A Minhoca Fluorescente
Um monte de baboseira escrita por um monte de baboseiro

ago
19

E completamos 2 semanas longe de casa… A saudade do arroz com feijão começa a apertar, mas continuamos firmes porque a viagem está interessante…

Hoje alugamos o carro em Zagreb para vir até Split, com uma paradinha em Plitvice.

O serviço da Hertz em Zagreb foi perfeito. A atendente dos caras era um show a parte, foi extremamente simpática, explicou tudo o que precisávamos. Eu tinha pedido um GPS, e ela me arrumou um mapa super detalhado da Croácia e falou: Não pague a mais por isso não porque não tem utilidade. Olha o tamanho do nosso país! Você não vai se perder por aqui, não é do tamanho do Brasil!… Hehehehehe…. e ela tinha razão, deu tudo certo com as dicas que ela nos passou.

Pegamos a rodovia A1, que é um tapete, até a cidade de Otocac, de onde pegamos uma estradinha para ir até o Parque Nacional de Plitvice (aqui chamado de Plitvice Jazera). Dá um Google na parada aí que não estou afim de ficar explicando muito, mas o lugar é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. São vários lagos, todos interligados, de água cristalina. O fundo de cascalho dá essa cor aí que você vai ver nas fotos.

A fila pra entrar no lugar era algo quilométrico. Isso deu meio um desespero. Enquanto esperávamos, matamos um lanche cada um (já era meio-dia). Conseguimos entrar no parque depois de 45 minutos. Em toda a estrada e até a hora da fila, uma chuva leve nos acompanhou. Eu pedi a Deus que a chuva parasse. Ele atendeu. E de brinde mandou esse sol aí que vocês vêem nas fotos. Sim, assim que compramos os ingressos, o tempo abriu. Milagre divino mesmo, para os que crêem.
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Lá dentro, quase 3 horas de caminhada, meu brother. É só pra quem tem fôlego. Isso porque fizemos o roteiro mais básico, porque o parque é gigantesco. E conseguimos ser brindados com a vista final, no último mirante, que realmente é coisa de cinema.
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Bem, saímos de lá embasbacados para vir pra Split. Mortos também. Depois de 2,5 horas chegamos aqui. A cidadezinha é charmosa pra caralho. Fomos até o Palácio Diocleciano, também patrimônio da Unesco, para jantar, mas tirei só algumas fotos rápidas. Estávamos derrubados. Jantamos nosso jantar mais caro da viagem, mas num baita lugar fodido e de comida espetacular. O dia pedia.

Surpresa do dia: Plitvice, por tudo o que foi dito acima.

PresepadaS do dia: Hoje foram várias.

1 – Chegando na Hertz, vi que tinha esquecido minha PID (Permissão Internacional para Dirigir) no apartamento. Fiquei desesperado, achando que não iam me entregar o carro. E foram 30 minutos de caminhada até lá. Já estava bolando até um plano B para deixar a Juliana como garantia enquanto eu ia dirigindo buscar o documento. Mas não precisei e a mulher aceitou minha habilitação do Brasil mesmo.
2 – No meio do caminho até Split, precisei parar para abastecer o carro. Estou com um Ford C-Max, que é tipo uma Ecosport melhoradinha, e que bebe pra burro. A merda é que esqueci de perguntar qual o combustível da bicha. O carro até tem manual, mas você sabe ler croata? Bem, eu não. E na porra da boca do tanque também não tem nada escrito. Pensei comigo: fodeu! Por sorte, encontrei um cara que falava inglês no posto e ele me falou que era gasolina mesmo. Deu certo.
3 – Encontrar o apartamento que alugamos aqui foi um perrengue. Como disse, a mina da Hertz me convenceu a não levar o GPS, porque era fácil andar nas estradas. Ótimo. Só que eu esqueci que precisava encontrar um endereço aqui em Split, só com um mapa meia boca de umas 10 ruas da cidade que eu havia impresso. Véi, quase que entro de carro no Palácio Diocleciano. A sorte que Split é a segunda maior cidade da Croácia, perdendo apenas pra Zagreb, que é tipo do tamanho de São Caetano do Sul. Então rua vai, rua vem, acabei achando. Só que as ruazinhas aqui são apertadas que só o caralho, então haja manobra. Mas no fim, tudo certo.

ago
18

Mais um dia de sol e tempo limpinho na Croácia. País simpático, viu?

Fizemos tudo à pé por aqui hoje. Fomos até a cidade alta, que é a parte mais antiga da cidade, com toques medievais. É também onde fica a sede do governo croata. Não tem muito o que falar, só as fotos mesmo.
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Ah, aliás, o canhão que aparece na foto, no alto da torre, é o que dá o tiro ao meio-dia marcando a metade do dia. Segundo a história, isso serve para que as igrejas saibam a hora de tocar os sinos. E, de fato, é bem sincronizado…rs

Paramos ao lado da torre num caminhozinho bem bacana com várias barracas de artesanato e, claro, cerveja. Vou te contar que os caras são muito fracos de artesanato aqui. Não dá pra comprar um imã de geladeira sequer, de tão feia que é a coisa.
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Depois andamos por aí, tudo à pé. Não tem muito a acrescentar. Hoje a cidade estava bem mais movimentada que ontem, mas mesmo assim não é nada sequer próximo dos outros lugares que visitamos. É bem pacato, mas o povo é simpático e a cidade bem bonitinha. Amanhã partimos para Split, de carro, com uma escala no Parque Nacional dos Lagos Plitvice. Se der certo, preparem-se porque o lugar parece ser maravilhoso.

Surpresa do dia: Comer em Zagreb é agradabilíssimo. Há uma oferta grande de restaurantes a preços muito bons e com comida farta e gostosa. Não fomos em lugar ruim aqui, gastando em média R$60 por refeição (o casal).

Presepada do dia: A Juliana faz aula de inglês, sabe falar, mas é tímida que dá nos nervos. Hoje ela queria que eu perguntasse pra garçonete onde era o banheiro do restaurante, e eu a forcei a perguntar. Pronto, a bosta estava feita. A porra da porta do banheiro tinha senha e os caraio. Pô, logo de cara um teste assim, em nível hard?

ago
17

O dia começou bem cedo, pois nosso trem saiu de Budapest às 6h da matina. Os caras do hotel Bristol em Budapest foram sensacionais, e montaram 2 cafés da manhã para nós, para levarmos no trem, com 2 lanches cada um, suco, iogurte e frutas. Espetacular para quem enfrentaria uma viagem de 7 horas. Pois é, demora pra burro, cara! O trem faz 483 paradas no caminho, incluindo Sorocaba, Salto de Pirapora e Astorga, no Paraná.

Os pontos altos da viagem foram:
1 – O lago Balaton, ainda na Hungria, é muito bacana. Existem várias vilazinhas turísticas em volta do lago, com campings e casas de veraneio, e muitos locais para pescar. Muita gente andando de bike ou correndo. Enfim, uma área de veraneio que talvez valha uma visita da próxima vez. Cerca de 2,5 horas de trem de Budapeste.
2 – A Juliana cedendo um cobertor para o gringo do lado dela que estava congelando com o ar-condicionado exagerado do vagão. O moleque não sabia nem agradecer.
3 – Na divisa entre Hungria e Croácia, pausa para troca de trem. Quer dizer, nós não precisamos trocar de vagão, mas a composição foi refeita. Não entendi direito, mas o trem chegou em um sentido, e saiu em outro. E alguns vagões foram removidos da composição. Passamos por controle de passaporte pela primeira vez desde Munique. Achei que era porque a Croácia ficava fora da União Européia, mas não é. Não entendi porquê, mas passamos por controle de húngaros e croatas. Enfim, 2 carimbos a mais no passaporte. A Juliana já estava ficando preocupada.

Chegando em Zagreb, viemos direto para o apartamento que alugamos através do Airbnb. O apartamento fica a 5 minutos à pé da estação. Um frio na espinha porque o interfone não funcionava. Mas alguns instantes depois um casal chegou ao prédio e perguntou por quem procurávamos. Eram turistas também, evidentemente, e também tinham alugado algum apartamento aqui. Eles entraram e chamaram o pai da Dora, dona do apartamento, que foi nos atender.

Vou falar: acertamos na mosca. O apartamento é sensacional. É um studio, mas de ótimo tamanho, com tudo o que precisamos. O cara nos explicou tudo direitinho, nos deu mapa e instruções. A Dora deixa o apartamento impecável. Tem até uma plaquinha com palavras básicas em croata, um livrinho com dicas da cidade, um pote com docinhos típicos, frutas, tal. Muito bacana mesmo.
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A cidade é bem pequenininha. Dá pra ver tudo à pé. Amanhã devemos alugar uma bike para dar um rolê. Hoje fomos somente almoçar aqui no centrinho, demos uma volta até a catedral da cidade (que está em reforma, como vocês podem ver nas fotos), e fizemos umas compras pra deixar aqui no apartamento pra consumo próprio.
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Incrível que, como hoje é domingo, praticamente nada funciona. Todas as lojas estão fechadas e apenas alguns restaurantes abrem. Não conseguimos sequer trocar dinheiro. E a cidade é bem vazia, não tem muitos turistas. Mas vimos mais brasileiros aqui do que em qualquer outro lugar da viagem. Eu com minha camisa do São Paulo encontrei mais 2 torcedores pela cidade.

À noite fomos jantar num dos restaurantes indicados pela Dora, que por sinal é bem mais ou menos. Nada demais. Mas deu pra ver que a cidade fica mais agitadinha, com algumas ruazinhas que lembram bem cidades turísticas do Brasil.
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Surpresa do dia: Zagreb é como uma cidade do interior do Brasil. Pequenininha, sem muito movimento. Eu não achei que seria tão assim, mas enfim acertamos. O tempo que ficaremos aqui será mais do que o suficiente para ver tudo. Ah, e algumas curiosidades que o livrinho da Dora explica: a caneta esferográfica foi inventada por um cientista de Zagreb; todos os dias ao meio-dia podemos ouvir um tiro de canhão que marca a metade do dia; Zagreb é um dos maiores sítios arqueológicos do homem de Neandertal.

Presepada do dia: Na verdade, não é bem uma presepada, mas foi uma piada boa que a Juliana fez hoje no trem vindo pra cá. Será que a Croácia é a terra do Croissant?….kkkkk

ago
16

Dia de repor as energias…

Budapeste é cheia de termas. Existem várias piscinas pela cidade, e hoje fomos à Szechenyi. O lugar é doidão. Sorte que compramos os ingressos no próprio hotel e nem precisamos pegar uma fila enorme por lá.

As águas são muito quentinhas. Algumas piscinas chegam a 38°C. É muito revigorante.
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À noite, depois de jantar, fomos conhecer o New York Cafe, auto-denominado “o café mais bonito do mundo”. Realmente, o negócio é magnífico.

Eu tomei um chocolate quente (que na verdade era morno) e a Ju comeu um doce. Deixei um rim para pagar a conta e lavei 2 pilhas de pratos, mas valeu.
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Budapeste vai deixar muita saudade, mas a gente volta um dia. Amanhã vamos pra Zagreb.

Surpresa do dia: O lance do termas é muito doido!

Presepada do dia: Encontrar um lugar ao sol para se sentar no termas é uma aventura. Apesar do sol, batia um vento frio. Murphy nos acompanhou e nos sentamos ao lado de um casal italiano bem serelepe. Achamos que o negócio ia rolar ali mesmo. Maior pegação. E já eram 2 senhores. O véio de barraca armada e tudo. Rolou até mão por dentro da sunga na bunda do véio. Bizarro total. Mudamos de lugar porque estávamos incomodados. Todos paravam pra ver. Depois a Ju até tirou uma foto. Saca só o cara em cima da mulher…
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ago
16

E a chuva foi embora de vez. E o sol veio com tudo.

Certamente foi um dos melhores dias da minha vida. Que puta lugar legal!

Conhecemos o Parlamento, depois fomos à pé até a Ponte das Correntes, para subir até o Castelo de Buda. Pra quem não sabe, a cidade é dividida pelo rio em Buda e Peste. Estamos hospedados do lado de Peste .

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A subida ao castelo pode ser feita por um funicular, ou à pé mesmo, que foi nossa opção. A vista lá de cima compensa.
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Lá no alto, ainda dá pra visitar a igreja de São Matheus, e o mirante dos pescadores. De lá a vista do Parlamento é linda.
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Almoçamos lá no topo mesmo. Paga-se caro, mas a vista compensa. Depois descemos e fomos até uma igreja construída dentro de uma rocha, ainda em Buda. Nada demais, por sinal. Acima da igreja, há um mirante de onde se vê outra parte da cidade, como o Mercado Central.

Jantamos num restaurante chique pra caralho na região do hotel. Comida maravilhosa, vinho, luz de velas… O restaurante chama-se Chess, pra deixar registrado, e não é muito caro.

No caminho, paramos pra trocar dinheiro e acabamos conhecendo um casal brasileiro bem simpático, de Londrina.

Surpresa do dia: na praça do Parlamento, fomos surpreendidos por sprinters no piso que começam a soltar spray de água pra refrescar a galera.

Presepada do dia: Por incrível que pareça, não houve. O dia foi tão perfeito que não fizemos nenhuma bosta dessa vez. Talvez o ponto negativo do dia tenha sido os drinks que resolvemos tomar no restaurante lá do castelo, que eram horríveis.

ago
15

Mais uma mudança de país. Na verdade, Budapeste fica bem pertinho de Viena, a 2 horas de trem só. Pegamos o trem na estação Meidling em Viena para cá. Fiz uma cagada sem saber, pois comprei a passagem até a estação de Kelenfôldi aqui, que fica bem longe de onde estamos, e precisamos vir de táxi. Nada caro, mas depois vi que estamos a menos de 5 minutos à pé da estação central Keleti. Enfim, Inês é morta…

O povo húngaro já surpreendeu desde o trem. Pedi uma informação para o funcionário do trem que veio conferir as passagens e o cara foi super atencioso. Mostrou qual a estação em que nós desceríamos, quanto tempo faltava até lá, coisa e tal. O taxista que nos trouxe até o hotel também foi bem simpático, veio conversando com a gente o caminho todo. O funcionário do hotel também foi muito solícito. Foi ele que nos solicitou o táxi que já estava nos esperando quando chegamos, e também nos deu as dicas básicas aqui da cidade. E nos indicou um restaurante de comida típica húngara para almoçarmos, onde o senhor responsável pelo restaurante é um cara muito bacana! Comemos um goulash (que é tipo uma carne de panela deles) e um frango com páprica (bem próximo a um strogonoff de frango), tudo seguindo as orientações dele. Valeu muito à pena.

Agora, se nós achávamos que alemão e tcheco eram línguas complicadas, o húngaro faz por merecer a citação de Chico Buarque, que diz ser a única língua que o diabo respeita. Nunca vi nada parecido. Não se assemelha a nada que eu já tenha ouvido. As placas aqui são ignoradas por mim facilmente.

Como estava chovendo muito desde que chegamos, o máximo que fizemos foi ir almoçar e depois trocar dinheiro na moeda local, o florim húngaro. R$1 compra 100 florins, para se ter uma ideia. A moeda é bem desvalorizada, então tudo tem muitos zeros à direita (mais até do que na República Tcheca), e eles também não usam os centavos.

Quando parou de chover, demos um rolê pela cidade. Fomos até um parque onde ficam alguns museus de Budapeste. Esse lugar fica a 30 minutos à pé do hotel, e como eu e a Ju estávamos no pique, fomos assim até lá. Dentro do parque, que é lindo, há um bar meio aberto assim, tipo uma tenda, onde estava rolando um show de uma banda cover do Pink Floyd. Caras bons pra cacete, uma baita som, alto e de qualidade!
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E foi depois daí que rolou a…

Presepada do dia: no mapa da cidade, havia a indicação de um restaurante TGI Fridays aqui em Budapeste. Não sei o que deu na Juliana de querer jantar lá. Já havíamos feito 1 hora de caminhada e ela viu pelo mapa que dava pra ir à pé até o local indicado. Andamos mais meia hora até lá, sem parar. O restaurante fica dentro de um shopping center. Chegamos lá varados de fome, por volta das 21h. Minhas pernas já não respondiam mais. O pior de tudo foi ter andado por lugares totalmente ermos da cidade, com pouca iluminação e pouco movimento, numa área nada turística…hehehehehe….

Surpresa do dia: finalmente, após todo o mau humor e grosseria de alemães, tchecos e austríacos, encontramos um povo simpático, feliz e sorridente. Não sei dados de pesquisa, mas posso apostar que a vida sexual do povo húngaro é muito mais saudável do que os demais. Isso deve explicar, pois a cidade toda é bem velha, pobre, mas mesmo assim a galera é de bem com a vida.

ago
14

E hoje não choveu. Muito.

Fomos pela manhã a um parque de diversões que fica do lado leste da cidade. Muito bacana por sinal. Parece aqueles cenários de filmes da década de 80. É tipo um Playcenter.

Lá fomos visitar o Madame Tussauds, que fica dentro do parque. A Ju insistiu pra ir, porque para mim não é mais novidade. Obviamente o daqui é menor que o de Londres e de NY, mas tem muita coisa legal também. A funcionária mesmo nos perguntou o que nós, do Brasil, fazíamos aqui nessa época…rs

Em seguida fomos ao aquário. Lugar muito bacana também. Uma fila de meia hora pra entrar, um lugar abarrotado de crianças, mas vale à pena. A vista do terraço é bem bonita também.

Voltamos para o hotel para deixar umas coisas que compramos para depois sair pra jantar. E aí a chuva apertou mesmo. Quando parou, fomos de novo ao festival de filmes, onde também tem a feira gastronômica. Eles estavam exibindo uma ópera no telão, e mesmo com uma chuva fraca muita gente pára pra ver. A Ju comeu um kebab numa barraca turca e eu, um crepe numa francesa. Ainda abatemos um wafle de nutella e nozes e um sorvete Magnum de champagne.

Assim acaba Viena. Sem muito o que falar, mas o tempo pesou.

Surpresa do dia (ou até da viagem): a cultura europeia é muito diferente da nossa mesmo. A quantidade de pais viajando e passeando com crianças aqui é enorme. Cansamos de ver casais de mochileiros com 2 ou 3 filhos. E dane-se o frio e a chuva. Os pais não estão nem aí.
Além dos cachorros. Cachorro aqui é bem vindo em qualquer lugar. Até no trem que viemos de Praga tinha um. Nego anda com cachorro no metrô, no shopping, no restaurante, etc. E não vimos uma sujeira na rua.

Presepada do dia: no café da manhã, uma das funcionárias chegou na nossa mesa para explicar que eles estavam terminando de servir o café e que o serviço seria encerrado. Quer dizer, suponho que tenha sido isso porque outras 2 funcionárias fizeram o mesmo nas outras mesas. SUPONHO. Porque a menina falou num alemão tão convincente que eu só tive que aceitar. A Juliana perguntou ainda se eu tinha entendido algo, mas é óbvio que não. Depois acho que a menina se deu conta e saiu meio sem graça, sem explicar de novo em inglês. 

ago
13

Bem amigos da rede globo, chegamos ao fim da primeira semana longe de casa. A saudade já aperta, mas vamos que vamos, pois ainda tem chão.

Diazinho feio do caralho por aqui. Muita chuva e temperatura baixa.

Fomos pela manhã ao Palácio de Schönbrunn. Fica pertinho do hotel, então fomos à pé. Lá visitamos o palácio, que é lindo por dentro, o jardim romântico, os labirintos naturais e toda a área dos jardins. Cerca de 3 horas de passeio. É tipo Versailles, mas eu achei bem mais bonito aqui. Tive a impressão de ser muito mais bem conservado.

Lá nos deparamos com os piores inimigos de quem viaja sozinho: os grupos de excursão. Se você já viajou por conta própria, sabe sobre o que estou falando. Principalmente se forem asiáticos. Eles dominam o lugar como se fosse deles. E se você acha brasileiro mal educado, precisa andar mais por aí e verá que somos um dos povos mais respeitosos do mundo.

De lá fomos à região central. Conhecemos a Karienplatz, a Opera house, a catedral de St Stephen (a Sé tinha sido a catedral gótica mais linda que eu tinha visto até então, mas essa é realmente linda), a praça dos museus, o parlamento e a praça onde fica o Vienna City Hall. Essa sim foi a:

Surpresa do dia: está rolando um festival de cinema nesse parque. E há também um festival gastronômico com barracas de vários países (inclusive Brasil, com caipirinha, churrasco e feijoada). Muito bacana o lugar!

É difícil saber se estamos na Áustria ou na Alemanha. O idioma é o mesmo e tudo é bem parecido. O povo alemão é mais bonito, mas o austríaco é muito, mas muito mais simpático.

Presepada do dia: minha pronúncia está maravilhosa. Pedi uma cerveja Paulaner Weissbier e ganhei uma Banane Weissbier. Sim, os caras têm cerveja de banana, e por incrível que pareça, é boa.

ago
12

Chegou a hora de partir para a nossa terceira cidade. Mas não sem antes ter a…

Presepada do dia: não queria começar aqui, mas vai ter que ser. Pegar o trem de Praga pra Viena foi, sem dúvida, a maior aventura por aqui. Isso porque pegamos o trem numa estação chamada Holesovice, que não é a Central. É tipo uma parada intermediária, então o bagulho tem que ser rápido. Mas rápido mesmo! Tivemos até que segurar a porta do trem para embarcar. E nada de funcionários pra ajudar, nada. A estação é feia e fedida, com mendigos fedendo mijo e garotas noiadas. Sinistro.
Detalhe que o trem estava lotado de gente que ia descer na estação central, então tivemos que aguardar até chegar lá para podermos chegar aos nossos lugares.

Enfim, o trem vem abarrotado de mochileiros. Gente do mundo todo mesmo, é algo impressionante. Mas o serviço de restaurante do trem pelo menos foi uma boa surpresa.

5 horas e meia de viagem até Viena, com umas 7 paradas pelo caminho, entre elas Brno, uma cidadezinha charmosa da República Tcheca.

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Fora um casal de espanhóis que veio do nosso lado falando mais do que as amigas sacoleiras que pegam o fura-fila pra ir à 25 de Março.

Em Viena, tudo bem diferente. Deve ser a maior de todas as cidades que vimos até agora. Tudo limpo e organizado, numa escala bem maior que Munique.

O tempo está como nosso hotel: uma bosta. Chovendo e friozinho. Paramos para comer aqui do lado do hotel e por lá ficamos. Não daria pra ir mais longe, ainda mais à noite. Amanhã veremos mais da cidade.

A recepcionista do hotel é mais grossa do que eu às segundas pela manhã. O hotel é velho e o piso de madeira dos quartos range barbaridade. Deviam ter escrito isso no Trip Advisor…rs

Surpresa do dia: Viena já ganhou o prêmio de melhor comida e melhor cerveja da viagem. Comi uma bisteca de porco com manteiga de ervas que era algo alucinante (sem duplo sentido). E as cervejas… ah, as cervejas…

ago
11

Último dia cheio nosso em Praga.

Fomos até o ponto mais alto da cidade, num parque atrás do castelo que havíamos ido ontem, onde fica o observatório astronômico e também uma espécie de mini-torre Eiffel, de onde se tem a vista mais bonita da cidade.

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Subimos de bonde (o mesmo que usamos para subir até o castelo), e começamos a descer à pé pelo meio do parque. Lá no meio encontramos uma estação de um funicular que leva a galera da cidade baixa até o topo do parque. Por que não, né? Afinal, numa temperatura de 30°, qualquer coisa ajuda.
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Chegamos às margens do rio e decidimos almoçar por lá mesmo, numa ilha que fica no meio do rio. Lugar carinho, mas de um visual muito bacana. Eu comi um pato, pra experimentar, já a Juliana se ferrou pedindo um salmão que veio só para preencher o buraco do dente, de tão pouca comida.
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De lá fomos dar um rolê à pé passando pelo Teatro Central, e pela Casa Dançante.
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Depois voltamos à cidade velha, ficamos fazendo hora num café, depois comemos um joelho de porco num restaurante local por aqui. Vou falar que não foi das minhas melhores experiências, mas tudo bem. Enfim, tudo isso para aguardar escurecer para vermos a cidade à noite. E vou dizer: se você achava Praga bonita durante o dia, à noite é muito mais. Não sei porque dizem que Paris é a cidade luz, mesmo existindo isso aqui. O negócio é espetacular! E pra ajudar, onde foi dia da super lua, então…
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Agora é hora de ir pra Vienna amanhã, de trem. Bye!

Surpresa do dia: Praga à noite é ainda mais bonita do que de dia. E a cidade ferve à noite, mesmo num domingo!

Presepada do dia: Ao chegarmos na mini-torre Eiffel, decidimos pagar 60 coroas a mais para subirmos de elevador. Aguardamos uns 5 minutos porque não a funcionária devia estar fazendo um xixi, até que chegou nossa vez. Olha, eu nem sou claustrofóbico, mas aquilo é tipo uma câmara de ressonância magnética. Um elevador minúsculo, com 7 adultos e mais uma criança dentro, sem o mínimo de ventilação, nada. Tanto é que resolvemos descer de escada mesmo.

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