A Minhoca Fluorescente
Um monte de baboseira escrita por um monte de baboseiro

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24

Teoricamente, hoje foi nosso último dia de aventuras. Isso porque amanhã iniciamos nosso caminho de volta pra casa, com um vôo daqui para Munique e, na terça, de Munique para São Paulo.

Descemos até a cidade velha hoje pela manhã. Conforme previsto, estava tudo abarrotado de turistas. Igual foi em Praga. O Zlatan já havia nos avisado que, por ser domingo, hoje a cidade estaria cheia. Fomos no sentido oposto ao que fomos ontem, na direção do porto velho da cidade. De lá saem alguns barcos para ilhas próximas daqui, mas nós preferimos ficar numa praia da cidade mesmo, a primeira logo próxima ao porto. Lugar deslumbrante!
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Quando chegamos, a praia ainda estava meio vazia, mas aquilo foi virando uma aglomeração de pessoas. Topless liberado, mulherada tudo ‘cas teta de fora, uma maravilha. Até a Juliana entrou na dança.

Comemos, bebemos, e na hora que o sol estava baixando, subimos a ribanceira toda de novo para tomarmos um banho. Mais 437 litros de suor.

Voltamos ao anoitecer para jantar. Demos mais um rolezinho por lá, vimos o cair do sol (infelizmente, só deu pra pegar a luz, mas o sol já estava escondido atrás do forte), e comemos por lá mesmo. Dubrovnik foi a cidade mais cara pela qual passamos. Acho que o glamour e a novidade do lugar pesam muito, então tudo é bem caro. Mas enfim, valeu à pena conhecer.
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Nosso vôo sai amanhã às 16h daqui. Devemos só dar uma voltinha rápida pela manhã em algum ponto turístico e tchau.

Surpresa do dia: Topless liberado nas praias por aqui. E é um sossego tão grande que é tudo muito natural. Engraçado de ver. Primeira experiência nossa.

Presepada do dia: Achamos que a praia daqui era de areia, vendo de longe, mas foi pura ilusão. Mais uma de pedras. É dificílimo andar sem calçado, além de machucar. Então a dona Juliana resolveu entrar no mar (coisa rara) de Havaianas. Não preciso nem mencionar aqui que ela quase perdeu os chinelos, né?

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23

Finalmente chegamos ao destino final da viagem. A terra onde é gravado o seriado Game of Thrones: Dubrovnik. Também conhecida como a “Pérola do Mar Adriático”. O pessoal aqui da região da Dalmácia ama dizer que é a cidade mais bonita da Croácia.

Mas se você acha que foi fácil chegar até aqui, você está muito enganado. Hoje foi disparado o dia mais longo da viagem, o mais cansativo, mas também o mais engraçado.

Começou com os 2 paspalhos aqui saindo às 8:40h de Hvar para ir até Sucoraj, onde pegaríamos o ferry até Dvrenik, já no continente, para virmos até Dubrovnik. Tudo parecia fácil demais. A menina do albergue mesmo disse que não teria erro.

Enfim, jogamos no Google e vimos que o trajeto era de 77km (a ilha é grande pra cacete!) e o tempo estimado seria de 1:44h. Porra, quase 2 horas pra fazer 77 quilômetros? É, amigos, é aí que mora a pegadinha. De Hvar até Stari Grad, a estradinha que corta a ilha é até de boa. Não é duplicada, mas o asfalto é bom e as faixas são bem espaçosas. Porém, dali pra frente, o bicho pega. O visual é lindo, você passa por várias praias lindas ao longo do caminho, só que o negócio é tenso demais. A pista é cada vez mais estreita e cheia de curvas. Se vem carro no sentido oposto, é um Deus nos acuda! Isso sem contar que boa parte da estrada não tem guard rail, e a pista é tipo em cima de um barranco. Ou seja, você anda no limite o tempo todo. Se a roda sair da estrada, já era.

Enfim, chegamos em Sucoraj (lê-se “sutchorá”, porque o C tem um tal de acento circunflexo em cima que o teclado nosso não comporta). A fila da balsa me espantou. Eu havia visto no site os horários da balsa, e me programei para chegar às 10:30h, 45 minutos antes da bala marcada para as 11:15h. Sifudi.

Fui contando a quantidade de carros até a área de embarque. Eram 85 na minha frente. Segundo o site, embarcavam cerca de 32 por balsa. Ou seja, eu estaria na 3ª balsa que saísse. Pensei comigo: chego em Dubrovnik só amanhã. Por um golpe de sorte, as balsas no final de semana têm intervalo de 45 minutos. Ou seja: mais de duas horas de espera, num calor filho da puta, com um sol para cada um. Bem, o que é um peido pra quem está cagado? Voltar pra Stari Grad para tentar uma balsa para Split estava fora de cogitação, então ficamos lá.

Não sei se contei errado, mas fomos exatamente o último carro a embarcar na terceira balsa. Uma sorte da porra, no meio de tanta bosta. Mas enfim, 35 minutos depois a ilha já tinha ficado para trás e estávamos em Dvrenik.
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A estrada vem beirando o litoral. São cerca de 120 km até aqui, por paisagens maravilhosas. Sério, aquele mar azulinho é coisa de maluco. Dá vontade de parar em todo lugar pra tirar foto. E no meio do caminho ainda encontramos esse lago verde esmeralda que você vê nas fotos aí. Parece cenário de filme. Acho que um dos lugares mais lindos da viagem. Certamente as fotos da câmera ficaram melhores que as do celular, mas dá para se ter uma noção.
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Na vinda, a gente passa por um pedaço da Bósnia-Herzegovina. Passa por alfândega e tudo, quando entra e sai. Mas é um trecho tão curto que parece piada.

Bem, a chegada em Dubrovnik é coisa de cinema. Lugar lindo. Só que aí começou outro perrengue… chegar no apartamento que alugamos via Airbnb foi até fácil. O problema era onde estacionar o carro. Subi as escadarias até o apartamento, e o dono não estava. A filha dele foi quem me atendeu. Puta que pariu, a mina era gaga. Cara, você consegue imaginar uma croata gaga falando inglês? Puta perrengue! E ela não é gaga da que tropeça, ela é a gaga que enrosca pra falar (pros caras da Fundaca, ela é tipo o Carioca!).

Enfim, 30 minutos depois já conseguimos estacionar o carro. Sem chances de subir com as malas pra cá. Estávamos com uma fome do caralho e a mina não soube nos explicar nada. Resolvemos descer até a cidade velha, que é onde tudo acontece por aqui, para comer. Cara, vou dizer…. Dubrovnik em croata deve significar “cidade filha da puta com escada pra caralho”. A porra da cidade é em 90 graus. É uma parede. Pra quem achava que Carapicuíba era a cidade mais cheia de morros no planeta, perdi fácil.
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Paramos literalmente no primeiro restaurante que encontramos e comemos. Andamos um pouco pela cidade velha, subimos até um dos fortes, e depois voltamos ao apartamento.

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Agora, nego, se já foi difícil pra descer, imagina pra subir?

Enfim, chegamos aqui e conhecemos o Zlatan, dono do pagode. Cara gente boníssima. Conversamos demais, ele pediu mil desculpas de não estar aqui na hora em que chegamos (eu não havia visto o e-mail que ele me mandou pedindo pra ligar quando estivesse chegando), e nos deu algumas dicas sobre a cidade. Explicou até que tem um busão que sobe o morro e nos deixa aqui, o que é um alívio. E explicou também que a umidade estava em mais de 90% hoje, talvez o que explica o fato de eu ter suado 32 litros hoje.

O cara é gente boa. Ele me disse que era músico, o que explica o fato de que todos os apartamentos aqui terem temática rock ‘n roll. O que eu estou se chama “Midnight Lady”, com a temática toda da Janis Joplin. Ele fala sobre futebol, história do Brasil (sim, pasmem!), música e os caraio. Gente boa demais. A raiva do lugar já até passou… hehehehehehe…

Surpresa do dia: Achar que a balsa de Sucoraj para Dvrenik seria tranquilinha e que quase ninguém teria a mesma ideia. Sifudemo.

Presepada do dia: Bem, acho que já descrevi tudo aí em cima. Nem preciso mais detalhar…hehehehehehe…

Ah, mas teve uma, em tempo, que preciso escrever. A Juliana lembrou bem aqui….

A gente ficou com tanta raiva quando chegamos (a viagem longa, o calor, a fome, a ausência do dono, a dificuldade para estacionar, etc, etc, etc) que já queríamos ir embora. Para piorar, na hora que fomos descer pra cidade, a Juliana deu uma olhada num terreno aqui do lado e me falou: “Porra, tem um gato morto aqui!”. Eu olhei e, de fato, tinha um gato preto deitado no mato, duro, de olho fechado. Pensei: “Porra, fudeu! Gato preto morto deve dar azar em dobro!”. Quando voltamos, eu já falei pra ela nem olhar pro terreno pra não ficar impressionada. Mas o burrão aqui teimou em olhar, né? Curiosidade é foda. E, pra minha surpresa, o gato não estava mais lá. Falei: ah, removeram o gato morto. Mas aí a Ju olhou e viu o gato lá no meio do mato, sentadinho, de boas. Filho da puta, ele nos enganou direitinho! Hahahahahahaha…..

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22

E para quem achou que não sobreviveríamos, cá estamos nós! Totalmente esgotados, mas vivos. Não sairemos no Jornal Nacional hoje em mais uma tragédia, graças a Deus.

Alugamos o barco aqui em Hvar para ir até o arquipélago de Pakleni. Dá um gúgou aí que vocês vão ver mais fotos do lugar.

O cara que é dono do barco se chama Bozo. Sério. Mas tem um cedilha ou algo assim no “z” e aí se pronuncia Bojo. Mas já começou engraçado por aí. O próprio cara dá umas noções de como operar o motor do barco e como atracar ele nos piers das praias. Não é nada complicado não. Mas é bom uma certa dose de paciência, porque o barco é pequeno e o motor não é muito potente, então o negócio é devagar.

Bem, visitamos várias praias ao longo do dia nesse arquipélago. Uma mais linda que a outra. As fotos estão no Facebook, e como a internet aqui do hostel tá uma bosta, não vou conseguir colocar mais nenhuma aqui.

A última praia em que paramos foi onde almoçamos e bebemos umas (várias) biritas. Depois a Juliana fez uma massagem por lá mesmo. E aí fomos para uma outra praia no lado oposto da mesma ilha, por uma trilha tranquilinha de 200 metros. Lá encontramos um grupo de brasileiros, que estavam por lá num barco de excursão. O pessoal ficou espantado da nossa coragem de ter alugado um barco sem nunca ter pilotado um….hehehehehe…

Voltamos para Hvar só às 19h. Subimos até o hostel, tomamos um banho, descemos novamente até a cidade para jantar e voltamos. Estamos esgotadíssimos. Não sei se foi o dia todo no sol, ou se foi o dia todo num barco, ou se é o final da viagem, ou se foi tudo junto. O que tenho para dizer é que Hvar é maravilhosa. Deveríamos ter agendado mais tempo para ficar aqui e poder conhecer outras praias, porque a ilha é fantástica. Quem tiver oportunidade, precisa conhecer.

Amanhã vamos para nosso último destino: Dubrovnik. De lá voltamos para Munique e depois para São Paulo. A saudade de casa está batendo forte (pelo menos em mim), mas ainda tem coisa interessante para ver.

Surpresa do dia: A ilha está mais lotada de brasileiros do que imaginávamos. Por tudo quanto é lugar.

Presepada do dia: A Juliana estava meio com medo de andar de barco comigo dirigindo. Fazia todo sentido. Mas logo que ela viu que a parada era tranquila, ela foi se soltando. Ela até sentou mais à vontade, deitou na ponta do barco e tals. Mas, como eu já disse, o barco é pequeno, né? Então balançava pacas, principalmente quando a gente pegava algumas ondas um pouco maiores, deixadas como rastros por outros barcos maiores. Numa dessas, a gatinha sensualizando deitada na ponta do barco, e eu vi que uma série de ondas se aproximavam. Reduzi um pouco a velocidade e avisei: olha a onda! Pátz! Foram 3 ou 4 solavancos que jogaram a menina pra um lado e pro outro, quicando na ponta do barco, segurando-se para não ser arremessada ao mar. Parecia que ela estava naquele brinquedo “Labamba”, do Playcenter. Nossa, choramos de rir altas horas com o acontecido….kkkkkkk

ago
22

Hoje foi o dia de conhecer a nova Ibiza. Hvar (lê-se Cvar, com o C quase mudo) é uma ilha conhecida por suas baladas intermináveis, gente bonita e praias maravilhosas.

Para chegar até aqui, pegamos um ferry no porto de Split com sentido a Stari Grad, que é um dos portos da ilha. Aliás, Stari Grad parece ser uma cidade dentro da ilha. O trajeto dura cerca de 2 horas. O ferry é grande pra caramba, cabe muita gente e muitos carros. Ao todo, acho que são 8 por dia que fazem essa travessia específica, com carros. Só com pessoas, são bem mais barcos.

Chegamos ao hostel depois de 1 hora de que desembarcamos aqui. Conto detalhes na seção “PRESEPADAS”. O ambiente é bacana pra caramba, e a menina da recepção deu um show explicando tudo o que podemos fazer por aqui. Como era por volta de 11:30h, resolvemos ir até uma praia próxima chamada Pokonji Dol, que segundo a menina é a mais bonita aqui de Hvar. Existem outras mais distantes que também são muito bonitas, segundo ela, e devemos ir lá amanhã. Aliás, amanhã também vamos alugar um barco (onde eu vou pilotando, não quero nem ver a bosta!) para ir até o arquipélago de Paklinski, que é aqui do lado.

Enfim, para chegar até essa praia, também passamos um perrengue. A trilha até lá é bem acidentada, toda de pedra, e bem inclinada. Mas a visita compensou. O lugar é bonito pra caralho. Almoçamos por lá mesmo e ficamos a tarde toda na praia. A Juliana tostando no sol e eu me escondendo debaixo do guarda-sol. A previsão seria de chuva pra hoje, mas fez um sol pra cada um aqui na ilha.
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Agora à noite demos uma ida até o porto de Hvar, onde vários iates e veleiros ficam atracados. Coisa linda de se ver. Passamos em frente ao Carpe Diem, que é uma balada bem conhecida pros lados de cá, e o negócio estava bombando.
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Enfiei o pé na jaca e jantamos num puta restaurante de frente pro porto hoje. A gente se esbaldou e torrou até as cuecas lá, mas comemos muito bem. A Juliana adorou. Depois fomos a um barzinho super charmoso do lado para tomar uns drinks e voltamos para o nosso hostel. A cidade ferve à noite. As baladas abrem às 2h da manhã e vão até às 8h. Só para quem tem pique mesmo.

Surpresa do dia: A ilha é grande pra cacete. De Stari Grad para Hvar são 17 quilômetros. Isso porque Stari Grad está no meio da ilha.

PresepadaS do dia: Ah, hoje o dia foi cheio.
Pra começar, a aventura de pegar o ferry em Split. Chegamos 15 minutos antes do horário de saída, e descobrimos que precisávamos comprar o ticket num escritório dentro de um centro comercial lá. Um senhor, funcionário da empresa que opera o ferry, meteu a maior pilha pra eu ir comprar logo senão não embarcaria. Estacionei o carro numa área perto do porto e corri lá pra comprar a parada. Suei mais do que um porco véio. Isso tudo pra porra do barco sair com quase 10 minutos de atraso.
Depois, chegando em Stari Grad, pegamos as orientações para chegar até o hostel. Caralho, que nervoso. Primeiro fomos em direção a Hvar, aí achamos que estávamos errados. Voltamos até Stari Grad e fomos no sentido oposto. Só depois vi que as orientações do site eram para quem chegava no porto de Hvar, e não de Stari Grad. Porra, toca voltar tudo de novo na direção contrária da ilha. Enfim, chegamos a Hvar e como faz pra achar a porra do hostel? Vai pra lá, vai pra cá, e nada de encontrar nenhum ponto de referência. Voltei até o centro, encontrei um sinal de Wi-fi e vi no GPS que estávamos bem próximos. Finalmente chegamos, 1 hora depois de desembarcarmos. E só agora, à noite, descobri o porquê da confusão: as coordenadas que eles deram era para quem vinha à pé do Porto de Hvar, e não de carro. Vivendo e aprendendo…
Ah, e também não posso deixar de citar a menina do hostel que nos apresentou a ilha. Caraca, a menina falava mais que o homem da cobra. E aí ela querendo mostrar todas as festas, baladas, coisa e tal, e apresentou uma tal festa que rola em um barco. Aí ela colocou o folder da festa na frente da Juliana, que quase pirou. Em uma das fotos, tinha um cara pelado sendo encoxado por outro, enquanto tomava uma breja. A minha até perguntou: “Você está assustada com a foto? Ah, eu te entendo!”.

ago
20

Hoje foi dia de não fazer porra nenhuma, afinal, tô de férias, né?

Fomos cedo para as praias aqui de Split. São várias prainhas pequenas, uma ao lado da outra, cada uma com características próprias. A água é limpinha, verde, totalmente transparente. E contrariando minhas expectativas: quente! Pois é, tanto me falaram que a água do Mediterrâneo era fria, acho que fiquei com isso na cabeça. Bem, pelas fotos você vê a quantidade de pessoas dentro da água.
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A primeira das praias, mais próxima ao porto, é de areia. Por isso também é a que concentra o maior número de pessoas. É gente pra burro. Curiosidade: os caras aqui jogam frescobol com a mão, sem raquetes. As outras praias ou são pavimentadas (sim, concreto mesmo até a água!) ou são de pedra (ou ambos). Ficamos numa dessas de pedra mesmo e almoçamos por ali. Vou dizer, os caras aqui são feras mesmo em frutos do mar. Tudo é muito bom, desde Zagreb. Acho que foi um dos países que comi melhor.

Dentre as curiosidades que observamos na praia, quero citar a quantidade grande de brasileiros por aqui e também o fato de que as pessoas levam 2 roupas de banho para a praia. Com uma, elas entram na água. Depois que saem, antes de ir embora, elas se trocam e colocam a outra, sequinha. Alguns fazem isso na praia mesmo, tipo Big Brother, mas alguns usam umas tendas especiais colocadas nas praias justamente para isso (veja depois a seção Presepadas).

Depois de torrar no sol o dia todo (estava um calor dos bravos por aqui) e tomar cerveja até o cu fazer bico (esse negócio de meio litro por 2 euros tá fodendo com meu planejamento…. tô precisando beber em dobro pra gastar dinheiro), voltamos até o apartamento para tomar um banho e visitar o centro da cidade enquanto ainda estava claro.

O Palácio Diocleciano é bem interessante e preserva ruínas bem bacanas. E é ali que a cidade ferve. Fora do palácio, numa rua ao lado do porto, o fluxo de turistas é algo incrível. Voltamos para jantar no mesmo restaurante de ontem. Comida sensacional!
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Amanhã é dia de irmos para Hvar. Vamos pegar o ferry logo cedo, pois a previsão é de chuva pela manhã e sol à tarde. Assim aproveitamos melhor o dia.

Surpresa do dia: As águas do Mar Mediterrâneo, pelo menos aqui na Croácia nessa época do ano, são quentinhas!

Presepada do dia: Eu percebi meio tarde esse lance das tendas que existem nas praias pro pessoal se trocar. Na verdade, é um negócio pequeno, onde o povo entra só pra isso. E aí estava eu lá olhando a parada, quando me chega um senhor pra trocar de sunga. Só que o véio nem entrou na parada e já começou a tirar a sunga e se trocou ali mesmo, com a coisa toda à mostra, pra quem quisesse ver. Nem sei porquê ele se deu o trabalho de ir até lá, já que ia fazer aquele papelão mesmo…rs

ago
19

E completamos 2 semanas longe de casa… A saudade do arroz com feijão começa a apertar, mas continuamos firmes porque a viagem está interessante…

Hoje alugamos o carro em Zagreb para vir até Split, com uma paradinha em Plitvice.

O serviço da Hertz em Zagreb foi perfeito. A atendente dos caras era um show a parte, foi extremamente simpática, explicou tudo o que precisávamos. Eu tinha pedido um GPS, e ela me arrumou um mapa super detalhado da Croácia e falou: Não pague a mais por isso não porque não tem utilidade. Olha o tamanho do nosso país! Você não vai se perder por aqui, não é do tamanho do Brasil!… Hehehehehe…. e ela tinha razão, deu tudo certo com as dicas que ela nos passou.

Pegamos a rodovia A1, que é um tapete, até a cidade de Otocac, de onde pegamos uma estradinha para ir até o Parque Nacional de Plitvice (aqui chamado de Plitvice Jazera). Dá um Google na parada aí que não estou afim de ficar explicando muito, mas o lugar é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. São vários lagos, todos interligados, de água cristalina. O fundo de cascalho dá essa cor aí que você vai ver nas fotos.

A fila pra entrar no lugar era algo quilométrico. Isso deu meio um desespero. Enquanto esperávamos, matamos um lanche cada um (já era meio-dia). Conseguimos entrar no parque depois de 45 minutos. Em toda a estrada e até a hora da fila, uma chuva leve nos acompanhou. Eu pedi a Deus que a chuva parasse. Ele atendeu. E de brinde mandou esse sol aí que vocês vêem nas fotos. Sim, assim que compramos os ingressos, o tempo abriu. Milagre divino mesmo, para os que crêem.
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Lá dentro, quase 3 horas de caminhada, meu brother. É só pra quem tem fôlego. Isso porque fizemos o roteiro mais básico, porque o parque é gigantesco. E conseguimos ser brindados com a vista final, no último mirante, que realmente é coisa de cinema.
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Bem, saímos de lá embasbacados para vir pra Split. Mortos também. Depois de 2,5 horas chegamos aqui. A cidadezinha é charmosa pra caralho. Fomos até o Palácio Diocleciano, também patrimônio da Unesco, para jantar, mas tirei só algumas fotos rápidas. Estávamos derrubados. Jantamos nosso jantar mais caro da viagem, mas num baita lugar fodido e de comida espetacular. O dia pedia.

Surpresa do dia: Plitvice, por tudo o que foi dito acima.

PresepadaS do dia: Hoje foram várias.

1 – Chegando na Hertz, vi que tinha esquecido minha PID (Permissão Internacional para Dirigir) no apartamento. Fiquei desesperado, achando que não iam me entregar o carro. E foram 30 minutos de caminhada até lá. Já estava bolando até um plano B para deixar a Juliana como garantia enquanto eu ia dirigindo buscar o documento. Mas não precisei e a mulher aceitou minha habilitação do Brasil mesmo.
2 – No meio do caminho até Split, precisei parar para abastecer o carro. Estou com um Ford C-Max, que é tipo uma Ecosport melhoradinha, e que bebe pra burro. A merda é que esqueci de perguntar qual o combustível da bicha. O carro até tem manual, mas você sabe ler croata? Bem, eu não. E na porra da boca do tanque também não tem nada escrito. Pensei comigo: fodeu! Por sorte, encontrei um cara que falava inglês no posto e ele me falou que era gasolina mesmo. Deu certo.
3 – Encontrar o apartamento que alugamos aqui foi um perrengue. Como disse, a mina da Hertz me convenceu a não levar o GPS, porque era fácil andar nas estradas. Ótimo. Só que eu esqueci que precisava encontrar um endereço aqui em Split, só com um mapa meia boca de umas 10 ruas da cidade que eu havia impresso. Véi, quase que entro de carro no Palácio Diocleciano. A sorte que Split é a segunda maior cidade da Croácia, perdendo apenas pra Zagreb, que é tipo do tamanho de São Caetano do Sul. Então rua vai, rua vem, acabei achando. Só que as ruazinhas aqui são apertadas que só o caralho, então haja manobra. Mas no fim, tudo certo.

ago
18

Mais um dia de sol e tempo limpinho na Croácia. País simpático, viu?

Fizemos tudo à pé por aqui hoje. Fomos até a cidade alta, que é a parte mais antiga da cidade, com toques medievais. É também onde fica a sede do governo croata. Não tem muito o que falar, só as fotos mesmo.
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Ah, aliás, o canhão que aparece na foto, no alto da torre, é o que dá o tiro ao meio-dia marcando a metade do dia. Segundo a história, isso serve para que as igrejas saibam a hora de tocar os sinos. E, de fato, é bem sincronizado…rs

Paramos ao lado da torre num caminhozinho bem bacana com várias barracas de artesanato e, claro, cerveja. Vou te contar que os caras são muito fracos de artesanato aqui. Não dá pra comprar um imã de geladeira sequer, de tão feia que é a coisa.
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Depois andamos por aí, tudo à pé. Não tem muito a acrescentar. Hoje a cidade estava bem mais movimentada que ontem, mas mesmo assim não é nada sequer próximo dos outros lugares que visitamos. É bem pacato, mas o povo é simpático e a cidade bem bonitinha. Amanhã partimos para Split, de carro, com uma escala no Parque Nacional dos Lagos Plitvice. Se der certo, preparem-se porque o lugar parece ser maravilhoso.

Surpresa do dia: Comer em Zagreb é agradabilíssimo. Há uma oferta grande de restaurantes a preços muito bons e com comida farta e gostosa. Não fomos em lugar ruim aqui, gastando em média R$60 por refeição (o casal).

Presepada do dia: A Juliana faz aula de inglês, sabe falar, mas é tímida que dá nos nervos. Hoje ela queria que eu perguntasse pra garçonete onde era o banheiro do restaurante, e eu a forcei a perguntar. Pronto, a bosta estava feita. A porra da porta do banheiro tinha senha e os caraio. Pô, logo de cara um teste assim, em nível hard?

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17

O dia começou bem cedo, pois nosso trem saiu de Budapest às 6h da matina. Os caras do hotel Bristol em Budapest foram sensacionais, e montaram 2 cafés da manhã para nós, para levarmos no trem, com 2 lanches cada um, suco, iogurte e frutas. Espetacular para quem enfrentaria uma viagem de 7 horas. Pois é, demora pra burro, cara! O trem faz 483 paradas no caminho, incluindo Sorocaba, Salto de Pirapora e Astorga, no Paraná.

Os pontos altos da viagem foram:
1 – O lago Balaton, ainda na Hungria, é muito bacana. Existem várias vilazinhas turísticas em volta do lago, com campings e casas de veraneio, e muitos locais para pescar. Muita gente andando de bike ou correndo. Enfim, uma área de veraneio que talvez valha uma visita da próxima vez. Cerca de 2,5 horas de trem de Budapeste.
2 – A Juliana cedendo um cobertor para o gringo do lado dela que estava congelando com o ar-condicionado exagerado do vagão. O moleque não sabia nem agradecer.
3 – Na divisa entre Hungria e Croácia, pausa para troca de trem. Quer dizer, nós não precisamos trocar de vagão, mas a composição foi refeita. Não entendi direito, mas o trem chegou em um sentido, e saiu em outro. E alguns vagões foram removidos da composição. Passamos por controle de passaporte pela primeira vez desde Munique. Achei que era porque a Croácia ficava fora da União Européia, mas não é. Não entendi porquê, mas passamos por controle de húngaros e croatas. Enfim, 2 carimbos a mais no passaporte. A Juliana já estava ficando preocupada.

Chegando em Zagreb, viemos direto para o apartamento que alugamos através do Airbnb. O apartamento fica a 5 minutos à pé da estação. Um frio na espinha porque o interfone não funcionava. Mas alguns instantes depois um casal chegou ao prédio e perguntou por quem procurávamos. Eram turistas também, evidentemente, e também tinham alugado algum apartamento aqui. Eles entraram e chamaram o pai da Dora, dona do apartamento, que foi nos atender.

Vou falar: acertamos na mosca. O apartamento é sensacional. É um studio, mas de ótimo tamanho, com tudo o que precisamos. O cara nos explicou tudo direitinho, nos deu mapa e instruções. A Dora deixa o apartamento impecável. Tem até uma plaquinha com palavras básicas em croata, um livrinho com dicas da cidade, um pote com docinhos típicos, frutas, tal. Muito bacana mesmo.
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A cidade é bem pequenininha. Dá pra ver tudo à pé. Amanhã devemos alugar uma bike para dar um rolê. Hoje fomos somente almoçar aqui no centrinho, demos uma volta até a catedral da cidade (que está em reforma, como vocês podem ver nas fotos), e fizemos umas compras pra deixar aqui no apartamento pra consumo próprio.
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Incrível que, como hoje é domingo, praticamente nada funciona. Todas as lojas estão fechadas e apenas alguns restaurantes abrem. Não conseguimos sequer trocar dinheiro. E a cidade é bem vazia, não tem muitos turistas. Mas vimos mais brasileiros aqui do que em qualquer outro lugar da viagem. Eu com minha camisa do São Paulo encontrei mais 2 torcedores pela cidade.

À noite fomos jantar num dos restaurantes indicados pela Dora, que por sinal é bem mais ou menos. Nada demais. Mas deu pra ver que a cidade fica mais agitadinha, com algumas ruazinhas que lembram bem cidades turísticas do Brasil.
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Surpresa do dia: Zagreb é como uma cidade do interior do Brasil. Pequenininha, sem muito movimento. Eu não achei que seria tão assim, mas enfim acertamos. O tempo que ficaremos aqui será mais do que o suficiente para ver tudo. Ah, e algumas curiosidades que o livrinho da Dora explica: a caneta esferográfica foi inventada por um cientista de Zagreb; todos os dias ao meio-dia podemos ouvir um tiro de canhão que marca a metade do dia; Zagreb é um dos maiores sítios arqueológicos do homem de Neandertal.

Presepada do dia: Na verdade, não é bem uma presepada, mas foi uma piada boa que a Juliana fez hoje no trem vindo pra cá. Será que a Croácia é a terra do Croissant?….kkkkk

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Dia de repor as energias…

Budapeste é cheia de termas. Existem várias piscinas pela cidade, e hoje fomos à Szechenyi. O lugar é doidão. Sorte que compramos os ingressos no próprio hotel e nem precisamos pegar uma fila enorme por lá.

As águas são muito quentinhas. Algumas piscinas chegam a 38°C. É muito revigorante.
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À noite, depois de jantar, fomos conhecer o New York Cafe, auto-denominado “o café mais bonito do mundo”. Realmente, o negócio é magnífico.

Eu tomei um chocolate quente (que na verdade era morno) e a Ju comeu um doce. Deixei um rim para pagar a conta e lavei 2 pilhas de pratos, mas valeu.
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Budapeste vai deixar muita saudade, mas a gente volta um dia. Amanhã vamos pra Zagreb.

Surpresa do dia: O lance do termas é muito doido!

Presepada do dia: Encontrar um lugar ao sol para se sentar no termas é uma aventura. Apesar do sol, batia um vento frio. Murphy nos acompanhou e nos sentamos ao lado de um casal italiano bem serelepe. Achamos que o negócio ia rolar ali mesmo. Maior pegação. E já eram 2 senhores. O véio de barraca armada e tudo. Rolou até mão por dentro da sunga na bunda do véio. Bizarro total. Mudamos de lugar porque estávamos incomodados. Todos paravam pra ver. Depois a Ju até tirou uma foto. Saca só o cara em cima da mulher…
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E a chuva foi embora de vez. E o sol veio com tudo.

Certamente foi um dos melhores dias da minha vida. Que puta lugar legal!

Conhecemos o Parlamento, depois fomos à pé até a Ponte das Correntes, para subir até o Castelo de Buda. Pra quem não sabe, a cidade é dividida pelo rio em Buda e Peste. Estamos hospedados do lado de Peste .

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A subida ao castelo pode ser feita por um funicular, ou à pé mesmo, que foi nossa opção. A vista lá de cima compensa.
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Lá no alto, ainda dá pra visitar a igreja de São Matheus, e o mirante dos pescadores. De lá a vista do Parlamento é linda.
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Almoçamos lá no topo mesmo. Paga-se caro, mas a vista compensa. Depois descemos e fomos até uma igreja construída dentro de uma rocha, ainda em Buda. Nada demais, por sinal. Acima da igreja, há um mirante de onde se vê outra parte da cidade, como o Mercado Central.

Jantamos num restaurante chique pra caralho na região do hotel. Comida maravilhosa, vinho, luz de velas… O restaurante chama-se Chess, pra deixar registrado, e não é muito caro.

No caminho, paramos pra trocar dinheiro e acabamos conhecendo um casal brasileiro bem simpático, de Londrina.

Surpresa do dia: na praça do Parlamento, fomos surpreendidos por sprinters no piso que começam a soltar spray de água pra refrescar a galera.

Presepada do dia: Por incrível que pareça, não houve. O dia foi tão perfeito que não fizemos nenhuma bosta dessa vez. Talvez o ponto negativo do dia tenha sido os drinks que resolvemos tomar no restaurante lá do castelo, que eram horríveis.

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