A Minhoca Fluorescente
Um monte de baboseira escrita por um monte de baboseiro

set
26

Para mim, tem sido cada dia mais difícil ser um cara que gosta de opinar. Eu poderia muito bem me recolher na minha insignificância, ser um cara introvertido, guardar para mim mesmo as minhas opiniões… mas Deus não me fez assim. Eu gosto de concordar e discordar das coisas, gosto dos meus “achismos”, e não ligo em me expor.

O problema disso tudo é que o mundo moderno trouxe consigo uma quantidade enorme de cagadores de regra. A patrulha da opinião alheia é cada dia mais forte. Não basta você ter uma opinião, por mais superficial que ela seja, você precisa defendê-la até a morte e prová-la verdadeira, para tudo e para todos. E não me venha com opiniões baseadas no seu sentimento ou em “achismos”: você precisa de provas. Você precisa embasar tudo o que diz e o que pensa. Se você não fizer isso, você é um mero ser manipulado pelo sistema. Você é um burro.

Nessas horas sinto saudades das conversas com a minha irmã. Nós sempre divergimos em muitas opiniões, mas nossas discussões sempre terminaram com um “Eu não concordo”, e bastava. Eu posso respeitar um ponto de vista de outra pessoa, mesmo que eu não o compreenda totalmente. E nem por isso preciso ridicularizá-la ou humilhá-la por conta de um ou outro argumento falho, ou por falta de clareza nos raciocínios, coisa e tal.

Mas eu credito boa parte disso ao fato de que estamos sendo cada vez mais individualistas. Nós passamos cada vez mais a julgar as coisas somente pela realidade que observamos. Ficamos cegos pelas pessoas com as quais convivemos e pelo mundo o qual conseguimos tocar. E aí quando ocorrem fatos fora dessa nossa realidade, não conseguimos compreender, e por isso achamos absurdos.

Está cada vez mais complicado entender que vivemos em sociedade, e que essa sociedade é composta pelos mais variados indivíduos, cada um com sua própria realidade, cada um com seus próprios sentimentos, cada um com suas próprias necessidades. E assim, quando vemos que alguém tem suas necessidades atendidas de alguma forma, nem que para isso nós tenhamos que abrir mão de alguma coisa, passamos a nutrir aquele sentimento de injustiça, ou mesmo de inveja.

Aceitar que o país em que vivemos não é só meu ou seu, pode parecer complicado, mas não é. Muitas vezes a gente precisa ceder um pouco para que o outro ganhe. Amanhã vai ser a vez dele ceder um pouquinho para que nós nos sintamos melhor. E assim segue a vida, assim segue a nossa sociedade.

Esperamos sempre que o mundo mude para melhor para atender às nossas necessidades, mas nem sempre estamos dispostos a mudar nós mesmos em prol de um mundo melhor.

set
19

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Durante muito tempo relutei em escrever aqui sobre o caso do goleiro Aranha lá na Arena Odebrecht, em Porto Alegre. Isso porque o assunto é extremamente delicado e eu não sou, em hipótese alguma, um diplomata para tratar esse tipo de coisa com sutileza. Então é certo que muita gente pode me condenar pelo que eu vou escrever, achar que eu sou um monstro criminoso, coisa e tal. Eu quero mesmo é que se foda. A minha moral só a Deus cabe julgar, então fico tranquilo na minha consciência.

Mas o fato foi que o Santos voltou à Porto Alegre ontem para mais uma partida de futebol e a torcida deu mais um show de estupidez, concordando com o que foi feito da outra vez por alguns torcedores, e isso colocou toda a minha argumentação abaixo.

Isso porque, diante do primeiro episódio, eu achei que o negócio tinha tomado uma proporção totalmente indevida. Coisa de um mundo hipócrita do caralho e de uma mídia que adora criar polêmica. Para mim, toda a audiência criada em cima do caso foi coisa de sensacionalismo. Coisa de quem nunca foi a um estádio de futebol. Não que eu ache que a garota estava certa em xingar o cara de macaco, nada disso. Nem que o fato de estar dentro de um estádio permita ao indivíduo ficar fora de si. Mas até aí, jogar a menina no meio dos leões para ser devorada é de uma crueldade mil vezes maior do que as ofensas por ela proferidas ao goleiro em um JOGO DE FUTEBOL (sim, em maiúsculo e negrito, para ter o verdadeiro destaque). A mídia até hoje não nos deixou esquecer do rosto da garota, nem dos gritos proferidos por ela. Isso em uma situação de emoção extrema, em um estádio de futebol, com o seu time perdendo um jogo em uma competição importante.

Se alguma câmera de TV tivesse me flagrado em um estádio de futebol xingando jogadores (do meu clube e adversários) na época em que eu frequentava estádios, veriam que a menina foi uma lady. Não, nunca xinguei um jogador de preto, macaco, ou qualquer outra designação para sua cor de pele, mas posso lhe garantir que foram coisas bem mais pesadas.

Eu diria que a injúria racial é tão ruim quanto a ofensa relativa à opção sexual do cara, e nem por isso estamos reprimindo isso em estádios de futebol. Crucificar a garota agora me parece de uma desproporção absurda. Deixem que os tribunais a julguem da maneira adequada pelo erro. Já vi coisa muito pior por aí acontecendo e a mídia esquece tão rápido que não vemos o criminoso tendo casa incendiada, nem sendo ofendido em público, nem tendo que se esconder em casas de diferentes amigos e parentes para sobreviver.

Só que aí a torcida vai lá e faz essa bosta que fez ontem, e aí a coisa tomou uma proporção muito maior. Vaiar o goleiro, em específico, e ofendê-lo com palavras irônicas simplesmente pelo fato de que “macaco” não pode é muito pior do que o fato isolado da primeira vez. Dessa vez sim o negócio foi direcionado e pensado, passando sim a configurar um ato grave. Isso por si só já bastaria.

Mas mais uma vez a mídia sensacionalista vem e caga em cima de tudo, procurando pêlo em ovo e tentando encontrar outro Judas. O coitado agora é um cara que aparece xingando o goleiro de “Fedorento”. Putaquepariu! Eu xingava meus amigos de 2ª série de fedorento, vai se foder! Fedorento! Volto ao parágrafo ali em cima, onde mencionei os xingamentos que aprendi em estádios de futebol, e que por lá ficavam. Se houvesse câmeras assim na minha época, eu certamente já havia sido esquartejado em público.

set
17

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Ontem, meu aniversário, recebi uma pequena lembrança da corretora de seguros na qual fechei o seguro do meu carro no último ano. Após mais de 10 anos com uma corretora que só se lembrava de mim quando meu seguro estava para vencer, esse novo pessoal me surpreendeu. Achei a estratégia ótima e uma bela forma de se respeitar o cliente.

Mas não é sobre isso que eu quero falar não.

A foto acima ilustra um problema grave que temos hoje em dia e que pouca gente se dá conta. A ideia da foto partiu de um papo que tive uma vez com minha irmã, engenheira ambiental. Ela comentou sobre um trabalho que um professor dela da faculdade estava conduzindo sobre a quantidade de lixo produzida por nós diariamente. Minha irmã trabalha em uma empresa de engenharia que, entre outras coisas, cuida de projetos de implantação e manutenção de aterros sanitários aqui na Grande São Paulo.

O trabalho desse professor consistia em documentar a quantidade de material supérfluo produzido e descartado por nós quando consumimos algum produto.

Volte para a foto e observe bem atentamente. O produto final, o presente em sim, são 2 barras de chocolate de 40g cada uma. E dê uma olhada na quantidade de material inútil que foi utilizado para que esse presente chegasse até mim:
– Uma caixa de papelão dos correios;
– Uma caixa de isopor;
– Uma embalagem de papel reciclável;
– Uma fita de cetim para amarrar a embalagem de papel;
– Um saco plástico onde estavam os chocolates dentro da caixa;
– Duas embalagens de papelão contendo os chocolates.

Dá para ter noção da quantidade de lixo que foi gerada para que eu possa comer 80g de chocolate? Tá, vamos lá, boa parte disso é material reciclável e tomará o destino certo, mas será que realmente precisamos de tanto?

Você já reparou no tanto de lixo que você produz na sua casa? Já parou alguma vez para pensar qual o destino que isso leva?

Acho muito engraçado toda essa onda de sustentabilidade que norteia nossas empresas no mundo moderno. Todo mundo querendo ser cada vez mais verde, cada vez mais bonitinho e limpinho. Só acho muito interessante que ninguém peça para que você consuma menos, não é mesmo?

Caminhamos para o esgotamento dos recursos naturais do nosso planeta num ritmo avassalador e sequer nos damos conta. Visamos cada vez mais o tal crescimento econômico. Para podermos produzir e consumir mais e mais. Para termos condições de vida melhor, para que possamos viver mais e, consequentemente, consumir cada vez mais recursos.

Por quanto tempo será que nossa raça sobreviverá?

set
15

“Sou muito legal, um cara bacana,
comendo folha de alface, pedalando nas ruas paulistanas!”

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A rima não é boa mas a “novidade” em Sampa sim! … são as ciclofaixas.

Os engajados em melhorar o mundo na pedalada ovulam ao passar por cima das ciclofaixas pintadas nas principais vias da cidade, excelente para passeios de domingo com a criançada.

Mas e o dia-a-dia?
Ciclofaixas merecem prioridade na política de mobilidade urbana?
A maioria das pessoas tem como usufruir da oferta?
E a última, qual o perfil dos principais beneficiados?

Os principais beneficiados usam bikes descoladas – de preferência aquelas dobráveis, ecologicamente sustentáveis – capacete, óculos escuro, par de luvinha de neoprene, squeeze com isotônico gelado e mochila nas costas. E assim vai o virtuoso pedalando, apreciando o ensolarado céu de Sampa, ao trabalho com a consciência limpa pela não-emissão de CO2 na atmosfera.
Provavelmente mora em algum bairro do centro: Jardim Paulista, Consolação, Higienópolis, Bela Vista, Pinheiros, Pacaembú ou Vila Nova Conceição, e “trampa” a uns 4, 5 ou 6Km de distância.

O moderninho da-se o luxo de pedalar e chegar ao posto de trabalho antes de ser consumido pela transpiração corporal, nos dias secos e quentes da primavera pode usar a academia chique pertinho do “trampo” para tomar uma boa ducha ou simplesmente usar o vestiário para trocar a “beca” esportiva pela formal.
E a bike, onde fica? Se for daquelas dobráveis (R$2000,00 na média) é só levar junto, senão paga um estacionamento para a Magrela. Em dias chuvosos e de cansaço devido a baladinha da noite anterior opta pelo Metrô ou pega um táxi baratinho… 20 conto!

Agora fico imaginando o João, que mora na Av. Olaria perto do Parque Raposo Tavares, indo de bike para a Rua Pamplona esquina com Alameda Santos.
Pertinho, só 12Km, precisa andar pela Rodovia Raposo Tavares ou Avenida Eliseu de Almeira, depois atravessa a Marginal Pinheiros quando finalmente chega no pé da Rua Pamplona e vislumbra uma “subidinha” que assusta até os apreciadores de pedaladas mais agressivas, chega ofegante não tem onde tomar uma ducha, nem vestiário para trocar a roupa encharcada de suor… e a bike?
Também penso na Dona Maria indo ao trabalho de bike, da Vila dos Remédios até a Rua Cerro Corá, na Lapa, só 6,5Km mas será que ela aguenta? Ela tem um velho problema de hérnia de disco e hoje vai de carro porque morre de dores nas costas quando usa o transporte coletivo.
Nem vou exemplificar com casos de moradores de Perus, Cidade Tiradentes, Tremembé ou Parelheiros por ser uma covardia de distancia!

Mas não é assim tão ruim, o João e a Dona Maria continuam com a alternativa do velho e conhecido Busão, agora mais ineficiente pois cedeu espaço para uma nova ciclofaixa exclusiva, linda, vermelha, brilhante… e vazia, de segunda a sexta!

Já o “conscientinho” vai aproveitar bastante da ciclofaixa (conforme sua conveniência) pode sugere que as pessoas morem próximo de onde trabalha… É óbvio. Fácil assim… como se mudássemos de casa como ele troca de Smartphone!!

É a prefeitura cuidando dos cidadãos, gerindo bem nossos recursos(impostos) em benefício dos que mais precisam de transporte público, zelando pelo nosso bem estar e promovendo novos hábitos de saúde. Uma forma “compulsória” de conscientizar todas as pessoas a usar menos o carro (malditos carros opressores capitalistas!) e diminuir a circunferência abdominal!

Deixando o espírito LuizFelipePondéano de lado, juntamente com o espantalho do “virtuoso” que usará as ciclofaixas quando lhe for conveniente, a minha crítica não é sobre à ciclofaixa da Av. Paulista (principal polêmica), que me parece ser a única realmente planejada pelos “sábios” urbanistas da prefeitura.

O problema é ignorar fatos e enaltecer ideias… mesmo ideias estúpidas!

Ninguém procura entender o porquê da pouca adesão de bicicletas como meio de transporte diário em um aspecto mais amplo, e criam soluções como se o único problema da cidade fossem as vias mal planejadas “antidemocráticas” (urgh)!

- São Paulo é enorme, somente de área urbana são 900mil km²;
– A moradia da maioria da população é periférica e trabalham bairros do centro, longe de casa;
– A geografia não ajuda, não temos planícies, só subidas e descidas a cada 1Km em qualquer região,
– O clima não ajuda, nos meses de estiagem é tão seco que sangra o nariz, quando é primavera/verão temos chuvas imprevisíveis, além da poluição/fuligem que não perdoa um colarinho branco por mais de 20 minutos de trânsito.
– Imagino que 99% das empresas, indústrias e escritórios não possuem estrutura necessária para receber os empregados. E não acho que é de responsabilidade das mesmas fornecer tal estrutura. A prefeitura também não tem estrutura alguma para isso!

Em resumo, a implantação das ciclofaixas é um incentivo mínimo para substituir o carro como meio de transporte diário da maioria das pessoas simplesmente porque o problema é muito maior que a falta dela e serve somente ao espantalho do começo do texto.

É “legal” incentivar o uso de bicicletas assim como andar a pé, mas de boa intenção o inferno está cheio. Mas deve-se respeitar a liberdade das pessoas na escolha de como se locomover, e que paguem o preço por isso.

Outro ponto que me “emputece” é a inexistência de incentivo para o uso de motocicletas como transporte diário, essa sim, uma opção viável para a maioria absoluta da população, principalmente os mais pobres, hoje os principais usuários, ganha-se tempo e gasta-se menos até que transporte público!

Quem usa não volta atrás (é o meu caso), mesmo com o elevado risco de acidentes o benefício é enorme!
Mesmo com todo o preconceito e obstáculos impostos pelo estado que encara a motocicleta como inimiga da saúde pública, causadora de um “genocídio” urbano e ferramenta de bandido!
Além disso, esconde que os índices de acidentes e os número de novas habilitações aumentam proporcionalmente, e o número de acidentes com pedestres lidera todo ano.
A única “motofaixa” por aqui (Avenida Sumaré) foi desativada para implantação de um corredor de ônibus, esta que não durou uma semana e foi também desativada, a motofaixa não foi restabelecida!
O legislativo tenta de todas as formas obstruir novos motociclistas, restringe circulação em algumas vias alegando alto índice de acidente, além de aumentar taxas anuais alegando cobrir seguros. Hoje o valor do seguro obrigatório de uma motocicleta é o dobro do valor de um carro, sendo que um carro de passeio transporta até 5 pessoas!
É muito mais que isso, mas fica para um próximo desabafo.

http://www.cetsp.com.br/noticias/2014/03/20/pela-primeira-vez-em-8-anos-o-numero-de-acidentes-fatais-na-cidade-cai-em-todas-as-categorias.aspx

E você o que acha?

Att,

Mathias

set
08

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Há pouco mais de um ano comprei uma bicicleta para poder fazer algum tipo de exercício físico e tentar amenizar a minha vida sedentária. E foi aí também que comecei a prestar um pouco mais atenção no comportamento das pessoas nas ruas, sejam elas pedestres, motoristas, motociclistas ou ciclistas.

Sempre fui adepto de carro. Acredito ainda que, em uma cidade como São Paulo, o carro deixou de ser um luxo há muito tempo e se tornou uma necessidade. Não me vejo sem carro por aqui, mesmo que há mais de 3 anos e meio eu utilize apenas transporte público para vir trabalhar e fazer algumas atividades mais corriqueiras. E não faço isso porque sou um “ecochato” ou porque acho que posso salvar o planeta. Não. Simplesmente tenho como vir e voltar do trabalho de forma relativamente confortável utilizando ônibus ou metrô (sim, tenho duas opções!), coisa que nem todos têm. Além disso, sofro de um pavor absurdo por trânsito, o que me faz pensar duas vezes antes de sentar ao volante. De qualquer forma, nada substitui o seu próprio carro para longos trajetos aos finais de semana, compras no supermercado, viagens, etc. e tal.

Mas a bike me possibilitou ver as coisas por uma ótica diferente. A bicicleta, nas ruas, é a segunda presa mais frágil, perdendo somente para o pedestre (embora em muitos casos, até o pedestre se sobressaia). Então cada vez que saio de casa para rodar, estou sempre munido de uma garrafa d’água, um capacete e uma boa dose de medo. Sim, porque o medo é ingrediente fundamental para a sobrevivência do ser humano, principalmente quando ele está sob ameaça. E é exatamente assim que o ciclista se sente no trânsito: ameaçado. Não que todos os motoristas desrespeitem os ciclistas, pelo contrário; a maioria mantém distância segura e até dá a preferência para os que estão sobre duas rodas. No entanto, não é muito tranquilo circular cercado por veículos várias vezes maiores que o seu, sem saber se quem está dentro é educado ou não.

Enfim, não é uma questão de generalização, pois como disse, a maioria dos motoristas e dos ciclistas se respeitam mutuamente, mas algumas exceções a essa regra mostram o quanto nós somos um povo despreparado e mal educado. Ontem eu estava com minha esposa próximo ao shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo, e presenciamos uma cena lamentável. Nós não vimos o que aconteceu antes, mas bem na nossa frente um ciclista começou a discutir com um motorista de ônibus, alegando que ele quase o havia atropelado. E a discussão começou a esquentar de uma forma absurda, com xingamentos de todos os tipos, e nenhum dos dois parava. O motorista passou a perseguir o ciclista, ameaçando jogar o ônibus em cima dele. Enfim, uma baixaria total, até que o ciclista subiu com a bicicleta em um canteiro e ficou esperando o ônibus ir embora. A questão aqui não é nem quem está certo ou errado nessa discussão. A verdade é que ninguém se respeita, e isso dificulta muito as coisas.

No centro de São Paulo, onde trabalho, a prefeitura implantou agora uma ciclovia. Ainda é muito cedo, na minha opinião, para saber se vai funcionar ou não, se as pessoas vão começar a mudar de comportamento ou não, mas eu acho a iniciativa extremamente válida. Investir em uma via de transporte alternativo realmente me parece uma boa ideia, principalmente porque isso aqui em São Paulo vêm sendo acompanhado de investimentos em corredores exclusivos de ônibus, renovação da frota de ônibus com veículos extremamente modernos, e também em investimentos constantes em novas linhas de metrô e VLT, cujas obras demoram bem mais para serem finalizadas. Enfim, eu acho que o caminho está certo.

Porém, as ciclovias por si só não resolvem o problema. Isso porque o povo não foi educado para isso, e é aí que mora o problema. Como foi bem descrito essa semana em reportagem da Folha, as faixas não vêm sendo respeitadas pelos próprios pedestres. Essa semana o Mathias presenciou um atropelamento aqui em frente ao prédio que trabalhamos, na Rua Boa Vista, pois uma senhora estava caminhando na ciclofaixa quando um ciclista estava nela.

Acabei de retornar de uma viagem pela Europa e por lá a bicicleta é um veículo tão comum quanto é uma motocicleta aqui em São Paulo. Em muitos lugares que visitamos, como Zagreb e Munique, não é todo lugar que possui ciclovia, e nem por isso as pessoas deixam de se respeitar. Bicicletas circulam, em grande quantidade, de forma tranquila por entre os pedestres mesmo nas calçadas, sem que ninguém se estresse ou se desrespeite por causa disso. É óbvio que a questão cultural pesa (e muito!) nessa hora, mas a diferença entre nós aqui e eles lá é gritante, e é difícil entender isso sendo que eles também são seres humanos como nós, com os mesmos tipos de emoções e razões.

Já ouvi dizerem assim: “Esses ciclistas são tudo folgado (sic)!”. E isso ilustra bem o que eu digo: a generalização é o primeiro passo para o desrespeito. Acho que falta muito para entendermos que independentemente do tipo de transporte, somos todos seres humanos iguais uns aos outros. A partir do momento em que houver respeito, todas as iniciativas de melhoria de transporte começam a surtir mais efeito.

ago
24

Teoricamente, hoje foi nosso último dia de aventuras. Isso porque amanhã iniciamos nosso caminho de volta pra casa, com um vôo daqui para Munique e, na terça, de Munique para São Paulo.

Descemos até a cidade velha hoje pela manhã. Conforme previsto, estava tudo abarrotado de turistas. Igual foi em Praga. O Zlatan já havia nos avisado que, por ser domingo, hoje a cidade estaria cheia. Fomos no sentido oposto ao que fomos ontem, na direção do porto velho da cidade. De lá saem alguns barcos para ilhas próximas daqui, mas nós preferimos ficar numa praia da cidade mesmo, a primeira logo próxima ao porto. Lugar deslumbrante!
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Quando chegamos, a praia ainda estava meio vazia, mas aquilo foi virando uma aglomeração de pessoas. Topless liberado, mulherada tudo ‘cas teta de fora, uma maravilha. Até a Juliana entrou na dança.

Comemos, bebemos, e na hora que o sol estava baixando, subimos a ribanceira toda de novo para tomarmos um banho. Mais 437 litros de suor.

Voltamos ao anoitecer para jantar. Demos mais um rolezinho por lá, vimos o cair do sol (infelizmente, só deu pra pegar a luz, mas o sol já estava escondido atrás do forte), e comemos por lá mesmo. Dubrovnik foi a cidade mais cara pela qual passamos. Acho que o glamour e a novidade do lugar pesam muito, então tudo é bem caro. Mas enfim, valeu à pena conhecer.
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Nosso vôo sai amanhã às 16h daqui. Devemos só dar uma voltinha rápida pela manhã em algum ponto turístico e tchau.

Surpresa do dia: Topless liberado nas praias por aqui. E é um sossego tão grande que é tudo muito natural. Engraçado de ver. Primeira experiência nossa.

Presepada do dia: Achamos que a praia daqui era de areia, vendo de longe, mas foi pura ilusão. Mais uma de pedras. É dificílimo andar sem calçado, além de machucar. Então a dona Juliana resolveu entrar no mar (coisa rara) de Havaianas. Não preciso nem mencionar aqui que ela quase perdeu os chinelos, né?

ago
23

Finalmente chegamos ao destino final da viagem. A terra onde é gravado o seriado Game of Thrones: Dubrovnik. Também conhecida como a “Pérola do Mar Adriático”. O pessoal aqui da região da Dalmácia ama dizer que é a cidade mais bonita da Croácia.

Mas se você acha que foi fácil chegar até aqui, você está muito enganado. Hoje foi disparado o dia mais longo da viagem, o mais cansativo, mas também o mais engraçado.

Começou com os 2 paspalhos aqui saindo às 8:40h de Hvar para ir até Sucuraj, onde pegaríamos o ferry até Dvrenik, já no continente, para virmos até Dubrovnik. Tudo parecia fácil demais. A menina do albergue mesmo disse que não teria erro.

Enfim, jogamos no Google e vimos que o trajeto era de 77km (a ilha é grande pra cacete!) e o tempo estimado seria de 1:44h. Porra, quase 2 horas pra fazer 77 quilômetros? É, amigos, é aí que mora a pegadinha. De Hvar até Stari Grad, a estradinha que corta a ilha é até de boa. Não é duplicada, mas o asfalto é bom e as faixas são bem espaçosas. Porém, dali pra frente, o bicho pega. O visual é lindo, você passa por várias praias lindas ao longo do caminho, só que o negócio é tenso demais. A pista é cada vez mais estreita e cheia de curvas. Se vem carro no sentido oposto, é um Deus nos acuda! Isso sem contar que boa parte da estrada não tem guard rail, e a pista é tipo em cima de um barranco. Ou seja, você anda no limite o tempo todo. Se a roda sair da estrada, já era.

Enfim, chegamos em Sucuraj (lê-se “sutchurái”, porque o C tem um tal de acento circunflexo em cima que o teclado nosso não comporta). A fila da balsa me espantou. Eu havia visto no site os horários da balsa, e me programei para chegar às 10:30h, 45 minutos antes da bala marcada para as 11:15h. Sifudi.

Fui contando a quantidade de carros até a área de embarque. Eram 85 na minha frente. Segundo o site, embarcavam cerca de 32 por balsa. Ou seja, eu estaria na 3ª balsa que saísse. Pensei comigo: chego em Dubrovnik só amanhã. Por um golpe de sorte, as balsas no final de semana têm intervalo de 45 minutos. Ou seja: mais de duas horas de espera, num calor filho da puta, com um sol para cada um. Bem, o que é um peido pra quem está cagado? Voltar pra Stari Grad para tentar uma balsa para Split estava fora de cogitação, então ficamos lá.

Não sei se contei errado, mas fomos exatamente o último carro a embarcar na terceira balsa. Uma sorte da porra, no meio de tanta bosta. Mas enfim, 35 minutos depois a ilha já tinha ficado para trás e estávamos em Dvrenik.
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A estrada vem beirando o litoral. São cerca de 120 km até aqui, por paisagens maravilhosas. Sério, aquele mar azulinho é coisa de maluco. Dá vontade de parar em todo lugar pra tirar foto. E no meio do caminho ainda encontramos esse lago verde esmeralda que você vê nas fotos aí. Parece cenário de filme. Acho que um dos lugares mais lindos da viagem. Certamente as fotos da câmera ficaram melhores que as do celular, mas dá para se ter uma noção.
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Na vinda, a gente passa por um pedaço da Bósnia-Herzegovina. Passa por alfândega e tudo, quando entra e sai. Mas é um trecho tão curto que parece piada.

Bem, a chegada em Dubrovnik é coisa de cinema. Lugar lindo. Só que aí começou outro perrengue… chegar no apartamento que alugamos via Airbnb foi até fácil. O problema era onde estacionar o carro. Subi as escadarias até o apartamento, e o dono não estava. A filha dele foi quem me atendeu. Puta que pariu, a mina era gaga. Cara, você consegue imaginar uma croata gaga falando inglês? Puta perrengue! E ela não é gaga da que tropeça, ela é a gaga que enrosca pra falar (pros caras da Fundaca, ela é tipo o Carioca!).

Enfim, 30 minutos depois já conseguimos estacionar o carro. Sem chances de subir com as malas pra cá. Estávamos com uma fome do caralho e a mina não soube nos explicar nada. Resolvemos descer até a cidade velha, que é onde tudo acontece por aqui, para comer. Cara, vou dizer…. Dubrovnik em croata deve significar “cidade filha da puta com escada pra caralho”. A porra da cidade é em 90 graus. É uma parede. Pra quem achava que Carapicuíba era a cidade mais cheia de morros no planeta, perdi fácil.
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Paramos literalmente no primeiro restaurante que encontramos e comemos. Andamos um pouco pela cidade velha, subimos até um dos fortes, e depois voltamos ao apartamento.

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Agora, nego, se já foi difícil pra descer, imagina pra subir?

Enfim, chegamos aqui e conhecemos o Zlatan, dono do pagode. Cara gente boníssima. Conversamos demais, ele pediu mil desculpas de não estar aqui na hora em que chegamos (eu não havia visto o e-mail que ele me mandou pedindo pra ligar quando estivesse chegando), e nos deu algumas dicas sobre a cidade. Explicou até que tem um busão que sobe o morro e nos deixa aqui, o que é um alívio. E explicou também que a umidade estava em mais de 90% hoje, talvez o que explica o fato de eu ter suado 32 litros hoje.

O cara é gente boa. Ele me disse que era músico, o que explica o fato de que todos os apartamentos aqui terem temática rock ‘n roll. O que eu estou se chama “Midnight Lady”, com a temática toda da Janis Joplin. Ele fala sobre futebol, história do Brasil (sim, pasmem!), música e os caraio. Gente boa demais. A raiva do lugar já até passou… hehehehehehe…

Surpresa do dia: Achar que a balsa de Sucoraj para Dvrenik seria tranquilinha e que quase ninguém teria a mesma ideia. Sifudemo.

Presepada do dia: Bem, acho que já descrevi tudo aí em cima. Nem preciso mais detalhar…hehehehehehe…

Ah, mas teve uma, em tempo, que preciso escrever. A Juliana lembrou bem aqui….

A gente ficou com tanta raiva quando chegamos (a viagem longa, o calor, a fome, a ausência do dono, a dificuldade para estacionar, etc, etc, etc) que já queríamos ir embora. Para piorar, na hora que fomos descer pra cidade, a Juliana deu uma olhada num terreno aqui do lado e me falou: “Porra, tem um gato morto aqui!”. Eu olhei e, de fato, tinha um gato preto deitado no mato, duro, de olho fechado. Pensei: “Porra, fudeu! Gato preto morto deve dar azar em dobro!”. Quando voltamos, eu já falei pra ela nem olhar pro terreno pra não ficar impressionada. Mas o burrão aqui teimou em olhar, né? Curiosidade é foda. E, pra minha surpresa, o gato não estava mais lá. Falei: ah, removeram o gato morto. Mas aí a Ju olhou e viu o gato lá no meio do mato, sentadinho, de boas. Filho da puta, ele nos enganou direitinho! Hahahahahahaha…..

ago
22

E para quem achou que não sobreviveríamos, cá estamos nós! Totalmente esgotados, mas vivos. Não sairemos no Jornal Nacional hoje em mais uma tragédia, graças a Deus.

Alugamos o barco aqui em Hvar para ir até o arquipélago de Pakleni. Dá um gúgou aí que vocês vão ver mais fotos do lugar.

O cara que é dono do barco se chama Bozo. Sério. Mas tem um cedilha ou algo assim no “z” e aí se pronuncia Bojo. Mas já começou engraçado por aí. O próprio cara dá umas noções de como operar o motor do barco e como atracar ele nos piers das praias. Não é nada complicado não. Mas é bom uma certa dose de paciência, porque o barco é pequeno e o motor não é muito potente, então o negócio é devagar.

Bem, visitamos várias praias ao longo do dia nesse arquipélago. Uma mais linda que a outra. As fotos estão no Facebook, e como a internet aqui do hostel tá uma bosta, não vou conseguir colocar mais nenhuma aqui.

A última praia em que paramos foi onde almoçamos e bebemos umas (várias) biritas. Depois a Juliana fez uma massagem por lá mesmo. E aí fomos para uma outra praia no lado oposto da mesma ilha, por uma trilha tranquilinha de 200 metros. Lá encontramos um grupo de brasileiros, que estavam por lá num barco de excursão. O pessoal ficou espantado da nossa coragem de ter alugado um barco sem nunca ter pilotado um….hehehehehe…

Voltamos para Hvar só às 19h. Subimos até o hostel, tomamos um banho, descemos novamente até a cidade para jantar e voltamos. Estamos esgotadíssimos. Não sei se foi o dia todo no sol, ou se foi o dia todo num barco, ou se é o final da viagem, ou se foi tudo junto. O que tenho para dizer é que Hvar é maravilhosa. Deveríamos ter agendado mais tempo para ficar aqui e poder conhecer outras praias, porque a ilha é fantástica. Quem tiver oportunidade, precisa conhecer.

Amanhã vamos para nosso último destino: Dubrovnik. De lá voltamos para Munique e depois para São Paulo. A saudade de casa está batendo forte (pelo menos em mim), mas ainda tem coisa interessante para ver.

Surpresa do dia: A ilha está mais lotada de brasileiros do que imaginávamos. Por tudo quanto é lugar.

Presepada do dia: A Juliana estava meio com medo de andar de barco comigo dirigindo. Fazia todo sentido. Mas logo que ela viu que a parada era tranquila, ela foi se soltando. Ela até sentou mais à vontade, deitou na ponta do barco e tals. Mas, como eu já disse, o barco é pequeno, né? Então balançava pacas, principalmente quando a gente pegava algumas ondas um pouco maiores, deixadas como rastros por outros barcos maiores. Numa dessas, a gatinha sensualizando deitada na ponta do barco, e eu vi que uma série de ondas se aproximavam. Reduzi um pouco a velocidade e avisei: olha a onda! Pátz! Foram 3 ou 4 solavancos que jogaram a menina pra um lado e pro outro, quicando na ponta do barco, segurando-se para não ser arremessada ao mar. Parecia que ela estava naquele brinquedo “Labamba”, do Playcenter. Nossa, choramos de rir altas horas com o acontecido….kkkkkkk

ago
22

Hoje foi o dia de conhecer a nova Ibiza. Hvar (lê-se Cvar, com o C quase mudo) é uma ilha conhecida por suas baladas intermináveis, gente bonita e praias maravilhosas.

Para chegar até aqui, pegamos um ferry no porto de Split com sentido a Stari Grad, que é um dos portos da ilha. Aliás, Stari Grad parece ser uma cidade dentro da ilha. O trajeto dura cerca de 2 horas. O ferry é grande pra caramba, cabe muita gente e muitos carros. Ao todo, acho que são 8 por dia que fazem essa travessia específica, com carros. Só com pessoas, são bem mais barcos.

Chegamos ao hostel depois de 1 hora de que desembarcamos aqui. Conto detalhes na seção “PRESEPADAS”. O ambiente é bacana pra caramba, e a menina da recepção deu um show explicando tudo o que podemos fazer por aqui. Como era por volta de 11:30h, resolvemos ir até uma praia próxima chamada Pokonji Dol, que segundo a menina é a mais bonita aqui de Hvar. Existem outras mais distantes que também são muito bonitas, segundo ela, e devemos ir lá amanhã. Aliás, amanhã também vamos alugar um barco (onde eu vou pilotando, não quero nem ver a bosta!) para ir até o arquipélago de Paklinski, que é aqui do lado.

Enfim, para chegar até essa praia, também passamos um perrengue. A trilha até lá é bem acidentada, toda de pedra, e bem inclinada. Mas a visita compensou. O lugar é bonito pra caralho. Almoçamos por lá mesmo e ficamos a tarde toda na praia. A Juliana tostando no sol e eu me escondendo debaixo do guarda-sol. A previsão seria de chuva pra hoje, mas fez um sol pra cada um aqui na ilha.
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Agora à noite demos uma ida até o porto de Hvar, onde vários iates e veleiros ficam atracados. Coisa linda de se ver. Passamos em frente ao Carpe Diem, que é uma balada bem conhecida pros lados de cá, e o negócio estava bombando.
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Enfiei o pé na jaca e jantamos num puta restaurante de frente pro porto hoje. A gente se esbaldou e torrou até as cuecas lá, mas comemos muito bem. A Juliana adorou. Depois fomos a um barzinho super charmoso do lado para tomar uns drinks e voltamos para o nosso hostel. A cidade ferve à noite. As baladas abrem às 2h da manhã e vão até às 8h. Só para quem tem pique mesmo.

Surpresa do dia: A ilha é grande pra cacete. De Stari Grad para Hvar são 17 quilômetros. Isso porque Stari Grad está no meio da ilha.

PresepadaS do dia: Ah, hoje o dia foi cheio.
Pra começar, a aventura de pegar o ferry em Split. Chegamos 15 minutos antes do horário de saída, e descobrimos que precisávamos comprar o ticket num escritório dentro de um centro comercial lá. Um senhor, funcionário da empresa que opera o ferry, meteu a maior pilha pra eu ir comprar logo senão não embarcaria. Estacionei o carro numa área perto do porto e corri lá pra comprar a parada. Suei mais do que um porco véio. Isso tudo pra porra do barco sair com quase 10 minutos de atraso.
Depois, chegando em Stari Grad, pegamos as orientações para chegar até o hostel. Caralho, que nervoso. Primeiro fomos em direção a Hvar, aí achamos que estávamos errados. Voltamos até Stari Grad e fomos no sentido oposto. Só depois vi que as orientações do site eram para quem chegava no porto de Hvar, e não de Stari Grad. Porra, toca voltar tudo de novo na direção contrária da ilha. Enfim, chegamos a Hvar e como faz pra achar a porra do hostel? Vai pra lá, vai pra cá, e nada de encontrar nenhum ponto de referência. Voltei até o centro, encontrei um sinal de Wi-fi e vi no GPS que estávamos bem próximos. Finalmente chegamos, 1 hora depois de desembarcarmos. E só agora, à noite, descobri o porquê da confusão: as coordenadas que eles deram era para quem vinha à pé do Porto de Hvar, e não de carro. Vivendo e aprendendo…
Ah, e também não posso deixar de citar a menina do hostel que nos apresentou a ilha. Caraca, a menina falava mais que o homem da cobra. E aí ela querendo mostrar todas as festas, baladas, coisa e tal, e apresentou uma tal festa que rola em um barco. Aí ela colocou o folder da festa na frente da Juliana, que quase pirou. Em uma das fotos, tinha um cara pelado sendo encoxado por outro, enquanto tomava uma breja. A minha até perguntou: “Você está assustada com a foto? Ah, eu te entendo!”.

ago
20

Hoje foi dia de não fazer porra nenhuma, afinal, tô de férias, né?

Fomos cedo para as praias aqui de Split. São várias prainhas pequenas, uma ao lado da outra, cada uma com características próprias. A água é limpinha, verde, totalmente transparente. E contrariando minhas expectativas: quente! Pois é, tanto me falaram que a água do Mediterrâneo era fria, acho que fiquei com isso na cabeça. Bem, pelas fotos você vê a quantidade de pessoas dentro da água.
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A primeira das praias, mais próxima ao porto, é de areia. Por isso também é a que concentra o maior número de pessoas. É gente pra burro. Curiosidade: os caras aqui jogam frescobol com a mão, sem raquetes. As outras praias ou são pavimentadas (sim, concreto mesmo até a água!) ou são de pedra (ou ambos). Ficamos numa dessas de pedra mesmo e almoçamos por ali. Vou dizer, os caras aqui são feras mesmo em frutos do mar. Tudo é muito bom, desde Zagreb. Acho que foi um dos países que comi melhor.

Dentre as curiosidades que observamos na praia, quero citar a quantidade grande de brasileiros por aqui e também o fato de que as pessoas levam 2 roupas de banho para a praia. Com uma, elas entram na água. Depois que saem, antes de ir embora, elas se trocam e colocam a outra, sequinha. Alguns fazem isso na praia mesmo, tipo Big Brother, mas alguns usam umas tendas especiais colocadas nas praias justamente para isso (veja depois a seção Presepadas).

Depois de torrar no sol o dia todo (estava um calor dos bravos por aqui) e tomar cerveja até o cu fazer bico (esse negócio de meio litro por 2 euros tá fodendo com meu planejamento…. tô precisando beber em dobro pra gastar dinheiro), voltamos até o apartamento para tomar um banho e visitar o centro da cidade enquanto ainda estava claro.

O Palácio Diocleciano é bem interessante e preserva ruínas bem bacanas. E é ali que a cidade ferve. Fora do palácio, numa rua ao lado do porto, o fluxo de turistas é algo incrível. Voltamos para jantar no mesmo restaurante de ontem. Comida sensacional!
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Amanhã é dia de irmos para Hvar. Vamos pegar o ferry logo cedo, pois a previsão é de chuva pela manhã e sol à tarde. Assim aproveitamos melhor o dia.

Surpresa do dia: As águas do Mar Mediterrâneo, pelo menos aqui na Croácia nessa época do ano, são quentinhas!

Presepada do dia: Eu percebi meio tarde esse lance das tendas que existem nas praias pro pessoal se trocar. Na verdade, é um negócio pequeno, onde o povo entra só pra isso. E aí estava eu lá olhando a parada, quando me chega um senhor pra trocar de sunga. Só que o véio nem entrou na parada e já começou a tirar a sunga e se trocou ali mesmo, com a coisa toda à mostra, pra quem quisesse ver. Nem sei porquê ele se deu o trabalho de ir até lá, já que ia fazer aquele papelão mesmo…rs

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