Brasileiro, torneio iniciado em 1971 com esse nome. Os outros quatro títulos foram conquistados antes de 1971, em torneios nacionais (Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa), equivalentes à competição nacional dos dias atuais. A CBF passou a reconhecer esses torneios precursores do Campeonato Brasileiro de forma a unificar os títulos em 2010. Daí os 9 títulos palmeirenses.

A piada que fiz foi porque, no pôster da revista Placar do título nacional de 1994, o título da foto apresenta o Palmeiras como Tetra Campeão Brasileiro naquela oportunidade. Obviamente, porque somente em 2010 a CBF viria a reconhecer os demais títulos.

Enfim, como futebol para mim é apenas diversão e gozação, o intuito era apenas provocar. E graças a Deus, a maioria dos meus amigos considerou assim (tirando um ou outro babaca, que sempre tem).

Agora, gostaria de abordar o assunto por outro aspecto, não relacionado à futebol, mas sim à forma como encaramos determinadas coisas.

Para mim, é óbvio que essas discussões sobre futebol nunca se baseiam na razão, apenas na emoção dos torcedores envolvidos, principalmente quando os assuntos são polêmicos e rendem boas cervejas, gozações e manchetes esportivas. Seja o tal rebaixamento do São Paulo no Paulista de 1990, seja os dois mundiais com uma Libertadores do Corinthians, seja os 9 títulos brasileiros do Palmeiras. Então não vou levar em consideração isso, porque como já disse, futebol é diversão, é brincadeira, é entretenimento, é paixão. (Se você não concorda com essa última frase, então já pode terminar sua leitura aqui)

O problema maior é carregar, para as demais esferas da sua vida social, os mesmos conceitos que você usa nas suas conversas futebolísticas. Explico, usando como base esse exemplo do Palmeiras.

Até 1994, na conquista do então tetracampeonato pelo clube, os palmeirenses estavam lá, felizes da vida, comemorando (naquele momento) o fato de estarem se tornando o clube com maior títulos na competição. O Palmeiras já era, naquela época, campeão da Taça Brasil em 1960 e 1967, e do Robertão em 1967 e 1969. Esses eram os fatos, a verdade nua e crua, que não dependem de interpretação nem de nenhuma emoção para serem compreendidos. A história não muda. Continua assim até hoje.

Enfim, em 2010, a principal entidade do futebol brasileiro, a CBF – Confederação Brasileira de Futebol, resolveu chancelar os 4 primeiros títulos também como sendo de “campeão brasileiro”, unificando tudo e transformando o Palmeiras como o primeiro Octacampeão Brasileiro. Em uma canetada, em uma decisão de burocratas engravatados, era como se ali a realidade houvesse se alterado e, pimba!, o maior campeão surgisse! Justo a CBF, entidade mais amaldiçoada por torcedores de todos os clubes (inclusive, e talvez principalmente, os palmeirenses!), antro de corrupção, de dirigentes mal-intencionados e safados. Mas, se ela disse, agora era verdade!

Palmeirense de verdade quer mais é que a CBF se exploda. E sabe também que não é uma chancela desses burocratas que vai conferir valor ao que foram os títulos da Taça Brasil e do Robertão. O cara sabe que o time dele já era grande naquela época, que ganhava de quem quer que fosse, e sempre foi um dos maiores clubes do país.

O problema é que, no mundo real, nossa sociedade está repleta de cidadãos que usam esse mesmo conceito em todas as demais esferas. Isso explica em partes porque o brasileiro adora tanto o Estado, mesmo odiando políticos. Muita gente ainda acredita que uma mera canetada, uma decisão tomada por mentes iluminadas (escolhidas por essa mesma gente ou não, como no caso da CBF), é capaz de alterar a realidade dos fatos. Acreditam que uma decisão tomada a fim de justificar algo em nome do bem comum ou de um reconhecimento válido (nos valores de quem julgou) pode tornar algo lícito, aceitável e moralmente correto. Decretos, leis, códigos… tudo o que for formalmente apresentado passa a conceder um valor irrevogável a um simples fato, como se fosse possível moldar a realidade com base apenas em palavras e definições.

Em 1984, George Orwell já retratava isso muito bem com o seu Ministério da Verdade, a entidade responsável por determinar o que era a verdade, modificando-a sempre que desejável, sempre que lhe fosse interessante.

No futebol, isso é apenas diversão, entretenimento. Não faz muita diferença. Alimenta rivalidades, piadas, paixões clubistas. Mas quando isso passa para a esfera social e política, é um problema e tanto.

Pena que muita gente ainda enxergue as coisas apenas como uma disputa futebolística…

Quando

Publicado: 20 de novembro de 2016 por Kzuza em Sem categoria

Quando você

Voltar a ser

Uma pessoa normal,

Eu estarei lá,

Sem você saber,

Atento ao seu sinal.

Sem a pressa dos que amam

Nem a passividade dos que nada esperam,

Certo apenas que a hora certa chegou.

Então tomarei de volta

Tudo que é meu e você levou:

Os livros, os sorrisos, os sentidos,

E tudo o mais que você permitir.

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Observando os mais recentes (e rasos) debates político-filosóficos, principalmente em redes sociais, tenho verificado cada vez mais uma polarização entre ideias de esquerda e direita. Cada um com suas convicções, cada um com suas fontes de informação (umas mais confiáveis que as outras), mas há sempre uma dicotomia quanto às formas de pensamento.

Eu particularmente não me sinto muito confortável entre classificar o que é direita e o que é esquerda. Talvez por não ser especialista no assunto (deve até ser), mas o que fica latente para mim é que há, basicamente, duas visões de mundo diferentes entre as pessoas: aquelas que preferem encarar a realidade nua e crua, o mundo como ele é, e aquelas que preferem buscar o mundo ideal, utópico, onde a paz e a felicidade reinam absolutas por toda a humanidade.

O que muitos chamam de esquerda, para mim, nada mais é do que uma filosofia humana que acredita ser capaz de extirpar todo o mau da humanidade. É uma visão romântica de mundo, baseada nos princípios de Rousseau, na qual o homem é bom por natureza e vai sendo corrompido pela sociedade. Por isso, basta tratá-lo bem, com amor, carinho e respeito, que ele sempre continuará assim. Basicamente, esse é o ideal perseguido: um mundo onde todos estejam em seu estado natural inicial, bonzinhos, fofinhos e bonitinhos.

Eu, no entanto, acho isso uma utopia.

Já o que muitos chamam de direita, novamente no meu conceito, é basicamente a filosofia de se encarar o mundo como ele é: imperfeito. É encarar a sociedade na menor escala possível: o indivíduo. É aceitar que, feliz ou infelizmente, os homens são diferentes entre si e um homem pode ser mau. Aliás, não um, mas vários. É identificar que os homens, apesar de serem iguais perante à lei, são diferentes em suas condições únicas: capacidade intelectual, valores morais, porte físico, etc.

É por isso que a direita machuca. A realidade machuca.

A principal diferença entre ambos os lados, diferente do que muitos pregam por aí, não está nos objetivos perseguidos por eles. É desnecessário afirmar que, em sua maioria, independentemente da filosofia de vida seguida, os homens buscam viver em paz e harmonia. No geral, todos almejamos um mundo justo, privilegiando os homens de bem. A diferença, portanto, está nos meios em que cada lado acredita serem necessários para atingir o objetivo comum.

Qualquer tipo de fé cega em algo que não é real, palpável e cientificamente comprovado é perigosa. Mas a humanidade infelizmente ainda é assim, seja por desinformação, seja por ignorância, seja por comodismo (para não falar preguiça, senão fica pesado). Somos frequentemente tentados, principalmente agora na era da informação, quando somos bombardeados diariamente por uma quantidade absurda de dados, a nos levar por discursos bonitos, românticos, calmos e serenos. A forma como as narrativas chegam até nós muitas vezes se destaca em relação aos seus conteúdos.

É como aquela história do rei que sonhou que havia perdido todos os dentes da boca e mandou um de seus empregados encontrar no reino um súdito que soubesse interpretar sonhos. O primeiro dos interpretadores, ao ouvir a história, disse ao rei, de forma ríspida, que o sonho significava que todos os seus parentes morreriam antes dele. Foi imediatamente condenado à forca. O segundo interpretador disse, de calma serena, para o rei não se preocupar, afinal o sonho significava que ele viveria muito mais do que todas as pessoas da sua família. Foi agraciado com 100 moedas de ouro.

Encaro que, muito mais do que um discurso entre esquerda e direita, há um conflito maior entre sentimentalismo e racionalidade. Theodore Dalrymple, psiquiatra britânico e um grande autor moderno, explora bem isso no seu livro Podres de Mimados – As consequências do sentimentalismo tóxico. Luiz Felipe Pondé, filósofo brasileiro, comenta o livro nesse vídeo aqui, que vale à pena ser assistido.

O problema maior que vejo nessa dicotomia é que há aproveitadores em ambos os lados.

Do lado do sentimentalismo (ou esquerda, como queiram chamar), há claro pessoas de boas intenções, ingênuas, românticas, que estão apenas cegas pela sua fé na humanidade onde o mau não exista (e quando se deparam com ele no mundo real, não sabem o que fazer). O problema é que há muita gente esperta que se aproveita dessas pessoas. Ou seja, para quem espera o impossível, nada mais reconfortante do que uma mentira suave bem dita na hora certa. Assistam ao filme O Primeiro Mentiroso (The Inventation of Lying) e entendam bem o que é isso. E são justamente os aproveitadores os que mais lucram com isso, seja se elegendo para cargos políticos, seja vendendo livros, seja sendo colunista da Folha de São Paulo, seja sendo músico no Leblon.

Já do lado da racionalidade (ou direita), o principal problema é o extremismo. Não do jeito que seus amigos pregam por aí, chamando todos de fascistas (que nem é de direita), racistas, xenófobos, machistas. Não. O extremismo que eu digo é aquele de enxergar o mal em qualquer parte, em qualquer texto, em qualquer fala, em qualquer gesto, em qualquer ação. Isso tende a um superprotecionismo, a uma vigília constante, a um estado de “sempre alerta”, a uma perseguição desenfreada a tudo e a todos.

Portanto, não vejo o recente movimento de abandono aos ideais mais de esquerda (representado de forma mais palpável pelo Brexit, pela negação ao acordo de paz com as FARC na Colômbia, pelas derrotas do PT e do PSOL na eleições municipais, e pela derrota da democrata Hillary Clinton na eleição presidencial americana) meramente como uma ascensão da direita. O que eu enxergo, na verdade, é o que chamam de “choque de realidade”. Os resultados nas urnas, seja em plebiscitos, seja em eleições, nada mais é do que o reflexo da mente das pessoas que estão passando a enxergar o mundo como ele é. As pessoas estão sentindo na pele. A realidade é avassaladora, e não tem discurso hipócrita / demagogo capaz de superá-la. E aí não é questão de manipulação midiática, não é questão de ignorância, não é questão de ingratidão com a esquerda. A questão é que quando o discurso não começa a bater com o mundo real lá fora, a credibilidade do discurso vai mesmo pelo ralo.

Essa é pra você

Publicado: 5 de novembro de 2016 por Kzuza em Geral
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Esse texto é pra você.

Você que me fez voltar a escrever.

Você mesmo, que me inspira. Com exemplos, com palavras, com esse sorriso fácil e único. Com esse bom humor invejável, mesmo com tudo que lhe possa ser difícil.

Você que recomeça com facilidade. Que consegue recolocar sua vida no eixo depois de qualquer topada.

Você que anda de cabeça erguida. Que tem orgulho de quem é. Que sabe que é único e que tem um valor altíssimo.

Você que sabe que sua família é o seu tesouro, e faz tudo por ela.

Você que chama a atenção por onde passa. Que sabe ser o centro das atenções. Que sabe que os outros lhe ouvem e lhe respeitam. Que sabe que o seu conhecimento e as suas experiências são valorizados por todos.

Eu tenho muito orgulho de ter um pedacinho de você. Um pouquinho do seu tempo. Uma migalha que seja da sua companhia. Porque isso me faz sobreviver. É isso que me dá esperança em um mundo melhor.

Gostaria que o mundo estivesse cheio de gente assim. Gostaria que muitas pessoas pudessem desfrutar dessa companhia, desse exemplo, dessa luz ímpar que você traz.

Continue assim…

 

Original do blog http://carmenmigueles.blogspot.com.br/

Eu fui convidada para falar para um grupo de jovens e crianças na Igreja da Ressureição, em Copacabana. A maioria delas da comunidade do Pavão Pavãozinho.  Perguntei: vocês são livres? Todos concordaram que não. A razão pela qual acreditavam não ser livres era porque não podiam ter e fazer tudo o que queriam. Não era esse o entendimento de liberdade que me interessava. Porque não é possível para o ser humano esse tipo de liberdade. Eu gostaria de voar. Sonho antigo da humanidade. Mas não posso. Isso não reduz a minha liberdade.

Mudei a estratégia. Falei sobre vários líderes empresariais brasileiros que quando começaram a sua história eram tão pobres quanto eles. Não é difícil achar. Esses são muitos em um país de imigração e industrialização recentes. Perguntei: o que vocês acham que eles fizeram para conseguir tanto sucesso? Eles responderam: deram sorte, roubaram ou enganaram alguém ou alguém ajudou; Eu estava tentando demonstrar que é possível mudar a própria vida se a pessoa se organiza para isso e persevera nas suas intenções…. Estava difícil.

Tive uma ideia: recorri à antiga metáfora do anjinho falando em um ouvido e o diabinho falando no outro. Perguntei: o que o anjinho fala em uma orelha? Um menininho de uns 9 anos disse: ele diz para eu tomar banho.

– Você toma?

– Não….

– O que o diabinho diz?

– Ninguém vai me cheirar mesmo….

– Mas quem quer seu bem?

– O anjinho…. Se eu não tomo banho fico cheio de pereba….. Mas eu não gosto muito de banho……

Quem mais quer contar uma história? Outro menino, agora com uns 14 anos, começa:

– O anjinho diz para eu ler e estudar.

– Você lê e estuda?

– Não.

– Mas porquê? O que o diabinho diz?

– Não é diabinho não…. é um diabão desse tamanhão…. É meu game…. vou estudar ele diz: você está quase passando da fase….. Meu pai grita: menino, desliga esse negócio e vai estudar….. o diabão diz: nem liga…. daqui a pouco ele tá babando no sofá…..

Falamos sobre a liberdade como a capacidade humana de escolher entre coisas melhores e piores…. Eles acharam esse exercício muito difícil. Não estão sozinhos. O peso da liberdade é mesmo difícil de carregar…. Ser livre é ser dono das próprias escolhas e responsável pelas consequências…daí a sua importância. Essa era a razão pela qual estávamos ali. Em um grupo chamado, não sem razão, grupo da Perseverança. O objetivo é apoiar-nos uns aos outros nessa difícil tarefa. Pois embora difícil, tentar escapar dela é sempre pior….

Mudamos o exercício. Propus um teatro. Contei essa estória:

–  Eu sou um trabalhador ali da comunidade. Trabalhei minha vida toda e agora perdi o emprego. Recebi meu fundo de garantia e tinha algum dinheiro na poupança. Pensei: o que posso fazer? Pensei nas crianças da comunidade, em como era difícil descer para tudo, até para comprar um lápis. Decidi abrir uma pequena papelaria na varanda da minha casa. Trabalhei duro. Com o dinheiro que ganhava sustentava minha família. Aos poucos minha papelaria ficava conhecida e eu vendia mais. Procurava ter o melhor preço possível. As crianças não tinham muito. Ganhava meu dinheirinho, mas era sempre pouco e apertado. Mas como eu sabia o que elas precisavam e tinha um preço bom, comecei a prosperar. Nessa hora decidi colocar uma placa na porta: “Precisa-se de ajudante”. Disse para eles:

– Vocês precisam vir para a entrevista de emprego e me convencer a contrata-los.

O primeiro disse:

– Moço, sei que o senhor está procurando ajudante…. Que preciso de emprego. Minha mãe está doente, os remédios são caros… eu disse não.

O segundo disse:

– Eu tenho cinco filhos… minha mulher está gravida do sexto…. Não tenho como comprar comida. O senhor me dá esse emprego?

Eu disse não, infelizmente eu não poderia dar o emprego para ele.

O terceiro contou uma história pior, de doença e fome….

Eu disse não.

Então o menino disse: mas a senhora é ruim que é o cão, hein? O que eu preciso dizer para a senhora me dar o emprego?

– Que você é muito bom de matemática, pode me ajudar muito a melhorar o meu negócio. Seria melhor se você disse: – gostaria muito de trabalhar aqui. Sou muito bom de vendas. Tenho uma serie de ideias de como podemos crescer. Se eu conseguir fazer o seu negócio crescer, digamos, 50%, o senhor me dá uma sociedade?

Os meninos disseram: – Não, isso não pode dizer! O dono vai achar que você quer tirar vantagem dele!!!!

De onde veio essa crença? De que ser necessitado, dependente e sem ambições seria melhor do que ser capaz, altivo e propositivo? O que essa crença tem a ver com a falta de valor que o jovem dá para escola?

Ela vem de uma profunda visão de desigualdade e de que o interesse do pequeno empresário é diferente e oposto ao do seu funcionário. Essa crença está por trás da ideia de que trabalhar para ajudar o patrão a prosperar é uma forma de aceitar a própria exploração. É a visão de que numa sociedade de desiguais, em que para um ganhar outro tem que perder.

O pequeno empresário, se tivesse gasto seu dinheiro ao invés de investir, por medo do risco de fazê-lo, seria um igual. A coragem de correr riscos, trabalhar duro e tentar vencer parece colocá-lo em um outro lugar: no lugar dos fortes e poderosos que, por falta de escrúpulos, emprega alguém para enriquecer às suas custas. Ao não se ver como igual, o jovem não vê valor em unir forças e aproveitar que o outro acumulou algum dinheiro para partir de uma posição de maior vantagem em seu próprio esforço por empreender para construir algo melhor.

A visão de igualdade o ajudaria a perceber que se o outro está buscando ajuda é porque há mais trabalho do que ele consegue fazer sozinho. De que para um pequeno empresário como esse em uma comunidade, não deve ser fácil sustentar a família e pagar as contas. E que mérito está em ajudar o outro a ganhar ajudando-o a gerar mais valor para as pessoas que são clientes do seu negócio, nesse caso as crianças da comunidade. E que o estudo ajuda nesse esforço de prosperidade. Que liberdade, nesse caso, é a capacidade de enxergar alternativas e fazer as melhores escolhas para si mesmo, pois a soma das melhores escolhas individuais produz resultados melhores para todos, colabora para que juntos todos se beneficiem do esforço de cada um.

A visão de desigualdade faz com que o jovem ache que emprego é caridade. Que o empregador, já sobrecarregado com a tarefa de cuidar da própria família e do próprio negócio deveria dar emprego para alguém que colocaria mais peso sobre os seus ombros. Nesse contexto ele não consegue enxergar o valor da sua contribuição. E não consegue fazer as melhores escolhas. Ele não entende o que queremos dizer quando afirmamos que o indivíduo é o único gerador de riquezas. Que o livre mercado é a maneira mais fácil de fazê-lo prosperar. E de que todos se beneficiam quando ele usa o máximo das suas competências. Temos muito trabalho a fazer. Precisamos da sua inteligência e da sua vontade para estarmos melhor no futuro. E ele não sabe do valor que tem.

Igualdade, liberdade e meritocracia pressupõe o esforço da subsidiariedade. Dessa capacidade de ajudar o outro a desvelar todo o seu potencial. Essa é a solidariedade que nos fará melhores. Se todos tentarem, será muito mais fácil cuidar de quem precisa. Eles serão em muito menor número e o conjunto dos cidadãos será muito mais prospero.

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Hidra de Lerna

Se tem alguém que entende de multas de trânsito, tirando a máfia dos despachantes que agem como intermediários/facilitadores dos corruptos do setor, esse alguém sou EU!

Em 2015 eu praticamente gastei o valor do seguro do meu carro (que não fiz) + o valor da minha “jabiraca” (moto) com pagamentos de multas e atravessadores resolvendo problemas criados pelo próprio DETRAN-SP.

A burocratização, a corrupção e a celeuma desta Hidra cria um rio cheio de presas fáceis diariamente na Av. do Estado, n° 900, pessoas perdendo tempo produtivo para:

a) indicar condutores das multas recebidas,
b) emitir/renovar CNH,
c) recuperar veículos apreendidos,
d) resolver problemas de taxas/tributos antigos.

E acredite, obter informações que muitas vezes são incompletas, mais dúzias de outros procedimentos para resolver problemas criado pelo próprio departamento estatal.

Atenção! Se você pretende ir a algum departamento público vá preparado com no mínimo 2 cópias de seus documentos, boletos bancários, carteirinhas, certidões e comprovantes… alguns autenticados!!

Hoje, além de caro, é demorado resolver qualquer problema relacionado a veículos/trânsito em SP. Todo jovem – principalmente o mais pobre – que sonha em comprar uma moto ou um carro para ganhar horas preciosas do seu dia, ou ganhar um dinheiro como motorista/motoboy não consegue faze-lo sem perder muito tempo e dinheiro.

Uma CNH não sai por menos do que R$ 1800,00 e despende praticamente 3 meses (otimista) de tempo!

R$1800,00 motherfuck mangos… Porra! Minha “jabiraca” vale isso!!!

Quem tem grana paga um despachante, quem não tem vira escravo do transporte público, além de ficar fora de algumas opções do mercado de trabalho, e se perpetua nos tentáculos de programas sociais do estado.

Transitar em SP é uma tarefa quase criminosa. A cada 100 metros o olho vai instintivamente ao velocímetro, pois as velocidades permitidas não são mais compatíveis com a capacidade das vias. A cotidiana sensação de insegurança ao dirigir nas vias da cidade colide com a necessidade de obedecer regras que potencializam essa sensação.

Vivemos no dilema entre manter-se vivo e com a nossa propriedade… ou SER ROUBADO PELO ESTADO.

O que mais me espanta é a incapacidade das autoridades do estado – e da grande maioria da população brasileira – de perceber que quanto mais regras e leis moralmente questionáveis, mais se burla estas leis!

Quando as únicas leis são aquelas que todos consideram como corretas e válidas, elas tem uma grande força moral, quando se tem leis que as pessoas separadamente não consideram como corretas e válidas, elas perdem sua força moral.

Por exemplo:

Qual a objeção moral ao excesso de velocidade? Não estou dizendo que se possa ter uma objeção “prudencial” ao excesso de velocidade, você pode ter medo de ser pego. Mas parece ser imoral o ato de acelerar? Se for, é uma pequena minoria!

Qual a objeção moral ao transitar sem uso do cinto de segurança?

Perceba que da noite para o dia, aqui em São Paulo, milhares de motoristas tornaram-se foras-da-lei por transitar nas vias das marginais em velocidade superior a estabelecida, permitidas até então.

Hoje (04/2016) está aprovada uma nova regra de trânsito obrigando que se trafegue sempre com os faróis do veiculo acesos em rodovias. Será mais alguns milhares de contribuintes punidos por não cumprir tal regra.

Outro exemplo?

a) Um motociclista é penalizado com multa por pilotar com a viseira aberta, não importa se está calor e ele fica sufocado, não importa se está chovendo e a viseira embaça, não importa se ele está com mal-estar e precisa de ar no rosto. Não importa, a regra é clara, será penalizado conforme Resolução 453/13 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), em seu artigo 3º, inclusive com suspensão da sua habilitação.

b) Se a lâmpada do seu farol queimou, não importa se aconteceu a um minuto, uma hora ou um dia, será penalizado com multa e suspensão do direito de dirigir por um determinado período, conforme artigo 244, IV CTB).

c) Se o seu capacete não tem um selinho específico (INMETRO) será penalizado com multa, suspensão e recolhimento da sua habilitação (conforme artigo 244, I CTB).

d)Todos nós, motoristas, somos obrigados a andar com um pedaço de papel como garantia de que os tributos/taxas foram recolhidos, mesmo que as diligências tenha ferramentas para consultar estes dados, nessa questão a prova de inocência é do acusado, uma inversão de justiça, que diz claramente que a prova de culpa é de quem acusa.

?? Quem são as vítimas desses crimes ??

São essas mesmas pessoas que nunca pensaram nem por um segundo em roubar um centavo de seu vizinho, mas não hesitam em passar no sinal vermelho na madrugada de Sampa.

Por quê? Porque enquanto um conjunto de leis tem um valor moral que as pessoas reconhecem, independente do governo ter aprovado essas leis, o outro conjunto de leis não apela ao instinto moral das pessoas.

Penso que seja importante que isso fique claro nas nossas mentes, para não cairmos na narrativa desonesta de que qualquer ato imoral tem o mesmo “valor”, a mesma “força”, pois tal retórica é usada para que criminosos do mais alto grau de periculosidade, e principalmente os mais sujos corruptos do governo, nos culpe pelos delitos cometidos por eles, comparando nossas condutas menores, essas que não tem apelo instintivo de moralidade, com seus próprios atos criminosos.

Por essa razão vemos ministros do Brasil justificando atos de corrupção em seu governo sob alegação “cultural” (Urgh!), comparando o comportamento do cidadão mal-educado que joga papel no chão, ou de um cidadão que para livrar-se de um policial rodoviário corrupto (pois tem poder para corromper) aceita se corromper pois esqueceu aquele papelzinho em casa e está a 500 Km de distância, e essa penalização lhe custará muito mais tempo e dinheiro.

Estamos vivendo em um tempo que para se fazer qualquer coisa deve-se ter permissão do estado, quando o certo seria o inverso

Deveríamos ter um estado que nos garantisse fazer o que quiséssemos, desde que se respeite direitos fundamentais de terceiros, como a VIDA, a LIBERDADE e a PROPRIEDADE!

A constituição deve representar não uma concessão de poder dos governantes aos governados mas uma delegação de poder feita pelo povo ao governo que criou!

 

Este vídeo é exemplar, veja: O que torna um país corrupto? (Milton Friedman)

Fui!

Mathias.

O Golpe dos anti-golpes.

Publicado: 29 de março de 2016 por Mathias em Sem categoria

Entenda de uma vez por todas como funciona a cabeça da esquerda-lulopetista!

Afinal, é ou não é um golpe?

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Não é golpe!

Eles participam das manifestações pró, mas se dizem contra.

Eles justificam tudo que há de ruim no governo petista dizendo que a oposição também é ruim.

Eles desqualificam a PF e a operação lava-jato usando falácias.

Eles se dizem a favor da democracia, mas não aceitam processos democráticos.

Quem são, como vivem, o que pensam…


 

Sem título1


Vc é contra o governo, a favor da democracia e se diz contra o golpe?
… MAS não aceita o impeachment, um processo político e democrático, assegurado pela constituição, que está de acordo com todas as regras e está seguindo todos os ritos de forma legal.

Vc questiona as intenções do juiz Sérgio Moro e da operação lava-jato?
… MAS ignora o conteúdo, se esgueira sobre as dezenas de prisões, o resgate de alguns bilhões, desdenha por completo os méritos de todo o processo de investigação, ignora listas, áudios, delações. Prefere desqualificar pessoas, argumentum ad hominem primário.

Vc acusa a operação de “politizar” o judiciário?
… MAS silencia sobre advogados e acadêmicos petistas no STF e na AGU, não comenta sobre Lula cobrar gratidão pela nomeação do procurador-geral Rodrigo Janot, e ignora a nomeação de Lula como ministro, afim de obter foro privilegiado.
Ignora que o governo use como “ferramenta político” sindicatos, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora que deveria representar.

Vc acusa a operação de “fins partidários”?
… MAS esconde os partidos por trás de todos sindicatos, organizações e movimentos sociais financiados para defender um governo corrupto que os financia.

Repudia que “os fins justificam os meios”?
… MAS, cala sobre o baixo calão, o machismo, o autoritarismo, o totalitarismo e a tentativa explícita de interferência nas instâncias independentes dos três poderes por Lula e demais envolvidos, tudo provado, gravado dentro da lei, vc participa de uma manifestação para ouvir e aplaudir Lula em palanque, tudo isso pra que? Para não negar a ideologia que acredita.
Não opina, não mostra indignação, não acha estranho, não se permite nem mesmo questionar fatos concretos de ocultação de patrimônio e de tudo mais que foi revelado aos quatro cantos.

Exalta os números, a grandeza da manifestação que participou, uma manifestação partidária com discurso de ódio, enquanto acusa a todos de golpistas, fascistas e tantos outros “istas” ao seu bel prazer.

Menospreza todos que pedem impeachment, que vaiam políticos da oposição, na maior de que todas as manifestações do Brasil, uma demonstração de que não tem CORRUPTOS DE ESTIMAÇÃO. (Collor, Maluf, Renan Calheiros, Jader Barbalho e alguns condenados… ovacionados como heróis)

USA RÓTULOS!

ELITE, gente ignorante, gente alienada, o anti-povo.

Não você… Você está do lado do povo, os 6 milhões, ou 5, ou 4 milhões que saíram no dia 13 são o anti-povo.
Você sim, pensa no bem da nação, enquanto os que batem panela só querem manter o status quo, são reaças-conservadores-preconceituosos-fascistas.

Não defende o governo… mas apóia manifestação pró.
Não defende o governo… mas todos os atores que apoiam o governo participam da mesma manifestação.
Não defende o governo… apenas se manifesta “em favor da democracia”.

Acusa tudo de fascista, mas pede estado em tudo.

TODOS SÃO GOLPISTAS!

As revistas são golpistas (menos CartaCapital, Caros amigos, Brasileiros)

Os blogs são golpistas (menos DCM, brasil247, Conversa fiada, o cafezinho, viomundo, revista fórum…)

As emissoras de TV são golpistas (menos a TV Brasil)

A Globo é golpista (menos o Zé de Abreu, Jô, Paulo Betti, Cristiana Lobo, Burnier, Arthur Xexeu, Mário Sérgio Conti, Pontual, Barbara Gancia, …)

A mídia em geral é golpista (menos aqueles que defendem o governo).

Humoristas são golpistas (menos Adnet, CQC, Greg Duvivier)

Jornalistas são golpistas (menos Safatle, Mino Carta, PHA, Luís Fernando Veríssimo, Mônica Bergamo, Nassif, Miguel do Rosário, Leonardo Attuch, Renato Rovai, Leonardo Sakamoto, Laura capiglione, Anselmo Góes, … )

Acadêmicos são golpistas (menos Cortella, Renato Janine, Marilena Chauí…)

O judiciário é golpista (menos aqueles que julgam em favor dos interesses do governo).

A oposição é golpista (menos o PSOL, PCdoB, PSTU e PMDB “por enquanto”).

O povo é golpista (Menos “eu”… e meus companheiros, nós defendemos o governo, mas falamos que defendemos a democracia). Quem bate panela e quem vai as ruas contra o governo é golpista, não é povo é o “ANTI-POVO”.

Economistas são golpistas (menos os desenvolvimentistas e keynesianos da Unicamp)

Delcídio é golpista (hoje, antes era o líder do governo).

Renan Calheiros é golpista (após 28/03, antes era aliado).

OAB é golpista (após 26/03, antes era aliada).

Empresários são golpistas (menos aqueles que se beneficiam dos subsídios do governo e contribuem legalmente com nossas campanhas com os excedente de contratos superfaturados).

Jovens estudantes são golpistas (menos os da UNE e UJS).

O Fernando Holiday é golpista (menos os demais negros dos movimentos negros que apoiam e buscam privilégios do governo).

As mulheres são golpistas (menos aquelas ‘grelo duro’, que aceitam nos servir para destruir reputações e criar fanfics). Já quem nos trai, como Marta Suplicy, deve ser xingada pra “aprender o que é bom”.

Os pobres são golpistas (menos os que aceitam participar das nossas manifestações por R$30,00). O resto não sabe que é explorado.

O impeachment é golpista (menos o do Collor e do FHC)

A direita é golpista (menos o Maluf, Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e os demais que estão do meu lado).

Todos são golpistas!

Menos aqueles que me servem para continuar no poder e implementar experiências sociais totalitárias através das regras democráticas, não me importo que essas experiências causaram milhões de mortes pelo mundo, pois eu acredito que dará certo agora.
Não me importo com o passado, apenas me importo com o futuro, por isso mesmo não tenho compromisso com nada nem com ninguém, nem mesmo com a minha consciência. Posso vender sonhos cheios de boas intenções e a humanidade futura que sofra com meus devaneios.
Sou um revolucionário!

SE TUDO É GOLPE, ENTÃO…

Não é golpe… Nomear para o ministério da justiça pessoas com o intuito de travar operações da PF.

Não é golpe… Incitar no palanque o confronto aberto entre as pessoas composição política contrária.

Não é golpe… Cobrar postura conivente de procuradores nomeados no seu governo.

Não é golpe… Dizer que ministros do supremo são frouxos.

Não é golpe… Chantagear familiares de senadores presos para que o mesmo recue nas delações.

Não é golpe… Articular a pauta jornalistica com redatores de revistas pagas por publicidade do governo.

Não é golpe… Dizer que afastará toda equipe policial se houver cheiro de “vazamento” mesmo sem provas

Não é golpe… Emitir um documento assinado para servir de arma contra prisão.

Não é golpe… Usar o espaço público do planalto para reuniões com pessoas que tem viés ideológico totalmente parcial, cujo objetivo é somente manipular a opinião pública.

Não é golpe… Financiar artistas em troca de apoio político.

Não é golpe… Incitar mulheres a combater opositores pelo simples fato de ser oposição.

Não é golpe… Criar neologismo para termos chulos e machistas, manipulando a língua e enganando incautos.

Não é golpe… Usar sindicatos como instrumento político, em detrimento aos interesses da classe que deveria representar.

NADA É GOLPE!

FUI!

Mathias.